February 03, 2026

Ainda sobre a agência da IA - desta vez a fabricar artigos científicos

 

Com citações, falsas referências científicas e tudo. Mas o pior é que, quando descoberto, fabricou ainda mais falsos factos para encobrir a sua mentira. 

A ilha lolita


Pepel Klaasa

A primeira denúncia à polícia sobre os abusos sexuais cometidos na ilha de Epstein data de 2005. Foi feita pelos pais da vítima menor de idade. Em 2006, foram apresentadas acusações, mas em 2008 ele foi libertado após um acordo judicial. Ele só foi finalmente preso em 2019. Ao longo de todos esses anos, vítimas e testemunhas tentaram falar. Foram ameaçadas e/ou receberam ofertas de somas colossais de dinheiro, algumas delas provavelmente foram assassinadas. Portanto, aqueles que dizem: «POR QUE NÃO FALARAM?» merecem um chapadão. Elas falam desde 2005. Foi o Estado corrupto e a sociedade indiferente que tornaram isso possível, como em todos os casos semelhantes em todo o mundo.

 A quantidade de personalidades, desde a realeza aos políticos mais proeminentes, que pedia a Epstein, o proxeneta pedófilo, ora conselhos sobre como educar as filhas/filhos, ora conselhos sobre políticas de Estado. Ele distribuía convites de corrupção e tráfico de influências a partir do abuso de raparigas menores. O pouco que tem vindo a lume deste processo é assustador. Na Europa tem havido demissões e afastamentos políticos mas nos EUA ninguém se incomoda. Mandaram tapar todos os nomes deles e negam tudo. Melinda ex-Gates dá uma entrevista francamente desmoralizada com as notícias de que Gates apanhou uma DST com raparigas menores de idade e tentou drogá-la subrepticiamente com antibióticos para ela não saber. Gates é um dos bilionáros que aparecia frequentemente a dar lições de moral ao mundo...  Esses tipos todos são uns degenerados criminosos, ladrões e violadores e sabem que quando saírem do poder vão todos parar à prisão. Trump já estava com um pé lá dentro.  Isso torna-os extraordinariamente perigosos e necessitados de uma ditadura com urgência.


Trump branqueia todos os crimes de Putin contra a Ucrânia

 

Á hora em que dizia mais parvoíces como ter conseguido que Putin não bombardeasse a Ucrânia estavam várias cidades a ser bombardeadas massivamente.

"If humans are so smart, why are we so stupid?" - Yuval Noah Harari

 

Podíamos dizer esta frase a em relação aos enganos e ilusões da relação com a Rússia, à eleição de Trump, um narcisista despótico (portanto, à manutenção ou destruição da democracia) ou à complacência com os regimes da sharia que usam a humilhação e escravidão das mulheres com o fito de alimentar o ego dos machos. 

Porém, Yuval Noah Harari diz esta frase em relação à IA. O teste de Turing era suposto ser o rubicão da IA. Pois já passámos o rubicão. E é preciso falar disso. 

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Tudo o que ele diz é verdade, mas tem de se acrescentar as palavras de Draghi, se não estivermos dispostos a lutar por ela não conseguimos preservar os seus valores e espera-nos uma lenta agonia.

A IA não é uma ferramenta, é um agente

 

Fiquei chocado porque pensei que na Universidade do século XXI não havia académicos capazes de propor a proibição de uso de ferramentas de auxílio ao conhecimento e aprendizagem.

João Duque in expresso.pt/opiniao
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Este indivíduo ainda não percebeu o que é a IA e pensa que é mais uma ferramenta de auxílio. A ausência de conhecimentos e consciência dele, sendo um professor universitário, assusta tanto como a displicência com que as 'elites' minimizam os riscos da IA.

Como diz Yuval Noah Harari, a IA não é uma ferramenta, é um agente. Tem poder de decisão e acção independentes dos seres humanos. Já agora, redes sociais geridas por uma IA ainda primitiva, dir-se-ia pouco inteligente, tem o poder de influenciar políticas económicas e financeiras, eleições, suicídios de adolescentes, alteração da linguagem científica, mediocrização dos sistemas educativos...

Não sou contra a IA, até porque seria inútil, mas sou a favor de se tomar consciência dos problemas que acarreta para não sermos apanhados num turbilhão do qual nunca mais sairemos, porque seremos sempre menos inteligentes do que será necessário para o tipo de inteligência que a IA tornará dominante. 

