September 18, 2026

Como contrariar os resultados do PISA?

 

Não vou falar aqui de investimento na educação, em tornar a carreira de professor atractiva, na falta de técnicos especializados, no número de alunos por turma, etc. Vou falar apenas na parte da integração de alunos estrangeiros que são, no meu ponto de vista, uma parte importante para a elevação do nível dos resultados e fundamental para o futuro do país.

É preciso investir fortemente nos professores de Português Língua Não Materna (PLNM). Estes são professores que leccionam português a alunos estrangeiros nos vários níveis de proficiência em que se encontram quando entram nas escolas. Há pouquíssimo professores, não chegam para todos e, ainda por cima, estas turmas têm que ser muito reduzidas, pois misturam alunos de vários níveis, desde o que não fala uma palavra de português e vem de um país com uma língua de uma raíz não latina (o arábico, o mandarim, o hindu) ao que já cá está há dois ou três anos e já domina bem os fundamentos da língua mas precisa de desenvolver o vocabulário, a complexidade frásica, verbal, etc. Se não aprendem a língua não há integração e se não há professores para a ensinar não é possível que aprendam a língua, além do 'olá', 'bom dia' e pouco mais porque muitos destes alunos vivem fechados nas suas comunidades culturais por ordem dos pais. É necessário tirá-los dessas redomas.

É preciso haver um currículo diferenciado para estes alunos. Em vez de inscreverem-se em todas as disciplinas e estarem nas aulas sem perceber um boi (alunos nestas idades dependem muito do professor), inscreverem-se apenas a 3 disciplinas, vamos supor, a inglês, a educação física e a outra disciplina, mais prática do que teórica, mais para socializar e enturmarem-se e depois, terem todos os dias aulas de PLNM. Portanto, um curso intensivo de português e mais umas poucas disciplinas para começarem a sua integração. No ano seguinte já estariam em condições de poder matricular-se a todas as disciplinas e embora continuassem a ter PLNM em vez da disciplina de português da turma, já não teriam necessidade de tantas horas por semana.

Alunos que só falam a língua da sua família (mais alguma coisa de inglês), apesar de estarem cá, não vivem no nosso país, vivem no país e na cultura da sua língua materna (e em sites da internet) e serão sempre outsiders

Aqui há um par de anos propus à direcção da escola este plano de estudos para um aluno que caiu em Portugal de pára-quedas no início do ano, só falando a sua língua. Autorizaram-me mas quando o propus ao pai, ele não o quis, disse-me que o filho era inteligente. Embora lhe explicasse que isto não tem que ver com inteligência e que o ano iria ser uma enorme frustração para o filho com uma sensação de alienação devido às dificuldades de não perceber o que se passa à volta dele, ele não o quis. Uma pena e um desperdício de capacidades. 

Os pais não têm noção do que é a educação escolar e pensam que a aprendizagem é assim algo mágico e que mesmo estando completamente impreparado para aprender, aprende-se na mesma. É assim como alguém chegar à aula de escultura de mármore e não ter cinzéis, martelos, limas, etc. e o professor dizer que precisa de ter os instrumentos adequados que permitem fazer o trabalho e que seria melhor que ele dedicasse um ano a arranjar esses materiais e a aprender a usá-los e os pais responderem, 'não é preciso, o meu filho é inteligente e desenrasca-se já'. 


O facto de nunca termos ouvido falar das coisas não quer dizer que não existam



Uma das primeiras descrições conhecidas do que hoje poderíamos interpretar como psicose pós-parto surge nas «Epidemias» de Hipócrates, uma colecção de histórias clínicas que remonta aos séculos V e IV a.C.

Hipócrates descreve o caso de uma mulher de Cízico que tinha dado à luz duas filhas gémeas após um parto difícil. Seis dias após o parto, desenvolveu uma insónia grave e um comportamento cada vez mais perturbado. A sua fala tornou-se incoerente e o seu estado mental deteriorou-se progressivamente, levando ao delírio. A doença agravou-se posteriormente, acompanhada de convulsões e perda de consciência e faleceu dezassete dias após o parto.

