June 12, 2026

Para quem pensa que esta guerra é de Putin apenas e não dos russos em geral

 

Em suma: senhor PM, faça reformas eficientes na competitividade e produtividade



Dado que o actual, 'ouro do Brasil' é o turismo e dada a situação internacional, são precisas reformas. Faça-as. Um governo marasmático era o anterior. Não precisamos de continuidade no marasmo.


O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), conhecido como o fundo de resgate da Zona Euro, alertou no seu relatório recente para riscos negativos na economia portuguesa. As principais preocupações incluem a dependência energética externa, os elevados preços da habitação e a incerteza internacional.

Os pontos centrais destacados pelo fundo de resgate são:

Sazonalidade e Choques Externos: A economia portuguesa mantém resiliência, mas a dependência da energia face a tensões geopolíticas e choques climáticos exige atenção.

Pressões na Habitação: O mercado imobiliário continua sobreaquecido e a correção dos preços representa um risco interno assinalável para o sistema financeiro.

Sustentabilidade da Dívida: A médio prazo, os especialistas assinalam riscos significativos e recomendam a execução rápida dos fundos do PRR para garantir a competitividade estrutural.

Atrasos nas reformas e nos investimentos financiados pelo fundo europeu de recuperação pós-pandemia [o mecanismo que financia o Plano de Recuperação e Resiliência — PRR], bem como dastempestades ocorridas no início de 2026″.

Lembrando também que “o envelhecimento da população, as alterações climáticas e o aumento dos custos da defesa representam desafios orçamentais significativos a longo prazo”, o MEE sugere que, para enfrentar tal contexto, o país deve “garantir a implementação eficaz dos investimentos financiados pelo PRR e prosseguir reformas estruturais fundamentais”.

Refúgios de Verão

 

Douceur estivale au bord du lac de Kreuzboden. — © Saastal Tourisme - Stefan Kuerzi


June 11, 2026

Como os pseudo-intelectuais das universidades atraiçoam a nossa cultura com propaganda ideológica




Pensei que Ia Estudar Literatura em Columbia. Estava Enganada.
Os departamentos de Inglês ensinam ideologia em vez de literatura

LIZA LIBES
4 de Maio de 2026

Quando me mudei para a cidade de Nova Iorque, o meu mundo inteiro ardeu até às cinzas.

Tinha dezoito anos, estava cheia de sonhos e ambição. Tinha acabado de concretizar o objectivo de toda uma vida: estudar literatura inglesa numa das melhores universidades do mundo — uma universidade da Ivy League famosa por homenagear os grandes feitos intelectuais da civilização ocidental — e mal podia esperar para passar os quatro anos seguintes mergulhada em discussões sobre epopeias homéricas, monólogos de Shakespeare e poesia modernista na Universidade de Columbia.

Frequentei uma escola secundária privada orientada para as áreas STEM. Os meus colegas, versados em matemática, química e economia, tinham passado os quatro anos anteriores a preparar-se para carreiras na banca, medicina e engenharia — os chamados empregos “lucrativos” do nosso tempo. Os seus pais abastados tinham-nos encaminhado para percursos mais “estáveis” por boas razões, mas, numa reviravolta invulgar, a minha família de imigrantes foi muito mais permissiva comigo — e sempre me incentivou a perseguir os meus sonhos.

Para mim, esses sonhos eram estudar literatura e tornar-me uma escritora famosa.

Não era totalmente imprática. Continuava a aplicar-me nas disciplinas de matemática e ciências e considerava os negócios e o direito como possíveis alternativas profissionais. Na universidade, inscrevi-me em cadeiras de psicologia e economia para ter um plano de reserva, mas sabia desde o início que o meu coração nunca esteve verdadeiramente em nenhum dos meus Planos B. Ia ser escritora custasse o que custasse — e não apenas escritora, mas também académica, versada na grande tradição humanista do estudo da literatura.

