November 05, 2026

007 licença para matar


Jesús Owono NÃO será alvo de acusações criminais pela morte de Jesús de Miguel. O guarda-redes de Andorra foi expulso depois de ter entrado com o joelho no peito de Miguel. De Miguel, de 30 anos, faleceu na manhã seguinte.
Owono afirma que não houve intenção de o magoar. Diz-se que está profundamente abalado. 
Encerrou agora a sua conta no Instagram depois de os adeptos lhe terem gritado «assassino» quando saiu do campo e de o terem insultado online.
Ainda poderá enfrentar uma suspensão desportiva de 8 a 12 jogos.

O futebol não é nada violento e é muito educativo.

E mais uma 🔥

 

Quando não houver petróleo não há bombas



Já perceberam o que Zelensky acabou de fazer à máquina de guerra de Putin em cinco noites?

Os seus drones atacaram as instalações petrolíferas russas durante cinco noites consecutivas... A refinaria Slavneft-YANOS em Yaroslavl... Uma das cinco maiores refinarias da Rússia... Incendiou-se a apenas 155 milhas do Kremlin... A refinaria que produz de tudo, desde gasóleo até combustível para os aviões de guerra russos...
Isto não é apenas um incêndio numa refinaria... É a espinha dorsal do financiamento da guerra de Putin...
- Putin... O homem que governa o maior país do mundo... Reduziu o bónus de alistamento de 39 000 dólares para 8 000 dólares da noite para o dia... É um corte de 80%.
- São Petersburgo... A própria cidade natal de Putin... Já tinha reduzido o pagamento do contrato de 3,5 milhões de rublos para 400 000 em menos de 3 semanas.
- O governador de Yaroslavl contabilizou 124 drones... E fechou a autoestrada que conduz a Moscovo... E alertou: «Não se aproximem deles e não utilizem telemóveis nas suas proximidades»
- O Cazaquistão suspendeu o trânsito de 200 000 barris de petróleo por dia através de um único oleoduto, após o centro de Samara ter sido atingido.
E eis o que ninguém está a enquadrar corretamente...
Zelensky não atacou um depósito de combustível... Ele atacou o dinheiro do petróleo que se transforma nos bónus de alistamento de Putin... E nos salários dos seus soldados... E no combustível do seu exército... E no seu orçamento de guerra...
E fê-lo na mesma semana em que o Ministério da Defesa russo planeava adiar, pela primeira vez, os salários militares de dezembro para Janeiro...
Não estás a assistir a uma guerra de drones... Estás a ver a Ucrânia a sangrar o dinheiro do petróleo russo noite após noite, enquanto o mundo paga 102 dólares por barril de Brent só para assistir...


Meloni pergunta bem, porque é que cada líder europeu fala sozinho sobre a Ucrânia?

 

Ou fala com Putin? No dia em que houver negociações, quem da UE se vai sentar à mesa e com que discurso? Todos? Não. Nenhum, se cada um diz sua coisa em iniciativas concorrentes. A guerra da Rússia na Ucrânia não pode ser uma guerra de egos ou de capitalização de votos. Se cada um começa a falar sozinho serão todos manipulados pelo senhor que se sabe.

Meloni critica a desorganização da UE enquanto Bruxelas acolhe as negociações sobre a Ucrânia


A líder italiana afirma que a falta de uma voz única da UE à mesa das negociações «é inaceitável»

A desorganização diplomática da Europa em relação à Ucrânia corre o risco de marginalizar a UE em futuras negociações de paz, a menos que os europeus comecem a agir de forma coordenada, alertou Giorgia Meloni, primeira-ministra italiana.

Numa carta enviada na quinta-feira a António Costa, presidente do Conselho Europeu, e a que a Rapporteur teve acesso, Meloni manifestou a sua frustração face à proliferação de fóruns diplomáticos e iniciativas concorrentes.

Exigiu que os líderes da UE cheguem a acordo sobre um único representante «para falar a uma só voz sobre a questão ucraniana», à medida que as negociações para pôr fim à guerra se intensificam nos próximos dias e semanas.

Enumerou uma sucessão de reuniões ou contactos diplomáticos que tiveram lugar ao longo do último mês, incluindo em Bruxelas nos últimos dois dias, para ilustrar o que descreveu como um panorama cada vez mais confuso.

