October 21, 2026

Que sentido de vida estão a construir estas pessoas que se dedicam ao ódio e à violência?

 

Sócrates dizia que não se ensina nada a ninguém, querendo com isso dizer que não é possível ‘atirar’ conhecimentos já construídos para dentro da mente de alguém, como se essa mente fosse um receptáculo. O mais que podemos fazer, dizia, é orientar essa pessoa para a luz, através de questões, provocações, desafios e esperar que se opere nela uma mudança interna de perspectiva transformadora, uma metanoia, que a afaste do erro e a ponha no caminho da busca do conhecimento.

 

Do mesmo modo, também Viktor Frankl entende que não se dá o sentido da vida a ninguém. Não é possível ‘atirar’ para dentro de alguém um sentido de existência já construído e pronto a usar. O mais que podemos fazer é afastar a pessoa das armadilhas de falsos sentidos que surgem como modo de preencher vazios -o prazer e o poder- e orientar a pessoa, através do diálogo socrático, em grande parte, para a luz, entendida por ele como uma vida de construção de sentido através da acção transformadora virada para o outro, que pode ser uma pessoa ou o mundo. 

 

Tal como em Sócrates, também esta ação implica uma transformação interna, que passa por a pessoa se desvitimizar: em primeiro lugar, fazer zoom out da sua situação particular, das suas emoções e problemas, e observar-se de um ponto de vista neutro, nomeadamente projetando-se no futuro e olhando para trás. Este processo tem a virtude de se aprender a mudar o modo como se reage às situações particulares de vida, mesmo em casos extremos, como o foi a vida dele nos campos nazis - quando não podemos mais mudar uma situação, somos desafiados a mudarmo-nos a nós mesmos; em segundo lugar, munidos dessa capacidade de se descentrar de si mesmo e dos seus agravos, que levam muitas vezes ao vazio e suas armadilhas, virar-se para fora e agir, sobre os outros, como um meio de construir sentido.

 

A construção de sentido está fundamentada em três pilares: a liberdade da vontade  (há sempre uma margem de liberdade em qualquer situação, quanto mais não seja, interna); a vontade de sentido (o impulso de buscar significado nas experiências da vida); e o sentido da vida (a convicção de que a vida tem um sentido que se pode alcançar).

 

Fankl falava em três vias de valores para a construção de sentido: 

 

- valores de realização ou de criação: o que damos ao mundo com o nosso trabalho e responsabilidade;

- valores vivenciais ou de experiência: as experiências transformadoras do belo e/ou do amor;  

- valores atitudinais: a atitude que escolhemos ter perante os obstáculos e sofrimentos inevitáveis da vida.

 

A construção de sentido é um processo dinâmico que dura toda a vida, pois vai-se modificando para responder às suas vicissitudes, internas e externas. Frankl chama «Logoterapia» a este processo de orientação da vida para a descoberta e posse do impulso vital humano da construção de sentido.

 

(parte de um texto que escrevi num trabalho que fiz para uma formação sobre Viktor Frankl na APFP - associação portuguesa de ética e filosofia prática)


Putin deve ter puxado do seu ás de trunfo

 

A Ucrânia a avançar no terreno e a destruir tudo quanto é refinaria, bases de informação, equipamentos de guerra, etc. devem ter posto Putin em pânico e puxou do seu ás de trunfo (calculo que sejam vídeos epstinianos mesmo maus) porque de repente Trump virou-se completa e agressivamente contra a Ucrânia e contra Zelensky. 

Onde estão os republicanos decentes que não põem o homem na ordem? Têm medo dele?

Macron está em negação

 

Que as imagens que circulam são de inteligência artificial e que não se passou nada daquilo em França. Perdeu o controlo do país e está em total negação. Macron está com medo de perder os negócios de petróleo e gás com os islamitas de África com quem tem contratos, nomeadamente Argélia, Nigéria e Líbia. Daí que negue que argelinos, líbios e outros imigrantes islamitas de 1ª ou 2ª geração eram a maioria dos que se viam a roubar e a destruir. Mas quer dizer, as imagens estão aí para todos verem. É a nova-esquerda, é isto.

Sanções de longo alcance

 

Estamos preparados para a guerra?


Putin acaba de declará-la. Está cheio da força que Trump lhe dá. Os europeus que metem em ordem as suas casas, acabam com as células de terroristas islâmicos e gangs de destruição já, porque temos uma guerra para travar. 

