July 21, 2026

Russos percebendo os custos do imperialismo

 

Os que escolhem uma vida de apaziguar tiranos a certa altura põem as mãos à cabeça e choram.

A Rússia anda a ajudar os iranianos a matar americanos



WarMonitor🇺🇦🇬🇧

Ukraine is starting to get huge support on the American right wing after continued reports of Russian help to Iran in targeting of American servicemen in the Middle East.

A ONU de Guterres tem um cheiro nauseabundo de putrefacção


Quais são as opções do Kremlin?

 


1- Esperar que a Ucrânia se divida em lutas pelo poder. A força da Ucrânia tem sido a tenacidade e a consistência da sua determinação unida que muito devem ao seu presidente.
2- Esperar que os aliados não fechem o céu da Ucrânia e continuem sem lhe providenciar armas de defesa necessárias contra os bombardeamentos.
3- Esperar que haja sempre um país -como agora a Grécia- capaz de trair a Ucrânia e a Europa, para ganhar dinheiro.
4- Esperar que Trump não quebre a relação de fascínio que tem com Putin.
5- Esperar que Xi não os abandone.

Resultado: as opções de Putin já não são de agência mas de espera passiva que algumas coisas se conjuguem a seu favor ou, pelo menos, não em seu desfavor.
Derivação: as opções de agência estão do lado dos aliados.
Pergunta: se os aliados têm a opção de agir, porque não agem? Não querem acabar com a guerra? Têm medo do pós-guerra? Alguma coisa pode ser pior que esta situação?


Assuntos sérios: à atenção das editoras

 

Quando os livros são volumosos, encaderná-los com capa dura não ajuda à leitura. Não é possível pegar neles com uma só mão, lê-los deitada, não têm flexibilidade nenhuma. Há pouco tempo, como andei a ler a Odisseia na versão portuguesa da Quetzal, em capa dura e na versão inglesa da Norton, em capa mole, maleável, essa diferença ainda se tornou mais penosa. Por cada canto que lia em português ia ler um em inglês só para conseguir ter o livro na mão e ler sem estar sempre consciente do peso do livro.


Este tipo é parvo




Sebastião Bugalho: “Exames nacionais? Não vou dizer que houve sabotagem, mas…
jornaleconomico
------

A incapacidade de lidar com a realidade é de tal ordem que já se inventam teorias da conspiração. Tudo pode ter acontecido menos a realidade?

O mito de Er, a linguagem matemática e a vida boa

 

O mito de ER faz parte do último livro, o X da República, uma obra que Platão escreveu a meio da vida e que trata da organização da sociedade, da justiça, da interligação entre a ética individual e social/política, da educação e da vida boa. 

A República tem três grandes mitos: a Alegoria da Caverna sobre a educação e o caminho para a verdade e para a sabedoria; o mito do anel de Giges, que é acerca da acção moral: um pastor encontra um anel mágico que o torna invisível. Vai usá-lo para fazer crimes que não faria se fosse visto? E o mito de Er.

O mito de Er vem mesmo no fim do livro X e é sobre como conseguir viver uma vida boa e depois ser recompensado por ela, na morte. Nesta altura os gregos acreditam na imortalidade da alma. Quando se morre, a alma imortal separa-se do corpo onde se encontrava encerrada. O corpo corrompe-se porque é matéria mas a alma sobrevive e vai para o além para ser julgada e, em geral, volta para entrar em outro corpo, que pode ser de pessoa ou de animal.

O mito de Er é antecedido por uma crítica a certo tipo de poesia e de arte como sendo prejudiciais à educação e à sociedade - não, Platão não é contra a poesia e a arte, mas reconhece-lhes um poder de sedução emocional, de influência no extremar de sentimentos, em exacerbar as emoções e abafar a razão. Ora, se queremos educar para a verdade e se queremos ter uma sociedade de seres humanos justos temos de ser guiados pela razão e não pelas emoções.

Como ele diz, ou melhor, põe Sócrates a dizer a Gláucon, quando um pintor ou um poeta ou o nosso olho canta/pinta/vê uma mesa, vê-a de certa perspectiva particular que a faz parecer maior ou mais pequena ou de uma forma que não corresponde à sua realidade mas que nos afecta através da emoção, da sensação. O que não faz mal em si mesmo se tivermos consciência de que os sentimentos não são bons guias para o conhecimento da realidade e desde que não tomemos essa aparência particular como realidade. Para saber a realidade, neste caso da mesa, temos de usar a razão, a matemática: a medida, o peso, a geometria, etc. 

Lá está a linguagem da matemática a não se traduzir na linguagem natural mas a ordenar o ruído em estrutura estável. Platão é um grande defensor da matemática como meio de desenvolver a razão e treinar os raciocínios.

Enfim, no mito de Er fica clara a importância de saber ajuizar independentemente das emoções e sentimentos, para saber escolher uma vida boa.

Então o que diz o mito?

