February 12, 2026

Este ano de grandes chuvadas não houve inundações em Setúbal

 

Quem não mora aqui não sabe, mas de cada vez que chovia mais -e nem era preciso serem chuvadas destas- a baixa de Setúbal ficava inundada. A água entrava nas lojas, nas garagens. Os túneis de automóveis tinham de fechar -um ano afogou-se lá um homem num carro. Porém este ano que chove que deus-a-deu não houve inundações. Houve pequenas coisas, quedas de algumas árvores, mas nenhuma catástrofe como era costume há uns anos. Isso deve-se a uma zona que os locais chamam 'A Várzea' e que se vê aqui nestas imagens de drone.

A Várzea teve obras de engenharia e hidráulica de maneira a funcionar como um local de retenção de águas que depois vai libertando aos poucos para uma ribeira. Li na página da Câmara, no FB -onde fui buscar estas imagens- que mesmo após estas chuvadas ainda vai em 20% apenas da sua capacidade total de retenção de água.

Uma obra desta Presidente acutal, penso, do outro mandato anterior. Uma obra invisível aos olhos de um leigo -é um campo que ali está numa ponta da cidade-, mas que foi muito bem feita e evitou tragédias que vemos acontecer, infelizmente, em outros sítios.







As noites na Ucrânia

 

Pois, mas se não o obrigarem a cair ainda fará muito mal

 

Russian economist Dmitri Oreshkin says Putin already understands that his war has failed and has destroyed Russia and its future, but the people of Russia are only just beginning to realize. pic.twitter.com/2ltUy0uLzq

— Jay in Kyiv (@JayinKyiv) February 12, 2026

Restauro do tecto em estuque do século XVIII da capela de Nossa Senhora da Conceição, em Setúbal

 

Com a conclusão do restauro do tecto em estuque do século XVIII da capela de Nossa Senhora da Conceição e por ser esta de assinalável interesse cultural, foi aberta no domingo 1 de fevereiro, entre as três e as cinco da tarde, para poder ser visitada.
Houve lugar a uma apresentação da mesma, acompanhada de excertos dos responsórios das matinas que foram musicadas para este espaço por António do Nascimento e Oliveira, músico setubalense (+1888). (Padre Rui)

Uma perspectiva do tecto restaurado

um excerto do apontamento musical (não sei o nome dos músicos mas penso que são do coro Gulbenkian)



🇺🇦 É justo

 




🇵🇹 🇺🇦 Drones portugueses na Ucrânia

 

Bruxelas tem de estugar o passo

 


Um artigo que vale a pena ler



Passos diz que Estado trava crescimento e alerta para “previsão miserável” após 2027

Antigo primeiro-ministro apresentou ensaio sobre a inteligência artificial, à qual apontou riscos e oportunidades.

Pedro Passos Coelho, antigo primeiro-ministro e antigo líder do PSD Nuno Ferreira Santos

Antigo primeiro-ministro apresentou ensaio sobre a inteligência artificial, à qual apontou riscos e oportunidades.

O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho afirmou hoje que o Estado tem sido "um óbice muito grande ao crescimento da economia", apontou uma "previsão miserável" a partir de 2027 e considerou que "faz-se pouco" na reforma do Estado.

"O Estado hoje ainda é um óbice muito grande ao crescimento da economia. E cada vez, me parece, a sua qualidade tem vindo a cair de forma mais gravosa", afirmou, no lançamento do ensaio Economia, Inovação e Inteligência Artificial, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, em Lisboa.

Passos Coelho sublinhou que não se trata de uma "questão partidária", porque já houve vários partidos no Governo, mas deixou mais um alerta: "Fala-se muito da reforma do Estado, mas faz-se pouco por isso", considerou.

O actual professor universitário defendeu que, com a generalização da inteligência artificial, Portugal tem de se distinguir pela "qualidade das instituições e a capacidade de investir adequadamente no capital humano".

"E aí nós temos um atraso grande em relação aos nossos parceiros. Quando olhamos para as previsões da maior parte das instituições internacionais, veja qual é a previsão que há para crescimento per capita a partir de 2027: é miserável, e mesmo sem ser per capita, é miserável. Regressaremos à nossa tendência de longo prazo, que é na casa de 1%, 1,1%", previu.

"Se continuarmos assim, não é a inteligência artificial que nos vai salvar", avisou.

