June 16, 2020

A evolução de um 'luminista'



John Frederick Kensett


John Frederick Kensett

“Hudson River School” foi uma categoria inventada por donos de galerias e historiadores de arte para classificar um número de artistas com inclinações similares que trabalharam, quase todos, em Nova Iorque, no início do século XIX. Uma sub-categoria desses pintores foi chamada de luminismo e refere-se a artistas que começaram a dissolver as representação detalhadas de paisagens em suaves evocações de luz e cor.
Entre eles, John Frederick Kensett, um americano que estudou em Paris. Estes luministas tinham em comum com os impressionistas franceses, um desejo de representar os efeitos da luz na atmosfera.
Com o tempo, as composições de Kensett simplificaram-se, despiram-se dos acessórios e reduziram-se a um ponto poético de luz e cor.

Para quem se interessa por estas coisas LGBT



(quem já leu o Banquete de Platão, esse diálogo sobre o Amor, lembra-se da cena de ciúmes de Alcibíades, por encontrar Sócrates deitado ao lado de Ágaton e da sua esperança de que alguma coisa pudesse, mais tarde, acontecer entre ambos, quando já estivessem bem bebidos, pois estes simpósios costumavam terminar em orgias. No entanto, neste em particular, decidiram ser moderados na bebida e, excepto Alcibíades, que já chegou lá embriagado, todos cumpriram. Estava lá Pausânias, amante de Ágaton e um dos mais convictos defensores da pederastia)
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Na Grécia Antiga, em Atenas, os homens mantinham relações sexuais entre si. Mas eles eram “gays”? (gay é um termo inglês do século passado)

Neste artigo, Luana Neres analisa o relacionamento homoerótico masculino realizado entre os atenienses do período clássico. “Praticada entre um homem adulto, o erastés, e um jovem, o erómenos (cujos nomes significam, respectivamente, amante e amado), a pederastia possuía características bastante peculiares que a distingue de diversas outras manifestações homoeróticas conhecidas na atualidade. Estava relacionada à Paideia, [ideal grego de educação que visava a preparação do jovem para o pleno exercício de sua cidadania, seja na pólis ou em sua participação na guerra] se constituindo em um elemento educador do jovem futuro cidadão, especialmente após os conteúdos aprendidos na educação básica. Era no convívio com o erastés que o erómenos aprenderia como se comportar enquanto um cidadão”.


*** Luana Neres de Sousa possui graduação, mestrado e doutorado pela Universidade Federal de Goiás.

Imagem: Zeus e seu amante Ganimedes. Kýlix de figuras vermelhas, aprox. 475-425 a.C.. Atribuída a “The Penthesilea Painter”. Proveniência: Atenas. Acervo do Museu Arqueológico de Ferrara. Fonte: wikimedia commons.


Now... isn't that a picture that's worth a thousand words?



NYPD protecting the Wall Street Bull from protesters is way too symbolic...



directamente do FB

Chegam aos governos sem nada e saem de lá a poder dar 22 milhões de segunda para terça



Imagine-se o dinheiro que ele nos des-amealhou.

Ex-ministro paga para tentar evitar prisão no caso BPN

Arlindo de Carvalho, ex-ministro da Saúde de um Governo do PSD, pagou recentemente ao Estado cerca de 22 milhões de euros para tentar convencer os juízes do Tribunal da Relação de Lisboa a atenuar e suspender a pena de cadeia a que foi condenado, num processo do caso BPN.

Na gestão de José Oliveira e Costa, o BPN concedeu créditos de cerca de 60 milhões de euros a sociedades detidas por Arlindo de Carvalho e José Neto, a empresas como a Pousa Flores, e a negócios entre os dois sócios e o BPN.

Porque é que no nosso país tanta coisa é feita às escondidas?



Porque quem a faz sabe muito bem que o que faz é ilegal e, pior, prejudicial para os seus concidadãos. O problema é que nunca se descobre os responsáveis e, se se descobrem, nunca são obrigados a pagar pelos seus actos.

