April 02, 2026

Os crimes nas escolas sobem na ordem dos 50%

 


O número de 35 crimes por dia sobe para 50 se se considerar todos os ilícitos. Porém, alguém quer convencer-nos de que a criminalidade grave está a baixar? É preciso mais polícia da Escola Segura - 800 polícias para uma população de um milhão e 200 mil pessoas é pouco. As escolas também precisam de seguranças que possam intervir em casos de crimes.






A percebtagem de crimes violentos subiu mas a criminalidade desceu??!!

 

As violações subiram 6,4%, homicídios vlountários consumados,10%, os roubos a ourivesarias subiram 26,3%, extorsões, 12%, extorsão sexual, 6,8%, mas a criminalidade violenta desceu? Os homicídios consumados e as violações já não são criminalidade violenta?



April 01, 2026

Wild! Isto é no Kremlin. É assim que se fala com Putin

 

Ele vai pagar isto caro - no preço do gás e isso, mas sobra-lhe em coragem o que falta aos europeus.


Estou fascinada com este caso

 

Vai no 7º dia de tribunal. É o caso de um médico um anestesiologista de Maui, é acusado de tentar matar a mulher faziam uma caminhada em Honolulu. A mulher é uma engenheira nuclear e têm dois filhos em conjunto. Ele tem mais filhos de um casamento anterior. A mulher teve um caso emocional -nunca passou de mensagens- com um colega de trabalho e ele descobriu. Desde então passou a vigiar o telemóvel da mulher como se fosse seu. Mandou-a despedir-se mas ela recusou. Foram a um conselheiro matrimonial. Passado uns tempos resolveram ir passar uns dias a Honolulu, nos anos dela. Ele escreveu-lhe um cartão apaixonado e foram fazer uma caminhada. A meio da caminhada ele atacou a mulher, deito-a ao chão, imobilizou-a, tentou empurrá-la para o penhasco, tentou espetar-lhe uma seringa e não conseguindo agarrou numa pedra grande e começou a bater-lhe com a pedra na cabeça. A mulher primeiro tentou falar com ele, mas não funcionou e depois pôs-se aos gritos de Help! Help!, desalmadamente.

Com tanto azar dele e sorte dela, duas enfermeiras que costumam fazer aquela caminhada ouviram e foram a correr até um ponto em que viram o homem em cima dela à pedrada com toda a força na cabeça dela enquanto com o outro braço tentava empurrá-la para o penhasco. As duas mulheres pararam mas gritaram, 'ouvimos o pedido de socorro estamos a ligar para o 911". Nessa altura o homem estacou a olhar para elas (estavam suficientemente perto para olharem o homens olhos) e a mulher aproveitou para rastejar para longe dele em direcção às mulheres. O homem fugiu para a floresta e foi apanhado pela polícia mais tarde.

O que me fascina é que o médico declarou-se inocente e alegou auto-defesa. Diz que a mulher (que não tinha nada consigo, nem sequer a mala, pois o homem é que a tinha) o atacou e que ele estava a defender-se! Entretanto ele disse ao filho mais velho do outro casamento que tinha tentado matar a mulher porque ela andava com outro. Os advogados de defesa comportam-se como se a mulher fosse a criminosa e vão buscar as coisas mais irrelevantes para tentar defender o indefensável. O médico ri-se e tudo.

Agora está um médico patologia forense a testemunhar. A dizer que a mulher estar cheia de sangue na cabeça não quer dizer nada como se isso interessasse alguma coisa. Isto é irrelevante, em primeiro lugar porque eles têm a pedra e os testes genéticos não deixam dúvida sobre quem atacou quem e para o que serviu a pedra e em segundo lugar, as lacerações na cabeça dela só não soa maiores porque as raparigas interromperam o trabalho do médico de matá-la à pedrada e atirá-la depois do penhasco para parecer que as lesões eram da queda.


March 31, 2026

A biologia pode informar as políticas, mas as preferências políticas não devem ditar a biologia.