Em vez, 'penso, logo existo', será, 'penso a uma velocidade estonteante, de tal modo que, ainda tu não percebeste sequer a lógica do que estou a fazer e já eu o implementei no mundo inteiro e já está a mudar a realidade e não vejo razão para levar em conta os teus interesses'. 

E assusta-me que professores catedráticos, políticos outros influenciadores sejam ainda tão ignorantes acerca da IA que reduzam o seu discurso a generalidades de não se poder proibir porque estamos no século XXI e de fazerem comparações históricas inadequadas ao caso presente. 

Este discurso deste senhor é uma colecção de vacuidades sobre o tema. Não o problematiza, não reflecte sobre as suas variáveis, limita-se a chamar nomes e a rebaixar todos os que assinaram o tal documento contra o uso da IA que vem a ser feito indiscriminadamente nas universidades.

Temos já várias evidências dos perigos da IA na vida económica e financeira, na educação e no desenvolvimento das crianças e adolescentes, na arte e não temos nenhuma evidência de que no futuro a IA, podendo fazer-nos mais mal, escolha ser amiga dos humanos e levar em consideração os seus interesses. 

Escolher tapar os olhos para não ver e deixar a agência com a própria IA não é uma estratégia inteligente.

Deixo aqui mais uma conversa para quem queira pensar a sério no problema.


Davos: uma conversa entre Yuval Harari e Irene Tracey (neuro-cientista) sobre IA e educação

 

Yuval Noah Harari em conversa com Irene Tracey, neuro-cientista e vice-reitora da Universidade de Oxford.
Yuval Noah Harari compara a IA aos mercenários anglos, saxões e jutos que os bretões trouxeram para lutar contra os escoceses que os invadiam do Norte. E eles vieram e ganharam essa luta e depois, vendo que os bretãos eram fracos resolveram tomar posse de Inglaterra. A IA não é uma mera ferramenta que se possa usar e pôr de lado à discrição, porque se a IA pensa, toma conta dos processos linguisticos e mentais humanos. É um agente e é um agente de mudança que pode ser à margem dos interesses humanos.
Qual é o lugar, então, que sobra para o humano?
Parecemos crianças que encontram uma esfera e começam a jogar à bola com ela, não percebendo que é uma bomba.
Para ouvir toda a conversa: bit.ly/YNH-WEF

Estreei-me a andar numa ambulância

 


Estava em Lisboa porque este ano lectivo tem sido um inferno em termos de doenças  e a minha vida agora é uma anedota de hospitais, médicos, exames, tratamentos e o diabo a nove. Tudo o que temia quando era mais nova, em termos de doenças, aconteceu. Enfim, tínhamos bilhetes para a Gulbenkian, hoje à noite, e fomos comer qualquer coisa, bem cedo, pelas 18.30h, antes de ir para lá. Comi um risoto de marisco porque é mole. Tenho um dente que vai ser morto amanhã e apesar de estar fortemente medicada para as dores, elas estão sempre lá. Passada uma meia-hora de comer, a dez minutos de entrar na sala de espectáculos comecei a sentir um calor insuportável, com a boca e a língua a inchar de uma maneira que em 3 minutos deixei de conseguir falar, imensa dificuldade em respirar. Percebi logo que só podia ser do marisco. Os seguranças e o polícia  da Gulbenkian fizeram-me perguntas sobre os sintomas -alguns eram visíveis- e doenças e começaram a ligar insistentemente para as ambulâncias a explicar o que se passava e a dar informações sobre a minha pessoa - a minha irmã mais nova a seguir a mim, calha-lhe sempre estes massacres à conta da minha pessoa, coitada. Uma dívida impagável que tenho com ela.

Enfim, por muita sorte, apareceu uma ambulância em 5 minutos e já preparada para lidar com um choque anafiláctico grave - isto disseram-me depois: grau 3 com angioedema (já significa risco de vida) e taquicardia, portanto, a caminho do grau 4, que é o último. 

É uma sensação horrível, horrível. Não conseguir respirar, não conseguir falar, a língua, os lábios e tudo tão inchado que se perde o controlo da voz, da fala, da respiração. Horrível. Enfim, dentro do azar tive sorte porque a ambulância vinha com uma médica e duas enfermeiras, uma deles estagiária. Ainda estive uns 15 ou 20 minutos dentro da ambulância à porta do auditório da Gulbenkian enquanto me tratavam e estabilizavam. Espetaram-me duas injecções de adrenalina, porque a primeira só não chegou enquanto monitorizavam uma série de coisas e falavam com uma médica do hospital. Depois levaram-se para o Santa Maria.

