September 07, 2026

Os trans homens biológicos, aliados a outros misóginos estão em guerra contra as mulheres

 

Está a decorrer uma batalha ideológica sobre o significado do género e do ser feminino e isso tem consequências no mundo real. Alguns dos activistas mais veementes que exigem que as mulheres aceitem novas definições de si mesmas são homens, apoiados por aliados que, com demasiada frequência, tratam a dissidência como intolerância e os limites como ódio. Quando a intimidação, as ameaças ou a apologia da violência entram nessa discussão, os homens de consciência não devem ficar de braços cruzados e deixar as mulheres sozinhas na defesa dos seus direitos baseados no género.

Uma mulher não precisa de um prefixo ideológico. «Cis» é um rótulo político imposto às mulheres para abrir espaço aos homens dentro da categoria feminina. Tenham muito cuidado quando as pessoas começarem a alterar a linguagem, porque assim que controlarem a definição de «mulher», começarão também a controlar quais os direitos que pertencem às mulheres.

«Não se pode proteger o que não se consegue definir»...


 

Os agressores sexuais são cada vez mais jovens e são grandes consumidores de pornografia

 


Muitas vezes perguntam-me como é que rapazes jovens podem ser violadores. Para muitos adolescentes do sexo masculino, a resposta é o sentimento de que têm esse direito

Chanel Contos

A pornografia violenta e os feeds algorítmicos estão a ensinar os jovens a dar prioridade à sua própria satisfação sexual. À medida que o problema evolui, as nossas soluções também têm de evoluir.

Esta semana, a opinião pública australiana testemunhou mais uma série devastadora de alegações de agressão sexual. Embora os alegados autores tenham idades diferentes – alguns têm apenas 13 anos –, têm algo em comum.

Estão inseridos em instituições de elite, como escolas secundárias privadas exclusivamente masculinas – locais que podem incutir um sentimento de direito adquirido, excepcionalismo e impunidade nos que as frequentam. É claro que, na medida em que foram ou estão a ser apresentadas acusações nestes casos, os arguidos têm direito à presunção de inocência.

Os meus pensamentos estão com as raparigas e mulheres que denunciaram estes crimes, e desejo-lhes o melhor no processo penal que se avizinha, que, como sabemos, é muitas vezes traumático para as vítimas.

Na Austrália e nos Estados Unidos, os rapazes adolescentes ultrapassaram agora os homens adultos enquanto autores mais prováveis de violência sexual contra menores. O Estudo Australiano sobre Maus-Tratos a Crianças concluiu que 18,2% dos australianos com idades entre os 16 e os 24 anos sofreram abuso sexual cometido por um adolescente antes dos 18 anos, enquanto, em comparação, 12% sofreram abuso sexual cometido por um adulto.

Esta investigação confirmou aquilo que, para nós, na Teach Us Consent, já era intuitivo quando apelámos à recolha — e posteriormente publicámos — 6.700 testemunhos que alegavam agressões sexuais entre pares durante a adolescência.

Ao longo do último ano, a minha equipa ouviu vários advogados criminalistas, todos eles descrevendo uma diminuição acentuada da idade dos arguidos e dos queixosos nos tribunais, a par de um aumento de comportamentos sexuais violentos entre os jovens, incluindo estrangulamento, lacerações anais e outras formas de danos físicos.

São todos comportamentos a que as crianças são repetidamente expostas quando acedem à pornografia convencional — que, infelizmente, continua a ser a principal forma de educação sexual na Austrália.

Os guiões sexuais pornográficos, que romantizam a coerção, erotizam a violência e apresentam a dominação masculina como o padrão desejável, estão a vitimizar tanto rapazes como raparigas, à medida que estes tentam navegar a sua sexualidade adolescente num campo minado de desejos distorcidos, expectativas relativamente ao corpo e guiões sexuais marcados pelo género que reforçam os desequilíbrios de poder.

Acredito que isto está a aumentar o sentimento de direito à gratificação sexual imediata e ao acesso ao corpo das mulheres.

