October 22, 2026

Provas de 4º e 6º ano com resultados assustadores no português



Educação para os mínimos, influência dos telemóveis no desenvolvimento da língua e do pensamento, vitimização dos alunos com o consequente mau comportamento, escolas sem professores e sem condições, milhares de alunos estrangeiros que mal falam o português.


Alunos do 4.º e 6.º ano com resultados "horríveis" na produção de textos

Resultados das Provas ModA revelam problemas graves a Português, na compreensão e na escrita. Professora fala em resultados "assustadores".
CM

Os alunos portugueses do 4.º e 6.º ano têm muitas dificuldades na compreensão e produção de textos em Português e também no raciocínio e resolução de problemas de Matemática, revelam os resultados da Provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA) de 2026, realizadas em abril. 

Os piores resultados são na produção de textos dos alunos do 6.º ano, cuja média continua a ser negativa, apesar de ter subido de 45 para 47,9. Também na compreensão de textos a média é negativa, tendo descido de 51,4 para 49,5. No 4.º ano, a média na compreensão de textos desceu de 53,7 para 51,8 e a produção subiu de 47,4 para 50,0.

 Maria do Carmo Oliveira, da Associação de Professores de Português, classifica os resultados como "horríveis" e "absolutamente assustadores".

"Isto é o resultado de uma política de ensino em que os alunos são educados com documentos orientadores minimalistas, as Aprendizagens Essenciais, e sofrem uma influência crescente das tecnologias, o que lhes retira competências para aprendizagens mais tradicionais, pelo que percebem pior e produzem pior", analisa Maria do Carmo Oliveira, da Associação de Professores de Português, que acrescenta ao problema "a influência de muitos alunos brasileiros e dos Palop, para quem a escola é muito castigadora, que têm de fazer as mesmas provas e não conseguem compreender como os alunos portugueses".

A docente não vê perspetivas de melhorias. “A compreensão de textos é essencial para a cidadania ativa, para não serem manipulados. Mas se não conseguem aos 11 anos acha que vão conseguir aos 17? Os resultados do PISA já mostraram que os alunos têm um atraso de um ano e meio em competências de leitura. Isto não vai melhorar porque as escolas não têm recursos, não encontram soluções, e os alunos estão perdidos”, destaca Maria do Carmo Oliveira, acrescentando: “Estas aprendizagens têm que se trabalhar também em casa, na escola está muito difícil. Os alunos são muito complicados, a capacidade de foco e atenção é limitadíssima, não querem fazer porque o que os rege é o hedonismo, o prazer, não se querem sacrificar”.


Um problema grande

 


Ex-chefes militares alertam para "panorama sombrio" na falta de efetivos nas Forças Armadas

O Grupo de Reflexão Estratégica Independente, que junta oficiais generais como o almirante Melo Gomes, alertou para o défice preocupante de pessoal no Exército e na Marinha. O grupo propõe criar um órgão independente para rever salários e avisa que sem pessoas não há Defesa Nacional
SOL

Toca a acordar os dorminhocos

 


October 21, 2026

Que sentido de vida estão a construir estas pessoas que se dedicam ao ódio e à violência?

 

Sócrates dizia que não se ensina nada a ninguém, querendo com isso dizer que não é possível ‘atirar’ conhecimentos já construídos para dentro da mente de alguém, como se essa mente fosse um receptáculo. O mais que podemos fazer, dizia, é orientar essa pessoa para a luz, através de questões, provocações, desafios e esperar que se opere nela uma mudança interna de perspectiva transformadora, uma metanoia, que a afaste do erro e a ponha no caminho da busca do conhecimento.

 

Do mesmo modo, também Viktor Frankl entende que não se dá o sentido da vida a ninguém. Não é possível ‘atirar’ para dentro de alguém um sentido de existência já construído e pronto a usar. O mais que podemos fazer é afastar a pessoa das armadilhas de falsos sentidos que surgem como modo de preencher vazios -o prazer e o poder- e orientar a pessoa, através do diálogo socrático, em grande parte, para a luz, entendida por ele como uma vida de construção de sentido através da acção transformadora virada para o outro, que pode ser uma pessoa ou o mundo. 

