July 16, 2026

O debate do estado da Nação

 

No concurso de quem ganhou as bocas e os ditos espirituosos, que é a maior parte do evento, a oposição perdeu. E tinham a vida facilitada.

Agora mesmo, há mais perguntas a Ventura que ao PM e ao governo.

É uma gritaria que ninguém se ouve.

Temos um desemprego jovem de 18%?! Dramático.

Ventura tem razão na questão dos impostos. Este governo fez campanha com a descida dos impostos para criar riqueza.


Quando há conflitos insanáveis em tempo de guerra é preciso tomar decisões

 

O mais importante é não pôr em causa o trabalho feito e o que ainda há para fazer e dar presentes a Putin com divisões internas. 


A nova esquerda e o islamismo


"Estar à esquerda é ser uma pessoa moral, boa e consciente. Quem não está à esquerda é uma pessoa maligna; é alguém maligno. E quem duvidar disto é maligno".

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“Os infiéis que não aceitam o Islã são malignos.”


Um retrato do país em 12 gráficos - interessante

 

Há mais gente a trabalhar do que nunca e os contratos precários estão em mínimos. A média salarial aumenta, ainda que a inflação tenha comido parte desse ganho. Já a carga fiscal continua a subir. Este é um retrato que ajuda a contar a história de um país que dentro de algumas horas discute o Estado da Nação: dos salários ao emprego, passando pela educação, saúde e habitação, sem esquecer a criminalidade, justiça e pobreza

https://multimedia.expresso.pt/estadodanacao2026graficos/?utm_medium=root&utm_campaign=WEB&utm_source=expresso&utm_content=https://multimedia.expresso.pt/estadodanacao2026graficos


Já sabíamos, era óbvio

 

Exames nacionais: Ministro diz que “há risco" de as notas não serem publicadas amanhã.

Expresso

Só não entendo porque é que, assim que os problemas se avolumaram em qualidade e quantidade, não anunciaram logo que havia problemas, que tinham sido feitas opções que resultaram mal e que iam conter os danos o melhor possível e depois perceber o que foi mal feito e rectificar os procedimentos para o futuro. 

Era só isto e tinham evitado todo o alarido que se criou à volta do tema devido a tentarem esconder os factos e manipular as narrativas.

O que é o Conselho Geral das escolas e porque importa quem é o seu presidente?

 

O Conselho Geral é o orgão com maior poder da escola. É quem define as estratégias orientadoras de toda a actividade escolar, é quem gere o processo eleitoral e escolha do director da escola e outros temas.

Integra professores eleitos pelos pares, representantes dos EE, dos funcionários da escola,  dos alunos, representantes designados pela Câmara Municipal, pessoas da comunidade local e o director que tem assento no CG por inerência do cargo.

Aqui no país o Conselho Geral tem de ser presidido por um professor, justamente por se tratar de uma escola e o trabalho ser académico e pedagógico e o seu Presidente ser quem imprime a dinâmica aos trabalhos. É este aspecto que vai mudar. Vai ser mais parecido com o Governing Board que existe em Inglaterra ou com o que existe nos EUA a que chamam o School Board - embora nos EUA este orgão seja distrital e não de uma escola ou agrupamento de escolas e tenha poderes económicos.

No entanto, nestes sistemas, o que acontece é que o Presidente do orgão, que geralmente é alguém representante da autarquia não percebe nada de educação escolar e usa a escola para fins ideológicos e políticos.

É assim que vemos nos EUA (e em muitas escolas de Inglaterra) acontecerem situações destas consoante os interesses do Presidente e sua clique:

- são a favor da ideologia trans: obrigam a ter na biblioteca livros a promover a ideologia, obrigam as raparigas a partilhar casas-de-banho e balneários com rapazes, obrigam os professores a tratar os alunos como eles querem (podem querer ser um rapaz, uma rapariga ou um cão).

- se são cristãos evangélicos obrigam a ter os 10 mandamentos nas aulas e as escolas a incluir o estudo da Bíblia em todas as disciplinas; proíbem que se fale de sexo; mandam retirar livros da biblioteca; proíbem o estudo da teoria evolucionista, promovem acções contra o uso de preservativos e contra o aborto.

