April 08, 2026

Blast from the past (22.01.11)



(já não me lembrava de ter escrito isto a propósito do acordo ortográfico simplex)


A cor do horto gráfico
por beatriz j a, em 22.01.11

... já aprovado pela nova Ministra do saber


Última actualização do dicionário de língua portuguesa - novas entradas:

Arbusto: Busto com um certo ar
Testículo: Texto pequeno
Abismado: Sujeito que caiu a um abismo
Pressupor: Colocar preço em alguma coisa
Biscoito: Fazer sexo duas vezes
Bigode: Duplo Deus britânico
Coitado: Pessoa vítima de coito
Padrão: Padre muito alto
Estouro: Boi que sofreu operação de mudança de sexo
Democracia: Sistema de governo do inferno
Barracão: Proíbe a entrada de caninos
Homossexual: Sabão em pó para lavar as partes íntimas
Ministério: Aparelho de som de dimensões muito reduzidas
Detergente: Acto de prender seres humanos
Eficiência: Estudo das propriedades da letra F
Conversão: Conversa prolongada
Halogéneo: Forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes
Piano: Ano Internacional da descoberta de Pi (3,1416)
Expedidor: Mendigo que mudou de classe social
Luz solar: Sapato que emite luz por baixo
Cleptomaníaco: Mania por Eric Clapton
Tripulante: Especialista em salto triplo
Contribuir: Ir para algum lugar com várias tribos
Aspirado: Carta de baralho completamente maluca
Assaltante: Um 'A' que salta
Determine: Prender a namorada do Mickey Mouse
Vidente: O que o dentista diz ao paciente
Barbicha: Bar frequentado por gays
Ortográfico: Horta feita com letras
Destilado: do lado contrário a esse
Pornográfico: O mesmo que colocar no desenho
Coordenada: Que não tem cor
Presidiário: Aquele que é preso diariamente
Ratificar: Tornar-se um rato
Violentamente: Viu com lentidão

E

Língua "perteguesa"... PORQUE O SABER NÃO OCUPA LUGAR!

Prontus
Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um 'prontus'! Fica sempre bem.

Númaro
Também com a vertente 'númbaro'. Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!

Pitaxio
Aperitivo da classe do 'mindoím'.

Aspergic
Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina

Alevantar
O acto de levantar com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!'.

Amandar
O acto de atirar com força: 'O guarda-redes amandou a bola para bem longe'

Assentar
O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.

Capom
Tampa de motor de carros que quando se fecha faz POM!

Destrocar
Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.

Disvorciada
Mulher que diz por aí que se vai divorciar.

É assim...
Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase.

Entropeçar
Tropeçar duas vezes seguidas.

Êros
Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.

Também conhecida por "aéreos"


Falastes, dissestes...
Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, ele falou, TU FALASTES...

Há-des
Verbo 'haver' na 2ª pessoa do singular: 'Eu hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia...'

Inclusiver
Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante 'Inclusivel'


A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como 'bué' ou 'maning'. Ex.: Atão mô, tudo bem?

Nha
Assim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer 'Nha Mãe' e é uma poupança extraordinária.

Parteleira
Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.

Perssunal
O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex: 'Sou perssunal de futebol'. Dica: deve ser articulada de forma rápida.

Prutugal
País ao lado da Espanha. Não é a Francia.

Quaise
Também é uma palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais... Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.

Stander
Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de automóveis. O 'stander' é um dos grandes clássicos do 'português da cromagem'...

Tipo
Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, tás a ver?

Treuze
Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.

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Tags:
acordo ortográfico

publicado às 10:49

🎯 Educação - o nível dos alunos baixa porque baixámos as exigências

 

O oposto não é verdade.

Vance veio à Europa incentivar o ódio à UE

 

BUDAPESTE, 7 de abril (Reuters) – O vice-presidente dos EUA, JD Vance, criticou duramente na terça-feira o que classificou de «vergonhosa» interferência da União Europeia nas eleições da Hungria, ao mesmo tempo que manifestou abertamente o seu apoio ao primeiro-ministro Viktor Orbán, um aliado próximo tanto do presidente Donald Trump como do presidente russo Vladimir Putin, poucos dias antes da votação.

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Primeiro Putin organizou uma pseudo-tentativa de assassínio para Orban ganhar as eleições (como fez com Trump?) que saiu furada. Depois Trump e Vance apoiam Orban. Isto não é acerca de apoiar Orban, é acerca de destruir a UE e forçar a rendição da Ucrânia a Putin.

A questão é: os EUA não precisam de Orban mas precisam da Europa. Precisam da Europa na NATO e fora dela, no comércio. Já agora, depois de ter hostilizado a UE e ter ameaçado de invasão países da NATO, bem como depois de ter retirado apoio à Ucrânia, está a sofrer a recusa da Europa em ajudá-lo no ataque ao Irão. 

