Guido Krüttgen
No ano passado, tropas ucranianas encontraram um oficial norte-coreano morto na região russa de Kursk. Os documentos recuperados do seu corpo expuseram a situação desesperada em que se encontram os cerca de 16 000 soldados norte-coreanos que Kim enviou para a Rússia — eram carne para canhão. Os serviços de informações sul-coreanos estimam que até 2 000 tenham sido mortos.
Os documentos — obtidos pela Human Rights Foundation, uma organização sem fins lucrativos sediada em Nova Iorque — continham planos de mobilização, instruções e relatos das experiências dos soldados norte-coreanos no campo de batalha. Um documento de duas páginas observava que alguns soldados norte-coreanos enfrentavam uma barragem de fogo de artilharia inimigo e drones suicidas que enxameavam como uma nuvem de vespas». Quando os soldados caíam, os seus camaradas corriam frequentemente para os resgatar, ignorando o fogo inimigo e sofrendo novas baixas. Os veículos russos de evacuação demoravam habitualmente mais de 10 horas a chegar junto dos feridos.
Devido à incapacidade de evacuar os feridos a tempo, os combatentes foram sacrificados durante a evacuação afirmava um dos documentos.
Este relato contrasta fortemente com a narrativa oficial da Coreia do Norte, que glorifica os mortos como mártires e afirma que muitos deles escolheram detonar granadas de mão em vez de correrem o risco de serem capturados enquanto estavam feridos.
O diário do comandante de pelotão morto revelou o custo humano dessa pressão. As forças especiais ucranianas recuperaram o diário do soldado morto e entregaram-no à Human Rights Foundation, onde foi analisado por um funcionário que tinha desertado da Coreia do Norte. Nas suas páginas, o oficial aludia ao conflito entre o dever de demonstrar uma bravura incomparável nas batalhas, para proporcionar a maior alegria e satisfação à pátria e ao partido, e um medo íntimo de que a sua ambição acabasse por custar a vida aos seus homens.
Em Dezembro de 2024, escreveu uma última oração pelos camaradas que tinham morrido. Nesse mesmo mês, escreveu à sua «princesa» que ficara em casa, deixando-lhe uma promessa para o caso de não regressar.
Se morresse, tornar-me-ei uma borboleta e encontrarei-te.
Slovak Prime Minister Robert Fico said he does not want Slovakia to become part of a military conflict “because of some Article 5.” He stressed that Slovakia is a NATO member, values its membership and cooperation, and cares about fulfilling its commitments. At the same time,… pic.twitter.com/7Zk1q2TN2n
— NOELREPORTS 🇪🇺 🇺🇦 (@NOELreports) September 18, 2026
Un IMMENSE BRAVO à ces entreprises françaises qui pendant des années ont refusé de se retirer de Russie. Bien fait pour vous https://t.co/WNHmvLfnys
— Le Zelenskyste 🇫🇷🇺🇦 (@VolodimirZelen1) September 18, 2026
Todos os dias verem os países irem embora, afastarem-se deles, não quererem contacto com eles. Como é que os russos suportam em silêncio o prejuízo que Putin lhes causa e não se revoltam contra ele? Ninguém no exército tem cabeça e coragem?
Who needs a consulate in the dictatorship of Russia, anyway? A country full of war criminals, murderers, rapists, and looters.
— Jürgen Nauditt 🇩🇪🇺🇦 (@jurgen_nauditt) September 17, 2026
The German Consulate General in St. Petersburg (Russia) has been closed, and the national flags have been removed from the building.
Good. pic.twitter.com/HKzKdBH1zP
Uma política alemã que representa o partido de direita Alternativa para a Alemanha (AfD) está a ser investigada pelas autoridades estatais por incitamento ao ódio, difamação e divulgação de dados pessoais, depois de um activista defensor da legalização da pedofilia ter apresentado uma queixa criminal contra ela devido a publicações nas redes sociais em que denunciava o activismo pró-pedofilia.
O activista que denunciou Vanessa Behrendt à polícia devido às suas publicações nas redes sociais, gere um grupo de apoio online para «pessoas atraídas por menores», ou MAPs, e faz campanha para que a pedofilia seja legalmente reconhecida como uma característica LGBTQ+ protegida.