E quão extraordinário seria se, à semelhança de David Foster Wallace ou Toni Morrison, um dia pudesse ensinar os meus próprios romances à próxima geração de grandes pensadores?

Ser académica seria também a via rápida para aperfeiçoar a minha escrita. Afinal, a única forma de nos tornarmos grandes escritores é ler grande literatura — e, dedicando-me à academia, poderia certamente dar a minha própria contribuição para uma tradição secular de narrativa verbal.

Na minha perspectiva, literatura e tradição eram inseparáveis. Herdara esta forma de pensar do meu ídolo literário, o poeta modernista T. S. Eliot, que acreditava que a criação literária só era possível através do estabelecimento de um diálogo secular com os mestres do passado. Talvez os poetas modernistas americanos sempre tivessem querido “tornar tudo novo”, nas palavras de Ezra Pound, mas não poderia haver “novo” sem o antigo.

Eliot era bastante burkeano, e não é por acaso que Edmund Burke ficou na história não apenas por insistir que devemos respeitar a tradição dos nossos antepassados, mas também por sugerir que a experiência estética está intimamente ligada à beleza e ao sublime.

E era isso que a literatura sempre significara para mim — e a razão pela qual queria estudá-la tão ardentemente: era a coisa mais próxima de uma manifestação física da beleza na alma humana.

Assim, para mim, o estudo da literatura era, por natureza, uma actividade tradicional — uma disciplina que acreditava na preservação das coisas belas. Era um campo de estudo que nos permitia sondar as profundezas da nossa psique e examinar as questões que nos tornam humanos.

Podem imaginar o meu espanto quando descobri que, por uma qualquer perversão do destino, a literatura se tornara praticamente sinónimo de esquerdismo radical na academia literária contemporânea.

Só um ou dois anos depois consegui perceber exactamente o que estava errado, mas mesmo no primeiro dia da semana de acolhimento do primeiro ano senti que algo não estava bem.

Era o ano de 2015. Um avião acabara de se despenhar em Inglaterra e Trevor Noah acabara de assumir a apresentação do The Daily Show. As tensões aumentavam na Alemanha devido ao agravamento da crise dos refugiados sírios, e Donald Trump ainda era conhecido sobretudo como um magnata imobiliário bilionário. Os debates das primárias republicanas aproximavam-se e a nova palavra da moda no campus era “correcção política”.

Era assim que as coisas estavam naquela manhã quente de finais de Agosto. Ninguém tinha ainda ouvido a palavra “woke” no sentido em que hoje a entendemos — mas, sem que a Liza de dezoito anos o soubesse, a Universidade de Columbia era muito mais “woke” do que o resto da sociedade.

Sentados num círculo num relvado entre as duas famosas bibliotecas de Columbia — a agora desactivada Low Library e a infame Butler Library, onde todos chorávamos antes dos exames — estávamos cerca de quinze estudantes. Éramos caloiros nervosos vindos de todo o mundo para Nova Iorque, na esperança de nos tornarmos as grandes mentes do futuro, e passaríamos o resto da semana a participar juntos nas actividades de integração.

Supostamente, aqueles seriam os nossos primeiros amigos da universidade.

Não me recordo de uma única pessoa daquele grupo de orientação, mas posso dizer-vos que a monitora — uma estudante do terceiro ano, irritadiça, oriunda do Connecticut — não ficou muito satisfeita comigo durante a minha primeira semana no campus.

Lembro-me de cruzar o olhar com ela logo depois de ela ter lido as instruções para a nossa primeira actividade de quebra-gelo: devíamos dizer o nosso nome, de onde vínhamos, o curso que pretendíamos seguir e os nossos pronomes.

Pronomes?

Enquanto mordiscava o lábio inferior ressequido, senti imediatamente uma espécie de síndrome do impostor. Teria eu, futura estudante de Inglês e apaixonada pela gramática e pela palavra escrita, esquecido o que era um pronome?

