June 13, 2026
Leituras pela manhã - On Raiding into Persia
On Raiding into Persia
russia.eua@.com
E impossível esta mulher não ser um operativo russo. Saiu do cargo, mas antes de sair lança uma campanha contra os EUA, a favor da Rússia. Os americanos, por estes dias, aceitam tudo.
One last post from Tulsi to help Russia.
— Joni Askola (@joni_askola) June 12, 2026
Why would the Director of National Intelligence make a post about secret American activities? And she also does it in a dishonest way that is designed to help Russian disinformation.
We know where her loyalties lie pic.twitter.com/NTH7hDfeKm
A Irlanda tem as mãos sujas de sangue ucraniano
A Irlanda exportou 243 milhões de dólares (180 milhões de libras) de alumina para a Rússia em 2022, de acordo com o Observatório da Complexidade Económica (OEC), um site de análise de dados, e este valor aumentou 55 %, para 376 milhões de dólares, em 2024. A Aughinish é o único produtor de alumina da Irlanda e o maior produtor da principal matéria-prima para a produção de alumínio na Europa, de acordo com um relatório de 2021 do grupo de contabilidade KPMG.
Aproveitar o momento para insistir e não folgar
O destino da Europa, a competitividade da Europa e a capacidade da Europa se manter como um continente virado para a paz dependem da derrota da Rússia e da integração da Ucrânia na UE e na defesa europeia.
SEN. KELLY: I think it's fair to say that right now Ukrainians are winning. Russians are struggling with their offensive, losing upwards of 35,000 troops every month, having hard time replacing those losses. Ukrainians even starting to regain territory. So, momentum is shifting. pic.twitter.com/AZ1F0ukxi9
— Kate from Kharkiv (@BohuslavskaKate) June 12, 2026
Afeganistão - o islão explica-se a si mesmo
Raparigas e as mulheres são castigadas e presas no meio da rua com o pretexto de se ver um fio de cabelo, mas a verdade é que são presas por andarem na rua. Os islamitas afegãos querem as mulheres presas em casa, impedidas de existir e viver no espaço que os homens querem só para si. Por causa disso, uma manifestação contra a escravatura das mulheres (que agora é legal) teve como consequência balas, atropelamentos e execuçaõ. Pessoalmente penso que as mulheres afegãs têm que juntar-se e pegar em armas contra todos os homens talibãs. A luta contra a escravatura é permitida, mesmo no âmbito da Carta das Nações Unidas. E como ninguém as ajuda têm de ser elas a tomar a iniciativa de diminuir o número dos talibãs a um número controlável. E depois têm de assumir o governo do país até exterminarem a mentalidade esclavagista do seu país.
فتيات في أفغانستان نزلن للشوراع من أجل المطالبة بحقهن في التعليم لكن تم مواجهتهن بالرصـاص الحي و خراطيم المياه وحتى الدعـس بالسيارات ، فيديو لن تراه عند بعض الإسلاميين الذين يدعمون طالبان pic.twitter.com/YrgVVNwsKR
— Mustafa (@Sufi495) June 12, 2026
Para onde vão levam consigo as facas e a mentalidade esclavagista de extrema misoginia - quem paga o preço desta importação sem eira nem beira são as mulheres.
Das ist die Bestie – dieser 30-jährige afghanische Migrant, der heute in Brierfield bei Burnley einer 17-jährigen Britin von hinten ein Messer in den Hals gerammt hat. Das Mädchen kämpft immer noch um ihr Leben, liegt in kritischem Zustand im Krankenhaus.
— Lexa 🇩🇪 (@rebew_lexa) June 12, 2026
Es hört einfach nicht… pic.twitter.com/lqEVBdnIS1
A esquerda radical actual já não luta pelos trabalhadores
https://expresso.pt/parlamento/
Um projeto de lei para reforçar o combate à discriminação e aos crimes de ódio, apresentado por um conjunto de cidadãos, foi rejeitado, esta sexta-feira no Parlamento, no parlamento com os votos contra do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS. Já um projeto do Chega para o combate aos limites aos crimes de ódio limitem a liberdade de expressão desceu para debate na especialidade, sem votação.