- se são autarquias de maioria islamita, obrigam a que toda a carne da escola seja halal; visitas obrigatórias a mesquitas e promoção do Islão; promoção do hijab; promoção da aceitação do islamismo; separação e diminuição das raparigas em relação aos rapazes.

- se são republicanos MAGAs, proíbem o estudo e até a referência ao racismo e história da escravatura nos EUA; censuram livros da biblioteca sobre o tema; promovem o uso ou mesmo obrigação, de porte de armas por parte dos professores; obrigam a uma aprendizagem da História americana glorificada.

- se são democratas censuram livros que falem da realidade biológica dos seres humanos e despedem os professores que criticam a ideologia trans ou o islamismo; obrigam à revisão do ensino da história de maneira a focar-se no racismo e colonialismo dos ocidentais; promovem o apagamento de figuras históricas que tenham vivido no tempo da escravatura ocidental e não tenham activamente lutado contra ela; censuram todos os autores clássicos que fundaram a nossa civilização com acusações de racismo; promovem o anti-semitismo através de acções pró-Palestina.

Enfim, podia continuar... A questão é: estas pessoas não se preocupam com a educação escolar dos alunos, não têm um sentido de missão pública apartidária, não têm conhecimentos especializados para tomar decisões pedagógicas independentes e usam os cargos para promover as suas ideologias e interesses particulares. Acontece muito os nossos representantes dos EE no Conselho Geral aqui no país, em todas as escolas, irem para lá falar dos seus filhos e das suas notas...

O ensino público americano e inglês estão nas ruas da amargura. O inglês, abaixo do nosso nos índices internacionais. E o que fazemos nós? Continuamos a imitar as suas políticas desastrosas.

Alguém que me explique isto como se tivesse 3 anos.


O Novo Rosto da Gestão Escolar

 

do blog arlindovsky


Os professores desapareceram da equação. Há muitos anos os professores estavam representados no Conselho Pedagógico e tinham voto nos assunto pedagógicos da escola. O que é importante, pois os professores são quem lida directamente com os alunos e quem desenvolve as estratégias pedagógicas. Nessa altura, os seus representantes ao Conselho Pedagógico eram eleitos pelos seus pares. Fazia-se muito trabalho nos grupos pedagógicos e as decisões eram assumidas, porque partilhadas.

Depois, os coordenadores passaram a ser condicionados: os directores indicavam duas ou três pessoas para serem os coordenadores de cada departamento e era só nessas que se podia votar. Os coordenadores passaram a representar e responder, não aos seus pares, mas ao director que os tinha escolhido.

O trabalho dos grupos pedagógicos praticamente desapareceu porque as decisões passaram a ser tomadas de cima para baixo.

Neste novo modelo que se vê nesta representação, os coordenadores dos departamentos pedagógicos são nomeados pelo director. Os professores desapareceram da equação e os coordenadores são agora os capatazes dos professores.

O Presidente do Conselho Geral já não tem que ser um professor, pode ser qualquer pessoa, mesmo que alheia às questões e problemas da escola. Um bombeiro, um representante dos pais, enfim, alguém que está por fora das questões pedagógicas e não só, da educação. Isto é gravíssimo. 

O director deixa de ser avaliado e o seu poder de pôr e dispor é quase absoluto. Portanto, tirando a lei, a que tem que obedecer, no resto, a escola fica à mercê da índole particular do director, das pessoas da sua equipa e da autarquia que passa a poder influenciar politicamente as decisões e trabalhos da escola.

Isto é o oposto de qualquer gestão democrática e eficiente no sentido do interesse dos alunos em particular e do país em geral. Para quem diz que este ME está a fazer um trabalho muito competente, sim, é competente se o objectivo do trabalho for destruir a escola enquanto local académico, pedagógico, de formação de pessoas num ambiente democrático e substitui-lo por uma espécie de organização fabril indiferenciada gerida por critérios economicistas.

Esta tendência de fazer da escola uma comunidade fabril gerida a pensar na poupança económica, que vem desde a Lurdes Rodrigues e tem sido assumida por todos que lhe sucederam já teve como efeito afastar os professores das escolas. Situação que este ministro não resolveu e continua a aprofundar-se.

Suponho que vai acontecer nas escolas o que está a acontecer nos hospitais: não havendo médicos, nos hospitais para os pobrezinhos, os enfermeiros passam a fazer de médicos. Nas escolas, não havendo professores, os funcionários auxiliares ou alguém que esteja no Centro de Desemprego ou outra pessoa qualquer passam a fazer de professores.

