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May 28, 2026

Macron responde aos dois palhaços do Kremlin que passam a vida a ameaçar todos com armas nucleares

 

Toma lá um submarino nuclear. A França dispõe de armas nucleares táticas aéreas, que podem ser lançadas a partir dos seus caças Rafale.
Macron assinou acordos com países como a Grã-Bretanha, a Alemanha e a Polónia, tornando possível que os jactos aterrem nas suas bases, num plano a que chama «dissuasão avançada». Os aviões deslocam-se em segredo pela Europa, criando uma ambiguidade estratégica que obrigará Putin a pensar duas vezes antes de atacar. Os aliados realizarão exercícios nucleares conjuntos.


May 27, 2026

Um deputado da Duma fala da situação na Rússia

 

Putin tem medo de todos e todos têm medo de Putin. Tem havido prisões de altos funcionários do regime. Purgas. Entraram em modo de sobrevivência. Cheira a fim de regime.

May 23, 2026

Quem foi a 1ª pessoa a perceber quem era Putin?

 

Tom Clancy? Em 1984 (uma coincidência Orwelliana), no ano da chegada de Putin ao KGB de Moscovo (outra coincidência) Clancy escreveu o seu romance de estreia, The Hunt for Red October, um thriller de espionagem naval passado em submarinos - o 1º livro da série de Jack Ryan. No livro, o comandante Marko Ramius, um capitão de submarino soviético, tenta desertar para os Estados Unidos com o «Outubro Vermelho» — um submarino nuclear experimental, praticamente indetectável. O nome da doninha do KGB a bordo do submarino da URSS, responsável por controlar Ramius chamava-se Putin. Putin não é um nome vulgar na Rússia nem em lado algum. Clancy deve ter feito uma grande pesquisa para o filme e deve ter ido dar com Putin. Conheceu-o, de uma maneira ou de outra, e topou-o pelo que é. No livro, o comandante Ramius não tem dúvidas sobre o tipo de pessoa que ele é e dá-lhe sumiço antes que ele estrague tudo e mate todos.

Quem também o topou muito bem foi Margaret Thatcher. Quanto a essa não há dúvida, pois Clancy tê-lo topado é uma suposição. Porém, Thatcher disse-o publicamente aquando do desastre do submarino Kursk em 2000 (outra coincidência). Falou do seu desinteresse e total desrespeito pela vida humana, They still do not value human life in the same way that we do.


May 04, 2026

Coisas óbvias

 

Putler, escondido no bunker com medo da internet, pediu a Trump que lhe desse um cessar-fogo de um dia para dar uma festa. Ainda não percebeu que os EUA já não têm esse poder de influência. Trump delapidou-o a troco de promessas de dinheiro fácil.


Não haverá cessar-fogo no dia 9 de maio. «Ninguém pediu oficialmente à Ucrânia um cessar-fogo no dia 9 de maio», afirmou Zelenskyy.

«Um cessar-fogo de um dia, e antes disso, matar o nosso povo – isso é, por assim dizer, desonesto. Hoje Merefa, ontem Dnipro – mortos, feridos, adultos, crianças. Depois, dizer: Vamos parar por um dia para fazer um desfile – isso não é sério. Não temos feriados. Depois de 9 de maio, eles vão matar novamente.»

🎼 What a difference a lider makes, in 24 little hours 🎼

 

Enquanto uns se isolam e tornam o mundo mais paroquial, outros expandem-se e tornam o mundo mais actual.


April 19, 2026

As coisas na Rússia estarão muito pior do que parecem?

 

Para que já se peça publicamente a cabeça de Putin e seus capangas com aplausos e sem medo de cair de uma janela... de qualquer modo ele não percebe que faz parte do problema, pois só a questão económica o fez falar. Que a Rússia ande a matar ucranianos, a raptar crianças e a destruir um país não lhe causou nenhuma febre.


March 30, 2026

Trump não se interessa pelo "equipamento americano"

 

Interessa-se por negócios com Putin e é por isso que não quer saber dos ataques iranianos a americanos com informação dos russos.