Er o Arménio é um soldado que morre no campo de batalha e quando vêm buscar os cadáveres ao campo, todos estão já em putrefacção menos Er. Levam-no para casa e ao fim de doze dias põem-no na pira e ele acorda e conta o que viu naqueles dias enquanto esteve morto no além divino.

Todos os que chegam ao além são julgados pela vida que levaram e os justos são enviados para o céu e os injustos para o submundo, o Hades. Uns e outros ficam no seu sítio mil anos e depois regressam para reencarnar. A cada um são dados os bens ou os males que fizeram em vida, multiplicados por dez, consoante foram para o céu ou para o Hades, como recompensa ou castigo, respectivamente. 

Os especialmente maus como os tiranos ou os que cometeram assassínios horríveis e imperdoáveis são atirados para o Tártaro, um abismo escuro que fica muito abaixo e separado do Hades e ficam lá para sempre nesse mundo habitado por monstros, iníquos e deuses e homens caídos em desgraça e castigados. 

O além divino e o Hades são um limbo e o que interessa no mito é o que se passa a seguir quando escolhem uma vida para reencarnar. Ao fim de mil anos, os justos e os injustos são postos diante de um grande número de estilos de vidas para escolherem em qual querem reencarnar. Vão escolhendo à vez, por ordem, mas há sempre um número de vidas grande para escolher, mesmo que se seja o último da fila.

Destas vidas à escolha, só se sabe as circunstâncias, não o conteúdo: sabe se é humano ou animal, rico, alto, baixo, ilustre ou desconhecido, belo ou normal, soldado, actor, se vai perder os filhos, se vai ser um tirano, etc. Portanto, as vidas têm algumas consequências que lhes são inerentes.

Uma das Parcas, as filhas da Necessidade, diz-lhes que nenhuma vida tem senhor (cada um é o senhor de si), cada um é que escolhe a que quer e que a virtude não é dada (não está pré-determinada) nem é responsabilidade dos deuses. Cada um será virtuoso ou iníquo consoante o que fizerem com a vida que escolheram. "O deus é isento de culpa", diz. Portanto, o tipo de carácter que a pessoa terá e o que fará com ele é da sua responsabilidade. É ele que preenche a sua própria vida. 

"Mesmo para quem escolher em último lugar, se escolher com inteligência, poderá ter uma vida digna e apetecível", diz a Parca. Porém a vida, uma vez escolhida, é fiada no fuso da deusa da Necessidade e não tem caminho de volta. 

Por conseguinte, sabendo que, se escolherem uma vida com condições mais propícias à impiedade e ao vício poderão após a morte dessa vida ir parar mil anos ao Hades a sofrer dez vezes o que fizeram ou até ao Tártaro do qual não se regressa, saber escolher a vida cujas circunstâncias são propícias a uma vida boa, honesta e justa e poder, vida após vida, e ter mil anos de recompensa no além divino, é o ponto principal do mito. 

Como ter essa sabedoria? Se todos na República soubessem escolher uma vida boa e justa, a República reflectiria essa escolha, como um todo. Daí também a importância da educação, da República educar para a verdade e para a sabedoria e não para a aparência e desregulação das emoções e sentimentos que levam à injustiça e ao vício.

O que nos é dito no mito é que a maioria das pessoas faz más escolhas e escolhe reactivamente, como reacção à sua vida anterior. Muitos dos heróis de Homero estão ali e Er conta como escolheram reactivamente. Orfeu escolhe ser um cisne porque, devido ao seu ódio às mulheres, não queria nascer de uma; Ajax, farto das lutas com homens, escolheu ser um leão; Agamemnon, cheio de ódio à raça humana por causa dos seus padecimentos, escolhe ser uma águia. 

Logo o primeiro a escolher, cheio de cobiça, escolhe a vida de um tirano, porque só vê o poder e a riqueza, sem reparar que nas consequências dessa vida, havia a circunstância de acabar a comer os seus próprios filhos e sofrer muitos males. Quando vê, já depois da escolha feita, põe as mãos à cabeça e chora a desgraça da sua má sorte. Ora, este vinha de uma vida anterior de tirano e tinha ido parar ao céu em vez de ser atirado ao Tártaro. Como é isto possível? Bem, ele tinha tido a sorte de tudo lhe ter corrido bem na vida e, dessa maneira, ter praticado a virtude, não pela convicção da sabedoria, mas pelo hábito e pela limitação de não ter conhecido a injustiça. Não teve circunstâncias em que teve de escolher fazer o mal para conseguir o que sempre tinha tido e desconhecia essas circunstâncias. Lembra a história do anel de Giges. Aquelas pessoas que tendo nascido muito ricas e com muito poder, são generosas e virtuosas, se fossem privadas dessas circunstâncias, o que mostraria o seu carácter? E aquelas que não fazem o mal porque não têm poder? Se o tivessem tornavam-se tiranas?