 

Tal como em Sócrates, também esta ação implica uma transformação interna, que passa por a pessoa se desvitimizar: em primeiro lugar, fazer zoom out da sua situação particular, das suas emoções e problemas, e observar-se de um ponto de vista neutro, nomeadamente projetando-se no futuro e olhando para trás. Este processo tem a virtude de se aprender a mudar o modo como se reage às situações particulares de vida, mesmo em casos extremos, como o foi a vida dele nos campos nazis - quando não podemos mais mudar uma situação, somos desafiados a mudarmo-nos a nós mesmos; em segundo lugar, munidos dessa capacidade de se descentrar de si mesmo e dos seus agravos, que levam muitas vezes ao vazio e suas armadilhas, virar-se para fora e agir, sobre os outros, como um meio de construir sentido.

 

A construção de sentido está fundamentada em três pilares: a liberdade da vontade  (há sempre uma margem de liberdade em qualquer situação, quanto mais não seja, interna); a vontade de sentido (o impulso de buscar significado nas experiências da vida); e o sentido da vida (a convicção de que a vida tem um sentido que se pode alcançar).

 

Fankl falava em três vias de valores para a construção de sentido: 

 

- valores de realização ou de criação: o que damos ao mundo com o nosso trabalho e responsabilidade;

- valores vivenciais ou de experiência: as experiências transformadoras do belo e/ou do amor;  

- valores atitudinais: a atitude que escolhemos ter perante os obstáculos e sofrimentos inevitáveis da vida.

 

A construção de sentido é um processo dinâmico que dura toda a vida, pois vai-se modificando para responder às suas vicissitudes, internas e externas. Frankl chama «Logoterapia» a este processo de orientação da vida para a descoberta e posse do impulso vital humano da construção de sentido.

 

(parte de um texto que escrevi num trabalho que fiz para uma formação sobre Viktor Frankl na APFP - associação portuguesa de ética e filosofia prática)


Putin deve ter puxado do seu ás de trunfo

 

A Ucrânia a avançar no terreno e a destruir tudo quanto é refinaria, bases de informação, equipamentos de guerra, etc. devem ter posto Putin em pânico e puxou do seu ás de trunfo (calculo que sejam vídeos epstinianos mesmo maus) porque de repente Trump virou-se completa e agressivamente contra a Ucrânia e contra Zelensky. 

Onde estão os republicanos decentes que não põem o homem na ordem? Têm medo dele?

Macron está em negação

 

Que as imagens que circulam são de inteligência artificial e que não se passou nada daquilo em França. Perdeu o controlo do país e está em total negação. Macron está com medo de perder os negócios de petróleo e gás com os islamitas de África com quem tem contratos, nomeadamente Argélia, Nigéria e Líbia. Daí que negue que argelinos, líbios e outros imigrantes islamitas de 1ª ou 2ª geração eram a maioria dos que se viam a roubar e a destruir. Mas quer dizer, as imagens estão aí para todos verem. É a nova-esquerda, é isto.

Sanções de longo alcance

 

Estamos preparados para a guerra?


Putin acaba de declará-la. Está cheio da força que Trump lhe dá. Os europeus que metem em ordem as suas casas, acabam com as células de terroristas islâmicos e gangs de destruição já, porque temos uma guerra para travar. 

Bojan Pancevski

Putin ordenou pessoalmente uma nova onda de ataques contra os países da @NATO na Europa. O complot no aeroporto de Leipzig foi um dos primeiros golpes.
Putin foi motivado pela frustração com o impasse nas negociações e pelos ataques profundos da Ucrânia.
A minha reportagem via @WSJ

Vancing Queen confirma que Putin é um terrorista que tem reféns

 

Still working


October 20, 2026

Subscrevo inteiramente esta análise



(apesar de faltarem aqui outras forças que trabalham para a destruição da Europa)

--------------------

Sandro

Acho que os europeus não compreendem plenamente o que está a acontecer neste momento à União Europeia.

A UE está a sofrer um ataque extraordinário em várias frentes, tanto do exterior como do interior. E tenho dificuldade em pensar noutro período da sua história em que tantos actores poderosos tivessem interesse em enfraquecê-la simultaneamente.