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Porque é que a extrema-direita sobe? Porque as autoridades ditas, do centro, renderam-se à (extrema) nova-esquerda que agora defende a pedofilia, a utilização de recém-nascidos como gratificação sexual, o direito dos homens religiosos imporem a lei da sharia, o sacrifício das raparigas violadas para importar islamitas, a castração e mutilação de crianças e adolescentes, a abolição dos direitos das mulheres como inclusão de trans homens que dizem ser mulheres e outras incivilidades do género. Não deixam alternativa às pessoas.
A Arcebispa de Cantuária, a maior autoridade eclesiástica inglesa (a seguir ao rei) e a primeira mulher nesse cargo decidiu dar a um imã islamita, Ashrafi, o Prémio Hubert Walter para a Reconciliação e a Cooperação Inter-religiosa - no dia 11 de Setembro(!). Um homem que chamou a Bin Laden, a espada de Deus. O homem vinha acompanhado de duas uma mulheres de burka (uma delas com uma máscara preta para não parecer uma burka), esse instrumento de submissão das mulheres islâmicas, para marcar posição sobre a sharia que querem implementar em Inglaterra.
Uma mulher que serve de orientação para os cristãos anglicanos glorifica o islamismo que apoia o terrorismo, a sharia e as burkas. A Inglaterra está perdida.
Enfim, a polémica foi tal que teve de retirar o prémio.
Os líderes ingleses ainda não perceberam o que se passa do ponto de vista da população comum, da sua aversão a uma religião e cultura violentas e intolerantes, de dominação das mulheres pela violência e de recusa dos valores ingleses e que o seu extremismo a favor destes homens violentos e contra a própria população inglesa já não é suportável e está à beira de explodir. É como na Alemanha e na França. Depois admiram-se dos votos na extrema-direita.
Por que razão a China continua a resistir a alianças formaisGeosec InsightsÀ primeira vista, a política externa da China apresenta um paradoxo. Pequim é a única potência com dimensão económica, capacidade industrial, modernização militar e alcance diplomático suficientes para desafiar os Estados Unidos enquanto rival sistémico. No entanto, ao contrário de Washington, não construiu uma rede global de alianças militares vinculativas.
Washington tem operado através de tratados formais de defesa, bases militares avançadas, estruturas de comando de alianças, inter-operabilidade e garantias de segurança de longo prazo. Pequim, pelo contrário, escolheu uma abordagem diferente para expandir a sua influência. Esta inclui uma combinação de parcerias estratégicas, projectos de infraestruturas, coordenação política, dependência económica e comercial, exercícios militares e fóruns multilaterais, mas não compromissos jurídicos que obrigariam a China a defender outro Estado em caso de guerra. Por outras palavras, a China tem evitado alianças como a NATO e, em particular, cláusulas como o artigo 5.º da NATO.
Esta é uma escolha estratégica deliberada. Pequim não quer reproduzir o sistema de alianças americano porque não o vê apenas como uma fonte de força, mas também como uma estrutura de obrigações, exposição e potencial envolvimento involuntário em conflitos. A China quer parceiros, não aliados no sentido jurídico estrito; influência sem compromissos automáticos; poder de pressão sem obrigações partilhadas; acesso sem dependência. Acima de tudo, quer liberdade de acção.
(...)
O modelo de alianças dos EUA e a lógica diferente da China
Um dos pilares da predominância global americana é a arquitectura de alianças do país. A NATO, provavelmente a aliança militar mais bem-sucedida da história e uma das principais alianças de Washington, continua a ser apenas uma parte de um sistema mais vasto. Washington mantém tratados de aliança com a Austrália, o Japão, a Coreia do Sul, a Tailândia e as Filipinas, além de outras parcerias de segurança na Europa, no Indo-Pacífico e no Médio Oriente. Este sistema proporciona a Washington acesso, redes de informações, legitimidade, inter-operabilidade militar, influência política e económica e capacidade de projecção militar avançada.
Washington encara as alianças como multiplicadores do seu poder, permitindo-lhe ultrapassar as limitações impostas pela geografia. Através das suas alianças, as forças americanas mantêm uma presença contínua na Europa, no Pacífico, no Médio Oriente e na Ásia Oriental, muito para além dos Estados Unidos continentais. Este sistema alargado de alianças e parcerias permitiu aos EUA moldar os equilíbrios regionais de acordo com os seus interesses nacionais e impedir que as crises se transformassem em ameaças directas.