March 16, 2026

Mr. Nobody against Putin

 

Fui ver quem tinha ganho Oscars (por acaso não gostei do filme que ganhou o de melhor filme, mas percebo que nos tempos que correm o tenham escolhido) e, nomeadamente, quem tinha ganho o prémio de melhor documentário: mr. Nobody against Putin, foi quem o ganhou. ainda não o vi -vou ver esta semana- mas todos sabemos o que é: um professor do 1º ciclo começa a filmar a militarização das crianças e da vida às ordens de Putin que quer transformar todos os russos em invasores e assassinos dos países vizinhos. Este prémio amplifica a sua voz de aviso e, simultaneamente de resistência contra o fascismo. O discurso dele de aceitação do prémio é um aviso para a maneira como os fascismos crescem à sombra da nossa cumplicidade com pequenos actos de transgressão, aqueles que antecedem os grandes actos, difíceis de reverter. Como o prémio revela, todas as pessoas têm uma voz activa, por mais distante ou modesto que seja o seu lugar no mundo e aqueles que escolhem nunca falar, são cúmplices do estado de coisas.


February 18, 2026

Zelensky é o líder que a maioria gostava de ter

 

E não apenas nos EUA. Um aspecto notável da guerra da Rússia contra a Ucrânia decorre justamente do tipo de líder que cada um destes dois países tem e da sua evolução diametralmente oposta.

Enquanto Putin enterrou a Rússia, a cultura russa, a sua língua, as suas amizades diplomáticas e culturais, os seus laços políticos e económicos, a sua reputação de grande país com uma grande história, o seu poder de atrair massas, as suas medalhas pela vitória sobre os nazis, nas batalhas a leste e, deste modo, o seu futuro, com uma manobra de Putin de voltar atrás na História e permanecer petrificado num colonialismo imperialista desajustado aos tempos, Zelensky evoluiu no sentido diametralmente oposto.

Zelensky agarrou num país que era visto como satélite da Rússia, muito corrupto, desorganizado e um bocadinho provinciano e transformou a Ucrânia num país mundialmente respeitado pela sua inteligência, coragem, resiliência, imaginação, criatividade, abertura ao progresso, exigente na transparência dos seus líderes, forte na defesa dos valores europeus, capaz de se erguer contra a adversidade, leal aos seus parceiros, rápido a transformar-se numa potência militar e económica. 

Zelensky moldou um rosto de união e identidade à Ucrânia e trouxe-a para o século XXI. Putin destruiu o rosto da Rússia e arrastou-a para a Idade Média.

Zelensky vai pôr a Ucrânia como parceiro na UE (espera-se, pois isso é para nosso benefício também), Putin pôs a Rússia como vassalo da China.

Zelensky elevou e uniu o seu povo, Putin reduziu-o a zombies atomizados e medrosos.

Zelensky faz vir ao de cima o melhor do seu povo, Putin faz vir ao de cima o pior do pior do seu povo.

É claro que Zelensky é o líder que a muitos gostavam de ter: um indivíduo sério, cheio de energia, com sentido do dever, sem medo de enfrentar desafios, com um espírito democrático, uma grande capacidade de absorver estoicamente o sofrimento alheio dos que representa. 

Enfim, enquanto Zelensky se revelou um grande líder, Putin revelou o que é: um liliputiano criminoso que está no poder porque é mestre na dissimulação, no crime, na subjugação, na supressão da vitalidade do povo e um idiota que não sabe, nem gerir o país, nem tirar proveito de ter tido o segundo maior exército do mundo.

February 14, 2026

"Putin can’t imagine life without power, or after it"


February 11, 2026

E não só

 

Se Biden não tivesse deixado que a guerra se prolongasse a China não tinha entrado nela, mas como viu que os americanos toleravam Putin implicitamente, ganhou coragem.

February 04, 2026

Ele nasceu para recrutar espiões e planear sabotagens e alguém o pôs a fazer de presidente...

 

E isso está para além das capacidades dele. É um caso clássico de princípio de Peter: podes tirar o homem do KGB mas não tiras o KGB dele. 