Os políticos não compreendem a especificidade e complexidade do trabalho da educação escolar.

E resta ver se o documento da inclusão ainda vai piorar mais a escola miserabilista de educar coitadinhos pobrezinhos que vem do incompetente do ME anterior.

É o novo rosto da escola do século XXI.

Nada vai ao ministro?





Nada vai ao ministro

Paulo Guinote
Opinião DN


Faz hoje uma semana, que o ministro Fernando Alexandre, em entrevista ao canal Now declarou, em relação ao que esteve na origem desta confusão na digitalização dos exames do Ensino Secundário, algo como “o processo não veio ao ministro”, remetendo para o EduQA a responsabilidade maior pela condução do dito processo.

Num primeiro momento, a minha reacção foi, quiçá injustamente, achar que o ministro se estava a desresponsabilizar por todas as trapalhadas que marcaram estas primeiras semanas de Julho, com sucessivas declarações desastradas, avanços, recuos e piruetas.

Repensando, com menos imediatismo e recuando a memória aos dois anos e alguns meses do seu mandato na pasta da Educação, sou obrigado a reconhecer que talvez fosse apenas um lamento sincero por muito daquilo que tem marcado a acção do seu ministério não ter passado por ele.

Comecemos pelo marco mais tonitruante da sua governação: a recuperação alegadamente integral do tempo de serviço docente. Em boa verdade, essa foi uma promessa anterior à sua chegada à pasta, feita pelo PSD e pelo seu líder, e actual primeiro-ministro, durante a campanha eleitoral de 2024. Ou seja, fosse quem fosse o ministro da Educação, essa era uma medida que já estava decidida, pelo que quem lhe atribui a responsabilidade por tal decisão está lamentavelmente equivocado. Acredito que até gostaria de ter sido ele a impor-se num Conselho de Ministros hostil e a exigir essa recuperação, mas não foi.

Quanto à reforma da estrutura orgânica do MECI, tudo indica que também esse processo não foi ao ministro. Pelo menos a este ministro. Terá ido a outro. Ao ministro Gonçalo Matias e aos seus colaboradores, que decidiram, sem perceber grande coisa do assunto, agarrar nuns organigramas e cortar serviços, alegando que isso permitia poupanças de pessoal e maior eficácia administrativa.

Num segundo momento, Fernando Alexandre apareceu a garantir que com esta reforma, o seu ministério iria transformar “o funcionamento do sistema educativo, do ponto de vista administrativo, para ser muito mais eficiente, mais simples, mais amigo dos professores, dos diretores, e melhor para as famílias e para os estudantes” (Eco, 22 de Dezembro de 2026). O primeiro grande exemplo que estamos a ter demonstra até que ponto é melhor não termos amigos assim.

Existem ainda outras políticas, da reavaliação e revisão do Decreto 54/2018 (o da chamada “Educação Inclusiva”) à recente proposta de um “novo” modelo de gestão escolar, que foram tratadas por uma espécie de comités de sábios, não se sabendo se, ao longo do processo, algo foi ao ministro. Para não falarmos do número de professores em falta nas escolas, que o ministro garante ser impossível saber. Não é impossível, apenas acho que a informação relevante não foi ao ministro. Parece que ao ministro apenas vão PowerPoints cheios de números e grafismos de IA no dia ou véspera das idas ao Parlamento.

Nada foi ao ministro. Até o anúncio da compensação devida aos professores classificadores foi deixada para um jovem em ascensão no PSD, como se a medida fosse decisão partidária e não do governante que só depois surgiu a confirmar que assim seria.

Nada foi ao ministro. Antes tivesse ido.

Portugal dos pequeninos

 

Dois governadores do Banco de Portugal, o anterior e o actual, sem que se perceba muito bem porquê, terão opiniões diferentes sobre o tamanho da sede do banco. Se fosse sobre política monetária percebia-se melhor.

Estavam aqueles responsáveis a discordar sobre 40 milhões de euros quando, ao virar da página, somos informados de que a Autoridade Tributária tem por cobrar, em impostos, cerca de 18 mil milhões de euros, dos quais cerca de dez mil milhões são considerados incobráveis.