«Tudo isto está a minar a nossa credibilidade na gestão de uma das questões mais complicadas que as nossas nações enfrentam», afirmou. «Estou convencida de que todos reconhecemos que, ao darmos a impressão de uma Europa que avança em direções diferentes, não estamos a fazer mais do que servir os interesses daqueles que querem que esta guerra continue.»

«Considero que isto é inaceitável, dado que estão em jogo vidas humanas e o futuro da nossa segurança.»

Meloni solicitou formalmente que o assunto fosse debatido na cimeira informal dos líderes da UE, a realizar-se em Dublin na próxima semana, e que fosse tomada uma decisão sobre o nome a adotar no Conselho Europeu formal de dezembro.

https://www.rapporteur.com/news/


Como cativar professores para o ensino?


Agredir professores.


Dois feridos por explosão e jovem com AVC alarmam escola

Arremesso de engenho pirotécnico contra janela da Escola Secundária da Baixa da Banheira, Moita, feriu professor e aluna. Jovem de 16 anos hospitalizado, noutra ocorrência.

A Escola Secundária da Baixa da Banheira, situada no Vale da Amoreira, Moita, viveu momentos de alarme ao final da manhã desta quarta-feira. O rebentamento de um engenho pirotécnico causou ferimentos num professor e numa aluna. Noutra ocorrência distinta, um jovem de 16 anos, aluno do mesmo estabelecimento de ensino, teve de ser transportado de urgência para o Hospital do Barreiro, com sintomas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

As duas situações tiveram lugar quase em simultâneo. PSP, e meios dos bombeiros do Sul e Sueste, Barreiro, foram mobilizados para a escola depois de um grupo de alunos do oitavo ano terem arremessado o engenho pirotécnico contra a janela de uma sala. O ataque fez com que os vidros das janelas estilhaçassem. Um professor sofreu ferimentos numa mão, e uma aluna de 16 anos, por queixas nas costas e ouvidos (estava sentada junto à janela), teve também de receber apoio médico. Ambos seguiram para o Hospital do Barreiro.
O corpo de bombeiros do Barreiro destacado para a situação, teve de empenhar uma terceira ambulância. Desta feita, noutro ponto da escola, foi necessário dar apoio a um rapaz de 16 anos, aluno, que tinha sintomas de AVC. Foi para a mesma unidade hospitalar, a inspirar alguns cuidados.

Devido às ocorrências, a escola teve de encerrar durante a tarde.

CM

Isto não é mentira

 


«O objetivo não é ter mais informação, mas sim compreender melhor.» — Arthur C. Clarke




Ao contrário do que pensam os alunos, a maioria dos pais e os governantes, o acesso das crianças e jovens à internet não tornou os alunos mais inteligentes e tornou o ensino extremamente difícil. E não falo apenas dos malefícios psicológicos e relacionais das redes sociais, nem dos efeitos devastadores do consumo de pornografia ou da dependência de estarem sempre entretidos com excesso de imagens em velocidade e sons ruidosos. Falo do acesso a catadupas de informação errada.

Antes dos telemóveis com as redes sociais invadirem as vidas e as mentes de todos, os alunos vinham menos informados. Para terem acesso a informação sobre os avanços espaciais e a dinâmica dos planetas, por exemplo, teriam de chegar ao secundário ou, até, à universidade. Agora já viram imagens simuladas do funcionamento da mecânica e dinâmica celestes aos 5 anos de idade. 

O efeito perverso desse tsunami de informação que se abate sobre eles desde que lhes põem um telemóvel ou um tablet nas mãos, que é quase desde que nascem, com acesso à internet, está em que têm a sua caixa de correio mental atafulhada de falsas informações que carregam como verdade insofismáveis. E como os pais também confundem o excesso de informação com sabedoria e inteligência, constantemente reforçam essa ideia de que não precisam de autoridades epistémicas, nomeadamente professores, porque têm acesso a todo o conhecimento "à distância de um clique."

Entre dois males é preferível um aluno chegar com ignorância do que chegar com falsos conhecimentos já sedimentados. Porque a ignorância não é um mal em si e resolve-se com aprendizagem, mas os falsos conhecimentos já sedimentados são extremamente difíceis de desincrustar e é isso que tem de fazer-se antes de se poder construir seja o que for. Não só é extremamente difícil como eles resistem a abrir mão desses falsos conhecimentos. E chegam às aulas atafulhados de absurdidades e excesso de auto-confiança na certeza desses absurdos.