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Ian Crouch

The New Yorker Daily 

Os serviços secretos militares russos estão a recrutar jovens online para atear incêndios criminosos e outros actos de sabotagem em toda a Europa. 
Na edição desta semana, Joshua Yaffa relata a campanha secreta do Kremlin para minar o apoio do Ocidente à Ucrânia — e detalha como «agentes descartáveis» estão a ser recrutados por todo o continente. Algumas das suas missões são pequenas — afixar cartazes ou recolher um pacote — enquanto outras envolvem ataques físicos, por exemplo, detonar explosivos e atear fogos. Em 2024, um jovem recebeu a missão, de um manipulador anónimo, de colocar um dispositivo incendiário dentro de uma loja IKEA em Vilnius, na Lituânia. Recentemente, conversei com Yaffa para saber mais sobre como esses jogos de espionagem estão a ser jogados.

Então, por que razão os serviços secretos russos queriam incendiar uma loja IKEA?

A princípio, parecia misterioso mas durante a minha reportagem, conversei com um funcionário da segurança nacional lituana que disse: “Um incêndio na IKEA é algo muito menor, nada mais do que um sinal táctico”. Significa que isso não vai mudar o rumo da guerra real com a Ucrânia, ou o que a Rússia vê como sua luta maior com o Ocidente mas esses tipos de actos somam-se para ter um efeito mais estratégico.

Na Lituânia, temos o incêndio da IKEA. Na Polónia, temos um centro comercial que, nesse mesmo ano, ardeu completamente no centro de Varsóvia. Temos um armazém a pegar fogo, uma linha ferroviária a ser sabotada. Temos alguns auto-colantes e graffitis anti-OTAN a aparecer pela cidade. Temos estes casos bizarros em França, com caixões a aparecerem na Torre Eiffel e alguém a vandalizar um memorial do Holocausto. Um investigador com quem conversei chama isso de «táctica de enxame». Somando tudo isso, você acaba com uma imagem de caos e fissuras na sociedade, em toda a Europa.

Quem são esses agentes? São pró-russos ou estão fazendo isso principalmente por dinheiro?

Fiquei impressionado com algo que ouvi de um funcionário dos serviços de segurança da Polónia, um dos países no epicentro desse tipo de ataque. Ele disse-me que, dos 62 agentes desse tipo que a Polónia prendeu nos últimos anos, apenas dois parecem ter sido motivados principalmente por razões ideológicas.

No geral, são pessoas que respondem a pedidos aparentemente aleatórios e muitas vezes inofensivos no serviço de mensagens Telegram para o que parecem ser trabalhos esporádicos. Muitas vezes, as pessoas que realizam esses trabalhos podem nem saber que os 
serviços secretos russos estão no final da cadeia. Porém, como me disse o agente de segurança polaco, a natureza desses pedidos devia ser clara acerca de quem pode estar a fazê-los. «É preciso usar a cabeça», disse ele.

No seu artigo, você diz que alguns desses agentes são ucranianos.

Os refugiados ucranianos são frequentemente recrutados, principalmente porque são uma população vulnerável num novo país com uma nova língua e que muitas vezes enfrentam dificuldades financeiras. E muitos falam russo, o que torna as coisas ainda mais fáceis para os serviços secretos russos. Juntos, eles constituem um alvo de recrutamento atraente. E se os ucranianos forem apanhados a realizar essas acções, consegue-se desacreditar a imagem dos ucranianos aos olhos do povo polaco, por exemplo ou lituano, nos países que acolheram refugiados. É uma situação vantajosa para a Rússia.

O que estão os Estados Unidos a fazer em relação a este tipo de acção secreta?

O que realmente preocupou os EUA foi uma série de eventos semelhantes em 2024. Agentes descartáveis foram recrutados para colocar dispositivos dentro de pacotes e enviá-los via DHL para a Europa, Canadá e EUA. Alguns dos pacotes tinham dispositivos de rastreamento dentro deles para colectar informações mas outros pacotes continham dispositivos incendiários. Num incidente, um dos pacotes incendiou uma pista em Leipzig, na Alemanha, antes de ser carregado num avião. Houve um atraso na chegada de um avião e, se o voo tivesse descolado dentro do horário previsto, aquele pacote tinha provocado um incêndio no ar.

A ideia de aviões em chamas caindo do céu preocupou tanto o governo Biden que o conselheiro de segurança nacional e o diretor da CIA ligaram para os seus homólogos em Moscovo e, como relato no artigo, disseram, essencialmente, «Parem com isso».


