Números muito mais elevados para a população residente em Portugal vão obrigar à revisão em baixa de indicadores económicos como o PIB per capita, avisam economistas ouvidos pelo Expresso. Convergência com o nível de vida da União Europeia desde a pandemia pode, afinal, nunca ter existido. Face aos novos dados, é urgente rever políticas públicas na habitação, educação e saúde.
Estamos perante um aumento colossal da população residente em Portugal, da mesma ordem de grandeza que sucedeu com os retornados em 1975/1976“. É desta forma que Augusto Mateus, ex-ministro da Economia, classifica os novos números da população desde 2021. Um incremento “muito concentrado na grande Lisboa e Península de Setúbal, sem esquecer o litoral alentejano e o Algarve”, afirma. E interroga: ”
Como é que só agora o INE calcula e divulga um choque populacional colossal?"
Ou seja, o
nível de vida em Portugal será bem mais baixo do que sinalizavam os indicadores oficiais até agora.
Por isso, a revisão em alta da população pelo INE “devia originar uma rápida reação do Governo em termos de políticas públicas”, defende Augusto Mateus. E reforça: Os novos dados "têm de obrigar à reformulação das políticas públicas".
“Não se pode esperar por 2027. É ridículo”, frisa Augusto Mateus. “É essencial ter os indicadores corrigidos para se desenharem políticas públicas corretas”, enfatiza.
E defende que “até setembro deste ano, no máximo, esse trabalho devia estar concluído pelo INE”.
Augusto Mateus deixa um último alerta: "Temos tido um fluxo perverso, com emigração mais jovem e qualificada a sair de Portugal, e imigração um pouco mais velha e menos qualificada a entrar em Portugal. Isto penaliza o esforço de qualificação da população e a melhoria do perfil qualitativo do emprego". E remata: "Este fluxo vai no sentido de reforçar a especialização do país em sectores de baixos salários e de baixa produtividade".
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Face a este terramoto, que é a reacção da "especialista em demografia", Maria João Rosa?
A especialista em demografia não esconde a surpresa com a revisão muito em alta dos números de população residente e destaca o impacto positivo da imigração na sociedade e na economia (...) e frisa que, sem os imigrantes, Portugal teria sérias dificuldades em assegurar serviços básicos. E critica o “discurso simplista" que faz deles "o bode expiatório”. https://expresso
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Notas:
Nós o povo, que não estamos fechados em gabinetes a largar chavões pseudo-moralistas e que vivemos e trabalhamos em contato com a população, há muito tempo que sabemos que a imigração é muito maior do que nos diziam e que está a causar grandes problemas nos serviços públicos e não só.
Porém, as Marias Joões do rectângulo, do alto do seu dogmatismo, nem mesmo face ao agora revelado arredam pé do seu mandamento nº 2 que é dizer que sem os 'imigrantes' -assim em geral, como se 1 milhão e meio de pessoas fossem todos iguais-, já tínhamos caído no Atlântico e que quem não é da sua opinião é populista.
Podiam estar a pensar em maneiras de não continuar a expulsar daqui os jovens que fogem por causa do mau nível de vida, mas não.
Sim, porque também já sabíamos que o nível de vida está a cair muito (é por isso que os portugueses fugiram, e fogem daqui) apesar de Costacenteno, primeiro e agora Montenegro dizerem que estamos muito bem e somos a inveja da Europa.
É por estas e outras do género que deixámos de ter respeito e confiança nas instituições, cada vez menos democráticas e mais fechadas nos seus discursos sagrados.
Há jornais que todos os dias trazem um título a dizer que precisamos de mais imigrantes. Esta semana li num jornal inglês que cada imigrante custa 400.000£ ao contribuinte inglês e fui tentar saber quantos euros custa cada imigrante ao contribuinte português. Não só não consegui a informação como ainda levei com uma homilia da IA a dizer que a pergunta é racista e xenófoba e que os imigrantes só trazem benefícios, riqueza e diversidade cultural.
Esta é a realidade hodierna: a mentira, a pseudo-moralidade-vitimização-indignada e a manipulação grosseira da opinião pública que substituíram o conhecimento dos factos e a discussão racional e informada, estão impregnadas em todas as instituições, discursos e plataformas.
Não podemos contar com os governantes ou com a oposição para sairmos desta situação porque nenhum deles está comprometido com a verdade.