O partido de Ventura entende que o combate aos crimes de ódio não pode “restringir a liberdade de expressão, a liberdade académica ou a objecção de consciência” e pretende colocar essa ressalva no artigo do Código Penal que penaliza a discriminação e o incitamento ao ódio e à violência contrapessoas ou grupos com base em características como a etnia, a religião, a orientação sexual ou a identidade de género.
Já um dos pontos do projeto entregue pelo grupo de cidadãos era o agravamento das penas para o crime de discriminação e incitamento ao ódio e à violência. Mas contou, além dos votos contra da direita, com a abstenção do deputado socialista Filipe Neto Brandão.
Atualmente o Código Penal prevê uma pena de prisão entre os seis meses e os cinco anos e projeto de lei hoje votado pretendia o aumento da pena para entre os seis meses e os oito anos.
O objetivo do projeto de lei era, segundo o documento, "reforçar o combate à discriminação e aos crimes praticados em razão da origem étnico-racial, origem nacional ou religiosa, cor, nacionalidade, ascendência, território de origem, religião, língua, sexo, orientação sexual, identidade ou expressão de género ou características sexuais, deficiência física ou psíquica".
.....
O Livre apresentou um projeto de lei para reforçar o enquadramento penal dos crimes de ódio em Portugal e o Bloco de Esquerda um projeto de lei para a criação da lei da Promoção da Igualdade e do Combate à Discriminação Racial - ambos rejeitados com os votos contra do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS.
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Querem importar a sociedade inglesa e australiana onde estão pessoas presas há 2 anos por um tweet contra os gangues de violadores paquistaneses e os próprios violadores paquistaneses estão à solta, intocáveis, porque são 'vítimas de tweets de ódio' e as raparigas violadas foram deitadas para o lixo da esquerda acéfala e hipócrita. Onde um homem biológico trans pôs um processo por descriminação e ódio a um outro homem por ter sido rejeitado por este quando descobriu, num primeiro encontro, que o trans era um homem biológico e não uma mulher. Onde as mulheres grávidas têm menos direitos de grávida que os homens biológicos trans com fetiche de estarem grávidos. Em suma: a esquerda radical actual sonha com a censura e a ditadura da opinião e quer um DOGE para calar os que não aplaudem a sua loucura. São a nova PIDE.
«Hoje em dia, tem-se o direito de ser anti-semita, racista, homofóbico e misógino, desde que seja em nome do Islão.» [Michel Onfray]
June 12, 2026
Para quem pensa que esta guerra é de Putin apenas e não dos russos em geral
If you still think this is only Putin’s war and won’t affect you — watch this.
— UAVoyager🇺🇦 (@NAFOvoyager) June 12, 2026
Head of the russian Ski Federation, 7-time Olympic champion:
“Drop a serious bomb on central London — and we’d be allowed back into international sports.”
This is mainstream thinking in russia. pic.twitter.com/VoMPqBfRQq
Em suma: senhor PM, faça reformas eficientes na competitividade e produtividade
O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), conhecido como o fundo de resgate da Zona Euro, alertou no seu relatório recente para riscos negativos na economia portuguesa. As principais preocupações incluem a dependência energética externa, os elevados preços da habitação e a incerteza internacional.
Os pontos centrais destacados pelo fundo de resgate são:
Sazonalidade e Choques Externos: A economia portuguesa mantém resiliência, mas a dependência da energia face a tensões geopolíticas e choques climáticos exige atenção.
Pressões na Habitação: O mercado imobiliário continua sobreaquecido e a correção dos preços representa um risco interno assinalável para o sistema financeiro.
Sustentabilidade da Dívida: A médio prazo, os especialistas assinalam riscos significativos e recomendam a execução rápida dos fundos do PRR para garantir a competitividade estrutural.
Atrasos nas reformas e nos investimentos financiados pelo fundo europeu de recuperação pós-pandemia [o mecanismo que financia o Plano de Recuperação e Resiliência — PRR], bem como dastempestades ocorridas no início de 2026″.