Se a UE não for idiota, daqui a uns anos já tem um exército e armas de defesa próprias e nem precisa das armas que os EUA têm espalhadas pelos países europeus. Nessa altura, as ameaças veladas de retirar as armas e o dinheiro da NATO vão ter pouco efeito. SE a UE não for idiota e souber fazer mudanças que vão no sentido de reforçar a União e a defesa comum.

A ideia destes novos EUA de Trump de que vão destruir a UE de maneira que os países europeus voltem à singularidade manipulável do pós-guerra é ridícula. 

Esta semana uma fábrica de drones ucranianos começou a sua laboração na Alemanha. Um país da NATO. Não é uma fábrica alemã a produzir drones para a Ucrânia. É uma fábrica ucraniana na Alemanha, um país da NATO, a produzir drones. Não sei se é a 1ª... mas a questão é que a Ucrânia já tem um pé firme na defesa da UE.

April 07, 2026

Há quem tenha muita fé no próximo



O juiz do caso do médico Gerhardt Konig que planeou matar a mulher numa caminhada em Honolulu está há 20 minutos a dar instruções ao júri com definições legais pormenorizadas e complexas. Não é possível que se lembrem daquilo tudo e mesmo que depois tenham acesso ao documento, são dezenas de páginas com pormenores legais... Há quem tenha muita fé no próximo.

https://www.youtube.com/watch?v=_30jalCTggw

A minha aposta é que o júri leve 2 horas a declarar-lo culpado de todas as acusações. Há tanta prova contra ele, mas tanta... e a história dele é ridícula e contrária a todas as evidências que corroboram o testemunho da mulher dele, que ele planeou, matar pela razão de que não querer os custos de um segundo divórcio também com dois filhos, com mais outra pensão alimentar, etc.

De facto, é verdade aquela frase de que os homens têm medo de que as mulheres se riam dele mas as mulheres têm é medo de que eles as matem, que foi o que este tentou fazer e se não fossem as duas enfermeiras apanharem-no no acto, era mais uma morte 'acidental' e um marido inconsolado...

Hoje é o último dia. O advogado de acusação fez as suas alegações finais. Foi muito bom a partir das evidências para o plano e não o contrário. Agora está o advogado da defesa a fazer alegações. Está em modo desesperado a tentar levantar dúvidas razoáveis à enorme quantidade de evidências. E fá-lo mal. Não é convincente.


Fui dar com isto



Com base em relatórios do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicados no final de 2010, economistas da instituição identificaram que o fosso crescente entre ricos e pobres foi um factor fundamental na origem da crise financeira de 2008. (RTP 1)

Desigualdade e Especulação: A análise indicou que, à medida que a diferença de rendimentos aumentava (especialmente nos EUA), os grupos de rendimentos mais baixos recorreram ao endividamento (alavancagem) para manter o consumo, enquanto os mais ricos acumulavam capital, gerando um ambiente propício à especulação e, consequentemente, a crises financeiras.

Políticas Redistributivas: O FMI apontou que o restabelecimento do poder de negociação dos grupos de menor rendimento seria mais eficaz na prevenção de crises do que resgates financeiros ou reestruturações de dívida, pois abordaria a causa estrutural do desequilíbrio.

Contexto de 2008: O choque de 2008 foi, segundo essa visão, resultado de um longo período de concentração de riqueza no topo e aumento da alavancagem financeira do restante da população. (FMI)

Estudos posteriores e análises complementares do FMI confirmaram que políticas pré-crise e a gestão da desigualdade influenciaram a forma como os países recuperaram.

Blast from the past (07.04.09)

 

Descubra o emplastro

por beatriz j a, em 07.04.09

 

 Quatro atletas e um emplastro. Onde está o emplastro?

 

                                        

    foto jornal SOL

Varoufakis sendo ele mesmo

 


O líder do DiEM25 criticou veementemente as políticas da Europa em relação à Rússia no contexto da guerra em curso na Ucrânia, classificando-as como um «crime contra a lógica» que, em última análise, prejudica o continente europeu.


🇺🇦 Coisas óbvias

 

Isto é como Trump querer a ajuda da UE ao mesmo tempo que manda o Vancing Queen à Hungria apoiar Orban a minar a UE.

Acerca da educação escolar

 

Algumas turmas requerem que o professor trabalhe incansável e constantemente, com determinação, na imposição de regras de convivência comum e na gestão de expectativas, apenas para chegar a um  nível de comportamento mínimo aceitável de respeito (uns pelos outros e pelo professor) dentro da sala de aula (sem o qual nenhuma experiência de aprendizagem é possível), nível esse de que outras turmas partem naturalmente sem grande esforço.