Este relato lembra de forma impressionante um distúrbio psiquiátrico pós-parto grave. O conceito de psicose, bem como a distinção moderna entre distúrbios psiquiátricos e neurológicos, não existia na medicina grega antiga. No entanto, os médicos hipocráticos compreendiam tais estados através de categorias como a «frenite», um termo associado a perturbações mentais agudas e delírio, frequentemente entendido como uma manifestação de doença física.

O caso constitui, no entanto, um testemunho precoce notável da observação de perturbações mentais graves que ocorrem após o parto. Também nos lembra que as experiências que hoje classificamos através de categorias psiquiátricas modernas têm histórias muito mais longas do que os seus nomes diagnósticos.

Women from History
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Há umas dezenas de anos, em alguns países/hospitais era costume as mulheres ficarem internadas durante uma semana após o parto, mesmo que tivesse corrido bem, para garantir a sua saúde e a do bebé. Em outros, era costume, durante o primeiro mês, uma enfermeira ir a casa das mulheres, ajudar a mãe a tratar do bebé. Conheço pessoas que tendo meios para isso, contratam uma enfermeira para os dois primeiros meses irem lá a casa tratar do bebé e acompanharem a mãe, darem conselhos de saúde física e mental.

Ver-se sozinha com um filho sem saber o que fazer e como cuidar do bebé é muito assustador e, tendo em conta que uma enorme quantidade de mulheres no mundo tem filhos na adolescência ou ainda muito jovens e que no mundo actual as famílias, numa grande parte do mundo, vivem atomizadas e as mulheres estão sozinhas quando lhes nasce um filho, não é de admirar que se sintam assoberbadas e desorientadas e que isso leve a depressões e outros problemas graves. 

Em muitos sítios do mundo espera-se que as raparigas, seja qual for a idade, tenham os filhos, sejam especialistas a tratar deles e ainda apareçam bem dispostas, com a casa impecável, não falhem no trabalho e ainda cuidem dos homens, que na esmagadora maioria dos casos, em todo o mundo, deixam esse trabalho todo sozinho à responsabilidade das mães e são meros observadores. É uma loucura e não admira que uma data de mulheres caiam em problemas mentais e que tantos bebés sejam vítimas de 'des-tratos' - não, maus-tratos intencionais mas 'des-tratos', vítimas da ignorância e da falta de competência das mães sobre como tratar recém-nascidos e ainda vítimas das depressões e desorientações das mães nessas situações.

As sociedades em geral não apoiam as mães. Depois lemos histórias acerca de uma mãe que teve um episódio e abanou o bebé ou que saiu de casa sem o bebé e andou desorientada durante horas.

Penso que devia haver nas escolas uma disciplina de saúde sexual. Não, educação sexual, porque isso implica orientação sobre a vida sexual e juízos de valor sobre ideologias de género, o que não cabe às escolas fazer, mas sim, saúde sexual. 

Uma disciplina sobre factos relativos à saúde sexual: informação sobre riscos de vida sexual precoce, de comportamentos de risco, de doenças sexualmente transmissíveis e os seus efeitos, informação sobre como evitar a gravidez, do ponto de vista das raparigas e dos rapazes, riscos de uma gravidez precoce, riscos para a vida de recém-nascidos de pais adolescentes e impreparados, riscos de saúde mental para as mães adolescentes e muito jovens, riscos de tomar a pornografia como comportamentos sexuais normais, etc.

Estes temas não teriam de ser tratados todos ao mesmo tempo em todos os anos de escolaridade. Haveria um currículo com a distribuição dos temas adequados ao ano de escolaridade considerado apropriado.  É preciso ter em conta que os adolescentes, desde os 10, 12 anos, estão a ser 'des-educados' acerca destes temas pela internet, pelas redes sociais e pelos predadores que lá andam. 

Em vez da disciplina de cidadania em que professores ao calhas trabalham temas ao calhas, muitas vezes os mesmos, ano após ano, longe das suas formações de especialidade e ao nível da mera opinião subjectiva, haveria uma disciplina de saúde sexual com conteúdos objectivos e informativos. 

