April 04, 2026

Porque é que não fazem legislação para impedir criminosos de usar IA para roubar pessoas?

 

Vamos voltar ao século XIX. Os músicos cantam directamente para um público restrito, nada fica gravado. É uma experiência única e irrepetível. Em alternativa, quem fizer dinheiro com cópias de artistas feitas com IA vai preso.

Todos os dias notícias dos crimes russos

 

Líderes que mostram ser parceiros activos de Putin têm de enfrentar consequências, de uma maneira ou de outra.

"My head is bloody, but unbowed"

 

Henry Thoreau

 



Henry Thoreau

(...)

Dizem que a banheira do rei Tching-thang tinha gravado caracteres que diziam: 'Renova-te completamente todos os dias; fá-lo uma e outra vez e sempre'. Consigo compreender isto.

(...) Devemos aprender a 're-acordar' e a manter-nos acordados, não mecanicamente mas por uma infinita expectativa da manhã que não nos esquece mesmo no nosso sono mais profundo.

Não conheço facto mais encorajador que a inquestionável capacidade que o homem tem de elevar a sua vida através dum esforço consciente.

Uma coisa é pintar uma pintura ou esculpir uma escultura, e fazer assim alguns objectos belos; mas muito mais glorioso é esculpir e pintar a própria atmosfera e meio pelo qual olhamos, o que moralmente podemos fazer. Afectar a qualidade do dia, essa é a maior das artes.

Todo o homem tem a tarefa de fazer a sua vida, até nos pequenos detalhes, merecedora da contemplação da sua hora mais crítica e elevada.


Windigo



Este texto é interessante mas enferma dos mesmos erros que outros antes dele cometeram, que é atribuir ao capitalismo moderno a ganância humana e depois usar o colonialismo, a supremacia branca e a escravatura modernas como provas. Só que não são provas porque sempre houve ganância, sempre houve colonialismo e escravatura e a supremacia nem sempre foi branca.

As civilizações antigas capturavam países inteiros e colonizavam-nos e os testemunhos civilizacionais que ainda existem mostram a dimensão da grandiosidade da sua ganância. Os impérios antigos fizeram-nos, os romanos fizeram-nos, os otomanos (que não eram brancos) fizeram-no e os islamitas ainda o fazem, ainda continuam a colonizar e a chamar os seus povos para o domínio da colonização. No entanto, não são capitalistas.

Antes da escravatura moderna, já havia comércio de escravos no Índico. Os islamitas do Império Otomano mercadejavam escravos, os homens eram castrados e usados em haréns ou em trabalhos forçados, as mulheres como escravas sexuais. O mercado de escravas sexuais brancas (amplamente descrito por vários autores da época e ilustrado por pintores orientalistas) era um dos maiores negócios, tendo por base a supremacia islamita - esse continua.

Portanto, o que diferencia a ganância dos tempos modernos foi o nascimento da ciência moderna vir trazer eficiência a esse fenómeno e organizá-lo de um modo extraordinário, por um lado, pois nunca o ser humano viveu com tanto conforto e esperança de vida, mas catastrófico para a saúde do mundo e para o equilíbrio das sociedades. 

Não se pode ver só o lado negativo do capitalismo pois é o seu lado positivo que o mantém inalterável. As sociedades socialistas são sociedades de miséria e autoritarismo. 

Portanto, não se deve distorcer e esconder o que pertence à natureza humana, em todas as épocas e civilizações, por questões ideológicas. Isso não vai ajudar a resolver os problemas.


A doença da nossa civilização tem um nome: Windigo

A sabedoria indígena oferece um diagnóstico para o que aflige o nosso mundo — e compreendê-lo é o primeiro passo para a cura.

Jeremy Lent in 
jeremylent.substack.com/p/our-civilizations-disease-has-a-name

Algo está a devorar o nosso mundo. As florestas colapsam. As espécies desaparecem. Milhares de milhões vivem numa pobreza esmagadora enquanto algumas centenas de indivíduos acumulam riqueza para além de qualquer imaginação. 