Às vezes, nessas turmas completamente impreparadas para a aprendizagem académica, onde uma parte grande do tempo é passado a educar e regular as competências sociais dos alunos, têm lá um aluno excepcional, do ponto de vista académico e também pessoal. São alunos cujo potencial nunca será plenamente desenvolvido, nem de perto nem de longe, naquele contexto. Têm excelentes notas, sim, mas fazendo o mínimo pois estão numa turma onde se trabalha para conseguir chegar ao mínimo. Se estivessem em outra turma onde o mínimo dos mínimos é o máximo dos máximos da sua, teriam outro nível de aprendizagem e de oportunidades futuras. A injustiça dessa situação chega a causar maior stress que a gestão da turma com essas características descritas. 

Já quando entram no secundário, alunos que vêm com classificações de 5 a todas as disciplinas mostram, muitas vezes, falhas ao nível do pensamento analítico, organização conceptual, gestão de expectativas, etc. Quando falamos com os seus professores anteriores, dizem-nos, 'essa aluna/o estava numa turma tão má, com um comportamento tão mau, cheio de problemas disciplinares que nem sei como conseguiu manter-se focada apesar de tudo.' Como geralmente os alunos potencialmente excelentes não estão em turmas assim tão más, esse prejuízo nota-se menos, mas existe. Se depois entram numa turma de comportamento e preparação académicas normal, rapidamente ajustam as suas expectativas e progridem, mas se entram numa das outras turmas, estragam ali o potencial do seu futuro. Isto custa muito ver acontecer.

É por isto que hoje-em-dia muitos pais, podendo, tiram os filhos da escola pública. Não estão dispostos a que os filhos sejam cobaias em experiências sociais onde se junta tudo ao molho e à balda nas mesmas turmas com o pretexto ideológico da pseudo-inclusão.

O sistema educativo público existe, não apenas para introduzir as crianças e jovens na sociedade portuguesa (cultural, laboral, etc.) mas também para que possam evoluir nas suas potencialidades globais e interesses, enquanto pessoas. Queremos que a educação pública seja um canal de equidade social, onde os menos favorecidos social e economicamente possam ter acesso a uma aprendizagem que se traduza depois em oportunidades. Só que isso não é possível no modo como a escola está organizada, que é aritmeticamente: dividir o número de alunos por x turmas de x alunos cada, indiferenciadamente, incutir-lhes a ideia de que devem ir todos para a universidade, estudem ou não estudem, venham ou não às aulas, etc.

Uma maioria de alunos não gosta do estudo e não o pratica (aliás com o apoio dos pais que se queixam de ter de acompanhar os filhos no estudo). Tudo que tem que ver com estudar, com compreender conceitos abstractos, fundamentos teóricos, é um sacrifício enorme tirado a ferros. Sempre foi assim, só que agora piorou com as redes sociais e o mundo digital de um contínuo entretenimento como ideal de vida, que os forma como seres intelectualmente passivos, o que é oposto do que devem ser academicamente.

Portanto, estou de acordo em:

1º- Refazer os cursos profissionais. Muitos alunos que definham em cursos de prosseguimento de estudos e que irão engrossar o número dos nem-nem, prosperam em cursos profissionais. Temos falta de trabalhadores em muitas áreas, temos alunos que seriam bons num curso desses, mas dada a organização do sistema, estão em turmas de prosseguimento de estudos a fazer quase nada e, pior, a sabotar as oportunidades dos alunos que querem estudar;

2º - Os alunos deviam ser divididos, a partir de uma certa idade e consoante o seu percurso escolar até então, em alunos 'de desempenho Proficiente' e alunos 'de desempenho Avançado'¹. Esta classificação poria alunos em turmas de nível diferente, com expectativas diferentes quanto ao tipo de curso a seguir - resguardando sempre a possibilidade de um aluno num percurso poder passar do nível proficiente para o nível avançado se alterasse o seu nível de desempenho.

Esta prática permite não sacrificar os alunos com maior potencial de aprendizagem avançada no altar da inclusão fictícia, permite orientar alunos que nunca passarão do nível proficiente para cursos mais adequados às suas competências, permite que estes alunos sintam a escola como útil às suas aspirações de vida prática e, em geral, permite à própria educação pública cumprir o seu desígnio.

Muito são contra esta ideia alegando que no tempo de Salazar quem ia para essas escolas eram os alunos pobres e que agora iria acontecer o mesmo mas, na realidade, há imensos alunos com muito potencial entre os economicamente desfavorecidos cuja inclusão em turmas de alunos desinteressados no conhecimento e no estudo, são o maior obstáculo ao seu desenvolvimento e ao acesso a oportunidades que podiam ter. Alguns são alunos que nem sabem ainda o potencial que têm para o estudo, de tal maneira andaram sempre em turmas onde só se pode trabalhar para os mínimos. São sacrificados no ideal da igualdade, que não existe. 