A Rússia passou anos a travar uma guerra híbrida contra a Europa. 

Migração utilizada como arma, sabotagem, ciberataques, campanhas coordenadas de desinformação, redes de bots e interferência política. O objectivo é claro: minar a confiança nas instituições democráticas, aprofundar as divisões sociais e enfraquecer a unidade europeia.

A China tem motivações diferentes, principalmente económicas e geopolíticas. Uma Europa fragmentada é mais fácil de pressionar, mais fácil de negociar individualmente e menos capaz de defender os seus interesses económicos.

E depois há os Estados Unidos. Talvez o desenvolvimento mais perturbador de todos.

Sob Trump e o movimento MAGA, um país que ajudou a reconstruir o velho continente e que depois passou décadas a apoiar a integração europeia tem agora uma administração abertamente hostil a grande parte do que a UE representa. A sua própria Estratégia de Segurança Nacional apela mesmo a cultivar resistência à actual orientação política da Europa.

Pensem nisso por um momento.

Entretanto, na Europa, sectores da extrema-direita e da extrema-esquerda amplificam estas divisões, seja por alinhamento ideológico, oportunismo político ou simpatia declarada por regimes autoritários.

Isto não significa que a Rússia, a China e o MAGA estejam todos a seguir um plano mestre coordenado em conjunto. Nem precisam de o fazer. Os seus interesses sobrepõem-se cada vez mais, e as divisões internas da Europa facilitam-lhes consideravelmente o trabalho.

O que torna isto particularmente alarmante é o que está realmente em jogo. Apesar de todas as suas falhas, a UE continua a ser um dos projectos mais importantes do mundo, assente na democracia liberal, no Estado de direito, nas liberdades individuais e na cooperação entre nações.

Numa altura em que o autoritarismo está a ganhar terreno e até mesmo democracias de longa data mostram tendências preocupantes, isso é extremamente importante.

A Europa está longe de ser perfeita. A sua burocracia, indecisão e incapacidade de agir de forma decisiva são problemas reais. Mas a resposta não pode ser recuar para 27 Estados-nação concorrentes, cada um deles demasiado pequeno para influenciar de forma significativa um mundo cada vez mais dominado por potências continentais.

Muito pelo contrário.

A Europa precisa de uma integração mais profunda, de instituições comuns mais fortes, de uma verdadeira autonomia estratégica e da coragem política para defender os seus interesses e valores.

Porque a fragmentação é precisamente o que tantos actores externos desejam.

E talvez essa seja a ironia central do nosso tempo: as pessoas estão a ser deliberadamente manipuladas para acreditar que o contrário é verdade — que a identidade nacional e a soberania só podem ser protegidas enfraquecendo a cooperação europeia. Na realidade, uma Europa dividida é menos soberana, menos segura e muito mais fácil de ser pressionada por potências externas. Por isso, aquilo que tornará a Europa mais forte é precisamente aquilo que os seus adversários se esforçam mais por impedir.

Uma Europa unida é uma potência geopolítica. Uma Europa dividida é um conjunto de países à espera de serem atirados uns contra os outros.


A Europa tem responsabilidade nesta mentalidade de parasitismo

 

Um imigrante francês explica por que atacam as lojas chinesas: «Os chineses que vivem em França tornaram-se demasiado ricos. É injusto para nós. Têm roupas boas, boas vidas e bons carros». Estes indivíduos com esta mentalidade parasita atacam as lojas judaicas por motivos religiosos e não atacam as lojas muçulmanas e atacam as lojas chinesas por inveja. 
Os asiáticos em França, como em outros países, em vez de andarem a partir tudo e a queixar-se de serem vítimas e de terem direito a roubar, trabalham imenso, investem na educação e não criam confusões. Depois vêm este palestinos e outros islamitas que onde chegam exigem que todos se dobrem à sua ideologia medieval e destroem-lhes os bens por inveja. São estas pessoas, as tais que precisamos para pagar impostos e trabalhar para o futuro da Europa? Não me parece.