Para leccionar uma disciplina destas seria preciso contratar pessoas com formação em saúde ou, em alternativa, dar uma formação sólida, uma pós-graduação séria com avaliação prévia sobre a adequação do professor candidato, em termos de formação e perfil a este tipo de disciplina, a professores que a quisessem leccionar.

Problemas sérios têm que ser tratados de modo sério.

September 17, 2026

Os americanos devem estar delirantes com Trump

 

Acabaram-se o queijo francês e o italiano, os Mercedes e BMWs, os Ferraris, os Maserati, os SUVs da Volvo, os sapatos italianos, a roupa de marca francesa e italiana, o whisky, o vinho francês, o Champagne, o cognac, o azeite português, a Cartier, a Bulgari, os chocolates belgas, os perfumes franceses, as águas posh... 


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A demonização de Ed Sheeran é repugnante. Isso revela o quão vaidoso e tirânico se tornou o culto de Gaza. Se não te submeteres às suas mentiras e intolerância, destroem-te.

          - Brendan O’Neill


Mais uma desilusão



Cerimónia de Entrega do Prémio Gulbenkian para a Humanidade

Qua, 23 set, 18:30, Grande Auditório

Angela Merkel, Presidente do Júri, anunciará o vencedor do Prémio no valor de 1 milhão de euros. A cerimónia contará ainda com as intervenções do vencedor e do Presidente da Fundação, e um concerto com o Coro Gulbenkian.
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A que propósito é que se convida uma mulher que ajudou a enterrar-nos financeiramente e só dizia mal dos portugueses? 
As instituições são como tantos políticos que têm uma máscara pública mas depois são todos grandes amigalhaços em privado e coçam as costas uns aos outros.

Epá! Não! Não!

 

Arranjem-lhe um cargo qualquer na cochinchina para ele ir estragar coisas noutro sítio. Ele que vá para a Palestina, ou melhor, para o Qatar que é onde estão os manda-chuva da Palestina.



Uma pergunta

 

Como é que estes actos se coadunam com retirar russos oligarcas das sanções? Tiramos com uma mão e damos com a outra?


Se a Ucrânia tivesse certo tipo de armas isto já estava acabado

 


É por isto que os homens não precisam de quotas

 

O Japão admitiu ter manipulado as notas dos exames de admissão durante mais de uma década, com o objectivo de não deixar as mulheres entrarem em, pelo menos, nove universidades de medicina. Manipularam as notas dos exames de admissão para limitar ou excluir mulheres. 
Quiseram limitar o número de mulheres de maneira a nunca ultrapassar os 30% do total de candidatos. Para esse fim, adulteraram as notas dos exames das raparigas baixando-lhes em 20% e, para garantir que os homens lhes passavam mesmo à frente, davam-lhes 20 pontos a mais, mesmo que isso implicasse dar positiva a notas negativas. Só não subiam a nota aos rapazes que tinham reprovado mais de 4 vezes.
Portanto, no Japão, preferiam ter médicos burros a ter mulheres. 
No ano a seguir a isso ter sido desmascarado -2019-, as mulheres a entrar em medicina foram mais de 50% dos candidatos.
O argumento para estas fraudes foi o de as mulheres terem filhos.
É à conta de medidas destas contra as mulheres que as mulheres não querem ter filhos e o Japão está em crise demográfica profunda.
É por isto que os homens não precisam de quotas. As quotas masculinas são o sistema a funcionar normalmente.
Claro que o grande problema do mundo é o feminismo.

Para mim, o sistema volta é mais um imposto para sacar me dinheiro

 

Não frequento supermercados. O que compro em supermercados -águas, detergentes, iogurtes e mais 5 ou 6 coisas- é online. Não tenho maneira de recuperar o dinheiro.

Não sei se este sistema é fruto de uma negociata com os grandes do retalho para nos obrigarem a ir para supermercados mas aqui da minha janela é o que parece. 

Para mim, este sistema é mais um imposto. Obrigada, senhor PM...

Índia - alimentação tradicional

 

Se não morres disto, nada te mata...