As pessoas não são iguais. Existem num largo espectro de interesses e capacidades teóricos e/ou práticos. Qualquer professor que trabalhe com alunos numa escola, onde apanha de tudo, sabe isto perfeitamente e a ideia de que, se os professores forem bons todos os alunos passam a querem estudar e aprender é um mito de efeitos castradores para muitos alunos: os que se interessam pelos conhecimentos e não conseguem progredir em turmas de desinteressados e os desinteressados no estudo que não conseguem tirar utilidade da escola num curso prático para o qual estão vocacionados.

Porém, como a seguir ao 25 de Abril a esquerda rotulou os cursos profissionais como fascistas e descriminadores -o que se percebe, à época- esses cursos nunca mais se livraram do rótulo de cursos discriminatórios. É uma pena. Este ano tinha um aluno numa turma de prosseguimento de estudos a fazer nada, desinteressado de tudo. Ainda no 1º período mudou para um curso profissional. Está contentíssimo e com boas notas. O professor de matemática, que dá aulas a ambas as turmas, diz que ele nem parece o mesmo. Já tem um estágio acordado para o ano que vem e está entusiasmado.

Os alunos são pessoas reais, não são entidades abstractas, categorias de ideologias em disputa. Se queremos resolver os problemas temos que olhar os factos e partir daí. 

É claro que os cursos universitários também teriam de reorganizar-se. Neste momento, a maioria dos cursos universitários, por conta da mediocridade da escola pública e da degradação da própria universidade, já não serve o seu propósito de avançar o conhecimento para benefício de todos (veja-se o ataque à ciência fundamental²) e dedica-se apenas a treinar alunos a ter acesso a profissões onde possam fazer muito dinheiro. 

Não digo que estes cursos de ensinar a ganhar dinheiro devem acabar, mas digo que deve haver, nas universidades, uma divisão, a certa altura do percurso do alunos, entre os que querem esse tipo de curso e os que querem avançar o conhecimento porque uns e outros requerem estudantes diferentes, com interesses e perfis diferentes.

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¹- Na proposta das novas AE de Filosofia, distinguem-se, na avaliação, dois níveis de desempenho:  desempenho Proficiente, observa-se uma utilização adequada, consistente e segura dos conhecimentos e das competências em diferentes situações de trabalho escolar, o que possibilita a explicação de fenómenos ou processos, a interpretação de informação e a resolução de tarefas com base no que foi aprendido. Desempenho Avançado, os alunos demonstram uma mobilização mais autónoma, rigorosa e integrada desses conhecimentos e dessas competências. Analisam, interpretam e relacionam informação de forma crítica, utilizam conceitos com rigor e articulam diferentes saberes para explicar fenómenos ou processos de forma fundamentada, revelando maior capacidade de análise, de integração da informação e de aplicação das aprendizagens em diferentes contextos. Estou de acordo com esta divisão.

² - A visão constante dos políticos é a de que temos de investir apenas em tecnologia, apesar de termos uma ou outra universidade excelente na investigação de ciência fundamental (da qual depende a tecnologia), como podemos ler aqui nesta notícia do Público: Trabalho desenvolvido no Técnico premiado pela Sociedade Europeia de Física. “no panorama europeu, este historial coloca o IPFN, o IST e a Universidade de Lisboa em segundo lugar em número de distinguidos com este prémio, apenas atrás da Universidade de Oxford”, com a atribuição deste prémio a Pablo Bilbao a constituir “não só um reconhecimento individual de excelência, mas também um testemunho da força e continuidade da escola de física de plasmas em Portugal”.

🎯 Pensávamos que estávamos a dar às crianças acesso ao mundo

 

.Mas o que estávamos era a dar ao mundo acesso total às crianças.

Um artigo que diz mais da pessoa do que do tema em questão



Rita G. Pereira escreve aqui um artigo do género, 'já deixámos que fizessem algumas revisões ao texto da Constituição aquando da entrada na UE e em mais umas situações pontuais como abolir a irreversibilidade das nacionalizações, querermos todos uma sociedade sem classes e isso. Agora acabou-se e não deixamos que lhe mexam mais porque já nenhuma alteração é significante'. Como se este texto dela no DN, onde esconde passagens autoritárias -e de uma opção ideológica de extrema-esquerda- da Constituição fossem assuntos de menor importância num texto que nos constrange legalmente. É este dogmatismo autoritário da extrema-esquerda que pessoalmente gostava de extrair da Constituição. Rita G. Pereira fala como se a extrema-esquerda e a esquerda em geral fossem donas do país e da sua Constituição. Sim, ela sabe que existem as outras pessoas do país que não se revêm num texto que as obriga a querer uma sociedade socialista, mas em sua opinião essas pessoas não valem nada (são o 'reviralho' da direita) e devem ser ignoradas, purgadas da sociedade dos direitos políticos. Filha de seu pai.


Afinal, o que pretendem mudar na Constituição?

Rita Garcia Pereira DN

A Constituição da República Portuguesa, doravante também designada CRP, é a nossa Lei Fundamental e foi aprovada há 50 anos (depois de uma 'maratona' de 10 meses, 132 plenários e um cerco ao Parlamento)1-2.