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Foi descoberto no Vale da Rosa, em Setúbal, um depósito ilegal com milhares de toneladas de resíduos perigosos que deveriam estar na Alemanha, avançou a TVI em primeira mão, nesta segunda-feira.
Segundo a associação ambientalista ZERO, são cerca de 30.000 toneladas de escórias de alumínio, que estão depositadas a cerca de 600 metros das antigas instalações da empresa Metalimex e junto ao Complexo Municipal de Atletismo de Setúbal, perto de urbanizações e do Estuário do Sado.…
Ver mais
Descoberto em Setúbal depósito ilegal com toneladas de resíduos perigosos que deveriam estar na Alemanha

Que nome se dá a quem faz contratos de ladroagem usando o dinheiro dos outros?




Injecção no Novo Banco em 2021 é automática em “cenário de extrema adversidade”

O Presidente da República ficou “estupefacto”, mas o contrato de compra previu que em “circunstâncias de extrema adversidade”, como uma pandemia, o Estado é forçado a injectar automaticamente o dinheiro necessário para manter o banco dentro das metas de solidez definidas.

Question: is everything perspective?




Leituras pela madrugada - determinismo-indeterminismo



Indeterminacy in Brain and Behavior

Paul W. Glimcher
Annual Review of Psychology
(tradução minha)

Introdução
A nossa perspectiva moderna segundo a qual a função central da investigação científica é reduzir a incerteza emergiu cedo na revolução científica que constitui o Iluminismo; na altura da morte de Galileu era claro que, aumentar o rigor com o qual se podia prever futuros eventos como processos determinados, seria uma característica central do método científico, tanto no nível teórico como empírico das ciências físicas. No decorrer dos séculos XVIII e XIX, as primeiras ciências sociais imitaram esta tendência tentando desenvolver relações causais de um modo estável e determinado. No século XX, a noção de que a investigação científica reduziria o comportando animal à certeza determinista, tornou-se a noção dominante, também nos círculos da psicologia. Em nenhum outro sítio isto isto é tão claro como no trabalho de Pavlov. Como Pavlov escreve em, Reflexos Condicionados,

O fisiologista deve seguir o seu próprio caminho, onde uma trilha já lhe foi aberta. Há trezentos anos Descartes evoluiu a ideia de reflexo. Começando pela assunção de que os animais se comportavam simplesmente como máquinas, ele via cada actividade do organismo como uma reacção necessária a estímulos externos... Uma corajosa tentativa de aplicar a ideia de reflexos às actividades dos hemisférios [cerebrais] foi feita pelo fisiologista, I.M. Sechenov, tendo por base o conhecimento disponível no seu tempo acerca da fisiologia do sistema nervoso central. Num panfleto intitulado, "Reflexos do Cérebro", publicado na Rússia em 1863, fez uma tentativa de representar as actividades dos hemisférios cerebrais como reflexos - que é o mesmo que dizer, determinadas (Pavlov 1927).

No período que se seguiu, Skinner e os seus estudantes fortaleceram esta noção e os psicólogos como grupo, abraçaram a ideia de que uma teoria psicológica completa seria determinada. Ao estudar as relações causais entre o ambiente, o organismo e a resposta, estes cientistas iniciaram o processo de desenvolver uma teoria da psicologia testável e preditiva. O século XX testemunhou uma tendência similar na efectiva aplicação do método científico à compreensão das fontes biológicas do comportamento e, como resultado, viu o desenvolvimento de um poderoso programa deterministico da compreensão dos sistemas biológicos. Charles Sherrington, por exemplo, aplicou esta abordagem ao estudo psicológico dos reflexos, com grande efeito.

Determinismo e a Filosofia da Ciência

Em círculos filosóficos, o papel central da perspectiva determinista do mundo no método cientifico clássico, também se tornou, nesse período, um princípio formalizado. No princípio do século XX, o filósofo Karl Popper definiu explicitamente o objectivo da ciência moderna como sendo a falsificação de teorias existentes através da investigação experimental. Para Popper, as teorias nunca poderiam ser provadas na prática, apenas sujeitas a testes de falsificação.