Lembrando também que “o envelhecimento da população, as alterações climáticas e o aumento dos custos da defesa representam desafios orçamentais significativos a longo prazo”, o MEE sugere que, para enfrentar tal contexto, o país deve “garantir a implementação eficaz dos investimentos financiados pelo PRR e prosseguir reformas estruturais fundamentais”.
June 11, 2026
Como os pseudo-intelectuais das universidades atraiçoam a nossa cultura com propaganda ideológica
Pensei que Ia Estudar Literatura em Columbia. Estava Enganada.
Os departamentos de Inglês ensinam ideologia em vez de literatura
LIZA LIBES
4 de Maio de 2026
Quando me mudei para a cidade de Nova Iorque, o meu mundo inteiro ardeu até às cinzas.
Frequentei uma escola secundária privada orientada para as áreas STEM. Os meus colegas, versados em matemática, química e economia, tinham passado os quatro anos anteriores a preparar-se para carreiras na banca, medicina e engenharia — os chamados empregos “lucrativos” do nosso tempo. Os seus pais abastados tinham-nos encaminhado para percursos mais “estáveis” por boas razões, mas, numa reviravolta invulgar, a minha família de imigrantes foi muito mais permissiva comigo — e sempre me incentivou a perseguir os meus sonhos.
Para mim, esses sonhos eram estudar literatura e tornar-me uma escritora famosa.
Não era totalmente imprática. Continuava a aplicar-me nas disciplinas de matemática e ciências e considerava os negócios e o direito como possíveis alternativas profissionais. Na universidade, inscrevi-me em cadeiras de psicologia e economia para ter um plano de reserva, mas sabia desde o início que o meu coração nunca esteve verdadeiramente em nenhum dos meus Planos B. Ia ser escritora custasse o que custasse — e não apenas escritora, mas também académica, versada na grande tradição humanista do estudo da literatura.
E quão extraordinário seria se, à semelhança de David Foster Wallace ou Toni Morrison, um dia pudesse ensinar os meus próprios romances à próxima geração de grandes pensadores?
Ser académica seria também a via rápida para aperfeiçoar a minha escrita. Afinal, a única forma de nos tornarmos grandes escritores é ler grande literatura — e, dedicando-me à academia, poderia certamente dar a minha própria contribuição para uma tradição secular de narrativa verbal.
Na minha perspectiva, literatura e tradição eram inseparáveis. Herdara esta forma de pensar do meu ídolo literário, o poeta modernista T. S. Eliot, que acreditava que a criação literária só era possível através do estabelecimento de um diálogo secular com os mestres do passado. Talvez os poetas modernistas americanos sempre tivessem querido “tornar tudo novo”, nas palavras de Ezra Pound, mas não poderia haver “novo” sem o antigo.
Eliot era bastante burkeano, e não é por acaso que Edmund Burke ficou na história não apenas por insistir que devemos respeitar a tradição dos nossos antepassados, mas também por sugerir que a experiência estética está intimamente ligada à beleza e ao sublime.
E era isso que a literatura sempre significara para mim — e a razão pela qual queria estudá-la tão ardentemente: era a coisa mais próxima de uma manifestação física da beleza na alma humana.
Assim, para mim, o estudo da literatura era, por natureza, uma actividade tradicional — uma disciplina que acreditava na preservação das coisas belas. Era um campo de estudo que nos permitia sondar as profundezas da nossa psique e examinar as questões que nos tornam humanos.
Podem imaginar o meu espanto quando descobri que, por uma qualquer perversão do destino, a literatura se tornara praticamente sinónimo de esquerdismo radical na academia literária contemporânea.
Só um ou dois anos depois consegui perceber exactamente o que estava errado, mas mesmo no primeiro dia da semana de acolhimento do primeiro ano senti que algo não estava bem.
Era o ano de 2015. Um avião acabara de se despenhar em Inglaterra e Trevor Noah acabara de assumir a apresentação do The Daily Show. As tensões aumentavam na Alemanha devido ao agravamento da crise dos refugiados sírios, e Donald Trump ainda era conhecido sobretudo como um magnata imobiliário bilionário. Os debates das primárias republicanas aproximavam-se e a nova palavra da moda no campus era “correcção política”.