Diário de bordo e uma pergunta

 

A caminho da fisioterapia passo pelo jardim do Bonfim. Hoje havia um comício de patos, aí pelas 7.40 da manhã. Uns 30 ou mais. Ali estavam eles a grasnar uns com os outros, à espera de qualquer coisa... talvez alguém lhes venha dar comida a essa hora ali naquele sítio.


Mesmo a essa hora da manhã já sinto calor no braço que leva a manga compressora. É como andar com luvas compridas, daquelas até à cava, só que grossíssimas e quentes. 

Este calor é insuportável. Respiro mal e o braço que tem vindo a desinchar aos pedacinhos mas consistentemente (a fisioterapeuta é muito boa), basta que haja um dia de 38º ou 40º em que tenha que estar fora de casa e, portanto, sem a manga, porque com estes calores não se aguenta, começa logo a inchar. É desanimador e frustrante. É o que vai acontecer para a semana em que já tenho aulas com estes calores de 36º dentro de salas de aulas sem ar condicionado. Enfim... o que se há-de fazer?
 

Entretanto, li no Setubalense que estão a pensar ir buscar água à barragem de Castelo de Bode para abastecer Setúbal. Hã...?! E no fim da página alguém refere qualquer coisa do novo aeroporto... Será que isto quer dizer que ao fim de 60 anos para decidir onde fazer o aeroporto escolheram construí-lo num local que vai tirar o abastecimento de água à cidade, mais às outras cidades do concelho? Centenas de milhar de habitantes, propriedade rurais, etc. vão ficar sem água e passar a viver no terceiro mundo como os coitados de Almada?


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Há ainda outro elefante dentro da sala de aula, enquanto Carneiro se entretém a olhar para a cor do giz. Portugal mudou demograficamente a uma velocidade extraordinária. Entre 2021 e 2025, o número de residentes estrangeiros mais do que duplicou: aumentou em 849 mil, para quase 1,6 milhões, 14% da população. A concentração territorial, essa, é brutal: em 2024, Lisboa tinha 202 mil residentes estrangeiros e Sintra quase 97 mil; nove dos doze concelhos com maior número pertenciam à Área Metropolitana de Lisboa.

As escolas sentiram exactamente a mesma transformação. Em dez anos, os alunos estrangeiros nas escolas públicas aumentaram 251% e passaram de 4% para perto de 17% do total; na Grande Lisboa, Setúbal e Algarve rondavam já os 20%. Muitos chegaram sem dominar a língua portuguesa. O Conselho Nacional de Educação identifica falta de professores de Português Língua Não Materna, heterogeneidade linguística, entradas ao longo de todo o ano e dificuldades de organização das turmas. Isto não é uma acusação às crianças imigrantes. É uma acusação a quem recebe crianças sem preparar escolas. Não basta proclamar humanismo, para depois praticar laxismo.

(...)

E chegamos ao meu último ponto, que se tem discutido menos: planeamento. Este Verão descobrimos que a fotografia oficial do país estava desfocada. O INE reviu a população de 2024 de 10,75 para 11,39 milhões: mais 637 mil pessoas, um erro de 5,9%. O PS respondeu que os números da imigração já eram conhecidos. O que só lhes agrava a culpa. Se sabiam que o país tinha mudado desta maneira, onde estavam as escolas, professores, centros de saúde, casas e transportes necessários para recebê-lo?