Aquilo não fazia sentido naquele contexto.

Comecei a percorrer mentalmente as classes gramaticais, duvidando de tudo o que aprendera na escola. Os verbos eram palavras de acção. Os adjectivos descreviam características. As preposições indicavam tempo, lugar ou localização. Os pronomes... os pronomes...

Os pronomes eram palavras que substituíam nomes para evitar repetições desnecessárias no discurso ou na escrita. Eu não estava louca — até os tínhamos estudado nas aulas de francês: tu, il, elle, nous, vous.

Será que de repente estávamos a aprender línguas?

À medida que os meus colegas anunciavam as suas cidades natais e os cursos que pretendiam frequentar, a minha mente acelerava. Não fazia ideia do que deveria dizer.

Parecia que toda a gente estava simplesmente a declarar os pronomes da terceira pessoa que correspondiam ao seu sexo.

Mas porquê?

Ali estava eu, com rímel e um vestido azul-claro, a procurar numa pequena mala uma garrafa de água que tinha tirado do refeitório — e estavam a pedir-me que confirmasse se eu era mulher.

— Sou a Liza — gaguejei. — Sou de Chicago e vou estudar Inglês. Os meus pronomes...

Olhei para o vazio, ficando vermelha enquanto quinze pares de olhos me observavam à espera.

— Os meus pronomes são ela e dela.

Meus amigos, essa foi a primeira e a última vez que alguma vez declarei voluntariamente os meus “pronomes”.

Mas naquela altura ainda tentava integrar-me.

Ignorei o assunto até à reunião seguinte da orientação — a última actividade a que assistiria antes de fingir que tinha febre e faltar ao resto da semana.

Estávamos numa velha sala de aula do famoso Hamilton Hall de Columbia (o mesmo edifício ocupado por manifestantes pró-Palestina em 2024). A monitora dividira o quadro branco em sete colunas e pediu-nos que colocássemos notas autocolantes com cada um dos nossos “identificadores” nas respectivas categorias: sexo, género, estatuto socioeconómico, raça, etnia, orientação sexual e capacidade.

A Liza de dezoito anos — que nunca ouvira falar da categoria “capacidade” — escreveu “normal” no seu papel e afixou-o orgulhosamente no quadro.

No final da actividade, fui chamada à parte e recebi uma severa lição sobre “capacitismo”.

Não faz mal, pensei. As aulas vão começar em breve — e vou encontrar os meus pares mais tradicionais no departamento de Inglês.

Mas, no primeiro dia do seminário de Inglês do primeiro ano, deram-nos textos do chamado crítico literário Edward Said.

O capítulo em questão — retirado do seu famoso livro Culture and Imperialism — incidia sobre Mansfield Park, de Jane Austen.

Aquilo pareceu-me estranho. Porque estávamos a ler uma crítica a um livro sem primeiro termos lido o próprio livro?

Eu tinha lido Mansfield Park no secundário, pelo que conseguia acompanhar o argumento de Said: que o romance era sobre colonialismo e imperialismo.

Teríamos lido o mesmo romance? Ou, como muitos dos outros estudantes que estavam a ler crítica antes da obra original, teria Said simplesmente inventado uma interpretação sem nunca se ter confrontado seriamente com o texto?

Nessa noite, pediram-nos um pequeno comentário escrito sobre o capítulo de Said para preparar a discussão da quinta-feira seguinte.

«O argumento de que Mansfield Park só pode ser compreendido a partir de uma perspectiva colonial parece completamente descabido», escrevi. «A entrada de Fanny em sua casa como metáfora de uma força colonizadora é uma interpretação excessivamente forçada.»

A professora não ficou impressionada. Na sua opinião, eu não tinha compreendido adequadamente o argumento de Said e, além disso, pouco importava se Mansfield Park era ou não sobre imperialismo; o importante era que Jane Austen era cúmplice da expansão imperial britânica.

Hã?