Quase todas as semanas, a Teach Us Consent é contactada para comentar mais um caso de um adolescente alegadamente envolvido num acto perturbador de violência sexual. Sabemos que a esmagadora maioria dos casos de violação nunca é denunciada e muito menos chega aos meios de comunicação social. Se imprimíssemos todos os actos de violência baseada no género que ocorrem neste país todos os dias, o jornal ficaria sem páginas.

Perguntam-me frequentemente: como podem rapazes simpáticos e queridos ser violadores?

A maioria dos violadores tem opiniões misóginas, tolera ou justifica a violência, aceita mitos sobre a violação e identifica-se fortemente com os papéis tradicionais de masculinidade. No entanto, tendo em conta o número de pessoas na nossa sociedade que cometeram uma violação, não é útil encarar os violadores como um grupo homogéneo.

Com base na investigação forense, os sistemas de classificação procuram, em geral, identificar se a violação foi motivada por desejos sexuais ou não sexuais e, no segundo caso, se a motivação foi a raiva, o ódio ou a necessidade de poder e controlo.

Por fim, coloca-se a questão de saber se a violação foi impulsiva ou planeada.

A investigação classificou os agressores em quatro tipos. Acredito que o quarto, o «violador oportunista», seria mais bem descrito como o «oportunista que se sente com direito a violar», porque é frequentemente esse sentimento de direito que está na base da motivação.

Estes violadores têm elevada competência social e os seus crimes são actos predatórios, não planeados, que revelam pouco controlo dos impulsos.

Manifestam pouca raiva e recorrem a um nível mínimo de violência física, o que significa que o seu método de violação consiste geralmente em coerção sexual — enganar, pressionar ou forçar alguém a praticar um acto sexual sem recorrer directamente à força física — ou em usar drogas ou álcool para que a vítima fique incapaz de consentir ou de retirar o consentimento.

A sua motivação não nasce da maldade ou do sadismo, mas da priorização da sua própria gratificação sexual imediata.

Este tipo de violador é frequentemente confiante, poderoso e oportunista também noutras áreas da sua vida — características que são socialmente admiradas nos homens.

Este tipo de violador pode muito bem ser visto como uma pessoa «simpática» e, muitas vezes, pode nem ter consciência de que agrediu sexualmente alguém até aprender o que é o consentimento — se é que alguma vez o aprende.

É importante sublinhar que o «oportunista que se sente no direito» comete frequentemente a sua primeira agressão quando ainda é adolescente e — ao contrário dos outros três tipos de violadores — é pouco provável que volte a cometer uma agressão se for responsabilizado pelos seus actos.

Há dois dias, durante o período de perguntas no Parlamento, Anthony Albanese foi questionado pela deputada independente Zali Steggall sobre que planos adicionais tinha o seu governo para combater o agravamento do flagelo da violência baseada no género. Na sua resposta, o primeiro-ministro referiu o aumento acentuado e perturbador da violência sexual cometida por jovens contra outros jovens.

Esta consciencialização e este reconhecimento são bem-vindos porque, à medida que o problema evolui, também as nossas soluções têm de evoluir.

Para além da diversidade de reformas recomendadas por especialistas na prevenção da violência baseada no género e do abuso sexual de crianças, isto deve incluir o combate aos algoritmos predatórios das redes sociais, idealmente através de um dever de diligência digital robusto que impeça os danos induzidos e facilitados pela tecnologia antes que ocorram.

Na Teach Us Consent, acreditamos que a possibilidade de desactivar o algoritmo de recomendações e regressar a um feed cronológico, composto apenas pelas publicações das contas que seguimos, poderia ser um passo no sentido de enfrentar este problema.

Além disso, os jovens merecem compreender os factores que estão em jogo na pornografia, para perceberem que esta forma de entretenimento para adultos — cada vez mais violenta e degradante — não é um guião para o sexo que deva ser imitado.

É necessário imaginar mecanismos alternativos de justiça, fora do sistema penal, tanto para os sobreviventes como para os autores das agressões, porque as provas mostram que respostas eficazes e verdadeiramente reparadoras podem prevenir novos danos — e porque o sistema de justiça criminal não é lugar para crianças, que estão a cometer estes crimes a taxas mais elevadas do que nunca.

https://www.theguardian.com/

Uma mulher da religião woke, despertou do sono dogmático

 

Outra coisa é percebermos o lodo em que as universidades se tornaram. As universidades costumavam ser meios de avançar o conhecimento e o espírito humanos e não ferramentas de endoutrinação do ódio, da vitimização e da destruição de todas as relações sociais. 