Pedro Mota Soares defendeu, aqui no Expresso, a antecipação dos Censos de 2031 porque “sem números credíveis e desagregados” continuaremos a desenhar políticas públicas com uma fotografia desfocada do país. Tem razão. Portugal não é apenas diferente do que pensávamos. Lisboa não é Bragança, Sintra não é Viseu e uma escola com vinte nacionalidades não enfrenta os mesmos problemas de outra que perde alunos todos os anos. E isto só para falar de educação, que é o que nos traz aqui. O efeito da ignorância alastra-se por todos os domínios sectoriais. E, pelos visto, locais: o Largo do Rato parece sofrer acrescidamente disso. Para lá de outras coisas.
(excerto)
Expresso
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Até que enfim que alguém diz o óbvio. A população aumentar em quase 6% num par de anos por vias de imigração, propositadamente descontrolada, com parte dessa imigração a serem alunos que vão sobrecarregar escolas já sobrecarregadas faz imediatamente baixar o nível do ensino e, por consequência, dos seus resultados.
Não é possível ter turmas de portugueses falantes de português desde sempre e ter turmas com 1 chinês, um paquistanês, um senegalês, um russo, um ucraniano, um estoniano, um venezuelano, um bielorrusso, um uzbequistanês, onde nenhum fala português e alguns nem inglês falam, e esperar que ambas as turmas tenham o mesmo desempenho. Agora é normal ter meia-dúzia de alunos estrangeiros numa turma.
As turmas cheias de imigrantes que não falam português ou o arranham mal a um nível primário, são turmas onde passamos o tempo a colmatar essa incapacidade. Não há alternativa, a não ser que os professores, para manterem o nível de aprendizagens dos alunos, finjam que eles não estão lá. E o volume de trabalho em excesso que representam esses alunos para o professor prejudica o trabalho.
Isto é o óbvio ululante e nenhuma demagogia de partidos completamente alienados da realidade muda a nossa realidade nas escolas.
Não admira, também, que nestes anos haja mais alunos do que é costume sem lugar nas escolas. Estão a abarrotar.
Só lamento que este ministro vá piorar a situação com o aumento de mais alunos por turma.

DÊEM-ME PESSOAS COM OS PÉS NA TERRA SFF

"Muita gente tem admiração por mim"



Santos Silva olhava para mim com grande admiração. Ao contrário do que se possa julgar, há muita gente que tem admiração por mim.
- Sócrates



O antigo primeiro-ministro José Sócrates garantiu nesta quarta-feira em tribunal que, apesar de tudo o que alegadamente lhe proporcionou o empresário da Covilhã Carlos Santos Silva ao longo dos anos, nunca se aproveitou da sua amizade.

“Ele é que tinha vontade de me ajudar. É uma relação fraterna aquela que temos. Nunca abusei da sua amizade”, assegurou o principal arguido da Operação Marquês. “Mandou comprar [grandes quantidades] o livro que escrevi? Queria ajudar-me em tudo o que podia. Até queria que me candidatasse a Presidente da República.”

Parte significativa da sessão de julgamento desta quarta-feira foi passada a falar, uma vez mais, da casa que o empresário adquiriu em Paris e na qual José Sócrates morou.

São várias as conversas telefónicas gravadas pelos investigadores da Operação Marquês, tendo como protagonistas José Sócrates, mas também a sua ex-mulher e o seu filho, em que os interlocutores falam como se fossem não apenas inquilinos do apartamento, mas os autênticos proprietários. Chega a ouvir-se o antigo chefe do Governo sugerir determinadas cores e materiais para a remodelação da casa. E é essa a tese do Ministério Público: que foi com luvas provenientes de subornos que o antigo líder socialista pagou pelo imóvel, por intermédio de Carlos Santos Silva, 2,8 milhões de euros, além de obras orçamentadas em mais de 300 mil.

A juíza que dirige o julgamento, Susana Seca, também manifestou estranheza relativamente ao tom usado pelo antigo líder socialista nalgumas destas conversas, em especial naquela em que, perante o atraso nas obras que decorriam no apartamento, para o qual Sócrates se queria mudar com a família, o ex-primeiro-ministro incentiva energicamente Santos Silva a dar “um apertão ao gajo” responsável pela empreitada, para os trabalhos acelerarem. Ao que o empresário lhe responde: “Vou já ligar!”

“Seria expectável que, ao pedir um favor ao seu amigo, não lhe impusesse a sua vontade”, observou a magistrada, que falou das suspeitas que levanta um relacionamento de tal forma umbilical entre os dois homens ao ponto de um pagar as despesas não só do outro como dos amigos dele. Santos Silva disse em tribunal, no passado, que emprestou 510 mil euros a Sócrates ao longo de vários anos e que este já tinha devolvido 250 mil.
(excerto)
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O julgamento de Sócrates evidência três aspectos da justiça portuguesa:

1. É perfeitamente possível fazer troça da justiça durante anos e anos e anos usando as suas próprias leis;
2. Os procuradores e outros funcionários que têm como trabalho construir os casos contra os criminosos são amadores e nem os beliscam;
3. A justiça leva tanto tempo a julgar uma pessoa (o processo já leva 12 anos) que, mesmo sendo essa pessoa culpada, a injustiça do arrastamento do processo por dezenas de anos e não os seus crimes, acabam por ser a notícia mais preocupante.
 
