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July 05, 2026

Estamos num momento em que o país precisa de decidir o que quer fazer com a sua mesa




O que Avillez diz da restauração pode dizer-se da habitação e de outros sectores. 




Um país onde os restaurantes deixam de ser acessíveis perde cultura: a restauração vista por José Avillez



A administração pública tem a obrigação de proteger o equilíbrio das contas do Estado. Mas também de perceber onde a receita nasce. Um restaurante que fecha deixa de pagar IVA, IRC, contribuições sociais, salários, rendas, fornecedores. Uma empresa que cresce devolve ao país muito mais do que aquilo que aparenta numa folha de cálculo, defende um dos nomes maiores da gastronomia portuguesa

José Avillez
Expresso

Não sou economista. Não sou fiscalista. Não tenho a pretensão de substituir quem estudou durante anos as contas públicas, a fiscalidade ou a arquitetura do Estado. Sou cozinheiro. Sou empresário na restauração. Vivo há muitos anos dentro deste sector, nas cozinhas, nas salas, nas obras, nas contas, nas dificuldades de contratar, nas margens apertadas, nas noites em que tudo corre bem e nas outras, em que se percebe que um restaurante é uma máquina humana, económica e emocional muito mais frágil do que parece.

E é precisamente por isso que escrevo. Porque, mesmo não sendo especialista em fiscalidade, conheço profundamente a realidade concreta da restauração em Portugal. Sei o que custa abrir a porta todos os dias. Sei o que pesa uma renda. Sei o que significa uma subida da energia. Sei o impacto que tem pagar melhor, formar melhor, reter talento, cumprir, investir, modernizar, comprar bons produtos portugueses, trabalhar com produtores, agricultores, pescadores, fornecedores e artesãos. Também sei que, ao escrever sobre este tema, pode haver quem pense que falo em causa própria. Seria desonesto fingir que não tenho interesses neste sector. Tenho. Tenho um grupo de restaurantes, emprego muitas pessoas, compro a muitos fornecedores e sinto diariamente o peso das decisões que são tomadas, ou adiadas, sobre a restauração.

Mas não escrevo apenas a partir da realidade de um grupo. Escrevo também a pensar nos restaurantes independentes, nas tascas, nos pequenos negócios familiares, nos restaurantes de bairro, nos projetos de jovens cozinheiros, nos espaços de província, nas casas que vivem com poucos lugares, pouca tesouraria e enorme esforço. Um grupo pode ter mais estrutura, mais escala, mais capacidade de negociação e mais instrumentos de gestão. Um restaurante independente, muitas vezes, tem apenas a resistência, a coragem e o trabalho diário dos seus donos e das suas equipas.

Por isso, quando falo da restauração, não falo de um nicho. Falo de um ecossistema inteiro. Falo de empresas grandes e pequenas. Falo de restaurantes tradicionais e contemporâneos. Falo de cozinhas populares e de alta cozinha. Falo de negócios que servem turistas, mas também de lugares que existem, antes de tudo, para os portugueses. Porque a restauração portuguesa não pode ser pensada apenas como uma oferta para quem nos visita. Tem de continuar a ser uma parte da vida de quem cá vive.

Um país onde os restaurantes deixam de ser acessíveis aos seus próprios cidadãos perde qualquer coisa de muito profunda. Perde convívio. Perde cultura. Perde quotidiano. Perde a possibilidade de uma família almoçar fora sem sentir que está a cometer uma extravagância. Perde o estudante que descobre uma tasca. Perde o trabalhador que precisa de uma refeição honesta ao almoço. Perde o casal que celebra uma data especial. Perdem os amigos que se juntam à mesa. Perde uma parte da sua maneira de viver.

Ao mesmo tempo, Portugal recebe milhões de estrangeiros que nos procuram também pela nossa cozinha, pelos nossos vinhos, pela nossa hospitalidade e pela autenticidade das nossas mesas. A restauração tem, por isso, uma dupla responsabilidade: servir bem quem cá vive e receber bem quem nos visita. Não pode ser apenas uma montra turística, desligada dos portugueses. Nem pode ser apenas um sector local, fechado sobre si próprio, incapaz de competir num mundo onde os destinos se afirmam cada vez mais pela experiência gastronómica.

É neste equilíbrio que está a sua importância.

A restauração não é um sector periférico. Não é apenas o lugar onde se almoça ou janta. É uma parte essencial da economia, da cultura, do turismo, da identidade e da imagem de Portugal no mundo. Por isso custa perceber a forma como tantas vezes este sector é tratado pelo poder político: como se fosse importante nos discursos, mas secundário nas decisões.

Portugal diz, e bem, que o turismo é estratégico. Vários ministérios sabem que o turismo é central para a economia nacional, para a balança de serviços, para o emprego, para a notoriedade internacional do país. Mas há uma pergunta simples que raramente é feita com a seriedade devida: que turismo queremos ter sem uma restauração forte, diversa, qualificada, competitiva e acessível?

Um país onde os restaurantes deixam de ser acessíveis perde cultura. Perde a possibilidade de uma família almoçar fora sem sentir que está a cometer uma extravagância

O turista não visita Portugal apenas para dormir num hotel, fazer surf, jogar golfe, ir à praia ou tirar uma fotografia junto ao rio. Visita-nos também pelo que come, pelo que bebe, pela forma como é recebido, pela memória que leva de uma mesa, de uma tasca, de um restaurante de bairro, de um grande restaurante Michelin, de um vinho, de um peixe grelhado, de um arroz de marisco ou de pato, de uma sobremesa, de um serviço feito com verdade e identidade.

Mas o português também precisa desses lugares. Precisa de sentir que a sua própria cozinha não se transformou num luxo distante. Precisa de poder continuar a viver a restauração como parte natural da sua vida social, familiar e cultural. Se os restaurantes passam a ser apenas para turistas ou para ocasiões raras, então alguma coisa falhou na forma como organizámos a economia, o território e a fiscalidade.

A restauração é uma das portas de entrada da cultura portuguesa. É património vivo. É emprego. É território. É agricultura. É pescas. É vinho. É formação. É exportação invisível, porque transforma a experiência de quem nos visita numa lembrança que continua a trabalhar por Portugal muito depois da viagem terminar. E, no entanto, quando se olha para algumas opções fiscais e parafiscais, é difícil não encontrar incongruências.

Não se entende, por exemplo, que muitos bens alimentares sejam comprados a uma taxa reduzida de IVA e que a refeição servida ao cliente seja tributada a uma taxa superior. Também não se entende o tratamento dado ao vinho, um dos produtos mais emblemáticos e estratégicos de Portugal. Os serviços de refeição estão sujeitos a IVA de 13%, enquanto o vinho incluído no serviço de refeição é tributado a 23%. Paradoxalmente, o vinho vendido em loja está sujeito a 13%. Ou seja, o mesmo produto, quando é valorizado através do serviço, da hospitalidade, da criação de emprego, da restauração e da experiência turística, passa a suportar uma carga fiscal superior. Esta diferença é difícil de justificar num país que afirma o vinho como ativo estratégico da sua economia, da sua cultura e da sua promoção internacional. Penaliza-se precisamente o contexto onde o vinho ganha narrativa, serviço, recomendação, harmonização, formação, margem para produtores e valor turístico.