Testemunhos


Prisha Mosley🦎

Quem me dera poder recuperar o tempo que perdi com a transição. Grande parte da minha juventude e da minha vida foi desperdiçada a obcecar-me com o meu género, os meus pronomes e a medicalização. Gostaria imenso de ter passado esses anos a aprender uma competência, ou mesmo apenas um passatempo que valesse a pena. Não tenho nada para mostrar, a não ser os vestígios físicos que restaram do meu estado de doença mental. Que desperdício de tempo e de saúde.

 

Alguém consegue dar sentido a isto?

 

Os trans alegam não ter nenhuma patologia, mas: precisam urgentemente de intervenções médicas, cirurgias, medicamentos agressivos psiquiátricos e de acompanhamento psiquiátrico para a vida.

Os homens que se dizem sentir-se mulheres alegam que a mulher não existe e é o que cada um quiser, mas: moldam o seu corpo e os seus comportamentos tendo as mulheres como modelo.

Os trans afirmam que o sexo não existe, mas para mudar de género: fazem cirurgias para mudar de sexo e ficarem parecidos às pessoas do sexo oposto.

Os trans homens que dizem sentir-se mulheres afirmam que não têm transtorno mental, mas: se não entrarem nos balneários ou casas-de-banho das mulheres e se não puderem ver raparigas a despir-se ou despirem-se eles diante delas ficam traumatizados, com doenças mentais e até suicidas.

Os médicos e ideólogos trans dizem que é normal desejar ser castrado, desejar destruir os orgão sexuais, cortar as mamas, etc. e deve ser totalmente apoiado, logo desde a infância, mas: a psiquiatria define esses desejos e comportamentos como doenças e transtornos mentais - apotemnofilia, síndrome de Klingsor, Síndrome Skóptica, etc.

Os trans homens que dizem sentir-se mulheres pedem às mulheres que abdiquem da sua segurança para os incluir mas: eles não abdicam das suas exigências de submissão de mulheres, apesar de só querem viver em paz. 

Os trans homens que dizem sentir-se mulheres só querem ser aceites e viver em paz mas: se as mulheres (e os homens) discordarem da sua auto-percepção e não os validarem exigem o seu castigo social e às vezes até judiciário.

Os trans homens que dizem sentir-se mulheres só querem viver em paz, mas: se as lésbicas não se submeterem e não disserem publicamente que os homens podem ser lésbicas têm de ser castigadas e se não quiserem dormir com eles, têm de ser condenadas por transfobia.

Os trans homens que dizem sentir-se mulheres só querem ser incluídos mas: agora os desportos femininos têm mulheres, homens que dizem ser mulheres e mulheres que dizem ser homens. Se os homens que dizem ser mulheres são incluídos nas equipas de mulheres, porque razão as mulheres que dizem ser homens não são automaticamente incluídas nas equipas de homens...? As equipas de homens só têm homens, as das mulheres têm tudo o que cada um quiser e qualquer dia também têm teranos.

Trans homens que dizem sentir-se mulheres, que toda a vida fantasiaram com dar de mamar a bebés como gratificação sexual (provavelmente enquanto se masturbavam), agora realizam a sua fantasia de usar bebés como instrumentos sexuais, com o apoio de autoridades públicas.

Homens que têm fetiche de mamas grandes agora dizem que são mulheres, fazem cirurgias para pôr mamas grandes (para poderem apalpar-se enquanto se masturbam?) e exigem que todos validem o seu fetiche.

Estas são as pessoas que as escolas chamam para ler às crianças, para dar conselhos a crianças e adolescentes e para educarem as mulheres na ideologia certa da submissão e que abdiquem dos seus direitos para se sentirem confortáveis na exploração dos seus fetiches.


Yes, why?

