September 23, 2020

Hegel

 


A FE é uma viagem intelectual onde Hegel nos agarra na mão e leva desde a superfície até às águas mais profundas. Não é uma obra que diz, 'isto é assim e deve ser visto e pensado desta maneira'. é mais uma obra à maneira do Discurso do Método de Descartes que diz, 'não me cabe a mim dizer o que devem pensar e como, mas vou-vos mostrar como eu pensei e o que pensei e quem quiser fazer comigo este percurso intelectual, faça e se estiver de acordo comigo e quiser segui-lo, pois siga-o'. A FE é um bocadinho assim: a viagem intelectual de Hegel, passo a passo, pelos conceitos da metafísica. E como é escrito dessa maneira, é uma espécie de policial, onde vamos progredindo com pistas. É giro de ler.

 Ele é mestre em encontrar as contradições dos processos e dos sistemas que nos levam às tais águas profundas e, às vezes, às aporias dos sistemas. Mas ainda vou muito no início, no prefácio (li a introdução do tradutor que é muito esclarecedora), porque ele diz que não faz sentido uma obra de filosofia ter um prefácio mas depois escreve um prefácio enorme. A vantagem deste prefácio é a de ter sido escrito no fim da obra e, portanto, dar-nos uma visão coerente do que aí vem. 

A fenomenologia é como que uma medicina da realidade. Assim como um médico explica o a aparência e sintomas da pessoa a partir dos orgãos e processos sistémicos do corpo, também a fenomenologia explica os fenómenos como nos aparecem, passe a redundância, a partir dos processos e sistemas da realidade, o que implica em si mesmo uma análise, da coisa e do processo de conhecer a coisa.

Continuo com a carreira congelada

 


Desde Maio que subi de escalão mas o ME não deixa e congelou-me o escalão e o salário. 5 meses. Gostava de saber se também se congelam a si próprios ou se este tratamento é só para os outros. Quero mesmo é que se vão encher de pulgas.


Já chove

 





September 22, 2020

"Happens to the Heart"

 



A geometria do espaço


 

A Cisterna portuguesa - El Jadida - construída pelos portugueses no interior da Fortaleza em Mazagão, em 1514.

Mede 34 metros por 34 metros e foi construída com cinco fiadas de cinco pilares de pedra.




Uma má notícia



A Coimbra editora faz este ano 100 anos. Que pena. Somos um país com tantas falhas culturais que cada notícia destas é como uma bomba que deixa uma cratera difícil de preencher.



Sendo a Faculdade de Letra de Lisboa pública e, sendo esta cadeira obrigatória, isso quer dizer que os meus impostos a pagam?

 


Sou obrigada a pagar uma cadeira onde o professor me chama nazi, inferior, porca e outras coisas do género?  

Portanto, este pseudo-professor chama estes nomes nomes todos às suas alunas... 


Maçonaria e a Eterna Fêmea, o programa de um mestrado em Direito

Direito Penal IV é uma unidade curricular de dois mestrados da Faculdade de Direito de Lisboa e tem conteúdos como o "aproveitamento pelo género feminino" ou a "violência doméstica como disciplina doméstica".


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Um artigo de um professor da faculdade de letras de Lisboa

A cadeira de "Direito Penal IV", leccionada pelo professor auxiliar Francisco Manuel Fonseca Aguilar, é de carácter obrigatório na Especialidade de Direito Penal e opcional na especialidade de Especialidade de Ciências Jurídico-forenses e em ambas tem como seu objetivo, descrito na ficha da unidade curricular, "aprofundar a capacidade de reflexão e de pensamento crítico autónomo sobre o Direito" e "proporcionar" novos conceitos como a "crítica da transformação de facto do Direito em torto".



Título

A "coordenação" como (burla de etiquetas para a)

uniformização ou nazificação (Gleichschaltung) fundadora

de um iníquo "Direito total da família": sobre o "deicídio"