(ia estragando o concerto a toda a gente se isto me tivesse dado 15 minutos mais tarde, já dentro da sala).

Que dizer do Santa Maria? Fui muito bem tratada por toda a gente, desde as pessoas da ambulância aos enfermeiros que me trataram na sala de reanimação (preparada para nos ressuscitarem, penso), aos técnicos que me vieram fazer exames e ao internista que me atendeu. Tirando uma vez que fui ao SNS com o meu filho, tinha ele 11, nunca tinha entrado num hospital público. Deixem-me dizer isto claramente: NÃO PAGAM O SUFICIENTE ÀQUELAS PESSOAS. 

Sou doente de muitos hospitais privados, dado o carácter de urgência das minha doenças graves principais. Nunca vi um hospital com as condições degradas que vi ali na urgência do Santa Maria. Se eu explicasse a casa-de-banho onde era para ir depois de me enfiarem uns litros de soro, vomitavam. Aquilo não é uma casa-de-banho própria de sítio algum, quanto mais de um hospital. Devem apanhar-se ali 500 doenças. 

Depois, são meia dúzia de pessoas que andam a correr de um lado para o outro a apagar fogos. À saída é que percebi como aquilo é um labirinto de corredores. Quilómetros de corredores cheios de macas com doentes. 

Quando uma pessoa pensa que um médico anda a estudar, desde que sai da escola, 10, 12 ou mais anos para se especializar, sempre a investir dinheiro, para depois trabalhar naquelas condições a ganhar 1700 euros.... Os enfermeiros muito menos que isso e os técnicos nem falar. 

Quem é que pode admirar-se de se irem embora do SNS ou de fazerem cirurgias ao Sábado para ganhar mais?

Volto a dizer: NÃO PAGAM O SUFICIENTE ÀQUELAS PESSOAS. 

Enfim, estou de volta a casa, cheia de adrenalina e a pensar que hoje foi a última vez na minha vida que comi marisco. Nem umas ameijoas à Bulhão Pato poderei comer? A minha médica imuno-alergologista é que me vai dizer tudo, depois de amanhã.


February 02, 2026

Toda a gente sabia


Mas ainda agora fingem que não sabem e mentem todos os dias nos jornais e na TV.

Na guerra, mais do que as palavras, importam os actos

 




🇺🇦Ukrainian Holocaust Survivors

 

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Sempre que se fala em mexer na Constituição aparece Jorge Miranda a dizer que é proibido

 

Como foi um dos fazedores da Constituição actual, pensa-se uma espécie de founding father e não quer que lhe mexem. Só que, a Constituição não é um texto dogmático, não é uma Bíblia a ser adorada, é um texto com princípios fundamentais, sim, mas não supra-temporais. Assim, se muitos dos seus princípios mantém a sua actualidade, outros estão desactualizados. Por exemplo:
É garantido o direito de asilo aos estrangeiros e aos apátridas perseguidos ou gravemente ameaçados de perseguição, em consequência da sua atividade em favor da democracia, da libertação social e nacional, da paz entre os povos, da liberdade e dos direitos da pessoa humana (art. 33.º, n.º 8) e a lei define o estatuto de refugiado político (art. 33.º, n.º 9);
Este artigo foi escrito num tempo em que não havia imigração em massa de milhões de pessoas que alegam ser refugidos, não o sendo, na maior parte dos casos e não faz sentido sermos obrigados a asilar criminosos (traficantes de pessoas, de droga, fugitivos à justiça) e imigrantes com agendas político-religiosas, apenas para que Jorge Miranda possa dizer que fez uma Constituição perfeita. Isso não existe e todos os textos constitucionais de democracias têm emendas, acrescentos, etc. Só uma ditadura pode manter completamente inalterável os seus textos fundamentais legais, pela razão de não agir tendo em conta a lei.

Jorge Miranda alega que mexer na sua Constituição é regressar a Salazar. É uma argumentação completamente demagoga e sem tino.
publico.pt

A Constituição e a eleição de 8 de Fevereiro


Nunca votarei num candidato que defende a prisão perpétua, não aprecia a estabilidade democrática trazida pela Constituição de 1976 e pretende revogar os limites materiais de revisão constitucional.
(...)