PVEC (processo de vitimização em curso)

 

O PVEC começou há uns 30 anos mas só agora atingiu o pico.

De há uns 40 anos para cá começou a importação de imigrantes africanos, islamitas, em parte como consequência inevitável do fim dos impérios europeus e das suas descolonizações. Naturalmente, houve um debate e um confronto público de ideias acerca da colonização e do racismo que veio com ela. Esse debate foi desvirtuado pela esquerda des-construtivista.

Os des-construtivistas não viam a independência das colónias como um evento igual a tantas outras independências territoriais na História. Não, eles comentaram a colonização como um acto especificamente ocidental, como se não tivesse havido outras estruturas colonizadoras esclavagistas, como os árabes, por exemplo. 

Por essa razão, para a descolonização ser efectiva, havia que des-construir as estruturas de pensamento ocidental, da cultura ocidental, do eurocentrismo, da ciência, da justiça e do Direito ocidentais, da 'verdade' ocidental, da ciência ocidental, das democracias ocidentais, entendidas como opressoras, da língua como violadora da identidade dos povos colonizados. 

Tomados por um desejo de se redimirem e aparecerem como superiores no entendimento da colonização ocidental, a esquerda aderiu entusiasticamente a esta missão de matar o Ocidente, que no entender dos des-construtivistas traz em si o germe do racismo e do colonialismo.

Seguiram-se 30 anos de educação contra o homem branco, ocidental, tomado como endémica e eternamente racista e daí surgiu o PVEC. 

Há 30 anos que os povos ex-colonizados educam os seus jovens na ideia de que o Ocidente branco é causa de todos os males no mundo; que sem os negros escravizados não haveria civilização ocidental, pois foram os escravos que tudo fizeram, que são as únicas e as maiores vítimas da História e que os brancos do Ocidente lhe devem reparações eternas - a pagar já em dinheiro, em bens e em sofrimento; que estando num país ocidental têm direito a roubar, a tomar para si o que quiserem, a violarem as raparigas, a atacar quem quiserem, pois estão apenas a retribuir o que lhes foi feito há 100 anos ou 300 durante o colonialismo. Sendo islamitas, todos esses direitos lhes são devidos e justos, dado que o Ocidente está cheio de infiéis e o profeta manda matar infiéis.

O próprio Ocidente ensinou e propagou (e ainda propaga) no mundo essa narrativa de que os europeus são geneticamente racistas, que os africanos são vítimas eternas e que a sua revolta e violência são compreensíveis neste quadro. 

Tivemos e temos governos, intelectuais, instituições a difundir a ideia de que é preciso matar o Ocidente para o mundo ser feliz e desoprimido. O Paraíso vem a seguir à morte do Ocidente. Guterres, que ocupa ainda o posto de maior influencia moral no mundo, é um dos maiores faróis a difundir a narrativa de que a cor da pele das pessoas faz delas vítimas ou opressores e que ser branco é nascer com o pecado original da opressão e ser negro é ser vítima.

O anti-semitismo também, pois afinal, na cabeça da esquerda, os israelitas são os brancos europeus ocidentais, logo opressores, que escaparam aos nazis e foram com as suas estruturas mentais colonizadores para a Palestina oprimir os árabes, que na sua cabeça são todos negros, logo vítimas.

Não admira pois que, ao fim de quase 40 anos de demonização da cultura ocidental e dos europeus, os imigrantes africanos -e os islamitas- entendam que são vítimas com direitos de pernada sobre os europeus, uma espécie de jizia pelos males sofridos.

A cultura da vítima e do opressor, tão cara à esquerda Rolex deriva de um espirito muito paternalista que é o de considerar que os povos colonizados  são coitadinhos que nunca poderão ser livres por causa dos europeus. Como se não fossem seres humanos autónomos e inteligentes como os outros, capazes de ultrapassar a sua situação particular de raíz. Isto é, consideram-nos inferiores, isso está implícito no modo paternalista como os tratam.

No entanto, vários países colonizados prosperaram depois da independência, tanto em África como na Ásia. E há países que se mantiveram numa lógica de vitimização que os impediu de se erguerem depois da independência. E há países que nunca foram colonizados e não prosperaram. E a Europa está cheia de países que foram colonizados, alguns completamente arrasados e depois prosperaram.