do pai cristão como mais um passo na misândrica

e cristofóbica destruição do Ocidente

PROF. DOUTOR FRANCISCO AGUILAR*

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Excerto

(...) Ela ocorre na grande maioria das mulheres, por força da tendencial não superação da inveja do pénis resultante da diferença estrutural do complexo de castração feminino em face do masculino.
Literalmente, as mulheres cospem no prato - a civilização ocidental, designadamente o cristianismo - que não apenas lhes deu de comer mas que permitiu a sua ascensão. Mas isso é já uma conta para um outro rosário.
A fêmea da espécie humana extermina o macho para que o termo de comparação masculino com a sua presença fisica não lhe recorde o sentimento de inferioridade biológica, racional, moral e epistemológica da feminista enquanto fêmea.
A feminista, como "nazi" de género, é, assim, uma destruidora de mundos.
É que as feministas, tal como as mulheres em geral, Nietzsche cedo o notou, artistas da falsidade e da(hipocrisia da) aparência, nunca estiveram interessadas nem na verdade nem na
justiça: querem pura e simplesmente o (tirânico) domínio (sobre o homem).
É, portanto, caso para dizer, numa aggiornata leitura da distopia de Orwell que, nos contemporâneos Estados feministas do Ocidente, os seres humanos são todos iguais mas uns - as mulheres - são mais iguais do que os outros.
Termos em que, no quadro do pensamento alegórico animal do Escritor britânico, hoje as porcas representariam em especial as feministas e em geral as mulheres do Ocidente.
Escravatura dos homens-filhos, porque o "carnaval da miséria humana" que é crescer sem pai - por conseguinte, sem a moral de Deus e, bem pelo contrário, com uma bússola contramoral e contraepistemologicamente magnetizada no errado e na mentira pela religião-ideologia do satanismo anticristã, - é a receita do triunfo da sociopatia, i.e., da falta de consciência e da obediência acrítica a quem detém o poder.
Com efeito, os filhos sem pai, i.e., sem a disciplina moral que lhes é imposta pelo pai, tendem a ser sociopatas, criatura sem consciência, i.e., sem as referidas bússolas da moral e da epistemologia. Na maioria dos casos, quando nunca alcançam o poder supremo, serão escravos elites globalistas e do "nazismo" de género, mais conhecido como feminismo·político no aparelho de Estado: mesmo então não deixarão de exercer, comi o prazer sádico que retiram da destruição do outro, os pequenos poderes que consigam aceder.
É por isso que agora se nega ao homem cristão o direito a ter filhos: para o impedir de os disciplinar - de modo a que estes no futuro se autodisciplinem - e de os normativizar pelo bem, i.e., de os orientar pela bússola moral do certo, i.e., da justiça de Deus como justiça da espécie, e pela bússola epistemológica da verdade.Assim, o direito a ter filhos deixa de também ser azul para passar a ser apenas cor-de-rosa.
Assim impedido de ser de facto pai, o homem vê a sua dignidade humana (Menschenwürde) ser degradada do estatuto de pessoa, i.e., de homem livre, condição de escravo (Sklave), porquanto fica impossibilitado de exercer o seu inalienável direito natural a, educando a sua descendência na ressurreição da sua carne, nela espiritualmente se prolongar. Por outras palavras, o homem cristão é reduzido à condição de animal reprodutor ( e o filho à condição de animal reproduzido) e de escravo da mulher e do Estado.
Por sua vez, os filhos dos homens cristãos são, com isto, apenas filhos mãe-feminista e do pai-Estado, rectius, propriedade de ambos, o que significa que serão orientados somente pelo trato social (do eufemismo) feminino (regras de boa educação, e.g., os modos à mesa com os quais as mulheres confundem a moral e doutrinados pela ideologia-religião do Estado (o satanismo como anticristianismo).
Ora, a ausência de pai a partir dos primeiros anos de vida e sobretudo durante a adolescência equivale a um filho criado sem Deus, ergo, sem limite ou escrúpulos morais à vontade. Diz-nos a História, que, por essa razão, os filhos sem pai, sobretudo os meninos e os rapazes, e em especial no final da infância e na adolescência, quase invariavelmente redundam em sociopatas: o; crescimento de um menino sem a presença de um pai constitui, com efeito, a receita contracivilizacional para o recheio dos estabelecimentos prisionais ou, caso uma infeliz conjugação astral possibilite o seu acesso ao poder, para a feitura.
Ora, com os "deicídios" do Rei e agora do pai, é o (masculino) que é substituído pelo (feminino) mal satânico. A saber, do Cristo azul ao Anticristo cor-de-rosa.
E, portanto, isto que, na "Comunicação social", nas .."Academias", nos "Parlamentos", nas "Procuradorias" e nos "Tribunais" do Ocidente - actualmente todos eles não mais do que assembleias tribais de acusação e julgamento dos membros da tribo bode expiatório ( os homens cristãos pelos membros da tribo vítima (as mulheres) -, é hoje grunhido a plenos pulmões:
Colectivamente:
- "Ein Geschlecht!
, Eine globale Regierung !
-Millíonen Führerínnen!
- Síeg Heíl!
- Síeg Heíl!
- Sieg Heil!".


Dia de visitas

 


Hoje fui visitar, por assim dizer, a minha querida médica alergologista. Não houve beijinhos, claro, por causa do covid, mas combinámos que da próxima vez que lá for, num tempo de vida já para além da máscara, tirar uma selfie. Lá para a Páscoa, espero.