A comparação internacional torna esta incongruência ainda mais evidente. Em Espanha, os serviços de refeição são tributados a 10% e o vinho incluído no serviço de refeição também a 10%, embora o vinho vendido em loja esteja sujeito a 21%. Em França, a refeição e o vinho servido em restaurante surgem ambos a 10%, enquanto o vinho vendido em loja está a 20%. Em Itália, aplica-se igualmente 10% à refeição e ao vinho servido em restaurante, contra 22% no vinho vendido em loja.

Portugal fica, assim, numa posição paradoxal: taxa de 13% nas refeições, 23% no vinho servido em restaurante e 13% no vinho vendido em loja. Ou seja, fiscalmente, o vinho é menos penalizado quando é apenas vendido como produto do que quando é integrado numa experiência de restauração, serviço, cultura e turismo. Esta opção contrasta com a lógica seguida por alguns dos países que competem diretamente connosco enquanto destinos gastronómicos e turísticos. Espanha, França e Itália parecem reconhecer que a restauração não é apenas consumo. É também valorização de produto, emprego, hospitalidade, cultura e promoção externa.

Quando competimos pelos mesmos turistas, pelos mesmos eventos, pelos mesmos investimentos e pela mesma notoriedade internacional, estas diferenças têm impacto real. Não se trata apenas de uma discussão técnica sobre taxas. Trata-se de perceber se o enquadramento fiscal português está alinhado com aquilo que o próprio país diz ser estratégico.

A incoerência torna-se ainda mais evidente quando se observa a evolução do mercado. Hoje, os restaurantes já não competem apenas entre si ou com a restauração integrada nos hotéis. Competem com grandes cadeias internacionais de fast food, com operadores de grande escala e, infelizmente, também com muitos negócios que continuam a atuar na economia paralela, sem os mesmos níveis de cumprimento fiscal, laboral e regulamentar.

Competem ainda com hipermercados que vendem refeições prontas produzidas em escala industrial, a preços impossíveis de acompanhar por quem cozinha diariamente de forma artesanal e emprega equipas numerosas. Hoje, até temos vendas de refeições em postos de abastecimento de combustível e outras operações de conveniência que competem diretamente com tascas e restaurantes. Há situações em que se pode comprar uma garrafa de vinho numa prateleira com IVA a 13% e consumi-la de imediato, com a sopa, sanduíche ou prato que acabou de adquirir ao balcão. Enquanto o restaurante que serve esse mesmo vinho com copo adequado, temperatura correta, equipa formada, vê esse vinho tributado a 23%.

Ao mesmo tempo, os hotéis beneficiam de uma taxa reduzida de 6% de IVA na sua atividade principal de alojamento. Perante esta realidade, é legítimo questionar porque continua a restauração a suportar um enquadramento fiscal tão mais pesado, apesar do seu papel central na criação de emprego, na dinamização dos centros urbanos e na valorização da oferta turística nacional.

Também não se entende que se peça às empresas que paguem melhor e retenham talento, mas que o custo do trabalho continue a ser tão pesado num sector intensivo em pessoas.

Também não se entende que se fale tanto de modernização, digitalização e produtividade, mas que tantas pequenas e médias empresas não tenham instrumentos simples, acessíveis e eficazes para investir em tecnologia, sistemas de gestão, controlo de desperdício, plataformas próprias, formação e eficiência operacional.

A restauração portuguesa vive hoje pressionada por todos os lados. Os alimentos subiram. A energia subiu. As rendas subiram. Os salários, justamente, têm de subir. As comissões das plataformas digitais comprimem margens. A exigência dos clientes aumentou. A concorrência é enorme. A sazonalidade continua a pesar. E, ao contrário do que por vezes se imagina, a margem de um restaurante não permite simplesmente passar todos estes aumentos para o preço final.

É importante dizê-lo com clareza: sim, os restaurantes estão caros. Para muitos portugueses, estão mesmo muito caros. Não vale a pena fingir o contrário. Mas estão caros não porque as margens estejam a aumentar de forma confortável, nem porque os empresários tenham decidido ganhar mais à custa dos clientes. Estão caros porque quase tudo o que está antes do prato ficou mais pesado.

Ficou mais caro comprar produto. Ficou mais caro contratar. Ficou mais caro reter talento. Ficou mais caro pagar energia. Ficou mais caro pagar rendas. Ficou mais caro financiar obras, sistemas, seguros, licenças, software, manutenção, auditorias, comunicação, entregas, plataformas e equipamentos. Ficou mais caro formar equipas e manter padrões de qualidade.

Os restaurantes estão caros. Não porque os empresários tenham decidido ganhar mais à custa dos clientes, mas porque quase tudo o que está antes do prato ficou mais pesado

Ao mesmo tempo, o cliente olha para a conta final e, legitimamente, sente que paga mais. Muitas vezes paga mesmo mais. Mas aquilo que o cliente paga a mais não se transforma automaticamente em lucro para o restaurante. Em muitos casos, transforma-se apenas em sobrevivência. Em capacidade de pagar salários. Em tentativa de manter equipas. Em cumprimento de obrigações fiscais. Em absorção de aumentos que não desapareceram.

Há uma diferença enorme entre preço e margem. O preço pode subir e a margem descer. É isso que muitas vezes está a acontecer. Um restaurante pode parecer mais caro e, ainda assim, estar a ganhar menos. Pode ter uma sala cheia e uma tesouraria apertada. Pode vender mais em valor absoluto e ficar com menos no final do mês. Pode ser elogiado pelos clientes e, ao mesmo tempo, viver com enorme pressão financeira.

Esta realidade é ainda mais dura para os restaurantes independentes. Uma casa pequena não compra com a escala de um grupo. Não dilui custos administrativos por vários espaços. Não tem equipas centrais de recursos humanos, compras, manutenção, contabilidade, comunicação ou tecnologia. Muitas vezes, o dono é também gestor, comprador, anfitrião, responsável por pagamentos, recrutador e, no fim, a pessoa que apaga as luzes.

Quando esse restaurante aumenta preços, arrisca perder clientes. Quando não aumenta, arrisca perder a empresa. Esta é a escolha impossível que muitos vivem hoje.

Há um limite para o que o cliente aceita pagar. E há um limite para o que uma empresa consegue absorver. Quando esse limite é ultrapassado, o resultado não é abstrato. São restaurantes que fecham. São empregos que desaparecem. São fornecedores que perdem clientes. São jovens que deixam de ver futuro no sector. São empresários que deixam de investir. São centros históricos que perdem vida. São zonas do país que perdem capacidade de atrair pessoas.

E isto não afeta apenas quem tem restaurantes. Afeta o país. Afeta o agricultor que perde um cliente regular. Afeta o pescador que deixa de vender melhor o seu peixe. Afeta o produtor de vinho que perde uma montra. Afeta o jovem empregado de mesa que podia fazer carreira. Afeta o cozinheiro que podia aprender. Afeta o turista que encontra uma oferta mais pobre. Afeta o português que deixa de ter uma casa onde gostava de voltar. Afeta a rua, o bairro, a cidade e a economia local.

Não se trata de pedir privilégios. Trata-se de pedir coerência.