 

Resposta à resposta de Mahr (2026) ao artigo de Wright (2025) intitulado, 

«Por que existem exactamente dois sexos»
Carta ao editor
Acesso aberto
Publicado: 26 de março de 2026

Acolho a carta ao editor de Mahr (2026), que critica o meu comentário (Wright, 2025) sobre a natureza e o número dos sexos. O desacordo académico oferece uma oportunidade para clarificar pontos de divergência e possíveis fontes de confusão, bem como para dotar tanto a comunidade científica como o público em geral de uma compreensão mais rigorosa da biologia subjacente. 

Dado que os debates sobre o sexo têm consequências cada vez mais relevantes para as políticas públicas, agradeço a oportunidade de responder aos pontos específicos de Mahr. Para maior clareza, abordo as minhas discordâncias pela ordem em que surgem.

A primeira crítica de Mahr é a de que eu alegadamente trato a natureza binária — “dois e apenas dois” — do sexo como uma suposição “a priori”, e que isso “pressupõe um facto científico neutro, livre de contexto”. 

Mahr escreve que “o próprio acto de definir ‘macho’ e ‘fêmea’ por gametas não é uma verdade puramente descritiva, mas uma escolha moldada por normas históricas e culturais”. Embora eu concorde que os rótulos que atribuímos às coisas são convenções humanas — poderíamos ter usado palavras diferentes de macho e fêmea — a questão substantiva em causa não é um rótulo, mas o fenómeno reprodutivo natural, observável e recorrente da anisogamia.

O meu argumento não é “a priori” no sentido de ser afirmado antes da observação. Trata-se de um argumento a posteriori, baseado na observação de que, em taxa anisogâmicos, os indivíduos participam na reprodução através de sistemas reprodutivos cuja função é produzir gametas pequenos (espermatozoides) ou gametas grandes (óvulos) (Hilton & Wright, 2023; Minot, 1888). 

A nomenclatura que usamos para estas classes reprodutivas é uma convenção humana, mas a biologia subjacente não o é. Eis uma analogia: os humanos deram o nome de “água” muito antes de conhecerem a sua composição, e só mais tarde descobriram, através da experimentação, que se trata de uma molécula composta por dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio (H₂O) (Edelstein, 1948; Eisenberg & Kauzmann, 1969). Poderíamos ter escolhido um nome diferente para a molécula, mas a sua estrutura era o que era antes de a descobrirmos e manter-se-ia a mesma independentemente do nome que lhe déssemos. Do mesmo modo, as duas estratégias reprodutivas baseadas na produção de gametas pequenos ou grandes antecedem qualquer categorização humana em mais de mil milhões de anos (Butterfield, 2000).

Mahr rejeita depois a minha afirmação de que a definição centrada nos gametas é objectiva ou universal, classificando tais alegações como um “truque divino” e uma “ilusão de uma perspectiva de lugar nenhum”, e recorre à epistemologia feminista para argumentar que as categorias científicas estão historicamente e socialmente situadas. 

Num sentido amplo, a ciência é de facto uma actividade humana inserida na história. Mas daí não se segue que a biologia não possa descrever características objectivas, independentes da mente, do mundo. Muitas afirmações científicas são objectivas no sentido relevante: o Sol está no centro do nosso sistema solar (Copérnico, 1543); a água é composta por hidrogénio e oxigénio numa proporção de 2:1 (von Humboldt & Gay-Lussac, 1805). 

Os humanos tiveram de descobrir estes factos e representá-los através da linguagem e de modelos, mas a sua verdade não depende da cultura. Do mesmo modo, macho e fêmea, enquanto classes reprodutivas baseadas no tamanho dos gametas, constituem um fenómeno observável e geral que torna estas categorias coerentes, comparáveis entre taxa e explicativamente úteis (Hilton & Wright, 2023). 

A questão não é se, ou como, os cientistas estão “socialmente situados”, mas sim se a classificação proposta corresponde a uma distinção funcional real e recorrente na natureza. Em espécies anisogâmicas, corresponde.

Mahr argumenta ainda que uma definição baseada nos gametas “ignora muitas outras características biológicas que variam (cromossomas, hormonas, estruturas cerebrais, etc.)”, e afirma que os “elementos biológicos normalmente associados ao ‘sexo’ (incluindo células, tecidos, moléculas, estruturas e vias) não se dividem de forma nítida em duas categorias distintas”. A partir daqui, Mahr conclui que definir o sexo “estritamente pelo tamanho dos gametas é uma redução que omite essas complexidades”. 

