May 03, 2026

Lest we should forget that Trump is a Russian asset...

 

Lest we should forget that Trump is a Russian asset, here’s Senator Sheldon Whitehouse to remind us. TokTok - http://vm.tiktok.com/ZNRpR45fb/

- Truth Matters

Ler no Substack

Citação deste dia

 

Ironia: os novos progressistas que odeiam os valores europeus passam as férias a visitar maravilhados as obras que esses valores construíram. Jeremy Tate (citado de cabeça)



De vez em quando vejo um programa de propaganda

 

Este é um programa com um guru, Jeffrey Sachs, um economista que foi conselheiro do primeiro-ministro russo da Rússia pós-soviética e 3 crentes.

https://www.racket.news/p/a-true-shock-economist-jeffrey-sachs

Não há ali ninguém que lhe faça uma pergunta difícil, digamos assim. Pelo contrário, há um embasbacamento porque ele tem histórias dos anos 90 quando era conselheiro de russos. Ele diz que tentou que os EUA  e os países do G7 dessem dinheiro à Rússia como deram a países da Europa no pós-guerra mas que os EUA recusaram porque já pensavam em destruir a Rússia.

No programa passam um excerto de uma entrevista de Zelensky, descontextualizado, para parecer que as intenções dele são destruir a Rússia a mando dos EUA. 

Os EUA são o demónio que causou esta guerra porque os russos após a queda do muro só queriam a paz e a amizade com o Ocidente e os EUA impediram essa paz porque queriam controlar e dominar a Rússia e já tinham em mente uma guerra total com a ex-URSS.

Percebo que pessoas que pouco lêem sobre a História do século XX sobre estes países e não se informam sobre os factos correntes a não ser com os seus gurus e nas redes sociais se deixem levar por esta conversa porque o homem tem um ar de idoso competente e esteve por dentro de muitas situações nessa época enquanto conselheiro. 

É claro que, se estiverem por dentro dos factos históricos, detectam muitas mentiras: os EUA queria muito a Ucrânia na NATO? Os EUA juntaram-se à Alemanha para impedir que a Ucrânia se juntasse à NATO. Nos 90 houve promessas formais a Gorbachev de que nunca alargaria a NATO? Sabemos ser mentira pelo próprio Gorbachev. 

Enfim, é uma sequência de verdades (as histórias pessoais que ele viveu) com meias verdades (a Rússia no início dos anos 90 precisava de ajuda) e mentiras gritantes, para concluir que Putin é um homem de respeito, que Zelensky é um boneco nas mãos da CIA e que os EUA são os culpados de tudo o que a Rússia faz.

Por exemplo, cita muitas iniciativas militares dos EUA (erradas, é verdade) e nenhuma das invasões da Rússia aos países vizinhos desde os anos 90. 

De vez em quando vejo um programa de propaganda de um servo de Putin para estar por dentro das suas manipulações e não ser apanhada desprevenida.


Há jornais que em nada diferem do pior das redes sociais

 

Aqui está uma pessoa chateada porque numa exposição de trabalhos escolares o filho dela não teve boa nota porque terá sido a única mãe a não fazer o trabalho do filho (é o que pensa, não o que sabe) e vem para um jornal nacional fazer queixinha da professora e dos outros pais.

Como se isso não chegasse, apesar de reconhecer que não percebe nada de educação (escolar)  resolve dizer aos professores como devem trabalhar e que formações devem fazer, partindo da sua experiência "enquanto mãe e aluna", e que trabalhos de casa os alunos devem ter e aconselha a usar o ChatGPT porque em sua opinião, os pais fazerem os TPCs dos filhos é a mesma coisa que usar o ChatGPT. E fala em paradigmas da educação sem perceber um boi do que está a dizer e, portanto, diz disparates.

Imagine-se que eu, enquanto mãe e doente de muitos médicos, apesar de não perceber nada de medicina, fosse para um jornal queixar-me dos TPCs que os médicos me passam (rotinas de exercícios, medicação, etc.) ou passaram ao meu filho de cada vez que esteve doente, ou dizer aos médicos como tratar os doentes, que formação devem fazer, como mudar o paradigma da medicina, etc., ou ainda, como tratar doentes com cancro, pois tenho muita experiência dessa doença ou de outras que também tenho. Rídiculo, não? 

Pois, só que em relação à educação escolar todos, porque já foram alunos e têm filhos e acham sempre que os seus filhos são vítimas, que os professores não vêem a sua excepcionalidade, pensam que a profissão de professor não é uma especialidade e qualquer um pode dizer como se deve trabalhar. E dizem isso aos filhos, o que lhes causa grande prejuízo, mas não percebem. É por isso que depois ficam admirados, como o ME, quando ouvem dizer que os professores são bons numa certa especialidade. Não estavam à espera, porque afinal, não só não deram grandes notas aos seus princípes como é uma profissão que qualquer um entende como fazer e pode fazer.

