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September 05, 2026

Hey, Vlad

 


September 04, 2026

"O momento em que percebi que Putin era um sociopata" - Mikhail Khodorkovsky




O momento em que percebi que Putin era um sociopata

Como Putin sacrificou crianças pelo poder

Mikhail Khodorkovsky

Em setembro de 2004, terroristas tomaram a Escola n.º 1 de Beslan, uma cidade no sul da Rússia. Fizeram cerca de mil crianças, familiares e professores reféns e exigiram a retirada das forças russas da Chechénia.

O cerco durou três dias. Durante todo esse tempo, os alunos e professores foram mantidos em condições exíguas e insalubres, sem água nem comida e sem acesso a casas de banho. A televisão estatal mentiu deliberadamente ao público, afirmando que havia apenas 350 reféns — apesar de saber perfeitamente que eram mais de 1100 e que os reféns eram obrigados a beber a própria urina em vez de água.

Foi também um momento decisivo para a actual diretora da RT, Margarita Simonyan, que ganhou notoriedade pelas suas transmissões durante o ataque e cujos «talentos» foram então notados.

A certa altura, tornou-se claro que havia fortes possibilidades de se conseguir uma negociação bem-sucedida para salvar as crianças através da mediação do líder independentista checheno Aslan Maskhadov.

Mas, para Putin, que se apresentava como um novo líder jovem e enérgico, entrar em diálogo com alguém como Maskhadov significaria imediatamente «perder a face».

Por ordem de Putin, as forças russas dispararam armas termobáricas directamente contra o edifício da escola, que estava minado, detonando explosivos e provocando um incêndio de enormes proporções e mortal. A sua principal prioridade era destruir os terroristas. Salvar as crianças vinha em segundo lugar — se é que vinha sequer tão acima na lista.

Abandono e cinismo

No momento em que as câmaras foram desligadas, os sobreviventes ficaram sem assistência. O Estado que tinha reduzido a escola a destroços não gastou um único rublo para tratar os seus ossos fraturados e as suas cicatrizes de queimaduras.

Tive de intervir pessoalmente, a partir da minha cela na prisão, para coordenar e financiar a sua reabilitação médica, porque as autoridades federais os tinham abandonado por completo. Como se isso não bastasse, quando os pais receberam essa ajuda financeira, o Estado enviou-lhes notificações para pagamento de impostos sobre o dinheiro recebido.

O cinismo político daquele momento foi simplesmente espantoso. Putin utilizou o hediondo ataque contra crianças como justificação para abolir a eleição directa dos governadores regionais.

Na realidade, evidentemente, esta proposta nada tinha que ver com segurança. A única razão para acabar com as eleições dos governadores era destruir o federalismo e garantir a si próprio um poder e uma imunidade vitalícios.

Durante duas décadas, Putin boicotou Beslan nos aniversários da tragédia. Em datas marcantes, como o 10.º e o 15.º aniversários, viajou para a Mongólia para celebrar uma batalha ocorrida um século antes. Em 2023, designou o dia 3 de setembro como «Dia da Vitória sobre o Japão» — um novo feriado criado inteiramente para apagar da memória pública a dor da Ossétia.

O regime tem tratado sistematicamente as famílias enlutadas com enorme crueldade. Em 2016, a Golos Beslana («Voz de Beslan») — uma organização de mães que perderam os filhos — organizou um protesto público.

Vestiam T-shirts com uma mensagem simples e devastadora:

«Putin é o carrasco de Beslan.»

Exigiam respostas sobre o motivo pelo qual o assalto à escola tinha sido conduzido daquela forma. Em vez de respostas, foram recebidas com detenções, multas e condenações a trabalho comunitário.

Oito anos mais tarde, por ocasião do 20.º aniversário, em 2024, Putin encenou uma apressada visita televisionada à cidade enlutada.

Ele estava tão mal preparado e demonstrava tão pouca empatia que, perante as câmaras, chegou a indicar o número errado de crianças mortas, afirmando que tinham morrido 36, em vez das 186 que efectivamente morreram. Durante o resto do tempo, passou a dar lições às mães sobre imaginárias conspirações estrangeiras.

