October 03, 2026

Como ler notícias e textos de opinião nos jornais portugueses

 

É preciso ler o que as palavras dizem e o que não dizem. Exemplificando


O Rei da Jordânia e o teste de Portugal no Conselho de Segurança

Victor Ângelo
Conselheiro em Segurança Internacional. Ex-secretário-geral-adjunto da ONU (ou seja, tachista profissional do séquito do catedrático em tachos)

A política externa portuguesa tem o hábito de esperar. Espera que Washington, Bruxelas, Paris ou Berlim decidam o que se elogia, o que se condena e o que se deixa passar em silêncio. Em setembro de 2025, ao reconhecer o Estado da Palestina, Lisboa mostrou que consegue decidir sozinha. Falta confirmá-lo. O discurso do Rei Abdullah II na 81.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, a 22 de setembro de 2026, dá-lhe a ocasião. Ora, cá está o senhor a falar enquanto sicofanta pensando que somos todos estúpidos, como é apanágio dos tachistas profissionais e julgando que não sabemos que o lugar no Conselho de Segurança não veio de borla.

A diplomacia prefere a ambiguidade. O Rei recusou-a. Durante décadas, afirmou o Rei, a comunidade internacional geriu o conflito israelo-palestiniano em vez de o resolver, tratando cada violação como provisória até o provisório se tornar permanente e o permanente se converter em política. Para ele, Gaza e a Cisjordânia são duas frentes de uma só estratégia israelita: tornar inviável um Estado palestiniano. Em Gaza, a destruição visa apagar a vida palestiniana. Na Cisjordânia, colonatos, apropriação de terras, demolições e expulsões passaram a ser um objetivo político. Isto tem piada porque a maioria da Palestina foi roubada pela Jordânia. Em 1920, a Palestina era assim:

Como se vê, não há Jordânia. Existem árabes e judeus que não se entendem.
Em 1921, Churchill pede ao Emir Abdullah ibn Hussein para conter as revoltas tribais a Este do rio Jordão e dá-lhe o nome administrativo de Transjordânia, como se vê aqui em baixo. Era suposto essa tarefa do Emir durar seis meses. Porém, dado que os árabes e os judeus estavam em permanente conflito sem se entenderem, logo nos anos 30 a Inglaterra começou a falar de partição da Palestina em dois países independentes. Os judeus foram-se conformando a essa ideia mas os árabes foram sempre contra.
O assunto foi-se arrastando e entretanto veio a 2ª Grande Guerra. Após o extermínio dos judeus pelos nazis, dar um Estado aos judeus para que nunca mais fossem párias sujeitos à perseguição tornou-se um imperativo e procedeu-se à partição da Palestina. Entretanto, o Emir Hussein resolveu ficar com a parte administrativa que lhe tinha sido confiada para pacificar os árabes e tomou-a para si como o nome de Transjordânia. Os ingleses fizeram aleatoriamente do rio Jordão uma fronteira. Nessa altura, o assunto da partição já estava na ONU.
Portanto, quando chegou à altura da partição, o território já era muito pequeno porque Hussein tinha-se apropriado de todo o Leste da Palestina e tinha-se declarado rei. Mais tarde mudou-lhe o nome para Jordânia, simplesmente. (O actual rei chama-se Abdullah Hussein II)
Os árabes não aceitaram que os judeus voltassem à sua terra passados 2000 anos e levantaram-se em guerra contra os judeus, em 1949, altura em que a Hussein ainda anexou a Cisjordânia, com 3 milhões de palestinos.
Portanto, porque é que este ex-adjunto do SG na ONU, não pede antes à Jordânia para devolver a terra roubada da Palestina? Porquê? Provavelmente porque a Jordânia é árabe muçulmana e este senhor mais os outros defensores de regimes teocráticos islâmicos da ONU querem mesmo é expulsar os judeus e torná-los de novo párias sujeitos a constantes pogroms.




Recordou que a Iniciativa de Paz Árabe de 2002 continua válida: normalização em troca de paz e de um Estado palestiniano. Denunciou a ajuda humanitária usada como instrumento de pressão e avisou que o enfraquecimento das instituições multilaterais ameaça a segurança de todos. A inação, disse, é uma escolha, porque existem sanções, congelamento de ativos e isolamento diplomático, já aplicados noutros casos. Apontou o «apetite expansionista» israelita (vindo do descendente de Hussein, isto é para rir) e citou a Síria como um alerta: incursões repetidas e factos consumados, incluindo em torno de recursos hídricos vitais.