January 31, 2026

Putin mencionado mais de 1.000 vezes nas gravações de Epstein.

 

January 17, 2026

A fascização gradual de uma escola russa, vista por dentro

 

Um professor russo filmou secretamente o seu próprio local de trabalho, que foi transformado numa máquina de propaganda de guerra. Essas imagens fazem agora parte de um documentário nomeado para um Óscar. 

January 15, 2026

O fascista da Rússia faz tudo para bloquear a paz e culpar os outros

 

 

January 05, 2026

Escrevi isto no ano passado depois de Trump ser eleito. Acho que não me enganei



"I Want To Be One Of The Greats"

"Quero ser um dos grandes" foi a frase de Timothee Chalamet, um actor americano, aquando da aceitação de um prémio, há uns dias. Talvez o tenha dito na excitação do momento ou porque é ainda muito novo e está afectado pela fama. Não sei, mas disse-o perante uma assembleia de actores, produtores, realizadores: trabalha para um legado de grandiosidade.

Quem também tem essa ambição é Trump e o seu parceiro Musk, embora cada um à sua maneira porque Musk usa-se de Trump por quer ter poder absoluto e está-se nas tintas para a MAGA mas Trump quer ser 'um dos grandes' da América, como ele diz, confundindo o seu país com todo o continente. Depois, são ambos sociopatas mas Musk está mesmo convencido que é um ser intelectualmente superior enquanto Trump é um narcisista vulnerável à lisonja por motivos de insegurança intelectual - o cargo de Presidente da 'América' funciona para a sua imagem e para a força que quer projectar, como um Viagra.

São pessoas racistas e misóginas, talvez pelo contexto da educação. Musk é um africânder e Trump é um cristão ideológico - um indivíduo que abraça a ideologia da religião no que respeita aos costumes, mas não o exercício do espírito religioso.

Trump, tal como Putin, pensa que o Ocidente caiu em desgraça desde que aceitou gays, mulheres no exército e políticas inclusivas que, em seu entender, efeminizaram os homens, a Política e a autoridade da 'América' no mundo. Ele quer uma 'América' de famílias cristãs, de homens fortes e temidos e mulheres de valores tradicionais. A administração dele está muito vinculada aos cristãos evangélicos que são fanáticos e extremistas como os islamitas.

Ele acredita mesmo, penso, na ideologia MAGA e foi muito influenciado pelas ideias de Bannon, para quem a 'América' só poderia voltar a ser grande se a Europa voltasse a ser pequena como aconteceu no pós-guerra, quando estava destruída e dependente da força dos EUA.

Enquanto a Europa não for reduzida, será um obstáculo à grandiosidade da América, o que o diminui a ele pessoalmente dado que dificulta a construção do seu legado e de uma 'América' orbanizada ou mesmo russificada. Além disso, uma Europa forte e ateia com valorização das políticas de inclusão sobrepõe a sua voz e diminui a força da América cristã tradicional.

Penso que ele partilha isto da decadência dos valores com Putin e pensa, por isso mesmo, que Putin o compreende e quer o mesmo que ele.

Trump tem uma visão do mundo influenciada pelo dogma nefasto de Kissinger acerca do poder e das áreas de influência. Como quer uma 'América' grandiosa, sendo ele o construtor desse legado, tem na ideia uma visão do mundo dividida por grandes potências dominadoras, cada uma com a sua área de influência: a Rússia com domínio sobre a Europa, os EUA com domínio sobre a América (continente) e talvez a China, com domínio sobre a Ásia. A África não lhe interessa. Ele não vê a África como uma potência que possa ameaçar alguém.

Não por acaso está a sair de todas as organizações internacionais que podem retirar poder à 'América'. Ele não é pessoa de negociar: ele dita as condições, compra com dinheiro e se for preciso usa a força do dinheiro para chantagem. Só cede ao poder e à força das circunstâncias, tal como Putin.

Diferentemente de Putin, Trump quer dominar o continente americano e ser uma grande potência, mas sem recurso ao poder das armas. Apenas com o poder do dinheiro. Já no 1º mandato ele propôs-se comprar a Gronelândia e disse mesmo que queria expandir o território dos EUA, mas nessa altura era mais inexperiente e menos descarado.