Questionado, em concreto, como é que o Estado pode apoiar as empresas e a economia de forma a aproveitar ao máximo as potencialidades da inteligência artificial, Passos Coelho criticou, por exemplo, a forma como Portugal tem acedido ao financiamento europeu.

"Usamos mal o financiamento europeu destinado à investigação e ao desenvolvimento. Aplicamos mal (...) Há uma espécie de empresas que se especializaram na captação desses fundos e que impedem que outras possam aceder a eles", considerou, dizendo que há, nesta área, "um ecossistema muito enviesado" em que "são sempre os mesmos que recebem os apoios".

O antigo primeiro-ministro considerou que, se as empresas que aproveitam esse financiamento "nem crescem, nem inovam mais do que as outras que não recebem", há "alguma coisa que não está a funcionar bem".

"Quando nós passamos do Portugal 2020 para o Portugal 2030 e nada mudou na maneira como equacionamos a distribuição de recursos, há aqui qualquer coisa que não está a funcionar bem. O Estado não está a usar a inteligência artificial para tirar conclusões, para mudar os processos, para investir de outra maneira e isso hoje é urgente", defendeu.

Passos - que assegurou não ser "um pessimista" - considerou, ainda assim, que a inteligência artificial tem riscos, como tornar mais facilmente substituível o factor humano.

"Podemos ser altamente produtivos para aqueles que estão a trabalhar, mas cada vez menos as pessoas terão do que viver, porque não serão precisas para produzir nada", alertou, avisando que já são precisos menos juristas ou menos pessoas na área da Medicina.

Por isso, defendeu, as políticas públicas têm de actuar para que cada país aposte no que os pode distinguir dos outros e que já não será a tecnologia, "conhecida por todos e que pode ser apropriada por todos".

"Não podemos ficar de braços cruzados", apelou.

Na conversa com os autores do livro, Óscar Afonso e Nuno Torres, participou também a cientista e antiga ministra Elvira Fortunato, a um debate a que assistiram os antigos governantes do PS António Costa Silva e António Mendonça e o antigo governador do Banco de Portugal Carlos Costa.

February 11, 2026

E não só

 

Se Biden não tivesse deixado que a guerra se prolongasse a China não tinha entrado nela, mas como viu que os americanos toleravam Putin implicitamente, ganhou coragem.

"Donald Trump's name is all over the underrated Epstein files.. Thousand and thousands of times"

 


Nocturna

 











Coisas óbvias! Como seria possível eleições no meio da guerra?

 

Com milhões fora do país, milhões nos territórios que os russos ocuparam, pessoas deslocadas das suas terras, pessoas que perderam os documentos? Montar uma eleições leva tempo, é preciso recenseamento, listas eleitorais... Isto é ridículo.


Coisas boas

 

Hoje, o Parlamento Europeu votou o empréstimo de apoio da UE à Ucrânia no valor de 90 mil milhões de euros. Agradeço ao @EP_Presidente a todos os grupos políticos do Parlamento Europeu pela sua liderança e responsabilidade.
É importante que este seja precisamente o sinal que deve ser enviado ao agressor. A Ucrânia resistirá e poderá proteger vidas. A Europa está unida e forte, e apoia a Ucrânia. E tudo isto é financiado pelos próprios fundos que a Rússia deve reembolsar.

- Zelensky

What?! Mas quem sugeriu uma parvoíce destas?

 


"Não haverá negociações em Moscovo ou Minsk

Não posso ir a negociações com Putin em Moscovo, a capital do país que é o agressor nesta guerra.

Estamos prontos para apoiar as propostas dos Estados Unidos, da América, para nos reunirmos em qualquer território da América, Europa, um país neutro — qualquer estado, exceto a Federação Russa e a Bielorrússia. Bielorrússia — porque foi aliada no ataque à Ucrânia em 2022."

 — Zelenskyy

Uma pouca vergonha - o governo abocanha quem menos tem e pode



Uma indigência.

Trabalhadores escolares obrigados a devolver salário e a descer de escalão

Centenas de funcionários escolares acusam o ministério da Educação de estar a atrasar as progressões na carreira, obrigar trabalhadores a devolver milhares de euros e exigir a escolas que lhes desçam o escalão e salário.