 


As escolas deviam ser lugares de segurança

 

Governo canadiano finalmente admite violações de prisioneiras por presos trans


Homens que são posto nas cadeias de mulheres. Muitos deles só após serem condenados 'descobrem' que são mulheres e exigem ir para cadeias de mulheres. Apesar das evidências o governo tem negado que reclusos trans que se identificam como mulheres violem reclusas, agridam e assediem sexualmente as prisioneiras. Só agora, depois de uma queixa formal em 2025, por parte de advogados financiados pelo Justice Centre for Constitutional Freedoms interporem uma ação judicial em nome da Canadian Women’s Sex-Based Rights (CAWSBAR), que obrigou à divulgação de documentos, o governo admite a verdade. No entanto, afirma que não faz mal porque pôr homens em prisões e celas de mulheres não infringe os direitos das mulheres porque... se eles dizem sentir-se mulheres é porque são mulheres.

https://reduxx.info/canada-government-admits-trans-identified-male-prisoners-have-raped-female-inmates-denies-infringing-womens-rights/


Witkoff e Kushner lá foram à Ucrânia...

 

Porque o escândalo de irem 10 vezes beijar a mão a Putin com a máquina de calcular e zero vezes à Ucrânia já era demais. Também, agora os negócios com Putin já não poderão ser o que queriam que fossem.


As mentiras de Sánchez

 

Que entretanto, muito cobardemente, anda a culpar o rei pelas suas decisões relativamente à imigração ilegal e ao apoio incondicional a Marrocos. Sánchez é contra as políticas europeias que incomodam os seus amigos islamitas, os de ditaduras comunistas e os anti-semitas.

Inglaterra - tirar lições dos desastres dos outros

 

Na edição de hoje do Times, um denunciante do Ministério do Interior afirma que apenas um em cada 100 pedidos de asilo é genuíno e que os funcionários se sentem frustrados por não conseguirem contestar alegações absurdas. Os requerentes de asilo recorrem frequentemente ao «mesmo guião»: um exemplo são as «centenas» de curdos iraquianos que pedem asilo alegando terem mantido uma relação com a filha do primeiro-ministro da região do Curdistão. Existem também centenas de pedidos de paquistaneses que afirmam temer pelas suas vidas devido a uma relação homossexual, todos com o mesmo homem.

www.spectator.com

Ainda em Inglaterra, a nova-esquerda continua a financiar o desastre social à custa, sobretudo, das raparigas e mulheres:


September 06, 2026

"Identidade de género não é um problema médico"


Concordo com o que diz este artigo. Não sabia que o projecto de lei prevê "uma avaliação ou parecer médico no processo de alteração do sexo no registo civil". Pensei que a avaliação médica se destinava à questão dos medicamentos e das cirurgias. Alterar o sexo da pessoa no registo civil não faz sentido porque, da mesma maneira que alterar a aparência exterior da pessoa com cirurgias ou medicamentos não muda o seu sexo, que está inscrito em todas as células do seu corpo, ainda menos sentido faz pensar-se que uma denominação legal, um papel, pode alterar a realidade biológica, por ter a recomendação de um médico. 


Identidade de género não é um problema médico

Identidade de género e sexo não são a mesma questão. E talvez grande parte da dificuldade legislativa resulte precisamente de se pretender resolvê-las como se fossem.

José Torres da Costa
Público

Identidade de género e sexo não são a mesma questão. E talvez grande parte da dificuldade legislativa resulte precisamente de se pretender resolvê-las como se fossem.

Não tenho qualquer dúvida sobre o assunto. A identidade de género não é um problema médico.

O conceito moderno de género, enquanto realidade distinta do sexo, ganhou expressão nas décadas de 1950 e 1960, sobretudo com John Money e Robert Stoller. Procurava caracterizar dimensões psicológicas e comportamentais do indivíduo que não tinham, necessariamente, de corresponder aos padrões associados ao seu sexo.

Nem todos os homens correspondem integralmente ao que culturalmente convencionámos como masculino, nem todas as mulheres correspondem ao que culturalmente convencionámos como feminino. Há nuances, emoções e formas de expressão que não obedecem a essa dicotomia. É precisamente por isso que somos indivíduos, sendo essa individualidade patente na singularidade de cada um de nós.

Na expressão dessas dimensões podem existir tendências resultantes de fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais. No fim, cada pessoa expressa-se como sente e entende. Chama-se a isso liberdade. E não há nada na liberdade de cada um que, por si só, faça dela um assunto médico.