Era assim que as coisas estavam naquela manhã quente de finais de Agosto. Ninguém tinha ainda ouvido a palavra “woke” no sentido em que hoje a entendemos — mas, sem que a Liza de dezoito anos o soubesse, a Universidade de Columbia era muito mais “woke” do que o resto da sociedade.
Sentados num círculo num relvado entre as duas famosas bibliotecas de Columbia — a agora desactivada Low Library e a infame Butler Library, onde todos chorávamos antes dos exames — estávamos cerca de quinze estudantes. Éramos caloiros nervosos vindos de todo o mundo para Nova Iorque, na esperança de nos tornarmos as grandes mentes do futuro, e passaríamos o resto da semana a participar juntos nas actividades de integração.
Supostamente, aqueles seriam os nossos primeiros amigos da universidade.
Não me recordo de uma única pessoa daquele grupo de orientação, mas posso dizer-vos que a monitora — uma estudante do terceiro ano, irritadiça, oriunda do Connecticut — não ficou muito satisfeita comigo durante a minha primeira semana no campus.
Lembro-me de cruzar o olhar com ela logo depois de ela ter lido as instruções para a nossa primeira actividade de quebra-gelo: devíamos dizer o nosso nome, de onde vínhamos, o curso que pretendíamos seguir e os nossos pronomes.
Pronomes?
Enquanto mordiscava o lábio inferior ressequido, senti imediatamente uma espécie de síndrome do impostor. Teria eu, futura estudante de Inglês e apaixonada pela gramática e pela palavra escrita, esquecido o que era um pronome?
Aquilo não fazia sentido naquele contexto.
Comecei a percorrer mentalmente as classes gramaticais, duvidando de tudo o que aprendera na escola. Os verbos eram palavras de acção. Os adjectivos descreviam características. As preposições indicavam tempo, lugar ou localização. Os pronomes... os pronomes...
Os pronomes eram palavras que substituíam nomes para evitar repetições desnecessárias no discurso ou na escrita. Eu não estava louca — até os tínhamos estudado nas aulas de francês: tu, il, elle, nous, vous.
Será que de repente estávamos a aprender línguas?
À medida que os meus colegas anunciavam as suas cidades natais e os cursos que pretendiam frequentar, a minha mente acelerava. Não fazia ideia do que deveria dizer.
Parecia que toda a gente estava simplesmente a declarar os pronomes da terceira pessoa que correspondiam ao seu sexo.
Mas porquê?
Ali estava eu, com rímel e um vestido azul-claro, a procurar numa pequena mala uma garrafa de água que tinha tirado do refeitório — e estavam a pedir-me que confirmasse se eu era mulher.
— Sou a Liza — gaguejei. — Sou de Chicago e vou estudar Inglês. Os meus pronomes...
Olhei para o vazio, ficando vermelha enquanto quinze pares de olhos me observavam à espera.
— Os meus pronomes são ela e dela.
Meus amigos, essa foi a primeira e a última vez que alguma vez declarei voluntariamente os meus “pronomes”.
Mas naquela altura ainda tentava integrar-me.
Ignorei o assunto até à reunião seguinte da orientação — a última actividade a que assistiria antes de fingir que tinha febre e faltar ao resto da semana.
Estávamos numa velha sala de aula do famoso Hamilton Hall de Columbia (o mesmo edifício ocupado por manifestantes pró-Palestina em 2024). A monitora dividira o quadro branco em sete colunas e pediu-nos que colocássemos notas autocolantes com cada um dos nossos “identificadores” nas respectivas categorias: sexo, género, estatuto socioeconómico, raça, etnia, orientação sexual e capacidade.
A Liza de dezoito anos — que nunca ouvira falar da categoria “capacidade” — escreveu “normal” no seu papel e afixou-o orgulhosamente no quadro.
No final da actividade, fui chamada à parte e recebi uma severa lição sobre “capacitismo”.
Não faz mal, pensei. As aulas vão começar em breve — e vou encontrar os meus pares mais tradicionais no departamento de Inglês.
Mas, no primeiro dia do seminário de Inglês do primeiro ano, deram-nos textos do chamado crítico literário Edward Said.
