October 08, 2026

"Agnus Dei" - "VOCES8"

 


Samuel Barber compôs esta peça como o andamento lento de um quarteto de cordas e, posteriormente, fez-lhe um arranjo para orquestra. 
A estreia teve lugar a 5 de Novembro de 1938, em Nova Iorque, sob a direção de Arturo Toscanini, numa transmissão radiofónica da NBC. Barber tinha 28 anos e acabara de oferecer ao século uma das peças que este viria a reproduzir em silêncio.

O VOCES8 foi fundado em 2003 e refundado em 2005 pelos irmãos Barnaby e Paul Smith. É composto por oito cantores. Em 2023, foram nomeados para um Grammy pelo álbum The Lost Birds. 
Gravam em casa: no VOCES8 Centre, inaugurado em 2013 no interior da igreja de St Anne & St Agnes, em Londres, e foi aí que esta gravação foi feita, com Barnaby Smith também a assumir a produção de som. 
O grupo canta em oito vozes: duas sopranos, duas contraltos, dois tenores, um barítono e um baixo. Não há distinção entre solista e acompanhamento e é isso que deixa cada linha à vista.
Conseguirias manter uma nota durante tanto tempo sem nada por baixo a sustentá-la?

Best of Opera


Reciprocidade

 

Todos os dias os terroristas do Kremlin mandam matar civis ucranianos

 

Rubio é um homem com as mãos sujas e é preciso dizê-lo

 

Comentário do Presidente Zelenskyy sobre as declarações do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de que a guerra na Ucrânia se encontra num «impasse estratégico» e que, neste momento, «não há perspectivas de uma solução negociada»: 
«Não se pode, por um lado, negociar futuros projectos económicos com os russos e, por outro, afirmar que nos encontramos numa espécie de impasse diplomático. Não estamos num impasse diplomático. Paralisem toda a economia da Rússia. Calem a boca da Rússia. Deixem de os alimentar através das vossas vendas. Imponham sanções às armas deles. Abram o Starlink para a Ucrânia. Afinal, abriram-no quando responderam ao Irão. Lá, tudo funcionou. Israel controlou completamente os céus sobre o Irão. Portanto, quando é preciso que funcione, funciona. Não lhes custa nada ajudar a Ucrânia. E eu disse muito francamente: ajudem-nos a proteger os nossos céus e a conquistar o domínio nessa zona. Então, Putin sentar-se-á à mesa das negociações. Porquê? Porque perderá tudo. Daqui a dois ou três meses, perderá tudo. E, em vez disso, estamos à espera que os chineses desenvolvam um equivalente e o entreguem aos russos. Isto não é um impasse — isto chama-se falta de vontade.»

O PE acaba de aprovar uma resolução contra o infiltracionismo islâmico e as redes da Irmandade Muçulmana.

 



Céline Imart

O Parlamento Europeu acaba de aprovar a minha resolução contra o infiltracionismo islâmico e as redes da Irmandade Muçulmana. Depois da Áustria ter proibido a religião islâmica como movimento político, o PE aprova um texto que impede as instituições europeias de dar credibilidade à IM, de dar dinheiro para as redes da IM e que exige que as instituições jurídicas possam inscrever a IM e suas ramificações na lista das organizações terroristas. 
(O PS juntou-se à extrema-esquerda para votar contra. Logo, votaram a favor do terrorismo, serão a favor da ditadura islâmica, da lei da sharia, do caos de violência dessas organizações e do fim dos valores democráticos europeus que elas pregam e praticam)


🎯 Subscrevo inteira e completamente tudo o que este jornalista diz

 


October 07, 2026

Time to wake up

 

Quando se trata de anti-semitismo, a baixeza moral do Jornal Público nunca desilude



No dia em que os palestinianos cometeram actos atrozes contra os israelitas, o Jornal Público escolhe vitimizar os agressores e demonizar as vítimas.

Apesar do cessar-fogo, Gaza continua a ser um sítio onde apenas se sobrevive

Três anos depois de 7 de Outubro, continuam os ataques, o viver em tendas, sem electricidade, e Israel continua a proibir a entrada desde painéis solares a brinquedos para crianças.
7 de Outubro de 2026




Uma noite em Kyiv

 

Sanções de longo alcance

 

Neste preciso momento, um incêndio gigantesco assola a estação «Samara» do LPDS, na região de Samara (Rússia). Esta estação é o centro nevrálgico da recepção, armazenamento e posterior transporte de petróleo e alberga um dos maiores parques de reservatórios da Europa. Mais informações em breve.