Antes que me apercebesse, estava a ler Edward Said em praticamente todos os seminários de Inglês; os professores que ainda não tinham sucumbido à febre Said enchiam as listas de leitura com excertos de Karl Marx e Judith Butler — teóricos que definiam o currículo de Inglês, mas que pareciam ter pouco ou nada a ver com a própria literatura.

Com cada seminário que frequentava, o objectivo geral do departamento de Inglês de Columbia tornava-se cada vez mais claro: estes professores desejavam colectivamente usar a literatura como uma força de resistência contra as “forças iliberais”, para tornar a sociedade mais justa.

Mas para mim — alguém cujos pais tinham fugido da União Soviética — o marxismo estava longe de ser sinónimo de liberalismo.

Claro que não havia nada de errado em tentar tornar o mundo mais justo e equitativo — e muitos grandes escritores tinham trabalhado nesse sentido: Shelley, Ibsen, Orwell, entre outros. Mas a promoção da justiça social era apenas um dos possíveis resultados do envolvimento com a literatura, não o seu único objectivo.

No entanto, se perguntassem a alguém do meu departamento, literatura era inseparável de resistência e justiça.

Como tinha eu chegado, então, a uma conclusão tão radicalmente diferente?

Comecei a observar padrões nas listas de leitura das minhas disciplinas de Inglês. Havia sempre abundância de teoria literária — mas poucas obras literárias propriamente ditas. Tinham-nos entregue teoria literária no primeiro dia de aulas sem primeiro nos darem literatura para ler.

Os departamentos de Inglês tinham substituído lentamente a literatura pela teoria literária — e de forma tão subtil que quase ninguém parecia ter dado por isso.

A verdade é que, no departamento de Inglês de Columbia, o “cânone ocidental” era considerado “racista” e “eurocêntrico” — e, se um texto não fosse de uma mulher multicultural e bissexual, raramente era introduzido nas salas de aula. Sim, existia um seminário sobre Shakespeare, mas não sem um ou outro professor insistir que Shakespeare era homossexual ou até uma mulher, ou ensinar as suas peças através da lente do “desejo queer”.

Quando cheguei ao mestrado, a própria literatura tinha sido completamente relegada para segundo plano. Presumia-se que todos já tinham lido os clássicos importantes durante a licenciatura e que apenas restava estudá-los através de diferentes teorias. A única disciplina obrigatória para todos os estudantes do meu programa de mestrado consistia inteiramente em teoria e não incluía qualquer obra literária — num curso de literatura inglesa.

Tinha vindo para Columbia anos antes para estudar Inglês porque amava a tradição e a beleza. Para mim, a literatura é uma extensão de uma tradição milenar de contar histórias e, numa universidade cujo edifício neoclássico ostenta os nomes dos grandes escritores do Ocidente, esperava encontrar muitos outros amantes das humanidades que se agarrassem à beleza e à tradição com toda a alma.

Em vez disso, encontrei estudantes e professores que apenas queriam destruir tudo aquilo que eu amava, chamando a esse processo “literatura inglesa”.

Mas os verdadeiros estudiosos das humanidades sabem que a literatura trata da compreensão da beleza, da cultura, da arte e da sociedade — daqueles aspectos especiais que nos tornam singularmente humanos — e não de activismo político radical.

Chamamos a isto a tradição humanista — e é precisamente essa tradição que foi abandonada pelos departamentos de Inglês em todo o mundo.

Sei que não sou a única pessoa a abordar o estudo da literatura desta forma. Vim para Columbia para fazer parte de uma tradição duradoura, e as tradições não desaparecem apenas porque as instituições as abandonam. As tradições sobrevivem, e basta um ou dois crentes para as revitalizar completamente.

Ao regressarmos à estética e à beleza, podemos fazer a nossa parte para salvar a literatura e restaurá-la ao seu devido lugar na tradição humanista.