Portanto, Platão avisa-nos que não devemos confundir impotência ou sorte, com virtude. Por exemplo, sei de muitos estudantes, bons alunos, que vêm de uma cidade relativamente pequena, onde são cuidados e guardados por uma família coesa, que ao entrar na universidade, e isto é mais válido se forem para longe e deixarem de viver com as famílias, se perdem logo no primeiro semestre: festas, bebida, drogas, noitadas. As suas virtudes eram mais devidas ao hábito e à falta de oportunidade que a alguma sabedoria da virtude.

Er vai contando as escolhas, umas surpreendentes, outras ridículas, outras dignas de piedade. Er conta que a maioria das pessoas, sobretudo aquelas que foram para o além divino por mil anos, escolhe sem pensar, com excesso de optimismo, apenas pelo brilho das vidas, atraídos por riqueza, fama e outros factores de facilidade aparentes, sem pensar nas consequências dessas vidas serem propícias ao vício, à injustiça e ao sofrimento. Não têm memória de sofrimento ou de consequências inesperadas negativas porque estiveram por mil anos num Estado bem ordenado onde tudo era bom. Faz lembrar aquelas pessoas que tendo nascido e vivido em Estados democráticos pacíficos onde sempre tiveram acesso a todos os direitos entenderem que todos os outros são igualmente democratas, virtuosos e pacíficos, só por serem também seres humanos.

Já as que estiveram no Hades e muito penaram durante mil anos pela escolha da vida anterior, têm mais cuidado a escolher porque sabem como tudo pode correr mal e o sofrimento que daí advém, mas também escolhem mais a evitar males do que que a perceber as circunstâncias favoráveis a uma boa vida.

O último a escolher é Odisseu (Ulisses). Ainda tem algumas vidas para escolher, mas já não muitas - a questão é que, mesmo com poucas escolhas, ele tira o melhor partido delas. Ulisses, lembrando-se da sua vida anterior, de tantos trabalhos, "procurou demoradamente uma vida tranquila, sem ambição e encontrou-a a um canto, desprezada pelos outros". Diz que, mesmo que tivesse sido o primeiro a escolher, aquela era a vida que escolheria.

Ulisses escolhe, não a vida perfeita, essa não existe porque todas vêm com consequências, mas a melhor possível para a vida numa República imperfeita: uma vida moderada, sem extremos que são circunstâncias que costumam conduzir a uma vida de sofrimento e impiedade.

Ulisses escolheu com sabedoria? Platão não nos diz isso e Ulisses não é conhecido por ser sábio, mas esperto e engenhoso. Platão diz-nos que ele escolheu, lembrando-se dos tormentos que passou na vida anterior. Portanto, também ele escolhe reactivamente. Qual é a diferença entre ele e os outros? Bem, Ulisses viveu muitas vidas na sua vida anterior. Teve tantas aventuras, viu tantas vidas, de deuses e homens poderosos e mendigos e animais que sabe os perigos e os vícios de cada uma delas e daí que seja mais cuidadoso na escolha.

Platão diz-nos que depois de todos terem escolhido as suas vidas, foram até ao rio Lete beber da sua água. Lete é o rio do esquecimento. Alguns imprudentemente, beberam tanta água que esquecem tudo o que tinham aprendido. Desperdiçaram a experiência de vida, não aprenderam nada. Não sujeitaram a sua experiência a uma auditoria, digamos assim, para lhe perceber os erros e evitá-los. Quer dizer que do rio do esquecimento deve beber-se com moderação. Nem beber tão pouco que se fique preso ao passado sempre a agir reactivamente, nem beber tanto que se desperdice os ensinamentos da experiência do passado.

Então, talvez Platão nos queira dizer que a prática da virtude depende das escolhas de vida que fizermos, da moderação, que é mais conducente à justiça e à virtude que o excesso, que as nossas escolhas individuais têm impacto na República, que devemos guiarmos-nos pela razão e não por emocionalismos extremos e que retirar conhecimentos e ensinamentos da experiência de vida, juntamente com uma educação para a verdade e para a prática da sabedoria nos beneficia, vida após vida, com milhares de anos de recompensa no além divino, junto dos justos. Esta parte das recompensas no além passa-me ao lado, mas tudo o resto faz muito sentido quando se considera a questão de construir uma vida boa - com alguns senões que Platão não considera, mas isso não é para agora.


July 20, 2026

Coisas interessantes: Richard Feynman em 1964 - a linguagem matemática e a linguagem natural

 


1964, Richard Feynman diante de um quadro negro na Universidade de Cornell explicou o problema com que todos os laboratórios de IA se debatem em 2026. 
A palestra é sobre a razão pela qual a natureza só responde através da matemática. Todas as equipas que tentam obrigar os modelos linguísticos a raciocinar depararam-se com o obstáculo que ele identificou há 62 anos. Não há tradução directa entre a linguagem matemática e a linguagem natural. A matemática é uma linguagem lógica, uma linguagem para raciocinar.
Ele pega numa das leis de Kepler e reconstrói-a do zero, com uma notação que uma criança de 12 anos consegue acompanhar. Sem slides. Sem jargão. Com um pedaço de giz.
Um engenheiro de ML que conheço fez uma pausa quatro vezes e obrigou toda a sua equipa a ver o vídeo antes da reunião diária.