"Pôr terroristas no mesmo plano moral que as suas vítimas é repugnante" - Kasparov

 

A pressão da ONU para que os israelitas sejam considerados genocidas



Rosa Juer

🚨Alice Wairimu Nderitu era a funcionária da ONU cujo mandato se centrava especificamente na «Prevenção do Genocídio».

Recusou-se a aceder às «exigências repetidas» para declarar que Israel estava a cometer um genocídio. De acordo com o Wall Street Journal, esta posição levou a ONU a recusar-se a renovar o seu contrato.

Contrariamente ao que tem sido amplamente afirmado, «as Nações Unidas nunca condenaram Israel por genocídio».

-As alegações, que classificam a guerra de Israel contra o Hamas como genocídio, surgiram pouco depois de 7 de Outubro. 

Por exemplo, a 19 de outubro de 2023 — doze dias após o massacre perpetrado pelo Hamas e antes do início da operação terrestre de Israel em Gaza — os Relatores Especiais da ONU já alertavam para o «risco de genocídio». A 28 de outubro, Craig Mokhiber, diretor do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, conhecido pelas suas inúmeras declarações anti-Israel, foi mais longe ao descrever Gaza como um «caso clássico de genocídio».

- Os crimes já estavam predeterminados!

Com base na sua experiência noutros conflitos, Alice Nderitu revelou que as pressões a que foi sujeita no seio da ONU para acusar Israel de genocídio foram «sem precedentes»:
-Fui assediada e intimidada dia após dia, o que nunca me tinha acontecido em nenhuma outra guerra.
A falsa narrativa do genocídio foi reforçada pela «retórica hiperbólica» dos responsáveis da ONU, em «contradição flagrante com factos objectivos facilmente acessíveis».

- A 22 de Novembro de 2023, o vice-secretário-geral da ONU, Martin Griffiths, afirmou erroneamente à CNN que a situação humanitária em Gaza era «a pior de sempre» e que «morreram mais crianças neste conflito do que em qualquer outro».

-O sucessor de Griffiths, Tom Fletcher, instou o Conselho de Segurança, em Maio de 2025, a «impedir o genocídio» em Gaza. Uma semana depois, numa entrevista à BBC, afirmou que, devido às restrições israelitas, «14 000 bebés em Gaza morreriam nas próximas 48 horas».

- Uma «grosseira distorção das estimativas do IPC», que afirmavam que «seriam registados até 14 100 casos de desnutrição em crianças com idades compreendidas entre os seis meses e os cinco anos no ano seguinte — e não 14 000 bebés a morrer em 48 horas». Esta declaração tornou-se imediatamente viral e, alguns dias depois, após condenação generalizada, Fletcher expressou o seu «pesar» por esta afirmação falsa!!!

A ânsia de certos responsáveis da ONU em validar a acusação de genocídio tornou-se evidente em Janeiro de 2024, quando 23 Relatores Especiais da ONU afirmaram falsamente que «o TIJ considerou que os atos de Israel poderiam constituir genocídio».

-Joan Donoghue, então Presidente do TIJ, esclareceu posteriormente que «o Tribunal não tinha chegado a tal conclusão». Ela salientou que «a interpretação simplista que surge frequentemente, sugerindo que existem elementos plausíveis de genocídio, não reflecte a decisão do Tribunal».

-Em Setembro de 2025, «os meios de comunicação social de todo o mundo anunciaram que a ONU tinha declarado Israel culpado de genocídio». Este anúncio baseou-se num relatório da Comissão de Inquérito da ONU, composta por três membros cuja credibilidade já se encontrava gravemente comprometida devido aos evidentes preconceitos e comentários anti-semitas de alguns deles.

-Este relatório foi «refutado pela UN WATCH», que destacou inúmeras falhas nas provas apresentadas.

A UNRWA participou no massacre de 7 de Outubro

 

7 de Outubro - aniversário sinistro

 

Imagens horríveis que mostram duas meninas a correrem para salvar a vida enquanto um palestiniano as persegue como se fossem presas.