O capítulo em questão — retirado do seu famoso livro Culture and Imperialism — incidia sobre Mansfield Park, de Jane Austen.
Aquilo pareceu-me estranho. Porque estávamos a ler uma crítica a um livro sem primeiro termos lido o próprio livro?
Eu tinha lido Mansfield Park no secundário, pelo que conseguia acompanhar o argumento de Said: que o romance era sobre colonialismo e imperialismo.
Teríamos lido o mesmo romance? Ou, como muitos dos outros estudantes que estavam a ler crítica antes da obra original, teria Said simplesmente inventado uma interpretação sem nunca se ter confrontado seriamente com o texto?
Nessa noite, pediram-nos um pequeno comentário escrito sobre o capítulo de Said para preparar a discussão da quinta-feira seguinte.
«O argumento de que Mansfield Park só pode ser compreendido a partir de uma perspectiva colonial parece completamente descabido», escrevi. «A entrada de Fanny em sua casa como metáfora de uma força colonizadora é uma interpretação excessivamente forçada.»
A professora não ficou impressionada. Na sua opinião, eu não tinha compreendido adequadamente o argumento de Said e, além disso, pouco importava se Mansfield Park era ou não sobre imperialismo; o importante era que Jane Austen era cúmplice da expansão imperial britânica.
Hã?
Antes que me apercebesse, estava a ler Edward Said em praticamente todos os seminários de Inglês; os professores que ainda não tinham sucumbido à febre Said enchiam as listas de leitura com excertos de Karl Marx e Judith Butler — teóricos que definiam o currículo de Inglês, mas que pareciam ter pouco ou nada a ver com a própria literatura.
Com cada seminário que frequentava, o objectivo geral do departamento de Inglês de Columbia tornava-se cada vez mais claro: estes professores desejavam colectivamente usar a literatura como uma força de resistência contra as “forças iliberais”, para tornar a sociedade mais justa.
Mas para mim — alguém cujos pais tinham fugido da União Soviética — o marxismo estava longe de ser sinónimo de liberalismo.
Claro que não havia nada de errado em tentar tornar o mundo mais justo e equitativo — e muitos grandes escritores tinham trabalhado nesse sentido: Shelley, Ibsen, Orwell, entre outros. Mas a promoção da justiça social era apenas um dos possíveis resultados do envolvimento com a literatura, não o seu único objectivo.
No entanto, se perguntassem a alguém do meu departamento, literatura era inseparável de resistência e justiça.
Como tinha eu chegado, então, a uma conclusão tão radicalmente diferente?
Comecei a observar padrões nas listas de leitura das minhas disciplinas de Inglês. Havia sempre abundância de teoria literária — mas poucas obras literárias propriamente ditas. Tinham-nos entregue teoria literária no primeiro dia de aulas sem primeiro nos darem literatura para ler.
Os departamentos de Inglês tinham substituído lentamente a literatura pela teoria literária — e de forma tão subtil que quase ninguém parecia ter dado por isso.
A verdade é que, no departamento de Inglês de Columbia, o “cânone ocidental” era considerado “racista” e “eurocêntrico” — e, se um texto não fosse de uma mulher multicultural e bissexual, raramente era introduzido nas salas de aula. Sim, existia um seminário sobre Shakespeare, mas não sem um ou outro professor insistir que Shakespeare era homossexual ou até uma mulher, ou ensinar as suas peças através da lente do “desejo queer”.
Quando cheguei ao mestrado, a própria literatura tinha sido completamente relegada para segundo plano. Presumia-se que todos já tinham lido os clássicos importantes durante a licenciatura e que apenas restava estudá-los através de diferentes teorias. A única disciplina obrigatória para todos os estudantes do meu programa de mestrado consistia inteiramente em teoria e não incluía qualquer obra literária — num curso de literatura inglesa.
Tinha vindo para Columbia anos antes para estudar Inglês porque amava a tradição e a beleza. Para mim, a literatura é uma extensão de uma tradição milenar de contar histórias e, numa universidade cujo edifício neoclássico ostenta os nomes dos grandes escritores do Ocidente, esperava encontrar muitos outros amantes das humanidades que se agarrassem à beleza e à tradição com toda a alma.
