April 23, 2026

Professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos



Porém, desde a Lurdes Rodrigues que os governos tentam destruir os professores, desde chamar nomes todos os dias nos jornais a criar impedimentos na carreira para destruir a profissão. Este ministro quer transformar os professores em tarefeiros que correm de uma escola para outra sem nenhum respeito pela especificidade da profissão, desligados dos alunos, da mesma maneira que fizeram na destruição da saúde. Querem declarar a profissão de professor como sendo igual a outra qualquer de um qualquer funcionário público - alguém que está a atender num balcão, por exemplo. Querem 'des-especializar' a profissão para poupar dinheiro. Este ministro queixa-se de que outros antes dele destruíram a profissão, mas quer trilhar o mesmo caminho. 


Professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos

Os professores portugueses destacam-se num estudo da OCDE por serem os que apresentam mais conhecimentos pedagógicos, o que lhes permite lidar melhor com os desafios da sala de aula e fazer com que os alunos aprendam melhor. 

Uma equipa de investigadores quis saber o que “torna os professores excelentes” e, após questionar cerca de 20 mil docentes de oito países, encontrou uma relação entre conhecimentos pedagógicos e sucesso académico dos estudantes.

Os alunos de professores com mais conhecimentos pedagógicos tendem a ter melhores resultados a matemática e leitura, sublinha o relatório da OCDE.

Estes docentes conseguem “ler a sala” e “ajustar-se em tempo real”, estando mais preparados para tarefas como alterar a forma de explicar conteúdos quando um aluno não compreende, conseguindo dedicar mais tempo à aprendizagem e menos tempo a impor disciplina. “A excelência no ensino, ao que parece, não é um acaso”, alerta a OCDE, defendendo a importância dos países investirem nos conhecimentos pedagógicos.

“Como qualquer profissão baseada no conhecimento, exige que levemos a sério a preparação, o desenvolvimento e a aprendizagem contínua dos professores — não como algo secundário, mas como a estratégia central para melhorar os sistemas educativos. Exige que reconheçamos, recompensemos e valorizemos a especialização pedagógica com o mesmo respeito que atribuímos a outras profissões altamente qualificadas”, defendem os investigadores.

O estudo, divulgado esta quarta-feira, sublinha os benefícios das qualificações e de “programas de formação de professores mais curtos, acelerados ou especializados”, mas mostra também que na maioria dos países estudados não existe uma associação forte entre ter mais conhecimentos pedagógicos e querer manter-se na profissão por mais de cinco anos. No entanto, Portugal escapa a esta tendência, ao lado da Arábia Saudita e Marrocos.

Os investigadores acreditam que as intenções de carreira dos professores são influenciadas por um conjunto amplo de fatores, como as condições laborais, que vão desde os salários, às oportunidades de progressão na carreira e a horários de trabalho, e por isso pedem a valorização dos professores.

Os resultados do estudo hoje apresentado devem “incentivar as autoridades educativas a encontrar formas de melhor valorizar e reconhecer o contributo profissional que prestam”, defendem os especialistas, lembrando que o futuro da educação “será escrito nas salas de aula” por quem sabe dar vida às disciplinas.

https://eco.sapo.pt/2026/04/22/professores-portugueses-sao-os-que-tem-mais-conhecimentos-pedagogicos/

Desfazendo mitos da educação

 

Dois mitos interligados, sendo o segundo uma consequência do primeiro.

Mito nº 1 - Cada criança/adolescente aprende à sua maneira e o professor tem de ensinar de maneira diferenciada de acordo com as diferenças de cada um.

Mito nº 2 - O professor tem de fazer o currículo ir ao encontro do aluno.

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Mito nº 1

As pessoas não aprendem, cada um à sua maneira. Somos seres biológicos com as mesmas estruturas cerebrais (cortex visual, pré-frontal, somatossensorial, etc.) que funcionam mais ou menos da mesma maneira, com os mesmos padrões e que progridem mais ou menos do mesmo modo. 