O essencial do discurso assenta no direito internacional. (mais riso, vindo isto da parte de Hussein) A transferência forçada de populações é proibida pela Quarta Convenção de Genebra e constitui um crime de guerra segundo o Estatuto de Roma. A aquisição de territórios alheios pela força viola a Carta das Nações Unidas.  (foi exactamente o que fizeram os Hussein quando anexaram a Cisjordânia) A Resolução 2334 (2016) do Conselho de Segurança declarou sem validade jurídica os colonatos. Em julho de 2024, o Tribunal Internacional de Justiça concluiu que a presença israelita nos territórios ocupados é ilegal e que os Estados devem abster-se de a apoiar. O Conselho de Segurança consagrou os dois Estados em 2002.

Portugal não tem no Médio Oriente o passado colonial das grandes potências. Tem séculos de contacto com o Islão, na língua, na azulejaria e na toponímia, e relações antigas com as culturas islâmicas de África, do Índico e da Ásia.  (aqui invoca os azulejos e a nossa colonização pelos muçulmanos para nos pormos do lado deles) Pode ser ponte, desde que a faça com Estados que respeitem o direito internacional. (portanto, isso deixaria a Jordânia de fora) Portugal tem, aliás, um interesse direto: a estabilidade do Mediterrâneo pesa decisivamente sobre as migrações, a energia e a segurança do flanco sul da Europa.

A Jordânia é um interlocutor estável, acolhe uma vasta população de refugiados palestinianos e exerce a custódia dos lugares santos islâmicos de Jerusalém.  (tudo pelos islamitas, tudo contra os israelitas) Não é uma democracia, e ninguém precisa de fingir que é. Cumpre, porém, em política externa, o critério do direito e do multilateralismo melhor do que alguns parceiros habituais. (não é uma democracia mas isso que interessa? Não são judeus)

A coerência será posta à prova quando Portugal ocupar o seu lugar no Conselho de Segurança, em 2027 e 2028. Dois anos de votos, declarações e abstenções ficarão registados. (aqui faz ameaças. Em nome de muçulmanos? Vão-nos fazer mal se não votarmos por eles?) Ao Governo caberá conduzir a política externa. O Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República, (aqui fala no PR que ele sabe ser da nova-esquerda clone de Guterres) deve ser chamado a opinar sobre as linhas gerais da participação portuguesa nas questões mais sensíveis. Na Assembleia da República, a Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas fará o escrutínio das posições assumidas, para que o mandato no Conselho de Segurança não se reduza a um alinhamento acrítico com outros governos.

Proponho três gestos, por ordem crescente de exigência. (todos estes gestos são de repúdio aos israelitas e submissão aos islamitas - nenhum dos gestos de Portugal enquanto ponte, nas palavras deste tipo, inclui Israel)

O primeiro é convidar o Rei Abdullah II para uma visita oficial nos próximos meses. A última visita da monarquia jordana a Lisboa foi em março de 2009. O convite compete ao Presidente da República, em concertação com o Governo. Feito agora, à entrada no Conselho de Segurança, diz ao mundo com quem Portugal quer falar e o que considera prioritário. Em maio, o ministro Paulo Rangel disse ao seu homólogo jordano que os dois países partilham uma visão política muito semelhante. O convite ao Rei daria a essa convergência um timbre de Estado.

O segundo é propor que a Jordânia integre a CPLP como observador associado, estatuto que o Catar já tem. A decisão pertence à Comunidade, mas a iniciativa pode partir de Lisboa. Um Estado árabe de referência ligaria a CPLP ao mundo islâmico, num espaço lusófono que inclui comunidades muçulmanas relevantes, como as de Moçambique e da Guiné-Bissau.

O terceiro é levar a solução dos dois Estados da retórica à ação. Em Bruxelas, Portugal deve defender condicionalidades efetivas para quem as inviabiliza na realidade. Na prática europeia, a palavra sanção continua a ser tabu quando o destinatário é Israel: a União afirma um princípio no papel e tolera o contrário no terreno, mesmo perante um chefe de Governo procurado pelo Tribunal Penal Internacional. Em Nova Iorque, Portugal deve manter o tema na agenda e votar segundo o direito, não segundo um reflexo de bloco.
(onde é que está aqui a Ponte? Em lado algum)
A Jordânia tem limites, interesses de regime e dependências, e nenhuma análise séria os ignora. Mas um discurso que nomeia os factos, invoca os instrumentos jurídicos precisos e liga a Palestina à segurança regional dá a Portugal uma âncora que a ambiguidade ocidental deixou de dar.