Em vez disso, encontrei estudantes e professores que apenas queriam destruir tudo aquilo que eu amava, chamando a esse processo “literatura inglesa”.
Mas os verdadeiros estudiosos das humanidades sabem que a literatura trata da compreensão da beleza, da cultura, da arte e da sociedade — daqueles aspectos especiais que nos tornam singularmente humanos — e não de activismo político radical.
Chamamos a isto a tradição humanista — e é precisamente essa tradição que foi abandonada pelos departamentos de Inglês em todo o mundo.
Sei que não sou a única pessoa a abordar o estudo da literatura desta forma. Vim para Columbia para fazer parte de uma tradição duradoura, e as tradições não desaparecem apenas porque as instituições as abandonam. As tradições sobrevivem, e basta um ou dois crentes para as revitalizar completamente.
Ao regressarmos à estética e à beleza, podemos fazer a nossa parte para salvar a literatura e restaurá-la ao seu devido lugar na tradição humanista.
Porque, afinal de contas, a literatura continua a ser a nossa melhor esperança para compreender não apenas o mundo que nos rodeia, mas também a nós próprios.
Darwin ainda era vivo quando Gaudi começou a catedral de Barcelona, em Março de 1882
«Quando construímos, pensemos que estamos a construir para sempre. Que não seja apenas para o prazer do momento nem apenas para o uso imediato. Que seja uma obra pela qual os nossos descendentes nos agradeçam.» — John Ruskin
144 years of construction. Amazing what can be achieved when we are united across time.“When we build, let us think that we build forever. Let it not be for present delight nor for present use alone. Let it be such work as our descendants will thank us for.” — John Ruskin
- Beauty Matters
Ler no SubstackNike fez uma parceria com um russo putineiro
Literally, I’m never buying NIKE again https://t.co/m0GIdGGK06
— Shaun Pinner (@ShaunPinnerUA) June 9, 2026
Médicos que mutilam crianças são os novos Mengeles
Seja que o façam por dinheiro, sejam que o façam por quererem fazer experiências em crianças ou por serem completamente loucos, devem todos perder a licença para praticar medicina. Sujeitam crianças e adolescentes com 11, 12, 13 anos, etc (menores de idade), quando não têm noção dos efeitos dos procedimentos no seu futuro, a castrações, remoção das mamas, enchem-nos de hormonas e estragam-lhes a saúde física e mental e o resto da vida. Primeiro convencem os miúdos, desde a escola primária que talvez estejam no corpo errado e depois incentivam-nos a estropiarem-se. Dados da Holanda e da Austrália mostram que são menos de 2% as crianças e adolescentes que têm disforia de género; cerca de 70% a 90% das crianças e adolescentes que têm disforia de género tornam-se adultos normais sem incongruência de género. No entanto, medicam-se os miúdos, às vezes sem sequer terem ido a uma consulta falar com um médico, como no caso que aqui se descreve. Isto é criminoso. Os adultos, homens biológicos que dizem identificar-se com mulheres que são quem luta agressivamente por impor estas práticas médicas mengelianas, fazem-no a pensar em si, na validação da sua ideologia. Não nas crianças.
Puberty blockers or cross-sex hormones were prescribed to 22 children where they didn’t even have a face-to-face appointment with anyone at WellBN.
— Biology in Medicine (@biologyinmed) June 11, 2026
This is not ‘care’, it is activism. pic.twitter.com/eLdlvxcwUw
Os islamitas do Irão executam milhares de raparigas e depois vendem o cabelo delas
Quem fazia isto eram os nazis. Vender o cabelo, a pele, etc.
Approximately 2,800 to 3,000 Iranian women r*ped and murdered, account for this single smuggled shipment of 137 kilograms of hair. https://t.co/FFyXpsDbT2
— Savakzadeh (@Savakzadeh) June 11, 2026
No more bridge over troubled waters
Ukrainian forces have now hit and damaged the last remaining key bridge heading out of Crimea the Armyansk Bridge where a Russian logistical convoy crossing the bridge was severely damaged.