Se a evidência experimental falsifica a teoria ela é descartada; se a evidência experimental corrobora a teoria, ela pode ser retida, tentativamente. O aspecto crítico nesta lógica é o que ela implica acerca da indeterminação. Considere-se a afirmação teórica de que, se atirar uma moeda ao ar existem 50% de chances que ela aterre de cara para cima. Como Popper fez notar, isto não apenas é inverificável do ponto de vista teórico, como também não é testável; a minha afirmação prediz todos os resultados empíricos possíveis e, por isso, não é passível de falsificação. Mais importante ainda, a minha afirmação teórica prediz como resultado experimental, todas as séries finitas possíveis de lançamentos de moedas que poderiam ser observadas. Se a moeda tem a mesma probabilidade de cair no lado cara e no lado coroa, então qualquer série específica de cara e de coroa é igualmente provável, sejam seis caras seguidas ou seis movimentos alternados entre cara e coroa. Nenhuma previsão formal de qualquer resultado específico é possível e, por essa razão, Popper argumentou que alegações probabilísticas sobre processos indeterminados são irremediavelmente problemáticas. Na verdade, nos seus primeiros escritos, Popper chegou a argumentar que a noção de um universo fundamentalmente indeterminado é, na base, uma proposição não científica.

Nas décadas de 1920 e 30, no entanto, a disciplina emergente da física quântica levantou um desafio importante a esta noção que evoluiu durante o Iluminismo e motivou grande parte do trabalho de Popper. Baseada inicialmente no trabalho de Heisenberg e seus colegas, surgiram fortes evidências de que alguns fenómenos que ocorrem a uma escala atómica e sub-atómica são, de facto, fundamentalmente indeterminados e, por isso, apenas podem ser descritos probabilisticamente. Este era um desafio crítico à filosofia da ciência existente expressa por Popper uma vez que a filosofia argumentava que uma teoria da física construída sobre a probabilidade não era falsificável e talvez não fosse, sequer, científica.
No entanto, as evidências empíricas reunidas durante esse período pareciam indicar inequivocamente que, numa escala suficientemente pequena de análise, ocorrem eventos que são fundamentalmente indeterminados. Isso indicava que a filosofia da ciência, e não a realidade do nosso universo físico, poderia ter que mudar.

Indeterminações no Mundo Físico São Importantes Para os Cientistas Behavioristas?

Quais são as implicações dessas questões, se as há,  para o estudo do comportamento? Mesmo que haja indeterminações fundamentais no mundo físico, isso importa para os cientistas behavioristas? Muitos estudiosos acreditam que o físico quântico Edwin Schrodinger forneceu uma resposta para essa pergunta no livro What Is Life (1944), onde argumentava que para qualquer organismo sobreviver, teria que operar, em princípio, num ambiente totalmente determinado. A indeterminação seria fatal para os sistemas vivos. O trabalho de Schrodinger demonstrou que nas escalas atómica e sub-atómica, a matéria pode ser descrita apenas em termos probabilísticos, mas também mostrou que grandes agregados dessas partículas elementares se comportam de maneira efetivamente determinada. Argumentava que as células vivas eram objetos grandes o suficiente para nunca interagirem com partículas atómicas ou sub-atómicas únicas, mas apenas com esses agregados determinados maiores. No fundo, ele argumentou que as células eram grandes o suficiente para que flutuações quânticas nas propriedades de átomos individuais não tivessem efeito sobre elas.

Argumentou que as células biológicas têm o tamanho que têm especificamente porque a indeterminação quântica as impede de sobreviver se elas se tornarem menores. Os biólogos, psicólogos e cientistas sociais, assegurou-nos, não precisam de se preocupar com a indeterminação fundamental do universo:

Se assim  não fosse, quer dizer, se fossemos organismos tão sensíveis que um único átomo, ou mesmo alguns átomos, pudessem causar uma impressão perceptível nos nossos sentidos - céus, como seria a vida! Para enfatizar um ponto: um organismo desse tipo certamente não seria capaz de desenvolver o tipo de pensamento ordenado que, depois de passar por uma longa sequência de estágios anteriores, acaba resultando na formação, entre muitas outras ideias, da ideia de um átomo.