Portanto, esta visão superficial que a esquerda tem dos povos e das culturas, alimenta este Processo de Vitimização em Curso. 

Não é que não seja verdade que o Ocidente foi colonizador, que escravizou, que em muitas situações substituiu a língua dos povos indígenas pela sua, que abafou identidades, mas isso não é um evento único na Historia e exclusivo de europeus, ocidentais. A Rússia continua a fazê-lo; dezenas de países islâmicos fazem-no há mais de um milénio e continuam a fazê-lo.

Portanto, continua em curso um processo de destruição das democracias ocidentais por parte de intelectuais de esquerda Rolex (veja-se o exemplo do post anterior) que vivem numa realidade alternativa, de opressores e oprimidos, pondo-se a si mesmos num pedestal de libertadores dos oprimidos - que não são. Defendem ditaduras, regimes esclavagistas, regimes terroristas, regimes teocráticos bárbaros, regimes de baixeza moral no tratamento de mulheres e de crianças e dizem a si mesmos que é por um bem maior. 

Qual é o bem maior? Um regime soviético de miséria e fome? Um regime iraniano de tortura, violações e execuções? Um regime Putinista de expansão colonial? Esses regimes são a favor dos direitos humanos? Da liberdade? Da auto-determinação dos povos?

Qual é o bem maior? 

Estou convencida que a esquerda-Rolex sabe que nenhum desses regimes é um bem maior mas é demasiado cobarde para o admitir. 

Vivem presos às narrativas do final do século XIX, ao tempo das grandes ideologias. Fizeram as suas vidas e carreiras e as vidinhas com elas. Estão presos no tempo, exactamente do mesmo modo que os islamitas vivem presos na realidade do século VII. Uns e outros não conseguem sair dessa prisão mental. Presos nos seus agravos vicariantes de outros séculos e nos seus sentimentos de ódio, de ressentimento e de vingança. Por isso, agora apelidam-se a si mesmos de progressistas - para se convencerem a si mesmos que a sua prisão ao passado é um progresso.

A única maneira de se ultrapassar este suicídio do Ocidente pela esquerda é a outra esquerda que pensa tomar posição. Não ser como os islamitas moderados que nunca abrem a boca por medo e cobardia e são cúmplices da violência dos extremistas, pelo silêncio conivente.