Esta objecção é abordada directamente no meu comentário original, na discussão das abordagens “politéticas” do sexo (Wright, 2025). Aí descrevi a visão politética como aquela em que o sexo é tratado como “um agregado de características — cromossomas, gónadas, gametas, hormonas, neuroanatomia, características sexuais secundárias e outros traços sexualmente dimórficos — sendo os indivíduos atribuídos a graus de masculinidade ou feminilidade conforme o seu perfil global se alinha com o que é considerado típico de macho ou de fêmea”.

A dificuldade desta abordagem não é que a variação de características seja desinteressante, mas sim que os modelos politéticos confundem os determinantes e os correlatos a jusante do sexo com o próprio sexo. Como escrevi, “as características são rotuladas como ‘típicas de macho’ ou ‘típicas de fêmea’ porque se correlacionam com machos e fêmeas já identificados independentemente — em última instância, por referência aos gametas”. Por outras palavras, a visão politética colapsa sobre si mesma, porque depende do próprio fundamento classificatório — macho e fêmea enquanto classes reprodutivas funcionais enraizadas nos gametas — que procura substituir.

A definição baseada nos gametas não nega a variação biológica; organiza-a. Os cromossomas, as hormonas, o desenvolvimento genital e muitos traços dimórficos variam — por vezes substancialmente — dentro de cada sexo, e o desenvolvimento pode produzir resultados atípicos. Mas a variação nos correlatos do sexo não é o mesmo que variação no próprio sexo. Em organismos anisogâmicos, a distinção universal que torna “macho” e “fêmea” biologicamente comparáveis entre taxa é a função reprodutiva relativamente a espermatozoides versus óvulos (Bogardus, 2025). É também por isso que é um erro tratar qualquer destes correlatos, isoladamente ou em conjunto, como constitutivos do sexo.

Por exemplo, não há nada de inerentemente “masculino” num cromossoma Y em si. Nos mamíferos, o cromossoma Y desempenha um papel central no desencadear do desenvolvimento masculino (Wilhelm et al., 2007); nas aves, os cromossomas sexuais são diferentes (sistemas ZW) (Ellegren, 2000); e muitos répteis nem sequer possuem cromossomas sexuais (Janzen & Paukstis, 1991). No entanto, apesar da diversidade dos mecanismos de determinação do sexo (Bachtrog et al., 2014), as classes sexuais permanecem inteligíveis e comparáveis entre taxa porque continuam ancoradas no tamanho dos gametas. 

É também por isso que a mudança de sexo em hermafroditas sequenciais é inteligível: identificamos a transição precisamente por uma alteração no tipo de gameta que o sistema reprodutivo do organismo tem a função de produzir (Avise & Mank, 2009). Sem os gametas como traço definidor universal, “macho” e “fêmea” perdem toda a coerência entre taxa e tornam-se meros rótulos sem significado, aplicados a conjuntos variáveis de correlatos.

Mahr contesta também a minha afirmação de que a clareza definicional tem “benefícios científicos e sociais”, argumentando que um “essencialismo rígido sobre o sexo frequentemente sustenta normas excludentes”, nomeadamente quando “decisores políticos ou tribunais invocam a ‘ciência’ para restringir direitos de pessoas transgénero”. 

Esta preocupação destaca uma distinção importante. Uma questão é descritiva: qual é o sexo de um indivíduo enquanto classificação biológica em espécies anisogâmicas. Outra é normativa: que direitos ou acomodações uma sociedade deve adoptar para machos e fêmeas. 

As minhas afirmações sobre o número de sexos e a sua definição não se baseiam numa preferência por qualquer resultado político, mas no que torna as categorias biologicamente coerentes e explicativamente úteis. As pessoas são livres de defender muitas políticas diferentes relativamente ao desporto, casas de banho ou mesmo reconhecimento social. Mas, embora a biologia possa e deva informar a política, as preferências políticas nunca devem ditar a biologia.

