Trump. Is. A. Complete. Imbecile. https://t.co/OkdHQPu12D
— George Conway (@gtconway3d) August 4, 2020
August 04, 2020
Trump a analisar dados sobre o covid-19
A educação pública é o meio mais eficaz na luta contra os extremismos
Ontem apanhei um post no FB de um pai indignado (ao que se lhe juntaram outros nos comentários) com uma folha de avaliação da professora/educadora (não sei ao certo como se chama) da filha no infantário.
A folha tinha três espaços para descrever aspectos distintos das crianças e num deles vinha escrita uma recomendação com descrição que o pai sublinhou. Dizia mais ou menos isto: a ......., o nome estava tapado, tem alguma dificuldade em respeitar os géneros. Diz que os rapazes não podem brincar com os brinquedos dela porque têm os seus de meninos. Diz que alguns dos meninos estão mal vestidos porque estão de cor-de-rosa e o rosa é para as meninas. Também diz aos meninos que não devem chorar porque os homens não choram e diz que nunca viu o pai a chorar.
O pai que pôs isto no FB estava indignadíssimo com o que chama endoutrinação ideológica das crianças, pois são são os pais e mais ninguém quem diz o que as crianças devem aprender e quais os valores com que devem viver, no que era apoiado por comentadores, todos eles indignados por a educadora ter escrito que a criança devia aprender a respeitar os 'géneros'.
A educação escolar reproduz de algum modo os problemas da sociedades multiculturais: valores em conflito radical terem que conviver em equilíbrio num contexto comum, que é a sociedade e, neste caso particular, o infantário ou a escola. Muitas famílias recusam fazer uma revisão racional dos seus valores culturais e culpam as escolas por fazerem-no. Entendem os filhos como sua propriedade, como o cão lá de casa que treinam como querem, sem deixar espaço para que a pessoa se determine. É por isso que em certas culturas não deixam as raparigas ir à escola, por exemplo, a partir de uma certa idade.
Todos os anos tenho alunos de raízes culturais diferentes. Embora na aula de filosofia não sejamos anti-nada, somo anti-anti-direitos humanos, se é que me faço entender. Não somos anti-religião ou anti-qualquer partido político, por exemplo, mas somos anti-falta-de-respeito-pelos-direitos-humanos. Ora, há várias posições culturais-valorativas que são anti-direitos humanos e, nesses casos, a única coisa a fazer é discutir racionalmente as questões e expôr as suas contradições.
Os alunos mais difíceis neste aspecto são os que pertencem a certas religiões ou facções religiosas porque são de um dogmatismo feroz. Falo dos Testemunhas de Jeová, por exemplo, que têm um nível de argumentação tão baixo que é difícil lá chegar. Certas facções do catolicismo muito machistas e atávicas, como esta deste pai que se indigna com a educadora por ela chamar a atenção para a maneira machista como a educam. Já tive alunos que se queixaram de as colegas os distraírem por usarem saias curtas ou pais queixarem-se de o professor da filha pôr as mãos nos bolsos das calças enquanto fala e eles considerarem isso um gesto inapropriado (querem dizer, sexual) e até das professoras distraírem os alunos por terem o descaramento de ter peito e o levar para as aulas como se uma pessoa pudesse fazer alguma coisa acerca disso... enfim, talvez usar burca para se ficar disforme e os adolescentes não olharem.
Por incrível que pareça as alunas muçulmanas que tenho tido, embora poucas, são muito menos dogmáticas que outros, talvez por as famílias quererem integrar-se na nossa sociedade.
A educação pública é o meio mais eficaz na luta contra os extremismos mas os sucessivos governos nunca compreenderam isso e reforçam com as suas palavras e comportamento, a falta de respeito e a desconfiança que muitos pais têm pela escola e pelos professores que consideram obstáculos à endoutrinação dos filhos. Portanto, lutamos muitas vezes contra o dogmatismo extremo dos pais e, como se isso não bastasse, também contra o dogmatismo daqueles que nos tutelam.
Bom dia com um pé na filosofia
O que quer dizer esta afirmação de Nietzsche ?
1. A verdade existe mas não podemos alcancá-la. Só podemos fazer interpretações da verdade que, por sua vez, também não são verdade.
2. A verdade não existe e a epistemologia é a exploração de ideias e interpretações não-factuais.
ou
3. Não podemos fazer afirmações acerca da verdade, nem sequer acerca da possibilidade da sua existência.
August 03, 2020
Por falar em presos, Assange continua preso sob o silêncio conivente da imprensa em geral
US seeks to arrest Julian Assange with new extradition request
Julian Assange’s lawyers have suggested the WikiLeaks founder may soon be re-arrested in London after a new extradition request citing the same 18 offences, according to Sky News host Brent O’Halloran.