Se a restauração é estratégica para o turismo, então deve ser tratada como estratégica nas políticas públicas. Se queremos emprego mais estável, temos de criar incentivos reais à contratação sem termo. Se queremos salários melhores, temos de desenhar instrumentos fiscais que recompensem efetivamente a valorização salarial. Se queremos mais qualificação, temos de apoiar a formação. Se queremos empresas modernas, temos de apoiar a digitalização. Se queremos restaurantes mais resilientes, temos de aliviar, de forma seletiva e responsável, a carga fiscal e parafiscal que incide sobre uma atividade de margens estruturalmente baixas.

Há medidas que merecem ser discutidas sem preconceito: a redução do IVA nas refeições, o tratamento fiscal mais coerente do vinho servido em restaurante, incentivos à estabilidade laboral, majoração de custos com formação, revisão dos pagamentos por conta em IRC, apoio ao investimento em tecnologia, mecanismos temporários para mitigar custos extraordinários de energia e outros encargos operacionais.

Algumas destas medidas não teriam sequer de ser permanentes. Poderiam ser condicionadas, avaliadas, revistas, ligadas a objetivos concretos de emprego, cumprimento fiscal, formação, investimento ou manutenção de atividade. O que falta, muitas vezes, não é apenas dinheiro. Falta desenho. Falta escuta. Falta conhecimento prático da realidade.

A administração pública tem, naturalmente, a obrigação de proteger o equilíbrio das contas do Estado. Mas também tem a obrigação de perceber onde a receita nasce, como se mantém e como se destrói. Um restaurante que fecha deixa de pagar IVA, IRC, contribuições sociais, salários, rendas, fornecedores. Uma empresa que sobrevive, investe e cresce devolve ao país muito mais do que aquilo que aparenta numa folha de cálculo.

O Estado não deve substituir os empresários. Não deve proteger modelos maus, empresas mal geridas ou negócios que não se adaptam. Mas deve criar um enquadramento inteligente para sectores que são intensivos em trabalho, expostos a choques de custos, dependentes do turismo e essenciais para a imagem externa do país.

Sei também que a restauração não será o único sector a merecer uma análise mais cuidada. Haverá certamente outras áreas estratégicas para Portugal que enfrentam incoerências, dificuldades fiscais, pressões regulatórias ou desequilíbrios semelhantes. A agricultura, a cultura, a indústria, a saúde, a educação, a inovação, a habitação ou outros sectores poderão ter problemas tão relevantes como estes. Não falo sobre eles porque não tenho conhecimento suficiente, nem seria sério fazê-lo com a mesma convicção. A minha área é a restauração. É sobre ela que posso falar com verdade, experiência e responsabilidade.

E essa experiência diz-me que estamos num momento em que o país precisa de decidir o que quer fazer com a sua mesa.

Queremos uma restauração cada vez mais indiferenciada, dominada por escala, conveniência e preço baixo? Queremos centros históricos cheios de conceitos repetidos, feitos para passagem rápida, sem ligação ao território? Queremos restaurantes portugueses apenas para turistas com poder de compra elevado? Queremos que os portugueses se afastem progressivamente das suas próprias mesas? Ou queremos uma restauração diversa, onde coexistam tascas, casas familiares, restaurantes contemporâneos, projetos independentes, grupos organizados, alta cozinha, cozinha regional, comida de bairro, vinho português, produto português e serviço qualificado?

Esta escolha não se faz apenas com discursos. Faz-se com enquadramento fiscal. Faz-se com formação. Faz-se com políticas laborais. Faz-se com licenciamento inteligente. Faz-se com combate sério à economia paralela. Faz-se com apoios à digitalização. Faz-se com uma visão integrada entre turismo, economia, cultura, agricultura, pescas e território.

A restauração portuguesa tem feito muito por Portugal. Muitas vezes com poucos meios. Com horários difíceis. Com equipas jovens. Com empresários que arriscam. Com cozinheiros, empregados de mesa, pasteleiros, escanções, copeiros, gestores, produtores e fornecedores que fazem todos os dias um trabalho que raramente aparece nas estatísticas com a dignidade que merece.

Temos de deixar de olhar para a restauração apenas como consumo. Ela é também investimento na identidade do país.

A pergunta que deixo é simples: se a restauração é tão importante para o turismo, para o emprego, para a cultura e para a economia portuguesa, por que motivo continua tantas vezes a ser tratada como se fosse acessória?

Não escrevo isto como economista. Escrevo como alguém que conhece o sector por dentro. Como alguém que sabe que Portugal tem uma oportunidade extraordinária de continuar a afirmar-se no mundo pela sua cozinha, pelos seus produtos, pelos seus vinhos, pela sua hospitalidade e pela autenticidade das suas mesas.

Mas para isso é preciso mais do que elogios. É preciso cuidado. É preciso coerência. É preciso que o Governo, os ministérios e os decisores públicos olhem para a restauração não como um problema de curto prazo, mas como uma parte vital da estratégia económica, turística e cultural do país.

Porque um país que se orgulha tanto da sua mesa não pode tratar mal quem a põe de pé todos os dias.


July 04, 2026

O PCP está contra Portas. Que surpresa...

 

Calculo que o PCP preferisse alguém do seu partido ou do BE ou do Livre que centrassem a comemoração em torno da islamofobia de D. Afonso Henriques, dado ter sido um grande mata-mouros na mítica batalha dos 5 exércitos (sim, eu sei).


PCP critica escolha de Paulo Portas para coordenador das comemorações dos 900 anos da fundadação de Portugal

Comunistas consideram que a escolha do antigo vice-primeiro-ministro e antigo líder do CDS não é consensual nem “adequada”


June 16, 2026

Estes discursos assustam-me

 



O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que a saúde financeira de Portugal “faz corar de inveja qualquer economia da União Europeia”, mas considerou que é preciso “coragem para mudar algumas coisas e enfrentar as vozes do pessimismo”. “Portugal tem uma situação económica que é mais vantajosa do que a média da União Europeia”, realçou Luís Montenegro, no discurso que proferiu durante a apresentação de um investimento de 400 milhões de euros na mina de Aljustrel, no distrito de Beja. E prosseguiu: “Portugal tem uma saúde financeira que, não tenham vergonha de o dizerem a ninguém, porque é mesmo verdade, faz corar de inveja qualquer economia da União Europeia. Não há uma única que possa dizer que está a fazer melhor do que nós”, disse o líder do Governo.
: Nuno Veiga, Agência Lusa

Se temos uma economia tão boa porque é que as pessoas estão a ficar cada vez mais empobrecidas e a classe média praticamente desaparecida?

June 07, 2026

Fogos: "Há muitos chefes no terreno, grande parte deles incompetentes"



Um retrato do país: chefes incompetentes (gente do partido do momento?), falta de estratégia, amadorismo, resolver os problemas sem planos nem antecipação mas à medida que surgem e para resolver o curto prazo, incapacidade de aprender com os outros o que resulta. Conclusão? Problemas eternos com solução adiada para o próximo que vier... fazer o mesmo.



Portugal deixa arder à vontade, o que é errado e perigoso

Perito internacional que mais estudou o caso português arrasa dispositivo de combate a fogos florestais. OCDE recomenda mudanças urgentes.