Porque, afinal de contas, a literatura continua a ser a nossa melhor esperança para compreender não apenas o mundo que nos rodeia, mas também a nós próprios.

Darwin ainda era vivo quando Gaudi começou a catedral de Barcelona, em Março de 1882

 

«Quando construímos, pensemos que estamos a construir para sempre. Que não seja apenas para o prazer do momento nem apenas para o uso imediato. Que seja uma obra pela qual os nossos descendentes nos agradeçam.» — John Ruskin

144 years of construction. Amazing what can be achieved when we are united across time.“When we build, let us think that we build forever. Let it not be for present delight nor for present use alone. Let it be such work as our descendants will thank us for.” — John Ruskin

- Beauty Matters

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Nike fez uma parceria com um russo putineiro

 

Médicos que mutilam crianças são os novos Mengeles

 

Seja que o façam por dinheiro, sejam que o façam por quererem fazer experiências em crianças ou por serem completamente loucos, devem todos perder a licença para praticar medicina. Sujeitam crianças e adolescentes com 11, 12, 13 anos, etc (menores de idade), quando não têm noção dos efeitos dos procedimentos no seu futuro, a castrações, remoção das mamas, enchem-nos de hormonas e estragam-lhes a saúde física e mental e o resto da vida. Primeiro convencem os miúdos, desde a escola primária que talvez estejam no corpo errado e depois incentivam-nos a estropiarem-se. Dados da Holanda e da Austrália mostram que são menos de 2% as crianças e adolescentes que têm disforia de género; cerca de 70% a 90% das crianças e adolescentes que têm disforia de género tornam-se adultos normais sem incongruência de género. No entanto, medicam-se os miúdos, às vezes sem sequer terem ido a uma consulta falar com um médico, como no caso que aqui se descreve. Isto é criminoso. Os adultos, homens biológicos que dizem identificar-se com mulheres que são quem luta agressivamente por impor estas práticas médicas mengelianas, fazem-no a pensar em si, na validação da sua ideologia. Não nas crianças.


Os islamitas do Irão executam milhares de raparigas e depois vendem o cabelo delas

 

Quem fazia isto eram os nazis. Vender o cabelo, a pele, etc.


No more bridge over troubled waters

 


Quando um serviço funciona bem na UE conspiram para destruí-lo?

 


Querem melhorar o serviço opa querem tirar poder a quem o exerce com inteligência e sem subserviência? Porque não fazer o oposto e consolidar os seus poderes, dado que Kaja Kallas exerce muitíssimo bem o seu cargo? Porque não dar mais proeminência ao cargo e fazer dele um ex-libris da UE daqui para a frente? Um cargo de projecção da voz europeia? Ou a França e a Alemanha estão aqui numa luta de galos?

França e Alemanha estão a discutir propostas para uma reformulação do serviço diplomático da União Europeia (UE) para melhorar a resposta do bloco a crises geopolíticas, informa o Financial Times esta quinta-feira.

Paris, Berlim e outras capitais estão a considerar opções que incluem a retirada de poderes à chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, e do seu Serviço Europeu para a Acção Externa (SEAE), que custa mil milhões de euros por ano, devolvendo-os à Comissão Europeia e aos Estados-membros, informou o FT, citando cinco altos funcionários a par das discussões.
https://cnnportugal.iol.pt/uniao-europeia/kaja-kallas/franca-e-alemanha-querem-reduzir-o-poder-de-kaja-kallas-e-ponderam-desmantelar-o-servico-diplomatico-da-uniao-

Coisas que todos os anos ficam mais absurdas na educação

 

Estamos no final do ano cheios de trabalho com avaliações para fazer, relatórios, reuniões de notas, muitas vezes, como este ano, aulas suplementares por causa de feriados e greves e o ME entende de valor enviar uma calhamaço de 220 páginas chamado, Norma 2, para lermos daqui até começarem os exames que são já daqui a uma semana. Este ano reforçou esse absurdo com mais um calhamaço -Norma 3- com 80 páginas. Todos os anos isto fica mais absurdo! Há professores que têm 7 turmas, ainda estão a acabar de corrigir e classificar testes.