Há jornais que em nada diferem do pior das redes sociais. Estão no fundo da caverna. Continuem assim que vão bem.

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Urge formar professores e depois criar, nas diferentes disciplinas, módulos de literacia em inteligência artificial para que os alunos percebam como a usar criticamente — até porque, como bem sabemos, as alucinações do sistema não são propriamente raras. E depois, e isto é o mais importante, é preciso reformular o paradigma e alterar o tipo de trabalhos e exercícios pedidos. Há anos que o nosso ensino se baseia no “copiar / colar”. Porque mesmo sem ChatGPT, já tínhamos o Google e a Wikipédia e os trabalhos que são pedidos, e mesmo as perguntas nos testes, andam muito mais à volta do “escreva sobre” do que do “analise, reflicta ou dê uma opinião fundamentada”. Além disso, temos pouco o hábito de realizar avaliações orais e debates em ciclos menos avançados — e estes são exactamente os desafios onde não há inteligência artificial que valha.

Não sei muito de educação — na verdade, não sei nada. Mas sei, por experiência própria enquanto aluna e enquanto mãe, que o nosso ensino vive preso a uma lógica onde a repetição é valorizada em detrimento da compreensão e onde continua a pedir-se aos alunos que reproduzam informação em vez de a analisarem criticamente. É por isso que fico sempre surpreendida quando ouço especialistas que falam da inteligência artificial como se ela fosse a mãe de todos os males: é que trabalhos feitos sem reflexão, ausência de pensamento crítico e dependência de respostas fáceis já existiam muito antes do ChatGPT. A inteligência artificial não veio criar um problema, mas destapar um sistema de ensino que não acompanhou o mundo e que se tornou vulnerável.

E pronto, já divaguei. Porque o meu objectivo inicial era só descarregar a indignação que senti depois de sair de uma exposição com trabalhos supostamente de crianças, mas que foram feitos por adultos.

Carmen Garcia, https://www.publico.pt (excerto)

Na Rússia, a revolta com as dificuldades começa a superar o medo

 

Não sei onde foram buscar estes dados mas isto não é verdade

 

Mais de 95 mil pedidos para realização de junta médica e quase um ano de espera

Já não tem a dimensão da pós-pandemia, mas, apesar das diversas medidas que têm sido implementadas nos últimos anos, o problema persiste. “O tempo médio de espera para a realização de juntas médicas de avaliação de incapacidade situa-se actualmente em cerca de 48 semanas para a primeira atribuição de atestado de incapacidade multiuso e em aproximadamente 56 semanas no caso das juntas médicas de reavaliação”, adianta ao PÚBLICO a Direcção Executiva do SNS (DE-SNS).
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Falo por mim. O meu atestado caducou em 2024. Pedi a reavaliação da minha situação há mais de 2 anos e ainda estou à espera que me chamem. Portanto, mais de 104 semanas. Neste momento 108. Não 56. Dado que é quase o dobro do que aqui é mencionado e não devo ser a única, estes dados não devem estar certos. Fui à médica de família em Março e falei-lhe nisto, que é uma fonte de grande stress porque a minha vida são hospitais e exames médicos e gasto uma fortuna em cada mês. Ela disse-me que ainda estava tudo muito atrasado. Não percebo porque é que o atestado não é definitivo e nos obrigam a isto e à perda de direitos de x em x anos, em situações em que as pessoas têm doenças crónicas incuráveis altamente incapacitantes cujo único prognóstico é a progressão e não é possível a regressão. É sadismo?


May 02, 2026

Resultado da conversa de Trump com Putin? Retirada de tropas da Alemanha

 

O facto de Trump ter retirado 5000 soldados americanos da Alemanha logo após ter falado com Putin é mera coincidência?

Retirar as tropas da Alemanha é um autogolo

As forças americanas na Europa estão lá para defender os interesses dos Estados Unidos.

ERIC S. EDELMAN E FRANKLIN C. MILLER

Um olhar mais detalhado sobre a Alemanha mostra que os Estados Unidos mantêm actualmente cerca de 35.000 militares no país, incluindo cinco guarnições do Exército, os quartéis-generais do Comando Europeu e do Comando Africano, e os campos de treino em Vilseck, Hohenfels e Grafenwöhr (que são os melhores e maiores centros de treino de forças terrestres fora dos Estados Unidos). 