Este conceito seria mais tarde aplicado às ciências sociais e ao pensamento feminista por Ann Oakley, em Sex, Gender and Society (1972), onde se distinguia o sexo, relacionado com as diferenças biológicas entre macho e fêmea, do género, relacionado com a construção social e cultural do masculino e do feminino.

Esta formulação retomava uma intuição já presente em Simone de Beauvoir que, em O Segundo Sexo, publicado em 1949, escreveu: "Não se nasce mulher, torna-se mulher."

A atual Lei n.º 38/2018 contempla, e bem, o direito à autodeterminação da identidade de género. Contempla também, e bem, que esse direito pertence ao domínio da liberdade individual e não constitui, por si mesmo, uma perturbação de saúde. Não necessita, por isso, de validação médica.

Onde divirjo em absoluto dessa lei, e onde compreendo a necessidade de a corrigir, é na sobreposição conceptual que estabelece entre género e sexo.

Segundo a lei em vigor, o sexo continua a existir como categoria jurídica, mas, para efeitos de registo civil, a sua menção pode ser alterada em função da identidade de género. Uma realidade pertencente ao domínio da identidade individual passa assim a determinar juridicamente uma categoria que a própria lei continua a designar por sexo.

Aliás, esta confusão começa logo a ser insinuada quando, no artigo 7.º, se fala em "sexo atribuído à nascença". Não é indiferente dizer "atribuído" em vez de "identificado". Na maioria dos casos, ninguém atribui um sexo ao recém-nascido. Identifica-se uma realidade biológica através das características sexuais observáveis. Existem situações excecionais em que essa classificação é mais complexa, mas não devemos transformar, através da linguagem, a exceção em regra.

As palavras transportam conceitos e os conceitos condicionam a forma como pensamos a realidade.

Se a identidade de género pertence ao domínio da autodeterminação e da liberdade individual, o sexo pertence ao domínio da biologia.

Podemos modificar algumas características sexuais, hormonal ou cirurgicamente, alterando a expressão fenotípica de uma pessoa. Mas aí entramos num domínio diferente. A identidade pertence ao indivíduo; a intervenção destinada a modificar características do seu corpo pertence também à medicina.

Contudo, o Estado não precisa de escolher entre negar a identidade de género e redefinir o sexo. Pode reconhecer a primeira sem alterar o significado do segundo.

É por isso que são discutíveis as soluções apresentadas nas propostas, nomeadamente os Projetos de Lei n.os 486/XVII e 391/XVII. Ao introduzirem uma avaliação ou parecer médico no processo de alteração do sexo no registo civil, permanecem dentro da mesma confusão conceptual que pretendem corrigir.

Se aquilo que está em causa é a identidade de género, não compreendo o que um médico pode certificar acerca da liberdade de uma pessoa se identificar como entende. A medicina não tem competência especial para validar uma identidade individual.

Mais ainda, exigir um parecer médico para reconhecer juridicamente essa identidade medicaliza a liberdade individual. Se afirmamos que a identidade de género não é uma doença nem uma perturbação, não faz sentido pedir posteriormente à medicina que a legitime.

Se, por outro lado, está em causa a modificação das características sexuais, então estamos perante uma questão médica, porque existem intervenções hormonais e cirúrgicas com consequências biológicas que exigem conhecimento e acompanhamento clínicos.

Identidade de género e sexo não são, portanto, a mesma questão. E talvez grande parte da dificuldade legislativa resulte precisamente de se pretender resolvê-las como se fossem.

O legislador encontra-se perante uma escolha que deve assumir com clareza.

Se entende que a organização da sociedade necessita de conhecer e distinguir o sexo dos cidadãos, deverá manter essa categoria e definir com rigor aquilo que ela representa. Nesse caso, é contraditório chamar-lhe sexo e, simultaneamente, fazê-lo depender de uma realidade diferente, isto é, da identidade de género.

Se, por outro lado, numa sociedade que pretende assegurar a igualdade entre os sexos, essa classificação deixou de ser necessária para a identificação civil quotidiana, então talvez devamos colocar uma pergunta mais simples: por que razão precisa o Estado de exibir o sexo de uma pessoa no documento de identificação?