Desde que os exames deixaram de ser avaliações pedagógicas e passaram a ser burocracias jurídicas, cada vez isto fica mais absurdo. Não tem valor pedagógico, não torna a classificação mais objectiva, apenas mais uniformizada nos patamares mínimos.


Uma viagem à cidade dividida

 



Ronald Reagan em Berlim

O Presidente e a Cidade Dividida

Por Jens Schöne
[…]


Reagan e os seus conselheiros tinham reconhecido que ele possuía uma importante fragilidade enquanto candidato e que essa teria de ser resolvida antes de avançar para uma nova candidatura presidencial: a sua falta de experiência em política externa. 

No plano interno, o seu mandato como governador tinha-lhe conferido credenciais suficientes, mas, em matéria de política externa, era praticamente desconhecido. 

Por essa razão, foram planeadas duas viagens em 1978, cada uma com vários dias de duração: uma ao Leste Asiático (Japão, Taiwan e Hong Kong), na primavera, e outra à Europa, no final do ano. O principal objetivo destas deslocações não era adquirir conhecimentos detalhados sobre os países e locais visitados, mas antes enviar um sinal aos potenciais eleitores. Jimmy Carter tinha demonstrado a sua aptidão para a política externa em Berlim, com grande impacto público, e agora Reagan deveria seguir-lhe o exemplo.

Depois da Grã-Bretanha e da França, a República Federal da Alemanha foi a última etapa da digressão europeia de Reagan. A 30 de novembro, reuniu-se com o chanceler Helmut Schmidt. Em seguida, encontrou-se com o líder da oposição, Helmut Kohl, que mais tarde fez uma observação significativa sobre esse encontro:
«As nossas conversas duraram mais tempo do que o inicialmente previsto. Chamou-me a atenção que ele praticamente nada sabia sobre a Europa, mas possuía uma qualidade rara entre os políticos: a capacidade de ouvir. Estava muito interessado na questão da divisão da Alemanha.»
Seguiram-se outras conversações, incluindo uma com o presidente da câmara governante de Berlim Ocidental, Dietrich Stobbe, que se encontrava na capital federal, Bona, na qualidade de presidente interino do Bundesrat. Nessa mesma noite, Reagan, a sua mulher Nancy e os seus acompanhantes voaram para o aeroporto de Tempelhof, em Berlim, instalaram-se no Hotel Kempinski, na Kurfürstendamm, e prepararam-se para o dia intenso que os esperava.

A viagem de Reagan não passou despercebida em Berlim Oriental. Mais de uma semana antes do seu início, já era tema de documentos ultrassecretos do Ministério para a Segurança do Estado (MfS). Neles, para além da visita a Bona (e do voo subsequente para Munique), registavam-se também os restantes planos de viagem de Reagan:
«Além disso, este cidadão dos EUA visitará WB [Berlim Ocidental] em 01.12.78.»
Os serviços secretos consideravam-se preparados e pretendiam não deixar nada ao acaso — o que torna ainda mais surpreendente o que viria a acontecer.

A sexta-feira, 1 de dezembro de 1978, começou chuvosa. Dietrich Stobbe, que entretanto regressara de Bona à cidade dividida, convidou Ronald e Nancy Reagan, bem como vários dos seus acompanhantes (incluindo os conselheiros mais próximos de Reagan, Richard Allen e Peter Hannaford), para uma visita privada de autocarro pela cidade. Por volta das 10h30 da manhã, o grupo chegou ao Checkpoint Charlie, a passagem fronteiriça no centro da cidade, exatamente como John F. Kennedy fizera quinze anos antes. Olhares vigilantes observavam os seus movimentos a partir do lado oriental da cidade:
«Ao mesmo tempo, cerca de 10 civis chegaram noutro autocarro […]. Uma mulher e um homem foram filmados pela equipa de câmara acima mencionada sob a placa do sector e mesmo em frente ao edifício do posto de controlo.»
Embora as identidades dessas pessoas não sejam explicitamente mencionadas, os serviços de segurança sabiam perfeitamente com quem estavam a lidar.