Para ver toda a lição: https://youtu.be/rJPVRdZ50Us?si=CvJghLlWomNcyCc7

[A matemática] É o que mais se aproxima de uma linguagem que descreva a forma como a realidade se constrói e assim que se percebe pelo menos um pouco disso, o mundo deixa de parecer ruído e começa a parecer uma estrutura

(Nos dias de hoje não sei quantos alunos seriam capazes de seguir, concentrados, uma lição de quase uma hora, sem PPs, sem animações, sem tecnologia de IA, obrigados a usar apenas o seu pensamento)


 

🎯

 

Na Rússia é pior do que saberem que Putin vai ganhar. Sabem que Putin vai assassinar a concorrência.

O islamofascismo do Irão continua a executar sistematicamente os seus jovens

 

Estas religiões-culturas de ódio e morte têm que ser encolhidas até serem um grupinho inofensivo. 


Se os russos pensam que escapam estão enganados

 

Nome do carrasco nazi numa fotografia horrível da Segunda Guerra Mundial revelado com recurso à IA, após 80 anos.


O atirador foi identificado como Jakobus Onnen, um professor nascido na Alemanha em 1906 
-Metropol


Não é claro o que levou Onnen a radicalizar-se, mas, segundo consta, era um nazi convicto. 
Em agosto de 1939, pouco antes do início da guerra, alistou-se na Unidade da Caveira da SS no campo de concentração de Dachau e, em 1940, já trabalhava para a polícia nazi na Polónia ocupada, segundo noticiou o Independent.

Em 1941, pouco depois da invasão nazi da União Soviética, juntou-se ao Einsatzgruppe C — com quem seria fotografado a realizar esta horrível execução. A unidade terá eliminado todos, excepto 15, dos 20 000 judeus que ali se encontravam à chegada.

«Estas execuções em massa, desta forma, continuaram até ao último dia da ocupação alemã no leste», afirmou Matthäus. «Penso que esta imagem deve ser tão importante quanto a imagem do portão de Auschwitz, porque nos mostra a natureza prática, o confronto directo entre o assassino e a pessoa a ser morta.»


Apesar do seu fervor, Onnen nunca foi promovido para além de um posto de baixa patente e foi morto em combate contra guerrilheiros na região de Zhytomyr, na Ucrânia, em 1943.

Infelizmente, a vítima que se encontrava de joelhos ainda não foi identificada, mas Matthäus afirmou que tenciona resolver essa questão no âmbito do seu próximo projeto, recorrendo a registos da era soviética e, possivelmente, à ajuda da IA.


Purgas no Kremlin (matem-se todos uns aos outros)




Anton Gerashchenko

O Kremlin agora é como aranhas num frasco.

Começou uma guerra de todos contra todos entre a elite do Kremlin, acompanhada por detenções sem precedentes de pessoas próximas de Putin. Costumavam acreditar que eram «intocáveis» e que esse estatuto estava garantido. Agora, todos compreendem que é apenas uma questão de tempo até serem alvo de medidas.

As detenções que estão a ocorrer sugerem que o sistema começou a rachar.

As detenções e processos criminais mais significativos dos últimos tempos:

◾️ O círculo íntimo de amigos e colaboradores de Putin

🔹 Ilya Traber — um dos empresários mais influentes de São Petersburgo, que conhece Putin pessoalmente desde a década de 1990. Durante muito tempo, foi considerado completamente «intocável». Em junho de 2026, Traber foi detido pelo FSB e colocado sob prisão preventiva por suspeita de envolvimento no assassinato por encomenda do deputado de São Petersburgo Alexander Petrov.

🔹 Konstantin Makhov — antigo funcionário da Rosaviatsiya e alto dirigente de empresas pertencentes ao bilionário Arkady Rotenberg, outro dos amigos de infância mais próximos de Putin. Em julho de 2026, Makhov foi detido em Moscovo com a intervenção das forças especiais do FSB.

◾️ Purga na liderança do Ministério da Defesa da Rússia

No âmbito de uma campanha em grande escala sob o pretexto de combater a corrupção e o desvio de fundos, praticamente todo o círculo íntimo do ex-ministro da Defesa Shoigu acabou por ficar em prisão preventiva ou em prisão domiciliária.

🔹 Ruslan Tsalikov — ex-primeiro vice-ministro da Defesa. Em março de 2026, foi colocado em prisão domiciliária/prisão preventiva num caso relacionado com o desvio de milhares de milhões de rublos.