Se Portugal se limitar a ser um voto previsível, alinhado por reflexo e calado por conveniência, o reconhecimento de 2025 ficará como episódio isolado. O Rei recordou que a atenção é um recurso geopolítico e que o mundo escolhe onde a concentra. Quem vai integrar durante dois anos o Conselho de Segurança não pode fingir que não ouviu o discurso.

(o texto deste homem é um texto de preconceito e ódio aos israelitas -ditado pelo anti-semita mor?- e submissão aos árabes islamitas, ao ponto de pregar a virtude de um Estado autoritário contra a democracia.)

Sacripantas unidos.


Professores

 


October 02, 2026

Dmitri Hvorostovsky

 

Um horizonte de esperança: ter havido uma voz destas. Viva. E ter havido alguém a imaginar esta música.

Sem palavras



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Não consigo pôr aqui o vídeo, mas na Carolina do Sul um punhado de homens votou uma lei que obriga uma rapariga ou mulher a ter o filho de uma violação, mesmo que seja de incesto, mesmo que o feto tenha uma anomalia mortal e morra dentro dela tem de levar a gravidez até ao fim e se não o fazer vai presa e qualquer pessoal de saúde que ajudar qualquer rapariga ou mulher também vai preso e perde a licença. Portanto, uma lei que obriga a abandonar as raparigas e as mulheres sozinhas à sua sorte.

Um senador, um único, chamado Davis, levanta a voz contra a lei e diz a verdade sobre a obscenidade e extrema crueldade da lei. Mas a lei passa na mesma.

A crueldade e malvadez destes homens para com as raparigas e as mulheres... e a arrogância narcísica com que se acham no direito de legislar o corpo das mulheres e condená-las à vigilância e terrorismo de Estado. Só homens nesta sala a decidir sobre o corpo e a vida das mulheres. Pensam-se deuses. Dispõem da vida das raparigas e das mulheres como Putin dispõe da vida dos russos que atira para a morte.

Nestes dias estive a fazer uma formação sobre a teoria/terapia de Viktor Frankl, um médico psiquiatra interessado em Filosofia, um judeu austríaco com uma carreira fulgurante até que foi parar a Auschwitz. Sobreviveu. A teoria dele tem que ver com a busca de sentido e ele era um optimista. Acreditava que mesmo nas situações mais inhumanas havia sempre um horizonte de esperança. 

Não sei. 

Estes homens não vêem o abuso e violação que representa obrigar uma mulher a este horror? Ou vêem mas gostam do sofrimento e abuso das mulheres? Subjugá-las aos seus desejos sádicos? Querem obrigá-las e abusar delas sem lhes pedir consentimento como é hábito dos violadores. E ai de quem tente ajudar uma rapariga!

Vejo estes homens cruéis e malvados como Eichmanns, só que em vez servirem uma ideologia fanática fascista nacionalista servem uma ideologia fanática religiosa. Porém, é a mesma ausência de pensamento, o mesmo narcisismo embriagado de poder e total ausência de respeito pelo outro, tornado sub-humano, um objecto para o seu sadismo, aqui sendo as mulheres em vez dos judeus. Sem palavras, como diz o senador.


Figuras parentais presentes e positivas

 


Boas notícias da Finlândia

 

🇫🇮 As empresas Nokia e ICEYE vão lançar um sistema de comunicações por satélite soberano — uma alternativa europeia ao Starlink!

https://www.iceye.com/satcom


Sanções de longo alcance

 

Reciprocidade...

 

That's a first

 

É a primeira vez que vejo um muçulmano criticar a violência dos muçulmanos em França, não só nestas turbas de adolescentes mas em geral. Criticar a violência contra a mulher-polícia, contra o que pegou fogo à cara da outra mulher, criticar a violência dos muçulmanos sempre a gritar o nome de Alá. E diz a verdade: quem faz a violência no país são os muçulmanos. Os outros grupos protestam sem violência.


Right, right

 

Os estudantes em França estão a lutar por melhores condições. Right...



Por todo o lado bandeiras de alauakebares e um deles pergunta, "Há judeus aqui?" 

Claro que são apenas protestos de estudantes...


França: o resultado das lideranças europeias

 

A Áustria avança para a proibição constitucional do «islão político»




🇦🇹 A Áustria avança para a proibição constitucional do «islão político»

A Áustria está a tentar proibir o «islão político», com o chanceler Christian Stocker a argumentar que a religião não pode ser utilizada para perseguir objetivos políticos que desafiem o Estado democrático.

A ministra da Integração, Claudia Bauer, está a elaborar a proposta, que deverá incluir alterações mais abrangentes às leis que regem os grupos e associações religiosas.