Além disso, o centro médico militar de Landstuhl é o maior e mais sofisticado centro médico militar norte-americano fora dos EUA e serve tanto os teatros de operações do Comando Europeu como do Comando Central. A Força Aérea dispõe de um importante centro de transporte em Ramstein, que também apoia operações desses dois comandos. 

Se estas infraestruturas não existissem já no início da guerra com o Irão, teríamos de as ter criado. Reduzi-las ou eliminá-las degradaria — ou até paralisaria — operações militares que hoje damos por garantidas.

No entanto, os erros estratégicos não ficam por aqui. De forma inexplicável, Trump acabou de cancelar o destacamento previsto do sistema de mísseis hipersónicos de longo alcance Dark Eagle do Exército para a Alemanha, onde serviria para contrabalançar os mísseis russos Oreshnik e Iskander já posicionados. Isto foi um presente para Vladimir Putin, com quem Trump falou há apenas alguns dias.

Para além da perda militar representada pela redução de tropas, o custo financeiro de tal imprudência — mesmo que essas forças sejam deslocadas para outros países da NATO cujos líderes o presidente chama de “amigos” — atingiria provavelmente, no mínimo, várias centenas de milhões de dólares, um desperdício total numa altura em que o Departamento de Defesa apela a um aumento da despesa para reconstruir o aparelho de defesa dos EUA. 

Cada dólar gasto a deslocar tropas e equipamento pela Europa é um dólar que não pode ser investido na reposição das reservas cada vez mais reduzidas de munições críticas.

A presença militar dos EUA em Espanha é menor do que na Alemanha, mas inclui a base naval de Rota, onde estão estacionados quatro destroyers de defesa anti-míssil estrategicamente posicionados para proteger aliados no sudoeste da Aliança — bem como para vigiar o Estreito de Gibraltar, que liga o Mar Mediterrâneo ao Oceano Atlântico. 

A Força Aérea tem também uma presença significativa no oeste de Espanha, em Morón, a partir de onde facilita operações logísticas e expedicionárias. Tal como na Alemanha, estas duas localizações estão perfeitamente posicionadas para apoiar e sustentar a projeção global de poder dos EUA.

A retirada de forças norte-americanas das suas bases em Itália criaria uma enorme lacuna no dispositivo avançado. A presença dos EUA em Itália inclui uma ala de caças em Aviano, uma brigada aerotransportada de reação rápida em Vicenza, um esquadrão de segurança da Força Aérea essencial para apoiar a participação italiana na força nuclear de dupla capacidade da NATO, uma estação aérea naval chave na Sicília — absolutamente central para os esforços aliados de guerra anti-submarina no Mediterrâneo —, o quartel-general da Sexta Frota e uma grande actividade de apoio naval. 

Remover estas forças de Itália destruiria a capacidade dos Estados Unidos de dominar o Mediterrâneo Oriental, o que seria uma boa notícia para a Rússia e a China, mas muito menos para Israel e outros parceiros de segurança dos EUA no Médio Oriente, sem falar dos aliados da NATO no sudeste da Europa.

O PIOR DESTES CENÁRIOS ainda não foi ordenado, mas o facto de o Presidente Trump ter determinado a saída de um em cada sete militares norte-americanos estacionados na Alemanha sugere que leva a sério uma redução da presença militar na Europa. 

No conjunto, este impulso, motivado por ressentimento, não só diminuiria a capacidade de projecção de poder dos EUA, como também reduziria significativamente a postura de dissuasão e defesa da NATO.

Talvez essa seja a intenção do presidente. A sua persistente incapacidade de compreender o valor da aliança para os Estados Unidos, bem como a sua animosidade de longa data em relação à NATO, têm levado repetidamente a ponderações sobre a saída da aliança. A legislação atual impede-o de abandonar a NATO sem aprovação do Congresso, algo que dificilmente obterá, a julgar pela ovação de pé que o Rei Carlos III recebeu ao elogiar a aliança no seu recente discurso perante uma sessão conjunta do Congresso.

A retirada de forças pode ser uma forma indireta de enfraquecer a NATO. Se é esse o plano de Trump, então que esse debate seja feito às claras. A maioria dos norte-americanos apoia a NATO e o papel dos EUA nela. Se Trump quiser mudar a política, primeiro terá de mudar essa opinião.



Educação: "Há que pensar a infância "como uma espécie de base da humanidade"



do blog https://dererummundi.blogspot.com/

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A INFÂNCIA "COMO UMA ESPÉCIE DE BASE DA HUMANIDADE"




O jornal Público, na sua versão online do passado domingo, deu a conhecer uma entrevista feita pela jornalista Cristiana Faria Moreira a uma investigadora de Comunicação e Estudos dos Media e ex-directora do Institute for Research on Digital Literacies da Universidade de York, no Canadá (ver aqui). No seu trabalho destaca-se o capitalismo digital e as tecnologias destinadas a crianças (kidtech).