Bojan Pancevski

Putin ordenou pessoalmente uma nova onda de ataques contra os países da @NATO na Europa. O complot no aeroporto de Leipzig foi um dos primeiros golpes.
Putin foi motivado pela frustração com o impasse nas negociações e pelos ataques profundos da Ucrânia.
A minha reportagem via @WSJ

Vancing Queen confirma que Putin é um terrorista que tem reféns

 

Still working


October 20, 2026

Subscrevo inteiramente esta análise



(apesar de faltarem aqui outras forças que trabalham para a destruição da Europa)

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Sandro

Acho que os europeus não compreendem plenamente o que está a acontecer neste momento à União Europeia.

A UE está a sofrer um ataque extraordinário em várias frentes, tanto do exterior como do interior. E tenho dificuldade em pensar noutro período da sua história em que tantos actores poderosos tivessem interesse em enfraquecê-la simultaneamente.

A Rússia passou anos a travar uma guerra híbrida contra a Europa. 

Migração utilizada como arma, sabotagem, ciberataques, campanhas coordenadas de desinformação, redes de bots e interferência política. O objectivo é claro: minar a confiança nas instituições democráticas, aprofundar as divisões sociais e enfraquecer a unidade europeia.

A China tem motivações diferentes, principalmente económicas e geopolíticas. Uma Europa fragmentada é mais fácil de pressionar, mais fácil de negociar individualmente e menos capaz de defender os seus interesses económicos.

E depois há os Estados Unidos. Talvez o desenvolvimento mais perturbador de todos.

Sob Trump e o movimento MAGA, um país que ajudou a reconstruir o velho continente e que depois passou décadas a apoiar a integração europeia tem agora uma administração abertamente hostil a grande parte do que a UE representa. A sua própria Estratégia de Segurança Nacional apela mesmo a cultivar resistência à actual orientação política da Europa.

Pensem nisso por um momento.

Entretanto, na Europa, sectores da extrema-direita e da extrema-esquerda amplificam estas divisões, seja por alinhamento ideológico, oportunismo político ou simpatia declarada por regimes autoritários.

Isto não significa que a Rússia, a China e o MAGA estejam todos a seguir um plano mestre coordenado em conjunto. Nem precisam de o fazer. Os seus interesses sobrepõem-se cada vez mais, e as divisões internas da Europa facilitam-lhes consideravelmente o trabalho.

O que torna isto particularmente alarmante é o que está realmente em jogo. Apesar de todas as suas falhas, a UE continua a ser um dos projectos mais importantes do mundo, assente na democracia liberal, no Estado de direito, nas liberdades individuais e na cooperação entre nações.

Numa altura em que o autoritarismo está a ganhar terreno e até mesmo democracias de longa data mostram tendências preocupantes, isso é extremamente importante.

A Europa está longe de ser perfeita. A sua burocracia, indecisão e incapacidade de agir de forma decisiva são problemas reais. Mas a resposta não pode ser recuar para 27 Estados-nação concorrentes, cada um deles demasiado pequeno para influenciar de forma significativa um mundo cada vez mais dominado por potências continentais.

Muito pelo contrário.

A Europa precisa de uma integração mais profunda, de instituições comuns mais fortes, de uma verdadeira autonomia estratégica e da coragem política para defender os seus interesses e valores.

Porque a fragmentação é precisamente o que tantos actores externos desejam.

E talvez essa seja a ironia central do nosso tempo: as pessoas estão a ser deliberadamente manipuladas para acreditar que o contrário é verdade — que a identidade nacional e a soberania só podem ser protegidas enfraquecendo a cooperação europeia. Na realidade, uma Europa dividida é menos soberana, menos segura e muito mais fácil de ser pressionada por potências externas. Por isso, aquilo que tornará a Europa mais forte é precisamente aquilo que os seus adversários se esforçam mais por impedir.

Uma Europa unida é uma potência geopolítica. Uma Europa dividida é um conjunto de países à espera de serem atirados uns contra os outros.


A Europa tem responsabilidade nesta mentalidade de parasitismo

 

Um imigrante francês explica por que atacam as lojas chinesas: «Os chineses que vivem em França tornaram-se demasiado ricos. É injusto para nós. Têm roupas boas, boas vidas e bons carros». Estes indivíduos com esta mentalidade parasita atacam as lojas judaicas por motivos religiosos e não atacam as lojas muçulmanas e atacam as lojas chinesas por inveja. 
Os asiáticos em França, como em outros países, em vez de andarem a partir tudo e a queixar-se de serem vítimas e de terem direito a roubar, trabalham imenso, investem na educação e não criam confusões. Depois vêm este palestinos e outros islamitas que onde chegam exigem que todos se dobrem à sua ideologia medieval e destroem-lhes os bens por inveja. São estas pessoas, as tais que precisamos para pagar impostos e trabalhar para o futuro da Europa? Não me parece.


