June 28, 2026

Um enxame de abelhas direitas ao alvo

 


Coisas boas - Um rapaz cria uma espécie de Tinder para a indústria têxtil portuguesa




Jovem de Ovar liga gigantes do vestuário a fábricas portuguesas
Fátima Castro

Criada por um jovem de 19 anos, a NovaSupplier reúne 30 fábricas e 120 marcas registadas numa plataforma que aproxima marcas internacionais da indústria têxtil portuguesa.

Aos 19 anos, Matias Santos tomou uma decisão pouco comum: abandonou o curso de Economia da Universidade Católica do Porto para dedicar-se a tempo inteiro a uma ideia que acreditava poder aproximar duas realidades que raramente se encontram sem intermediários — as marcas de moda internacionais e as fábricas portuguesas.

A ligação ao setor têxtil já vinha de trás. Natural de Ovar, cresceu num ambiente onde a indústria fazia parte das conversas do dia-a-dia. A mãe é acionista da Move On e os avós trabalharam toda a vida no setor.

O jovem empreendedor explica que “ao longo de várias gerações, as fábricas de Barcelos, Guimarães, Braga e do Vale do Ave produziram peças para algumas das maiores marcas do mundo. Os seus nomes raramente aparecem nas etiquetas, mas o seu trabalho chega aos quatro cantos do planeta”.

“A qualidade está lá. A capacidade está lá. O que faltava era uma forma simples de as marcas chegarem às fábricas“, resume.

Segundo o jovem empreendedor, grande parte das marcas independentes estrangeiras não consegue aceder diretamente aos fabricantes portugueses. Muitas vezes dependem de agentes e intermediários que fazem a ponte entre as duas partes, cobrando comissões que podem variar entre 10% e 20%.

Foi precisamente para eliminar essa barreira que criou a NovaSupplier apenas com 19 anos. Fundada no final de 2025, a startup funciona como uma plataforma digital de sourcing que permite a qualquer marca, em qualquer parte do mundo, encontrar o fabricante português mais adequado ao seu projeto, pedir orçamentos, comunicar diretamente e efetuar pagamentos.
“O objetivo da NovaSupplier é ligar marcas de vestuário europeias diretamente às fábricas portuguesas, sem nenhum agente ou intermediário pelo meio”.
A plataforma reúne atualmente cerca de 30 fábricas portuguesas e mais de 120 marcas registadas.

O fundador desenvolveu praticamente toda a programação da NovaSupplier recorrendo a ferramentas de Inteligência Artificial. Paralelamente, fez questão de conhecer pessoalmente cada uma das unidades industriais presentes na plataforma. “Fui visitar todas as fábricas que estão na NovaSupplier. Queria perceber realmente como funciona a indústria”, afirma.

A plataforma funciona como uma montra digital da indústria têxtil nacional. Cada fabricante dispõe de um perfil detalhado com fotografias, histórico da empresa, mercados de exportação, capacidade produtiva, número de colaboradores, materiais utilizados e tempos médios de produção.

Depois de criar uma conta, a marca descreve o projeto que pretende desenvolver. Com base nessa informação, a NovaSupplier recomenda os fabricantes mais adequados. Quando existe um “match”, é criado um canal de comunicação direta semelhante a um WhatsApp.

“A partir daí, a comunicação é a chave do sucesso. Debatem-se orçamentos, amostras, protótipos e todos os recursos necessários para uma relação de sourcing”, explica ao ECO/Local Online o empreendedor.

Segundo Matias Santos, a atividade tem vindo a crescer de forma consistente. “Todos os dias temos marcas novas a entrar, a interagir com as fábricas e a comunicar.Algumas já estão em processo de protótipos, outras em orçamentos e algumas prontas para avançar para a produção.”

Muitas destas empresas, garante, nunca tinham considerado Portugal como destino de produção. 
“São marcas que normalmente comunicavam com fábricas na China ou na Turquia e que nem sequer tinham Portugal no radar. Encontraram a NovaSupplier e estão a chegar encomendas novas para Portugal.”
O fundador da startup adianta que grande parte dos clientes são marcas emergentes do Reino Unido, Estados Unidos, Holanda e Austrália, sobretudo nos segmentos de streetwear e lifestyle. Muitas estão a desenvolver a sua primeira coleção.

A NovaSupplier cobra uma comissão de 3,5% às fábricas por cada transação realizada através da plataforma.