Dessa entrevista, extraio, e reproduzo abaixo, alguns aspectos que responsáveis pela educação escolar, formadores de professores, directores escolares, professores e outros profissionais de ensino devem ter presente nas decisões que tomam.

As crianças e os jovens são um recurso financeiro para as empresas, que os veem como uma fonte de lucro. Isso não é novo: há muito tempo que estão "no centro da cultura de consumo e do capitalismo", mas hoje temos "empresas enormes, gigantescas" a fazê-lo com competência inaudita. Essas empresas:

a) Moldam as crianças e os jovens como consumidores. Nos espaços digitais recolhem-se os seus gostos e orienta-se a publicidade em função desses gostos. E isto sem respeito pela privacidade. É o fim da privacidade;

b) Extraem deles dados com grande interesse económico: "podem-se vender a anunciantes, a máquinas de IA preditiva. Nem sequer conhecemos todas as formas como esses dados podem ser utilizados. E pensemos em grandes volumes de dados e no que, a partir deles, se pode compreender de toda uma geração ou de toda uma comunidade". É certa:

- a falta de transparência acerca do que acontece aos dados. "O que temos de perguntar é: para onde vão esses dados? Não sabemos, assim como não sabemos quanto tempo vão ser guardados, nem que outras entidades terão acesso;

- a ausência de regulação das empresas tecnológicas e das suas plataformas, não obstante a responsabilidade que os governos têm "de garantir que estas estruturas vão ao encontro das necessidades da população. Dizer às pessoas para se manterem afastadas não é uma solução (...). Parte do problema é que estas empresas são reguladas globalmente. Às vezes nem sequer as conseguimos definir. E isso tem sido uma forma de contornar a regulamentação".

c) A indústria do edtech, das tecnologias aplicadas à educação, "é global, enorme, e a crescer exponencialmente, à medida que mais governos estão a cortar no financiamento às escolas públicas". (...) "Também acho que é importante pensar no que é que está a faltar às crianças para estarem a recorrer a estas ferramentas".

d) "Quanto mais extremo for o que se diz, mais atenção se recebe, mais valor se cria. Não basta ter mais utilizadores, é fazer com que eles fiquem mais tempo, ter mais conteúdo, deixar as pessoas furiosas e irritadas... tudo isso cria valor para a plataforma. As empresas de redes sociais não se importam que vejas os conteúdos porque os odeias ou porque gostas deles. Ser um conteúdo extremista ganha atenção. Tudo o que dizemos sobre misoginia, sobre racismo, é incorporado ali.

e) "À medida que este material se tornar parte das ferramentas de IA preditiva perdemos o controlo sobre ele. E é bastante assustador pensar nas implicações que isso pode ter a longo prazo e sobre as quais sabemos ainda muito pouco".

Essas empresas "isentam-se completamente de toda a responsabilidade. E depois responsabilizamos pais e responsabilizam as escolas." Há muito que as crianças estão no centro da cultura de consumo e do capitalismo, mas a escola e a sala de aula são espaços que devem pugnar pela segurança.

Conclui essa investigadora: "está a tornar-se bastante assustador". É que

"Se mudarmos a infância, acabamos por mudar o que significa ser humano"
Há que pensar a infância "como uma espécie de base da humanidade".

A Ucrânia que lance drones em cima deles

 

Sobretudo se desfilarem o exército e armas. Não faça como da outra vez que se inibiu de atacar o exército de Putin e o seu bando de mafiosos durante as marchas militares de comemorações.


Como falar com Putin? Da única maneira que ele percebe

 

Macron fala ao Exército francês sobre a OTAN, a Ucrânia e a estratégia de defesa europeia

 

Macron: 
Estamos a organizar a coligação dos dispostos a garantir a segurança na Ucrânia sob comando franco-britânico.
Os europeus devem assumir mais responsabilidade pela sua própria defesa, manter a interoperabilidade da OTAN e ser capazes de agir em conjunto.
Este exercício demonstrou que os europeus podem, de forma credível, levar a cabo em conjunto uma operação desta envergadura, com a França como nação-quadro.
Essa é uma mensagem clara para os nossos parceiros ucranianos e para todos os exércitos europeus que sabem que podem participar nessas missões.
Em fevereiro de 2022, poucos especialistas acreditavam que a Ucrânia iria resistir, mas os ucranianos resistiram, inovaram e defenderam o seu território passo a passo com fortaleza de espírito. Nenhum equipamento fará isso por vocês. No final, a vitória continua a depender das pessoas.


Porque é que os EUA abandonaram a Ucrânia?