Os grandes intelectuais da nova-esquerda Rolex



«Dedo do meio em riste, "vai-te embora, idiota, vai-te embora, sionista nojento": quando Didier Eribon me expressa o seu ódio».
«Mas é o Eribon!! » diz o meu amigo. A incredulidade do meu amigo ainda ressoa. Acabou de reconhecer o homem que, segundos antes, me tinha gritado «Vai-te embora, idiota!» acompanhado de vários gestos obscenos, num passeio parisiense onde estávamos a conversar, o meu amigo, a minha mulher e eu. 
Não se trata, portanto, de um simples transeunte tomado pela raiva. É mesmo o Didier Eribon. O eminente académico, o sociólogo, o intelectual de esquerda. Que se revolta na vulgaridade. À maneira de um exibicionista que, com dificuldade em encontrar oportunidades para se satisfazer, abre o sobretudo e tira o seu órgão à pressa, enquanto vomita obscenidades para ver o efeito que causa nas transeuntes… 
Passado o espanto, recuso-me a deixar que a impunidade se instale. Volto a subir para a minha bicicleta, alcanço-o e interpelá-lo com ironia e firmeza: «Senhor Eribon, é assim que lida com as suas divergências? Insultando as pessoas na rua e mostrando-lhes o dedo do meio com a mais crassa das vulgaridades?». 
Desmascarado, ele assume. Com uma arrogância lamentável: «Sim, sou o Didier Eribon, sou mundialmente conhecido e tu és um grande idiota». Ele não gosta de mim e fez questão de mo deixar claro. Isso acontece-me algumas vezes. Mas, tal como sempre que surge a violência verbal, decido não deixar passar em branco e, por isso, acompanhá-lo no seu passeio. Um passeio pelo bairro para o confrontar com a sua própria queda. 
Chamo-lhe a atenção para o quão desesperado é esse comportamento para um intelectual francês. O seu único argumento? « - Insultaste-me, por isso insulto-te. Insultaste os Insoumis, chamaste ao Jean-Luc Mélenchon um bastardo antissemita.» «Eu sou a República», declara Mélenchon, e, num paralelo perfeito, o intelectual dos Insoumis convence-se a si próprio: «Eu sou o Mélenchon. »
Ao ouvi-lo, percebo uma violência inédita, fria, um ódio visceral, uma raiva que distorce tudo. Acabo por lhe dizer: «Se fosses mais forte, ter-me-ias dado um soco na cara. É assim que resolves as disputas.» 
Como única resposta, e para mascarar a sua indignidade com snobismo burguês, apressa-se a esmagar-me com a sua agenda mundana: 
«A minha vida é maravilhosa! Esta noite, vou jantar com a minha amiga Annie Ernaux, Prémio Nobel da Literatura.» 
A arrogância da elite de Saint-Germain-des-Prés invocada para justificar um comportamento de rufião. Mas a máscara do académico cai completamente, deixando escapar o que lhe ardia na língua. «Podia ter-te dito, e posso dizer-te: Vai-te lixar, sionista nojento!» «Força», respondi. «Mais um esforço, a palavra certa está mesmo na ponta da tua língua.» Porque hoje sabemos muito bem: aquele famoso «sionista nojento», cuspido com tanto ódio numa calçada, não passa do disfarce do anti-semitismo mais viscoso. Daquele tipo que tenta reciclar-se, normalizar-se e exigir o seu lugar na sociedade. 
Didier Eribon não me disse «judeu nojento», mas todo o meu ser ouviu-o nas suas palavras e nos seus gestos. E não me venham perguntar porquê. É assim mesmo. E o mesmo se passa com as pessoas negras e os árabes-muçulmanos, que sabem perfeitamente reconhecer o racismo quando são suas vítimas. Esta cena de rua não é apenas uma anedota patética. Ilustra a mudança de uma certa esquerda que se tornou perfeitamente odiosa. Quando aqueles que deveriam ser os protagonistas do debate, as figuras tutelares da reflexão e do confronto de ideias, caem em tais extremos de excesso e violência, não é surpresa que a brutalidade esteja a corroer o resto do país. Naquela noite, Didier Eribon não se limitou a fazer um gesto obsceno a um adversário político; fez um gesto obsceno à própria inteligência.
Hesitei durante o fim de semana. O país já está suficientemente dividido. Mas estou a tornar isto público para não deixar nada passar em branco.


A nova-esquerda Rolex, em todo o seu esplendor

 

A mulher apela à violência. O argumento dela diz o quê? 

A violência é um sinal normal de uma revolução em curso;
A revolução é bem-vinda;
Logo, a violência é bem-vinda. 

Então isto não é, segundo a nova-esquerda unineuronal, um discurso de ódio?

Esta professora universitária (já a vi em outras discussões) defende a violência e diz, com ar de superioridade de quem teve acesso a uma revelação divina, que a violência é normal, que todas as revoluções têm violência e ri-se e diz que na Primavera Árabe, também houve violência (não percebe a diferença entre as situações) e que os pequenos comerciantes com a vida destruída são danos colaterais - ontem dizia a uma mulher que foi ameaçada de ser violada na rua, mais a sua filha de 3 anos que isso seria um dano colateral da revolução. 

Esta é a nova-esquerda que defende a violência e o caos, a partir da segurança das suas casas, dos seus empregos bens remunerados e vidinhas confortáveis, num país onde usufruem de todas as liberdades e direitos que as democracias ocidentais lhes dão. Mas lutam pela destruição da democracia. E há vários exemplares deste tipo de pessoas nos governos europeus: França, Inglaterra, Espanha, Suécia, Presidente do Conselho Europeu.


💪 Giorgia Meloni mandou o exército para as ruas

 

Para impedir em Itália, a reprodução da violência que todos vimos em França. Fez o que os seus congéneres europeus tiveram medo de fazer, que é pôr ordem nas cidades e não se deixar dominar por células de criminosos e islamitas hostis às nossas democracias.