No entanto, este sistema também criou expectativas políticas, uma vez que os aliados americanos dependem fortemente da proteção dos EUA, enquanto os próprios EUA dependem da cooperação e do alinhamento dos seus aliados. A recente guerra no Médio Oriente demonstrou os limites da dependência, tanto para os Estados Unidos como para os seus aliados.
A China, por seu lado, encara o sistema de alianças de forma diferente. Para os decisores políticos chineses, as alianças americanas não são meros acordos de segurança neutros, mas instrumentos de contenção, sobretudo na Ásia Oriental. Neste sentido, as forças americanas na Coreia do Sul e no Japão, a aliança entre os EUA e as Filipinas, o AUKUS, o QUAD e os Five Eyes são vistos como partes de um sistema mais amplo destinado a conter a expansão chinesa, especialmente no perímetro marítimo de Pequim.
(...)
A China tem parceiros, não um verdadeiro sistema de alianças
A ausência de alianças formais não significa que a China não mantenha relações estreitas com outras potências. Em primeiro lugar, Pequim mantém uma parceria próxima com Moscovo. Além disso, a China mantém uma relação estreita com o Paquistão, profundos laços económicos em todo o Sul Global, influência crescente em algumas regiões de África e do Médio Oriente e um papel institucional em fóruns como a Organização de Cooperação de Xangai e os BRICS. Por fim, a China tem apenas um tratado formal de defesa, herdado da Guerra Fria, com a Coreia do Norte.
Nenhuma das parcerias acima mencionadas é, de forma alguma, equivalente à NATO ou à aliança entre os EUA e o Japão: Não criam um sistema de comando unificado;
Não obrigam automaticamente a China a defender vários parceiros;
Não exigem que Pequim mantenha grandes forças permanentes estacionadas em território aliado;
Não inserem a política de segurança chinesa numa estrutura de aliança partilhada.
No entanto, as parcerias chinesas são úteis porque são politicamente abrangentes e juridicamente limitadas: Permitem à China cooperar com a Rússia sem assumir todos os riscos russos.
Permitem-lhe apoiar o Paquistão sem ficar presa a todas as crises entre a Índia e o Paquistão.
Permitem-lhe relacionar-se com o Irão, a Arábia Saudita, Israel, os palestinianos e os Estados do Golfo sem escolher formalmente um dos lados em todos os conflitos regionais.
Permitem à China apresentar-se como mediadora quando isso lhe é conveniente e como contrapeso de uma grande potência quando necessário.
Este é o núcleo do modelo chinês: máximo espaço diplomático com um mínimo de obrigações formais.
A lição histórica: a cisão sino-soviética
Uma das razões que explicam a abordagem chinesa é histórica. Mais especificamente, a aliança da China com a União Soviética, nas primeiras fases da Guerra Fria, começou como uma parceria ideológica entre as duas potências comunistas. Rapidamente, porém, transformou-se numa lição sobre dependência, desconfiança e hierarquia.
A cisão posterior indicou aos dirigentes chineses que o alinhamento ideológico não é suficiente para manter uma aliança, sobretudo quando uma das partes é tratada como um parceiro inferior — neste caso, a União Soviética tratava a China como não sendo um parceiro em pé de igualdade. Consequentemente, a relação sino-soviética deteriorou-se até se transformar em hostilidade, incluindo confrontos militares ao longo das fronteiras.
Esta experiência teve um impacto profundo no pensamento estratégico chinês, reforçando a suspeita de que as alianças formais podem limitar a liberdade de ação e, consequentemente, reduzir a soberania. O aliado poderoso pode transformar-se num patrono, numa limitação e, por fim, numa ameaça.
(...)Soberania e controlo
Outro aspecto importante da estratégia chinesa de não estabelecer alianças está relacionado com a obsessão do Partido Comunista Chinês (PCC) pelo controlo. A interpretação que o PCC faz da história moderna da China é moldada pelo «Século da Humilhação», que teria resultado da intervenção estrangeira, dos tratados desiguais, da fragmentação territorial e da pressão externa. Quer se aceite ou não esta narrativa na sua totalidade, ela continua a ser central para a forma como Pequim explica o seu comportamento em matéria de segurança.