Por fim, Mahr escreve que a visão binária “arrisca invalidar as experiências vividas de pessoas intersexo e de indivíduos com diversidade de género”, refere “géneros não binários” e invoca a afirmação de que “um grande corpo de investigação mostra que cerca de 2% das pessoas têm características intersexo que desafiam um esquema simples XX/XY”. 

O meu comentário centrou-se deliberadamente na biologia do sexo, não na identidade de género, papéis ou expressão — tópicos distintos e irrelevantes para a questão de quantos sexos existem e como são definidos em termos evolutivos e reprodutivos.

Quanto à afirmação de que “cerca de 2% das pessoas têm características intersexo que desafiam um esquema simples XX/XY”, trata-se de algo enganador e, tal como apresentado, insuficientemente sustentado pelas referências citadas (Fausto-Sterling, 1993, 2025). 

O valor amplamente repetido de “2%” resulta da adopção de uma definição excessivamente abrangente de “intersexo”, entendida como qualquer desvio de um “ideal platónico de dimorfismo físico ao nível cromossómico, genital, gonadal ou hormonal” (Blackless et al., 2000). 

Como corresponder a um “ideal platónico” é um padrão impossivelmente exigente, esta abordagem infla drasticamente a prevalência ao incluir muitas condições não ambíguas como “intersexo”. Em resposta, Sax (2002) argumentou que, para manter uma definição clinicamente significativa, “intersexo” deveria ser “restrito às condições em que o sexo cromossómico é inconsistente com o sexo fenotípico, ou em que o fenótipo não é classificável como masculino ou feminino”. 

Sob esta definição mais restrita, realista e clinicamente útil, a estimativa de prevalência desce duas ordens de grandeza, para aproximadamente 0,018%. 

No entanto, a existência e prevalência de DSDs, ou condições “intersexo”, são irrelevantes para a questão de quantos sexos existem. Embora a variação no desenvolvimento possa produzir fenótipos sexualmente ambíguos em casos extremamente raros, isso não constitui sexos adicionais ou intermédios, pois não resulta em anatomias reprodutivas com a função de produzir novos tipos de gametas além de espermatozoides e óvulos.

Em suma, a crítica de Mahr incide sobretudo na sociologia das categorias e nas implicações políticas dos debates científicos. São temas legítimos de discussão, mas não alteram a base biológica da definição dos sexos. A binariedade do sexo não é uma suposição “a priori”, mas uma observação empírica de que existem apenas dois tipos distintos de gametas em espécies anisogâmicas. Tratar o sexo como um conjunto politético de correlatos confunde os determinantes e os efeitos a jusante do sexo com o próprio sexo, e acaba por depender do fundamento baseado nos gametas que procura contestar.

O reputado geneticista Dobzhansky (1973) escreveu que “nada na biologia faz sentido excepto à luz da evolução”, sublinhando a evolução como o quadro unificador que torna compreensível a diversidade, complexidade e interligação da vida. Sustento que uma afirmação paralela se aplica à biologia reprodutiva: nada na biologia dos sexos faz sentido senão à luz dos gametas.

Sons das entranhas da terra

 






Cursos de direito em inglês?




“Temos professores de primeira e de segunda categoria na Nova de Lisboa. É inadmissível”

Esta é uma de duas partes da entrevista de Jorge Bacelar Gouveia ao ECO. Na outra parte (que pode ler e ver aqui), o professor catedrático reflete sobre a possibilidade de a Nova SBE sair da Universidade Nova de Lisboa e sobre a polémica que se instalou em torno de um despacho que obriga todas as unidades orgânicas a ter uma designação em português.

Diz que, com este reitor, a Nova SBE percebeu que “a música é outra”. Está a referir-se especificamente a quê? O que é que o reitor já fez para contrariar o domínio que diz que a escola de negócios quer ter?
O reitor atual tomou várias decisões no sentido de pôr as coisas nos eixos. Por exemplo, a eliminação de umas taxas que havia de entrega das teses de doutoramentos, e a diminuição da influência de certos caminhos da privatização do corpo docente.