Quando as mães perguntaram por que razão a investigação oficial continuava por concluir ao fim de 20 anos, Putin respondeu que estava a «ouvir falar disso pela primeira vez» e disse-lhes que falassem com o presidente do Comité de Investigação, Bastrykin.

A sua súbita visita, depois de 20 anos de silêncio, não passou de uma operação de relações públicas e tinha um objectivo claro — distrair o país dos seus enormes fracassos militares em Kursk, durante a incursão ucraniana.

Beslan foi a prova definitiva e horrenda de que Putin é um sociopata que trata os seus próprios cidadãos como descartáveis em nome do seu poder e das suas audiências. Se é capaz de fazer isto aos seus próprios cidadãos, fará o mesmo a qualquer pessoa. É por isso que estou tão convencido de que a verdadeira ameaça à estabilidade mundial não é a sua saída do poder, mas a continuação do seu regime.


August 06, 2026

Lula entende-se às mil maravilhas com Putin



Lula vai candidatar-se a um 4º mandato. Aqui no rectângulo isso é noticiado como uma virtude: um homem velho em cima dos 81 anos tem muita energia, diz a imprensa unineuronal. Um proto-ditador de extrema-esquerda é encarado como um virtuoso. Biden foi trucidado diariamente pela imprensa unineuronal por ter 80 anos no fim do mandato, não no início. Calculo que Trump, se se candidatar a um 3º mandato seja trucidado na tal imprensa como fascista - o que não é totalmente falso. Porém Lula, que o imita em tudo na sua ganância de poder e total falta de escrúpulos e de ética (veja-se como se entende às mil maravilhas com Putin e é cúmplice com os seus acordos comerciais em crescendo, da guerra do Kremlin à Ucrânia), é e será falado como um progressista virtuoso e não como o proto-ditador que é.

Lula

@LulaOficial

Conversei na manhã desta terça-feira, 4 de agosto, com o presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin. No telefonema de cerca de uma hora, repassamos os principais temas da agenda bilateral, com destaque para as reuniões que ocorreram este ano, em Brasília, no âmbito da Comissão de Alto Nível (CAN) e da Comissão Intergovernamental de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica (CIC). 
Reforçamos o caráter estratégico das relações Brasil-Rússia e a intenção de intensificar a cooperação em temas como energia, ciência e tecnologia e na área naval. 
Sublinhei a importância do comércio entre os dois países, com ênfase especial no fornecimento de diesel e fertilizantes. 
Também ressaltei a necessidade de buscar maior equilíbrio no intercâmbio comercial, com aumento das exportações brasileiras para a Rússia. Discutimos também a situação geopolítica atual. 
Expressei decepção com a incapacidade do Conselho de Segurança da ONU em encaminhar uma solução para os conflitos e sublinhei a importância do diálogo entre as grandes potências em busca da paz. 
Nesse contexto, ressaltei os aspectos humanitários dos conflitos e lamentei a perda de vidas humanas, inclusive civis. Expressamos determinação de continuar trabalhando conjuntamente nos foros internacionais, especialmente no BRICS, cujo papel no atual cenário internacional foi enfatizado. 
Concordamos também quanto ao valor do multilateralismo, baseado em um mundo multipolar. Mencionei a eleição para o cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas, reiterando o apoio do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet

 

July 25, 2026

Putin não vai recuar agora

 

Nem pode. na cabeça dele seria um suicídio e mais depressa vê o Kremlin a arder. Só recua pela força -vencido, e é aqui que entram os aliados da Ucrânia- ou pela força das circunstâncias: sem dinheiro, sem armas e sem aliados.


July 04, 2026

Putin vai tentar uma carreira do showbizz

 

Vai experimentar ser como Zelensky para ver se funciona.


June 29, 2026

🎯


Sir William Browder KCMG

Lutei contra Putin 17 anos – ele prefere ver a Rússia arder a admitir que não consegue ganhar esta guerra.

[E, muito menos, admitir que a perdeu.] 

May 28, 2026

Macron responde aos dois palhaços do Kremlin que passam a vida a ameaçar todos com armas nucleares

 

Toma lá um submarino nuclear. A França dispõe de armas nucleares táticas aéreas, que podem ser lançadas a partir dos seus caças Rafale.
Macron assinou acordos com países como a Grã-Bretanha, a Alemanha e a Polónia, tornando possível que os jactos aterrem nas suas bases, num plano a que chama «dissuasão avançada». Os aviões deslocam-se em segredo pela Europa, criando uma ambiguidade estratégica que obrigará Putin a pensar duas vezes antes de atacar. Os aliados realizarão exercícios nucleares conjuntos.


