February 06, 2026

Porque não há defesa aérea na Ucrânia? Onde estão os aliados?

 

Sem Trump Putin já tinha desaparecido há muito tempo

 

A Rússia tem um exército incompetente que não consegue ganhar a guerra, apesar da vantagem inicial em armas, em dinheiro e em laços diplomáticos que tinha relativamente à Ucrânia. Nem sequer a consegue ganhar agora com todo o peso da máquina de Trump a dar-lhe apoio e a acossar a Ucrânia. O factor Zelensky embaralhou tudo e todos. Agora, Putin não tem dinheiro, não tem parceiros comerciais, é o pet de Xi e está desesperado. Só mesmo o Ceausescu da Casa Branca o pode salvar.


#StandWithUkraine


É fundamental que esta guerra termine de forma a que a Rússia não obtenha qualquer recompensa pela sua agressão. Este é um dos princípios fundamentais para restaurar e garantir uma segurança real.

- Zelensky


O casal Ceausescu na Casa Branca

 


WASHINGTON (The Borowitz Report) — O número cada vez menor de pessoas que ainda assinam o Washington Post caiu ainda mais na quinta-feira, depois do proprietário Jeff Bezos nomear Melania Trump como a nova editora-chefe do jornal.

Chamando a contratação da primeira-dama de «não um suborno», Bezos disse: «Queríamos encontrar alguém que não fosse contaminado por nenhuma experiência em jornalismo, e Bari Weiss já estava ocupada».

No seu primeiro acto oficial, Melania mudou o slogan do Post para «Democracia na escuridão é melhor».

Trump, wannabe Nero

 

February 05, 2026

Górecki's 'Symphony of Sorrowful Songs


 

Zelensky rejeita as parvoíces da Rússia

 

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Não sei como se pode dormir descansado antes de resolver este problema da Rússia

 

Epstein - Um sistema de pedofilia e chantagem orquestrado pelos russos


ME - desnorte e desinteresse pela educação



Faz algum sentido extinguir organismos sem ter já preparado para entrar em acção a nova estrutura? Deixar um hiato de anos enquanto se pensa na nova orgânica? Gerir o dia-a-dia no vazio? É como ir fazer um transplante de coração e esquecer-se que é preciso um substituto porque o corpo não trabalha sem ele.  


A Reestruturação do MECI e o vazio nas escolas 
By Rui Cardoso

A coisa prometia, modernização, agilidade e o fim da “obesidade” ministerial que tanto atormenta o Terreiro do Paço. Mas o que temos, com a bênção dos Despachos n.º 919-A e 919-B/2026, é um autêntico número de ilusionismo administrativo. O MECI anunciou o fim da DGAE, do IGeFE e da Secretaria-Geral com a fanfarra de quem descobre a pólvora, atirando as competências para cima das CCDR e um chorrilho de Unidades. O pequeno detalhe, aquele pormenor insignificante que a malta dos gabinetes costuma esquecer, é que nas CCDR as cadeiras destinadas aos Vice-Presidentes responsáveis pela Educação continuam vazias, a ganhar pó e à espera de nomeação, nas tais Unidades ninguém sabe o que se passa. É a descentralização do “faz de conta”: mandam-se os processos para uma estrutura que ainda não tem cabeça para pensar, nem mãos para executar, deixando os Diretores a olhar para o mapa à espera que alguém lhes diga onde fica a nova capital da burocracia.

Enquanto a AGSE e a EduQA não saem da incubadora das intenções, as DGEstE regionais vivem num cenário digno de um filme de terror. Oficialmente estão condenadas, mas, como ainda não foram formalmente extintas nem integradas, vão sobrevivendo num “limbo” existencial. É o Estado no seu melhor, os funcionários das direções regionais tentam manter as escolas a boiar, mas sem saberem se no dia seguinte ainda têm carimbo ou se a porta já tem uma fechadura nova. Trabalha-se por inércia, gere-se por milagre e sobrevive-se por teimosia, enquanto o Ministério se entretém a desenhar organogramas coloridos. No meio deste caos, onde estaria o famoso “Gestor Dedicado”? Aquela figura celestial prometida pelo Ministro Fernando Alexandre, que seria o interlocutor único de cada Agrupamento, parece ter o mesmo estatuto do Monstro de Loch Ness, muita gente fala dele, mas ninguém o viu. Supostamente, este “anjo da guarda” deveria encaminhar as nossas dúvidas para as novas unidades, mas na prática, o Diretor que tenha um problema com um horário ou um contrato tem duas opções, ou liga para o número do costume e ninguém atende, ou acende uma vela ao Santo Expedito.