Para já, a prioridade passa por consolidar o produto e reforçar a confiança dos utilizadores. “No médio prazo, queremos ter um produto que satisfaça o mercado, que satisfaça as fábricas e que elas sintam confiança para utilizar a plataforma no dia-a-dia, mas também que responda às necessidades das marcas ao longo de todo o processo”, afiança Matias Santos.

O plano passa por continuar a crescer no setor do vestuário, mas o empreendedor já olha para novas áreas da indústria portuguesa. O calçado surge como o próximo passo natural para a expansão da plataforma.

A startup conquistou também o voto de confiança de um investidor internacional. No final de 2025, entrou no capital da empresa um investidor norte-americano residente em Portugal, através de um investimento de cinco dígitos e da aquisição de uma participação minoritária. O fundador prefere, para já, não divulgar mais detalhes sobre a operação.

Mas a ambição de Matias Santos vai além do sourcing. “Queremos mostrar ao mundo que algumas das melhores fábricas da Europa estão em Portugal e tornar esse acesso muito mais simples para a próxima geração de marcas.”

Se conseguir cumprir essa promessa, a NovaSupplier poderá tornar-se numa porta de entrada digital para uma indústria que exporta cerca de 5,5 mil milhões de euros por ano, mas que continua a depender, em grande medida, de redes de contactos e relações pessoais para conquistar novos clientes.

https://eco.sapo.pt/

Coisas boas

 


O WindFloat Atlantic é o primeiro parque eólico flutuante semi-submersível do mundo e fica em Viana do Castelo. 

Um parque eólico português torna-se refúgio para polvos e outras 270 espécies em oito anos”. Este é o título que surgiu na imprensa espanhola e que dá destaque ao relatório de um estudo de oito anos de monitorização ambiental do parque eólico flutuante WindFloat Atlantic, em Viana do Castelo e que pretende demonstrar que parques eólicos offshore podem coexistir com a biodiversidade marinha.


Entre as principais conclusões, os investigadores observaram um aumento geral da abundância de polvos e de várias espécies de peixes, particularmente elasmobrânquios. Foram identificadas mais de 270 espécies na área do parque eólico offshore WindFloat Atlantic, pode ler-se no site da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

“Polvos, raias, tubarões, golfinhos-comuns, orcas e um tubarão-solene fazem parte de um ecossistema que os investigadores não esperavam encontrar com tanta densidade ou variedade”, pode ler-se no jornal espanhol Ok Diario.

A Ocean Winds (OW), líder global em energia eólica offshore e joint venture detida em partes iguais pela EDP Renewables e pela ENGIE, revelou os resultados do estudo sobre o primeiro parque eólico offshore flutuante semi-submersível do mundo, localizado a cerca de 20 quilómetros da costa de Viana do Castelo.

O relatório conclui que a variabilidade natural sazonal e interanual são os principais factores que moldam as comunidades marinhas em todos os níveis tróficos. Embora tenham sido observadas diferenças espaciais entre a área do WindFloat Atlantic e os locais de controlo, particularmente em invertebrados nectobentónicos, incluindo polvos, e em comunidades de peixes, como os elasmobrânquios, a abundância global foi superior na área do projecto, como se pode ler no site da autarquia.

Em linha com estes resultados, não foram detetados impactos negativos nos níveis tróficos inferiores, como fitoplâncton e zooplâncton, enquanto foram observados efeitos ecológicos positivos nos níveis superiores, incluindo invertebrados e peixes, pode ainda ler-se nas conclusões divulgadas pela autarquia.

A monitorização ambiental abrangente de mamíferos marinhos, aves, morcegos e biodiversidade em geral registou cinco espécies de mamíferos marinhos, 33 espécies de aves, três espécies de morcegos e 52 espécies de peixes na área do WindFloat Atlantic.

O local é utilizado sobretudo como rota migratória, tendo sido observada uma maior atividade de golfinhos e botos durante a fase de operação. Apesar de terem sido identificadas algumas espécies vulneráveis e criticamente ameaçadas, não foram detetados impactos negativos significativos, como colisões de aves ou abrigo de morcegos. A diversidade de peixes revelou-se elevada, incluindo espécies de interesse comercial e de conservação, algumas das quais apresentaram maior abundância dentro da área do projeto.


Arte supra-temporal

 

Mosaico de pavimento de Tauric Chersonesos [Ucrânia] - III e II séculos AEC.