Talvez a solução não seja transformar juridicamente o significado da palavra "sexo" para acomodar a identidade de cada um. Talvez seja deixar de colocar essa informação no Cartão de Cidadão, mantendo-a reservada aos contextos em que exista uma razão objetiva e legítima para dela necessitar.

Preservaríamos, assim, duas coisas que não deveriam ser incompatíveis: a liberdade de cada pessoa para viver e expressar a sua identidade como entender e o rigor das palavras que utilizamos para descrever a realidade.

Respeitar a liberdade individual não exige que confundamos conceitos. E reconhecer a realidade biológica não exige que limitemos a liberdade de ninguém.

Mas o que é isto?

 

A Câmara de Lisboa quer pintar os paralelepípedos das ruas?! Hã...?


pintar (!) metade (!) dos paralelepípedos das vias hoje ocupadas com carros e tuks, com desenhos a imitarem a calçada artística dos passeios

Há muito tempo, também, mas não há tanto assim, que a Rua Garrett se tem vindo a banalizar numa réplica da actual Baixa e na permanente “feira dos trezentos” em que esta se tornou, salvo algumas raras e heróicas excepções num comércio e numa restauração cada vez mais deprimentes, senão de fugir.

A Rua Garrett, “espinha dorsal” de um Chiado em crescente plastificação, dá hoje um triste espectáculo a quem insiste em nela procurar memórias e locais varridos pela “modernidade”. Como se isso não bastasse, a Rua Garrett é hoje um caos de poluição sonora e visual, plantação de múpis, pasto de venda ambulante e ilegal e, cereja no topo do bolo, um foco infecto-contagioso de tuk tuk.

Paulo Ferrero, Público
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Esta descrição do Chiado é uma tristeza porque é verdadeira. Havia tantas razões que me faziam ir ao Chiado: as livrarias (a Férin, a Lello...), a mercearia fina onde ia comprar café, a sapataria Hélio e outras lojas com os balcões antigos em madeira, bem como o ambiente geral do sítio. Agora, passo por lá uma vez por ano a caminho de outro sítio qualquer e de cada vez o ambiente é mais feirante. Uma pena. 

Sais do partido comunista mas não consegues extirpar o comunismo de ti




Este senhor especialista em música, comunista e ex-secretário de Estado do governo de Sócrates queixa-se da Europa já não subscrever de cruz textos com slogans ocos que ele repete aqui, como por exemplo, criar condições para que as culturas floresçam e interajam livremente em benefício mútuo e outros do género. Ele queixa-se que há agora uma cultura de ódio que fanatiza as crenças sem olhar para si mesmo, fechado que está nestes slogans ocos que contrariam a realidade dos factos e das evidências de culturas que fomentam o ódio e a violência, com planos (e práticas) confessos e públicos de destruição da cultura europeia. Portanto, ou ele é tão fanático na sua crença que não vê o que todos os dias acontece na Europa de ataques aos seus valores democráticos, à coesão social e à sobrevivência enquanto projecto ou vê mas acha bem essa destruição e advoga que continuássemos por esse caminhos de olhos vendados. 
Porque haveríamos de querer o florescimento da cultura teocrática do Afeganistão? Ou do Irão? Ou da Arábia Saudita? Ou de outros países do género com regimes de ideologias totalitárias que mostram o pior da espécie humana? E, mais ainda, porque haveríamos de querer que trouxessem para aqui esses projectos de destruição humana? Ou este homem acha aceitável o modo como esses regimes com culturas teocráticas-totalitárias exploram, escravizam e destroem as mulheres e qualquer voz dissidente e os enforcam, decapitam, mutilam, violam apenas por não terem um pano na cabeça ou por estarem numa manifestação, tudo em nome da idolatria a um guerreiro do deserto a quem chamam profeta? 

A Europa precisa de verdade e reconciliação


Vinte anos passados sobre a Convenção sobre a Proteção da Diversidade das Expressões Culturais, os valores aí defendidos parecem ter-se sumido do discurso e da ação de quem tanto por eles se bateu.

Mário Vieira de Carvalho 
Público

Data de há 20 anos a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. Acompanhei de perto o processo, pois coube-me representar o governo português na 33.ª Conferência Geral da UNESCO, que a adotou (Paris, 20 de outubro de 2005).