(...) duas referências da nossa elite político-económica discutam na praça pública áreas de salas e dimensões de secretárias (...)

Luís Parreirão, DN

Nós somos os palhaços que pagamos este circo.

Isto é um primeiro passo mas não chega

 

É preciso declarar a Irmandade Muçulmana como uma organização terrorista e expulsar da UE todos os seus ímans e membros.


July 15, 2026

Temos que separar a arte do artista. E ainda, a mentalidade de vítima

 

Em 1985, numa entrevista à revista Jet, Miles Davis disse que 

"se alguém me dissesse que só me restava uma hora de vida, passá-la-ia a estrangular um homem branco. Fá-lo-ia bem e devagar.»

Quando lhe pediram para explicar o porquê o que ele disse é o que aqui se ouve: já esteve em muitas situações embaraçosas por ser negro e quando entra no restaurante sente-se afectado e procura uma saída. Isto é o que chamo mentalidade de vítima. 

Não que seja mentira o racismo e que ele o tenha sentido e que vivia no meio de gente que o sentiu e viveu na pele, mas se pusermos as coisas em perspectiva, a quantidade de mulheres que desde o início dos tempos é vítima de sexismo (que é equivalente ao racismo em termos de atitude), agressão, violência, humilhação e discriminação, esclavagismo, interdição de falar, de ser dona do seu próprio corpo, de viver, não tem comparação. Qual é mulher que dentro e fora de restaurantes, na rua e em qualquer lado em que não esteja no meio de muita gente, não observa as saídas possíveis? Quantas vezes todas as mulheres têm que improvisar estratégias face a certos homens imediatamente sentidos como um perigo? É uma situação comum e não esporádica.

No entanto, não vejo as mulheres em geral, nem aquelas em particular que foram vítimas de violações e tortura, odiarem os homens e andarem por aí a dizer que o que mais queriam era matar um homem. Em geral o que querem é que eles se afastem e as deixem em paz. 

Miles Davis fala como se só ele e os negros tivessem problemas de traumas de racismo, discriminação ou violência. Ele nem tem a noção de que essa violência de querer matar um branco mostra a razão pela qual as mulheres precisam de estratégias na presença de muitos homens. Só tem noção de si como vítima e nenhuma noção dos outros que também são vítimas. Só ele sofre. 

Esta mentalidade de vítima com desejo de vingança sem propriamente razões a não ser um sentimento de raiva pela discriminação, percebe-se numa fase adolescente da vida, mas num adulto é uma incapacidade. Ele é um homem perigoso e violento que se vê como uma vítima. 

Esta mentalidade de ter direito a privilégios de violência ou de pedidos de desculpa do mundo por sofrer é causa de grandes problemas que impedem soluções. Admiro todos aqueles que ultrapassaram essa mentalidade-prisão e têm outra maneira de se construir e vêem os racistas, não como uma ofensa a si mesmos mas como uma incapacidade ou deficiência dessas pessoas. É um problema para resolver e não um agravo a precisar de assassinatos.

É por isto que temos que separar a arte dos artistas. Adoro o Miles Davis músico, mas como homem é limitado e perigoso. Há milhões de pessoas como ele, presas à ideia de que o mundo lhes deve, que só eles sofrem e que isso lhes dá o direito de violência sobre os outros.


É difícil, estando fora, perceber o que se passa dentro

 

Às vezes as pessoas sabotam-se a si mesmas quando a sua cotação está em alta. Seja como for, toda a desunião é um presente a Putin e um atraso no caminho da vitória.


Ana Mendes, no intervalo no seu tacho dourado, dá entrevistas de propaganda

 

Os políticos em geral pensam que somos todos idiotas. Aqui está uma política, participante no governo com maior número de casos de primismo, abuso de poder, ordinarice e corrupção a seguir a Socas, premiada com um tacho chorudo em Bruxelas, a falar como se os portugueses fossem todos idiotas. Diz que no governo deles um terço da imigração era altamente qualificada. Sobram os outros 70% que andam a fazer subir os crimes à faca, os roubos, as mutilações genitais das raparigas, etc. E diz que todos contribuem muito para a SS. Pois, isso não sei, como vocês mentem muito, não há razão para acreditar no que diz.