Acabaria por ser aprovada, apenas com o voto contra do CDS, quebrando a unanimidade dos votos favoráveis do PS, PPD, PCP, MDP/CDE, UDP e do ADIM.

A sessão de trabalhos de 2 de abril de 1976 revelou-se extensa, começando pelas 09h45 e só terminando às 22h50, segundo os diários da Assembleia Constituinte, depois de a Lei Fundamental ter sido promulgada pelo Presidente da República, Francisco da Costa Gomes, em plenário3. Nessa altura, ouviram-se "aplausos vibrantes", "prolongados, de pé" e foi entoado o Hino Nacional.

Entrou simbolicamente em vigor a 25 de abril de 1976 e instaurou princípios basilares do atual regime democrático, como a separação de poderes, o voto universal, assim como direitos fundamentais, designados como direitos, liberdades e garantias — como o direito à vida, à integridade pessoal, à liberdade de expressão, à igualdade e não-discriminação, à habitação, à saúde, de que o SNS é o símbolo máximo, à educação ou a proibição de despedimentos sem justa causa, entre muitos outros.

Ao contrário do que tem sido o discurso mais recente, a CRP não se tem mostrado inflexível ao longo destas cinco décadas. Pelo contrário, foi alvo de sete revisões, desde a sua aprovação, com alterações mais estruturais e outras mais circunscritas, relacionadas com a adesão a tratados internacionais.

Se em 1976 é facto que estabelecia a transição para o socialismo, assente na nacionalização dos principais meios de produção e manteve a participação do Movimento das Forças Armadas (MFA) no exercício do poder político — através do Conselho da Revolução, que tinha, entre as suas funções, a fiscalização da constitucionalidade das leis —, a verdade impõe que se refira que os deputados alteraram pela primeira vez a Lei Fundamental em 1982, destacando-se a extinção do Conselho da Revolução e a criação do Tribunal Constitucional e do Conselho de Estado.

A ideia basilar desta primeira revisão foi, deste modo, diminuir a carga ideológica do texto, flexibilizar o sistema económico e redefinir as estruturas do exercício do poder político, terminando com a dimensão militar do regime.

Em 1989, houve nova revisão constitucional, que aboliu o princípio da irreversibilidade das nacionalizações diretamente efetuadas após o 25 de Abril de 1974, passando as reprivatizações a poder ser feitas com aprovação por maioria absoluta dos deputados. Previu-se igualmente a possibilidade de referendos e foram eliminadas referências ao conceito de "reforma agrária", passando a referir-se a "eliminação do latifúndio e reordenamento do minifúndio".

Já as revisões constitucionais de 1992 e 1997 visaram, no seu essencial, adaptar o texto constitucional aos princípios dos Tratados da União Europeia, Maastricht e Amesterdão, consagrando ainda outras alterações, como as relativas à capacidade eleitoral de cidadãos estrangeiros, a criação de círculos uninominais em legislativas, o direito de iniciativa legislativa aos cidadãos e o reforço dos poderes legislativos exclusivos da Assembleia da República, entre outros.

Em 2001, a Constituição foi novamente objecto de alteração para permitir a ratificação da Convenção que criou o Tribunal Penal Internacional, alterando as regras de extradição e, meros três anos depois, em 2004, procedeu-se a nova revisão para aprofundar a autonomia político-administrativa das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, aumentando os poderes das respetivas Assembleias Legislativas e eliminando o cargo de "Ministro da República", criando o de "Representante da República".

Quanto a esta última, importa ainda assinalar a introdução de maior rigor no princípio da limitação dos mandatos, designadamente dos titulares de cargos políticos executivos, e o direito à não-discriminação por orientação sexual, além de clarificar normas referentes à vigência, na ordem jurídica interna, dos tratados e normas da União Europeia.

Feito este percurso e perante o (ainda assim...) parco elenco de direitos fundamentais a que procedi, podendo juntar, a esses, outros — como o da interdependência dos órgãos de soberania, direito à propriedade e à iniciativa privada, liberdade da comunicação social ou de deslocação e de reunião —, permanece por explicar o que pretendem mudar na Lei Fundamental.

É que, com ressalva de algumas expressões mais simbólicas do que com conteúdo prático, face às revisões a que me referi, as alterações que agora se possam vir a propor a um texto que resistiu muitíssimo bem à pressão dos anos só pode ir no sentido de inibir os já referenciados direitos.

Compreende-se bem que tenha um discurso marcadamente anti-democrático e xenófobo, nalguns casos marcado por uma misoginia mal disfarçada, os valores de Abril mereçam ser abolidos para se instituir o que afirmam ser a dita 4ª República, duvidando que tal pretendido regime consagrasse muitos dos direitos que temos por inquestionáveis, incluindo a liberdade de expressão.

