July 23, 2026

WNBA

 

 

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Porque é que defender os direitos das mulheres é 'vendido' como ser contra trans? Os trans que arranjem os seus espaços mas não invadam os das raparigas. Uma rapariga jogadora de futebol feminino na Austrália está com problemas e acusações por ter-se recusado a jogar com uma equipa que tem 5 rapazes. Quer dizer, se não páram isto, as equipas femininas deixam de ter raparigas e qualquer dia sobem ao pódio 3 homens pela equipa feminina. Que loucura é esta?

Quando os jornalistas fazem perguntas a sério são postos a andar

 

Rubio anda por aí a queixar-se que por causa dos ucranianos não podem fazer negócios com os russos. Quando um dia esta loucura extremista e totalitária que assola o mundo passar e pessoas de bom senso escrevem sobre este tempo vão tratar muito mal estes indivíduos que estão agora na Casa Branca por causa deste constante namoro com Putin à custa das vidas dos ucranianos.

Que espécie de miseráveis se põem contra as raparigas?

 

Um grupo de raparigas deixou de usar a casa-de-banho da sua escola porque tinham sempre lá rapazes e não se sentiam seguras (isto passa-se em muitas escolas dos EUA). Foram humilhadas, perseguidas e esta que aqui fala, porque teve a coragem de falar, o que é muito difícil quando se sabe que a audiência está contra si, foi alvo de ameaças de morte, por parte de rapazes e de adultos da escola, portanto, provavelmente professores. Levou o caso ao Supremo que lhe deu razão. Mas quer dizer, quem são os miseráveis que se põem contra as raparigas quererem sentir-se seguras? Não basta já a quantidade de crimes e de violência de que são alvo por todo o lado? 


#StandingWithIranianWomen - and men

 

O rosto de extremismo islâmico da Euronews

 

A Euronews, financiada pelo Qatar, está a passar repetidamente a declaração de Zohran Mamdani a dizer que vai mandar prender  Netanyahu, a chamar-lhe criminoso de guerra. 

Uma pergunta:

Porque é que o mayor de NY, Zohran Mamdani não tenciona prender Pezeshkian, o presidente da República Islâmica, que vai participar na mesma conferência da ONU que Netanyahu em Setembro? Pezeshkian mandou matar a população civil iraniana que protestava: dezenas de milhar de iranianos assassinados em dois dias apenas. Ou não haver israelitas neste morticínio torna-o aceitável?

Há muitas pessoas nas escolas a fazer muito bom trabalho completamente subvalorizado

 

Nos últimos anos temos tido na escola um colega como Coordenador do Projecto Cultural de Escola que fez um trabalho excelente, não apenas na qualidade, mas também na quantidade de oportunidades que criou para alunos e professores poderem identificar-se com iniciativas e colaborar activamente. Estou a falar de todas os meses haver várias iniciativas, que iam desde exposições temáticas, a apresentação de trabalhos audiovisuais de alunos, comemoração de datas, sejam políticas como o 25 de Abril ou natalícias ou do nascimento de um escritor, um poeta, um pintor, palestras, saraus de música... um constante aproveitamento da energia criativa dos alunos e dos professores que, mesmo não estando directamente envolvidos nos projectos, era impossível não vê-los e ser tocado por eles. Todas as semanas recebíamos uma newsletter com as novidades - o que se estava a fazer, o que estava programado, onde podíamos colaborar com as turmas, etc.

O colega em questão, um professor do grupo de artes com uma licenciatura e um doutoramento da ESBAL, escolhia um tema para orientar as acções do Projecto Cultura em cada ano. No ano do Camões foi o Camões, claro. Houve um ano, por exemplo, em que o tema era conhecer Portugal e organizou visitas a vários lugares e os alunos que iam faziam documentários em vídeo sobre os lugares, a sua história, a arte, os costumes, etc., que depois apresentavam na escola. Acho que foi nesse ano que organizou, em conjunto com uma outra colega que tem um Clube de Cinema, um ciclo sobre realizadores. Essa iniciativa foi acompanhada por uma exposição espectacular à volta desses filmes, num átrio da escola por onde todos passamos. Isto tudo sem orçamento. É ele quem pede a colaboradores para participarem graciosamente e arranja parcerias e por vezes são os pais que também investem. Um trabalho gigantesco. 

Este ano vai sair desse trabalho e a escola anda à procura de outro professor que queira assumir o lugar. Foi assim que soube, pelo anúncio do cargo estar vago, que aquele cargo tem apenas 2 horas de redução no horário. Quando li nem queria acreditar. Pensava que o colega tinha o horário todo ou pelo menos dois terços do horário. Na quarta-feira passada encontrei-o na vigilância de exames e perguntei-lhe se era mesmo verdade que só tinha duas horas para aquele trabalho. Ele confirmou, disse-me que tinha 8 turmas (!) já com a redução de duas horas e que é uma definição do ME. 