🔹 Timur Ivanov — antigo vice-ministro da Defesa responsável pela construção militar. Foi condenado a 13 anos de prisão por aceitar um suborno de valor especialmente elevado (mais de 1,3 mil milhões de rublos (16,6 milhões de dólares)) e por transferir fundos para o estrangeiro.

🔹Yury Kuznetsov — tenente-general e chefe da Direção-Geral de Pessoal do Ministério da Defesa.

🔹Vadim Shamarin — chefe da Direção-Geral de Comunicações das Forças Armadas russas.

🔹Ivan Popov — antigo comandante do 58.º Exército de Armas Combinadas da Guarda. Detido num caso envolvendo o desvio de metal laminado destinado a estruturas defensivas.

◾️ Elites regionais e presidentes de câmara das principais cidades

Ao mesmo tempo, está em curso uma ampla onda de demissões entre governadores e presidentes de câmara. Os casos mais notórios incluem:

🔹 Aleksey Kopaygorodsky — antigo presidente da câmara de Sochi. Detido sob acusação de corrupção e por alegada fraude imobiliária.

🔹 Ratmir Mavliyev — presidente da câmara de Ufa, detido sob acusação de aceitar um suborno avultado sob a forma de bens imóveis.

🔹 Aleksey Smirnov e Maksim Yegorov — antigos governadores regionais cujas demissões se transformaram posteriormente em processos criminais.

Todos estes processos e detenções apontam para uma redistribuição de influência no seio do Kremlin, uma luta cada vez mais intensa pelos recursos e o facto de que o princípio de que a elite é «intocável» já não se aplica — nem mesmo aos amigos de longa data de Putin.

Putin está a perseguir e a eliminar os seus «velhos amigos», ao mesmo tempo que se torna ainda mais receoso pela sua própria vida.

Veremos como isto acaba.

Como des-sovietizar e des-putinizar a Rússia? Des-russificá-la?

 

Após a guerra enfiar toda esta gente que agora se queixa de estar a ser incomodada, metê-los num comboio e lavá-los até Bucha, Zaporizhia e outras vilas e cidades ucranianas completamente arrasadas, até às valas comuns, até às crianças sem braços, sem pernas e expô-los à miséria e pô-los em frente dos crimes que cometeram. 

Gregos ajudando os russos contra a Ucrânia

 


O que é suposto fazeres?

 

O que já devias ter feito há muito tempo. Vai para o Kremlin com mais umas centenas de milhar de outros e fiquem lá até Putin sair da Ucrânia ou sair da Rússia.

Prós e contras da digitalização dos exames

 

O ME e o PM dizem, com um ar de quem profere verdades eternas, que a digitalização tal como está pensada é um modo mais rigoroso e garante mais objectividade e mais justiça para todos os alunos. Discordo.

Em primeiro lugar o que tivemos não foram exames digitais a não ser no 9º ano. Os outros foram exames feitos em papel, transferidos para jpeg ou pdf, não sei, por pessoas que abrem pacotes de exames, tiram-nos, mexem neles e os põem numa máquina que tira uma fotografia que depois transfere para uma plataforma, separa por items, etc. Se a reforma é para tirar pessoas do processo, não tirou. Até acrescentou.

Pontos a favor da digitalização dos exames, se a plataforma for corrigida dos inúmeros erros grosseiros que se verificam nesta fase e se a digitalização significar os exames serem feitos numa plataforma digital:

- É bom para os professores que não têm que andar com pacotes de exames; não perdem dias inteiros com a burocracia de somar cotações parciais à mão, passar tudo a tinta, preencher cabeçalhos em duplicado ou triplicado, em numerário e extenso, assinar aquilo tudo, apagar o lápis... são burocracias que consomem 5, 6, 7 horas de trabalho. Portanto, é melhor para poupar os professores a trabalho burocrático, disso não há dúvida.

- É bom que os alunos tenham acesso às provas online e à sua classificação parcial sem terem de ir à escola pedir uma fotocópia do teste. É mais rápido.

- É mais rápido também a corrigir erros porque não é necessário procurar as provas físicas e os erros corrigem-se digitalmente, na hora - desde que o JNE atenda o telefone e ouça os professores.

- Em princípio será mais difícil a fraude das classificações, dado que quem faz o anonimato (o agrupamento de exames) não é quem distribui as provas pelos classificadores nem quem as digitaliza. 

Em geral, do ponto de vista técnico, é um processo mais expedito e melhor para os professores.

No entanto há contras do ponto de vista técnico:

- A mesma razão que leva a que o processo seja menos permeável à fraude -estar tudo numa plataforma digital-, é a mesma razão que leva a que seja mais permeável à fraude, isto é, há a possibilidade de pessoas de dentro do sistema acederem à plataforma e adulterarem notas ou de pessoas de fora, hackers, fazerem ataques à plataforma, como hoje-em-dia se faz amiúde a hospitais, bancos, instituições, etc., muitas vezes para pedir resgaste. Se isso acontecer, pode todo o trabalho ir por água abaixo, sem apelo nem agravo. 