O que torna a aprendizagem diferente é a experiência de vida e o lugar em que cada um está no desenvolvimento. Há crianças e adolescentes mais maduros e desenvolvidos e outros mais lentos. Por exemplo, a criança na 3ª classe já está plenamente no estádio das operações concretas ou está a entrar nele? Aos 14 anos já consegue mover-se com alguma facilidade no pensamento abstracto? 

Da minha experiência, é comum alunos entrarem no 10º ano muito novos, com 14 anos, ainda sem essa capacidade de entreterem hipóteses abstractas na sua mente, enquanto outros na mesma turma, já plenamente nos 15 anos a caminho dos 16, já o fazem com muito à-vontade (penso que só em casos excepcionais de crianças muito precoces se deve deixar entrar alunos muito cedo para a 1ª classe). Depois, acontece os alunos não terem tido professor e estarem atrasados nos conhecimentos (hoje-em-dia são raros os que não passaram por isso) ou terem entrado na turma a meio do ano ou os pais marcarem férias para a semana dos exames e os filhos faltarem (sim, acontece com alguma frequência).

Portanto, os alunos têm duas ou três maneiras de aprender: uns são mais extrovertidos e precisam de mais interacção, outros mais introvertidos e precisam de mais tempo de processamento interno, uns (poucos) são mais analíticos, outros (a maioria) são mais descritivos e precisam de muitas aplicações práticas, uns são mais metódicos, outros são desorganizados.

Agora, todos aprendem melhor se houver silêncio e concentração na sala de aula, se o professor explica exemplificando e aplicando, se o professor enraizar as aprendizagens numa contextualização, com exemplos e aplicações práticas, se os conteúdos vão sendo regurgitados e introduzidos nos novos temas, etc.

A narrativa dos pseudo-pedagogos e dos governos de que cada aluno é totalmente diferente e aprende de modo totalmente diferente e que os professores dentro da sala de aula devem ensinar cada aluno de maneira diferente, embora todos ao mesmo tempo, não só é falsa como absurda, da ordem do pensamento mágico.

Imagine-se um professor a ensinar uma turma ao mesmo tempo que não ensina a turma mas cada aluno individualmente; ao mesmo tempo ser muito concreto e muito abstracto; ao mesmo tempo ser interactivo e pouco interactivo; ao mesmo tempo ser sintético e analítico. Um professor ensinar uma turma de 30 alunos ao mesmo tempo mas não ensinar uma turma de 30 alunos ao mesmo tempo e em vez disso ensinar 30 alunos individualmente, como um explicador; um professor que prepara 30 planos de aula diferentes para cada aula, um para cada aluno.

Os (i)responsáveis dizem cada barbaridade...

O que fazem os professores é ir ajustando o ensino de maneira a homogeneizar mais ou menos a turma, tendo o cuidado de ter alimento preparado para os que estão muito avançados, para que não atrofiem as suas potencialidades. Quanto aos que estão muito atrasados, se for uma questão de desenvolvimento cognitivo, psicossocial, a única coisa a fazer é ir insistindo até que dêem o salto, mas se for o caso de terem grandes falhas nos conhecimentos por falta de professor ou por nunca terem estudado (as situações cada vez mais vulgares), não é possível o professor colmatar isso na aula. Não é possível o professor no 10º ano parar as aulas para explicar a esses alunos o que é a regra de três simples ou ensiná-los a escrever. Para isso tem de haver uma margem de professores que tenha horas no seu horário, para dar explicações a esses alunos, individualmente ou em pequenos grupos idênticos. No passado havia sempre professores efectivos nas escolas que tinham horários com algumas horas dedicadas a esse trabalho. Agora não há professores para as aulas com as turmas, quanto mais para dar apoios/explicações.

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Mito nº 2 - O professor tem de fazer o currículo ir ao encontro do aluno.