Em Portugal, os bombeiros não têm um plano estratégico de controlo de incêndios. Correm a salvar edifícios à medida que o incêndio se aproxima, enquanto deixam o fogo florestal arder para onde quiser, o que é imprudente». A denúncia é de Gary Morgan, perito mundial que melhor conhece o caso português. Foi contratado pelo Governo de António Costa para auditar o nosso dispositivo.

Depois da carnificina de 2017, que matou 116 civis e 13 operacionais, o anterior Governo deu instruções à Proteção Civil para se concentrar na salvaguarda da vida humana. A floresta pode arder à vontade, desde que não atinja aldeias e casas isoladas. O património edificado também pode ser destruído, desde que não tenha gente lá dentro. As evacuações tornaram-se banais.

Os Governos de Luís Montenegro conformaram-se com o mesmo objetivo. Os resultados desta política são catastróficos. No ano passado, Portugal sofreu o maior e o terceiro maior incêndios florestais da história. No dia 13 de agosto, deflagrou um em Piódão, concelho de Arganil, que alastrou aos concelhos vizinhos de Pampilhosa da Serra e Oliveira do Hospital, ainda no distrito de Coimbra. Manteve-se ativo durante dez dias. Invadiu os municípios de Seia, distrito da Guarda, Covilhã, Fundão e Castelo Branco, no distrito de Castelo Branco. Arderam 645 quilómetros quadrados, uma área superior à dos concelhos de Lisboa, Amadora, Odivelas, Oeiras, Cascais e Sintra. No final desse mês, deflagrou em Trancoso um incêndio que consumiu 320 quilómetros quadrados, área semelhante à soma dos concelhos do Porto, Matosinhos, Maia, Valongo e São João da Madeira.
«Os incêndios grandes, múltiplos e complexos continuam difíceis de conter», lamenta a OCDE, em relatório publicado há dois meses sobre o caso português. O nosso dispositivo tem um desempenho vexatório, quando analisado no plano internacional. A OCDE denuncia que «a coordenação e a tomada de decisão operacional continuam a ser dificultadas pela ausência de qualificações uniformes». Há muitos chefes no terreno, grande parte deles incompetentes. «A hierarquia tem sido priorizada em detrimento da especialização técnica, reduzindo, em última análise, a eficácia operacional», conclui o relatório.

Como mostra a experiência da Austrália, a força de braços é mais importante do que os aviões e os autotanques para travar a progressão dos fogos rurais. «Usar apenas água para apagar um incêndio florestal é assumir um risco inaceitável de propagação do incêndio», ensina Gary Morgan. Na Austrália, a opinião pública associa o combate aos fogos a sapadores florestais, de machado e sachola na mão, a abrir clareiras no terreno. «A intensidade do fogo determina como a barreira de terra mineral é criada, seja por maquinaria ou ferramentas manuais», descreve o homem que comandou essas forças durante dez anos, no estado de Victoria.
Os bombeiros tradicionais merecem o reconhecimento da sociedade, mas precisam de ser qualificados. «Devido ao grande respeito do público pelos bombeiros, muitas pessoas pensam que qualquer bombeiro pode suprimir todos os incêndios. Isso é um mito», escreve o perito australiano. Portugal já dispõe de forças especializadas em criar barreiras aos incêndios, para os travar no sítio e no momento adequados, mas precisam de ser reforçadas.

O pior é que o comando das operações no terreno está entregue às personalidades erradas. «Portugal tem pessoas com competências para evitar que os incêndios florestais não atinjam níveis catastróficos», garante Gary Morgan. Mas também denuncia que, muitas vezes, «a pessoa que assume a responsabilidade como Controlador de Incidentes não é competente nem capaz de tomar decisões estratégicas, nem tem uma abordagem voltada para a supressão de incêndios».

É preciso pôr os mais qualificados no comando. E, no terreno, corpos especializados no uso de máquinas de rasto, ferramentas manuais e fogo tático. «Uma parte do dispositivo não pode estar preocupada com casas, nem com pessoas. Se ninguém lhe tirar o alimento, o fogo agradece, passa por aldeias e destrói tudo», lamenta Akli Benali.

https://sol.iol.pt/

May 27, 2026

Campanha para vender Portugal ao turista





Venha conhecer profundamente Portugal. Comece pelo aeroporto. Passe um dia inteiro no aeroporto e observe cuidadosamente os locais na azáfama de desemperrar o eternamente emperrado desde Afonso Henriques. Desfrute de longas horas para observar cuidadosamente as placas distribuídas e as costas da pessoa à sua frente antes de sentar-se no chão. Pense nessa visita como uma preparação à fila de 5km para subir ao castelo de S. Jorge. Depois, temos hotéis preparados para que possa dormir um dia inteiro e recuperar da extensa visita ao aeroporto com as suas excentricidades. 


“A maior fila da minha vida”: jornalista da CNN denuncia “caos” no aeroporto de Lisboa

Expresso
Clarissa Ward

"Caos no Aeroporto de Lisboa hoje. E quando digo caos é mesmo caos”. A afirmação é de Clarissa Ward, jornalista e editora chefe de correspondentes da CNN, em publicação no seu perfil de Instagram, onde mostra em vídeo a sua experiência ao tentar embarcar no voo de ligação a partir de Lisboa.

“A maior fila em que já estive na vida”, continua Clarissa Ward, que atribui aonovo sistema de entrada/saída (EES) das fronteiras da União Europeia (UE) a responsabilidade por ter estados horas em duas filas para recolha dos dados biométricos e ter perdido o voo.

Clarissa Ward escreve ainda na publicação que está a ser dada prioridade a passageiros da TAP em risco de perderem os seus voos. Passageiros de outras companhias estão a perder ligações, relata a jornalista da CNN, que afirma ter visto muitas pessoas idosas e famílias com crianças pequenas a esperar horas e horas na fila para que sejam registados, e depois lidos, os seus dados biométricos.

Ao mostrar em vídeo o tamanho da fila de passageiros com passaporte não europeu que se preparavam para deixar Portugal, a jornalista mostrou-se surpreendida e descreveu o novo sistema como um “desastre”.

Segundo a página da Comissão Europeia que esclarece o funcionamento do sistema EES, os dados de cada passageiro não residente na UE ficam guardados durante três anos a partir da data do primeiro registo. Mas relatos de vários passageiros indicam que, ao viajarem na Europa, tem-lhes sido exigido o registo dos dados biométricos em que cada viagem.

No início da semana passada, quando as filas para recolha de dados biométricos se adensaram, sobretudo no aeroporto de Lisboa, o Ministério da Administração Interna admitiu "falhas pontuais dos sistemas informáticos, obras em curso em algumas áreas operacionais e o elevado volume de passageiros concentrados em curtos períodos de tempo".

A Comissão Europeia negou na semana passada que o problema seja o novo sistema de entrada/saída (EES) das fronteiras da União Europeia, já que o registo dos dados deve demorar pouco mais de um minuto.

May 26, 2026

Mil palavras sobre o nosso país

 

Somos um país de sol e de praias mas conseguir chegar a uma praia transformou-se num inferno. Somos um país pacato de esplanadas, vida lenta e peixe grelhado mas destruímos isso para o turismo desenfreado, desregrado e empacotado.