Ok, está explicado porque é que, em geral, os professores que ocupavam este cargo anteriormente faziam uma iniciativa por período ou assim. Como é possível ter 8 turmas e sobrar energia para um cargo destes...? Só a escrever a newsletter gasta as duas horas. Eu não era capaz. Acho que vai ser difícil arranjar um substituto e muito menos do mesmo nível. Quem é que espera este sacrifício dos professores?

Há muitas pessoas nas escolas a fazer muito bom trabalho completamente subvalorizado ou até desvalorizado e faz-me pena o desaproveitamento das pessoas. É só isto que queria partilhar.


Informação abusiva e invenções tecnológicas de que não precisávamos

 


Não reconheço seriedade neste modo de apresentar soluções

 

Ouvi há pouco nas notícias um excerto da entrevista que o ME deu ontem a um canal de TV, a que não assisti. Ouvi-o dizer que a digitalização dos exames vai trazer grandes benefícios ao processo educativo e ser muito melhor para os alunos e que aliás estão a seguir o que se faz em outros países.

O ME continua a proferir estas máximas sem nunca as fundamentar e calculo que o entrevistador não lhe pediu para explicar que benefícios pedagógicos para os alunos e para o processo educativo são esses que declara como se fossem axiomas. E também, desde quando estar a seguir outros é um argumento a favor seja do que for, nomeadamente no que respeita à educação que está numa crise muito grave em todo o mundo ocidental?

Ninguém é contra a digitalização de certos processos no ensino -dependendo que como são pensados e executados- mas também ninguém, a não ser mesmo quem está por de fora do que são os processos educativos, diz deste modo taxativo e dogmático sem lugar a discussão, que a digitalização é um benefício pedagógico para os alunos.

Pessoalmente não reconheço seriedade neste modo de apresentar soluções, nem vontade de tirar a educação da crise em que se encontra, na medida em que recusa a discussão das bases de um projecto que a afecta. Tudo na educação leva muito tempo a dar frutos: o que se faz hoje só daqui a 20 anos dará resultado, que pode ser positivo ou negativo. É por isso que é necessário ter muito cuidado com as reformas que se fazem. O ME nem sequer é um especialista em educação, é um especialista em economia e macroeconomia. De onde lhe vêem estas certezas absolutas sobre os processos educativos, sobre a pedagogia educativa? (passe o pleonasmo)


Grace Hopper a explicar o futuro da informática em 1982

 

Grace Hopper, doutorada em Matemática por Yale, foi uma almirante e analista de sistemas da Marinha dos EUA nas décadas de 1940 e 1950. Quando todos acreditavam que computadores apenas podiam fazer aritmética, ela insistiu em que os processadores de dados podiam escrever em inglês e que os computadores traduziriam para código de máquina. Criou a a linguagem de programação de alto nível Flow-Matic, base para a criação do COBOL e uma das primeiras programadoras do computador Harvard Mark I em 1944.

Nesta palestra Grace Hopper avisa que os programadores estão todos direccionados para o desenvolvimento da rapidez da transmissão da informação e da sofisticação dos computadores mas que ninguém está a estudar a própria informação, a qualidade da informação, a rapidez com que se vai espalhar e como vai afectar as sociedades. Por incrível que pareça, só agora se começa a falar sobre esse assunto e, mesmo assim, muito continuam a negar as evidências.


Uma volta pelo passado

 

O Portão do Gradil


Há um muro em Mafra com 21 quilómetros de extensão e seis portões: Mafra, Paz, Murgeira, Codeçal, Gradil, Vermelha. No Gradil, hoje, quase ninguém repara: é só mais um nome numa parede antiga.
Foi erguido para fechar animais selvagens lá dentro, para que os reis tivessem sempre caça à mão, sem terem de a procurar léguas a fio. Nada nesta pedra deixava adivinhar o que, séculos depois, aconteceria a poucos metros desse mesmo portão.


A muralha nasceu de uma vontade só. A 18 de julho de 1744, D. João V, a tratar em Caldas da Rainha da paralisia que o afligia desde 1742, mandou demarcar essas terras para seu real serviço, para lenha que aquecesse o palácio, e para criar fauna destinada aos «reais prazeres venatórios». Três semanas depois, a 7 de agosto, Gregório Coelho e Felício Nunes foram contratados para a obra: um muro de pedra e cal a fechar, ao longo dos 21 quilómetros, mais de 800 hectares de mato e monte. O sítio oficial da Tapada diz que foi «criada em 1747»; o decreto e o contrato da muralha são de três anos antes.


A primeira caçada real de que há memória teve lugar a 5 e 6 de outubro de 1750: D. José I e a corte perseguiram, dentro dos seis portões, uma caça que já não tinha por onde fugir. Ao longo de um século e meio, quase todos os monarcas de Bragança lá caçaram, de D. Maria I a D. Fernando II, mas foi com D. Luís I e o filho, D. Carlos, entusiasta caçador que ali ia com a rainha D. Amélia, que a Tapada viveu o período dourado, já perto do fim da monarquia.
 