O professor tem de trabalhar o programa e o programa tem conteúdos e objectivos. Se o professor vai ao encontro dos alunos, em vez dos alunos mais fracos evoluírem e atingirem o nível de metas do programa, o que acontece é a adulteração do currículo, a inflação das notas que deixam de corresponder à apropriação dos conteúdos e técnicas do currículo (é um problema em todo o mundo ocidental já objecto de muitos estudos) e até, eventualmente, a descida de nível dos outros alunos da turma.

As pessoas que dizem estas barbaridades não sabem o lugar em que os alunos estão e o que implica 'ir ao encontro dos alunos'.

Portanto, o que deve acontecer, mais uma vez, é investir na carreira dos professores, para que haja professores com horas disponíveis para dar apoios/explicações, aos alunos que estão muito atrasados.

Tudo o que é bom e de qualidade custa dinheiro. Se querem um orçamento de pobrezinhos para a educação e se querem professores precários e tarefeiros para poupar dinheiro, depois o que têm é uma educação pobrezinha de pobrezinhos.

April 22, 2026

Citação deste dia



Sala de aula: o lugar que o professor arruma e o mundo desarruma. ~Lúcia Vaz Pedro in .jn.pt/opiniao


Quatro anos e meio depois e a Rússia continua a raptar crianças e a usá-las contra os pais e o país

 


@ZelenskyyUa

Fui informado pelos representantes da equipa «Bring Kids Back UA», Oleksandr Bevz e Maksym Maksymov, sobre os resultados do trabalho da iniciativa.

No total, desde o início da iniciativa, mais de 2.100 crianças ucranianas raptadas pela Rússia foram trazidas de volta. Destas, 150 foram devolvidas desde o início deste ano. Agradeço a todos os parceiros que nos estão a ajudar neste esforço.

Discutimos também o apoio aos nossos esforços ao nível das organizações internacionais. Recentemente, pela primeira vez a nível da ONU, a deportação e a transferência forçada das nossas crianças foram classificadas como crime contra a humanidade. Isto é muito importante, e este trabalho deve continuar.

Estamos a preparar-nos para a reunião da Coligação Internacional para o Regresso das Crianças Ucranianas a nível ministerial, que terá lugar a 11 de maio em Bruxelas. Contamos com uma ampla participação, decisões concretas e apoio prático dos nossos parceiros.

Aprender a não saber é o novo mantra de governos e pais

 

Toma lá um ecrã e vai aprender a não saber fazer coisa alguma e depois queixa-te o tempo todo de não saberes fazer nada.

Desfazendo mitos sobre ser professor

 

Nomeadamente o mito de que ser professor é uma vocação interna, um 'chamamento'. Ser professor é uma profissão que requer certas capacidades, muitas das quais se desenvolvem com a experiência. Há muitas razões para se seguir essa carreira e acontece muito que quem foi parar à profissão sem nenhuma vocação interna as desenvolva e aqueles que desde sempre quiseram ser professor e amam a ideia da profissão não tenham nenhum jeito para ela. Calculo que isto deva ser verdade em relação à maioria, se não todas, as profissões. O que importa quando se discute a profissão de professor, não é quem sempre teve esse 'chamamento' interno mas que condições existem para o trabalho de ensinar crianças e adolescentes hoje e, se essas condições são suficientes ou se estão abaixo do suficiente. Estão abaixo e por isso são muito poucos os que querem a profissão. Se a questão importante fosse o 'chamamento' interior, porque é que no passado não muito longínquo havia excesso de candidatos, na ordem das dezenas de milhar e de repente desapareceram todos? Começaram a nascer pessoas sem chamamento interno para a profissão? Não. Havia muitos candidatos porque a profissão, sendo difícil, tinha atractivos que chamavam as pessoas para dentro de si. O chamamento não é interior, é exterior e traduz-se em condições de trabalho e salários adequados. Dizer que tudo se reduz ao 'chamamento' interno do professor é uma maneira dos governos poderem varrer para debaixo do tapete todos os problemas sistémicos da profissão e não terem de resolver coisa alguma.


A introdução de IA na educação não é saudável

 

As crianças fazem outsourcing do pensamento, do esforço, da relação social e não se desenvolvem cognitiva e socialmente. As evidências de prejuízo são muitas.