O vazio de poder é de tal ordem que os Diretores se sentem como capitães de um navio a quem roubaram as bússolas em plena tempestade. Não há a quem recorrer e o auxílio na gestão transformou-se num exercício de adivinhação. Dizem-nos que a EduQA vai avaliar a qualidade, talvez possam começar por avaliar a qualidade deste processo de transição que deixou as escolas num deserto de respostas. Entre o despacho que extingue e a agência que não nasce, o “chão da escola” continua a ser o único sítio onde a realidade teima em não caber nos PowerPoint do Ministério.
Se alguém vir um Gestor Dedicado a passar pela EN2, por favor, peça-lhe para ligar para o Viso. Temos umas Assistentes técnicas à espera de saber quem lhes tira duvidas.

Enterrar a educação para servir interesses privados

 

Paulo Miguel Viegas
do FB

Nas últimas décadas Portugal conquistou um feito muito raro: edificou uma Escola Pública de excelência que se tornou o principal promotor de equidade e promotor de escalada social. Hoje em dia, contudo, sobre este edifício paira a ameaça de derrocada. O atual caminho de divisão da tutela — fruto da municipalização e da perda do estatuto público dos professores — não é somente uma reforma administrativa; é um desvio profundo do modelo que define as políticas educativas europeias mais prósperas e eficazes.

Se olharmos para sistemas educativos de referência, como na Finlândia, Dinamarca ou Alemanha, podemos ver um denominador comum: o Estado não abdica da sua responsabilidade direta; nada sai da sua tutela. Nestes países, a carreira de professor é uma carreira de prestígio, sustentada por um vínculo sólido com o Estado central, que garante que um aluno, independentemente da sua geografia ou extrato social, tenha acesso a professores com o mesmo rigor de seleção e estabilidade. O sucesso europeu prova que a qualidade não nasce da concorrência entre municípios ou da flexibilidade laboral, mas da confiança mútua entre o Estado e os seus quadros.

Esta nova maré de privatização velada não surge do nada; vem, sim, resgatar uma visão que teve o seu expoente máximo no mandato do ex Ministro da Educação Nuno Crato. Sob a bandeira da "liberdade de escolha", o modelo de expansão desenfreada dos contratos de associação procurou (em muitos casos com sucesso para quem deles beneficiou) desviar a responsabilidade do Estado para o setor cooperativo e privado.
 
Foi dinheiro a ser distribuído a rodos! Na altura, o financiamento público seguia o aluno para fora da escola pública, criando uma rede paralela que, em muitos casos, serviu apenas para esvaziar e encerrar escolas públicas perfeitamente funcionais em nome de interesses privados. O que se pretendia, e que agora regressa com uma nova roupagem, era a substituição da gestão pública direta por um mercado de serviços educativos não necessariamente de excelência. De repente o ensino privado deixou de ser para quem podia pagar passando a ser quase universal. Em muitos casos alguns colégios até passaram a ser financiados para receber algum “restolho triste e (não muito) solitário”, parafraseando a canção de Mafalda Veiga.

Em sentido contrário ao sucesso europeu, o caminho que se desenha agora assemelha-se ao que já vivemos na saúde oral. Com a introdução do "cheque-dentista", o Estado desistiu de criar uma resposta pública estruturada. Hoje, no "top of mind" dos portugueses, uma dor de dentes é um problema para resolver no setor privado. O Estado tornou-se um mero pagador de faturas, perdendo a capacidade de planear e executar. A estratégia para a saúde oral passou a ser “pagar para desresponsabilizar” (e alimentar alguns grupos, emtenda-se).

O risco de replicar este modelo na educação é ainda mais traiçoeiro. Ao fragilizar o estatuto de funcionário público e transferir a gestão para as autarquias, abre-se a porta a um novo e lucrativo mercado: o das empresas de gestão de recursos humanos especializadas em serviços docentes (já devem estar para abrir algumas empresas destas; com quê? Com fundos comunitários, claro está). 

Se o Estado deixa de contratar diretamente, as escolas e municípios serão empurrados para o outsourcing. Em breve, poderemos ter professores contratados por municípios aplicando “critérios regionais” (uso o eufemismo) ou por empresas de trabalho temporário ou consultoras de RH, onde o docente passa a ser um "recurso" flexível, despojado de carreira, de memória pedagógica e de vínculo à comunidade escolar. O “Professor”, essa raça em vias de extinção no nosso país, tenderá a ser extinta sendo substituída por “técnicos superiores (ou nem isso) de ensino”.

Este cenário de "Uberização" (ou terceirização, se preferirem) do ensino é o oposto do que Portugal precisa para fixar os jovens talentos nas escolas. A excelência educativa exige continuidade e dedicação, algo que empresas focadas na margem de lucro e contratos de curta duração não podem oferecer. Se permitirmos que a tutela se dilua numa rede de subcontratações, perderemos o controlo estratégico sobre o futuro do país, ou será que a estratégia é mesmo essa?

A escola pública não pode ser reduzida a uma folha de Excel gerida por privados ou por autarquias sem escala. Se o Estado abdica de ser o garante da carreira de quem ensina, está, na verdade, a abdicar do seu papel de arquiteto da próxima geração.
E que grandes gerações produziu já Portugal...