As pessoas atribuem isto a más políticas, políticos corruptos ou à ganância individual. Mas e se o problema for mais profundo — enraizado não em decisões particulares, mas na própria essência da nossa civilização?

Num capítulo do meu novo livro Ecocivilization, exploro esta questão através de um poderoso mito indígena: o Windigo.

Windigo (também conhecido como Wetiko) é o nome dado pelos Ojibwe a um monstro canibal movido por uma fome insaciável. Quanto mais consome, mais voraz se torna. Nunca pode ser saciado, porque o seu apetite não se orienta para o sustento, mas para o próprio devorar em si mesmo. 

Para os Ojibwe, os invasores europeus que chegaram às suas terras pareciam animados por uma força desse tipo. Confrontados com conquistadores que matavam, escravizavam e traíam em busca de ouro, reconheceram uma espécie de desarranjo espiritual, uma fome que transformava tudo o que encontrava em objecto de exploração.

O monstro Windigo

O monstro é o sistema

Esta metáfora oferece um diagnóstico assustadoramente preciso do sistema dominante que veio a engolir o mundo. No seu cerne está um modo de ver que objectifica tanto os humanos como os não humanos. As florestas tornam-se reservas de madeira. Os animais tornam-se gado. Os oceanos tornam-se pescarias. As pessoas tornam-se factores de produção ou recursos humanos. 

Quando o mundo vivo é reduzido a um stock de activos exploráveis, os limites morais dissolvem-se.

Considere a lógica estrutural da nossa economia. Uma empresa que priorize o bem-estar dos seus trabalhadores em detrimento dos lucros trimestrais verá a sua competitividade diminuir e acabará por ser eliminada por rivais que não o fazem. Um investidor que escolha a preservação ecológica em vez do lucro máximo ficará para trás face a outro que não o faça. Um líder político que proponha limites reais ao crescimento será ultrapassado em financiamento e derrotado por interesses que lucram com o status quo

Os indivíduos mudam; o comportamento persiste. Este é o sinal distintivo de uma patologia sistémica — não agentes desviantes, mas uma estrutura que produz os mesmos resultados destrutivos independentemente de quem ocupa os seus papéis.

É a isto que chamo Windigo Inc.: a institucionalização da fome insaciável como princípio organizador da nossa civilização. Não é uma conspiração. Não exige vilões (embora os produza). É um sistema auto-reforçador que recompensa a extracção e penaliza a contenção, que transforma tudo o que é vivo — florestas, aquíferos, relações humanas, a própria Terra — em recursos a consumir na busca de um crescimento sem fim.

O surgimento do Windigo

Esta mentalidade não surgiu do nada. O meu capítulo traça uma história mais longa de como as sociedades hierárquicas, a propriedade privada, o império e a extração militarizada formaram progressivamente uma “bomba de riqueza” com cinco mil anos, canalizando excedentes de muitos para poucos. 

Praticamente todos os Estados antigos, primeiros impérios e ordens aristocráticas organizaram a sociedade em torno deste padrão. 

Mas o capitalismo moderno introduziu algo de distintivo e ainda mais perigoso. Imprimiu nesta longa história de dominação uma visão do mundo que tratava a natureza como uma máquina, o conhecimento como poder e a acumulação ilimitada como um imperativo civilizacional.

Foi esta a visão mecanicista que se formou na Europa da primeira modernidade e que serve de paradigma ontológico do mundo moderno. Não é coincidência que tenha sido neste tempo e lugar que surgiram a sociedade por acções de responsabilidade limitada, a supremacia branca e o colonialismo: um projecto que tratava continentes inteiros e povos como matéria-prima.

Windigo como colonialismo

Seguiu-se a Revolução Industrial, que tornou o poder extractivo escalável; e, mais recentemente, o neoliberalismo elevou estas tendências a uma ideologia dominante, insistindo que a competição desenfreada não é apenas eficiente, mas moralmente correta.

O capitalismo, neste sentido, não é apenas um sistema económico. É a manifestação económica da mentalidade Windigo. Tal como um processo maligno dentro de um organismo vivo, tem de continuar a expandir-se ou colapsa. Não consegue reconhecer o suficiente. Cada ganho torna-se uma plataforma para mais ganhos. Cada eficiência torna-se um ponto de partida para mais extração. Cada fronteira, seja uma floresta tropical, uma instituição pública ou até o sistema nervoso humano, torna-se uma nova zona de apropriação e monetização.