O que é bom e tem qualidade custa dinheiro

 

Uma escola preparada para crianças com necessidades especiais é o ideal mas custa caro. Talvez algumas crianças dessas possam estar preparadas para estar numa turma regular, tendo um acompanhante especializado em permanência que trabalhe com elas -cegos (amblíopes), com algum tipo de paralisia, etc.- mas a maioria, sobretudo se os seus problemas são mais profundos, postos em turmas regulares, não conseguem integrar-se e são um prejuízo para todos, porque a integração não é uma questão de vontade ou boa vontade, é uma questão de desadequação das suas capacidades aos padrões curriculares. O que é bom e tem qualidade custa dinheiro e isso também se aplica à educação, nomeadamente à educação de crianças com necessidades especiais.



Precauções a ter na introdução de IA na educação

 

As Big Tech têm uma mão oculta na investigação, o que quer dizer que pagam a investigadores para inclinarem a investigação a seu favor. É preciso pensa nas tecnologias de IA como drogas farmacêuticas e ter muito cuidado com a sua introdução em crianças e adolescentes.

April 21, 2026

Nisto, Trump acerta

 

E choca ver que, nem a ONU, nem a UE, nem o Papa, são capazes de dizer uma palavra em relação aos horrores bárbaros que as raparigas e mulheres passam no Irão.



Como destruir o maior capital do mundo em menos de ano e meio

 

Michael Weiss

«A Ucrânia tornou-se um adversário formidável da Rússia e continuará a sê-lo. Está também a tornar-se um garante da segurança da Europa e, à medida que esta consciência for crescendo, a Europa tornar-se-á mais forte.»

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A Ucrânia partiu de uma posição de fraqueza face à Rússia e às grande potências e mostrou a força. Ninguém hoje tem dúvidas acerca da formidabilidade da Ucrânia e da sua tenacidade. São um muro em que a Rússia marra, marra mas não derruba - e perde marradores às centenas de milhar. 

Já os EUA partiram de uma posição de maior força e só têm revelado a sua fraqueza nesta guerra a na ligação com Putin. E estão cada vez mais sozinhos porque usam a força, não contra os inimigos, mas contra os seus (já não tanto) amigos..


A esquerda ocidental é uma lástima

 

Obama e o mayor de N.Y fazem-se filmar a brincar com crianças para ficarem muito populares. Os miúdos devem ter uns 5 anos. Uma das raparigas já está amortalhada no pano do ódio às mulheres dos islamitas. Que o mayor de N.Y. vá legitimar a opressão de criancinhas raparigas com hijabs, é uma desgraça mas percebe-se porque ele é um fanático islamita apoiante da sharia, mas Obama? Ir ali nestas condições é igual a dizer: eu respeito e aceito a sharia. Só que a sharia é, em primeiro lugar, a opressão e morte social das raparigas e mulheres. Que desilusão. Ele não sabe que no Irão as raparigas são violadas e mortas a lutar contra essa opressão? Sabe mas não quer saber. Ele quer é ser popular e ser contra Trump. Mais uma desgraça de homem que apregoa a igualdade mas age pela dlegitima a opressão das raparigas. 


O Público é um jornal capturado

 

Israelitas usam violência sexual para forçar saída de palestinianos da Cisjordânia
Inês Chaíça
Público
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Não sei se isto é verdade porque publicam muitas inverdades... mas talvez seja. A questão é que, quem leia este jornal pensará que os palestinianos, os iranianos os do Hezbollah, os Houthis, etc. estão muito bem em paz lá nas sua casinhas a fazer tricot e os israelitas todos os dias os bombardeiam por capricho ou aborrecimento com a vida. Ainda estou para ver uma notícia neste jornal sobre os bombardeamentos diários do Hamas, dos Houthis, do Hezbollah, do Irão, etc., sobre Israel - para não falar de que, quem ler o jornal pensará que os islamitas de todos estes grupos nunca cometeram atrocidades de violência sexual. Não há uma palavrinha sequer sobre todas as atrocidades desta cultura sobre as mulheres. A falta de ética profissional deste jornal neste campo é óbvia e incomoda. Não gostar de judeus e fazer propaganda contra judeus é um direito que têm, mas avisem, não se façam passar por canais de notícias imparciais.