Ele alvejou a primeira menina pelas costas enquanto ela tentava desesperadamente fugir. A segunda ficou paralisada, virou-se e implorou-lhe que não a matasse.

Ele executou-a na mesma, sem a mais pequena hesitação.

Foi isto que os palestinianos de Gaza fizeram a 7 de outubro.


 

A Rhotko silence




Nigel Danson Landscape Photographer 

O que é uma educação de excelência?

 


Singapura. Escola pública. 5 professores na sala de aula. Um para ensinar, outros para ajudar os alunos, um para observar e ajudar o professor a melhorar. Não usam telemóveis sem orientação e vigilância para ir à IA substituir o seu desenvolvimento cognitivo e copiar ou para estarem divertidos nas redes sociais, mas sim para aprender a usar as potencialidades dos meios digitais. 

Pais direccionados para o sucesso do estudo dos filhos e não para atacar educadores. Escolas engajadas nos professores e na qualidade do seu trabalho. Alunos que estudam, fora da escola, em centros de apoio, muito bons, nos anos de exame. Este regime é o que põe os estudantes de Singapura no topo. Este regime duro passa-se nos anos de exame porque nos outros há menos pressão. 

Podemos criticar e dizer que estas crianças têm uma infância com muita pressão de estudos, com pouco tempo para brincar, mas a questão é: não se pode ao mesmo tempo querer que a escola seja um sítio de entretenimento e prazer e que seja um local de aprendizagem excelente ou bastante bom ou até apenas bom. É preciso investir na escola pública. Não pode ser um depósito de crianças, uma esponja de absorção de nacionalidades e culturas diferentes deixada totalmente em cima de professores sozinhos. Vemos que aqui há um grande investimento nos professores. Estes professores de Singapura ganham 10 mil euros no topo da carreira. É uma profissão muito valorizada. E há uma grande colaboração dos pais com a escola.

Claro que nem todos os pais querem que os filhos ingressem em colégios de topo mas os que querem sabem que têm de ser dedicados e colaboradores e não sabotadores. E o Estado também não é sabotador, pelo contrário.

Aqui na Europa, como vemos por estes dias em França, os alunos queixam-se de não poder dormir nas aulas, de não poderem estar a divertir-se no telemóvel, de terem TPCs, os pais queixam-se dos professores não transformarem filhos mal-educados em alunos excelentes e até os representantes locais vêem para a rua com os adolescentes bater em professores e polícias e incendiar escolas. 


Costa & Associados

 

Grávidas da Ásia, serviços sobrecarregados e dívidas por pagar. Médicos e gestores hospitalares criticam turismo de saúde "fora de controlo"

Obstetrícia e oncologia estão entre as áreas mais pressionadas pelo turismo de saúde, sobretudo por utentes vindos do Indostão e dos PALOP. Médicos alertam que fenómeno está fora de controlo.
https://observador.pt/
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Nós estamos a pagar impostos para que estrangeiros venham cá tratar-se de borla. 

October 03, 2026

Como ler notícias e textos de opinião nos jornais portugueses

 

É preciso ler o que as palavras dizem e o que não dizem. Exemplificando


O Rei da Jordânia e o teste de Portugal no Conselho de Segurança

Victor Ângelo
Conselheiro em Segurança Internacional. Ex-secretário-geral-adjunto da ONU (ou seja, tachista profissional do séquito do catedrático em tachos)

A política externa portuguesa tem o hábito de esperar. Espera que Washington, Bruxelas, Paris ou Berlim decidam o que se elogia, o que se condena e o que se deixa passar em silêncio. Em setembro de 2025, ao reconhecer o Estado da Palestina, Lisboa mostrou que consegue decidir sozinha. Falta confirmá-lo. O discurso do Rei Abdullah II na 81.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, a 22 de setembro de 2026, dá-lhe a ocasião. Ora, cá está o senhor a falar enquanto sicofanta pensando que somos todos estúpidos, como é apanágio dos tachistas profissionais e julgando que não sabemos que o lugar no Conselho de Segurança não veio de borla.