Mas, para os que se limitam a veicular um discurso previamente preparado por terceiros, sem sequer lograrem elencar um único destes aspectos que mereça alteração, a pergunta que se coloca é a de, afinal, exactamente o que pretendem mudar? Acham mesmo que temos direitos a mais?


Escreve sem aplicação do novo Acordo Ortográfico

1A aprovação da Constituição foi fruto de 132 sessões plenárias, que ocuparam quase 500 horas, e 327 sessões das 12 Comissões Especiais constituídas na altura.

2Um dos momentos mais tensos deste período foi o cerco à Assembleia, entre os dias 12 e 13 de novembro de 1975, em que milhares de manifestantes, em larga medida trabalhadores da construção civil, impediram os deputados de sair do Parlamento durante 36 horas, assim como o chefe do Governo, Pinheiro de Azevedo, que estava na residência oficial do primeiro-ministro, contígua ao Palácio de São Bento.

3Nessa noite de 2 de Abril de 1976, Henrique de Barros encerrou os trabalhos da Constituinte retomando o seu apelo inicial, "alterando apenas, como se impõe, o tempo do verbo, e sem tomar partido na querela em torno das condições da revisão constitucional": "Que tenhamos sabido ser dignos de nós próprios, dotando a nossa pátria com uma Constituição que, na sua essência, saiba resistir à prova do tempo."


Tudo o que está mal no sistema político reunido neste exemplo




Compadrio, imoralidade, tráfico de influências, instrumentalização da política para proveito próprio, amancebarem com ditadores, dinheiros suspeitos, desprezo pelo interesse público...


O que tem Embaló para ser alvo de tanta “cortesia” no mundo quando na Guiné-Bissau se grita ditadura?

Deposto Presidente da Guiné-Bissau teve direito a 20 minutos de António Costa em Bruxelas. O ex-primeiro-ministro foi um dos governantes que mais elogiou Embaló, um político enchido de comendas.
6 de Abril de 2026, 21:33

Deposto Presidente da Guiné-Bissau teve direito a 20 minutos de António Costa em Bruxelas. O ex-primeiro-ministro foi um dos governantes que mais elogiou Embaló, um político enchido de comendas.

O seu país não quer, a União Africana também não, mas Macky Sall, o ex-Presidente do Senegal, continua a manter a sua candidatura à sucessão de António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas. E como Sall terá servido de ponte para algumas das ligações de Umaro Sissoco Embaló, o Presidente deposto (ou de facto) da Guiné-Bissau, nomeadamente com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, Embaló terá agora retribuído para conseguir um encontro de Sall com o ex-primeiro-ministro português e actual presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Sall e Embaló partilham exílio em Marrocos, o primeiro porque tentou sangrentamente manter-se no poder para lá do seu tempo no Senegal e as ruas acabaram por forçar a sua saída em 2024; o segundo, deposto o ano passado num autogolpe de Estado que deixou os seus mais próximos colaboradores com as rédeas do poder, dizem que se tratou de uma forma audaz de evitar a derrota nas eleições presidenciais e poder voltar com as regras do jogo mais apropriadas para ser de novo chefe de Estado.

Aos dois, Costa recebeu 20 minutos no final da tarde de 26 de Março, numa reunião que não constava da agenda oficial do presidente do Conselho Europeu e que só passou a estar quando o Africa Intelligence a noticiou e o Expresso questionou o gabinete do presidente do Conselho Europeu, em Bruxelas. Nesse dia, a União Africana, de que chegou a exercer a presidência rotativa como chefe de Estado senegalês em 2022, ainda não tinha anunciado que não apoiaria a candidatura de Sall a secretário-geral da ONU.

Este é um exemplo elucidativo da teia de relações internacionais que Umaro Sissoco Embaló vem construindo há muitos anos, desde as velhas relações com Muammar Khadafi, de quem terá transportado malas de dinheiro com que o antigo Presidente líbio, deposto e morto em 2011, financiava políticos e partidos africanos, através do Libya Africa Investment Portfolio, o fundo soberano líbio criado em 2005. O mesmo fundo que financiou a campanha do antigo Presidente francês Nicolas Sarkozy em 2007 e lhe valeu uma condenação a cinco anos de prisão efectiva o ano passado.

Como disse a antiga embaixadora e eurodeputada socialista Ana Gomes em 2021, Embaló foi um “serventuário do terrorista Khadafi” e um facilitador de “traficantes de droga”. Na semana passada, quando o Expresso noticiou a reunião, a socialista atacou de forma veemente o ex-primeiro-ministro: “Ignóbil – Costa, hoje Presidente #EUCO [Conselho Europeu], recebeu [o] narco-assassino Sissoco em Bruxelas. Assim soma e segue a sombra do amiguinho Lacerda Machado, CEO de um estranho banco na Guiné-Bissau…”

Lacerda Machado, grande amigo de Costa, que o chegou a contratar para consultor do Governo para a TAP em 2016, é presidente do conselho de administração do Banco da África Ocidental, através da Geocapital que detém uma posição maioritária naquela instituição financeira guineense.