 Foi roubado pelos russos em 1854 e levado para a Galeria Tretyakov, em Moscovo, onde permanece até hoje. Ao longo dos séculos, os russos roubaram sistematicamente artefactos da Ucrânia e transferiram-nos para museus russos.

............

Mosaico «constelações espaciais» no cinema «Cosmos», em Zhytomyr, no oeste da Ucrânia.

Autor: Oleksandr Kostyuk, 1987.

O deslumbrante mosaico retrata o espaço com as constelações do zodíaco. Para criar esta composição, o autor utilizou várias toneladas de esmalte. O cinema «Cosmos» funcionou durante 19 anos, mas foi encerrado e abandonado em 2006. Recentemente, foi decidido demolir o edifício, mas, felizmente, o mosaico foi salvo e será reinstalado num novo local na cidade.



...........

Mosaico «Plakhta» no Instituto de Física Teórica de Kiev.
Autor: Ivan Marchuk, década de 1960.


Ivan Marchuk é um proeminente artista ucraniano. Fundou um novo estilo artístico chamado Pliontanismo, no qual linhas finas se entrelaçam e se fundem numa imagem. Foi também incluído na lista dos 100 maiores génios vivos pelo jornal The Telegraph. As suas pinturas são avaliadas em centenas de milhares de dólares e são adquiridas por colecionadores de todo o mundo.

Embora Marchuk seja mais famoso pelas suas pinturas, também criou incríveis mosaicos monumentais. Este mosaico está localizado na parede do edifício de cinco andares do instituto e simboliza a estrutura do Universo. No passado, era considerado o símbolo do instituto.



June 27, 2026

‼️ 🤩 🇺🇦 🍿

 

Mais um ministro russo cai de uma janela

 

Brutal. E Putin continua a enviá-los

 


A esperança média de vida de um novo recruta russo — desde a chegada a um campo de treino até à morte numa zona de combate — situa-se algures entre 10 dias e três semanas. Uma vez enviados para o campo de batalha, sobrevivem, em média, entre 20 e 35 minutos.

@peterfrankopan

Alastra-se como um vírus

 

ME, Eduqa, exame de Português e parecer... coisado


Cada vez parece 'mais pior', como dizia o título do jornal ontem. Visto de fora isto parece um caso abegoñado - mas talvez seja só incompetência e preguiça de quem fez exame.


Parecer sobre exame de Português foi feito à revelia de conselheiros científicos do Eduqa

Parecer que começou por ser apresentado como sendo do Conselho Científico do Eduqa causou mal-estar. Tema da pergunta de Português semelhante à de manual de preparação para as provas não foi debatido.

Foi pela rádio que um dos elementos do Conselho Científico do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (Eduqa) soube do parecer enviado na sexta-feira, dia 19, pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) às redacções, a propósito de uma polémica com o exame nacional de Português.

Nesta quinta-feira, dia 25, a publicação do parecer no site do Eduqa foi "actualizada", como se pode ler na informação que vem junto à mesma. Segundo uma quarta fonte, o que mudou foi que o documento que dantes tinha sido identificado pelo Eduqa e pelo MECI como "parecer do Conselho Científico do Eduqa" passou a ser um "parecer da Comissão Especializada da área de Português do Conselho Científico do Eduqa". O texto é o mesmo. Terá sido a forma de resolver o desconforto gerado entre os conselheiros que não haviam sido ouvidos.

Contudo, duas das pessoas que falaram ao PÚBLICO garantem que desconheciam a existência de qualquer comissão especializada em Português até este episódio, e uma terceira avança que foi constituída ad hoc para este efeito.

Outro simplex - desde quando não pensar nos problemas é positivo?



Ora, de entre os efeitos mais significativos resultantes desta alteração social destaca-se o crescimento da população em idade ativa, o que contagia positivamente o número de nascimentos, mitigando a quebra no saldo natural. Sem essa franja de imigrantes, Portugal seria um país ainda mais envelhecido. E, já agora, com uma economia bem mais frágil. Nem por acaso, o FMI publicou um documento quase em simultâneo que conclui que, entre as várias ameaças ao desenvolvimento do país, estão as políticas de imigração demasiado restritivas (pelo efeito negativo na mão de obra disponível) e o envelhecimento da população. Se somarmos a isto o expressivo aporte dos imigrantes para os cofres da Segurança Social (são hoje um quinto dos contribuintes e geraram um saldo líquido de 16,3 mil milhões de euros na última década), facilmente se percebe que os discursos taberneiros anti-imigração são, antes de tudo o resto, inconsequentes com a realidade e até antipatrióticos. É uma questão de inteligência e de sobrevivência. Sem estes novos portugueses, estaríamos condenados. Por tudo isto, a pergunta que devemos fazer não é "como é que conseguimos expulsá-los?", mas sim "como é que vamos mantê-los?"