O País precisa imenso destes atalibãzados

 

Será um cristão evangélico, esse primo dos khameneis?? O País precisa imenso destes grunhos. São uma grande mais-valia, sobretudo para o objectivo da igualdade de direitos das mulheres.



Um homem de nacionalidade brasileira, de 25 anos, foi identificado pela PSP, na manhã de terça-feira, no Hospital de Vila Franca de Xira, por ter agredido uma equipa médica e causado danos na ala de obstetrícia da referida unidade hospitalar.

A notícia avançada pelo Correio da Manhã, indica que na altura dos desacatos encontravam-se no Hospital vários agentes da PSP em serviço gratificado, que foram chamados pelas 11h10, devido a distúrbios no bloco de partos.

O homem acompanhava a mulher que estaria a ser preparada para o trabalho de parto, reagiu com violência quando viu uma equipa médica constituída por 3 homens e 2 mulheres, a levantar a roupa da cama e a manusear zonas do corpo da parturiente.

https://diariodistrito.sapo.pt/


Senhor PM, continue assim que vai bem...

 

Luís Montenegro reconhece que o processo de digitalização e posterior correção é complexo e difícil, mas diz que há professores que estão contra esta mudança e estão a criar todo este clima que está a perturbar o processo.

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Montenegro acusa os professores de serem responsáveis pelas barracas dos exames. O ME e o governo não têm nenhuma responsabilidade. Estavam calmamente a lidar com um processo complexo e os professores tomaram estas decisões todas contra o processo: contrataram as firmas, desenharam a plataforma, receberam os 8 milhões, esconderam as folhas de continuação, engataram a plataforma, mandaram digitalizar mal os exames, mandaram o ME dar desculpas esfarrapadas, etc., etc.,  etc.,  etc.,  etc.,  etc.,  etc.,  etc.,  etc.,  etc.,  etc.,  etc.,  etc.,  etc., etc.,  etc....

O PM e o ME anunciam que o processo é complexo e difícil. Jura? Se tivesse perguntado aos professores eles tinham-lhe dito. Ah, compreendo! Nunca pensaram que o processo fosse tão complexo porque afinal os professores das escolas, essa gente menor, fazia aquilo sem espinhas. 

Já temos pouca confiança nas instituições e o PM quer cavar um bocadinho mais esse fosso. 

Senhor PM, continue assim que vai bem. 

nota: sabe onde é que é proibido ser pessimista? Na China. Deve saber que as pessoas que criticam o governo e chamam a atenção para o que está mal são consideradas culpadas de pessimismo e castigadas. Não é um bom modelo de governança para se copiar.

Reapreciações de exames: falta aqui neste artigo um 'pormenor' de suma importância

 

Problemas nos exames podem desencadear aumento de reapreciações das provas. Mas como funciona o processo?

Expresso
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Este artigo só explica o procedimento do lado do aluno e esquece de dizer o lado do professor reapreciador.

Há dois tipos de pedido de reapreciação: um refere-se a erros técnicos, outro a discordância na interpretação da aplicação dos critérios de correcção. 

No primeiro, o aluno detecta algum erro que pode ser, por exemplo, na soma total das cotações parciais ou na avaliação da escolha múltipla - acertou em 8 e a classificação só contabilizou 7 como correctas. Esses são simples e rápidos de resolver.

O segundo tipo de pedido de reapreciação é muito mais complexo. O aluno contesta a aplicação dos critérios de correcção e nessa medida argumenta, relativamente a uma ou mais questões, por que razão entende que o classificador do seu exame aplicou mal e em seu prejuízo, as indicações dos critérios de correcção. Nestes casos, o professor reapreciador tem que reavaliar a prova tendo em conta a classificação original, os critérios de correcção e os argumentos apresentados pelo aluno. 

Se concorda com o aluno, pode apenas dizer isso, que reconhece que a argumentação do aluno tem mérito e concede o seu pedido de subida de classificação. Porém, se não concorda, terá de argumentar por escrito e pormenorizadamente uma contestação dos argumentos do aluno e explicar porque concorda com a classificação original: terá de referir os critérios de correcção, o conteúdo da resposta do aluno em várias dimensões, o modo com a apresentou, o raciocínio, a linguagem, os erros de conteúdo, os que cometeu previstos nos critérios de correcção, como a classificação original cumpre os critérios de correcção e o que mais for pertinente. Como tem de ler e apreciar todo o teste e não apenas a questão ou questões alvo de pedido de reapreciação, se considerar que a nota do aluno em outras questões deve subir ou descer, terá de construir uma argumentação própria para cada questão em que altere a classificação inicial.