Costa justificou o encontro como de “cortesia”, sem se alongar mais sobre o conteúdo da conversa com os dois ex-chefes de Estado, nem sequer sobre a candidatura de Sall à sucessão de Guterres.

Neste caso, é muito provável que Embaló tenha servido de ponte entre Sall (que conhece desde 2003, quando viveu em Dacar) e Costa. Como antes, o ex-Presidente senegalês terá feito o com o guineense, ao juntá-lo com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan – o primeiro encontro remonta a 2017, quando Embaló era primeiro-ministro; daí para cá, reuniram-se 11 vezes, de acordo com o site oficial da presidência da Turquia.

A Turquia transformou-se num dos principais parceiros do Senegal, com uma centena de empresas turcas a operar no mercado senegalês, com projectos e investimentos que chegavam em 2025 quase aos três mil milhões de dólares. Na Guiné-Bissau, o grupo turco Summa, está a realizar as obras de modernização do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, tendo ficado desde 13 de Março com a gestão da infra-estrutura nos próximos 40 anos.

Além disso, em 2024, o Governo turco ofereceu três navios para transporte fluvial e segurança costeira às autoridades guineenses. Já se falou que os turcos iriam também modernizar o porto de Bissau, mas tal ainda não aconteceu, como aliás a ligação directa de avião entre a capital guineense e Istambul, prometida o ano passado pela Turkish Airlines e que deveria ter começado a 21 de Março.
Boas relações com líderes mundiais

Mas nem só de Costa e de Marcelo Rebelo de Sousa, o ex-Presidente que condecorou Embaló com o Grande Colar da Ordem do Infante, de Macky Sall e de Erdogan se fazem as amizades internacionais do deposto Presidente guineense. A verdade é que para um pequeno país de dois milhões de habitantes na costa ocidental africana, cujo grande recurso de exportação até agora é a castanha de caju e o grande recurso de exploração é o peixe da sua zona económica exclusiva, Embaló conseguiu construir laços com alguns dos principais chefes de Estado.

Com Emmanuel Macron (uma amizade que se consubstanciou em vários encontros e uma visita oficial do Presidente francês a Bissau), com Vladimir Putin (em 2025, foi o único chefe de Estado africano nas celebrações do Dia da Vitória, na Rússia, tendo assinado um acordo militar com a Rússia), com Donald Trump (ajudou a organizar uma visita conjunta de cinco chefes de Estado africanos à Casa Branca em Julho do ano passado), com Xi Jinping (a China continua a ser o principal parceiro guineense, com investimentos em muitos sectores, da castanha de caju à pesca, mas também na exploração de madeira, de areias, de terras raras e com interesse na futura exploração de petróleo e de bauxite).

Ao mesmo tempo, Embaló foi o primeiro líder africano a visitar Kiev depois da invasão russa, em Outubro de 2022, tendo chegado a oferecer os seus préstimos como mediador do conflito. Também fez o mesmo em relação à guerra em Gaza. Além disso, procurou estabelecer vínculos mais chegados com as monarquias do Golfo, valendo-se de ser um chefe de Estado muçulmano, de um país maioritariamente muçulmano, para tentar atrair investimento para a Guiné – os trabalhos preliminares para a construção do hospital de referência em Bissau, financiado pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), iniciaram-se o ano passado.

Os EAU também agraciaram Embaló com uma comenda (Colar da Ordem de Zayed, a sua mais alta condecoração). Outros se juntaram na lista substancial de agraciamentos: Macron nomeou-o Grande Oficial da Ordem da Legião de Honra, Mahmmud Abbas atribui-lhe o Grande Colar da Ordem do Estado da Palestina; no Senegal foi condecorado com a Grande Cruz da Ordem Nacional do Leão; em Cabo Verde, deram-lhe a Ordem de Amílcar Cabral de 1.ª Classe; no Djibuti, a Ordem da Grande Estrela de 1.ª Classe; também recebeu o Grande Colar da Ordem de Timor-Leste e o Grande Cordão da Ordem Suprema da Renascença na Jordânia; enquanto na República Democrática do Congo, passou a ser Grande Cavaleiro da Ordem dos Heróis Nacionais Kabila-Lumumba.

O que muitos guineenses não conseguem entender é como um político capaz de estabelecer tais relações diplomáticas internacionais é incapaz de usar da mesma diplomacia na relação com os guineenses, no respeito pelas instituições democráticas, no respeito pelo trabalho da oposição, mostrando-se ao longo de todo o seu mandato (que prolongou para lá do prazo constitucional) incapaz de agir dentro dos limites constitucionais e da separação de poderes. Que um mandato que derrapou para o autoritarismo, e acabou com um autogolpe para evitar que a vontade dos guineenses expressa nas urnas se cumprisse, conseguiu ter tanto sucesso além-fronteiras, parece estar relacionado com a própria deriva autoritária do mundo em geral.