May 27, 2026

Um deputado da Duma fala da situação na Rússia

 

Putin tem medo de todos e todos têm medo de Putin. Tem havido prisões de altos funcionários do regime. Purgas. Entraram em modo de sobrevivência. Cheira a fim de regime.

May 23, 2026

Quem foi a 1ª pessoa a perceber quem era Putin?

 

Tom Clancy? Em 1984 (uma coincidência Orwelliana), no ano da chegada de Putin ao KGB de Moscovo (outra coincidência) Clancy escreveu o seu romance de estreia, The Hunt for Red October, um thriller de espionagem naval passado em submarinos - o 1º livro da série de Jack Ryan. No livro, o comandante Marko Ramius, um capitão de submarino soviético, tenta desertar para os Estados Unidos com o «Outubro Vermelho» — um submarino nuclear experimental, praticamente indetectável. O nome da doninha do KGB a bordo do submarino da URSS, responsável por controlar Ramius chamava-se Putin. Putin não é um nome vulgar na Rússia nem em lado algum. Clancy deve ter feito uma grande pesquisa para o filme e deve ter ido dar com Putin. Conheceu-o, de uma maneira ou de outra, e topou-o pelo que é. No livro, o comandante Ramius não tem dúvidas sobre o tipo de pessoa que ele é e dá-lhe sumiço antes que ele estrague tudo e mate todos.

Quem também o topou muito bem foi Margaret Thatcher. Quanto a essa não há dúvida, pois Clancy tê-lo topado é uma suposição. Porém, Thatcher disse-o publicamente aquando do desastre do submarino Kursk em 2000 (outra coincidência). Falou do seu desinteresse e total desrespeito pela vida humana, They still do not value human life in the same way that we do.


May 04, 2026

Coisas óbvias

 

Putler, escondido no bunker com medo da internet, pediu a Trump que lhe desse um cessar-fogo de um dia para dar uma festa. Ainda não percebeu que os EUA já não têm esse poder de influência. Trump delapidou-o a troco de promessas de dinheiro fácil.


Não haverá cessar-fogo no dia 9 de maio. «Ninguém pediu oficialmente à Ucrânia um cessar-fogo no dia 9 de maio», afirmou Zelenskyy.

«Um cessar-fogo de um dia, e antes disso, matar o nosso povo – isso é, por assim dizer, desonesto. Hoje Merefa, ontem Dnipro – mortos, feridos, adultos, crianças. Depois, dizer: Vamos parar por um dia para fazer um desfile – isso não é sério. Não temos feriados. Depois de 9 de maio, eles vão matar novamente.»

🎼 What a difference a lider makes, in 24 little hours 🎼

 

Enquanto uns se isolam e tornam o mundo mais paroquial, outros expandem-se e tornam o mundo mais actual.


April 19, 2026

As coisas na Rússia estarão muito pior do que parecem?

 

Para que já se peça publicamente a cabeça de Putin e seus capangas com aplausos e sem medo de cair de uma janela... de qualquer modo ele não percebe que faz parte do problema, pois só a questão económica o fez falar. Que a Rússia ande a matar ucranianos, a raptar crianças e a destruir um país não lhe causou nenhuma febre.


March 30, 2026

Trump não se interessa pelo "equipamento americano"

 

Interessa-se por negócios com Putin e é por isso que não quer saber dos ataques iranianos a americanos com informação dos russos.