Para além de não pensarem, não saberem pensar e não saberem que não sabem pensar, vivem imersos no mundo da materialidade consumista. Vêem-se, não como produtores de cultura e de mundo, mas como consumidores do mundo e, desde logo, como consumidores de direitos. Como consumidores de direitos que pensam ser, vêem-se como clientes e aos outros todos como servidores dos seus direitos.

Uma frase que agora dizem muito é: 'não pedi para nascer e obrigam-me a vir à escola e eu venho mas não tenho que fazer nada. Os professores é que têm de tornar as aulas divertidas, fazer com que eu me interesse pelas matérias e explicar-me tudo o que não sei."

A maioria dos alunos actuais não tem respeito nem valoriza o conhecimento pela razão de o pensarem como algo que está ali à sua disposição, na internet, sem custos. Se não custa dinheiro é porque não tem valor. 

Uma, cada vez maior, percentagem de alunos, não percebe porque tem de ir à escola, a não ser para disciplinas como a matemática ou a física que não conseguem perceber sozinhos. Tudo o resto, pensam que já têm em quantidade suficiente e de fácil acesso na internet. "Mas eu vi na internet" é agora a resposta mais comum sempre que lhes dizemos, a propósito de qualquer absurdo que dizem, "isso é falso." Ou então, a propósito de algo que dizemos, 'já sabia isso, vi numa janela que se abriu no Tik Tok.'

O objectivo da aprendizagem, do conhecimento, não é ter mais informação per si, mas sim compreender melhor. Porém, cada vez mais alunos, quando chegam às minhas aulas já vêem adulterados com excesso de informação inútil e falsa que processaram como conhecimentos.

O conhecimento não é um direito. O acesso ao conhecimento, sim, é um direito. Daí a escola. No entanto, o acesso ao conhecimento não é uma garantia de conhecimento porque os conhecimentos não se 'dão', constroem-se. Exigem do aluno curiosidade, disponibilidade mental para caminhar em novos sentidos que requerem esforço mental, perseverança, capacidade de lidar com obstáculos, disciplina, respeito pelo conhecimento. Quem pensa que já sabe tudo não vai aprender nada.

Estive a ler por alto o novo documento da Educação Inclusiva. Em lado algum vi a palavra 'dever'. Só direitos. As obrigações são todas dos professores e da escola, algumas dos EE. Talvez as pessoas pensem que aquelas medida de inclusão se dirigem a alunos com problemas como autismo e outros problemas graves. Não, esses são 1 ou 2. 

Nos dias de hoje quase todos os alunos têm medidas de inclusão se quiserem e o número cresce tão depressa que há turmas do básico onde quase todos as têm. Há uma pressão muito grande da escola (há equipas para essas medidas a quem isso interessa) e dos pais para pôr os alunos com medidas de inclusão porque essas medidas resultam em os filhos terem condições especiais de facilidade. Assim, é muito comum alunos que não se interessam pelo estudo ou até que têm mau comportamento terem medidas de inclusão e, dessa maneira, terem interiorizado a ideia de que a escola lhes deve tudo e piorarem o seu comportamento de estudantes porque têm essa auto-desculpa de dizer que têm medidas e portanto, devemos ter uma paciência especial com eles.

Como diz aquele estudo da Universidade de Harvard, Leveled Reading, Leveled Lives: How Students' Reading Achievement Has Been Held Back and What We Can Do About It, diferenciar os alunos por baixo, na aprendizagem da língua, na prática, pô-los a aprender textos mais fáceis (medidas de inclusão baseadas na ideia de que cada aluno tem a sua maneira de aprender) tem prejudicado o desempenho em literacia nas escolas dos EUA ao longo de cinco décadas.

O documento da inclusão começa logo por dizer que todos os alunos têm capacidades de aprendizagem. Sim, é verdade, mas não é verdade que todos tenham as mesmas capacidades e que as tenham para tudo e que a equidade seja serem todos iguais. Porém, é isso que dão a entender no documento e é isso que os alunos e os pais absorvem. Não é a realidade. 