Uma malignidade silenciosa que se alimenta de si própria

O que torna este sistema tão difícil de enfrentar é que grande parte da sua violência está oculta. Em épocas anteriores, a dominação era muitas vezes directa e visível. Hoje, é frequentemente estrutural, incorporada na arquitectura normalizada da vida quotidiana. O smartphone no seu bolso transporta em si o sofrimento de crianças mineiras e de trabalhadores fabris exaustos em continentes distantes. Os paraísos fiscais dos ultra-ricos drenam silenciosamente riqueza pública de escolas, hospitais e infraestruturas essenciais. A apropriação de terras desloca comunidades tradicionais enquanto empreendimentos de luxo florescem no seu lugar. A própria democracia é capturada por redes de poder concentrado que operam por detrás da linguagem tranquilizadora da governação e da reforma.

Windigo hoje

É por isso que o diagnóstico importa. Se identificarmos mal a crise, continuaremos a tratar os sintomas enquanto a patologia subjacente se espalha. O diagnóstico Windigo revela que a ameaça que enfrentamos não é apenas ecológica ou política. É civilizacional. Está enraizada num sistema cuja lógica mais profunda é converter o mundo vivo em combustível para a sua própria expansão sem fim.

É aqui que o diagnóstico Windigo se torna desconfortável tanto para progressistas como para conservadores: não é, sobretudo, uma história sobre pessoas más. Muitos dos executivos que aceleram a extracção são inteligentes, frequentemente compassivos na sua vida pessoal, e acreditam genuinamente que estão a criar valor. Muitos dos políticos que permitem a destruição ecológica consideram-se patriotas. O sistema não requer más intenções. Seleciona sistematicamente comportamentos que o reproduzem e elimina aqueles que o ameaçam.

Dar nome à doença é o começo.

Dar-lhe nome não é um acto de desespero, mas o início da honestidade. E a honestidade é o terreno a partir do qual a transformação se torna possível. Se a crise é sistémica, então a resposta também terá de ser sistémica.

Uma vez nomeada a Windigo Inc., podemos começar a colocar as perguntas que mais importam:

Como seria uma economia estruturada em torno da suficiência em vez do crescimento infinito?
Que instituições poderiam canalizar a engenhosidade humana para o florescimento em vez da extracção?
Que valores — vindos da sabedoria indígena, de tradições contemplativas, das ciências da complexidade e da ecologia — poderiam substituir a fome insaciável do Windigo por um princípio animador diferente?

Essa é a viagem mais ampla de Ecocivilization: compreender a patologia que herdámos e iluminar as possibilidades afirmadoras da vida que ainda podem permitir-nos orientar para um futuro diferente.

Blast from the past (04.04.2009)




os trinta dinheiros
por beatriz j a, em 04.04.09

A FNE é cumplice da Ministra da Educação e seus secretários e mostra-o no apoio aos sindicalistas que aceitaram ser traidores no caso do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre.
Hoje em dia a hierarquia de carreira para os cargos maiores da tutela do Ministério da Educação são mais ou menos assim:
Professor primário, ou educador de infância → dirigente sindical → aluno de mestrado da escola Superior de Educação (versão 6 meses com trabalho de 10 páginas) → professor universitário na Escola Superior de Educação ou dirigente sindical → secretário de estado da educação → ministro/a da tutela.

No ano passado deu-me para escrever uma cena depois duma famosa 'entente' :


OS TRINTA DINHEIROS

Sem
Intenção
Nenhuma
De
Incentivo à
Competência
Alguns
Tratantes
Ogres
Sabujos

Pequenos e
Reles comerciantes de valores que os ultrapassam
Ousam ainda
Falar
Em
Sindicância, quando já nem escondem trabalhar para

Fomentar a divisão e a desistência.
Olhem bem e
Reparem se não se parecem com
Aquele outro, de há muito tempo que

Contava
Os dinheiros,
Moedas – eram 30, se não me engano,

Com elas também estes de
Hoje
Arrasam
Com grande despudor o que
Antes
Idealizavam
Sindicar!