Na nossa universidade, temos dois regimes de corpo docente. Temos um regime ao abrigo do contrato em funções públicas, e temos um outro regime ao abrigo de um contrato de trabalho. Como é uma fundação, a lei permite que haja esses dois regimes. A lei diz que pode haver dois regimes, que sejam paralelos.

Paralelos em quê? Em salários, em termos de progressão, em termos de posições académicas. Na prática, o anterior reitor fez um regime de direito privado, que não é nada paralelo. Por exemplo, os professores catedráticos no regime de direito privado ganham muito mais do que ganham os professores catedráticos em regime de direito público. Não há nenhum paralelismo.

Mas não é assim que se atraem professores internacionais e um corpo docente mais reputado, com salários mais competitivos?

Acho que sim, mas essa solução está na lei. O Estatuto da Carreira Docente Pública permite professores visitantes, que podem ter salários superiores. Essa ideia que se criou é completamente falaciosa, porque, para já, as universidades não são propriamente empresas.

Não vamos contratar o Ronaldo por não sei quantos milhões de euros por mês. Não me parece que se vá contratar uma pessoa estrangeira para colocá-la numa posição de disparidade gritante em relação aos outros professores, que fazem mais ou menos o mesmo trabalho. O regime dos professores visitantes acomoda a necessidade de a certos professores pagar um pouco mais. Mas acho que isso também tem que ter limites.

Não vamos contratar o Ronaldo por não sei quantos milhões de euros por mês. Não me parece que se vá contratar uma pessoa estrangeira para colocá-la numa posição de disparidade gritante em relação aos outros professores.

Disse que as universidades não são empresas. Sente que esta lógica de gestão empresarial tem contaminado o universo da Nova de Lisboa?

Sim, completamente. Há grupos económicos que querem tomar de assalto as universidades. Acho que as universidades, sendo públicas, estão ao serviço do interesse público, não estão ao serviço do interesse privado. Não estão ao serviço de certas pessoas ricas e poderosas. Portanto, têm de se ter cuidado em não se deixar capturar por esses grupos privados que querem mandar também agora nas universidades.

Mas não foram esses grupos, com investimento e doações, que potenciaram a subida da Nova SBE nos rankings internacionais e a sua projeção?

Espero que não. Aquilo que potenciou a Faculdade de Economia da Universidade Nova não foi propriamente o dinheiro que lhes foi dado. O que a catapultou foi a qualidade dos seus docentes. Acho que é uma coisa diferente.

Insisto. Não foi esse investimento privado que levou a faculdade a conseguir atrair docentes com qualidade e projetar-se internacionalmente?

Contribuiu, mas terá contribuído até 20%. Não é pelo facto das salas terem dez lâmpadas em vez de cinco lâmpadas, não é pelo facto de a sala ter um melhor projetor que vai melhorar substancialmente o ensino. Aquilo que melhora a qualidade do ensino é ter professores de qualidade e ter alunos de qualidade.

Mas ter o investimento permitiu contratar melhores professores.

Houvesse ou não houvesse esse dinheiro privado, os professores têm sempre uma tabela preestabelecida pela lei. A não ser que os professores andem a ser pagos pela porta do cavalo. Não me parece ser isso que se aconteça.

Estava a dizer que há, neste momento, dois regimes – o público e o privado – de contratação de professores. O que defende é uma espécie de homogeneização destes dois regimes?

O anterior reitor cometeu um erro grave que foi estilhaçar a coesão interna do corpo docente. Temos dois tipos de professores. Temos professores de primeira e de segunda categoria. Os de primeira são aqueles que ganham muito mais, que estão ao abrigo do regime de direito privado. Por sinal, apenas os da Faculdade de Economia da Universidade Nova.

E, depois, há os outros, nos quais eu me incluo, que estão ao abrigo do regime de direito público, e que ganham menos. Acho que isto é inadmissível, se é a mesma universidade, por que razão há professores que ganham mais do que outros. Espero que o regime que venha a ser revisitado pelo reitor e devidamente corrigido.

Corrigir é nivelar por baixo?

O problema é esse. Não sei como é que depois se vai baixar o salário. Mas, pelo menos, na questão dos concursos, de se manter uma maioria de professores externos, isso é obrigatório.