- Quando o aluno tem acesso online à sua prova, o que lhe mostram é a sua prova digitalizada e não os items, tal como apareceram aos vários classificadores que a avaliaram. Quer dizer que, em caso de engano, isto é, de terem enviado aos classificadores, items que não correspondem ao número de identificação daquele aluno, ele não tem modo de saber que houve erro na digitalização ou na atribuição dos items da sua prova ou que faltaram folhas de continuação ou que houve folhas de continuação que não eram as suas. Logo, não pode pedir correção de erros que nem sabe que existiram.

Portanto, a digitalização não é o paraíso, não é a segunda vinda de Cristo à Terra, a solução dos iluminados contra os obscuros, etc. e o governo podia acabar com esse discurso parolo.

Ademais, a plataforma tem limitações, como por exemplo: 

- Quando é preciso rever questões já classificadas não é possível, tem que andar-se a ver tudo o que já se fez, o que podem ser 500 classificações e geralmente já não se consegue encontrar. Isto é um prejuízo para os alunos porque não permite ajustar classificações já atribuídas. O que é isto, na prática? Acontece quase sempre já termos classificado bastantes respostas e de repente, aparecer uma resposta de um nível absolutamente superior a todas as outras já vistas. Isso obriga a fazer ajustes na correção das respostas anteriores por uma questão de justiça relativa. Se não é possível aceder-lhes...

- A plataforma não permite ter janelas abertas para se poder aceder a vários aspectos da prova sem ter de andar constantemente para cima e para baixo no ecrã para aceder a aspectos diferentes. Quando tem que se classificar 500 respostas em vários parâmetros isto conta muito para o cansaço e diminuição de rendimento de trabalho.

Há outros contras do ponto de vista pedagógico, que para mim são mais importantes que os técnicos pois afectam o próprio processo educativo.

1. A digitalização da classificação tem como fim tirar o professor, o mais possível, do processo de avaliação dos alunos e substitui-lo por uma aplicação digital.
O fim último, tendo em conta que o guia do processo é a uniformização e rapidez, será reduzir a avaliação a escolhas múltiplas, pois aí garante-se que todos os alunos são classificados rapidamente e de modo igual.
Só que também se garante a mediocridade do sistema, na medida em que prejudica muito os bons alunos que não têm possibilidade de mostrar as suas qualidades, seja no domínio dos conhecimentos, seja no domínio das técnicas.
Mesmo que a avaliação não seja completamente reduzida a escolhas múltiplas, ela tende para a uniformização. Como se viu este ano, os professores receberam respostas já classificadas para re-classificar... há aqui controlo e possibilidade de manipulação das classificações. Suponhamos que uma prova tenha uma ou mais classificações de items muito díspares das outras todas, o que agora pode acontecer, dado que nenhum professor tem acesso à prova toda para poder ajuizar. O JNE ou quem coordena, envia esses items a outros classificadores até que estejam uniformes com a classificação dos outros items. Intervenciona. Há um par de anos, em França, a tutela resolveu subir a nota um valor a todos os alunos para melhorar a estatística. É claro que se soube, porque os exames em papel existiam com as classificações lá escritas, mas com este sistema dificilmente se saberia dessas... coisas.

2. A classificação por items não é mais objetiva nem mais justa para o aluno. Imaginemos que o classificador tem respostas para classificar referentes ao item 2.4 de uma tal prova. Há aqui duas questões:

1ª - O classificador não avalia todos as respostas que existem do item 2.4 de todo o país para garantir que todos são classificados com o mesmo critério. Dão-lhe um certo número de items, vamos supor 150 em em 20.000 respostas no total a esse item. Portanto, se derem 150 respostas a cada professor, serão mais ou menos 133 professores. Ora, esses 133 professores têm critérios de exigência muito diferentes uns dos outros. Por conseguinte, não há mais objectividade na classificação, o que é há é a retirada do juízo do professor da totalidade da prova.
É como se, num julgamento, em vez do caso ser decidido por um juiz que tem acesso a todos os elementos para decidir, o fosse por 7 juízes em separado, cada um a apreciar apenas uma parte do processo -ou as testemunhas de defesa ou as de acusação, ou a perícia médica, ou a prova balística, etc. (com o argumento de cada juiz se treinar como especialista na sua parte) e no fim cada um deles desse uma nota à sua parte/item e uma plataforma digital fizesse a soma das notas dadas e anunciasse ao réu que a sentença corresponde, dada soma das cotações dos parâmetros, a x anos. Desvirtua o processo.