As alianças formais exigem normalmente coordenação, partilha de informações, interoperabilidade, planeamento conjunto e acesso militar estrangeiro. Para os EUA, isto faz parte da gestão normal de uma aliança; para a China, cria desconforto. Pequim não quer forças militares estrangeiras integradas na sua arquitetura de segurança, nem parceiros externos a influenciar o seu processo de tomada de decisões. Naturalmente, também não quer que as suas próprias forças armadas dependam do consenso dos aliados.(...)
Conclusão
A China não evita alianças formais por ser fraca, mas porque encara as alianças rígidas como um risco. A cisão sino-soviética ensinou a Pequim que até parceiros ideológicos podem transformar-se em constrangimentos. A observação de Washington ensinou-lhe que as alianças ampliam o poder, mas também criam obrigações, testes de credibilidade e riscos de envolvimento em conflitos.
(...)Em vez disso, a China constrói uma ampla rede de parcerias flexíveis que apoia a sua ascensão, complica a estratégia dos EUA e preserva a sua liberdade de ação.
O problema das alianças da China, em última análise, não diz respeito tanto à doutrina como ao tipo de grande potência que Pequim pretende ser. Os EUA construíram uma ordem assente em aliados, enquanto a China está a construir a sua influência em torno da autonomia. Saber se esse modelo resistirá a uma grande crise é uma das questões decisivas desta década.
https://www.geosecinsights.com/
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O artigo refere que a China tem alianças que não implicam a partilha de informação militar e estratégica, a um comando militar unificado e também não a obrigam a entrar em conflitos que não escolheu, como acontece com o artigo 5º da NATO, mantendo a sua independência e liberdade de acção - ao contrário dos EUA que têm um sistema alargado de alianças e parcerias que lhes permitiu moldar os equilíbrios regionais de acordo com os seus interesses nacionais e impedir que as crises se transformassem em ameaças directas.
Esta análise é interessante mas passa ao lado do principal: os EUA eram (ainda são de algum modo) uma democracia e a China é uma ditadura e tudo o resto decorre desse facto.
E a China é uma ditadura de um país grande - em território, em número de pessoas e em estrutura militar. Isto é importante, porque uma ditadura de um país pequeno (pense-se em Portugal de Salazar) só é uma ameaça para o próprio povo e, por isso, necessita de alianças com países mais fortes para se defender de outros fortes. Mas uma ditadura num país enorme, em território, em número de pessoas e em estrutura militar, não tem necessidade de alianças. Ninguém os ameaça e eles é que são uma intimidantes para os países vizinhos na sua esfera geográfica, logo em risco de serem seus subalternos, de uma maneira ou de outra. Veja-se o caso da Rússia.
Porém, as democracias não operam na base da intimidação militar e da ocupação territorial pela força. Respeitam-se umas às outras enquanto Estados de direito e, por isso, confiam umas nas outras, em muitos assuntos e partilham informação estratégica que as ditaduras, que não respeitam leis internacionais e o Estado de direito, nunca partilhariam. A NATO é uma aliança de defesa e não de ataque. Ao contrário da ditaduras, as democracias precisam de alianças pois o seu poder de influência é diplomático, político e económico e o poder militar é uma reserva de defesa, não um argumento na mesa de negociações.
Repare-se na UE. De cada vez que um candidato pró-ditadura vai a eleições, a primeira coisa que diz é que quer ser independente da NATO e da própria UE. Quer autonomia total, não ter que partilhar nada, etc. Veja-se Farage e o Brexit, veja-se a Hungria de Orban (o seu ministro dos negócios estrangeiros Szijjártó, agora trabalha para a China), veja-se a líder do AfD, a Le Pen, os bloquistas e comunistas portugueses.
Este artigo vê a questão do ponto de vista da China e dos EUA -o que cada um quer- mas esquece-se que as alianças são voluntárias e não forçadas. Ninguém quereria uma aliança do género da NATO com a China ou com a Rússia, sabendo que essa aliança implica ficar dependente de uma ditadura feroz. Bem, agora a Rússia talvez quisesse -temporariamente-porque está com a corda no pescoço.