Nos extremos, há alunos com enorme talento natural para certas disciplinas, como a matemática ou a língua ou o desenho ou a atração e compreensão dos fenómenos da natureza ou o desporto ou a mecânica ou a filosofia, etc. e há alunos que não têm nenhum talento para uma dessa disciplinas ou várias. É claro que os alunos que não têm nenhum talento para uma certa área do saber e da vida também têm capacidade (maior ou menor) de aprendê-la, mas isso já não depende apenas do professor, da escola ou de medidas especiais, embora no início, na escola primária, dependa muito - daí a importância fundamental da qualidade dos professores primários. Vai depender do trabalho e esforço que o próprio aluno puser no desenvolvimento das suas capacidades à medida que cresce.

Ora, se desde sempre dizem aos alunos que todos podem ser tudo o que quiserem (aquela frase vazia que repetem à exaustão a Liberdade de Ser) e que a educação e o conhecimento são direitos sem nenhum dever ou esforço, é isso que eles interiorizam e depois exigem.

Apenas um exemplo ilustrativo. Há poucos anos um pai cujo filho tinha notas negativas e trabalhava zero para melhorar e até faltava aos apoios, no fim da reunião de EE do 3º período, veio ter comigo e disse, 'Bem, com estas notas (negativas em todas as disciplinas específicas e nas outras pouco melhor) se calhar é difícil o S. ir para medicina, não? É que ele queria muito'. Se fosse há uma dúzia de anos ficava sem palavras mas agora já me habituei a estas absurdidades. Disse-lhe que para ir para um curso de medicina é preciso ter médias de 18, pelo menos, e depois ir aos exames tirar 18, pelo menos. Resposta: 'Pois. Então se calhar terá de escolher uma engenharia'. Como se os cursos de engenharia fossem para alunos com negativa a matemática, física... Estamos nisto. E o que vejo é que vem aí mais do mesmo. 

Não tenho dúvida que a época áurea do conhecimento e do florescimento das ciências no Ocidente já passou. A ideia de que «o objetivo não é ter mais informação, mas sim compreender melhor» já passou.

November 04, 2026

Não percebo



Obrigatória para quem? Para todos os alunos? Os alunos de Humanidades e de Artes vão ser obrigados a ter matemática? De quem é esta ideia sem pés nem cabeça?

Matemática passará a ser disciplina obrigatória do 10.º ao 12.º ano

Nova matriz curricular do secundário entra em consulta pública em Dezembro.
P

Salman Rushdie acerca de 'Candide'

 

Muito actual, não apenas o livro, a demolição irónica de Voltaire da ideia de Leibniz de que estamos no melhor dos mundos possíveis, dado os horrores do mundo, mas o comentário brilhante de Salman Rushdie. Muito bom.



Um apontamento sobre as páginas do livro sobre o terramoto de Lisboa.

Tu Vuo' Fa' L'Americano - Hetty & the Jazzato Band

 

Sou só eu que estou abismada com Tusk a forçar a eleição de 8 juízes seus no TC da Polónia?

 

Que se passa ali?

A National Geographic deste mês traz um artigo excelente sobre o Teatro Nacional de São Carlos

 

Sobre as suas entranhas, desde a arqueologia no subsolo do TNSC, ainda com vestígios do incêndio do terramoto de 1755, até aos restauros da sala principal, do lustre, dos camarotes e do camarote real, passando pelo fosso com a barca acústica original e o palco. As obras de modernização das entranhas. Tudo isto entremeado com a sua história e as histórias do Teatro. Muito bom, o artigo. Muitas ciências, técnicas e artes diferentes trabalham ali em colaboração para o teatro voltar a abrir, mais robusto e renovado. Só volta a abrir em 2028. Que abra em grande!



Sai-se de um circo entra-se noutro

 

O novo senador do Michigan, um Estado já islamizado, inicia o discurso de vitória em árabe a falar da vitória de Alá. Portanto, a sua lealdade é ao islão, não aos EUA.


Darializa Avila Chevalier, por seu lado, sobe ao pódio para o discurso da vitória, não com a bandeira do Estado de NY ou dos EUA mas da Palestina. Portanto, a sua lealdade é ao islão e à Palestina, não aos EUA.

Sai-se do circo Trump para o circo islamofascismo.  

O futebol é um desporto violento? Nah...