"A esquerda querer terceiro-mundizar os países europeus"

 

Esta mulher diz a França para enviar os brancos da esquerda para África para eles verem o que é um país de terceiro-mundo sem liberdade, sem direitos civis, sem eleições, com tortura, casamentos infantis. E não percebe como é que a França, tendo passado por tanto na sua história para construir um país que funciona com instituições sistemáticas deita tudo fora para defender ideias de terceiro-mundo e destrói o país em vez de o desenvolver.

-----

Foi muito criticada por africanos e pela esquerda extremista activista e responde que não é 'irmã' deles, é uma mulher livre que pensa pela sua cabeça. 

'The Diplomat'

 



The Diplomat, é uma série que gira à volta da embaixadora dos EUA em Inglaterra e do seu marido, que já foi, ele mesmo, embaixador.
Vai na 4ª temporada. No fim da 1ª, o Presidente dos EUA morre com um ataque cardíaco e a Vice-Presidente passa a Presidente e nomeia o marido da embaixadora, Vice-Presidente.
De início, nas duas primeiras temporadas, pareceu-me que a série tinha demasiadas cenas entre políticos (o PM inglês é o típico político fura-vidas) que pareciam cenas de alunos do secundário: diz-que-disse, quem anda com quem, encontros às escondidas... entretanto, há pouco tempo li num jornal que Obama, quando aqui esteve há uns dias, disse que a vida política na Casa Branca e as relações entre as pessoas parecem cenas de liceu, de maneira que se calhar a série é muito mais fidedigna, nesse aspecto, do que eu pensava. O que é assustador...
A série cresce e define-se na 3ª e 4ª temporadas. A Presidente recém-nomeada, que trabalha excelentemente com o VP, é uma pessoa capaz de acções sem um pingo de ética (ele também), o que lhe traz o respeito dos políticos americanos que de início temem que, sendo mulher, não esteja à altura da dureza do cargo. 
Então, vêmo-la crescer em confiança e autoridade, bem como o VP que começa a aparecer deslumbrado com o seu poder. 
Aos pouco, a Presidente vai-se tornando autoritária, tão certa das suas decisões políticas que deixa de ouvir os seus conselheiros e até o VP. Toma decisões impulsivamente. Ameaça a Inglaterra, faz chantagem com o PM inglês, ameaça fazer guerra a aliados, cria inimizades com aliados e a 4ª temporada acaba com uma cena dramática na reunião do G7 - não vou dizer para não estragar a surpresa. 
As razões dela estão certas, mas os meios que usa são de destruição e de partir a louça internacionalmente. No mundo da diplomacia é o oposto do que deve fazer-se. A ver a evolução dela para o autoritarismo puro e duro e para um comportamento de posso-quero-e-mando no mundo, é impossível não pensar no actual inquilino da Casa Branca.
A série é boa. Uma das características melhores da série é mostrar-nos como é difícil tomar certas decisões políticas, fazer escolhas que implicam sacrificar pessoas ou objectivos e causas políticos. 
A série mostra-nos essa característica pondo a embaixadora (que acaba por estar sempre no centro da acção) a discutir com o marido, não apenas porque o casamento deles sofre com o cargo que cada um ocupa no Estado, mas porque aconselham-se muito um com o outro nas decisões políticas. Então, põem-nos a assistir a discussões de ponderação de decisões importantes, com todos os prós, os contra e os riscos associados para que nos apercebamos da quantidade de variáveis que é preciso ter em conta nas decisões e como é difícil, muitas vezes, saber qual o melhor caminho. Daí a inevitabilidade do erro.
Uma série que vale a pena ver.

O talibã do rectângulo volta à carga



Obrigar as mulheres a ter filhos contra a sua vontade é o que ele queria.


Passos defende regresso de taxas moderadoras para o aborto revogadas pela esquerda

Num colóquio sobre aborto, antigo primeiro-ministro destacou aumento de mulheres estrangeiras a interromperem a gravidez em Portugal, sinalizando que em 2025 corresponderam a 44,2% dos casos.

Público