May 18, 2026

O #MeToo nunca entrou no retângulo. Passou ao largo



O Ministério Público foi passar férias a Vizela?


Se alguém continua a negar que a estrutura da sociedade portuguesa é intrinsecamente machista, tem aqui contraditório.

Ana Bárbara Pedrosa, Escritora
https://expresso.pt/opiniao


Vou resumir o caso para quem não o conhece. Em Abril de 2025, veio a público que Victor Hugo Salgado (VHS), presidente da câmara de Vizela, era suspeito de violência doméstica. O alegado crime teria sido cometido em Fevereiro, e teria levado Sara Eunice, esposa do autarca, ao hospital de Guimarães, com fracturas nos ossos do nariz, escoriação de um lábio, equimoses nos braços, nos cotovelos e nas pernas.

É importante sublinharmos que, durante todo este processo, VHS não disse que não bateu, espancou ou partiu. Escudou-se em formulações cobardes, apontou o dedo a uma oposição que nunca nomeou, e teve o descaramento, num comunicado conjunto – pasme-se –, de dizer que “a exposição pública destes factos constitui uma tentativa de instrumentalização da vida privada para fins de combate político.” Ora, é quase escusado dizer que, ao serem factos, são inegáveis: em vez de não negar, já parece admitir. E o resto também não deixa de espantar: o problema não é o crime, mas o que a concorrência política poderia fazer com ele.

O processo foi todo tão tosco que ninguém minimamente atento pode ter saído equivocado. Para mais, mostrava a posição do próprio em relação ao crime de violência doméstica, falando da “exposição pública de factos alheios à vida cívica ou ao debate político”. Ora, pancada dentro de casa não é coisa alheia à vidacívica nem ao debate político – e é por não o ser que é crime. É-o desde 2000, após um projecto de lei apresentado pelo Bloco de Esquerda, que contou com a unanimidade no parlamento – ou seja, tudo o que é PS concordou. Sem outro remédio, claro que Pedro Nuno Santos foi célere a retirar o apoio político a Victor Hugo Salgado.

Nesta altura, já era público que: 1) Sara tinha sido agredida; 2) Sara tinha feito uma queixa na polícia contra o marido. Ainda assim, a equipa de VHS, às portas das autárquicas, resolveu migrar com ele das listas do PS para uma lista de independentes. Ninguém contestou, ninguém disse nada, a procissão andou.

Em Maio – que rapidez! –, o Ministério Público (MP) arquivou a denúncia. A agredida teria recusado proceder a acusação em sede de inquérito e manifestado vontade de que o procedimento criminal ficasse por ali. Enfim, nada de novo. Para o MP, isso terá bastado. Parecendo ignorar a natureza pública do crime em questão, e as suas próprias obrigações, resolveu meter férias mais cedo, não dando resposta aos registos clínicos, ao exame médico e à própria acusação. Para espanto geral, VHS – que foi denunciado à polícia! – não foi interrogado nem construído arguido, “devido à inexistência de inícios do crime de violência doméstica” (perdão?) e a “a fim de se assegurar a paz social e a tranquilidade no seio da família”. Como disse Ana Sá Lopes: “a bem da paz social, o presidente da Câmara Municipal de Vizelanão agrediu a mulher.” E quem nunca esteve tranquila no seio da família com um nariz fracturado que atire a primeira pedra.

O arquivamento, claro, contradiz a natureza de crime público. E o MP ignora que, nestes casos, pode, e deve, avançar mesmo sem depoimento posterior da vítima.

Mas a pouca vergonha continuou.

A comunicação social em Vizela desempenhou um papel miserável: tanto o Digital de Vizela quanto a Rádio Vizela, em vez de noticiarem documentos, de procurarem informação, basearam as notícias em citações dos comunicados do acusado. O jornalismo era, ali, em vez da procura pela verdade, um papagaio ao serviço do poder – poder esse que, claro, ajuda a subsistência do próprio jornal, através de páginas de publicidade pagas. É raro ver o jornalismo do município a ter qualquer posição inquisidora sobre o presidente da câmara, ainda que o jornalismo sirva mesmo para isso. Além disso, o próprio papel que o presidente da câmara desempenha parece ser avesso ao papel democrático: em vez de ser VHS a servir a cidade, parece que a cidade serve VHS. Não só os jornais lhe dão estas abébias como pode ver-se, em pleno centro da cidade, um écran onde passam vídeos que deviam promover a cidade, mas que consistem apenas em imagens de VHS a fazer coisas. Tudo tem ar de ditador narcisistaa la Moscovo, de política centrada num líder, e ainda assistimos a outros episódios que mostram que o presidente da câmara não sabe o seu lugar: em Abril deste ano, entrou no palco de Ana Bacalhau para aparecer a entregar-lhe flores – o pequeno poder teima em aparecer e precisa de fazê-lo.

Voltando ao arquivamento, as maroscas continuaram toscas. Em novo comunicado, VHS disse que o arquivamento se deveu a ter sido provado que não houve agressões. Mais uma aldrabice, pronta para ser engolida por quem lê à pressa: o que aconteceu foi que não se provou que houve. Salgado estudou Direito, por isso espanta que trate tão mal o português, que não saiba sequer blindar um texto – ou talvez esteja habituado a ditar de cima, perante o amém colectivo à volta. Nesse mesmo comunicado, teve o desplante de falar pela agredida (não é preciso escrever que é alegada), citando alegadas declarações (agora é) suas sobre o crime.

Isto nem inventado. Mas a coisa não parou por aqui. Em Julho, já após a demissão de VHS da Federação de Braga do PS, após pressão de Pedro Nuno, o MP reabriu a investigação. Note-se o quão célere foi a abrir e a arquivar da primeira vez, porque esta parte não passa ao lado de ninguém: passou quase um ano e continuamos à espera do resultado.

Nas autárquicas de Outubro, numa lista independente, com tudo o que era ex-PS atrelado, VHS foi reeleito, numa vitória retumbante: 71,96% dos votos. Ou seja, uma mulher agredida, as provas de uma agressão e uma queixa na polícia não tiveram qualquer consequência eleitoral. Não deixa de ser estranho, tendo em conta que VHS tentou mascarar tudo isto de ardil da oposição. E não deixa de ser preocupante que se trate o espancamento de mulheres como coisa inócua, que não faz mossa ao carácter, que não merece punição. Os comentários online, que acompanhei na altura, exuberavam de mãos lavadas à Pilatos: não só se via a incapacidade crítica e o alinhamento pela teoria da trapaça da oposição, como se repetia aquele ditame tão ultrajante de que entre marido e mulher não se mete a colher. Pelos vistos, nem a Justiça, nem o voto.

Tudo isto para chegarmos a este ponto: se alguém continua a negar que a estrutura da sociedade portuguesa é intrinsecamente machista, tem aqui contraditório. Povo, agentes políticos e Justiça unem-se para safar mais um homem violento – perdão, alegadamente violento. O caso não fez grande estrilho entre o comentariado e, na própria cidade, ninguém pareceu muito interessado, os resultados que o digam.