Por volta de 1890, D. Carlos mandou construir um pavilhão no Celebredo, erguido sobre um palacete anterior atribuído a D. Maria I. O edifício sobreviveria à coroa que o mandara erguer: desde 1910, ano em que a monarquia caiu, o pavilhão nunca mais recebeu uma caçada real, servindo desde então apenas para eventos protocolares.

Com a República, a terra mudou de nome, passando a chamar-se Tapada Nacional de Mafra. A parte agrícola já estava, desde 1828, sob administração militar, e só nos anos 70 do século passado a floresta e o antigo terreno de caça se abriram ao público. Nos seus limites erguem-se ainda fortes da segunda linha das Linhas de Torres Vedras, de 1810: a mesma terra que fechava caça guardou, um dia, um exército invasor lá fora. Em 2019, o conjunto do Real Edifício de Mafra, tapada incluída, entrou para o Património Mundial da UNESCO.


Para lá do portão do Gradil, a poucos metros do muro, numa propriedade à parte com vedação própria, o Grupo Lobo, associação portuguesa sem fins lucrativos fundada em 1985, criou em 1987 o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico. Ali vivem, em cativeiro, lobos que já não podem viver em liberdade: vítimas de armadilhas, de cativeiro ilegal, ou vindos de outros parques zoológicos. Um ano depois de o centro abrir portas, Portugal protegeu por lei o lobo ibérico, proibindo abatê-lo, capturá-lo ou destruir-lhe o habitat. Foi em 1988, seis anos antes de a legislação europeia o exigir.

A urgência não era retórica. No início do século XX, o lobo distribuía-se por quase todo o território continental; hoje ocupa cerca de 20% dessa área, com uma população nacional de cerca de 300 exemplares, concentrados sobretudo a norte do Douro. O Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal, de 2023, classifica-o, a nível nacional, como «Em Perigo». Os lobos do Gradil não são uma alcateia solta na Tapada: são os que o país decidiu, por lei, que valia a pena manter vivos.


O portão do Gradil já não fecha nada. De um lado, uma muralha que um rei mandou erguer para nunca faltar um tiro. Do outro, uma cerca que um país escreveu numa lei para que a espécie não desaparecesse de todo. A pedra não mudou de ideias. Quem mudou foi o país que a construiu.

Portugal Esquecido · O que Portugal esqueceu


Uma volta pelas ilhas

 


July 22, 2026

Os alemães estão doidos? "Não tinham outra opção legal senão aprovar o pedido"?


As autoridades alemãs aprovaram uma controversa joint venture entre uma subsidiária da empresa nuclear francesa Framatome e a estatal russa Rosatom para a produção de barras de combustível nuclear. 

O Ministério do Ambiente do Estado da Baixa Saxónia concedeu a licença para a instalação em Lingen, afirmando que não dispunha de fundamentos legais para a recusar, uma vez que a Rosatom continua isenta das sanções da UE. O contexto regulamentar e político em torno desta decisão inclui: 

Localização: A subsidiária da Framatome, a Advanced Nuclear Fuels (ANF), fabricará os elementos de combustível na sua fábrica em Lingen, na Baixa Saxónia, que abastece reactores de concepção soviética e russa na Europa Central e Oriental. 

Isenção regulamentar: Uma vez que a Rosatom tem estado isenta das sucessivas rondas de sanções da UE impostas à Rússia, os ministérios do Ambiente estaduais e federais argumentaram que não tinham outra opção legal senão aprovar o pedido, que foi inicialmente apresentado em Março de 2022.

Reação política: A decisão suscitou controvérsia política na Alemanha. Membros do partido CDU, de centro-direita, do chanceler Friedrich Merz, como Roderich Kiesewetter, apelaram à intervenção federal para reverter a decisão, considerando-a «perigosa para a segurança».


Dá ideia que os alemães querem muito fazer negócios com os russos. Criticavam os húngaros... Os gregos também querem muito fazer negócios com os russos. Afinal, de quem que os alemães e os gregos são aliados?


Porque é que democratas e socialistas se aliam a representantes de ideologias totalitárias?

 

Ideologias que querem a proibição e a morte de todos os opositores? Indivíduos que representam um perigo existencial para as sociedades fundadas em valores democráticos.


Zelenskyy's update

 

Russos percebendo os custos de terem sustentado Putin

 

Russos percebendo os custos do imperialismo

 

No futuro? Qual futuro?

 

A cara dos deputados diz tudo. Esta propaganda não ajuda os russos a preparar-se para a derrota. São precisas mais sanções de curto e longo alcance.

Fumo negro? Putin não foi aprovado

 

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