Uma informação que guardei do documentário francês sobre Salazar e a 2ª Grande Guerra

 

Citado aqui: o Generalíssimo Franco, cuja tese de graduação foi, Como invadir e anexar Portugal em 72 horas, em 1940 fez vários acordos com Hitler de apoio militar a essa acção agressiva e a data da invasão de Portugal ficou marcada para o dia 15 de Dezembro desse ano, apesar de haver um protocolo de não agressão entre ambos os países. Só que Franco não o respeitava. A certa altura já se distribuíam mapas da Península onde Portugal aparecia como uma província espanhola. Franco sabia que Portugal tinha um fraco exército. A iniciativa só não foi adiante porque a Espanha, nessa época, tinha grandes dificuldades de abastecimento pois estava sob sanções dos aliados. Tendo ficado muito destruída na guerra civil, não tinha trigo suficiente para alimentar a população. Ora a Alemanha recusou contribuir economicamente para esse fim e essa carência foi aflorada no encontro entre Salazar e Franco, em Sevilha. Salazar viu aí uma aberta. Interveio como mediador junto de Inglaterra para abastecerem a Espanha, que passou a depender do abastecimento da Inglaterra, que era aliada de Portugal.

Há um par de anos, o livro mais vendido em Espanha era sobre a anexação de Portugal. De vez em quando vem uma figura pública portuguesa defender alianças de união ibérica na defesa, na economia... uma coisa de nos tornar dependentes de Espanha... todo o cuidado é pouco com essa gente.


Totally missing the point

 



Tiago Antunes e a “maldição Sócrates”


Se nem Tiago Antunes passa, esqueçam todos os que trabalharam no Governo de Sócrates. A “maldição Sócrates” é eterna.

Antunes era candidato a líder de uma instituição nacional de defesa dos direitos humanos, cuja principal função é defender os cidadãos contra os abusos praticados pela Administração e pelos poderes públicos, e RBG foi radical na defesa dos direitos humanos.

A 10 de Abril, Tiago Antunes, candidato a provedor de Justiça, chegou à audição parlamentar confiante e com um pin na lapela: a mulher de óculos grandes e gola de renda que tinha no casaco é a juíza norte-americana Ruth Bader Ginsburg e, por isso, o pin era um statement político com sentido duplo.

A juíza RBG, como é conhecida, é um modelo de radicalismo e de moderação.

Sendo uma democrata liberal, tinha relações sólidas com conservadores republicanos e é célebre a proximidade com o juiz Antonin Scalia, no Supremo Tribunal dos EUA, e o facto de os dois terem votado juntos em inúmeros acórdãos ao longo de 23 anos, ignorando as diferenças ideológicas profundas. Para não falar da amizade: iam juntos à ópera, celebravam juntos a noite de passagem do ano e uma vez passearam juntos num elefante na Índia. A candidatura de Antunes era resultado da moderação: o PS propôs, o PSD achou bem e desse entendimento colegial saiu o anúncio.   -Bárbara Reis in https://www.publico.pt/ (excerto)
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O pin que Tiago Antunes levou na lapela é pura demagogia pois não consta que Ruth Ginsburg alguma vez tenha colaborado com um governo que fez escola na manipulação da informação, na fabricação de informação, na sonegação do direito à informação dos cidadãos, com o objectivo de destruição da oposição, de destruição de informação livre, de destruição de classes profissionais, de desfalques de dinheiro público, etc. 

Portanto, andar com um pin para dizer que é uma pessoa que se dá com toda a gente, é pura demagogia. E ainda bem que muitos o perceberam muito bem.