Noutros tempos, as muitas acusações de ligações ao tráfico de droga de Embaló e o facto de a sua mulher e um seu colaborador próximo terem tentado entrar clandestinamente em Portugal com uma mala com cinco milhões de dólares poderiam ter levado António Costa a pensar duas vezes em aceitar uma reunião de “cortesia” com o Presidente deposto da Guiné-Bissau.

Público

April 06, 2026

Não é de hoje o estado angustiante da civilização

 

A única diferença é estas coisas serem agora feitas às claras, sem nenhum pudor. "Os monstros dantes andavam pelas sombras e agora andam em plena luz do dia". Fui dar com isto no outro blog que estou a copiar antes que o apaguem.

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como é que se pode acreditar na humanidade...
por beatriz j a, em 01.10.10

População da Guatemala foi infectada propositadamente pelos EUA para testar antibiótico.

Na década de 40 o governo dos Estados Unidos levou a cabo uma série de experiências médicas na Guatemala que consistiram na infecção propositada de centenas de guatemaltecos com sífilis e gonorreia sem o seu consentimento.

Como parte do estudo, muitos dos infectados foram incentivados a transmitir a doença a outros. Um terço dos contaminados nunca chegou a receber o tratamento adequado.

Esta sexta-feira é esperada uma conferência de imprensa, onde Hillary Clinton e a secretária dos Serviços de Saúde norte-americanos, Kathleen Sebelius, onde pedirão desculpa às vítimas pelos actos praticados pelo Serviço de Saúde Pública dos EUA. Segundo fontes do governo norte-americano, essas desculpas serão dirigidas à Guatemala e à população hispânica a viver nos EUA.

Segundo o relatório de Reverby, estes testes foram financiados pelos Serviços de Saúde norte-americanos, o Departamento de Saúde Pan-Americano e pelo governo da Guatemala. No total foram infectadas 696 pessoas – a maioria prisioneiros e pacientes femininas do Hospital Nacional de Saúde Mental da Guatemala.

Nocturna

 







A Habilidade Específica do Político segundo Bertrand Russel

 


A habilidade específica do político consiste em saber que paixões pode com maior facilidade despertar e como evitar, quando despertas, que sejam nocivas a si mesmo e aos seus aliados. Na política como na moeda há uma lei de Gresham; o homem que visa objectivos mais nobres será expulso, excepto naqueles raros momentos (principalmente revoluções) em que o idealismo se conjuga com um poderoso movimento de paixão interesseira. Além disso, como os políticos estão divididos em grupos rivais, visam a dividir a nação, a menos que tenham a sorte de a unir na guerra contra outra nação. Vivem à custa do «ruído e da fúria, que nada significam». Não podem prestar atenção a nada que seja difícil de explicar, nem a nada que não acarrete divisão (seja entre nações ou na frente nacional), nem a nada que reduza o poderio dos políticos como classe.

Bertrand Russell, in Ensaios Cépticos: A Necessidade do Ceptcismo Político

A economia explicada às crianças

 

🎯

 

F. A. Hayek Quotes

“Communists and Nazis clashed more frequently with each other than with other parties. They competed for the support of the same type of mind and reserved for each other the hatred of the heretic.” — Friedrich Hayek
(«Os comunistas e os nazis enfrentavam-se entre si com mais frequência do que com outros partidos. Competiam pelo apoio do mesmo tipo de mente e reservavam um ao outro o ódio que se tem pelos hereges.» — Friedrich Hayek)

 

A Ucrânia ilibada de envolvimento na sabotagem dos gasodutos da Sérvia.

 

Foi um acto de sabotagem de um imigrante com treino militar. É a guerra.


Porque se tolera isto?

 

Vejo muitas contas de pessoas da esquerda, inglesas, mas não só, a defender que a violação de raparigas e mulheres europeias por parte dos imigrantes islamitas é um preço suportável a pagar pela integração de mão-de-obra desses países islamofascistas. Dizem que a primeira geração de imigrantes vem com uma educação de violar raparigas e mulheres e em geral tratar as mulheres brancas como lixo, mas a segunda geração já está integrada. Para além do argumento ser criminoso e obsceno -defender que as raparigas e mulheres podem ser deitadas para o caixote do lixo- ainda é falso. Em Inglaterra já vão na terceira geração de imigrantes islamitas e o islamofascismo cresce de dia para dia com a cumplicidade desta nova esquerda amante de fascistas desde que sejam contra a direita ou contra judeus. Porque se tolera isto? Porque os que decidem as políticas não andam na rua a ser assediados e violados. É um problema que lhes passa ao lado.


A esquerda há muito que rompeu o compromisso com a verdade