 

Para apoiar Putin. Uma coisa é a Europa liderar no financiamento da Ucrânia, pois é um país europeu, outra muito diferente são os EUA abandonarem a Ucrânia para apoiar o invasor. 


Espero que o governo não vá nesta conversa





Os americanos vendem os aviões mas o controlo informático das máquinas fica com eles. Portugal está na UE e tem que investir na defesa europeia, não na industria americana para depois os americanos controlarem o que podemos ou não fazer.

Americanos querem um “aliado forte” e fazem pressão ao mais alto nível para Portugal comprar caças F-35


Vítor Matos - Expresso

Títulos enganadores para atacar professores

 

Fui ler o artigo pensando ir encontrar professores criminosos,que cometeram crimes contra alunos. Sendo 800 em 120 mil professores, são 0,6 %, mas mesmo assim, 800 professores criminosos contra alunos... Li o artigo e afinal, a maioria dos 800 processos são para obrigar os professores a darem as notas que os pais querem; um processo deveu-se a uma professora ter gritado com um aluno; uma professora foi perseguida e obrigada a pôr baixa pela própria escola, porque muitas direcções têm medo dos pais. Porém, lemos o título e parece que os professores são um bando de criminosos. Já vi este artigo em duas redes sociais com comentadores/pais a chamar nomes aos professores. Gostava de saber a porcentagem de processos em outras profissões. Enfim, continuem assim que vão bem na campanha para levarem professores para as escolas.




May 01, 2026

Ranking da liberdade de imprensa no mundo - 2026

 

Os primeiros 20 países são todos, excepto um, da Europa, quase todos da Ocidental. Portugal está em 10º, sendo o primeiro do nível 2, 'sim, há liberdade de imprensa, mas...' RU, no 18º; Espanha no 29ª; Austrália no 33º; Grécia no 86º. Tem interesse porque são governos de esquerda e deviam, segundo as narrativas de esquerda acerca de si mesma, ser os maiores apoiantes da liberdade de imprensa - que está indissociavelmente ligada à democracia. Os regimes islamitas, elogiados pela esquerda como o ideal de civilização dos direitos humanos aparecem no fim da tabela - perto dos regimes comunistas ou pró-comunistas.

https://rsf.org/en/index?year=2026


«Os Estados autoritários, os poderes políticos cúmplices ou incompetentes, os agentes económicos predatórios e as plataformas online insuficientemente regulamentadas são os principais responsáveis pelo declínio global da liberdade de imprensa», afirmou Anne Bocande, diretora editorial da RSF, num comunicado.

Bocande afirmou que a inacção perante tais ameaças aos meios de comunicação social constitui uma forma de aprovação.

O relatório salientou que menos de 1% da população mundial vive num país onde a liberdade de imprensa foi classificada como «boa», uma descida em relação aos 20% registados em 2002, descrevendo o jornalismo como cada vez mais criminalizado a nível mundial.

Outrora um mercado modelo para a liberdade de imprensa, os EUA registaram um declínio nos últimos anos, atribuído ao presidente dos EUA, Donald Trump, e à postura hostil da sua administração para com os repórteres. Trump rotulou os meios de comunicação críticos de «notícias falsas», intentou ou ameaçou com ações judiciais contra empresas de comunicação social e brincou com a possibilidade de os repórteres serem alvejados.

Em toda a região da Ásia-Pacífico, as perspetivas eram sombrias, com a análise que acompanha o índice a projetar um declínio ainda maior da liberdade de imprensa no futuro, alimentado por leis repressivas e táticas aprendidas com regimes repressivos.

«As táticas de censura e propaganda desenvolvidas pelos regimes autoritários regionais, com a China à cabeça, estão agora a espalhar-se muito para além das suas fronteiras», afirma o relatório. A China ocupou o 178.º lugar no índice, ficando apenas à frente da Coreia do Norte e da Eritreia, um pequeno país costeiro africano onde não existem meios de comunicação independentes, de acordo com o índice.

Os países europeus ocuparam posições mais favoráveis, com a Noruega no topo do ranking global, seguida pelos Países Baixos, Estónia, Dinamarca e Suécia. As suas classificações devem-se, em grande parte, a proteções legais robustas.

A RSF elabora o seu índice anual há 25 anos, avaliando 180 países e territórios, desde os mais livres até aos mais opressivos. O grupo, fundado em Montpellier por quatro jornalistas em 1985, defende a promoção dos direitos dos jornalistas a nível global.

https://www.japantimes


Ormuz: uma opinião em contra-mão


“Os americanos já não estão interessados em manter a ordem global às suas próprias custas. Durante oitenta anos, a Marinha dos Estados Unidos garantiu a segurança dos mares para todos. Essa era acabou. A partir de agora, se quiseres que o teu petróleo chegue ao destino, terás de garantir tu próprio a sua segurança.” — Peter Zeihan

O Mito da “Portagem de Ormuz”


Apesar das notícias nos media globais que afirmam que o Irão “fechou” Ormuz ou está a cobrar “taxas de trânsito”, isto não passa de propaganda iraniana reciclada.