Gostava que Bárbara Reis dissesse se considera que estes homens que adejam à volta de Trump e contribuem activamente para o seu modo de governar com métodos de bullying, destruição da administração pública e de várias profissões, ataque à informação livre, manipulação de informação, etc. não devem ficar sob cautela quanto a uma participação futura na política (se Trump sair do cargo), dado os estragos que, conscientemente, estão a fazer ao país. Será que Bárbara Reis considera que devem ficar livres da 'maldição Trump' desde que andem com um pin com a cara de alguém que é oposto do que eles são?

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Aqui no rectângulo, apesar de tantas evidência de prejuízo para o desenvolvimento e educação das crianças e adolescentes, o governo continua a falar em reduzir a educação à IA ao ponto de falar nos professores como 'ajudantes de IA'. A minha pergunta é: quem está a implementar estas barbaridades ao serviço dos lucros dos gigantes tecnológicos e como que intuito? 
Na semana passada, um júri de Los Angeles condenou a Meta e a Google a pagar pelo menos 3 milhões de dólares em indemnizações a uma mulher de 20 anos (KGM). Responsabilizou-as pelo design viciante e prejudicial das redes sociais. A decisão concluiu que funcionalidades do Instagram e do YouTube causaram à queixosa graves problemas de saúde mental, incluindo depressão grave e dismorfia corporal. A Meta foi considerada 70% responsável (Instagram) e a Google 30% responsável (YouTube). O TikTok e o Snapchat faziam inicialmente parte do processo, mas chegaram a um acordo confidencial com a queixosa antes do início do julgamento.
O processo centrou-se em funcionalidades de design como a rolagem (scroll) infinita, a reprodução automática e os filtros de beleza, argumentando que foram intencionalmente concebidas para serem viciantes para as crianças e adolescentes. A rapariga começou a usar as redes sociais muito nova e viciou-se com graves prejuízos para a sua saúde mental. A indemnização inicial de 3 milhões de dólares poderá aumentar, uma vez que o júri irá deliberar sobre uma indemnização punitiva adicional. Imagine-se quando começarem as queixas de prejuízo cognitivo, deficiências na capacidade de atenção, memória, aprendizagem e pensamento autónomo, por causa da IA, que também é viciante. Espero que inundem os governos com queixas nos tribunais. Os prejuízos não são hipóteses, são observáveis e constam já de vários estudos muito credíveis, com evidências, que levaram governos de vários países a fazer marcha atrás no uso generalizado de IA em idades escolares.

Somos um país ignorante por motivos de ideologia



5 da manhã. Acordei. Enquanto tomava o pequeno-almoço, liguei a TV no canal História porque me lembrei que estreou ontem uma série de Martin Scorsese sobre os santos da igreja católica. Apanhei os últimos 15 minutos do 1º episódio, mas logo a seguir e sem interrupção começou um programa francês chamado, Salazar e a Segunda Guerra Mundial. Fiquei a ver, claro. O programa foi interessante, com imagens e documentos da época e em geral foi correcto, apesar de alguns erros de interpretação, como dizer que Salazar não percebeu o perigo de não tomar nenhuma decisão sobre os Açores ou dizer que Salazar manteve-se neutro na guerra apenas para lucrar dinheiro com a guerra. Apesar destes erros de interpretação, o programa foi muito interessante, sobretudo porque em Portugal não se fala sobre o Estado Novo. Temos imagens e documentos para reflectir sobre esse período da ditadura, e temos historiadores, mas estamos sob um regime de ditadura de informação quanto ao tema. A esquerda proíbe que se fale de Salazar e do Estado Novo de maneira que é preciso assistir a programas estrangeiros para vermos documentários com imagens e documentos da época. Pensam-se os donos da história pós-ditadura e exigem pedágio a quem pisar os seus terrenos minados. Somos um país de ignorantes que preferem a ignorância ao conhecimento por questões ideológicas. Nesse aspecto, ainda vivemos como no tempo de Salazar. Em vez de conhecer, reflectir e discutir... censurar.