As consultas subiram 10 euros desde o ano passado. Eram 30 agora são 40. Também gostava que o meu salário subisse nessa proporção, em vez de descer.


As Nações Unidas estão quase a fazer 75 anos

 


São cada vez mais importantes, nestes tempos de ressurgimento de tentações de grandeza, as instituições promotoras de paz e de diálogo entre as nações. Entre todas, a ONU, cuja fundação está ligada a esse mesmo propósito.


Manter a relevância das Nações Unidas


Victor Ângelo

O ME não sabe trabalhar em democracia

 


Tem havido um debate nos jornais sobre a disciplina de moral, digo, de cidadania. O debate tem sido feito dentro das regras democráticas. Pois o ministro não aceita que haja quem não esteja de acordo consigo e, pior, que tenha o descaramento de o dizer frontalmente. Talvez por estar habituado ao que se passa sob a sua tutela onde o medo cala as pessoas. Seja como for, o que esta frase mostra é um ministro que não aceita as regras da democracia e estaria melhor num regime salazarista onde ninguém seria extremista ao ponto de não concordar com sua excelência.


Ministro da Educação denuncia campanha extremista contra a disciplina de Cidadania


Citação deste dia

 



O ser humano é tão apaixonado pelo sistema e pela conclusão abstrata, que é capaz de fazer-se de cego e surdo somente para justificar sua lógica. 

Fiódor Dostoiévski, in "Memórias do Subsolo".






"homem cegamente apaixonado por seu próprio ponto de vista ", de Susano Correia.
via Literatus

Rituais

 



520 aC.

Homens na apanha da azeitona

September 21, 2020

Life

 


Há uma maneira de pensar próxima e outra distante. A maneira próxima é receptiva. É a do estômago. A maneira de pensar distante é defensiva. É a da cabeça. Aprendemos a pensar de um modo abstracto e difuso, como se houvesse um muro de vidro fosco permanente erguido à nossa frente. Aprendemos a ficar do lado de cá do muro até que tudo se torne longínquo e perca realidade.  É o modo de sobrevivência. Mas é com desgosto que nos pomos nesse modo. Ele não vem naturalmente, tem que ser forçado. É a vida.


Blast from the past



Os filhos tinham-se em casa. Era tudo muito bonito... quando corria bem... em cada 10, 6 crianças morriam. Mães nem sei... os bebés lavavam-se naqueles alguidares das manteeiras fazerem enchidos.

Esta fotografia é comovente. A felicidade na cara das mulheres e o bebé novinho em folha que grita porque está vivo. Uma grande dignidade no meio de uma grande simplicidade.


Um artigo esclarecedor para quem anda enredado na questão da definição de sexo e género

 

...não estou para traduzi-lo porque é enorme, o que aliás diz alguma coisa da complexidade da questão do ponto de vista biológico, mas é muito interessante.

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Yes, there are just two biological sexes. No, this doesn’t mean every living thing is either one or the other. Understanding the complex ways in which chromosomes and phenotypes relate to biological sex will make clear why the biological definition of sex shouldn’t be the battleground for philosophers and gender theorists who disagree about the definition of ‘woman’. Although there is a human imperative to give everything a sex, biology doesn’t share it.http://ow.ly/Jmty50Bwgnk

Just saying

 


Hoje em dia é impossível uma pessoa estar a par de tudo o que se escreve de relevante em termos académicos sobre um assunto qualquer. Nem mesmo um investigador cuja vida seja essa o consegue tal é a catadupa de artigos e livros que diariamente saem publicados. 


Livros- violência e civilização

 


Estive a ler este livro.



A epígrafe diz logo alguma coisa do livro. Estão aqui dois modos de lidar  com o inimigo: a primeira  com violência e a segunda com auto-controlo baseado na razão.
O livro é sobre as sociedades-Estado ocidentais e o problema do mal, entendido como violência e agressão, ligadas ao processo de civilização. 
As questões são: se olhamos a civilização europeia desde os gregos e romanos até hoje podemos dizer que houve uma evolução civilizacional no que respeita à capacidade de auto-controlo da violência ou não e basicamente estamos na mesma, capazes de enormes violências? Se houve, como se processou e porquê? Como é que os europeus a certa altura assumiram que tinham um processo civilizacional melhor e superior ao dos outros? Como é que isso se coaduna com a violência das guerras e do colonialismo? E se o nosso auto-controlo está melhor, deve-se a quê e quais os desafios do futuro?