PVEC (processo de vitimização em curso)

 

O PVEC começou há uns 30 anos mas só agora atingiu o pico.

De há uns 40 anos para cá começou a importação de imigrantes africanos, islamitas, em parte como consequência inevitável do fim dos impérios europeus e das suas descolonizações. Naturalmente, houve um debate e um confronto público de ideias acerca da colonização e do racismo que veio com ela. Esse debate foi desvirtuado pela esquerda des-construtivista.

Os des-construtivistas não viam a independência das colónias como um evento igual a tantas outras independências territoriais na História. Não, eles comentaram a colonização como um acto especificamente ocidental, como se não tivesse havido outras estruturas colonizadoras esclavagistas, como os árabes, por exemplo. 

Por essa razão, para a descolonização ser efectiva, havia que des-construir as estruturas de pensamento ocidental, da cultura ocidental, do eurocentrismo, da ciência, da justiça e do Direito ocidentais, da 'verdade' ocidental, da ciência ocidental, das democracias ocidentais, entendidas como opressoras, da língua como violadora da identidade dos povos colonizados. 

Tomados por um desejo de se redimirem e aparecerem como superiores no entendimento da colonização ocidental, a esquerda aderiu entusiasticamente a esta missão de matar o Ocidente, que no entender dos des-construtivistas traz em si o germe do racismo e do colonialismo.

Seguiram-se 30 anos de educação contra o homem branco, ocidental, tomado como endémica e eternamente racista e daí surgiu o PVEC. 

Há 30 anos que os povos ex-colonizados educam os seus jovens na ideia de que o Ocidente branco é causa de todos os males no mundo; que sem os negros escravizados não haveria civilização ocidental, pois foram os escravos que tudo fizeram, que são as únicas e as maiores vítimas da História e que os brancos do Ocidente lhe devem reparações eternas - a pagar já em dinheiro, em bens e em sofrimento; que estando num país ocidental têm direito a roubar, a tomar para si o que quiserem, a violarem as raparigas, a atacar quem quiserem, pois estão apenas a retribuir o que lhes foi feito há 100 anos ou 300 durante o colonialismo. Sendo islamitas, todos esses direitos lhes são devidos e justos, dado que o Ocidente está cheio de infiéis e o profeta manda matar infiéis.

O próprio Ocidente ensinou e propagou (e ainda propaga) no mundo essa narrativa de que os europeus são geneticamente racistas, que os africanos são vítimas eternas e que a sua revolta e violência são compreensíveis neste quadro. 

Tivemos e temos governos, intelectuais, instituições a difundir a ideia de que é preciso matar o Ocidente para o mundo ser feliz e desoprimido. O Paraíso vem a seguir à morte do Ocidente. Guterres, que ocupa ainda o posto de maior influencia moral no mundo, é um dos maiores faróis a difundir a narrativa de que a cor da pele das pessoas faz delas vítimas ou opressores e que ser branco é nascer com o pecado original da opressão e ser negro é ser vítima.

O anti-semitismo também, pois afinal, na cabeça da esquerda, os israelitas são os brancos europeus ocidentais, logo opressores, que escaparam aos nazis e foram com as suas estruturas mentais colonizadores para a Palestina oprimir os árabes, que na sua cabeça são todos negros, logo vítimas.

Não admira pois que, ao fim de quase 40 anos de demonização da cultura ocidental e dos europeus, os imigrantes africanos -e os islamitas- entendam que são vítimas com direitos de pernada sobre os europeus, uma espécie de jizia pelos males sofridos.

A cultura da vítima e do opressor, tão cara à esquerda Rolex deriva de um espirito muito paternalista que é o de considerar que os povos colonizados  são coitadinhos que nunca poderão ser livres por causa dos europeus. Como se não fossem seres humanos autónomos e inteligentes como os outros, capazes de ultrapassar a sua situação particular de raíz. Isto é, consideram-nos inferiores, isso está implícito no modo paternalista como os tratam.