— WarMonitor🇺🇦🇬🇧 (@WarMonitor3) June 11, 2026
Russian logistics in Kherson are severely disrupted. pic.twitter.com/b2gv4t0cYx
Quando um serviço funciona bem na UE conspiram para destruí-lo?
Querem melhorar o serviço opa querem tirar poder a quem o exerce com inteligência e sem subserviência? Porque não fazer o oposto e consolidar os seus poderes, dado que Kaja Kallas exerce muitíssimo bem o seu cargo? Porque não dar mais proeminência ao cargo e fazer dele um ex-libris da UE daqui para a frente? Um cargo de projecção da voz europeia? Ou a França e a Alemanha estão aqui numa luta de galos?
França e Alemanha estão a discutir propostas para uma reformulação do serviço diplomático da União Europeia (UE) para melhorar a resposta do bloco a crises geopolíticas, informa o Financial Times esta quinta-feira.
Paris, Berlim e outras capitais estão a considerar opções que incluem a retirada de poderes à chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, e do seu Serviço Europeu para a Acção Externa (SEAE), que custa mil milhões de euros por ano, devolvendo-os à Comissão Europeia e aos Estados-membros, informou o FT, citando cinco altos funcionários a par das discussões.
https://cnnportugal.iol.pt/uniao-europeia/kaja-kallas/franca-e-alemanha-querem-reduzir-o-poder-de-kaja-kallas-e-ponderam-desmantelar-o-servico-diplomatico-da-uniao-
Coisas que todos os anos ficam mais absurdas na educação
Estamos no final do ano cheios de trabalho com avaliações para fazer, relatórios, reuniões de notas, muitas vezes, como este ano, aulas suplementares por causa de feriados e greves e o ME entende de valor enviar uma calhamaço de 220 páginas chamado, Norma 2, para lermos daqui até começarem os exames que são já daqui a uma semana. Este ano reforçou esse absurdo com mais um calhamaço -Norma 3- com 80 páginas. Todos os anos isto fica mais absurdo! Há professores que têm 7 turmas, ainda estão a acabar de corrigir e classificar testes.
Desde que os exames deixaram de ser avaliações pedagógicas e passaram a ser burocracias jurídicas, cada vez isto fica mais absurdo. Não tem valor pedagógico, não torna a classificação mais objectiva, apenas mais uniformizada nos patamares mínimos.
Uma viagem à cidade dividida
Ronald Reagan em Berlim
Por Jens Schöne
[…]
Depois da Grã-Bretanha e da França, a República Federal da Alemanha foi a última etapa da digressão europeia de Reagan. A 30 de novembro, reuniu-se com o chanceler Helmut Schmidt. Em seguida, encontrou-se com o líder da oposição, Helmut Kohl, que mais tarde fez uma observação significativa sobre esse encontro:
«As nossas conversas duraram mais tempo do que o inicialmente previsto. Chamou-me a atenção que ele praticamente nada sabia sobre a Europa, mas possuía uma qualidade rara entre os políticos: a capacidade de ouvir. Estava muito interessado na questão da divisão da Alemanha.»Seguiram-se outras conversações, incluindo uma com o presidente da câmara governante de Berlim Ocidental, Dietrich Stobbe, que se encontrava na capital federal, Bona, na qualidade de presidente interino do Bundesrat. Nessa mesma noite, Reagan, a sua mulher Nancy e os seus acompanhantes voaram para o aeroporto de Tempelhof, em Berlim, instalaram-se no Hotel Kempinski, na Kurfürstendamm, e prepararam-se para o dia intenso que os esperava.
A viagem de Reagan não passou despercebida em Berlim Oriental. Mais de uma semana antes do seu início, já era tema de documentos ultrassecretos do Ministério para a Segurança do Estado (MfS). Neles, para além da visita a Bona (e do voo subsequente para Munique), registavam-se também os restantes planos de viagem de Reagan:
«Além disso, este cidadão dos EUA visitará WB [Berlim Ocidental] em 01.12.78.»Os serviços secretos consideravam-se preparados e pretendiam não deixar nada ao acaso — o que torna ainda mais surpreendente o que viria a acontecer.