Neste momento, para se candidatar a professor auxiliar, há uma comissão de seleção, que tem três professores e só um tem de ser de fora, quando a regra do direito público é que a maioria deve ser externa, para evitar endogamia… Esta norma tem de ser corrigida.

Acho que, dentro do sistema público, a pessoa, ao chegar ao ensino superior, tem o direito de ter aulas em português. Acho inadmissível uma faculdade pública só tenha cursos em língua estrangeira.

Lançou um livro intitulado “Direito da língua” e defende que é inadmissível que as universidades públicas tenham cursos lecionados inteiramente em inglês. Porquê?

Estamos no sistema de ensino público e temos obrigações com a proteção da língua portuguesa. O ensino público tem um regime de acesso restrito, que impede que todos os alunos possam chegar à universidade, porque as vagas existentes na universidade pública são inferiores ao número de alunos que pretendem aceder.

Acho que, dentro do sistema público, a pessoa, ao chegar ao ensino superior, tem o direito de ter aulas em português. Neste livro, no fim, tomo a ousadia de fazer uma proposta de anteprojeto de lei de proteção da língua portuguesa, em que proponho que, nos cursos conferentes de grau, só pode haver, no máximo, 35% de língua estrangeira.

Nos cursos que não conferem grau, aí metade, metade. Acho inadmissível que uma faculdade pública só tenha cursos em língua estrangeira.

Não faz sentido ter cursos em inglês para atrair os alunos internacionais?

As faculdades públicas têm obrigações que as faculdades privadas não têm. Temos a obrigação de contribuir para o desenvolvimento dos alunos que estão aqui em Portugal. O facto de serem estrangeiros não os impede de aprenderem português para virem para as nossas universidades e para fazerem os nossos cursos.

Com a questão de oferecermos tudo em inglês para os estrangeiros, estamos, no fundo, a excluir os nossos. Os estrangeiros estão a passar à frente dos estudantes portugueses, que não conseguem ter tão boa nota, ficam a ser preteridos pelos estudantes estrangeiros.

Pergunto: uma universidade pública que é paga com o dinheiro dos contribuintes portugueses, está a ser feita para pagar os cursos aos estrangeiros que vêm cá e depois se vão embora?

Mas também não faz sentido aos nacionais fazerem cursos em inglês para conseguirem carreiras internacionais, e eventualmente melhores rendimentos?

Mas vamos lá ver do que é que se trata. É só uma questão linguística? Se é uma questão linguística, então vão aprender línguas. Os cursos de medicina são dados em português, mas é isso que impede os nossos médicos de irem para o estrangeiro? E os cursos de enfermagem são dados em português. Os nossos enfermeiros têm tido dificuldade de ter emprego lá fora? Pelo contrário, têm saído até em grande número.

No caso da Faculdade de Direito da Universidade Nova, penso que à volta de 70% das disciplinas são lecionadas em inglês, mas acho isso uma loucura, porque os elementos de estudo só existem em português. É preciso bom senso e não embarcarmos numa moda.

Disse que as universidades públicas, sendo financiadas pelo Orçamento do Estado, têm de ter como público alvo os alunos nacionais, e a atração de alunos estrangeiros é um desvirtuar desse financiamento.

Sim. Vejamos o caso do Erasmus. É um programa que permite aos alunos mobilidade dentro dos países da União Europeia. Está totalmente desvirtuado.

O que, neste momento, está a acontecer é que as universidades todas – não são só as portuguesas – distinguem os alunos e fazem só disciplinas em inglês para ter os meninos lá nessas disciplinas. E os meninos, em vez de irem para aquele país para aprenderem a língua nativa daquele país, só aprendem o inglês.

A mesma lógica deve ser aplicada na atração de docentes?

Devido a estes problemas todos, até começo a pensar – não sei se isso não será exagerado – que é necessário ter uma quota de professores portugueses, porque há certas faculdades que têm já um corpo de estudante estrangeiro, que nem sequer sabe português. No caso da Faculdade de Direito da Universidade Nova, tem um terço de professores estrangeiros que não sabem português. Isso é inadmissível, e não são professores visitantes.