Pedro Ivo Carvalho - JN

 ------

Chamo simplex aos que falam no problema da imigração usando a proposição universal: "os imigrantes", como se 1 milhão e meio de pessoas fossem uma unidade indiferenciada. Como se os imigrantes legais fossem iguais ao ilegais; como se entre esses 1 milhão e meio de pessoas não houvesse quem vem para trabalhar e fazer parte da nossa sociedade, quem vem para o crime organizado, quem vem para o tráfico humano e quem vem para espalhar a jihad e modificar a liberdade expressão e os valores democráticos, como fazem em outros países há muitos anos.

Não existe a categoria "os imigrantes", existem pessoas individuais, cada uma com as suas 'agendas'. A Inglaterra, a Suécia, a França, a Holanda, a Dinamarca, a Suíça e outros, estão com problemas de divisão social (a Inglaterra quase numa guerra civil que opõe o governo ao povo), a França não sabe como controlar a Irmandade Muçulmana, as universidades minadas de extremistas e radicais, há uma epidemia de violência contra as raparigas e mulheres quase toda de certas comunidades de imigrantes que advogam o apartheid de género. Pois, agora sabemos que a nossa sociedade têm uma porcentagem de imigrantes muito maior que a deles. 

Portanto, a questão da imigração não pode ver-se apenas a curto prazo como um simplex de colunas com números, como faz este articulista. Há que pensar, prever e evitar custos de paz social, de violência contra as raparigas e mulheres, de fractura que depois não seremos capazes de controlar, de degradação dos valores democráticos. Não temos a riqueza dos países do Norte e vemos como eles mesmos estão com grande dificuldades em controlar as consequências da imigração em massa. 

Entre os imigrantes o saldo de género é muito desequilibrado para os homens, o que significa que estamos a importar homens solteiros, muitos que vêm de sociedades extremamente agressivas. Desde quando não pensar nos problemas é positivo?

E nunca, em momento nenhum do artigo deste senhor, ele põe a possibilidade de, em vez de importar imigrantes à toa, tomar medidas para que os portugueses não fujam daqui. Mais de meio milhão de portugueses, jovens licenciados, saiu daqui e está a ter filhos e a pagar impostos em outros países. Porque haveríamos de querer continuar a licenciar jovens para exportá-los? É masoquismo económico?


Nem os governantes nem a oposição estão comprometidos com a verdade

 


Números muito mais elevados para a população residente em Portugal vão obrigar à revisão em baixa de indicadores económicos como o PIB per capita, avisam economistas ouvidos pelo Expresso. Convergência com o nível de vida da União Europeia desde a pandemia pode, afinal, nunca ter existido. Face aos novos dados, é urgente rever políticas públicas na habitação, educação e saúde.

Estamos perante um aumento colossal da população residente em Portugal, da mesma ordem de grandeza que sucedeu com os retornados em 1975/1976“. É desta forma que Augusto Mateus, ex-ministro da Economia, classifica os novos números da população desde 2021. Um incremento “muito concentrado na grande Lisboa e Península de Setúbal, sem esquecer o litoral alentejano e o Algarve”, afirma. E interroga: ”Como é que só agora o INE calcula e divulga um choque populacional colossal?"

Ou seja, o nível de vida em Portugal será bem mais baixo do que sinalizavam os indicadores oficiais até agora.

Por isso, a revisão em alta da população pelo INE “devia originar uma rápida reação do Governo em termos de políticas públicas”, defende Augusto Mateus. E reforça: Os novos dados "têm de obrigar à reformulação das políticas públicas".

“Não se pode esperar por 2027. É ridículo”, frisa Augusto Mateus. “É essencial ter os indicadores corrigidos para se desenharem políticas públicas corretas”, enfatiza. E defende que “até setembro deste ano, no máximo, esse trabalho devia estar concluído pelo INE”.