Ele quer ficar para a história como 'um dos grandes' através da expansão do território e do consequente aumento de riqueza do país e, obviamente, do poder. Para isso precisa que outros países, nomeadamente potências económicas, não intervenham e se tornem obstáculos. Daí a necessidade de dividir e destruir a UE. Este era um dos grandes objectivos declarados e defendidos do projecto de Bannon.

Penso que ele alinhavou uma espécie de Tratado de Tordesilhas com Putin: tu ficas com a Ucrânia e o que mais quiseres da Europa que nós não seremos obstáculo e nós vamos ficar com o Canadá e a Gronelândia e vocês não interferem na nossa vida mesmo que tenhamos um problema com a China. Putin terá dito que sim e ele acredita mesmo que Putin o respeita e que respeita um acordo com ele. Daí estar a promover russófilos e políticas de amizade e confiança com a Rússia. Ele pensa que uma aliança com a Rússia de Putin é mais forte e lhe traz mais riqueza e grandiosidade que uma aliança com a Europa, que está cheia de gente que nem sequer gosta dele ou respeita os seus valores - o que é verdade.

É claro que estou a especular porque não tenho acesso a informações secretas e o que penso é a partir do que leio e do que vejo cada uma das partes dizer e fazer. Porém, não percebo como é que Trump iria explorar minério na Ucrânia se os territórios ocupados ficassem com a Rússia...

Em geral, os presidentes americanos acreditam que os outros líderes ficam impressionados com a sua personalidade (dada a reverência subserviente que têm dentro do seu país), e com o peso de serem os líderes com mais poder no mundo - o que sendo verdade, não é, noutro ponto de vista.

Mas a questão é que Trump espera sempre que outros líderes fiquem esmagados de respeito pela sua presença dada a grandiosidade que ele pensa que a 'América' tem no mundo e na história do mundo.

Na verdade, neste momento os líderes dos valores religiosos machistas tradicionais e os autoritários estão a cerrar fileiras - veja-se Milei e veja-se como Israel votou com a Rússia contra a Ucrânia para agradar a Trump.

Parece-me que Ursula von der Leyen tem toda a razão quando urge a um plano para a defesa da Europa.

Para já, tudo o que nos faça ganhar tempo, obviamente que é bom. Pode ser que o rei inglês tenha a habilidade de atrasar o divórcio de Trump com a Europa, mas é difícil.

Não sei o que Zelensky pode fazer porque Trump não quer saber de ir negociar com um terrorista, um criminoso de guerra. Ele só vê em Putin poder e força, coisas que aprecia, confunde com respeito e quer muito possuir. Ter consigo a força decidida da Europa na defesa da Ucrânia, neste momento, parece ser o melhor argumento. É claro que para isso a Europa tem de ser, como diz aqui von der Leyen, rápida, unida e decidida.

Apaziguar Trump oferecendo concessões a Putin é um grande perigo. Dá uma imagem de fraqueza.


Os líderes europeus precisam de se libertar da ilusão de que os argumentos racionais terão algum efeito na Casa Branca MAGA. (Jessica Berlim)

March 04, 2025

December 30, 2025

Garantias de segurança de Trump? Que garantias?

 

Então, se neste momento em que Trump podia garantir a segurança da Ucrânia (bastava dar armas de longo alcance à Ucrânia ou simplesmente dizer aos russos, sozinho ou com a NATO: basta!) escolhe não o fazer, o que é já uma prova da não seriedade de se comprometer com as garantias de segurança que os EUA deram à Ucrânia, porque razão o fará depois de a Ucrânia ceder territórios e de Putin permanecer intocável? 

Trump nunca cumprirá nenhuma garantia. Ele é como Putin: assim como uma fronteira não passa de uma linha desenhada num mapa, uma assinatura não passa de letras desenhadas num papel. Nem uma nem outra os comprometem. São dois grandes predadores, um é um violador que gosta de abusar e humilhar raparigas e mulheres e o outro é um assassino que gosta de humilhar e destruir pessoas poderosas.