March 16, 2026

Mr. Nobody against Putin

 

Fui ver quem tinha ganho Oscars (por acaso não gostei do filme que ganhou o de melhor filme, mas percebo que nos tempos que correm o tenham escolhido) e, nomeadamente, quem tinha ganho o prémio de melhor documentário: mr. Nobody against Putin, foi quem o ganhou. ainda não o vi -vou ver esta semana- mas todos sabemos o que é: um professor do 1º ciclo começa a filmar a militarização das crianças e da vida às ordens de Putin que quer transformar todos os russos em invasores e assassinos dos países vizinhos. Este prémio amplifica a sua voz de aviso e, simultaneamente de resistência contra o fascismo. O discurso dele de aceitação do prémio é um aviso para a maneira como os fascismos crescem à sombra da nossa cumplicidade com pequenos actos de transgressão, aqueles que antecedem os grandes actos, difíceis de reverter. Como o prémio revela, todas as pessoas têm uma voz activa, por mais distante ou modesto que seja o seu lugar no mundo e aqueles que escolhem nunca falar, são cúmplices do estado de coisas.


February 18, 2026

Zelensky é o líder que a maioria gostava de ter

 

E não apenas nos EUA. Um aspecto notável da guerra da Rússia contra a Ucrânia decorre justamente do tipo de líder que cada um destes dois países tem e da sua evolução diametralmente oposta.

Enquanto Putin enterrou a Rússia, a cultura russa, a sua língua, as suas amizades diplomáticas e culturais, os seus laços políticos e económicos, a sua reputação de grande país com uma grande história, o seu poder de atrair massas, as suas medalhas pela vitória sobre os nazis, nas batalhas a leste e, deste modo, o seu futuro, com uma manobra de Putin de voltar atrás na História e permanecer petrificado num colonialismo imperialista desajustado aos tempos, Zelensky evoluiu no sentido diametralmente oposto.

Zelensky agarrou num país que era visto como satélite da Rússia, muito corrupto, desorganizado e um bocadinho provinciano e transformou a Ucrânia num país mundialmente respeitado pela sua inteligência, coragem, resiliência, imaginação, criatividade, abertura ao progresso, exigente na transparência dos seus líderes, forte na defesa dos valores europeus, capaz de se erguer contra a adversidade, leal aos seus parceiros, rápido a transformar-se numa potência militar e económica. 

Zelensky moldou um rosto de união e identidade à Ucrânia e trouxe-a para o século XXI. Putin destruiu o rosto da Rússia e arrastou-a para a Idade Média.

Zelensky vai pôr a Ucrânia como parceiro na UE (espera-se, pois isso é para nosso benefício também), Putin pôs a Rússia como vassalo da China.

Zelensky elevou e uniu o seu povo, Putin reduziu-o a zombies atomizados e medrosos.

Zelensky faz vir ao de cima o melhor do seu povo, Putin faz vir ao de cima o pior do pior do seu povo.

É claro que Zelensky é o líder que a muitos gostavam de ter: um indivíduo sério, cheio de energia, com sentido do dever, sem medo de enfrentar desafios, com um espírito democrático, uma grande capacidade de absorver estoicamente o sofrimento alheio dos que representa. 

Enfim, enquanto Zelensky se revelou um grande líder, Putin revelou o que é: um liliputiano criminoso que está no poder porque é mestre na dissimulação, no crime, na subjugação, na supressão da vitalidade do povo e um idiota que não sabe, nem gerir o país, nem tirar proveito de ter tido o segundo maior exército do mundo.

February 14, 2026

"Putin can’t imagine life without power, or after it"


February 11, 2026

E não só

 

Se Biden não tivesse deixado que a guerra se prolongasse a China não tinha entrado nela, mas como viu que os americanos toleravam Putin implicitamente, ganhou coragem.

February 04, 2026

Ele nasceu para recrutar espiões e planear sabotagens e alguém o pôs a fazer de presidente...

 

E isso está para além das capacidades dele. É um caso clássico de princípio de Peter: podes tirar o homem do KGB mas não tiras o KGB dele. 

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Ian Crouch

The New Yorker Daily 

Os serviços secretos militares russos estão a recrutar jovens online para atear incêndios criminosos e outros actos de sabotagem em toda a Europa. 
Na edição desta semana, Joshua Yaffa relata a campanha secreta do Kremlin para minar o apoio do Ocidente à Ucrânia — e detalha como «agentes descartáveis» estão a ser recrutados por todo o continente. Algumas das suas missões são pequenas — afixar cartazes ou recolher um pacote — enquanto outras envolvem ataques físicos, por exemplo, detonar explosivos e atear fogos. Em 2024, um jovem recebeu a missão, de um manipulador anónimo, de colocar um dispositivo incendiário dentro de uma loja IKEA em Vilnius, na Lituânia. Recentemente, conversei com Yaffa para saber mais sobre como esses jogos de espionagem estão a ser jogados.