A resposta dele é sim, há uma diferença qualitativa civilizacional no que respeita ao modo de entender o sofrimento desnecessário e a capacidade de auto-contenção de violência. Isto li no último capítulo. Foi por ai que comecei depois de ler a introdução onde o autor expõe os objectivos de cada capítulo - fui ver a resposta que vem no fim para apreciar melhor o argumento. Depois pus-me a ver o índice e fui ler o nono capítulo para ver como ele lida com esse acontecimento que à primeira vista parece um contra-exemplo da sua tese. Acho a explicação dele rebuscada e não me convenceu. Depois li o oitavo capítulo e depois o primeiro capítulo sobre as cidades-Estado helenísticas, para perceber como ele explica a ausência de auto-controlo da violência nessa época.

Portanto, não li o livro todo e andei a serpentear. Não é que os outros capítulos não me interessem. Interessam e hei-de ler (tirei umas notas), mas não já. Tenho ainda um livro para ler até ao fim do mês -sem ser os de entretenimento- e estou com muita pica de entrar no Hegel.










Faz hoje anos -259- que aconteceu o último auto-de-fé em Portugal

 


Quando pensamos em autos-de-fé pensamos na Inquisição e quando pensamos na Inquisição pensamos na Idade média e Renascimento, mas a verdade é que em finais do século XVIII ainda se faziam autos-de-fé em Portugal, às mãos da Inquisição.

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A 21 de Setembro de 1761 – No último Auto-de-Fé em Portugal, é executado o Padre Gabriela Malagrida

Gabriel Malagrida (nascido em Menaggio, Milão, 5 de Dezembro de 1689 — morreu em Lisboa, 21 de Setembro de 1761), foi um padre jesuíta italiano. Tendo sido missionário no Brasil e pregador em Lisboa, veio a ser condenado como herege no âmbito do Processo dos Távora. (João Marques de Oliveira de Oliveira - nós e a história)

O Marquês de Pombal já não gostava dele pela razão de ele ser contra o absolutismo e andar a pregar a instrução dos nativos no Brasil. Quando ele voltou para Portugal não gostou da sua influência na corte.   

Entretanto aconteceu o terramoto de 1755. Malagrida, aproveitou o para exortar os lisboetas à reforma dos seus costumes. Acicatado pela explicação das causas naturais da catástrofe, que o governo naturalista e racionalista de Pombal tinha mandado imprimir e posto a circular através de um folheto, resolveu redigir um opúsculo de que ofereceu exemplares ao rei e ao marquês de Pombal, sobre moral, chamado "Juízo da Verdadeira Causa do Terramoto" (1566), onde reputava a catástrofe como sendo um castigo divino e aconselhando exercícios espirituais e procissões. 

O marquês não gostou das ideias expressas por Malagrida, que entendeu como uma insinuação acusatória à autoridade e acção do Estado (que era ele) e puniu o religioso com o desterro para Setúbal (LOL). Ele estava entre os jesuítas mais tarde acusados por Pombal de instigarem os motins contra si.

Em Setúbal, Malagrida era visitado por muitos conservadores que o consideravam um sábio e um santo;  entre eles, membros da família Távora. À conta disso viria a ser condenado como herege no âmbito do Processo dos Távora.

Foi denunciado à Inquisição, pela mão do Inquisidor Geral Paulo de Carvalho e Mendonça, um irmão do marquês de Pombal, com a acusação de falso profeta, impostor e, o mais grave, de ser um herege, o que equivalia à morte na fogueira.

Entregue ao tribunal do Santo Ofício de Lisboa, após um processo, criticado por vários historiadores, foi acusado de heresia e posteriormente condenado ao garrote e fogueira, penas executadas em um auto-de-fé no dia 21 de Setembro de 1761, no Rossio. Na opinião de Voltaire expressa na obra "Cândido ou o Optimismo", ao excesso de absurdo, juntou-se o excesso de horror.

Este foi o último auto-de-fé em Portugal. 

wiki



A 'Moção Estratégica Global para Portugal' do Chega consiste em mutilar mulheres

 


Que atrasados mentais... porque não ensinam antes os filhos e os amigos a não engravidar mulheres contra a vontade delas?


Moção discutida na Convenção do Chega defende remoção dos ovários a mulheres que abortem


Subscrito por um antigo militante do PNR, documento "Moção Estratégica Global para Portugal" propõe prática "como forma de retirar ao Estado o dever de matar recorrentemente portugueses por nascer".

Chama-se "Moção Estratégica Global para Portugal" e foi levada a discussão na Convenção do Chega, que decorreu este fim de semana, em Évora. Subscrita por Rui Roque.

Este indivíduo não é comunista?




De facto, o camarada é um cómico...

Famosos sofrem pelos filhos no regresso às aulas

Filhas de Ricardo Araújo Pereira sem aulas devido a surto no colégio.