Dado que não podemos neutralizar um dos predadores, temos que neutralizar o outro, sob pena de ficarmos no meio de dois predadores (com o terceiro à espreita lá longe) e em vez de lutar apenas contra um termos de lutar contra dois. E há urgência nisto, porque a Ucrânia não é uma força imortal que resiste a tudo e porque o outro predador pode vir a aliar-se militarmente ao primeiro. Não percebo os europeus estarem a arrastar-se.


December 02, 2025

Big words. Desperate guy




Antes de receber proposta de paz, Putin diz estar preparado para combater a Europa

December 01, 2025

Porque se diz que Putin é um cancro

 

Na biologia, quando uma única célula deixa de seguir as leis do corpo e começa a danificar as células ao seu redor, isso é chamado de cancro.

Podemos considerar a organização dos países pelo direito internacional, o corpo e Putin o cancro. Putin tem destruído tudo à sua volta. 


A Rússia não é um país com Estados originais, é uma federação de países/povos colonizados que só pela força se mantêm unidos. 

Putin não foi capaz de desenvolver a Rússia e torná-la num país moderno e democrático quando chegou ao poder. Para isso são precisas mais do que competências de KGB e ademais Putin tem muita ganância de poder, o que é incompatível com a alternância de poder de um país moderno e democrático. Portanto, Putin não se pode dar ao luxo de não ser agressivo com todos à sua volta, porque no dia em que Putin colapsar, que razões têm esses países colonizados para se manterem federados à Rússia, um país atrasado? 

Voltando à analogia, a melhor maneira de erradicar um cancro é detectá-lo cedo e, sendo possível, lidar logo com ele, antes que cresça e se espalhe. A Europa e os EUA falharam em detectar o cancro-Putin cedo e, mesmo depois de o terem detectado, comportaram-se como aquelas pessoas que fingem não ver para não terem que lidar com os problemas.

Há 3 modos de lidar com um cancro. Tirar o tumor, se for possível; tratá-lo com quimio/radiação/imunoterapia (antes ou depois do o tirar); ou, não podendo tirá-lo, encapsulá-lo de maneira a que não tenha modo de escapar. Neste último caso, usam-se os químicos/radiação até que o tumor fique encapsulado numa massa de células mortas sem vasos sanguíneos que sirvam de caminho de saída das células que, por ventura, lá restarem. 

Putin devia ter sido destruído em 2008, depois em 2014. Não só não foi destruído como foi alimentado. Tem estado a gerar metáteses: Orban e depois Trump. Agora é tarde e é mais difícil destruí-lo porque tem esses gânglios metastásicos a alimentá-lo.

Tem de ser atacado com doses massivas de quimio/rádio -destruir-lhe a economia de guerra, destruir-lhe as bases militares- até ficar encapsulado, incapaz de se mexer, impotente de movimentos, como um rei cercado no tabuleiro sem casas para escapar.

Orban pode ser encapsulado de maneira relativamente fácil. Trump, outro tumor maligno em pleno desenvolvimento, já passou a fase de poder ser destruído rapidamente e requer mais tempo e paciência. Esse é um trabalho que pode ser interior ou exterior. 

Interior pelos do seu partido, se não forem cobardes ou demasiado gananciosos (J. D. Vance e Rubio ainda podem ser destruídos). Basta legislar e obstaculizar as suas ambições ditatoriais e malignas. Criar-lhe empecilhos no Congresso e no Senado. Se a sua acção for impedida pelos legisladores, ele torna-se impotente. Porém, não parece que os republicanos tenham coluna vertebral para o fazer. Pelo menos, até agora. 

Exterior pela Europa, se não for medrosa e hesitante. Todos os acordos que Trump fizer sobre a segurança da Ucrânia e da Europa noutro Continente, num salão qualquer da Flórida valem zero se a Europa não os considerar como válidos ou aceitáveis sequer, se apoiar a Ucrânia e a armar até aos dentes e se não colaborar com ele. A certa altura ele e Putin ficam a falar sozinhos. A Europa pode até alimentar estas conversas fantasiosas e enquanto eles se entretêm a planear castelos de nuvens, o tempo passa e a Europa vai-se armando e fortalecendo. É preciso tornar Trump irrelevante para o destino da Europa para se poder lidar com Putin como deve ser.

É claro que nada disto conta se a Ucrânia continuar a ser destruída pelas bombas russas e se os europeus se limitarem a fazer declarações...