 


Jesus Owono sobre a morte de Jesús de Miguel e o incidente que causou a morte do avançado do CD Tenerife, de 30 anos;

«Estou completamente devastado. Não há palavras que consigam descrever o peso que sinto no peito e a dor que sinto por dentro.
Quero que todos saibam, do fundo do meu coração, que nunca, jamais, foi intencional. Naquela fração de segundo, a minha única concentração estava na bola… Fui atrás da bola e acertei na bola. Nunca imaginei, nem nos meus piores pesadelos, que uma disputa rotineira pudesse transformar-se numa tragédia destas. Sinto tanta pena e tristeza por isto ter acontecido; é algo que poderia e deveria ter sido evitado. Sinto-me péssimo neste momento, a carregar um fardo que não sei como suportar.

Não terá tido a intenção de matar, nisso acredito completamente, mas quando vemos as imagens vemos que não está apenas a disputar a bola porque se estivesse não precisava de dar uma pancada violentíssima no peito do outro. A questão é que no mundo do futebol aceita-se agressões violentíssimas que se fossem feitas no meio da rua davam logo direito a cadeia. Levam uma suspensão ou duas e pronto. Muito jogadores descarregam as suas frustrações no campo com agressões aos adversários com intenção de magoar, de os pôr KO e impedi-los de jogar. Por todo o lado as culturas celebram a violência masculina como virtude de virilidade. Se os jogadores são violentos é porque sabem que todos os da sua equipa mais os fãs gostam de vê-los destruir um adversário. 

Se não morrem mais ou se não ficam deficientes para o resto da vida é por pura sorte:

Aspectos a considerar



Apenas 14 dos 194 países do mundo concedem às mulheres os mesmos direitos legais que aos homens. (Relatório Women, Business and the Law 2023 do Banco Mundial)

Os 14 países são:

Bélgica
Canadá
Dinamarca
França
Alemanha
Grécia
Islândia
Irlanda
Letónia
Luxemburgo
Países Baixos (Holanda)
Portugal
Espanha
Suécia 

Repare-se que o Reino Unido e os EUA estão ausentes deste grupo, bem como muitos outros países desenvolvidos. Não há nenhum país de outro continente -excepto o Canadá- que conceda às mulheres direitos iguais na lei. Só países europeus. Apesar de haver uma miríade de graus entre os melhores e os piores pois, evidentemente, o RU ou o Brasil não estão no mesmo grupo que o Afeganistão, a Arábia Saudita ou a Nigéria. 

Daí que se perceba que a grande ameaça da imigração em massa de homens de certos países que estão no fundo da tabela para a Europa atinja, em primeiro lugar e de modo desproporcional, as mulheres. E os governos europeus têm desprezado esta ameaça. A justiça frequentemente não pune a violência destes homens contra as mulheres. Frequentemente até a esconde, como aconteceu no RU e na Suécia.

Porque desprezam esta ameaça? Este estudo mede apenas a igualdade na letra da lei. Sabemos que na prática social, económica e de aplicação efectiva, nenhuma nação no mundo alcançou ainda a plena igualdade, o que significa que até nestes 14 países, muitos lutam por destruir essa igualdade. O perigo actualmente está naqueles que tentam retirar da lei destes 14 países a protecção da igualdade de direitos. Aqueles que tentam que nenhum país tenha legislação de igualdade de direitos para as mulheres.

O feminismo não surge do nada: surge porque ainda há mulheres a quem são negados o divórcio, a herança, o trabalho, a liberdade de circular sozinhas pelas ruas sem medo, a liberdade de se exprimir, a liberdade da luta pelos seus direitos, a liberdade de terem espaços próprios para si e até de existirem como mulheres e ter identidade própria no espaço público e privado.

A Presidente do Peru pediu ajuda a Bukele para acabar com o crime no seu país

 

Keiko Fujimori, em visita a El Salvador, em Outubro, pediu oficialmente cooperação e aconselhamento para avaliar o modelo de segurança salvadorenho. Visitou a mega-prisão (Cecot) de El Salvador. O objectivo foi estudar de perto o modelo de "mão dura" anti-crime. Durante o encontro, Bukele assinou uma declaração conjunta e ofereceu formalmente apoio ao Peru, abrindo o acesso às suas estratégias de inteligência e ao sistema penitenciário para que o governo peruano adopte e adapte o que considerar conveniente. 