Recentemente, no entanto, começaram a surgir evidências nos domínios social, psicológico e neurobiológico que sugerem que, em escalas de análise maiores do que a que Schrodinger examinou em What Is Life, os sistemas vivos exibem um comportamento aparentemente indeterminado.

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(uau! isto está a ficar entusiasmante! Uma espécie de caça ao tesouro. Amanhã há mais) 

An Ode to Insomnia



An Ode to Insomnia


You have to get up.

That’s the first thing. Don’t just lie there and let it have its way with you. The sea of anxiety loves a horizontal human; it pours over your toes and surges up you like a tide. Is your partner lying next to you, dense with sleep, offensively unconscious? That’s not helping either. So verticalize yourself. Leave the bed. Leave its maddening mammal warmth. Out you go, clammy-footed, into the midnight spaces. The couch. The kitchen.
...
It’s 4 a.m. You’ve experienced yourself, fully and purgatorially. You’ve preserved the balance of global sanity. You’ve had pity on your fellow man. You have sniffed timelessness. Your work is done, insomniac. Go back to bed.

The Atlantic

Insónias... já faltava...




June 15, 2020

As coisas simples da vida



... a feeling of quiet and contemplation, by Renato Muccillo 

via linesandcolors.com

Renato Muccillo

À atenção do senhor Presidente da República



Marcelo: é “verdadeiramente imbecil” vandalização de estátua do padre António Vieira


O chefe de Estado manifestou-se contra a vandalização e destruição de estátuas, em geral, defendendo que a História deve ser assumida como um todo, e referiu-se em particular à estátua inaugurada em 2017 no Largo Trindade Coelho, em Lisboa, do padre António Vieira com três crianças ameríndias.


O senhor é o chefe de Estado de todos os portugueses e representa-os a todos e não apenas aos salgados amigos do rectângulo. Por conseguinte, também representa estes a quem chama, imbecis. O senhor não gosta de temas difíceis e quando eles surgem, se pode desaparece e fica mudo (no caso dos professores a sua mudez em anos inteiros de presidência é chocante e significativa. Também nos deve achar imbecis) e se não pode chama nomes às pessoas. Não lhe fica bem. É o Presidente da República. Enquanto representante dos portugueses tem obrigação de tentar compreender, não apenas os seus apoiantes e amigos, mas todos, mesmo aqueles cuja realidade de vida é tão distante da sua que não a vislumbra. Faça um esforço sff, porque o seu papel é conciliar portugueses e não dividi-los, não pôr mais achas na fogueira e contribuir para extremar posições. Não estou com isto a defender a destruição do património ou a razoabilidade da agressão, estou a pedir-lhe que tenha a capacidade de fazer o trabalho para que foi eleito, mesmo quando é difícil, sobretudo quando é difícil. Se o senhor chama imbecis a adolescentes, por escreverem umas letras numas estátuas, o que faria se fosse professor numa escola...

Proust bien à propos



Mon cher Reynaldo, quel bonheur ce sera de se revoir quand ces jours affreux seront finis et si nous n'avons pas trop d'amis à pleurer. D'ailleurs je pleure aussi bien les inconnus.
Proust, Lettre à Reynaldo Hahn, 30 Août, 1914

A última casa antes do mar



Tom.Homewood

Que giro. Mas de repente já não quero



De repente isto lembrou-me o desastre do Novo Banco: um escorrega de dinheiro. Sem fim à vista.

Hiromi Uehara & Chick Corea




Enquanto nos distraímos a traficância dos DDT vai de vento em popa?