(este texto é um acróstico)


April 03, 2026

Blast from the past

 

Só no mês passado me dei conta que o Sapo vai fechar o serviço de blogs e destruí-los todos. Então comecei agora nas férias a copiar o blog (pedi a exportação do blog mas não sei se fazem). e não é que fui dar com uma fotografia minha com o meu amigo André, exactamente de há vinte anos? É esta.

Como é que estes 20 anos se sumiram tão devagar e tão depressa ao mesmo tempo? É um mistério.

Seja como for, decidi começar a pôr aqui no blog, todos os dias, um blast from the past - mesmo dia (se possível porque não escrevia todos os dias), mesmo mês, década diferente.

Ao contrário do que alguns dizem, o meu blog sempre foi muito político. Comecei aquele blog por causa da Lurdes Rodrigues. O que essa megera fez à educação era, e foi, tão grave que me pareceu que tínhamos todos que fazer-nos ouvir. Não se podia comer e calar diante de actos tão graves. 
 

Enfim, vai ser divertido ver o que andava a escrever nessas épocas e outras que se seguiram. 

"Il ne faut peut-être pas parler tous les jours”

 

A russificação dos EUA

 

«Os oficiais americanos deviam deixar de snifar cocaína entre as reuniões.»

 


O Irão e a Rússia são cúmplices de terrorismo

 

For some reason...

 

“If we consider that President Donald Trump is not a very patient person, then for some reason his patience with the Russians does not seem to run out.” 
– Kaja Kallas, EU's chief diplomat

 

É bom vermos um bandido ser defendido por um advogado incompetente

 


Controlar a indisciplina na escola antes que a indisciplina controle a escola




Isto já é um processo em curso mas os decisores políticos estão capturados por lobbies das Big Tech

 


Nobel da Economia avisa para risco de “colapso do conhecimento” por causa da IA


Público


O que acontece na escola fica no RASI

 


Em relação a este tema e concordando com tudo o que diz este articulista, penso que a educação sexual devia ser obrigatória - há vários modelos possíveis de desenvolver esse tema nas escolas. Não tem que ser uma disciplina à parte, até porque tem de ser cruzada com uma educação da presença digital online. Os miúdos deviam ser proibidos de aceder a redes sociais e sites pornográficos até aos 15 ou 16 anos. Isso tem tido um efeito devastador nas crianças e adolescentes e não percebo porque é que os pais se recusam a ver a destruição psicológica dos filhos. Hoje em dia fala-se disso em todo o lado, de maneira que já não é ignorância. Também penso que a Psicologia devia ser obrigatória no 12º ano. Não se percebe como é que uma disciplina científica tão importante e impregnada em todas as áreas do desenvolvimento humano está completamente arredada da educação dos jovens. Todos os anos tenho alunos que querem ter Psicologia no 12º ano mas , exceptuando o caso das Humanidades, não a escolhem porque as duas disciplinas específicas da sua área de estudos têm mais importância no curso universitário que querem seguir.


O que acontece na escola fica no RASI

A desregulação e a incapacidade de controlo de conteúdos nas plataformas tecnológicas permitem que colegas partilhem conteúdos íntimos de outras colegas sem consentimento.

Pedro Candeias in Público

A desregulação e a incapacidade de controlo de conteúdos nas plataformas tecnológicas permitem que colegas partilhem conteúdos íntimos de outras colegas sem consentimento.

Na página 51 do último Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) redescobre-se esta realidade especialmente preocupante: a subida acentuada das ocorrências não criminais e a prevalência de “ilícitos de natureza sexual” em ambiente escolar.

No primeiro caso, e embora o RASI não especifique exactamente o que são essas tais “ocorrências” que não cabem na tipologia crime, não é difícil adivinhar que se referem a episódios de violência e de indisciplina traduzidos em incidentes que contribuem para a “percepção de insegurança”. Ameaças e insultos, algumas nódoas negras ou ossos rachados – e, claro, bullying.