Apesar da abertura, Bukele fez uma ressalva pública realçando que a delinquência e a realidade do Peru são diferentes das de El Salvador. Bukele explicou que copiar o sistema de forma idêntica não faria sentido, dado o Peru não necessitar de medidas tão drásticas (como o regime de excepção por ele adoptado) porque a sua crise com o crime, embora real e grave, difere do cenário de gangues que dominava completamente El Salvador.

Há tempos perguntaram a Bukele como conseguira afastar os jovens do modelo do narcotráfico dados os incentivos: a casa grande, o carro, o ouro, o smartphone… quando trabalhar honestamente para ter qualquer uma dessas coisas demora anos. 

Resposta: 

«O governo chega tarde se esperar reintegrar aquele que já violou, já matou e já cortou cabeças. A vida de uma criança de 6 ou 8 anos ainda pode ser mudada. É diferente se a pessoa já escolheu o mal e já vive dele... o jovem que vende tomates no mercado e sua para ganhar 5 dólares vê o membro de um gangue tirar-lhos impunemente. Que incentivo tem para continuar a trabalhar por 5 dólares? 

É por isso que nunca se ganha a guerra dos incentivos se o criminoso continuar na rua, a operar impunemente. Porque o Estado não pode pagar-lhe o triplo do salário mínimo para que ele faça o favor de abandonar o crime. Isso é uma ingenuidade que sai muito cara. 

Uma instituição disse-me: Não se pode acabar com o crime de uma só vez, são 70 mil empregos e esse dinheiro chega às famílias e é gasto de forma legal. O que estavam a insinuar era que se deixasse o cancro viver para não prejudicar a economia. Ora, se eu tiver cancro com metástases e me oferecerem cirurgia, quimioterapia e ficar fraco, mas vivo, faço a cirurgia. Não fico assim à espera que o tumor seja bem educado e páre de crescer.

Disseram que o PIB poderia cair até 10% por eliminar essa economia suja. Não caiu. Subiu. Porque o medo também é um imposto. E esse, sim, pagávamo-lo todos os dias. Tira-se o membro de um gangue da equação, não apenas para o punir, mas também para que o rapaz que ainda não entrou nesse mundo de crime veja outras opções de vida.

Em vez de: Vou entrar para um gangue e vou ganhar imenso dinheiro. Agora é: Se entrar para um gangue vou perder a minha liberdade. Isto não é ódio contra ninguém, é repor a ordem. É proteger a família que trabalha de verdade, aquela que envia o dinheiro, que paga o imposto, aquela que nunca teve uma casa grande porque não cobrava «renda de sangue». 30 anos de discursos contra 7 anos de resultados. O resto é teoria para intelectuais.»

Entretanto, depois de acabar com os sangues, El Salvador viu o PIB a crescer e é uma das economias com maior expansão na América Latina. Reduziu a pobreza e aumentou a segurança. A melhoria drástica na segurança pública (com a queda acentuada da criminalidade e extorsões) impulsionou o turismo internacional e a actividade de pequenas e médias empresas, contribuindo para uma diminuição nos índices oficiais de pobreza.

Também subiu no índice mundial de Felicidade e Bem-estar. Porquê? Porque agora o país pontua bem em indicadores específicos como a percepção de liberdade e a baixa percepção de corrupção.

O país deixou de estar refém de um pequeno número de pessoas criminosas violentas, autênticos cancros geradores de caos e insegurança.

Conclusão: o comportamento cívico e moral não é uma estratégia ou uma técnica que possa ser ensinada quando a pessoa já desenvolveu traços de carácter violentos -seja porque razão for- e predatórios, quando já matou, já violou, fazer sessões de terapia a explicar que deve ter empatia não serve para nada. É por isso que tem de ter-se muito cuidado com pessoas que entram no país e na Europa e que vêm de países violentos, de Estados falhados onde desde crianças são ensinados pelo exemplo, a violar, a agredir e a matar, tudo impunemente. O único modo de lidar com essa violência é a responsabilização.

É preciso lidar com os factos. Apesar das culturas serem relativas, não são iguais em valor: algumas culturas geram paz e prosperidade, outras conduzem à miséria e à violência sistémica. Algumas são simplesmente malignas. Vivem para a morte, a subjugação do outro e a destruição.