4. É em face de tudo isto que eu nunca votarei num candidato que:

Parece apelar a Salazar, a três Salazares;
Defende a prisão perpétua;
Não aprecia a estabilidade democrática trazida pela Constituição de 1976;
Pretende revogar os limites materiais de revisão constitucional;
Tem cartazes a secundarizar refugiados e emigrantes;
O seu partido faz um populismo nacionalista semelhante ao de outros partidos na Europa;
Concorda com o narcisismo e o expansionismo contrário ao direito internacional de Donald Trump.

Saúde mental: uma questão de perspectiva

 




Acho que esta citação é inventada, mas gosto dela 😁

 

"Há uma diferença decisiva entre os portugueses e os espanhóis. É que os portugueses são mais sábios do que parecem. Já os espanhóis parecem mais sábios do que são."

Napoleão Bonaparte

Portugal por aí



Nascente do Rio Alviela.

February 01, 2026

Público: mais um artigo enganoso de propaganda a imigrantes ilegais




Este é um artigo grande que faz deste senhor uma vítima até chegarmos ao fim e nos dizerem que ele nasceu em Portugal mas os pais não o legalizaram, dizem-nos que por várias razões mas não as explicam o que é suspeito (os pais também seriam ilegais), ele próprio podia ter-se legalizado mas não o fez, entretanto andou a cometeu crimes, foi condenado, andava por aí a guiar sem carta, fugido à polícia que tentava notificá-lo e não conseguia apanhá-lo... enfim, agora vem para os jornais queixar-se de injustiça da polícia e de "estar num limbo jurídico" e o jornal fala da polícia como se fossem seus carrascos. Este indivíduo tem 40 anos de idade e ainda foge à polícia. E tem 11 anos de prisão. 11 anos de prisão não se dão por dá cá aquela palhinha. Onde vão buscar estas pessoas que escrevem estes artigos? Porque razão havemos de ser um asilo de imigrantes ilegais e ainda por cima de pessoas que se dedicam ao crime? Mas querem destruir o país como a Inglaterra fez? O problema da imigração ilegal e do crime na Europa, sobretudo de islamitas, já é dado como exemplo negativo em todo o mundo, inclusive nos próprios países islamitas.


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Mas vamos à origem da situação que levou Bruno Furtado a ter de pagar uma multa por condução sem habilitação. Nascido em Portugal, filho de cabo-verdianos, Bruno Furtado está num limbo jurídico. Não consegue tirar a carta porque não tem nem nacionalidade portuguesa, nem autorização de residência. O seu passaporte de Cabo Verde, país onde nunca viveu nem visitou, não lhe vale de muito em Portugal sem o papel da regularização.

Por várias razões, os pais de Bruno Furtado não trataram da nacionalidade portuguesa; tinham de comprovar que já estavam a viver há vários anos em Portugal, e a trabalhar, mas quando ele nasceu tinham acabado de chegar.

Durante uns anos teve autorização de residência permanente, que caducou – e Bruno Furtado não a renovou, algures entre o período em que foi para um centro educativo entre os 13 e os quase 16 anos. Mais tarde, por volta dos 21, Bruno Furtado cumpriu pena de prisão por cúmulo jurídico de vários crimes, mas há anos que está reinserido socialmente e, portanto, esse “processo está fechado”, vinca a advogada.

A verdade é que o centro educativo onde esteve poderia ter desencadeado o processo para a obtenção da nacionalidade como alguém que nasceu em Portugal, lembra a advogada. Agora, já não o pode fazer pela via da aquisição porque foi condenado a uma pena de prisão efectiva superior a três anos.

Em paralelo, Bruno Furtado está a tratar da renovação da autorização de residência, mas afirma que na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) não lhe dão indicação sobre onde está o seu processo. De resto, no filme Complô, vê-se mesmo Ghoya a falar com uma funcionária que tratava dos processos a dizer que não tem conhecimento do mesmo.

Diz a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais ao PÚBLICO que comunicava ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, e agora à Agência para a Integração, Migrações e Asilo, "todas as situações de todos os reclusos que se encontram irregulares no país" e que "facilita através dos serviços de tratamento prisional, os contactos com a AIMA, ainda no decurso da reclusão com vista à regularização das das situações".

Mas Bruno Furtado diz que não foi assim.

January 31, 2026

Está tudo metido nesta pocilga de pedófilos

 

Orquestrada pelo KGB. E continuam nos cargos como se nada fosse. 

Quanto mais se sabe pior fica

 

Putin mencionado mais de 1.000 vezes nas gravações de Epstein.