No entanto, vários países colonizados prosperaram depois da independência, tanto em África como na Ásia. E há países que se mantiveram numa lógica de vitimização que os impediu de se erguerem depois da independência. E há países que nunca foram colonizados e não prosperaram. E a Europa está cheia de países que foram colonizados, alguns completamente arrasados e depois prosperaram.

Portanto, esta visão superficial que a esquerda tem dos povos e das culturas, alimenta este Processo de Vitimização em Curso. 

Não é que não seja verdade que o Ocidente foi colonizador, que escravizou, que em muitas situações substituiu a língua dos povos indígenas pela sua, que abafou identidades, mas isso não é um evento único na Historia e exclusivo de europeus, ocidentais. A Rússia continua a fazê-lo; dezenas de países islâmicos fazem-no há mais de um milénio e continuam a fazê-lo.

Portanto, continua em curso um processo de destruição das democracias ocidentais por parte de intelectuais de esquerda Rolex (veja-se o exemplo do post anterior) que vivem numa realidade alternativa, de opressores e oprimidos, pondo-se a si mesmos num pedestal de libertadores dos oprimidos - que não são. Defendem ditaduras, regimes esclavagistas, regimes terroristas, regimes teocráticos bárbaros, regimes de baixeza moral no tratamento de mulheres e de crianças e dizem a si mesmos que é por um bem maior. 

Qual é o bem maior? Um regime soviético de miséria e fome? Um regime iraniano de tortura, violações e execuções? Um regime Putinista de expansão colonial? Esses regimes são a favor dos direitos humanos? Da liberdade? Da auto-determinação dos povos?

Qual é o bem maior? 

Estou convencida que a esquerda-Rolex sabe que nenhum desses regimes é um bem maior mas é demasiado cobarde para o admitir. 

Vivem presos às narrativas do final do século XIX, ao tempo das grandes ideologias. Fizeram as suas vidas e carreiras e as vidinhas com elas. Estão presos no tempo, exactamente do mesmo modo que os islamitas vivem presos na realidade do século VII. Uns e outros não conseguem sair dessa prisão mental. Presos nos seus agravos vicariantes de outros séculos e nos seus sentimentos de ódio, de ressentimento e de vingança. Por isso, agora apelidam-se a si mesmos de progressistas - para se convencerem a si mesmos que a sua prisão ao passado é um progresso.

A única maneira de se ultrapassar este suicídio do Ocidente pela esquerda é a outra esquerda que pensa tomar posição. Não ser como os islamitas moderados que nunca abrem a boca por medo e cobardia e são cúmplices da violência dos extremistas, pelo silêncio conivente.