Algumas culturas evoluem porque são capazes de fazer uma revisão racional dos seus males e dos seus erros e outras recusam fazer a revisão racional dos seus erros e ficam cristalizadas eternamente neles e transformam-nos em crime sistémico. É assim que a Europa escravizou povos inteiros mas depois foi capaz de se ver como esclavagista e lutou firmemente pelo fim da escravatura. Outros povos que escravizaram e alguns ainda mantêm a escravatura a funcionar, recusam rever as suas práticas e mudar de rumo.

Se a Europa não aceitar esta evidência, a sua base cultural, o seu sucesso e a sua prosperidade serão destruídos para sempre. Não há nenhuma lei natural que mantenha as civilizações prósperas e democráticas, capazes de se pôr em causa e evoluir nos seus comportamentos sócio-culturais. Tudo isso pode ser perdido e não voltar mais. 

A guerra da Rússia na Ucrânia explicada em 41 segundos

 

O comportamento não é uma estratégia ou uma técnica que possa ser ensinada


Zelensky:

«Trump tem influência sobre o Putin, admito isso. Mas e Putin? Ele nem sequer percebe o que significa “diálogo”! Ele só acredita numa coisa: pressão, dureza, força! Por isso, às vezes, temos de falar com ele na sua língua. Qual é a sua língua? Não é a mesa de negociações, nem as declarações conjuntas. São mísseis a serem interceptados, sanções que o fazem sofrer e o campo de batalha onde ele não consegue mexer-se nem um centímetro! Já passaram três anos e ainda não perceberam? Com um império que só compreende o poder, se lhe falarmos com etiqueta de cavalheiros, ele vai simplesmente pensar que somos fracos.»

Não se ensina decência, ética, respeito pelo outro como quem ensina uma fórmula de resolução de um problema. Esses traços de carácter, ou foram desenvolvidos e treinados pelo exemplo e pela responsabilização desde a infância, ou não foram. As pessoas que cresceram com comportamento violento e imoral dividem o mundo em fortes e fracos e agem para submeter os fracos. Todos que somos professores vemos essa dinâmica nas relações entre alunos - e com professores. Uma pessoa violenta e dominadora não se transforma numa pessoa educada e respeitadora dos outros porque alguém dialoga com ela e tenta convencê-la a ser respeitadora. Isso seria da ordem da magia. As pessoas predadoras, violentas só respeitam a força ou a força das circunstâncias (quando se vêem encurralados, sem espaço de manobra útil, desmascarados, sem aliados). A única pedagogia adequada ao comportamento violento é a responsabilização. Uma tomada de posição firme e forte que crie uma força de circunstâncias imobilizadora. A seguir tem de vir a responsabilização. A Ucrânia desmascarou Putin e a Rússia. Desfez a ideia que os europeus, os americanos e o mundo em geral tinham de Putin e da Rússia como superiores, invencíveis, etc. Toda a gente agora vê Putin e a Rússia como são: colonizadores em expansão imperialista, extremamente violentos e incompetentes. A Europa também já tomou uma posição firme. Falta dar o passo de os encurralar de uma vez por todas. Espera-se que os EUA agora dêem esse passo.

Até os que tinham engolido completamente Trump o vomitaram

 

Trump comportou-se de um modo tão autoritário, corrupto e pernicioso para os EUA -um autêntico traidor dos seus valores democráticos- que até os seus maiores apoiantes lhe viraram as costas. 

Vamos ver se os democratas usam bem o poder que agora têm no Congresso e no Senado e resolvem o problema da Rússia. Muitas guerras no mundo, incluindo a do Irão, dependem da resolução do problema da Rússia que incentiva guerras por todo o lado. É claro que Trump vai tentar ilegalizar votações com acusações e mentiras ou o que seja, mas a derrota é demasiado grande.


Entretanto, estive a ouvi o discurso de vitória de Talarico, o democrata que pela primeira vez tirou o poder aos republicanos no Texas. Uma homilia tipo nova-esquerda. Falou muito do amor e de irem todos amar-se, contou histórias da mãe... não foi um discurso de um estadista, foi um discurso emocionalista de um populista.


November 03, 2026

Está o Ventura na TV a fazer demagogia

 

Diz que está o país inteiro a protestar e Montenegro não vem à TV dizer que tem empatia. Ele precisa que Montenegro falhe neste governo... Uma lástima, os nossos optimates. Duma ponta a outra.