Quem quer vir para Portugal para uma carreira da função pública pode ser estrangeiro, mas tem de saber português. Aliás, na Faculdade de Direito da Universidade Nova, infelizmente, num concurso que recentemente abriu para professor catedrático, tinha a seguinte solução: exigia-se a proficiência do inglês, falado e escrito, mas não se exigia qualquer proficiência em português. Isto é que acho que é o cúmulo do disparate.

Então, numa universidade que é pública e é portuguesa, não se exige que saiba português, mas vai exigir-se que saiba inglês. Mas nós estamos no Reino Unido ou estamos em Portugal? Estamos nos Estados Unidos ou estamos em Portugal? Às vezes, parece que não sei onde é que eu estou.

Soluções

 




March 30, 2026

Saiu a ferros

 

Casa Branca de Trump? Um grupo de atrasados mentais

 

Paula White, nomeada por Trump para o cargo de presidente do Gabinete da Fé na Casa Branca (seja lá isso o que for), conduz uma sessão de exorcismo para expulsar os espíritos malignos da assistência, soprando no microfone. 

Trump não se interessa pelo "equipamento americano"

 

Interessa-se por negócios com Putin e é por isso que não quer saber dos ataques iranianos a americanos com informação dos russos.

Ate que enfim que alguém da esquerda diz o óbvio

 

 

Estou agora a trabalhar com os alunos do 10º ano o tema dos valores morais e das 3 posições relativamente à questão: os que defendem o subjectivismo dos valores, os que defendem o objectivimo dos valores e os que defendem o relativismo cultural dos valores.

De um modo grosseiramente simplificado, podemos dizer que o subjectivismo dos valores defende que os valores correspondem a desejos e sentimentos pessoais. Deste modo, toda a acção humana do subjectivista é moral, dado que emana do seu desejo ou sentimento íntimos. O problema desta perspectiva é a impossibilidade de vida em sociedade, dado nenhum acordo ser possível entre desejos particulares que só por coincidência são comuns. Nenhum debate é possível pois o sentimento ou desejo pessoais são o que são. Quando os transgéneros dizem que são mulheres porque o sentem ou desejam posicionam-se como subjectivistas dos valores. Assim como, quando dizem que sentem que pertencem aos espaços das mulheres, exigem não ser contrariados justamente porque a sua acção parte dos seus desejos pessoais que são sempre legítimos porque não precisam de razões para o ser. Só precisam afirmar-se enquanto tais. Ora, nenhuma sociedade comum é possível se cada um exige ser e fazer tudo o que deseja e ser respeitado por todos os outros, mesmo quando os seus desejos chocam com os direitos dos outros. Os subjectivistads dos valores querem transformar os seus desejos em leis para todos.

Depois, os relativistas dos valores afirmam que os valores são um produto da nossa educação cultural e, nessa medida, nenhuma cultura é melhor que outra, pois cada uma teve e tem o seu contexto que a legitima. Exigem a tolerância (uma contradição nos termos porque a tolerância não pode ser exigida) para com as acções da sua cultura por ser a sua. O problema do relativismo cultural é não explicar as discordâncias dentro de uma cultura. Por exemplo, quando os islamitas reivindicam que se respeite os valores da sua cultura, não leva em conta que há milhares ou milhões de pessoas, dentro da sua cultura, que a rejeita. O relativismo deixou de poder ser levado à letra quando o mundo se tornou uma aldeia global e todos em todas as culturas têm acesso aos direitos e valores de outras culturas e fazem comparações com a sua. Se o relativismo fosse levado ao extremos as culturas de tradições opostas deixariam de poder comunicar entre si por ser impossível encontrar um chão comum. Seriam como feudos.

Finalmente, o objectivismo dos valores defende que há valores objectivamente bons e valores objectivamente maus. Desse modo, defende que há culturas com valores superiores a outras e tenta impor universalmente os seus valores.

Cada uma das perspectivas tem os seus problemas mas a mais danosa em termos de convivência e coesão social é a subjectivista cujo extremo é o narcisismo. Torna impossível resolver um conflito e obrigatório aceitar acções moralmente erradas. Não havendo campo comum, a lei é a do mais forte.