2º - Vamos supor que numa numa escola, há 120 provas de uma disciplina que foram enviadas para 10 classificadores diferentes. Então aqui o que temos são alunos da mesma escola, talvez de um só professor a serem avaliados separadamente por 10 avaliadores diferentes, cada um com o seu critério de exigência e sem possibilidade de ajustar o seu critério de exigência ao caso em apreço.
Deixem-me esclarecer. Um professor classificador geralmente recebe provas de uma escola, às vezes duas. Como sabemos? Os testes chegam-nos às mãos com 2 números atribuídos pelo Agrupamento de Exames quando fazem o anonimato: um é fixo e corresponde à escola e outro é diferente e sequencial e corresponde ao aluno. Por exemplo, do código 1040, que corresponde a uma escola que só o Agrupamento é capaz de identificar porque são quem faz o anonimato, temos os testes números, 120, 121, 122, etc., sendo estes números os que identificam os alunos que correspondem aos testes.
Então num pacote com 80 testes, por exemplo, vemos que 50 são de uma escola (a 1040) e 30 de outra (a 1125). 

Quando lemos as respostas dos testes da 1040 reparamos que as respostas são idênticas em vários aspectos: há certos exemplos que os alunos todos apresentam, certo tipo de explicações com certo tipo de linguagem estranha que não corresponde ao nosso modo de abordar a questão, mas vemos claramente que foi assim que o professor daqueles alunos o fez e levamos isso em conta a favor do aluno. Na Lógica, por exemplo, vemos processos de raciocínio que nunca faríamos na abordagem de um problema mas que se repetem em todas as provas da mesma escola e portanto, percebemos claramente foi assim que o professor abordou o problema e respeitamos o professor e levamos isso em conta - se estivermos a classificar uma resposta de cada escola, não é possível fazer esse juízo e isso é injusto para os alunos, quer dizer, estarem a ser classificados com critérios diferentes, sendo da mesma escola.

3- Sem ver o teste todo não conseguimos perceber aqueles alunos que têm, na maioria das respostas, um raciocínio fora da caixa, embora possam não ter estudado muito e faltarem-lhe conhecimentos. Há alunos extraordinariamente criativos e penso que isso deve ser levado em conta mas a ver um item não é possível.

Há muitas situações em que classificar o teste todo e não por items beneficia o aluno e evita injustiças. Classificar assim por items é válido para a avaliação dos alunos das nossas turmas. Quando fazemos um teste, avaliamos, corrigimos e classificamos questão a questão, mas isso é porque temos acesso à totalidade do teste e podemos fazer acertos. Uma pessoa leva 3 dias a ver uma turma de testes, por exemplo e nessas 3 vezes, não está no mesmo estado de espírito, de cansaço, de concentração, etc. Temos noção disso e por isso, no fim, temos que ir aos testes todos ver se houve discrepâncias na abordagem à avaliação das questões.

Enfim, há outros pontos, mas isto já vai grande. O que me parece é que a classificação por items desvirtua o carácter pedagógico da avaliação, anula o juízo do professor que é um especialista em avaliação escolar e não é mais justo para o aluno.

Não sei se a intenção é mesmo essa: desconfiar do professor e anular o juízo do professor para ganhos de rapidez e mediocridade sem contestação, o que aparece sempre com o nome de uniformidade e, acima de tudo, controlar os professores e as próprias classificações.


O ministro está outra vez a dizer que estava tudo a correr bem até os professores deixarem de corrigir provas

 

Se isto se fosse verdade, recusarem-se a trabalhar, levavam com um processo em cima e ele sabe disso muito bem. Ninguém faz essa loucura.

A seguir diz que alguns professores "meteram atestados - se calhar ficaram doentes, não faço a mínima ideia", diz, mas acrescenta, "os professores têm um contrato e têm que..." Têm o que o quê? Não ficar doentes? Não ser doentes? Não faz ideia? Não interessa saber, o que interessa é responsabilizar professores?

O ministro diz que onde se dizia que havia falta de folhas de continuação, não havia, o que havia eram folhas em branco que não foram digitalizadas. Ora houve, pelo menos, centenas de casos em que os classificadores reportaram receber folhas de continuação que não eram, obviamente, da prova que estavam a classificar. Portanto, isto é uma impossibilidade lógica.

Isto depois de já ter feito um grande auto-elogio ao seu trabalho.

Dizer que só este ano houve rigor na avaliação como nunca tinha havido é ofensivo para os professores, porque parece que antes andavam a brincar e agora é que é a sério, e não é verdade. Sempre houve rigor e accountability como gostam de dizer. Todo o processo tinha responsáveis devidamente identificados em cada uma das suas etapas. Os alunos sempre tiveram acesso aos seus exames. Agora têm mais depressa e online, independentemente de terem de ir pedir cópias à escola. Sim, isso é melhor, mais prático, mas não significa uma avaliação mais rigorosa.

Agora diz que nunca obrigou as escolas a estar abertas à noite, nem lhe passava na cabeça, só exigiu que as notas fossem divulgadas na sexta... isto é a sério? Se as notas chegavam às 8h e às 9.30h da noite, como haviam as escolas divulgar as notas sem estarem abertas? E as ameaças veladas aos directores?