April 20, 2026

Patel nas mãos dos russos? Nenhuma surpresa




Kash Patel foi pago por um cineasta russo com ligações ao Kremlin que produzia programas que promoviam teorias da conspiração e visões anti-ocidentais
O próprio cineasta, Igor Lopatonok, já tinha recebido dinheiro do fundo de Putin.
Patel participou na criação do documentário de Lopatonok, que retratava a administração Trump como vítima de uma conspiração que «destruiu as vidas daqueles que apoiaram Donald Trump»

Vatnik Soup

Sei que na UE tudo leva muito tempo mas isto já devia estar a ser feito

 

Neste momento, o que nos sossega a todos relativamente à Rússia é a defesa da Ucrânia que todos os dias enfraquece a Rússia. Se não fosse isso Orban tinha feito muito mais mal. Portanto, a pergunta que se impõe é: o que têm andado a fazer nestes 4 anos de guerra e porque não temos já um plano em fase de operacionalização, com a integração da Ucrânia, que de qualquer modo já existe ao nível da defesa na guerra dos drones, para nos defendermos e tornarmos independentes dos EUA, agora que trabalham em conluio com a Rússia contra a UE? 

É para evitar estas situações que a UE tem de mudar algumas regras do jogo



A situação de estarmos sempre a uma eleição de ter um fantoche russo num governo europeu a minar a segurança e a própria existência da União é destabilizadora e perigosa, como vimos com Orban. Não é mais possível manter o critério da unanimidade em todas as situações. Falo de situações graves de um país ou dois ou três estarem em processo de pôr em causa a segurança e existência da UE. 
Por outro lado, é necessário manter a voz de todos os países no grupo, de maneira a que um bloco de países fortes não capture as políticas de todos, pois isso seria, em si mesmo, pôr em causa a segurança e existência da UE com ressentimentos - Merkele fez isso manipulada por Putin e a pensar só na hegemonia alemã com combustível a preço de chuva e ia destruindo a UE. Pôs a Inglaterra de fora. 
Podia haver um processo em dois passos, nessas ocasiões-limite: 1. se o entendimento da maioria dos países (que pode ser de dois terços) for o de que a segurança da UE está em perigo sério por causa de um país, como foi o caso de Orban ter peões a favor da Rússia no espaço e organismos europeus a trabalhar pela destruição da UE; nesse caso, pode haver uma segunda votação sobre política externa relativa à segurança da UE que passe com dois terços dos votos. Outra possibilidade é a suspensão do país em causa, decidida por dois terços dos votos, quando entendem que esse país está a trabalhar com inimigos da UE, contra a própria união.
Há muitos modos de fazer as coisas, mas o importante é tomar medidas para que não volte a ser possível um país trair a UE com os seus maiores inimigos.
Neste momento, o que nos sossega a todos relativamente à Rússia é a defesa da Ucrânia que todos os dias enfraquece a Rússia. Se não fosse isso Orban tinha feito muito mais mal.


ELEIÇÕES NA BULGÁRIA: Os búlgaros acorreram em massa às urnas para destituir o partido de centro-direita GERB. Segundo as estimativas, o novo partido Bulgária Progressista, do ex-presidente pró-russo Rumen Radev, estaria na liderança com cerca de 44% dos votos, depois de ter centrado a sua campanha em promessas de combate à corrupção. Este resultado prenuncia um parlamento fragmentado.

Convém analisar as acusações do líder do GERB, Boyko Borissov, segundo as quais Radev poderia tornar-se o novo Viktor Orbán da UE. Radev opôs-se ao envio de armas para a Ucrânia e às sanções contra a Rússia, mas também sempre cooperou com a corrente dominante de Bruxelas e comprometeu-se a não bloquear o processo de tomada de decisões da UE. A questão agora é saber com quem Radev irá governar. Uma opção é o partido pró-UE e anticorrupção «Continuamos a Mudança», que faz parte do Renew em Bruxelas. Outras opções incluem vários socialistas e nacionalistas.


✍️ Euractiv | Rapporteur