Os grandes intelectuais da nova-esquerda Rolex



«Dedo do meio em riste, "vai-te embora, idiota, vai-te embora, sionista nojento": quando Didier Eribon me expressa o seu ódio».
«Mas é o Eribon!! » diz o meu amigo. A incredulidade do meu amigo ainda ressoa. Acabou de reconhecer o homem que, segundos antes, me tinha gritado «Vai-te embora, idiota!» acompanhado de vários gestos obscenos, num passeio parisiense onde estávamos a conversar, o meu amigo, a minha mulher e eu. 
Não se trata, portanto, de um simples transeunte tomado pela raiva. É mesmo o Didier Eribon. O eminente académico, o sociólogo, o intelectual de esquerda. Que se revolta na vulgaridade. À maneira de um exibicionista que, com dificuldade em encontrar oportunidades para se satisfazer, abre o sobretudo e tira o seu órgão à pressa, enquanto vomita obscenidades para ver o efeito que causa nas transeuntes… 
Passado o espanto, recuso-me a deixar que a impunidade se instale. Volto a subir para a minha bicicleta, alcanço-o e interpelá-lo com ironia e firmeza: «Senhor Eribon, é assim que lida com as suas divergências? Insultando as pessoas na rua e mostrando-lhes o dedo do meio com a mais crassa das vulgaridades?». 
Desmascarado, ele assume. Com uma arrogância lamentável: «Sim, sou o Didier Eribon, sou mundialmente conhecido e tu és um grande idiota». Ele não gosta de mim e fez questão de mo deixar claro. Isso acontece-me algumas vezes. Mas, tal como sempre que surge a violência verbal, decido não deixar passar em branco e, por isso, acompanhá-lo no seu passeio. Um passeio pelo bairro para o confrontar com a sua própria queda. 
Chamo-lhe a atenção para o quão desesperado é esse comportamento para um intelectual francês. O seu único argumento? « - Insultaste-me, por isso insulto-te. Insultaste os Insoumis, chamaste ao Jean-Luc Mélenchon um bastardo antissemita.» «Eu sou a República», declara Mélenchon, e, num paralelo perfeito, o intelectual dos Insoumis convence-se a si próprio: «Eu sou o Mélenchon. »
Ao ouvi-lo, percebo uma violência inédita, fria, um ódio visceral, uma raiva que distorce tudo. Acabo por lhe dizer: «Se fosses mais forte, ter-me-ias dado um soco na cara. É assim que resolves as disputas.» 
Como única resposta, e para mascarar a sua indignidade com snobismo burguês, apressa-se a esmagar-me com a sua agenda mundana: 
«A minha vida é maravilhosa! Esta noite, vou jantar com a minha amiga Annie Ernaux, Prémio Nobel da Literatura.» 
A arrogância da elite de Saint-Germain-des-Prés invocada para justificar um comportamento de rufião. Mas a máscara do académico cai completamente, deixando escapar o que lhe ardia na língua. «Podia ter-te dito, e posso dizer-te: Vai-te lixar, sionista nojento!» «Força», respondi. «Mais um esforço, a palavra certa está mesmo na ponta da tua língua.» Porque hoje sabemos muito bem: aquele famoso «sionista nojento», cuspido com tanto ódio numa calçada, não passa do disfarce do anti-semitismo mais viscoso. Daquele tipo que tenta reciclar-se, normalizar-se e exigir o seu lugar na sociedade. 
Didier Eribon não me disse «judeu nojento», mas todo o meu ser ouviu-o nas suas palavras e nos seus gestos. E não me venham perguntar porquê. É assim mesmo. E o mesmo se passa com as pessoas negras e os árabes-muçulmanos, que sabem perfeitamente reconhecer o racismo quando são suas vítimas. Esta cena de rua não é apenas uma anedota patética. Ilustra a mudança de uma certa esquerda que se tornou perfeitamente odiosa. Quando aqueles que deveriam ser os protagonistas do debate, as figuras tutelares da reflexão e do confronto de ideias, caem em tais extremos de excesso e violência, não é surpresa que a brutalidade esteja a corroer o resto do país. Naquela noite, Didier Eribon não se limitou a fazer um gesto obsceno a um adversário político; fez um gesto obsceno à própria inteligência.
Hesitei durante o fim de semana. O país já está suficientemente dividido. Mas estou a tornar isto público para não deixar nada passar em branco.


A nova-esquerda Rolex, em todo o seu esplendor

 

A mulher apela à violência. O argumento dela diz o quê? 

A violência é um sinal normal de uma revolução em curso;
A revolução é bem-vinda;
Logo, a violência é bem-vinda. 

Então isto não é, segundo a nova-esquerda unineuronal, um discurso de ódio?

Esta professora universitária (já a vi em outras discussões) defende a violência e diz, com ar de superioridade de quem teve acesso a uma revelação divina, que a violência é normal, que todas as revoluções têm violência e ri-se e diz que na Primavera Árabe, também houve violência (não percebe a diferença entre as situações) e que os pequenos comerciantes com a vida destruída são danos colaterais - ontem dizia a uma mulher que foi ameaçada de ser violada na rua, mais a sua filha de 3 anos que isso seria um dano colateral da revolução. 

Esta é a nova-esquerda que defende a violência e o caos, a partir da segurança das suas casas, dos seus empregos bens remunerados e vidinhas confortáveis, num país onde usufruem de todas as liberdades e direitos que as democracias ocidentais lhes dão. Mas lutam pela destruição da democracia. E há vários exemplares deste tipo de pessoas nos governos europeus: França, Inglaterra, Espanha, Suécia, Presidente do Conselho Europeu.


💪 Giorgia Meloni mandou o exército para as ruas

 

Para impedir em Itália, a reprodução da violência que todos vimos em França. Fez o que os seus congéneres europeus tiveram medo de fazer, que é pôr ordem nas cidades e não se deixar dominar por células de criminosos e islamitas hostis às nossas democracias.

"A esquerda querer terceiro-mundizar os países europeus"

 

Esta mulher diz a França para enviar os brancos da esquerda para África para eles verem o que é um país de terceiro-mundo sem liberdade, sem direitos civis, sem eleições, com tortura, casamentos infantis. E não percebe como é que a França, tendo passado por tanto na sua história para construir um país que funciona com instituições sistemáticas deita tudo fora para defender ideias de terceiro-mundo e destrói o país em vez de o desenvolver.