Numa escola em Valadares, uma psicóloga recebeu uma notificação "para devolver nove mil euros"; a sul do país, outra técnica está há mais de um ano à espera para subir de escalão e, na margem sul do Tejo, uma educadora social continua sem receber mais de cinco mil euros devidos pela reposição na carreira.

Centenas de técnicos superiores queixam-se dos serviços do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) e denunciam que o extinto Instituto de Gestão Financeira da Educação (IGeFE) contactou as escolas dizendo que era preciso corrigir reconstituições de carreira "mal feitas".

As histórias dizem respeito a técnicos que durante anos trabalharam com vínculos precários até serem integrados em 2021, através do Programa de Regularização Extraordinária da Administração Pública (PREVPAP).

Nessa altura, muitos pediram que lhes fossem contabilizados os anos de trabalho que tinham ficado para trás. A maioria das escolas tratou dos processos, mas agora há trabalhadores a queixarem-se de estarem a ser notificados para devolver dinheiro recebido.

"Temos questionado os serviços, mas ninguém nos responde. Dizem que o IGeFE pediu às escolas para corrigir as reconstituições de carreira, retirando os pontos atribuídos nos anos de 2017 e 2018, porque nessa altura as carreiras da função pública estavam congeladas", contou à Lusa a educadora social.

Alguns diretores acolheram o pedido da IGEFE, outros terão ignorado. Alguns trabalhadores progrediram na carreira, outros não, acrescentou Lurdes Ribeiro, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Publicas e Sociais do Norte (STFPS).

A sindicalista defende que o congelamento das carreiras não se aplica aos trabalhadores integrados através do PREVPAP, tendo consigo várias decisões judiciais que corroboram a sua posição.

Mas, entretanto, há trabalhadores a quem "o iGeFE está a exigir a devolução do dinheiro que receberam até hoje", disse a sindicalista.

Um dos casos mais falados é o da psicóloga "notificada para devolver nove mil euros", acrescentou Lurdes Ribeiro, explicando que os serviços querem que devolva parte do salário, por considerarem que não deveria ter subido de escalão.

O sindicato entende que a trabalhadora foi legalmente promovida e vai avançar para tribunal, mas já alertou a psicóloga que terá de devolver o dinheiro até que a justiça lhe dê razão.

Segundo a sindicalista, que tem acompanhado vários processos, há técnicos que viram desaparecer da sua ficha pessoal os pontos que lhes permitiria subir de escalão, acrescentou Lurdes Ribeiro.

Maria (nome fictício) é um desses casos. Devia ter subido de escalão em janeiro de 2025, mas continua a receber o mesmo ordenado e "os oito pontos que tinha na ficha pessoal desapareceram", contou a funcionária que trabalha em escolas desde 2003.

Segundo a sindicalista, "o IGeFE ainda não deu luz verde para as escolas fazerem a cabimentação das verbas" e por isso há trabalhadores com valores em atraso há mais de um ano.

O sindicato diz que há técnicos que tiveram um retrocesso na sua posição remuneratória ou que tiveram de devolver verbas, como aconteceu com a psicóloga de Valadares.

Lurdes Ribeiro garante que estas decisões contrariam pareceres da Inspeção-Geral da Educação e Ciência e do próprio PREVPAP.

No mês passado, 110 profissionais, desde psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ou educadores sociais enviaram cartas ao ministro Fernando Alexandre e aos secretários de estado da educação, assim como à Secretária de Estado da Administração Pública. "Ninguém nos respondeu até agora", garantiu Maria.

Do sindicato de Lurdes Ribeiro chegam as mesmas queixas: "Já contactámos todas a entidades, desde ministério da Educação, secretária de estado da administração pública ao Provedor da justiça e ninguém nos responde".

A Lusa questionou na terça-feira o ministério da Educação sobre as várias queixas dos trabalhadores e aguarda resposta.

As palavras

 

Dos médicos todos que tenho só um usa a palavra cancro. Nenhum dos outros, nem enfermeiros nem técnicos usa essa palavra. Chamam neoplasia ou lesão. Nunca me passou pela cabeça dizer que venci o cancro, apesar de estar viva e isso ser um factor de sucesso. Considero isto uma cruz para a vida porque os efeitos secundários da neoplasia e dos tratamentos continuam a fustigar-me. 