Todos queriam, em tempos, ter alianças com os EUA, mas repare-se como as alianças dos EUA da América estão a morrer, por afastamento dos aliados, desde o momento em que os EUA se transformaram numa oligarquia intimidante que usa o poder militar como argumento. De repente, as democracias europeias, o Canadá, o México e outros países pelo mundo fora, começaram a desligar-se deles: primeiro na partilha de informação secreta, depois militar, depois económica, agora digital. Muitos já estão à procura de outras alianças para os substituir.
Portanto, a grande diferença que a China tinha relativamente aos EUA em termos de estilo de alianças, fundava-se no facto de a China ser uma ditadura num país enorme. Neste momento em que Trump ameaça invadir aliados, tarifar aliados, apoiar inimigos dos seus aliados e afirma não querer ter laços que os prendam a acções de outros países, cada vez tem menos diferenças com a China - ou com a Rússia.
É intimidante, argumenta com a força militar e quer colónias e países que se subalternizem, em vez de aliados. E isto acontece porque já não são uma democracia séria, são uma oligarquia ainda com instituições democráticas mas já muito deterioradas que não inspiram confiança.
Portanto, a principal diferença entre a China e os EUA era a primeira ser uma ditadura e a segunda uma democracia e daí decorriam os estilos de alianças diferentes. Agora já não são tão diferentes assim.
Comparação entre as economias dos EUA e de Estados seu, com equivalentes em PIB global
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Tive que ir pesquisar o que quer isto dizer e se é uma boa notícia ou não. Fiquei a saber que pode ser e pode não ser.
u/NBrief
O que vejo aqui, para além da nossa carga de impostos, é a brutalidade da diferença salarial entre os países no topo e o nosso. E nem sequer podemos dizer que eles ganham mais mas lá é tudo é mais caro.
Não vou falar aqui de investimento na educação, em tornar a carreira de professor atractiva, na falta de técnicos especializados, no número de alunos por turma, etc. Vou falar apenas na parte da integração de alunos estrangeiros que são, no meu ponto de vista, uma parte importante para a elevação do nível dos resultados e fundamental para o futuro do país.
É preciso investir fortemente nos professores de Português Língua Não Materna (PLNM). Estes são professores que leccionam português a alunos estrangeiros nos vários níveis de proficiência em que se encontram quando entram nas escolas. Há pouquíssimo professores, não chegam para todos e, ainda por cima, estas turmas têm que ser muito reduzidas, pois misturam alunos de vários níveis, desde o que não fala uma palavra de português e vem de um país com uma língua de uma raíz não latina (o arábico, o mandarim, o hindu) ao que já cá está há dois ou três anos e já domina bem os fundamentos da língua mas precisa de desenvolver o vocabulário, a complexidade frásica, verbal, etc. Se não aprendem a língua não há integração e se não há professores para a ensinar não é possível que aprendam a língua, além do 'olá', 'bom dia' e pouco mais porque muitos destes alunos vivem fechados nas suas comunidades culturais por ordem dos pais. É necessário tirá-los dessas redomas.
É preciso haver um currículo diferenciado para estes alunos. Em vez de inscreverem-se em todas as disciplinas e estarem nas aulas sem perceber um boi (alunos nestas idades dependem muito do professor), inscreverem-se apenas a 3 disciplinas, vamos supor, a inglês, a educação física e a outra disciplina, mais prática do que teórica, mais para socializar e enturmarem-se e depois, terem todos os dias aulas de PLNM. Portanto, um curso intensivo de português e mais umas poucas disciplinas para começarem a sua integração. No ano seguinte já estariam em condições de poder matricular-se a todas as disciplinas e embora continuassem a ter PLNM em vez da disciplina de português da turma, já não teriam necessidade de tantas horas por semana.
Alunos que só falam a língua da sua família (mais alguma coisa de inglês), apesar de estarem cá, não vivem no nosso país, vivem no país e na cultura da sua língua materna (e em sites da internet) e serão sempre outsiders.
Aqui há um par de anos propus à direcção da escola este plano de estudos para um aluno que caiu em Portugal de pára-quedas no início do ano, só falando a sua língua. Autorizaram-me mas quando o propus ao pai, ele não o quis, disse-me que o filho era inteligente. Embora lhe explicasse que isto não tem que ver com inteligência e que o ano iria ser uma enorme frustração para o filho com uma sensação de alienação devido às dificuldades de não perceber o que se passa à volta dele, ele não o quis. Uma pena e um desperdício de capacidades.