Isto dá um enorme trabalhão! Ouço dizer que para fazer este tipo de trabalho os advogados levam mais mais de 1000 euros à peça e se forem muito conhecidos e o caso importante, podem levar 50 mil euros. Isto é só para pôr as coisas em perspectiva.

É especialmente irritante termos que fazer esse trabalho de escrever longos e pormenorizados textos de argumentação, quando pegamos em alguns desses testes com pedidos de subida de nota e vemos claramente que a classificação original já beneficiou extraordinariamente o aluno.

Estou de acordo em que o pedido de reapreciação seja pago e a nota possa descer, pois não sendo, todos os alunos a pedem por não terem nada a perder, como acontecia no passado, o que representa um acréscimo enorme e injustificado de trabalho para os professores.

Compreendo que este ano, dadas estas barracas todas vá haver muitos pedidos de reapreciação por parte de alunos que precisam das notas, mas mesmo assim penso que devem ser pagas e ser mais caras do que são. Se o pedido do aluno tiver mérito, então devolve-se o dinheiro, como já se faz no primeiro tipo de reapreciações.

July 14, 2026

Uma aldeia inglesa votou tornar-se independente do Reino Unido

 

Pensam ser a única maneira de evitarem que o governo inglês vá lá descarregar 1000 imigrantes ilegais - a aldeia tem 180 pessoas.



Há uns meses uma mulher ligou para um programa da TV e falou da experiência das pessoas onde vive (o medo de saírem à rua sozinhas por conta da quantidade de assassinatos e facadas dos imigrantes) e do governo inglês estar-se nas tintas para as situações que cria às pessoas normais que não vivem protegidas por guarda-costas e não vivem em condomínios fechados e continuar com políticas de importar imigrantes incivilizados. As pessoas já não se sentem em casa no seu próprio país.

Há poucos dias uma ex-governante e deputada foi assassinada com traços de tortura. Isto é o que nos espera. 


Rússia - bastaram dois meses e meio

 

Quando é que a Ucrânia começou a bombardear sistematicamente refinarias e depósitos de armas na Rússia? Maio? Bastaram dois meses e meio de falta de gasolina, drones a voar, preços malucos e zero internet para os russos saírem das tocas e começarem a dizer que querem Putin no outro mundo. Todos eles dizem que só morto ele sai de lá. Imagine-se se os aliados fechassem os céus à Ucrânia e as bombas dele fizessem ricochete? Já isto tinha acabado.



 

 

Asabiyyah

 


Os alicerces da civilização: o sentimento de grupo

LEO AND THINKINGWEST

Ibn Khaldun é um dos maiores historiadores e cientistas sociais da Idade Média, embora seja frequentemente ignorado no mundo ocidental. A sua obra lançou as bases para vários campos — incluindo a historiografia, a sociologia, a economia e a demografia — devido à sua abordagem abrangente.

A sua obra-prima, A Muqaddimah (que significa «A Introdução»), constitui uma tentativa de escrever uma história universal das civilizações, descrever como estas surgem e declinam, e assenta inteiramente no conceito de asabiyyah.

Segundo Ibn Khaldun, a asabiyyah é a força motriz central do desenvolvimento da civilização. Pode ser traduzida, em termos gerais, como «sentimento de grupo» ou «solidariedade de grupo» — trata-se do profundo laço cultural e social que um povo partilha. O sucesso de uma sociedade está intrinsecamente ligado à intensidade da sua asabiyyah e, para preservar o poder, um povo deve manter uma asabiyyah mais forte do que a dos grupos seus concorrentes.

Pode parecer um conceito nebuloso à primeira vista, mas Ibn Khaldun afirma que a asabiyyah pode ser resumida a algo bastante concreto: a vontade de lutar pelo próprio grupo e de defender o seu bem-estar. Ibn Khaldun escreve: 
«A asabiyyah gera a capacidade de se defender, de opor resistência, de se proteger e de fazer valer as próprias reivindicações.» E, de forma ainda mais simples: a asabiyyah «significa afecto e vontade de lutar e morrer uns pelos outros».
Tendo isto em conta, torna-se claro por que razão a asabiyyah tem consequências graves para uma cultura, uma vez que Ibn Khaldun a associa directamente à capacidade de vencer guerras. Ele afirma que, quando dois grupos de igual número entram em confronto, o lado com um sentimento de grupo mais unificado prevalecerá. Assim, a força da asabiyyah determina o destino final de uma cultura.