Bauer classificou o islamismo político como o «maior perigo do nosso tempo», afirmando que as suas organizações procuram colocar a sua ideologia acima do Estado de direito democrático, remodelar a sociedade e restringir a liberdade das mulheres e das raparigas.

Esta ofensiva mais ampla inclui também a nova proibição austríaca do uso do véu islâmico por raparigas com menos de 14 anos nas escolas, bem como o escrutínio dos programas de des-radicalização.

O Ministério da Justiça pôs fim à cooperação com a organização de des-radicalização «Derad», depois de uma avaliação ter identificado pessoas associadas a esta como tendo ligações à Irmandade Muçulmana.

A Irmandade Muçulmana, considerada o maior grupo islamista do mundo, tem vindo a propagar o islamismo e a violência pelo Ocidente, África e Médio Oriente há décadas e está proibida em numerosos países, incluindo os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, a Jordânia, o Egito e vários outros países árabes e do Médio Oriente.

Todos os dias morrem famílias de civis na Ucrânia por casa da megalomania de um homem patético

 

Cheio de parvoíces na cabeça acerca de ser a reencarnação do czar e da Rússia ser o império dos horrores.


Toda a gente desapoia os professores

 

As escolas existem para a formação e instrução dos alunos em processos de aprendizagem. Quem desenvolve esse trabalho com os aluno são os professores. Por essa razão, tudo o que se faz nas escolas deve convergir para apoiar os professores nesse objectivo de formar e instruir os alunos em processos de aprendizagem. Exigir responsabilidade aos professores, mas perceber que o trabalho é apoiar os professores no seu trabalho com os alunos e não miná-lo.

Ora, o que acontece é que toda a gente desapoia os professores: o ministério da tutela, os políticos em geral, a comunicação social, os pseudo-pedagogos das universidades de pedagogia que nunca puseram um pé numa escola a não ser como visitante ocasionais, as empresas privadas que querem canalizar os processos de instrução e aprendizagem, os opinadores de jornal e TV. 

E dentro das escolas é igual: apoiam-se por esta ordem, os alunos, o que está certo (com excepções como as que se vêem em França), os pais (por medo), os funcionários auxiliares e os funcionários administrativos. Os professores são desapoiados e todos interferem no seu trabalho e, dessa maneira, sabotam o seu trabalho: pais, pessoas em cargos das escolas, funcionários auxiliares e administrativos, o ME... os professores nem aparecem na lista dos apoiados: são vigiados, controlados, às vezes vilipendiados e por regra, desapoiados pra dar prioridade ao apoio a outros funcionários.

Um erro fatal e óbvio para quem trabalha nas escolas, que começou com a Lurdes Rodrigues e nunca mais foi travado.

Uma pessoa que trabalha há 40 anos como professora e vê as escolas falharem nos seus objectivos por falta de clareza e acção consequente quanto a esses objectivos e prioridades, não se espanta dos resultados do PISA serem sempre a descer. 

Não por acaso, as escola públicas estão em decadência e as privadas, não: nas privadas, onde também toda a gente interfere e sabia o trabalho dos professores, os alunos têm pais com dinheiro para suprir a falta de investimento (é por isso que essas escolas os escolhem) e contratam professores para aulas privadas, o que chamam explicações. E não interferem nessas aulas privadas. Pagam e esperam os resultados. E aí o mercado funciona: os explicadores que conseguem sempre ajudar os alunos a subir as notas, têm sempre mais explicandos, os outros desaparecem por falta de sucesso evidente.

Nas escolas o sucesso é quase impossível e, por isso, o fabricam nas estatísticas. As condições de trabalho já são más: excesso de alunos na maioria das turmas, excesso de turmas para a maioria de professores, excesso de burocracia, populações empobrecidas, populações estudantis de 10 países diferentes, falta de investimento, etc. Se juntamos a isto a quantidade de interferências e sabotagem do trabalho dos professores e o efeito catastrófico que esse desapoio tem no trabalho deles, só por milagre se têm bons resultados.


"Entro às 8h, não tenho tempo para estar com amigos..."

 

Os professores querem que trabalhe, agora nem posso estar ao telemóvel... 

Privilegiados do 1º mundo depois de anos de vitimização endoutrinada pela nova-esquerda.

O resultado das lideranças europeias

 

Quem quer ser professor?

 

Os alunos em França protestam... roubando lojas.


Os 'estudantes' vêm armados

 

Isto não tem que ver com condições nas escolas. 


França: o falhanço das lideranças europeias

 

Acossar e atacar professoras. 

Porque se queixam os estudantes franceses?

 

Querem comida halal e querem andar com os telemóveis na escola.