Muita gente tem admiração por mim, diz Sócrates. Calculo que sim e entre eles os criminosos serão o que mais o admiram, pela sua arte de gozar impunemente com a justiça.

A China é uma ditadura. Não permite crítica e muito menos oposição




Um preso político português. Montenegro calado

Portugal e a China obrigam-se a respeitar os direitos fundamentais em Macau. O julgamento de Au Kam San, que começou ontem, expõe o silêncio de Lisboa perante a repressão de um cidadão português.

Jorge Menezes

Portugal e a China obrigam-se a respeitar os direitos fundamentais em Macau. O julgamento de Au Kam San, que começou ontem, expõe o silêncio de Lisboa perante a repressão de um cidadão português.

Juízes, procurador e advogado de defesa escolhidos a dedo, com imprensa e público trancados do lado de fora. É nesta escuridão que decorrerá, em Macau, o primeiro julgamento por violação da lei de defesa da segurança do Estado, montado sobre um conjunto mal-amanhado de actos banais convertidos em crime de subversão. Com um propósito claro: espalhar o medo e silenciar uma comunidade.

Au Kam San, cidadão português e activista pró-democracia, foi durante 20 anos deputado à Assembleia Legislativa de Macau, eleito por sufrágio directo. Foi detido pela Polícia Judiciária há pouco mais de um ano, e logo preso preventivamente, acusado de ter posto em risco a segurança nacional de um país de 1,4 mil milhões de habitantes. Nunca mais saiu da cela. Deixara de ser deputado em 2021, e este professor do ensino secundário teria começado a dedicar-se a derrubar o sistema político do país com a segunda maior economia e as mais numerosas forças armadas do mundo.

Os factos de que o acusam, mesmo que fossem verdadeiros, são, todos eles, inofensivos. Num Estado de direito, que Macau diz ser, nenhum constituiria crime. Au é vítima de dois males: uma acusação falseada e uma lei injusta, propositadamente vaga e feita para escolher quem prender.

“Apareceram na nossa casa, sem qualquer aviso, e levaram a minha mãe primeiro”, conta uma filha. “Depois começaram a recolher provas na nossa casa. E logo a seguir levaram o meu pai também. Foi um choque.” Nada como usar a mulher para coagir o marido.

O comunicado é leitura indispensável de literatura fantástica. Os crimes descritos oficialmente pela PJ incluem “recolha” de “notícias falsas ou grosseiramente deformadas”. Para a polícia política, a falsidade é recolhida nas ruas por activistas perigosos. Um caso sofisticado de ontologia da falsidade.

Acusam-no de ter mantido contactos com diversas entidades anti-China de fora de Macau, e de fornecer uma grande quantidade de falsas informações a meios de comunicação social estrangeiros, “com carácter provocador”, para exibição pública, “despertando assim o ódio” quer entre os residentes de Macau, quer “até mesmo entre pessoas de vários países que desconhecem a verdade em relação ao Governo Popular Central da RPC”. Terá assim “perturbado” a eleição para o chefe do executivo e “provocado” as forças anti-China – incluindo países estrangeiros – a tomarem acções hostis contra a República Popular da China, tudo em conluio com forças externas, “pondo seriamente em perigo a segurança do Estado”.
(excerto)