Sejamos claros: não existem taxas de trânsito em Ormuz. O parlamento iraniano apresentou um “projecto de lei” e a câmara de eco irresponsável das redes sociais tratou-o como um facto consumado. Não se trata de uma portagem. 

Porque é que o Irão cobraria aos seus parceiros como a China, a Índia ou o Paquistão? Além disso, os canais de águas profundas de Ormuz situam-se em águas de Omã, não iranianas.

A razão pela qual o tráfego de petroleiros abrandou não é porque o Irão tenha fechado um “portão”, mas porque os Estados Unidos não têm pressa em fornecer seguros marítimos. Nenhum armador se atreve a navegar sem seguro, mesmo com escolta militar. Os americanos estão deliberadamente a arrastar os pés — é o “detox” em acção, forçando os europeus a assumir finalmente o esforço principal.

Pode discutir-se se o plano de Trump é “bom” ou “mau”, mas não se pode discutir os resultados. Está a alcançar um enorme sucesso no Irão e a projectar um poder inegável em direcção à China.

Falando da China: depois de ter interrompido as importações de petróleo dos EUA seis meses antes da eleição de Trump, Pequim voltou a comprar petróleo americano. Porquê? Porque Ormuz está, na prática, “fechado” devido à falta de seguros e, com a Venezuela e o Irão fora de jogo, os chineses perceberam que não têm outras opções.

WEISSWORD in https://weissword.


A russificação dos EUA



Hoje, G. Elliott Morris, do Strength in Numbers, assinalou que Trump atingiu um novo mínimo tanto no desempenho global do seu cargo como na forma como gere a economia, com -22,2 e -40,3, respetivamente. 

Esses números reflectem a percentagem de pessoas que aprovam a sua actuação numa determinada área menos as que a desaprovam. De facto, Morris observou que a taxa de aprovação de Trump na economia é tão baixa que “literalmente rebentou a escala deste gráfico no meu portal de dados”.

Na terça-feira, Morris explicou no Strength in Numbers que, embora os republicanos tenham argumentado recentemente que precisam apenas de mobilizar eleitores para vencer as eleições intercalares, a afluência às urnas não é o seu problema. O verdadeiro problema é que os eleitores não gostam do que Trump está a fazer.

Um símbolo evidente da presidência de Trump é a sua decisão unilateral de demolir a Ala Este da Casa Branca e substituí-la por um gigantesco salão de baile. Uma nova sondagem do Washington Post–ABC News–Ipsos, divulgada hoje, mostra que os americanos se opõem ao salão de baile por uma margem de cerca de dois para um. Cinquenta e seis por cento dos americanos opõem-se, enquanto apenas 28% o apoiam. Entre os que se opõem, 47% fazem-no de forma veemente.

Dan Diamond e Scott Clement, do Washington Post, assinalam que as pessoas também não gostam do arco triunfal proposto por Trump — 52% contra, face a 21% a favor — nem da ideia de colocar a assinatura de Trump no papel-moeda. Sessenta e oito por cento dos americanos opõem-se a esse plano, enquanto apenas 12% o apoiam. Até entre os republicanos há oposição, por 40% contra 28%.

E depois há a guerra de Trump contra o Irão. Uma sondagem recente da Reuters/Ipsos mostra que apenas 34% dos americanos aprovam os ataques ao Irão, enquanto 61% se opõem. 

Os preços da gasolina continuam a subir, com o petróleo Brent a ultrapassar hoje brevemente os 114 dólares por barril — o valor mais alto desde junho de 2022, pouco depois de a Rússia ter lançado o seu ataque à Ucrânia. O senador Angus King (I-ME) referiu hoje na CNN que estes preços mais elevados estão actualmente a custar aos consumidores americanos cerca de 700 milhões de dólares por dia.

No seu Substack de hoje, o economista Paul Krugman observou que o acrónimo “TACO” (“Trump Always Chickens Out”, ou seja, “Trump acobarda-se sempre”) foi substituído por “NACHO”: “Not A Chance Hormuz Opens” (“Não há hipótese de Ormuz reabrir”). Krugman explica que é improvável que o Irão reabra o Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial antes de Israel e os EUA iniciarem ataques aéreos contra o Irão a 28 de fevereiro de 2026, até que “os danos económicos provocados pelo seu encerramento se tornem muito mais graves”.