Então, a União Europeia falou a uma só voz na defesa dos “objetivos” da convenção: criar condições para que as culturas floresçam e interajam livremente em benefício mútuo; encorajar o diálogo intercultural a favor de uma cultura da paz; desenvolver a interação cultural, no espírito de construir pontes entre os povos; promover o respeito pela diversidade das expressões culturais e a consciencialização do seu valor nos planos local (...)
Mas, 20 anos passados, os valores defendidos pela convenção parecem ter-se sumido do discurso e da ação de quem tanto por eles se bateu, a começar pela UE e outros países europeus.
(...)
Que aconteceu à magnifica humanitas que ainda sorria nas entrelinhas da convenção? Como foi possível passarmos da promoção do diálogo intercultural para a promoção de uma cultura de ódio, que identifica imigrante com delinquente, desumaniza o outro étnico como outro inferior, fanatiza as crenças, persegue as minorias, balcaniza os Estados, reduz a cidadania plena a privilégio exclusivo duma religião, etnia, “raça” ou cânone linguístico?
(...)
A Europa já teve a sua conta de nacionalismos exacerbados armados até aos dentes. Já teve a sua conta de valas comuns e de cemitérios de heróis (...)


September 05, 2026

"A Change Is Gonna Come"

 


Uma pedrada no charco



(só acrescento que com este governo continua «tudo como dantes, quartel-geral em Abrantes»)


E a declaração de responsabilidade?

Há uma pergunta incómoda que este gráfico não faz: “Quantos destes países chegaram aqui, pelo menos em parte, seguindo o receituário que a própria OCDE promoveu durante anos?”

João Marôco

Há uma pergunta incómoda que este gráfico não faz: “Quantos destes países chegaram aqui, pelo menos em parte, seguindo o receituário que a própria OCDE promoveu durante anos?”

A OCDE descobriu, finalmente, o declínio das aprendizagens.

E está tão preocupada que anda a espalhar este gráfico por todas as redes sociais:




Só se esqueceu de acrescentar uma coisa: a declaração de responsabilidade.

Porque há uma pergunta incómoda que este gráfico não faz: "Quantos destes países chegaram aqui, pelo menos em parte, seguindo o receituário que a própria OCDE promoveu durante anos?"

Em Portugal, não estamos a falar de uma relação meramente académica.

A própria OCDE avaliou o projeto-piloto de Autonomia e Flexibilidade Curricular. E o então ministro Tiago Brandão Rodrigues explicou publicamente, ao BLICO, que as recomendações dessa avaliação contribuíram para o modelo que viria a ser generalizado.

Em Portugal, depois de uma longa trajetória de melhoria, a tendência inverte-se a partir de 2015. Em leitura e ciências, a queda já é visível em 2018, antes da pandemia. Em matemática, torna-se particularmente acentuada em 2022.




Não é uma prova de causalidade. A pandemia teve, certamente, um impacto importante. Mas não explica aquilo que aconteceu antes dela. E a inversão da tendência ocorre precisamente no período em que o novo paradigma curricular começa a ser generalizado — depois de o governo reconhecer a influência das recomendações da OCDE no seu desenho.

Depois vieram as extinções das provas finais do 4.º e 6.º ano, as "Aprendizagens Essenciais", a autonomia e flexibilidade curricular, a redução do peso dos conteúdos e a mudança de paradigma curricular.

O então ministro da Educação não apresentava estas mudanças como experiências marginais. Dizia que a autonomia e flexibilidade curricular eram ferramentas para melhorar as aprendizagens, combater o insucesso escolar e aumentar a equidade. E garantia que as recomendações dos peritos da OCDE tinham contribuído para o modelo que estava a ser generalizado.

Tudo apresentado como modernização, inovação e resposta às exigências do século XXI.

Mas há uma pergunta que já não pode ser evitada: o novo paradigma produziu os resultados que prometia?

A OCDE pode ter muitas virtudes. Mas uma organização que influencia tão profundamente as políticas educativas não pode recomendar um caminho, acompanhar a sua implementação e, anos depois, limitar-se a publicar o gráfico do desastre sem fazer a pergunta mais importante: "Teremos recomendado mal?"