Não é caso único, e é precisamente por isso que é estrutural. Publiquei há quatro anos um romance cuja acção se passa no centro de Vizela, onde nasci e vivi até à idade adulta. Amor estragado conta a história de uma família que se desfaz devido ao alcoolismo e à violência doméstica. Aos olhos de todos, Ema vai levando porrada até à morte. Tudo podia ter sido evitado, mas não foi. Muitos leitores perguntam-me porque é que ninguém fez nada. Mas o romance conta o que se passa na vida, e o que se passa hoje também: tende-se a olhar para a violência doméstica como um assunto íntimo, em relação ao qual o colectivo pouco tem a dizer. E isto não deixa de espantar: fosse uma mulher a meter-se com o vizinho, e lá vinham os Netos de Moura em catadupa meter o nariz na vida alheia.

Posto isto, o Ministério Público, outrora tão célere, está à espera de quê para dar resposta? É um caso assim tão complicado? Sara foi agredida, Sara acusou o marido. Mentiu, difamando-o? Mesmo assim, a agressão foi provada: o agressor é outro? E o marido não se indigna? O Ministério Público meteu férias outra vez? Continuamos à espera.

May 02, 2026

Espero que o governo não vá nesta conversa





Os americanos vendem os aviões mas o controlo informático das máquinas fica com eles. Portugal está na UE e tem que investir na defesa europeia, não na industria americana para depois os americanos controlarem o que podemos ou não fazer.

Americanos querem um “aliado forte” e fazem pressão ao mais alto nível para Portugal comprar caças F-35


Vítor Matos - Expresso

April 28, 2026

Assim que chegam aos cargos começam logo a tratar da vidinha

 

Deve ser por isto que o Presidente da AR diz que os políticos em Portugal são umas vítimas e que não deviam ser escrutinados.




O legado do senhor Costa


Uma auditoria surpresa da Comissão Europeia aos aeroportos de Lisboa e do Porto, em dezembro de 2025, revela "graves deficiências" na realização dos controlos nas fronteiras. A CNN Portugal teve acesso a um documento onde a Comissão Europeia considera que o que foi detectado tem e pode vir a ter um impacto negativo noutros Estados-Membros e representar um risco de segurança para o espaço Schengen.
Por isso mesmo, adverte que o país deve tomar medidas corretivas no mais curto prazo possível, dando prioridade aos seguintes pontos: qualidade dos controlos fronteiriços, capacidade de detetar fraudes documentais, formação em matéria de controlo fronteiriço e afetação de recursos humanos.

- CNN Portugal 

Somos uma porta giratória de criminosos. É o legado do senhor Costa que este governo não sabe corrigir. Como também só querem poupar dinheiro destroem os serviços públicos e a segurança do país. A esquerda só põe impedimentos às soluções.

April 21, 2026

Uma informação que guardei do documentário francês sobre Salazar e a 2ª Grande Guerra

 

Citado aqui: o Generalíssimo Franco, cuja tese de graduação foi, Como invadir e anexar Portugal em 72 horas, em 1940 fez vários acordos com Hitler de apoio militar a essa acção agressiva e a data da invasão de Portugal ficou marcada para o dia 15 de Dezembro desse ano, apesar de haver um protocolo de não agressão entre ambos os países. Só que Franco não o respeitava. A certa altura já se distribuíam mapas da Península onde Portugal aparecia como uma província espanhola. Franco sabia que Portugal tinha um fraco exército. A iniciativa só não foi adiante porque a Espanha, nessa época, tinha grandes dificuldades de abastecimento pois estava sob sanções dos aliados. Tendo ficado muito destruída na guerra civil, não tinha trigo suficiente para alimentar a população. Ora a Alemanha recusou contribuir economicamente para esse fim e essa carência foi aflorada no encontro entre Salazar e Franco, em Sevilha. Salazar viu aí uma aberta. Interveio como mediador junto de Inglaterra para abastecerem a Espanha, que passou a depender do abastecimento da Inglaterra, que era aliada de Portugal.

Há um par de anos, o livro mais vendido em Espanha era sobre a anexação de Portugal. De vez em quando vem uma figura pública portuguesa defender alianças de união ibérica na defesa, na economia... uma coisa de nos tornar dependentes de Espanha... todo o cuidado é pouco com essa gente.


Somos um país ignorante por motivos de ideologia



5 da manhã. Acordei. Enquanto tomava o pequeno-almoço, liguei a TV no canal História porque me lembrei que estreou ontem uma série de Martin Scorsese sobre os santos da igreja católica. Apanhei os últimos 15 minutos do 1º episódio, mas logo a seguir e sem interrupção começou um programa francês chamado, Salazar e a Segunda Guerra Mundial. Fiquei a ver, claro. O programa foi interessante, com imagens e documentos da época e em geral foi correcto, apesar de alguns erros de interpretação, como dizer que Salazar não percebeu o perigo de não tomar nenhuma decisão sobre os Açores ou dizer que Salazar manteve-se neutro na guerra apenas para lucrar dinheiro com a guerra. Apesar destes erros de interpretação, o programa foi muito interessante, sobretudo porque em Portugal não se fala sobre o Estado Novo. Temos imagens e documentos para reflectir sobre esse período da ditadura, e temos historiadores, mas estamos sob um regime de ditadura de informação quanto ao tema. A esquerda proíbe que se fale de Salazar e do Estado Novo de maneira que é preciso assistir a programas estrangeiros para vermos documentários com imagens e documentos da época. Pensam-se os donos da história pós-ditadura e exigem pedágio a quem pisar os seus terrenos minados. Somos um país de ignorantes que preferem a ignorância ao conhecimento por questões ideológicas. Nesse aspecto, ainda vivemos como no tempo de Salazar. Em vez de conhecer, reflectir e discutir... censurar.

April 15, 2026

Tudo o que está mal em Portugal resumido num caso

 


Relatório final indica que falha foi "potenciadora de causar sérios problema de saúde", mas IGAS alega que teve de arquivar processo por não conseguir atribuir culpas uma vez que a gravação da chamada para o INEM foi destruída. - CNN Portugal

 

Um indivíduo está a 20 metros do hospital com um problema de saúde e ninguém o deixa entrar, apesar de todos o verem: 1º incompetência de quem gere os serviços; zero autonomia dos profissionais no local; burocracia estranguladora da actividade profissonal; incúria do Estado e desinteresse pelas pessoas que dever servir; 2º desaparecem os registos de prova dos factos e ninguém é responsabilizado. 

Se quiséssemos resumir o que está mal em Portugal, este caso bastaria: incompetência, incúria e desresponsabilização.

Na verdade, compreende-se o PM: se não sabem como resolver os problemas do SNS e não têm nenhuma ideia sobre o assunto, para quê mudar a ministra ou os SE? 

É claro que nenhum vazio é deixado a si mesmo e o buraco vai sendo ocupado pelos lobbies da saúde à solta.


April 12, 2026

Querem aumentar o preço dos medicamentos e então vêm com estas conversas de merda




Não há farmacêuticos, não querem gastar dinheiro em medicamentos (da mesma maneira que não o querem gastar em médicos ou em enfermeiros) e a única solução que têm para os problemas é pôr algumas pessoas a pagar os medicamentos a preços dos EUA onde é preciso uma pessoa hipotecar a casa para pagar qualquer doença. Meter ordem nas obscenidade de preços das farmacêuticas? Em todo este artigo não há uma palavra contra o lobbie obsceno das farmacêuticas e até o defendem dizendo que a inovação tem de pagar-se muito cara.  Os políticos -e não só em Portugal- são incompetentes e cobardes e acima de tudo estão é preocupados com a sua vidinha.