Trump mantém um bloqueio norte-americano aos portos iranianos, e o Irão afirma que não reabrirá o estreito até que esse bloqueio ao transporte marítimo iraniano seja levantado. Krugman nota que o ego de Trump não lhe permitirá “encarar a realidade de que ele, mais ou menos sozinho, conduziu a América à maior derrota estratégica da sua história”.

Assim, ilude-se pensando que pode extrair concessões do Irão, embora não tenha sido claro quanto a quais seriam. Por seu lado, observa Krugman, as autoridades iranianas não têm incentivo para chegar a acordo, tanto porque a pressão sobre o petróleo prejudica os EUA e, portanto, Trump, como porque não têm razões para acreditar que Trump cumpriria qualquer acordo. Ele tem o hábito de quebrar acordos.

“A questão agora”, escreveu Krugman, é “quanta destruição terão de suportar o mundo e a América antes de Trump estar disposto a aceitar a realidade?”

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, testemunhou ontem perante a Comissão das Forças Armadas da Câmara dos Representantes e hoje perante a Comissão das Forças Armadas do Senado sobre o pedido de Trump de um orçamento de defesa de 1,5 triliões de dólares (medida americana) e sobre a guerra com o Irão. Foi a primeira vez que um membro da administração compareceu numa audição pública desde o início da guerra e os legisladores tinham muito a dizer. O senador Jack Reed, de Rhode Island, o democrata mais graduado na comissão, resumiu a situação:
“Há sessenta e um dias o Presidente Trump iniciou unilateralmente a guerra no Irão. Não tinha uma estratégia coerente. Recusou apresentar o caso ao povo americano ou consultar o Congresso. Não apresentou qualquer prova de uma ameaça imediata e ignorou os conselhos de especialistas militares e de inteligência que o alertaram para as consequências. Hoje, o nosso país encontra-se numa posição estratégica pior. O Estreito de Ormuz estava aberto. Agora está fechado. Treze militares perderam tragicamente a vida e mais de 400 ficaram feridos. Perdemos dezenas de aeronaves, sofremos danos significativos nas nossas bases na região e consumimos uma quantidade alarmante do nosso arsenal de mísseis. O moral e a prontidão das forças, especialmente entre unidades e navios sobrecarregados, como o porta-aviões USS Gerald R. Ford, foram afetados. Os preços da gasolina e dos fertilizantes dispararam em todo o mundo. As famílias americanas estão a suportar o custo de uma guerra com a qual nada queriam ter a ver e da qual nada ganharam.”
Amanhã assinalam-se 60 dias desde que Trump informou o Congresso de que tinha iniciado ações militares contra o Irão. Ao abrigo da Lei dos Poderes de Guerra de 1973, após 60 dias o presidente tem de pôr fim às hostilidades ou obter aprovação do Congresso. No seu testemunho de hoje, Hegseth tentou argumentar que o prazo de 60 dias é suspenso durante um cessar-fogo, apenas para o senador Tim Kaine (D-VA) assinalar que a lei não diz isso.

Ainda assim, hoje os republicanos no Senado bloquearam outra medida democrata — a sexta, apresentada pelo senador Adam Schiff (D-CA) — para obrigar Trump a pôr fim à guerra com o Irão. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson (R-LA), disse a jornalistas da NBC News que o Congresso não precisa de interferir nas ações de Trump no Irão porque os EUA não estão atualmente “em guerra”.

E depois há a corrupção. 

Na semana passada, surgiu a notícia de que uma start-up apoiada por Eric, filho do Presidente Trump, ganhou um contrato de 24 milhões de dólares do Pentágono. Hoje soube-se que a Força Aérea dos EUA concordou em comprar um número não divulgado de drones a uma empresa apoiada pelos filhos de Trump.

E depois há a incompetência. 

Hoje, após uma paralisação de 76 dias, os republicanos na Câmara dos Representantes aprovaram finalmente uma medida do Senado para financiar o Departamento de Segurança Interna, enquanto retinham verbas do ICE e da Alfândega e Protecção de Fronteiras. O Senado aprovou o diploma por unanimidade a 27 de março, mas, como correspondia ao que os democratas pretendiam, o presidente da Câmara recusou levá-lo a votação até hoje.

Perante a crescente impopularidade de Trump, os republicanos estão a mudar não as suas políticas impopulares, mas as regras eleitorais, aparentemente na esperança de manipular o sistema para vencer eleições independentemente da sua impopularidade.

Ontem, com praticamente nenhuma participação pública, o Senado da Florida aprovou um mapa eleitoral manipulado (gerrymandering) concebido para dar mais quatro lugares no Congresso aos republicanos, apesar de, há mais de dez anos, os eleitores terem aprovado uma alteração constitucional que proíbe esse tipo de manipulação partidária.