American authorities are seeking to have Mr Assange, who is currently imprisoned in England, sent to the United States to face trial for charges relating to WikiLeaks publication of troves of confidential information.
The WikiLeaks organisation has published a number of classified documents detailing mistreatment of Guantanamo Bay detainees and Democratic national committee emails showing the party was trying to rig the 2016 primaries for Hillary Clinton.
His lawyers, supporters and free press advocates argue Mr Assange is being prosecuted for exposing wrongdoing and the whole case sets a dangerous precedent, Mr O’Halloran said.
Mr Assange’s father, John Shipton told Sky News the prison conditions in which his son was being kept were “farcical and dire”.
“If Julian is freed and rearrested simultaneously then we will sue for false imprisonment and malicious torture,” he said. Image: AP
Assange Legal Farce Continues - There has simply never been a broadcast report in the UK on Assange as fair as this one from Sky News Australia.
O que lêem os prisioneiros russos?
Russian prisoners have great taste in literature. Top 6 books most popular with convicts:
1-Master & Margarita (Bulgakov)
2-Crime & Punishment (Dostoyevsky)
3-Count of Monte Christo (Dumas)
4-War & Peace (Tolstoy)
5-Three Muskateers (Dumas)
6-Brothers Karamazov (Dostoyevsky)
Bryan MacDonald
... as horas da tarde são para sempre…
Nas esquinas brancas, escondidas, adivinhando,
Despertadas pelas cigarras em sentinela,
Assobiando ao calor,
Ao mundo, levantado na ponta dos pés
Perto da porta, do mar,
Ao lado da janela
Onde o sol chega até metade a esta hora,
E as horas da tarde são para sempre…
Daniel Costa Lourenço
Se a Ana Paula Vitorino está contra a medida é porque a medida é boa
A mulher é péssima e não tem respeito pelo processo democrático como todos sabemos desde que se gabou de estar a fazer a promoção da prospecção de petróleo às escondidas do povo para não se chatear com essas minudências da democracia.
A realidade das cenouras
Ter as pessoas e não as aproveitar
Dois casos emblemáticos. O primeiro, uma bióloga que chega aos 50 anos com muito trabalho feito e prémios mas com um contrato precário de sobrevivência. Vê na internet um anuncio de um cargo na administração pública inglesa, concorre e ganha. Isso cá seria impossível. Somos um país que despreza o mérito em favor da cunha e do amiguismo e nunca na vida uma desconhecida de 50 anos conseguiria, sequer, ir a concurso. Passa-se a vida a promover amigos incompetentes e a ver os competentes fugirem ou desistirem. O segundo caso é o dos arquitectos. Somos um país pequeno mas cheio de arquitectos reconhecidos a nível mundial, só que aqui no país ninguém está interessado em valorizá-los. Há sempre um amigo pato-bravo que faz as vezes de arquitecto de borla. Um português quer é borlas. Também os médicos e os enfermeiros e os engenheiros os editores e os professores e muitos outros emigram. Vão-se embora para outro país trabalhar, pagar impostos e ter filhos porque aqui em Portugal o país está reservado para os amigos e para os outros que aceitem ganhar dois euros à hora em regime de exclusividade.
Os políticos que temos fizeram isto, activa e passivamente.
"Portugal pagou a minha educação e a Inglaterra tem uma pessoa extremamente competente sem investir"
Bióloga marinha, investigadora, professora, dirigente na área do ambiente, Alexandra Cunha foi obrigada a emigrar aos 50 anos. Concorreu e foi escolhida entre os melhores para consultora do governo britânico.
---------------------------
Precariedade: “Só conheço um arquitecto com contrato. São casos excepcionais”
Já tive uma entrevista para um estágio onde me ofereciam dois euros à hora em regime de exclusividade. E onde me disseram que ‘o que não falta são arquitectos’
August 02, 2020
Filmes - another mushy film...?
Já é o segundo. Mais um e ainda começo a usar a palavra fofo nas aulas e os alunos percebem que enlouqueci e fogem... ahah no way 😁
À primeira vista, o filme parece ser mais um daqueles romances de perlimpimpim. Fui ver as críticas do filme e havia muitas negativas pelo facto do filme ter como um dos dois personagens principais um tetraplégico e não se dedicar a explorar os seus problemas e, ainda por cima, no fim do filme, o personagem vai à Suíça fazer um suicídio assistido de modo que disseram que promovia a desvalorização das pessoas com essa incapacidade. Só que o filme não é sobre deficientes. O filme é sobre a vida, sobre pessoas e sobre o amor e como transforma as pessoas.