Augusto Mateus deixa um último alerta: "Temos tido um fluxo perverso, com emigração mais jovem e qualificada a sair de Portugal, e imigração um pouco mais velha e menos qualificada a entrar em Portugal. Isto penaliza o esforço de qualificação da população e a melhoria do perfil qualitativo do emprego". E remata: "Este fluxo vai no sentido de reforçar a especialização do país em sectores de baixos salários e de baixa produtividade".


------

Face a este terramoto, que é a reacção da "especialista em demografia", Maria João Rosa?

A especialista em demografia não esconde a surpresa com a revisão muito em alta dos números de população residente e destaca o impacto positivo da imigração na sociedade e na economia (...) e frisa que, sem os imigrantes, Portugal teria sérias dificuldades em assegurar serviços básicos. E critica o “discurso simplista" que faz deles "o bode expiatório”. https://expresso
--------

Notas:

Nós o povo, que não estamos fechados em gabinetes a largar chavões pseudo-moralistas e que vivemos e trabalhamos em contato com a população, há muito tempo que sabemos que a imigração é muito maior do que nos diziam e que está a causar grandes problemas nos serviços públicos e não só. 

Porém, as Marias Joões do rectângulo, do alto do seu dogmatismo, nem mesmo face ao agora revelado arredam pé do seu mandamento nº 2 que é dizer que sem os 'imigrantes' -assim em geral, como se 1 milhão e meio de pessoas fossem todos iguais-, já tínhamos caído no Atlântico e que quem não é da sua opinião é populista. 

Podiam estar a pensar em maneiras de não continuar a expulsar daqui os jovens que fogem por causa do mau nível de vida, mas não. 

Sim, porque também já sabíamos que o nível de vida está a cair muito (é por isso que os portugueses fugiram, e fogem daqui) apesar de Costacenteno, primeiro e agora Montenegro dizerem que estamos muito bem e somos a inveja da Europa. 

É por estas e outras do género que deixámos de ter respeito e confiança nas instituições, cada vez menos democráticas e mais fechadas nos seus discursos sagrados.

Há jornais que todos os dias trazem um título a dizer que precisamos de mais imigrantes. Esta semana li num jornal inglês que cada imigrante custa 400.000£ ao contribuinte inglês e fui tentar saber quantos euros custa cada imigrante ao contribuinte português. Não só não consegui a informação como ainda levei com uma homilia da IA a dizer que a pergunta é racista e xenófoba e que os imigrantes só trazem benefícios, riqueza e diversidade cultural.

Esta é a realidade hodierna: a mentira, a pseudo-moralidade-vitimização-indignada e a manipulação grosseira da opinião pública que substituíram o conhecimento dos factos e a discussão racional e informada, estão impregnadas em todas as instituições, discursos e plataformas.

Não podemos contar com os governantes ou com a oposição para sairmos desta situação porque nenhum deles está comprometido com a verdade.

Post só para fanáticos de ópera - começar o dia com o Mario Del Monaco

 

A soltar um si bemol largado como se fosse normal.

Bom dia

 



Quimera 
Catedral de Chartres


June 26, 2026

Pequenos milagres

 

A Rússia é um Estado terrorista

 


❗⛽ ❗ Rússia: sem petróleo não há bombas

 

Rússia: um soldado gravou-se a ameaçar virar-se com os outros soldados contra Putin

 

Desde que isto foi gravado já leva 12 milhões de visualizações e já pôs altas figuras do Estado a falar dele. 

Os russos chamam Gestapo aos seus próprios comandantes...


Untitled

 

Jane Fisher (n. 1961)
untitled


Fisher pinta pessoas apanhadas em pleno movimento: mergulhadores suspensos no ar, nadadores a emergir de piscinas, alguém nervoso antes de um rodeio. As suas telas congelam estes momentos fugazes com precisão fotográfica, captando o que ela denomina «pessoas em vários graus de auto-consciência». A trabalhar na área da Baía de São Francisco desde 1984, transforma americanos comuns em estudos psicológicos onde se consegue sentir a emoção a pairar no ar.


O Brasil de Lula tem tiques de ditadura de extrema-esquerda


Se não educas os teus filhos para se submeterem às ideologias impostas pelo Estado vais parar à prisão.