Outra paragem foi feita no lado ocidental da Porta de Brandemburgo. Kennedy também ali estivera e, menos de uma década após essa primeira visita, Reagan proferiria precisamente nesse local o seu discurso mais famoso. 

Segundo recordaram os seus acompanhantes, Reagan ficou profundamente impressionado pela visão do Muro e manifestou a esperança de que tivesse de existir uma forma de o derrubar. Por volta do meio-dia, o grupo chegou ao quartel-general norte-americano em Dahlem, onde almoçou com militares. Na breve intervenção que fez, Reagan voltou a deixar clara a sua posição:
«Espero que nunca pensem nele [o Muro] como algo permanente.»
Segundo os seus acompanhantes, Reagan ficou profundamente impressionado pela visão do Muro.

O espetacular itinerário da tarde só pode ser reconstruído com a ajuda dos testemunhos que sobreviveram, nomeadamente os de Allen e Hannaford. Embora o MfS mantivesse Reagan sob vigilância, certamente não contava com uma possibilidade: a de ele entrar em Berlim Oriental. É provável que Reagan tenha manifestado esse desejo de forma espontânea no quartel-general norte-americano, decidindo depois agir em conformidade. 

Acompanhado pelos seus dois conselheiros e respectivas esposas, partiu para o lado oriental da cidade em dois automóveis conduzidos por motoristas fardados, mas as agências de segurança não lhes prestaram mais atenção. Os documentos de arquivo até agora encontrados apenas registam a passagem da fronteira. Às 14h22, Reagan atravessou o Checkpoint Charlie e, às 15h18, regressou a Berlim Ocidental, «sem incidentes».

Se acreditarmos nos relatos dos seus acompanhantes, a visita teve um impacto duradouro sobre ele. Os testemunhos que sobreviveram são contraditórios e, em alguns pontos, pouco convincentes, mas os elementos essenciais são claros: o grupo percorreu uma paisagem urbana sombria, cheia de terrenos vazios e ruínas da Segunda Guerra Mundial, até chegar à Alexanderplatz. Ali visitaram lojas de uns armazéns, onde os americanos ficaram impressionados com a escassez da oferta de produtos. Enquanto as mulheres permaneceram na loja, os homens dirigiram-se à praça e observaram um homem a ser revistado e assediado por polícias fortemente armados, aparentemente sem qualquer motivo. Segundo os dois conselheiros, esta cena ficou profundamente gravada na memória de Reagan e reforçou o seu compromisso anti-comunista. Mais tarde, referiu-se a ela várias vezes.

Depois de regressar a Berlim Ocidental, Reagan tinha ainda um último compromisso nesse dia: uma visita à editora Axel Springer. Também aí existia uma recordação vívida da divisão da cidade e das suas consequências por vezes bárbaras. A sede da empresa, situada praticamente junto ao Muro, dava para o local onde Peter Fechter, de 18 anos, tinha sido abatido por guardas fronteiriços da Alemanha Oriental, em Agosto de 1962. Peter tentava atravessar a faixa da morte que separava as duas partes da cidade quando foi atingido por vários disparos. Acabou por morrer lentamente, em público, esvaindo-se em sangue enquanto lançava apelos desesperados por ajuda.

Este episódio foi relatado a Reagan ao final da tarde de 1 de dezembro de 1978 e deixou nele uma profunda impressão.

[…] Reagan podia sentir-se satisfeito; a sua visita a Berlim tinha sido proveitosa. Quando regressou muitos anos mais tarde, fê-lo em circunstâncias muito diferentes e com consequências de grande alcance.