Spoiler alert - a premissa do filme é simples: um indivíduo cheio de dinheiro, de 31 anos, filho dos donos do castelo lá da terra, com imenso sucesso na banca, uma vida muito activa e cosmopolita, praticante de desportos, giro que se farta e com namoradas a condizer, é atropelado parvamente e fica tetraplégico. Faz terapia intensiva, mas inutilmente, durante um ano e depois percebe que aquilo é o melhor que pode esperar.
A namorada, muito pragmática, deixa-o pelo melhor amigo dele. O indivíduo está num estado destrutivo e tentou matar-se. Recuperam-no mas ele diz aos pais que não quer viver assim e combina dar-lhes seis meses antes de acabar com a vida. A mãe, desesperada, diz que sim para ganhar tempo e põe-se à procura de alguém que lhe faça companhia e o anime, na esperança que ele mude de ideias.
É assim que aparece a rapariga no filme, uma de duas irmãs que sustentam, com empregos muito precários, uma mãe que não trabalha e um pai desempregado de uma família de classe média baixa, muito amorosa mas caótica. A rapariga acaba por ficar com esse trabalho de ser assistente dele -ele tem um enfermeiro fisioterapeuta- e fazer-lhe companhia. Portanto a premissa do filme parece simples: uma rapariga tenta salvar um tetraplégico de se suicidar. Só que na verdade é ele quem a salva, embora ela também o salve, porque onde há amor há uma transmutação. Se não há é porque não o era.
Eles são pessoas muito diferentes. Ele é um snob com a mania de superioridade que acha não ter nada para aprender com ela, um rapariga de classe média que nem curso tirou e trabalha a servir em cafés. Só que ela é uma rapariga (26 anos) insegura, mas muito inteligente e genuína, que diz tudo o que pensa e não consegue esconder o que sente e ele nunca conheceu ninguém como ela. O meio em que ele se movia é de gente hipócrita e calculista e a maneira dela ser, optimista, motivada, dinâmica e com uma capacidade de alegria contangiante que lhe diz exactamente o que pensa em vez de o tratar como um coitadinho deficiente, tem um tremendo impacto nele. Mostra-lhe uma dimensão da vida e das pessoas com a qual nunca tinha contactado.
Ele percebe o potencial dela, percebe que ela está presa a uma família sem dinheiro, sem perspectivas, sem horizontes culturais e assume essa tarefa de a libertar dos condicionalismo da sua educação e abrir-lhe horizontes e possibilidades que ela nunca teve nem teria, presa a um namorado muito limitado que não a percebe nem valoriza. Ela a certa altura deixa esse namorado e ele não percebe porquê e diz-lhe: estamos juntos há sete anos e só o conheces há cinco meses. Pois, só que nem numa vida inteira o namorado conseguia perceber nela o que o outro percebeu em duas semanas.
Ele não quer saber da enorme diferença que os separa e começa a sair com ela e vai com ela para todo o lado: a concertos, a casa dela e inclusive ao casamento da ex-namorada com o ex-melhor amigo para quem ele agora olha e vê para além das aparências: pessoas superficiais, sempre em pose, sem princípios, hipócritas, calculistas. Essa sequência do casamento da ex-namorada é muito boa porque ele está já tão transformado que aquilo não o atinge como atingiria, antes de a ter conhecido e aquele mundo falso já não lhe diz nada. Passa a apreciar as pessoas pelo que são.
Por outro lado, ela não quer saber da condição dele. Está completamente fascinada por ele e pelo olhar dele sobre ela: o que ele vê nela, o mundo mental e cultural que ele lhe abriu e aquele companheirismo genuíno entre os dois.
Tornam-se companheiros, no sentido verdadeiro e não convencional do termo. Ambos se transformam em outras pessoas, melhores pessoas, que se descobrem em dimensões que não sabiam ter por causa do outro. O filme é muito bom a mostrar isso: como o amor, aquele sentimento que se enraíza e é avassalador como um terramoto (não falo de paixão nem de entusiasmos) nos transforma em outras pessoas de um modo definitivo, permanente. Muda-nos o olhar sobre as pessoas e a realidade.
Afinal é ele quem a salva de uma vida no fundo da caverna, como dizia Platão. Ela também o salva de uma vida revoltado, rancoroso, miserável, sozinho. Ela deu-lhe a possibilidade de voltar a sentir-se útil e valorizado. No fim ele escolhe morrer porque não quer ser o tipo de homem que aceita uma vida de total dependência onde não tem nenhum poder de escolha, porque acha que a vida é para ser vivida em todo o potencial e não pela metade. Também porque não quer ser uma limitação na vida e possibilidades dela.
Ninguém percebe a opção dele, e ela muito menos: que ele escolha acabar com a vida naquele momento. É o pai dela que lhe diz uma frase de grande sabedoria: não podemos esperar mudar as pessoas, o mais que podemos fazer é amá-las.