Juiz brasileiro condena pais a pena de prisão por educarem as filhas em casa


BRASIL (16 de junho) — Os pais brasileiros Audato e Ieda Denardi foram condenados a 50 dias de prisão por terem educado as filhas em casa. Os pais foram considerados culpados de «abandono intelectual», tendo o juiz afirmado que o currículo de ensino doméstico não incluía programas sobre «género e educação sexual» e «tolerância e diversidade».

O tribunal concluiu igualmente que, pelo facto de as raparigas, de 15 e 11 anos, não apreciarem música «trap» nem «sertanejo» (música popular brasileira), o currículo seguido em casa também não as tinha educado adequadamente em matéria de diversidade cultural, apesar de ambas serem pianistas de elevado nível e falarem várias línguas.

Os Denardi foram inicialmente condenados por um tribunal de primeira instância do estado de São Paulo, em abril de 2026. Estão agora a recorrer da decisão, contestando a tentativa do Estado de os prender por exercerem o seu direito de orientar a educação das filhas. A ADF International está a prestar apoio jurídico neste recurso.
«Como mãe, não consigo conceber um Estado mais ditatorial do que aquele que me quer na prisão porque escolhi exercer o meu direito de orientar a educação e a formação das minhas filhas. O meu marido e eu esperamos que o tribunal reconheça o nosso direito de escolher a melhor educação para as nossas filhas e anule esta condenação injusta.»

— Ieda Denardi
A condenação foi proferida apesar de o Ministério Público ter recomendado a absolvição dos pais. Depois de ouvir as testemunhas e de avaliar o desenvolvimento social e académico das raparigas, o procurador concluiu que os pais não tinham negligenciado as filhas.

Na sua decisão, o juiz acusou explicitamente os pais de «utilizarem as filhas como peões numa luta ideológica, sujeitando-as a uma forma de educação não regulamentada, cuja eficácia e qualidade carecem de critérios de avaliação adequados no sistema jurídico brasileiro, excluindo completamente a intervenção do Estado».

O caso dos Denardi chamou a atenção do Congresso brasileiro, tendo os legisladores realizado recentemente audições nas quais os pais apelaram ao Congresso para legislar a favor do ensino doméstico. Um projeto de lei sobre o homeschooling foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2022, mas permanece bloqueado no Senado desde então, criando uma situação de incerteza jurídica para os pais que pretendem educar os filhos em casa.

«O Ministério Público ouviu as testemunhas e recomendou a absolvição. Um psicólogo educacional independente não encontrou qualquer indício de negligência. As próprias raparigas descreveram uma educação diária rigorosa. Ainda assim, o juiz condenou-os — porque uma jovem de quinze anos afirmou considerar moralmente questionáveis as letras de algumas músicas e porque o currículo não incluía conteúdos sobre género aprovados pelo Estado. Uma mãe foi condenada a prisão não por não educar os filhos, mas por os educar de acordo com os seus próprios valores. Trata-se de um abuso grotesco do direito penal, e não permitiremos que esta decisão prevaleça», declarou Julio Pohl, consultor jurídico para a América Latina da ADF International.

Apesar de mais de 70 mil crianças estarem atualmente a ser educadas em casa no Brasil, a inexistência de um enquadramento jurídico claro tem criado obstáculos adicionais para muitos pais que escolhem esta modalidade de ensino.

Em 2019, o Supremo Tribunal Federal brasileiro decidiu que o ensino doméstico não contrariava a Constituição, mas considerou necessária a aprovação de uma lei federal para o regulamentar. Os pais que optam pelo homeschooling têm recorrido ao direito internacional para defender o seu direito de orientar a educação dos filhos. A ausência de uma lei federal sobre esta matéria deixou-os num limbo jurídico e sob constante ameaça de sanções. Um dos casos é o de Regiane Cichelero, uma mãe brasileira a quem um tribunal estadual recusou, no ano passado, o direito de educar o filho em casa. A ADF International está a apoiar o seu recurso.

Até agora, contudo, esta situação era tratada como uma infração administrativa por falta de matrícula das crianças na escola. Os Denardi são os primeiros pais a serem condenados criminalmente por educarem os filhos em casa.

Os pais Denardi começaram a educar as filhas em casa em 2020, depois de observarem as falhas do sistema público de ensino durante o período de ensino à distância imposto pela pandemia. Desde então, verificaram uma melhoria significativa no desempenho académico das filhas e valorizam igualmente a possibilidade de integrar a sua fé e os seus valores pessoais no processo educativo.



🎼 Where are you now 🎼