A diplomacia prefere a ambiguidade. O Rei recusou-a. Durante décadas, afirmou o Rei, a comunidade internacional geriu o conflito israelo-palestiniano em vez de o resolver, tratando cada violação como provisória até o provisório se tornar permanente e o permanente se converter em política. Para ele, Gaza e a Cisjordânia são duas frentes de uma só estratégia israelita: tornar inviável um Estado palestiniano. Em Gaza, a destruição visa apagar a vida palestiniana. Na Cisjordânia, colonatos, apropriação de terras, demolições e expulsões passaram a ser um objetivo político. Isto tem piada porque a maioria da Palestina foi roubada pela Jordânia. Em 1920, a Palestina era assim:

Como se vê, não há Jordânia. Existem árabes e judeus que não se entendem.
Em 1921, Churchill pede ao Emir Abdullah ibn Hussein para conter as revoltas tribais a Este do rio Jordão e dá-lhe o nome administrativo de Transjordânia, como se vê aqui em baixo. Era suposto essa tarefa do Emir durar seis meses. Porém, dado que os árabes e os judeus estavam em permanente conflito sem se entenderem, logo nos anos 30 a Inglaterra começou a falar de partição da Palestina em dois países independentes. Os judeus foram-se conformando a essa ideia mas os árabes foram sempre contra.
O assunto foi-se arrastando e entretanto veio a 2ª Grande Guerra. Após o extermínio dos judeus pelos nazis, dar um Estado aos judeus para que nunca mais fossem párias sujeitos à perseguição tornou-se um imperativo e procedeu-se à partição da Palestina. Entretanto, o Emir Hussein resolveu ficar com a parte administrativa que lhe tinha sido confiada para pacificar os árabes e tomou-a para si como o nome de Transjordânia. Os ingleses fizeram aleatoriamente do rio Jordão uma fronteira. Nessa altura, o assunto da partição já estava na ONU.
Portanto, quando chegou à altura da partição, o território já era muito pequeno porque Hussein tinha-se apropriado de todo o Leste da Palestina e tinha-se declarado rei. Mais tarde mudou-lhe o nome para Jordânia, simplesmente. (O actual rei chama-se Abdullah Hussein II)
Os árabes não aceitaram que os judeus voltassem à sua terra passados 2000 anos e levantaram-se em guerra contra os judeus, em 1949, altura em que a Hussein ainda anexou a Cisjordânia, com 3 milhões de palestinos.
Portanto, porque é que este ex-adjunto do SG na ONU, não pede antes à Jordânia para devolver a terra roubada da Palestina? Porquê? Provavelmente porque a Jordânia é árabe muçulmana e este senhor mais os outros defensores de regimes teocráticos islâmicos da ONU querem mesmo é expulsar os judeus e torná-los de novo párias sujeitos a constantes pogroms.




Recordou que a Iniciativa de Paz Árabe de 2002 continua válida: normalização em troca de paz e de um Estado palestiniano. Denunciou a ajuda humanitária usada como instrumento de pressão e avisou que o enfraquecimento das instituições multilaterais ameaça a segurança de todos. A inação, disse, é uma escolha, porque existem sanções, congelamento de ativos e isolamento diplomático, já aplicados noutros casos. Apontou o «apetite expansionista» israelita (vindo do descendente de Hussein, isto é para rir) e citou a Síria como um alerta: incursões repetidas e factos consumados, incluindo em torno de recursos hídricos vitais.

O essencial do discurso assenta no direito internacional. (mais riso, vindo isto da parte de Hussein) A transferência forçada de populações é proibida pela Quarta Convenção de Genebra e constitui um crime de guerra segundo o Estatuto de Roma. A aquisição de territórios alheios pela força viola a Carta das Nações Unidas.  (foi exactamente o que fizeram os Hussein quando anexaram a Cisjordânia) A Resolução 2334 (2016) do Conselho de Segurança declarou sem validade jurídica os colonatos. Em julho de 2024, o Tribunal Internacional de Justiça concluiu que a presença israelita nos territórios ocupados é ilegal e que os Estados devem abster-se de a apoiar. O Conselho de Segurança consagrou os dois Estados em 2002.

Portugal não tem no Médio Oriente o passado colonial das grandes potências. Tem séculos de contacto com o Islão, na língua, na azulejaria e na toponímia, e relações antigas com as culturas islâmicas de África, do Índico e da Ásia.  (aqui invoca os azulejos e a nossa colonização pelos muçulmanos para nos pormos do lado deles) Pode ser ponte, desde que a faça com Estados que respeitem o direito internacional. (portanto, isso deixaria a Jordânia de fora) Portugal tem, aliás, um interesse direto: a estabilidade do Mediterrâneo pesa decisivamente sobre as migrações, a energia e a segurança do flanco sul da Europa.