Os pais não têm noção do que é a educação escolar e pensam que a aprendizagem é assim algo mágico e que mesmo estando completamente impreparado para aprender, aprende-se na mesma. É assim como alguém chegar à aula de escultura de mármore e não ter cinzéis, martelos, limas, etc. e o professor dizer que precisa de ter os instrumentos adequados que permitem fazer o trabalho e que seria melhor que ele dedicasse um ano a arranjar esses materiais e a aprender a usá-los e os pais responderem, 'não é preciso, o meu filho é inteligente e desenrasca-se já'.
Uma das primeiras descrições conhecidas do que hoje poderíamos interpretar como psicose pós-parto surge nas «Epidemias» de Hipócrates, uma colecção de histórias clínicas que remonta aos séculos V e IV a.C.----------
Hipócrates descreve o caso de uma mulher de Cízico que tinha dado à luz duas filhas gémeas após um parto difícil. Seis dias após o parto, desenvolveu uma insónia grave e um comportamento cada vez mais perturbado. A sua fala tornou-se incoerente e o seu estado mental deteriorou-se progressivamente, levando ao delírio. A doença agravou-se posteriormente, acompanhada de convulsões e perda de consciência e faleceu dezassete dias após o parto.
Este relato lembra de forma impressionante um distúrbio psiquiátrico pós-parto grave. O conceito de psicose, bem como a distinção moderna entre distúrbios psiquiátricos e neurológicos, não existia na medicina grega antiga. No entanto, os médicos hipocráticos compreendiam tais estados através de categorias como a «frenite», um termo associado a perturbações mentais agudas e delírio, frequentemente entendido como uma manifestação de doença física.
O caso constitui, no entanto, um testemunho precoce notável da observação de perturbações mentais graves que ocorrem após o parto. Também nos lembra que as experiências que hoje classificamos através de categorias psiquiátricas modernas têm histórias muito mais longas do que os seus nomes diagnósticos.
Women from History
Acabaram-se o queijo francês e o italiano, os Mercedes e BMWs, os Ferraris, os Maserati, os SUVs da Volvo, os sapatos italianos, a roupa de marca francesa e italiana, o whisky, o vinho francês, o Champagne, o cognac, o azeite português, a Cartier, a Bulgari, os chocolates belgas, os perfumes franceses, as águas posh...
Trump threatens to cut off trade with Europe if Canada becomes an associate member of the EU. pic.twitter.com/cw5L68Vxrm
— Acyn (@Acyn) September 16, 2026
A demonização de Ed Sheeran é repugnante. Isso revela o quão vaidoso e tirânico se tornou o culto de Gaza. Se não te submeteres às suas mentiras e intolerância, destroem-te.
- Brendan O’Neill
Cerimónia de Entrega do Prémio Gulbenkian para a Humanidade
Qua, 23 set, 18:30, Grande Auditório
Angela Merkel, Presidente do Júri, anunciará o vencedor do Prémio no valor de 1 milhão de euros. A cerimónia contará ainda com as intervenções do vencedor e do Presidente da Fundação, e um concerto com o Coro Gulbenkian.
Arranjem-lhe um cargo qualquer na cochinchina para ele ir estragar coisas noutro sítio. Ele que vá para a Palestina, ou melhor, para o Qatar que é onde estão os manda-chuva da Palestina.
Como é que estes actos se coadunam com retirar russos oligarcas das sanções? Tiramos com uma mão e damos com a outra?
🚨 🇩🇪 BREAKING: Germany closes its Consulate General in St. Petersburg — flags removed from the building
— NEXTA (@nexta_tv) September 17, 2026
Diplomats must vacate the premises by September 18.
Germany’s consulate in St. Petersburg had been operating since 1972. pic.twitter.com/uCKOb2LDYb
RUSSIANS REPORT UKRAINIAN FORCES HAVE CROSSED THE ZHEREBETS RIVER BEHIND LYMAN AS RUSSIAN FORCES CONTINUE TO COLLAPSE.
— Prof. Bonk 🇺🇦 Perverse & Unintended Consequences (@actfast) September 17, 2026
The most famous Russian Milblogger admitted a complete collapse of the Russian Army around Lyman as panicked troops retreat across the river. ⬇️⬇️⬇️ pic.twitter.com/eLl7xKAQU1