Comparticipação dos medicamentos deve ser “de acordo com as necessidades de cada um”

Público

Profissionais têm a “percepção de que estão a aumentar” os casos de utentes que não conseguem comprar todos os medicamentos, alerta bastonário dos Farmacêuticos em entrevista ao PÚBLICO.“Precisamos que direcção executiva do SNS seja um maestro agregador”

É preciso equilíbrio “para garantir a sustentabilidade do sistema e, ao mesmo tempo, o acesso aos medicamentos”, diz o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, que se mostra preocupado com o número de pessoas que não consegue comprar todos os medicamentos prescritos. “Ouço frequentemente farmacêuticos comunitários dizerem que a parte mais difícil do seu exercício profissional é quando têm doentes que precisam dos medicamentos e não têm dinheiro para os comprar”, diz Hélder Mota Filipe, em entrevista ao PÚBLICO. “Isto não deveria ser necessário para nenhum doente e deve preocupar-nos imenso”, alerta, defendendo que o regime de comparticipação dos medicamentos deveria ser ajustado à capacidade financeira do utente.​

Estamos numa espécie de pausa, mas com o conflito do Médio Oriente Portugal pode enfrentar rupturas no abastecimento?
Até ao momento não há esse risco. Houve uma lição que foi aprendida com a pandemia e que fez com que hoje os stocks de matérias-primas na Europa sejam superiores. Se a guerra não se prolongar por muito tempo, penso que não teremos problemas de abastecimento. Outra coisa é o preço a que as matérias-primas chegam, todo o impacto que o aumento do preço da energia pode ter. Isso depende de quanto tempo durar este conflito.

O presidente da Apifarma disse que o preço dos medicamentos terá de aumentar. Fez-se um comparativo da Europa com os preços nos Estados Unidos. Temos de rever os preços?
Acho que é muito cedo para pensarmos no que deve ser feito, porque, mais uma vez, depende muito de como vai evoluir a instabilidade global. Nunca foi correcto comparar os preços dos Estados Unidos com os preços da Europa, têm um sistema de saúde muito diferente do europeu. De qualquer forma, acho que temos de nos preparar para pagar mais pelos medicamentos, pela inovação que está a entrar e a fazer diferença na vida de muitos doentes. 

A inovação vai continuar a entrar a uma velocidade maior do que até aqui e os sistemas têm de se preparar, se querem continuar a dar acesso às melhores terapêuticas, para pagar mais.

Como é que isto se coaduna com a redução de gastos prevista no Orçamento do Estado?
Assumir, à partida, que vamos ter cortes nos medicamentos de 200 milhões parece-me um bocadinho irresponsável. Temos de assumir que ou continuamos a tratar os doentes com o estado da arte — e inclui muitas vezes a incorporação de novos medicamentos que são caros — ou temos de assumir que, se vamos gastar menos, provavelmente não vamos dar o mesmo nível de acesso à inovação que temos dado. Com o crescimento que temos visto, não podemos assumir que vamos gastar menos nos próximos anos em medicamentos. O que devemos garantir é que temos no terreno todos os mecanismos para gastar o mínimo possível, dando acesso à inovação.

Que mecanismos são esses?
Temos de garantir que há capacidade de rever o valor dos medicamentos em cada momento, de renegociar esse valor de acordo com os dados que temos. O Governo tem de apostar nas condições para criarmos essa capacidade. O Infarmed não tem os recursos humanos nem materiais implementados para poder, de forma sistemática, fazer isto. Os hospitais também não têm essas condições. Um estudo da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares diz que apenas 23% das instituições hospitalares monitorizam de forma sistemática os resultados sobre a eficácia e a segurança dos medicamentos.

E mais uso de genéricos e biossimilares...

Esse é o outro aspecto. Temos de garantir que pagamos o valor correcto relativamente ao resultado do uso destes novos medicamentos e, ao mesmo tempo, usar ao máximo o efeito dos genéricos e dos biossimilares. O que se liberta daí contribuirá também para continuar a pagar a inovação.

Temos dos preços mais baratos da Europa, mas nós também temos uma capacidade de pagar das mais baixas da Europa

A Equalmed fez um estudo, há um ano, que comparou os 15 genéricos mais vendidos em Portugal com os países de referência e, em grande parte, eram mais baratos em Portugal. Por outro lado, continuamos a ter doentes que não conseguem comprar tudo.

Temos dos preços mais baratos da Europa, mas nós também temos uma capacidade de pagar das mais baixas da Europa. Não podemos exigir ter preços ao nível de países que têm um PIB muito superior ao nosso. Por outro lado, vivemos num contexto internacional e se os preços dos medicamentos forem muito baixos, a indústria deixa de ter condições para os manter no mercado. Temos de ter aqui um equilíbrio para garantir o acesso ao menor preço possível. Isso faz com que tenha de haver mecanismos — e já foi aplicado duas vezes nos últimos anos — de rever medicamentos com o preço muito baixo e aumentá-lo. Há este equilíbrio que deve ser feito de forma fina para garantir a sustentabilidade do sistema e ao mesmo tempo o acesso aos medicamentos.

Outro aspecto tem a ver com a capacidade de pagar das pessoas. Ouço frequentemente farmacêuticos comunitários dizerem que a parte mais difícil do seu exercício profissional é quando têm doentes que precisam dos medicamentos e não têm dinheiro para os comprar. E o papel do farmacêutico é tentar, dentro da capacidade que o doente tem, arranjar algum racional terapêutico e ajudá-lo a escolher os medicamentos que são mais necessários. Isto não deveria ser necessário para nenhum doente e deve preocupar-nos imenso.

Deve haver uma forma diferente de comparticipação?
Devemos deixar a filosofia de comparticipar medicamentos cegamente e passar à filosofia de comparticipar de acordo com as necessidades de cada um. O Estado comparticipa aquele preço independentemente da condição. O complemento solidário para idosos é para pessoas que têm muita dificuldade em sobreviver, digamos assim, mas temos uma faixa cada vez maior de classe média-baixa que tem dificuldade em cumprir com todas as despesas mensais e também em ter disponibilidade financeira para fazer o esforço, que hoje está a ser exigido, para comparticipar o preço do medicamento.

Como pode ser este modelo de comparticipação?
Tem de ser com base na capacidade de pagar de cada um e isto tem de ser visto... Tem de ser muito mais uma componente até da Segurança Social que deve encaixar na garantia do acesso aos cuidados de saúde e, nomeadamente, aos cuidados farmacêuticos. É importante que não ignoremos que esta situação está a acontecer. E basta, se o Governo quiser, falar com os farmacêuticos comunitários que todos têm casos destes e a percepção de que estão a aumentar. Temos, de uma forma serena mas urgente, de olhar para esta situação.