A Jordânia é um interlocutor estável, acolhe uma vasta população de refugiados palestinianos e exerce a custódia dos lugares santos islâmicos de Jerusalém.  (tudo pelos islamitas, tudo contra os israelitas) Não é uma democracia, e ninguém precisa de fingir que é. Cumpre, porém, em política externa, o critério do direito e do multilateralismo melhor do que alguns parceiros habituais. (não é uma democracia mas isso que interessa? Não são judeus)

A coerência será posta à prova quando Portugal ocupar o seu lugar no Conselho de Segurança, em 2027 e 2028. Dois anos de votos, declarações e abstenções ficarão registados. (aqui faz ameaças. Em nome de muçulmanos? Vão-nos fazer mal se não votarmos por eles?) Ao Governo caberá conduzir a política externa. O Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República, (aqui fala no PR que ele sabe ser da nova-esquerda clone de Guterres) deve ser chamado a opinar sobre as linhas gerais da participação portuguesa nas questões mais sensíveis. Na Assembleia da República, a Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas fará o escrutínio das posições assumidas, para que o mandato no Conselho de Segurança não se reduza a um alinhamento acrítico com outros governos.

Proponho três gestos, por ordem crescente de exigência. (todos estes gestos são de repúdio aos israelitas e submissão aos islamitas - nenhum dos gestos de Portugal enquanto ponte, nas palavras deste tipo, inclui Israel)

O primeiro é convidar o Rei Abdullah II para uma visita oficial nos próximos meses. A última visita da monarquia jordana a Lisboa foi em março de 2009. O convite compete ao Presidente da República, em concertação com o Governo. Feito agora, à entrada no Conselho de Segurança, diz ao mundo com quem Portugal quer falar e o que considera prioritário. Em maio, o ministro Paulo Rangel disse ao seu homólogo jordano que os dois países partilham uma visão política muito semelhante. O convite ao Rei daria a essa convergência um timbre de Estado.

O segundo é propor que a Jordânia integre a CPLP como observador associado, estatuto que o Catar já tem. A decisão pertence à Comunidade, mas a iniciativa pode partir de Lisboa. Um Estado árabe de referência ligaria a CPLP ao mundo islâmico, num espaço lusófono que inclui comunidades muçulmanas relevantes, como as de Moçambique e da Guiné-Bissau.

O terceiro é levar a solução dos dois Estados da retórica à ação. Em Bruxelas, Portugal deve defender condicionalidades efetivas para quem as inviabiliza na realidade. Na prática europeia, a palavra sanção continua a ser tabu quando o destinatário é Israel: a União afirma um princípio no papel e tolera o contrário no terreno, mesmo perante um chefe de Governo procurado pelo Tribunal Penal Internacional. Em Nova Iorque, Portugal deve manter o tema na agenda e votar segundo o direito, não segundo um reflexo de bloco.
(onde é que está aqui a Ponte? Em lado algum)
A Jordânia tem limites, interesses de regime e dependências, e nenhuma análise séria os ignora. Mas um discurso que nomeia os factos, invoca os instrumentos jurídicos precisos e liga a Palestina à segurança regional dá a Portugal uma âncora que a ambiguidade ocidental deixou de dar.

Se Portugal se limitar a ser um voto previsível, alinhado por reflexo e calado por conveniência, o reconhecimento de 2025 ficará como episódio isolado. O Rei recordou que a atenção é um recurso geopolítico e que o mundo escolhe onde a concentra. Quem vai integrar durante dois anos o Conselho de Segurança não pode fingir que não ouviu o discurso.

(o texto deste homem é um texto de preconceito e ódio aos israelitas -ditado pelo anti-semita mor?- e submissão aos árabes islamitas, ao ponto de pregar a virtude de um Estado autoritário contra a democracia.)

Sacripantas unidos.


Professores

 


October 02, 2026

Dmitri Hvorostovsky

 

Um horizonte de esperança: ter havido uma voz destas. Viva. E ter havido alguém a imaginar esta música.