Jens Schöne, Ronald Reagan in Berlin. The President and the Divided City, Berlim, 2026. Publicação conjunta da Fundação Arquivos Ernst Reuter e do Comissário de Berlim para a Reavaliação da Ditadura do SED.

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Para ler na íntegra pode fazer-se o download gratuito aqui: https://bebra-wissenschaft.de/vzgesamt/titel/ronald-reagan-in-berlin-2.html

June 10, 2026

Sanções de longo alcance

 

Zelensky will join the G7 summit on June 16

 


Espanha, no espaço de umas horas


Precisamos muito de imigrante extremamente violentos nas nossas sociedades. Todos os dias vejo umas 20 ou 30 notícias destas em cidades europeias no espaço de uns minutos nas redes sociais.


Barcelona.


País Basco

 


Ibiza

 


Barcelona (ontem) - um asilado islamita cortou a garganta a uma mulher no meio da rua em plena luz do dia.

Coisas que me deixam siderada

 


As fábulas de Esopo têm estado em circulação contínua, pelo menos desde o século V a.C.



O Lobo e o Cordeiro

Num pequeno córrego, um lobo faminto estava bebendo água quando um cordeiro chegou mais abaixo e começou a beber também. O lobo olhou com olhos sanguinários e mostrou os dentes, dizendo: "Como ousas roubar a água onde bebemos?".

O cordeiro respondeu humildemente: "Eu estou abaixo de onde você bebe, não poderia sujar a sua água." O lobo, ainda mais furioso, continuou: "Então por que você está me insultando? Seu pai me ofendeu há seis meses!" O cordeiro respondeu: "Há um engano, eu nasci apenas três meses atrás, então ainda não existia e não tenho culpa." O lobo retrucou: "Você é culpado pelo estrago que fez ao pastar no meu campo."

O cordeiro disse: "Isso não é possível, pois ainda não tenho dentes." Sem mais argumentos, o lobo pulou sobre o cordeiro e o devorou.

Esopo

 Moral da história: Quem está determinado a usar a força física e agredir o outro, não responde a nenhum tipo de lógica ou argumentação.

 

Polina Raiko - uma ucraniana que começou a pintar aos 69 anos


Nunca é tarde para começar uma paixão. 


A história de uma artista ucraniana que transformou a dor em beleza e a sua casa num universo mágico.

DARYA ZORKA


Polina Raiko foi uma extraordinária artista ucraniana que começou a pintar aos 69 anos. Nunca teve qualquer formação artística. Na verdade, a sua educação limitou-se a apenas 4 anos de escola primária. A sua vida foi marcada por muitas dificuldades: o Holodomor, a Segunda Guerra Mundial, anos de trabalho físico exaustivo, um marido abusivo e a perda de todos os seus familiares. Quando, no final da sua vida, ficou completamente sozinha, Raiko pegou num pincel e começou a pintar. As paredes e os tetos da sua casa tornaram-se a sua tela. As pinturas coloridas tornaram-se o seu refúgio contra a solidão e a dor. Pássaros encantadores, flores, animais e os retratos dos seus entes queridos cobriram cada centímetro quadrado da casa. Em poucos anos, ela criou um mundo inteiro – o universo mágico de Polina Raiko.




https://daryazorka.substack.com/p/polina-raiko-ukrainian-artist


🎯 Inglaterra

 



Bom dia

 




Irena Buzarewicz

Inglaterra: abate de disciplinas inteiras por falta de professores

 

As escolas secundárias estão a reduzir os horários e a eliminar disciplinas inteiras do currículo devido à falta de professores especializados, segundo revelaram responsáveis pelo ensino à BBC Scotland News. Mais informações: https://bbc.in/49NjYrF


Dado que aqui no rectângulo imitamos muito a Inglaterra nas políticas educativas públicas, no que tem de pior e estamos a sofrer as consequências desse seguidismo, isto é o que nos espera. Continuem assim que vão bem.