A destruição da profissão de professor para benefício de interesses privados

 

Onde estão os sindicatos? O ME andar a pagar 60 mil euros a mentores que não têm de sujeitar-se às regras da profissão porque funcionan como consultores dos professores, coisa de que não precisamos, mas que o governo promove como solução para a destruição da carreira de professor. Um desperdício de dinheiro para satisfazer amigos, calculo, com empresas privadas de fogo-fátuo que vivem do dinheiro público. Entretanto, para os professores, cada vez há mais impedimentos ao ensino, induzidos pela burocracia. Neste país a iniciativa privada vive dos subsídios e contratos com dinheiros públicos, como diz um amigo meu.

"2027, ano mágico na Educação"



As declarações do actual ministro da Educação, após tomar posse em 2024, acerca da “urgência” da resolução de diversos problemas no sector, se excluirmos a recuperação do tempo de serviço docente, são já uma vaga memória, embora tenham sido retomadas quando se manteve na pasta em 2025.

Da revisão do Estatuto da Carreira Docente à reformulação das “aprendizagens essenciais” e dos programas disciplinares, passando pelo modelo de gestão escolar e pelo estatuto dos directores, não esquecendo - concorde-se ou não - a redefinição dos ciclos de escolaridade ou a simplificação dos procedimentos administrativos nas escolas e entre estas e a tutela, tudo foi apresentado como carecendo de intervenção imediata. Bem como o problema da falta de professores, herdado dos anteriores governantes, também considerado emergente, a par da necessidade da contabilização rigorosa dos alunos sem aulas.

Eis que, à medida que o tempo foi passando, se sucederam dois fenómenos curiosos: por um lado, o adiamento sucessivo de tudo o que se tinha apresentado como emergência, enquanto surgiram medidas em áreas que não tinham sido anunciadas como prioritárias, quiçá para dar uma aparência de acção. Se excluirmos o pacote de medidas para consumo mediático acerca da falta de professores, de que apenas a atribuição de horas extraordinárias produziu alguns efeitos, tudo vai sendo adiado para o ano lectivo de 2027-28.

A principal excepção foi uma algo abstrusa “reforma” da estrutura orgânica do MECI que se alega ser no sentido da “modernização” ou “inovação”, mas cujos resultados iniciais parecem traduzir-se numa desnecessária disrupção, pouco criativa, dos circuitos de comunicação entre as escolas e os serviços centrais do Ministério da Educação.

Quanto ao que antes era urgente, se é verdade que há matérias que exigem uma preparação cuidada, para não se adoptarem soluções apressadas e pouco consistentes com a realidade, não é menos verdade que estes adiamentos - com negociações feitas a um ritmo de caracol trôpego - transmitem uma sensação de impreparação técnica e falta de coragem política para assumir opções que se sabem ser passíveis de polémica.

Em vez de se estabelecer um cronograma para a introdução gradual de modificações estruturais no sistema educativo, parece ter-se optado por agregar todas num curto espaço de tempo, lançando-as sobre as escolas em conjunto, o que dificilmente se pode considerar uma boa ideia, excepto se faz parte de alguma estratégia ligada aos ciclos políticos e ao desejo de apresentar “resultados” no calendário eleitoral.

O que significa que o ano lectivo de 2027-28 parece surgir no horizonte como uma espécie de “ano mágico”, no qual tudo vai acontecer, ficando por saber se será um annus mirabilis ou horribilis. Atendendo ao que se observa em outras áreas da governação, o prato da balança pende claramente para um dos lados.

Paulo Guinote in DN

February 04, 2026

Creepy

 


Oh that beautiful sound of voices that possess souls

 


Diário de bordo

 


Hoje, como andei o dia todo em Lisboa em médicos e tinha um buraco entre o meio-dia e as duas da tarde fui almoçar com um amigo à Tia Matilde. Comemos uma perdiz estufada com molho de castanhas e batata palha (feita na casa) de comer e chorar por mais. Rapou-se a travessa toda. Não pude beber um bocadinho de vinho por causa dos medicamentos, mas foi bem com água e até sozinha ia bem. E no fim comi uma manga que caiu que nem ginjas.


Agora tenho de andar sempre com uma caneta de adrenalina

 

A minha médica imunoalergologista disse-me que tive sorte, sobretudo por me terem deixado sair do hospital ao fim de poucas horas e sem a caneta de emergência porque acontece muito haver uma segunda reacção anafilática. E eu a pensar que tinha corrido tudo muito bem... Enfim, isso e nos EUA imensa gente morrer porque estas canetas custam 800 dólares!!!

Entretanto, o meu telemóvel é assustador. Ontem começou a mandar-me mensagens sobre o que fazer em caso de ter um episódio de emergência, como ligar a um satélite se não tiver rede móvel e alertas para preencher um formulário com informações sobre alergias. 


♋ Dia mundial do cancro

 

Temos o cancro mas o cancro não nos tem a nós.


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