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Foi muito criticada por africanos e pela esquerda extremista activista e responde que não é 'irmã' deles, é uma mulher livre que pensa pela sua cabeça. 

'The Diplomat'

 



The Diplomat, é uma série que gira à volta da embaixadora dos EUA em Inglaterra e do seu marido, que já foi, ele mesmo, embaixador.
Vai na 4ª temporada. No fim da 1ª, o Presidente dos EUA morre com um ataque cardíaco e a Vice-Presidente passa a Presidente e nomeia o marido da embaixadora, Vice-Presidente.
De início, nas duas primeiras temporadas, pareceu-me que a série tinha demasiadas cenas entre políticos (o PM inglês é o típico político fura-vidas) que pareciam cenas de alunos do secundário: diz-que-disse, quem anda com quem, encontros às escondidas... entretanto, há pouco tempo li num jornal que Obama, quando aqui esteve há uns dias, disse que a vida política na Casa Branca e as relações entre as pessoas parecem cenas de liceu, de maneira que se calhar a série é muito mais fidedigna, nesse aspecto, do que eu pensava. O que é assustador...
A série cresce e define-se na 3ª e 4ª temporadas. A Presidente recém-nomeada, que trabalha excelentemente com o VP, é uma pessoa capaz de acções sem um pingo de ética (ele também), o que lhe traz o respeito dos políticos americanos que de início temem que, sendo mulher, não esteja à altura da dureza do cargo. 
Então, vêmo-la crescer em confiança e autoridade, bem como o VP que começa a aparecer deslumbrado com o seu poder. 
Aos pouco, a Presidente vai-se tornando autoritária, tão certa das suas decisões políticas que deixa de ouvir os seus conselheiros e até o VP. Toma decisões impulsivamente. Ameaça a Inglaterra, faz chantagem com o PM inglês, ameaça fazer guerra a aliados, cria inimizades com aliados e a 4ª temporada acaba com uma cena dramática na reunião do G7 - não vou dizer para não estragar a surpresa. 
As razões dela estão certas, mas os meios que usa são de destruição e de partir a louça internacionalmente. No mundo da diplomacia é o oposto do que deve fazer-se. A ver a evolução dela para o autoritarismo puro e duro e para um comportamento de posso-quero-e-mando no mundo, é impossível não pensar no actual inquilino da Casa Branca.
A série é boa. Uma das características melhores da série é mostrar-nos como é difícil tomar certas decisões políticas, fazer escolhas que implicam sacrificar pessoas ou objectivos e causas políticos. 
A série mostra-nos essa característica pondo a embaixadora (que acaba por estar sempre no centro da acção) a discutir com o marido, não apenas porque o casamento deles sofre com o cargo que cada um ocupa no Estado, mas porque aconselham-se muito um com o outro nas decisões políticas. Então, põem-nos a assistir a discussões de ponderação de decisões importantes, com todos os prós, os contra e os riscos associados para que nos apercebamos da quantidade de variáveis que é preciso ter em conta nas decisões e como é difícil, muitas vezes, saber qual o melhor caminho. Daí a inevitabilidade do erro.
Uma série que vale a pena ver.

O talibã do rectângulo volta à carga



Obrigar as mulheres a ter filhos contra a sua vontade é o que ele queria.


Passos defende regresso de taxas moderadoras para o aborto revogadas pela esquerda

Num colóquio sobre aborto, antigo primeiro-ministro destacou aumento de mulheres estrangeiras a interromperem a gravidez em Portugal, sinalizando que em 2025 corresponderam a 44,2% dos casos.

Público


October 19, 2026

Muito bom

 


A chatice dos factos a destruir as narrativas dos progressistas de Rolex

 

Não percebo o argumento do inquilino. Se sabe que o senhorio não declara o arrendamento denuncie a fraude às finanças e não alugue essa casa. O que tem isto que ver com inquilinos roubarem as casas desta maneira, que é não pagarem, não saírem e viverem de borla à conta de outrem a usar os seus bens? Aliás, porque é que o PS e o PCP, em vez de mandarem outros pôr os seus imóveis à disposição de okupas, não põem eles os seus imóveis, que somados são 416, à disposição dos okupas ou dos sem-abrigo em vez de os mandarem acampar em tendas? De certeza que 416 prédios dão para milhares de pessoas. 


Quando se quer muito aprender não é preciso muito

 


Demasiadas coincidências para serem coincidências