Então, por que razão os serviços secretos russos queriam incendiar uma loja IKEA?

A princípio, parecia misterioso mas durante a minha reportagem, conversei com um funcionário da segurança nacional lituana que disse: “Um incêndio na IKEA é algo muito menor, nada mais do que um sinal táctico”. Significa que isso não vai mudar o rumo da guerra real com a Ucrânia, ou o que a Rússia vê como sua luta maior com o Ocidente mas esses tipos de actos somam-se para ter um efeito mais estratégico.

Na Lituânia, temos o incêndio da IKEA. Na Polónia, temos um centro comercial que, nesse mesmo ano, ardeu completamente no centro de Varsóvia. Temos um armazém a pegar fogo, uma linha ferroviária a ser sabotada. Temos alguns auto-colantes e graffitis anti-OTAN a aparecer pela cidade. Temos estes casos bizarros em França, com caixões a aparecerem na Torre Eiffel e alguém a vandalizar um memorial do Holocausto. Um investigador com quem conversei chama isso de «táctica de enxame». Somando tudo isso, você acaba com uma imagem de caos e fissuras na sociedade, em toda a Europa.

Quem são esses agentes? São pró-russos ou estão fazendo isso principalmente por dinheiro?

Fiquei impressionado com algo que ouvi de um funcionário dos serviços de segurança da Polónia, um dos países no epicentro desse tipo de ataque. Ele disse-me que, dos 62 agentes desse tipo que a Polónia prendeu nos últimos anos, apenas dois parecem ter sido motivados principalmente por razões ideológicas.

No geral, são pessoas que respondem a pedidos aparentemente aleatórios e muitas vezes inofensivos no serviço de mensagens Telegram para o que parecem ser trabalhos esporádicos. Muitas vezes, as pessoas que realizam esses trabalhos podem nem saber que os 
serviços secretos russos estão no final da cadeia. Porém, como me disse o agente de segurança polaco, a natureza desses pedidos devia ser clara acerca de quem pode estar a fazê-los. «É preciso usar a cabeça», disse ele.

No seu artigo, você diz que alguns desses agentes são ucranianos.

Os refugiados ucranianos são frequentemente recrutados, principalmente porque são uma população vulnerável num novo país com uma nova língua e que muitas vezes enfrentam dificuldades financeiras. E muitos falam russo, o que torna as coisas ainda mais fáceis para os serviços secretos russos. Juntos, eles constituem um alvo de recrutamento atraente. E se os ucranianos forem apanhados a realizar essas acções, consegue-se desacreditar a imagem dos ucranianos aos olhos do povo polaco, por exemplo ou lituano, nos países que acolheram refugiados. É uma situação vantajosa para a Rússia.

O que estão os Estados Unidos a fazer em relação a este tipo de acção secreta?

O que realmente preocupou os EUA foi uma série de eventos semelhantes em 2024. Agentes descartáveis foram recrutados para colocar dispositivos dentro de pacotes e enviá-los via DHL para a Europa, Canadá e EUA. Alguns dos pacotes tinham dispositivos de rastreamento dentro deles para colectar informações mas outros pacotes continham dispositivos incendiários. Num incidente, um dos pacotes incendiou uma pista em Leipzig, na Alemanha, antes de ser carregado num avião. Houve um atraso na chegada de um avião e, se o voo tivesse descolado dentro do horário previsto, aquele pacote tinha provocado um incêndio no ar.

A ideia de aviões em chamas caindo do céu preocupou tanto o governo Biden que o conselheiro de segurança nacional e o diretor da CIA ligaram para os seus homólogos em Moscovo e, como relato no artigo, disseram, essencialmente, «Parem com isso».


January 31, 2026

Putin mencionado mais de 1.000 vezes nas gravações de Epstein.

 

January 17, 2026

A fascização gradual de uma escola russa, vista por dentro

 

Um professor russo filmou secretamente o seu próprio local de trabalho, que foi transformado numa máquina de propaganda de guerra. Essas imagens fazem agora parte de um documentário nomeado para um Óscar.