Temos tido cada vez mais relatos de hospitais com dificuldade em garantir o stock para o seu funcionamento adequado

Várias associações estão a relatar problemas em levantar nas farmácias hospitalares medicamentos para um tempo razoável.
Há duas situações. Uma é a falta de medicamentos em alguns hospitais. E é importante também não ignorar este aspecto. Temos tido cada vez mais relatos de hospitais com dificuldade em garantir o stock para o seu funcionamento adequado.

É uma questão de ausência de produto no mercado, de gestão, de financiamento?
Há de tudo. Mas as falhas de medicamento no mercado acontecem frequentemente e as farmácias hospitalares estão habituadas a gerir estes aspectos através de stocks com outros hospitais. Estão a usar este mecanismo cada vez mais, porque não têm capacidade de comprar os medicamentos.

Porque há indicações para que haja um corte com a despesa dos medicamentos?
Não parece que seja isso. Parece mesmo que é algum mal funcionamento e provavelmente limitações financeiras. Aquilo que é relatado é a falta de medicamentos por atrasos nos concursos para compras ou falta de cabimento orçamental. Isto nunca devia acontecer ou [a acontecer] ser excepção, mas estávamos habituados a que acontecesse no fim do ano. Nós estamos em Abril. Acho que os políticos devem assumir as situações e não tentar criar cenários alternativos para parecer que a situação é outra. Tenho esse relato de colegas e de outros profissionais de saúde que é viverem no dia-a-dia estas limitações e depois ouvirem os responsáveis políticos negarem as situações.

Tem-se agravado?
Pelo que tem chegado à Ordem, dá a sensação de que se tem agravado. E só isto é suficiente para que nós tenhamos de alertar. Não faz sentido obrigar os doentes a voltarem duas e três vezes ao hospital porque não há stock para garantir a terapêutica de acordo com a lei. Depois, há um outro problema, que tem a ver com dispensa de medicamentos hospitalares em proximidade.

Que impacto podem ter interrupções no tratamento?
Depende do tratamento e da doença. O que é importante garantir é que ninguém interrompe a terapêutica se tiver de ser continuada. É desumano pedir a um profissional que tenha de fazer este papel de ajudar a gerir o acesso limitado à medicação. Apesar de tudo com o menor impacto possível, mas que é sempre grande.

Isto depois impacta nos anos de vida saudável a partir dos 65 anos, que em Portugal estão aquém dos de outros países.
Exactamente. A maioria dos doentes que têm esta dificuldade são pessoas idosas e isto depois liga com os números vergonhosos que temos nas estatísticas para a qualidade de vida e para a carga de doença a partir dos 65 anos. Ficamos sempre pessimamente.

Saiu agora o Eurostat, se nos compararmos com os países do Sul da Europa, cerca de 45% — é homogéneo em praticamente todos — da população considera que tem saúde boa ou muito boa e em Portugal são só 19%. Isto deve preocupar-nos imenso. Liga-se com o que dizia de garantir o acesso a medicamentos a esta população, nomeadamente através de outros mecanismos de comparticipação que permitam que os doentes não deixem de ser tratados por dificuldade económica. O medicamento só é útil se for usado e da forma adequada.

É importante que não se deixe fugir estes especialistas para o privado, para o estrangeiro e que o SNS comece finalmente a resolver este problema de escassez crónica de farmacêuticos

Há cerca de ano e meio faltavam cerca de 500 farmacêuticos no SNS. E agora?
A realidade está em mudança com a residência. Nós precisamos de farmacêuticos em áreas que hoje são exigidas pela legislação europeia: dispositivos médicos, terapias avançadas, custo e efectividade, decisões terapêuticas, alternativas terapêuticas, a reconciliação terapêutica. Não temos farmacêuticos para isso. Com a carreira e a residência farmacêutica, temos, além dos 1000 colegas, um pouco mais de 500 que estão em formação da especialidade (contanto com a residência em análises clínicas e genética humana). Neste momento estamos a verificar o que se vê, por exemplo, no internato médico de muitas especialidades que são os serviços a não conseguirem prescindir dos residentes.

Quando é que os primeiros residentes terminam a formação?
Temos cerca de 100 que estão no último ano da residência. O que é urgente para que tudo corra bem? Que se comecem a identificar as necessidades nas diferentes ULS e que se abram vagas com tempo. É importante que não se deixe fugir estes especialistas para o privado, para o estrangeiro e que o SNS comece finalmente a resolver este problema de escassez crónica de farmacêuticos que levam a disfunções no funcionamento do hospital.

Isso leva a escusas de responsabilidade.
Continuamos a ter escusas activas, temos 141 em 25 ULS. Não têm vindo a aumentar. Acho que a entrada de residentes ajudou, mas muitas destas escusas são por falta de condições para preparação de citotóxicos para a hospitalização, de funcionamento de falta de especialistas. Nenhuma destas escusas leva a que os profissionais não façam a sua tarefa. É uma forma que têm de alertar para as condições em que estão a trabalhar e isto tem de ser resolvido.

Uma crítica que faço a este Governo é o de negar as evidências. Quando o problema existe, é preciso assumir e dizer como se vai resolver e não continuar a arranjar argumentos para parecer que é uma percepção. Esta atitude que tem havido de desvalorizar ofende os profissionais.


March 19, 2026

Diferenças profundas dentro da UE na saúde - nós estamos a piorar

 

Acabo de ouvir num debate na Euronews que os tempos de espera para ter acesso a medicamentos é de 120 dias para a Alemanha e de 800 e tal dias para Portugal. 

Aqui neste gráfico, que é de 2024, o tempo de espera em Portugal é de 720 dias. Se agora já ultrapassamos os 800 dias é porque estamos a piorar em vez de melhorar.





February 12, 2026

🇵🇹 🇺🇦 Drones portugueses na Ucrânia

 

February 09, 2026

O Polje de Mira/Minde

 

Portugal cool 

O Polje de Mira/Minde, é uma depressão cársica única situada no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Classificado internacionalmente como Sítio Ramsar, inunda no inverno, formando um lago temporário, e cultiva-se no verão, destacando-se pela sua biodiversidade, incluindo freixos, sobreiros e diversas espécies de anfíbios.



November 25, 2025

Para os que afirmam que ninguém falou do 25 de Novembro durante 50 anos

 

Muitos falaram. Sá Carneiro foi um dos que falou e foi claro na denominação dos instigadores de violência no país. Olha, assassinaram-no. Primeiro tentaram em Londres e não conseguiram e depois conseguiram. O silêncio deste assassinato que levou outros atrás também é uma traição ao 25 de Abril e à vontade de liberdade do povo. Não, o 25 de abril não foi só cravos e abraços. Depois do dia inteiro e limpo veio a violência. Mas no nosso país, a seguir ao 25 de Abril e, ainda hoje, é pecado ser de direita, mas é um pergaminho ser de extrema-esquerda e defender os fascismos de esquerda.


November 22, 2025

Espero que não vendam a TAP à liga de ingeses- espanhóis-Qatar

 

O Qatar já é dono de Londres, meia Inglaterra e do governo espanhol e não tem sido bom. 


TAP. Qatar reforça posição da IAG

Apoio da Qatar Airways, que aumenta a robustez financeira da proposta do grupo da British Airways e Iberia, foi confirmado ao Nascer do SOL por fonte ligada ao processo.