Também ontem, a decisão do Supremo Tribunal no caso Louisiana v. Callais abriu caminho para que os republicanos nos Estados do sul redesenhem os seus mapas eleitorais, transferindo entre 10 e 15 lugares dos democratas para os republicanos. Na decisão, os seis juízes nomeados por presidentes republicanos declararam que os que alegam discriminação racial no desenho dos distritos têm de provar que os legisladores agiram intencionalmente com base na raça e não no partidarismo — algo que o tribunal declarou estar fora do alcance dos tribunais federais.

A decisão significa que os Estados podem agora redesenhar distritos para reduzir o poder eleitoral das minorias, um grupo demográfico que tende a votar nos democratas.

O governador republicano do Louisiana, Jeff Landry, declarou imediatamente o estado de emergência, suspendendo as eleições primárias no Estado para poder redesenhar os distritos e garantir mais um ou dois lugares republicanos. Mais de 100 mil boletins de voto por correspondência já tinham sido enviados — alguns já foram devolvidos — e a votação deveria começar dentro de dias.

Os democratas já interpuseram uma ação judicial contra a tentativa do governador de travar uma eleição já em curso e exigem que esta prossiga. A acção sublinha, entre outros pontos, que a Constituição atribui às legislaturas estaduais, e não ao governador, a responsabilidade de definir “os tempos, locais e modo de realização das eleições para senadores e representantes”.

Legisladores no Tennessee, Mississippi e Alabama também estão a considerar redesenhar distritos na sequência da decisão Callais.

Os democratas responderam ao enfraquecimento da Lei do Direito de Voto pelo Supremo Tribunal e às manipulações eleitorais dominadas pelos republicanos que certamente se seguirão. Estados dominados por democratas estão a considerar as suas próprias manipulações para contrabalançar os republicanos, bem como nova legislação para proteger os direitos de voto das minorias.
“A decisão de hoje por esta maioria ilegítima do Supremo Tribunal constitui um golpe contra a Lei do Direito de Voto e foi concebida para minar a capacidade das comunidades de cor em todo o país de elegerem o candidato da sua escolha”, disse aos jornalistas na quarta-feira Hakeem Jeffries (D-NY), líder da minoria na Câmara. “Mas não estamos aqui para recuar. Estamos aqui para reagir.”
Trump, entretanto, quer ainda mais. A sua conta nas redes sociais publicou hoje: 
“Quanto abuso pode o Senado Republicano suportar por parte dos lunáticos da esquerda radical, sob a forma de senadores democratas, antes de EXPLODIR (TERMINAR!) O FILIBUSTER e aprovar medidas a um ritmo recorde, incluindo a Lei Save America, que seria impensável sem o fim do filibuster?? Sem o filibuster, [p]oderíamos aprovar uma lei atrás de outra. Poderíamos aprovar leis e medidas que nunca sequer sonhámos aprovar. E sabem mais uma coisa? Não perderíamos durante 50 anos.”
As próximas eleições estão claramente no pensamento de Trump. Hoje, numa intervenção na NewsMax, disse: 
“É um problema eu não estar no boletim de voto. E tenho de convencer — toda a gente diz que se eu estivesse no boletim ganharíamos por uma vitória esmagadora. Tenho os melhores, alguns dos melhores números nas sondagens que alguma vez tive.”
por Heather Cox Richardson

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O que estará a China a pensar perante tanta incompetência estratégica política, diplomática e militar dos EUA, dentro e fora das suas fronteiras, levada a cabo por uma administração infiltrada ao mais alto nível por criminosos do mais baixo nível? Esperança de que pode expandir-se sem oposição credível e eficaz?

April 30, 2026

Kaja Kallas tem a cabeça arrumada

 

Não sei como é que este homem aguenta a pressão

 

E como consegue navegar no meio da esquizofrenia de tantos líderes medrosos.


É difícil mantermo-nos a par da esquizofrenia da alta política mundial

 

E não falo apenas do mafioso putin-lover da Casa Branca. Também os europeus, dia sim, dia não mudam a trajectória da sua política. Primeiro choram com medo de fazer um exército europeu não vá Trump zangar-se com eles - parecem Trump a lidar com Putin. Depois exigem que a Ucrânia se deixe aniquilar pelos russos: ora não podem atacar as fontes do petróleo, ora têm que arranjar as tubagens que a Rússia destrói co mísseis para continuarem a vender petróleo a inimigos, ora pedem para a Ucrânia render-se e dar territórios a Putin, ora pedem que a Ucrânia pague aos russos!!! Que líderes cobardes e mendazes! Assim não vamos lá.