O título do filme, Me Before You, refere-se a ambos: o que cada um era antes de se conhecerem. O impacto que de vez em quando, muito raramente, algumas pessoas têm nas outras.
O filme pode ver-se como o imenso potencial de muita gente que está desidratada como os tardígrados e precisa de condições favoráveis para desenvolver vida, mas infelizmente, nunca encontram essas condições favoráveis porque são raras ou encontram mas não as reconhecem e deixam-nas passar.
Enfim, um filme que parece ser só um romance mas é muito mais que isso. É um filme que faz pensar em muitas dimensões da vida - mas mushy :)) é difícil ver o fim do filme 'des-emocionado'.
Não há muita coisa que acrescentemos à natureza...
A ler o livro, esta estratégia pareceu-me uma ideia genial e uma metáfora extraordinária para o fim das civilizações que até hoje ninguém conseguiu prever e que têm sido catastróficas na história da Terra. Pois acabo de ir dar com um artigozinho onde se explica que os tardígrados resistem a temperaturas, atmosferas e níveis de radiação que matam qualquer outra forma de vida. E como o conseguem?
Com um recurso de sobrevivência que consiste em dormência completa, encolhendo-se e desidratando-se, desligando todos os seus sistemas e processos biológicos, podem sobreviver por muitos anos quando encontram condições ambientais que não dão suporte à maior parte da vida animal, permanecendo em estado criptobiótico. É neste estado que conseguem suportar condições ambientais extremas e posteriormente "voltam à vida", ao se reidratarem novamente. (Wiki.)
Então foi aqui que o autor foi buscar a ideia para aqueles indivíduos que vivem no mundo que tem o problema dos três corpos com as eras caóticas. Afinal a ideia não dele, foi da Natureza. How cool is that!? De facto, como dizia alguém, não há muita coisa que acrescentemos à natureza...
O que é a vida? Não sei
Esta fotografia tem mais informação que dez artigos de opinião
... e não falo apenas de informação política mas também psicológica-antropológica - timing perfeito - não sei quem a tirou.
Quatro meses são o que basta para desabituar da vida?
Está um dia de Verão espectacular! Mesmo como gosto. Sol sem ser abrasador. À sombra, uma brisa fresca. Aqui sentada, vejo pessoas na Tróia, ali naquela ponta de areia :
Estou desejando ir fazer uns dias de praia para apanhar alguma cor e fazer exercício. Nadar. O ortopedista disse-me para nadar. Já falta pouco tempo. Entretanto vou ler e ver uns livros que me deram e ganhar coragem para ir separar roupas. Estou há tanto tempo enfiada em casa sempre de calções e chinelos que nestes últimos dias em que me vesti, calcei sapatos, pus brincos (tive que fazer força numa das orelhas porque o buraco já estava a fechar-agora ando de brincos...), pus um lápis nos olhos e isso, pareceu estranho e fiquei cansada de estar vestida e calçada, de saltos... quatro meses é o que basta para nos desabituarmos da vida?
estou um bocado esbranquiçada assim sem nada na cara...
Porque é que pagamos quintas-hotéis de luxo ao pessoal do BDP?
-------------------------------
A Administração do Banco de Portugal dispõe de uma Quinta com 22 hectares, perto de Lisboa, a Quinta da Fonte Santa. Não entendo porquê nem para quê!
Utilizam habitualmente estas instalações como espaço institucional, talvez para a realização de reuniões de "trabalho" e como centro de "formação". O Governador Mário Centeno e os seu ajudantes podem até dispor, na quinta, de um Centro Equestre. Há fibra óptica em toda a quinta. A quinta está ao nível do salário de Centeno. Um Governador que recebe mensalmente a quantia de 16.926,82 euros não pode reunir num espaço qualquer...
Paulo de Morais
Utilizam habitualmente estas instalações como espaço institucional, talvez para a realização de reuniões de "trabalho" e como centro de "formação". O Governador Mário Centeno e os seu ajudantes podem até dispor, na quinta, de um Centro Equestre. Há fibra óptica em toda a quinta. A quinta está ao nível do salário de Centeno. Um Governador que recebe mensalmente a quantia de 16.926,82 euros não pode reunir num espaço qualquer...
Paulo de Morais
A questão é: quem está à frente da Infraestruturas de Portugal e é primo de quem?
"Quem é que a mandou para lá? Acho que isto não se deve fazer durante o dia. Tudo isto aponta para uma grande incompetência criminosa da Infraestruturas de Portugal", criticou.
Qual Angus qual carapuça!
Subscribe to:
Comments (Atom)