Empresas ligadas a offshores sem restrições nos apoios da covid-19

Governo defende que impor limitações a empresas controladas a partir de paraísos fiscais ou donas de empresas aí sediadas colocaria “constrangimentos” na resposta à crise.

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"Porta giratória" do governo para as empresas marcam escolhas de Cravinho

A indigitação e nomeação de novos dirigentes para várias empresas de defesa participadas pelo Estado está a provocar inquietação no setor. Militares foram todos afastados

Depois admiram-se que ninguém saiba quem foi o Vieira



... ou o que nos distingue de outros povos.

Escolas estão a cortar aulas de História



Diário de bordo II - ver as coisas pelo lado positivo



... se vivesse no Brasil a pandemia era muito mais difícil de suportar... ... um governo de brutos mentais.


Weintraub: 'Não quero sociólogo, antropólogo e filósofo com meu dinheiro'

Constança Rezende

Colunista do UOL

14/06/2020 16h01Atualizada em 14/06/2020 20h20

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que "não quer mais" sociólogo, antropólogo e filósofo com "o seu dinheiro", ou com recursos vindos de impostos.

Em visita de apoio a manifestantes a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), neste domingo, 14, Weintraub defendeu que esse dinheiro seja usado para mais médicos, enfermeiros, engenheiros e dentistas.


Diário de bordo



É um facto que estou farta de estar fechada em casa. Estou aqui desde 13 de Março e fora uma vez que saí, na semana passada, para ir arejar, mais outra vez que fui ao cabeleireiro, só saí para ir a médicos e exames médicos (torturas...), fisioterapeuta, farmácia e nada mais. Dou comigo a falar alto, sozinha. E a remoer...

Faço um grande esforço para me manter bem disposta porque esta besta que mora aqui no peito, mesmo em cima do meu coração, está sempre à espreita a ver se me vê fraquejar. Tornei-me mestre na arte de transformar as não-boas notícias que me dão enviesadamente, naquele hábito que os médicos têm, e que a mim não me ajuda, de fazer gestão da informação, em boas notícias. Aprendi a focar-me nos aspectos positivos. Mas isto não é imediato e custa, é um esforço muito grande da vontade, este de calar o cão do estômago - ainda não fui à net ler o relatório da última tortura porque de cada vez que me motivo para isso, o cão rosna furiosamente. Amanhã...

E não sou uma pessoa pessimista ou que só me foque nas coisas que me deitam abaixo, antes pelo contrário, tenho uma longa lista de músicas de pôr bem disposta e de técnicas mentais de compartimentar o que me faz mal ou põe triste mas, não é fácil manter a boa disposição. 
Agora por exemplo, estamos no fim do ano e gostava de ir à escola, para as reuniões de notas. Ver os colegas, retomar aquelas rotinas, mas como, se nesta altura é uma confusão de pessoas, na salas de profs e na de DTs e de alunos e colegas na secretaria? 

E para o ano que vem, como vai ser, com a escola cheia de gente? As turmas vão diminuir de alunos, como tem de ser? Os horários vão ser um bocado desencontrados? Ver o ME não estar a trabalhar para resolver as coisas e optar pelo menor esforço, faz-me pensar que vai lavar as mãos, atirar tudo para cima das escolas para que se desenrasquem. 

Tudo isto deprime um bocado. Ontem limpei a playlist de músicas nostálgicas e tristes. Não me posso dar ao luxo de alimentar o gato de Schrödinger.

Agora, de cada vez que conheço alguém novo, o que acontece por causa da doença, é de máscara, o que significa que só vemos, uns dos outros, os olhos e a testa. Acontece as pessoas ficarem com curiosidade e ao fim de duas ou três vezes começam a inventar pretextos para tirar as máscaras e para que a gente as tire também. Isto, por exemplo, que é um bocadinho deprimente, quer dizer, conhecemos as pessoas mas se as virmos na rua não as reconhecemos, decidi transformar em algo engraçado que acho piada, para não ser mais uma realidade cinzenta da pandemia e de este ano (lectivo, só funciono por anos lectivos) que em geral, foi de arrasar.