Enfim... vou deixar de ouvir. Nada de novo debaixo do sol, como dizia o outro: políticos sendo políticos.

Independentemente destes factores, penso que a digitalização dos exames deve ser discutida. 

Se os assassinados não são da tua cor política, venha daí o terrorismo


Agora mesmo na Euronews:
Programa, Europe Today com Anna Saibai da Europol, "a maior ameaça à segurança e desenvolvimento da Europa é o jihadismo. Já tivémos 500 ataques terroristas no espaço da UE".

Portanto, sabemos de onde vem e quem pratica o terrorismo, mas continuamos a importar esses casulos de homens violentos onde se infiltram terroristas e seus apoiantes activos ou passivos.
O pior é que, com tantos e tantos casos, já se normalizou o terrorismo bem como a violência contra as mulheres e já nem um nem outro são notícia. 
Em Inglaterra, Ann Widdecombe, ex-MP (membro do Parlamento) pelos conservadores, uma mulher de quase 80 anos, foi assassinada brutalmente com indícios de tortura. Imediatamente após a descoberta do corpo a polícia disse que o assassinato não tinha motivação política, e assim normalizou o crime. Passadas 24h teve de desdizer-se e adiantar que afinal, a força de contra-terrorismo tinha tomado conta do caso. 
De lá para cá o assunto foi esquecido: nem os jornais falam dele, nem o rei ou o governo disseram uma palavra acerca do assassínio brutal de uma política conhecida e muito activa, nomeadamente a favor dos direitos das mulheres. Nem a Igreja de Inglaterra. Nada. Uma funcionária pública numa universidade, uma militante do Labour, a esquerda socialista inglesa, publicou um post nas redes sociais a celebrar o seu assassinato e a gozar com a sua tortura dizendo esperar que ela tivesse sofrido o mais possível. 
Conclusão: se os assassinados não são da tua cor política e, ainda por cima, são mulheres inconvenientes, venha daí o terrorismo e os seus seguidores.

Aprender com os bons exemplos

 

A Polónia, depois de se libertar do jugo russo, passou por um longo período de pobreza. As pessoas emigraram para a Europa em busca de trabalho — em sectores que iam da construção civil aos cuidados de saúde — para construir um futuro que não podiam construir no seu próprio país.

Agora a situação inverteu-se. A economia descolou, os salários estão a subir, a indústria funciona a todo o vapor e os investimentos estão a afluir. O resultado? Os polacos estão a começar a regressar a casa porque encontram aí empregos melhores, salários mais elevados e condições mais favoráveis no seu país do que na UE e Inglaterra para onde emigraram.

É o indicador mais claro de um país que passou da «exportação de mão-de-obra» para a repatriação de competências. E diz mais sobre o desenvolvimento da Polónia do que qualquer slogan político alguma vez disse.

Jarl Finland


Aprendi uma palavra que talvez explique muito dos nossos problemas de economia: NIMBYism

 

NIMBYism - Not In My Backyard. Significa que, embora as pessoas possam concordar que certos projectos -geralmente industriais, fabris ou mineiros- são necessários para o bem comum, não os querem no seu bairro/zona. A consequência é deixar de desenvolver uma e outra e outra e mais outra actividades que podem ser criadoras de riqueza e estagnar.  Li isto agora meso num artigo que tentava explicar e avisar os americanos dos perigos do NIMBYism a partir do exemplo de grande empobrecimento da Inglaterra face aos EUA. O artigo listava causas hipotéticas explicativas desse empobrecimento e esta era uma delas. Falava na falta de produção de riqueza e no perigo de especializar-se numa só área como fonte de receitas e ficar em risco de derrocada dessa área. O que nos acontece com o turismo. Também dizia que, se tirassem Londres dos critérios de riqueza da Inglaterra, a sua economia ficaria ao nível do Missouri. Lisboa...? 

--------

O menor crescimento das exportações portuguesas é explicado por razões gerais, como a contracção estrutural do comércio internacional de bens em percentagem do PIB mundial – que prejudica todos –, mas também por razões específicas ao país. Neste domínio, para que Portugal tivesse uma estratégia política alinhada com a evolução dos mercados, seria necessário foco promocional nos sectores (e nos países) nos quais, como tenho repetido amiúde, o país revelasse vantagem comparada. Sectores nos quais as nossas exportações revelassem crescimento sustentado e superior à nossa quota média no comércio externo. E incluir uma articulação sectorial, ainda ausente, agregando sectores que conjuntamente constituem ecossistemas industriais. É claro que isto obrigaria o Governo a fazer escolhas políticas, com base no mérito de mercado das propostas em vez do seu poder de “lobby”. Mas projectaria uma mensagem clara sobre o que se pretende do papel de Portugal na nova geoeconomia mundial – coisa que por ora não se percebe.

https://www.publico.pt/, Qual é o papel de Portugal na nova geoeconomia?