IA




Entre o pânico global com os sucessivos alertas para a possibilidade de a IA colocar em perigo toda a Humanidade, Espanha registou o primeiro ciberataque autónomo. A Agência Espanhola de Proteção de Dados detalhou que um agente superinteligente conseguiu aceder a dados pessoais privados e alterar a informação, de forma maliciosa, sem intervenção humana.
Basicamente, máquinas comunicaram com máquinas, quebraram as barreiras de segurança de máquinas, leram dados sigilosos e provocaram uma fuga de informação. O organismo público não divulga quantas e quais as empresas afetadas. "O agente atacante iniciou uma pesquisa de vulnerabilidades em ficheiros genéricos e efetuou um início de sessão bem-sucedido", descreve a agência, numa frase que poderia constar do guião de um filme de ficção científica, mas que foi revelada ontem, quatro dias depois de o CEO da Anthropic, Dario Amodei, ter pedido maior controlo no desenvolvimento dos modelos de inteligência capazes de imitar o raciocínio humano, mas com incalculável poder de aprendizagem e melhoramento.
A rapidez com que a IA avança choca com a lentidão de resposta dos governos. Apesar de a União Europeia ter sido pioneira a regulamentar a área, os limites estão claramente ultrapassados quando possíveis infrações deixam de ter rosto, ou de ser passíveis de punição.
Se os peritos em IA levantam a bandeira do perigo de extinção há que regulamentar, antes que aconteça um desastre. Nem é preciso pensar só na sobrevivência física, a ameaça sobre os postos de trabalho, entre tantas outras áreas, como a saúde, a educação, o sistema democrático, é também real.
Joana Almeida Silva, JN

September 16, 2026

Aqui vai uma opinião impopular

 

Mark Carney é um idiota. Não duvido que seja um economista inteligente com jeito para as finanças e que seja um homem de coragem contra ditaduras, mas culturalmente é um representante típico da nova-esquerda que repete slogans culturais para aparecer como moralmente superior. É o Starmer canadiano, mas com jeito para as finanças. Apoia a violência contra as mulheres em nome do espírito pseudo-progressista. Sim, as mulheres são agredidas e violadas por trans homens que dizem ser mulheres, mas paciência, têm que aguentar porque ele não quer ser transfóbico.


A Rússia já não tem o controlo total de nenhuma das quatro regiões que cobiça

 

As forças armadas da Ucrânia voltaram a entrar na região de Luhansk. Isto significa que a Rússia não tem o controlo total de nenhuma das quatro regiões que cobiça.

Os terroristas do Kremlin, se não fossem tão perigosos eram só 🤡

 

"Se a Europa atacasse a Rússia ia ser uma guerra muito curta". Como a guerra dos 3 dias na Ucrânia? 🤡

Xi Jinping terá tido um AVC na reunião dos BRICS mas não se quis tratar na Índia com medo que ficassem a saber da sua saúde



Meteu-se no avião para a China e perdeu a janela de oportunidade para um cirurgia de emergência. Prefere a probabilidade de morrer ou de ficar com sequelas a que os indianos possam saber da sua saúde. Isto explica muito da mentalidade chinesa e do valor que dão ao indivíduo, à pessoa humana.

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Xi Jinping terá desmaiado na cimeira do BRICS organizada pela Índia. Após ter recebido cuidados de emergência da equipa médica que o acompanhava, encerrou antecipadamente a sua visita à Índia e regressou à China num avião especial. À chegada do avião ao aeroporto de Pequim foi utilizado um helicóptero militar para transportar Xi Jinping directamente para o Hospital 301 de Pequim, para receber tratamento de emergência.

Diz-se que, após o diagnóstico da equipa de especialistas do Hospital 301 de Pequim, se determinou que Xi Jinping tinha sofrido um acidente vascular cerebral isquémico grave, ou seja, um enfarte cerebral transitório. Como Xi Jinping temia que a parte indiana pudesse obter informações sobre o seu estado de saúde, recusou o tratamento de emergência num hospital indiano e, em vez disso, regressou a Pequim num avião especial para receber cuidados médicos. Durante o voo, uma vez que não havia condições para uma cirurgia, a equipa médica só pôde administrar um tratamento conservador para manter Xi Jinping com vida. Consequentemente, perdeu a janela de oportunidade para cuidados de emergência e cirurgia. Existe uma elevada probabilidade de sequelas graves.

Actualmente, as autoridades de Pequim continuam sem poder confirmar se Xi Jinping conseguirá recuperar a saúde antes da visita aos Estados Unidos, pelo que estão a aguardar para ver se será necessário cancelar a viagem aos EUA prevista para o final de Setembro.

Traduzido com a versão gratuita do tradutor - DeepL.com