A sexta-feira, 1 de dezembro de 1978, começou chuvosa. Dietrich Stobbe, que entretanto regressara de Bona à cidade dividida, convidou Ronald e Nancy Reagan, bem como vários dos seus acompanhantes (incluindo os conselheiros mais próximos de Reagan, Richard Allen e Peter Hannaford), para uma visita privada de autocarro pela cidade. Por volta das 10h30 da manhã, o grupo chegou ao Checkpoint Charlie, a passagem fronteiriça no centro da cidade, exatamente como John F. Kennedy fizera quinze anos antes. Olhares vigilantes observavam os seus movimentos a partir do lado oriental da cidade:
«Ao mesmo tempo, cerca de 10 civis chegaram noutro autocarro […]. Uma mulher e um homem foram filmados pela equipa de câmara acima mencionada sob a placa do sector e mesmo em frente ao edifício do posto de controlo.»Embora as identidades dessas pessoas não sejam explicitamente mencionadas, os serviços de segurança sabiam perfeitamente com quem estavam a lidar.
Outra paragem foi feita no lado ocidental da Porta de Brandemburgo. Kennedy também ali estivera e, menos de uma década após essa primeira visita, Reagan proferiria precisamente nesse local o seu discurso mais famoso.
«Espero que nunca pensem nele [o Muro] como algo permanente.»Segundo os seus acompanhantes, Reagan ficou profundamente impressionado pela visão do Muro.
O espetacular itinerário da tarde só pode ser reconstruído com a ajuda dos testemunhos que sobreviveram, nomeadamente os de Allen e Hannaford. Embora o MfS mantivesse Reagan sob vigilância, certamente não contava com uma possibilidade: a de ele entrar em Berlim Oriental. É provável que Reagan tenha manifestado esse desejo de forma espontânea no quartel-general norte-americano, decidindo depois agir em conformidade.
Se acreditarmos nos relatos dos seus acompanhantes, a visita teve um impacto duradouro sobre ele. Os testemunhos que sobreviveram são contraditórios e, em alguns pontos, pouco convincentes, mas os elementos essenciais são claros: o grupo percorreu uma paisagem urbana sombria, cheia de terrenos vazios e ruínas da Segunda Guerra Mundial, até chegar à Alexanderplatz. Ali visitaram lojas de uns armazéns, onde os americanos ficaram impressionados com a escassez da oferta de produtos. Enquanto as mulheres permaneceram na loja, os homens dirigiram-se à praça e observaram um homem a ser revistado e assediado por polícias fortemente armados, aparentemente sem qualquer motivo. Segundo os dois conselheiros, esta cena ficou profundamente gravada na memória de Reagan e reforçou o seu compromisso anti-comunista. Mais tarde, referiu-se a ela várias vezes.
Depois de regressar a Berlim Ocidental, Reagan tinha ainda um último compromisso nesse dia: uma visita à editora Axel Springer. Também aí existia uma recordação vívida da divisão da cidade e das suas consequências por vezes bárbaras. A sede da empresa, situada praticamente junto ao Muro, dava para o local onde Peter Fechter, de 18 anos, tinha sido abatido por guardas fronteiriços da Alemanha Oriental, em Agosto de 1962. Peter tentava atravessar a faixa da morte que separava as duas partes da cidade quando foi atingido por vários disparos. Acabou por morrer lentamente, em público, esvaindo-se em sangue enquanto lançava apelos desesperados por ajuda.
Este episódio foi relatado a Reagan ao final da tarde de 1 de dezembro de 1978 e deixou nele uma profunda impressão.
[…] Reagan podia sentir-se satisfeito; a sua visita a Berlim tinha sido proveitosa. Quando regressou muitos anos mais tarde, fê-lo em circunstâncias muito diferentes e com consequências de grande alcance.
Jens Schöne, Ronald Reagan in Berlin. The President and the Divided City, Berlim, 2026. Publicação conjunta da Fundação Arquivos Ernst Reuter e do Comissário de Berlim para a Reavaliação da Ditadura do SED.