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência




Criar caminhos reais para raparigas nas ciências

João Baracho

A recente aprovação, em Conselho de Ministros, do Programa Nacional das Raparigas nas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), com um investimento de 13,25 milhões de euros, representa um passo decisivo para enfrentar uma desigualdade persistente em Portugal. Num país onde apenas uma em cada quatro especialistas em Tecnologias de Informação e Comunicação é mulher e onde só três em cada dez diplomados em áreas STEM são do sexo feminino, esta iniciativa deixa claro que a igualdade de género na ciência e na tecnologia deixou de ser apenas um ideal e passou a ser um compromisso político concreto.

Fixar como meta alcançar 30% de mulheres especialistas em TIC até 2030 é mais do que um objetivo estatístico. É um sinal de responsabilidade pública e de visão estratégica. A transformação digital que o país ambiciona não será plenamente alcançada se continuar a excluir - de forma estrutural - metade do talento disponível. A igualdade de género nas STEM não é apenas uma questão de justiça social; é uma condição essencial para a inovação, a competitividade e o desenvolvimento sustentável.

Contudo, políticas públicas só produzem impacto real quando se traduzem em experiências concretas na vida das pessoas. É aqui que o papel das organizações da sociedade civil se torna determinante. O CDI Portugal tem-se afirmado, ao longo dos últimos 13 anos, como um agente de mudança, promovendo a inclusão digital e a inovação social através da tecnologia. O nosso trabalho parte de uma convicção simples: a tecnologia só cumpre o seu potencial transformador quando é acessível, significativa e ligada aos problemas reais das comunidades.

Programas como os Centros de Cidadania Digital e o Apps for Good demonstram isso mesmo. Ao colocar jovens - desde o 5.º ao 12.º ano - a usar a tecnologia para responder a desafios sociais, ambientais ou comunitários, estamos a criar contextos de aprendizagem que quebram estereótipos e ampliam horizontes. Não se trata apenas de ensinar programação ou competências técnicas, mas de mostrar que a tecnologia pode ser uma ferramenta de cidadania, impacto social e mudança.

Os resultados são claros. Em onze anos de Apps for Good em Portugal, 41% dos mais de 31.500 alunos participantes foram raparigas; em oito anos, 47% dos participantes dos Centros de Cidadania Digital são mulheres. Só em 2025, os projetos do CDI Portugal impactaram mais de 12.300 pessoas, das quais cerca de 5500 são do género feminino. Estes números mostram que, quando as oportunidades são desenhadas de forma inclusiva, as raparigas participam, permanecem e destacam-se. Mostram também que o problema não está na falta de interesse ou capacidade, mas nas barreiras culturais, educativas e sociais que continuam a afastá-las destas áreas.Assinalar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (neste dia 11 de fevereiro), é, por isso, um convite à ação. Um convite para alinhar políticas públicas, escolas, organizações e empresas na criação de percursos consistentes, contínuos e inclusivos. Só assim garantiremos que mais raparigas não apenas escolhem as STEM, mas encontram nelas um espaço onde podem crescer, liderar e transformar o futuro digital de Portugal.


Um artigo muito interessante

 

Este indivíduo escreve muito bem e o que diz, mesmo se nem sempre concordamos com tudo, é sempre interessante. Uma lufada de ar fresco neste jornal.


Habitar a história

Habitar a história não é apenas lembrá-la. É criar instituições capazes de reconhecer quem a pensa criticamente.


Estou a ver o canal do Qatar - Euronews

 

Notícias de reuniões ao mais alto nível entre os EUA e a Arménia, reuniões ao mais alto nível entre países africanos e países do Médio Oriente. Nem uma mulher à vista. As mesas com as delegações têm 10 homens de cada lado. As mulheres são metade da população mundial mas são, propositadamente, afastadas pelos homens de todos os cargos de decisão para lhes poderem impôr a discriminação e a subserviência. Os únicos países do mundo onde se vêem mulheres nas delegações e cargos são os europeus e os sul-americanos que têm influência das ideias europeias - e um ou outro africano não-islamita. É isto que os EUA, a Rússia e, acima de tudo, os países islâmicos, querem destruir. Devíamos estar conscientes e lutar pelo nosso modo de vida porque uma vez perdido dificilmente voltará.


O nível de barbárie dos pedófilos clientes de Epstein

 

Homens poderosos que mandam nos EUA - e não só.