Se correr bem, será mérito das reformas. Se correr mal, será culpa dos telemóveis, da pandemia, dos professores, dos alunos ou da sociedade.

A OCDE pode ter muitas virtudes. Mas uma organização que influencia tão profundamente as políticas educativas — e um governo que transforma essas recomendações em política pública — não pode recomendar um caminho, acompanhar a sua implementação e, anos depois, limitar-se a publicar o gráfico do desastre sem fazer a pergunta mais importante: "Teremos recomendado mal?"

E, se as recomendações estavam certas, perceber por que razão os resultados não corresponderam às expectativas. Se estavam erradas, reconhecê-lo. E, se o problema esteve na forma como foram transformadas em política pública, assumi-lo — e, mais importante ainda, corrigi-lo.

Essa é a declaração de responsabilidade que falta.

Dia 8 saberemos.

Hey, Vlad

 


Futurações

 

A Europa daqui a 100 anos.


1ª hipótese

Os países investem a sério na qualidade da educação pública: qualidade dos currículos, qualidade da formação dos professores, democratização do sistema.

Os países investem na defesa e na polícia para se defenderem das ameaças externas e aumentar a segurança interna diminuindo o crime. 

Apostam na luta contra a corrupção fortalecendo as instituições e reintroduzindo critérios de selecção por mérito.

Fecham a torneira aos imigrantes ilegais, asseguram activamente a secularidade das democracias, o funcionamento da Justiça e a rejeição dos imigrantes que têm sistemas de valores e práticas anti-democráticas e de não-integração.

Teremos menos pessoas, logo menos trabalhadores mas melhores trabalhadores. 

A aposta no bom uso da Inteligência Artificial e da robótica permite ter indústria e certos tipo de serviços com menos pessoas e, logo, menos custos, menos necessidade de certo tipo de produtos de consumo humano.

A UE une-se mais para resolver os problemas das pessoas reais.

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2ª hipótese

Os países continuam a extremar-se, tanto à direita como à esquerda, por falência da eficiência e operacionalidade dos governos do centro democrático.

Continuam a permitir a entrada massiva e descontrolada de imigração ilegal anti-democrática e anti-europeia e a sua infiltração em todas as instituições, desde a educação e a justiça até à legislação.

Permitem sociedades paralelas de imigrantes de 1ª ou 2ª geração a funcionar à margem da lei, com leis próprias anti-democráticas, anti-europeias e violadoras dos direitos humanos.

Os países governados pela extrema-esquerda evoluem para ditaduras ou autoritarismos comunistas, à maneira da China ou teocracias islâmicas, os governados pela extrema-direita evoluem para ditaduras evangélicas ou para-militares.

Eventualmente, alguns países entram em guerilha civil.

A UE desagrega-se.

A Espanha, então com uma maioria de religião islâmica infiltrada nas instituições, tenta novamente invadir e capturar Portugal.


A nova-esquerda defensora do islamismo



@visegrad24

Um estudante holandês de 14 anos ficou a lutar pela vida depois de dois adolescentes sírios, de 15 e 16 anos, o terem atacado em Grijpskerk, na Holanda.

Dion van den Berg estava a sair de uma piscina quando os dois adolescentes o atacaram com um golpe violento no pescoço.

A artéria do pescoço de Dion rompeu-se, fazendo com que um coágulo sanguíneo chegasse ao cérebro e provocasse um AVC. Ficou paralisado de um lado do corpo e foi levado às pressas para o hospital com ferimentos que colocavam a sua vida em risco.

O suspeito de 16 anos tinha-se juntado à turma de Dion alguns meses antes. A escola tinha dito aos alunos para não reagirem quando o rapaz apresentasse comportamentos preocupantes, incluindo bater nos colegas «sem motivo aparente», porque ele tinha passado por muitas dificuldades na Síria e estava a passar por um momento difícil.

Mona Eltahawy sobre as ocidentais que usam e defendem o véu

 

«As mulheres ocidentais que usam o véu contribuem para a escravização das mulheres noutras partes do mundo, para quem o véu é mandatório e uma restrição religiosa de liberdade.»

- Mona Eltahawy, uma mulher egípcia obrigada a usar o véu durante 9 anos