Quanto às outras duas perspectivas, podem coexistir se aceitarem, cada uma, limites. A Carta dos Direitos Humanos Universais foi um passo na direcção de estabelecer valores universais, deixando alguma margem para a interpretação relativa desses valores no contexto das culturas diversas.

Porém, agora precisamos de ir mais longe e estabelecer uma carta dos deveres universais, como defendia Kant.

Europa -wake up call

 

A Rússia é um Estado terrorista com uma agenda como dizemos anglo-saxónicas. Não há lugar para hesitações ou traidores nesta situação.


E antes do 1º império?

 


O Império Acádio (c. 2334–2154 a.C.) foi um antigo império de língua semítica, com centro na cidade de Acádia e na região circundante da Mesopotâmia. É amplamente considerado o primeiro verdadeiro império da história, tendo unificado as cidades-estado sumérias e acádias independentes sob um único governo centralizado. O império atingiu o seu apogeu sob o reinado de Sargão de Acádia e do seu neto Naram-Sin.


O fundador do 1º império conhecido foi Sargão de Akkad (c. 2334–2279 a.C.). Antigo copeiro do rei de Kish, Sargão tomou o poder, construiu a capital Akkad (Agade, que até hoje não foi descoberta) e iniciou uma campanha de conquistas de territórios estrangeiras. Derrotou o rei sumério Lugal-zage-si e uniu Sumer e Akkad. O Império Acádio serviu de modelo para todos os futuros Estados da Mesopotâmia, incluindo a Babilónia e a Assíria. A literatura e a mitologia mesopotâmicas posteriores referiam-se frequentemente a Sargão e Naram-Sin como governantes arquetípicos.

E antes do 1º império? Os seres humanos 'hommo sapiens' existem há cerca de 300 mil anos. Porém, as sociedades organizadas só apareceram há cerca de 12 mil anos e a 1ª civilização conhecida, a Suméria, há cerca de 4000 ou 5000 anos. O que aconteceu no intervalo entre os 300 mil e os 5000 mil anos? 

Tanto quanto sabemos os primeiros seres humanos não eram anatomicamente diferentes de nós, somos mais ou menos os mesmos há umas centenas de milhares de anos. Como se vê pela história do império de Arcádia, os homens já buscavam o poder através da invasão de terras estrangeiras e de assaltos ao poder do seu rei. Portanto, antes disso já terão havido outras civilizações, não? Não houve linguagem escrita e civilização nessas centenas de milhar de anos que decorrem entre o ano 300 mil AEC e o ano 5000 AEC? Não houve construções? Ou é mais credível pensar que houve civilização, sim mas que colapsou totalmente ao ponto do ser humano regredir ao estado selvagem e que há 5000 anos, quando se dá o surgimento da nossa civilização, estaríamos num reboot? - quem sabe quantos já aconteceram...


March 29, 2026

Beba poesia sem moderação

 

@poesienbref Jean d’Ormesson lit un poème de Marguerite Yourcenar, lors de la présentation de son livre « Je dirai malgré tout que cette vie fut belle », en Février 2016 #Booktok #booktok #clubdeslecteur #livres #livresaddict #livresaddicts #books #litteraturefrancaise #litterature #booktokfrancais #poemes #poesiefrançaise #poesiecontemporaine #poesietiktok #citationdujour ♬ son original - poesienbref

Lembrete 🇪🇺

 

Aqui fica uma música para lembrar que a Europa é um conjunto de países, cada um com a sua maluqueira mas que no conjunto funciona, quando se une. 

A maneira mais rápida de acabar a guerra da Rússia é pôr a Ucrânia na NATO

 

Era isso que os europeus deviam estar a fazer e não percebo do que têm medo, mas vista aqui da minha janela, a Europa parece ter medo de tudo o que meta Putin.


Ele tem razão... mas depois há a pandilha de Trump e ninguém tem mão neles

 


💥 BUM!

 

March 28, 2026

Onde está a Europa?

 

O que andou a fazer estes 4 anos em termos de produção de armas de defesa?