São coisas graves, sim, mas incomparáveis aos abusos online descritos peloRASI. A desregulação e a incapacidade de controlo de conteúdos nas plataformas tecnológicas permitem que colegas partilhem conteúdos íntimos de outras colegas sem consentimento, que crianças consumam pornografia, que jovens sejam excluídas ou extorquidas – o RASI descreve os actos como “brutais” – depois de manipuladas, chantageadas e pressionadas para se exporem em fotos ou vídeos.

O género feminino aqui utilizado não é por acaso: são principalmente os rapazes que se impõem a raparigas nestes cenários.

Abrem-se, assim, infinitas possibilidades para crimes absurdos e emocionalmente violentíssimos, que deixam marcas profundas nas jovens que os sofrem. A isto somam-se os perigos crescentes de deepfakes gerados por IA, cada vez mais indiscerníveis da realidade, pelo que se pressente que estamos apenas no início desta história.

Portanto, por tudo isto, a atitude do Governo em querer discutir a semântica da palavra “sexualidade” na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento no Verão passado foi inquietante, além de cientificamente questionável.

Se os especialistas que estudam os fenómenos de violência de género garantem que a educação sexual é um caminho para as resolver, talvez seja mais avisado abandonar as guerras culturais e concentrar todos os esforços para tentar resolver, por exemplo, o problema da falta de professores e do número de alunos sem aulas. Isso, sim, será reformista.

Expliquem-me como se tivesse 3 anos

 

Como é que os bancos portugueses todos os anos têm lucros recorde e os portugueses não conseguem comprar uma casa e não conseguem ter um filho porque é demasiado caro? Os bancos servem só para capturar dinheiro às pessoas? Não percebo.


Banca portuguesa fecha 2025 como a mais rentável da zona euro

CGD, BCP e Novo Banco obtiveram lucros recorde no ano passado e puseram Portugal a liderar atractividade do investimento.

Público

Agora é que vamos ver se Seguro está ao serviço da democracia e do país ou se está ao serviço da esquerda

 

Sem marcas ideológicas e consensual: o que pediu Seguro sobre a Lei da Nacionalidade

Público

Seguro terá de se pronunciar sobre a Lei da Nacionalidade. No passado, defendeu que leis estruturais destas devem ter um “largo espectro de apoio”, ao contrário do que aconteceu no Parlamento.

“Leis com esta sensibilidade, que expressam o sentir nacional, que são a expressão dos nossos valores constitucionais devem ter o maior apoio possível e não foi o caso. Não podem ter marcas ideológicas conjunturais”, vincou, numa acção de campanha em Novembro, já depois de ter expressado “preocupação” por não ter havido consenso com o PS.
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Uma lei sobre a nacionalidade sem marcas ideológicas é um absurdo porque é impossível. E o que é isso de marcas ideológicas conjunturais? As leis não devem ser ajustadas à evolução dos tempos quando necessário de maneira a serem adequadas à vida em comum nas sociedades? Esta semana soubemos que o auxílio à imigração ilegal subiu mais de 200% e que o aumento dos crimes está ligado a esse factor. Quantos países europeus estão numa profunda crise se sentido e de coesão social porque a esquerda impede que se mexa nas leis da imigração e da nacionalidade? Desde quando não tentar resolver os problemas ajustando as leis aos tempos é um ideal social? Agora almejamos ser como os islamitas que vivem segundo códigos do século VII?

Agora é que vamos ver se Seguro está ao serviço da democracia e do país ou se está ao serviço da esquerda ideológica. A esquerda quer acabar com as fronteiras porque as fronteiras identificam pertenças, da mesma maneira que quer acabar com a História porque a História implica pertença e identidade e estes dois factores promovem pessoas confiantes e difíceis de manipular com narrativas ideológicas de esvaziamento da cultura ocidental.

Quanto à revisão constitucional, considero um sinal de imaturidade não se retirar do texto que somos um país a almejar ser uma sociedade socialista. É uma expressão do PREC que não tem lugar numa sociedade esclarecida. É um abuso de poder, obrigar o povo a querer o socialismo como modelo de sociedade.


🎯

 


Acordar na aldeia