Mas a asabiyyah afecta mais do que apenas a força do exército de uma nação; orienta também os movimentos políticos e as hierarquias sociais no seio de uma civilização. Ibn Khaldun escreve que 
«... todo o empreendimento (político) de massas requer, por necessidade, um sentimento de grupo.» 
A asabiyyah é, segundo Ibn Khaldun, vital para a saúde a longo prazo de uma civilização — moldando a sua política interna e a sua posição na cena internacional —, mas como é que uma cultura adquire a asabiyyah, em primeiro lugar? Por que razão algumas culturas têm um forte sentimento de grupo, enquanto outras não?


E já agora: alguém imagina a Ucrânia ter sido capaz de defender-se da Rússia sem uma forte asabiyyah?
Alguém imagina a Europa a ser capaz de defender-se das forças que a querem destruir sem uma forte asabiyyah? Não só entre os países mas dentro de cada país? Fracturados por extremistas ao serviço de asabiyyahs alienígenas à nossa?

Por que razão os alemães comuns escolheram Hitler? E o que faria você?




Por que razão os alemães comuns escolheram Hitler é o título de um excelente ensaio de Celina101. O artigo é enorme. Vou fazer aqui uma suma porque o paralelismo entre a época que ela analisa e nossa é gritante. 

Diz ela:

A queda da República de Weimar é, geralmente, reduzida a uma narrativa simplista sobre como um louco hipnotizou uma população racional, através de propaganda e carisma. Estas explicações não resistem ao escrutínio histórico e infantilizam o eleitorado da época. Encarar a ascensão do Terceiro Reich apenas como um triunfo do ódio, do fanatismo ou da ilusão colectiva obscurece deliberadamente a realidade contingente do período entre guerras.
 
Segundo a autora, milhões de cidadãos comuns apoiaram ou aceitaram o Partido Nazi porque acreditavam que a Alemanha enfrentava uma crise existencial, viam-se entalados entre duas alternativas perigosas e más e escolheram a direita como a menos má. O nacional-socialismo foi apoiado, tolerado ou passivamente aceite por milhões de alemães comuns e racionais porque acreditavam que a sua nação se encontrava à beira de um colapso existencial. 

De um lado a esquerda radical com a revolta marxista-leninista revolucionária, destrutora da propriedade, activamente dirigida por uma potência exterior aos interesses dos alemães: Moscovo; do outro, a direita radical com um movimento militante e nacionalista que, apesar da sua violência bruta, prometia ordem e salvação nacional.

A ascensão de Hitler dependeu, em grande parte, de uma crise histórica multi-facetada: a derrota traumática na Primeira Guerra Mundial com a humilhação do Tratado de Versalhes, ciclos devastadores de ruína económica, a normalização da violência para-militar e a paralisia das instituições democráticas liberais. 

A República de Weimar tinha falhado redondamente em proporcionar segurança básica, prosperidade económica ou dignidade nacional. A democracia liberal era amplamente vista como um sistema fraco e estranho, imposto pelas potências conquistadoras, um sistema incapaz de proteger a nação da ameaça muito real de uma revolução bolchevique.

Neste clima de intensa polarização, o NSDAP era cada vez mais visto como uma força contra-revolucionária necessária, como um movimento implacável, mas restaurador, capaz de impor a ordem e defender a civilização europeia tradicional da dissolução comunista.

Quando a Alemanha se rendeu, ainda ocupava uma parte grande da França, Bélgica e Europa Oriental. A repentina capitulação, aliada ao colapso da monarquia dos Hohenzollern e à abdicação do Kaiser Guilherme II, foi um choque. Tendo sido alvo de uma enorme propaganda que prometia uma vitória iminente, a população estava totalmente impreparada para a derrota.

Criou-se o mito da "facada nas costas": difundiu-se a ideia de que o exército alemão não tinha sido derrotado militarmente, mas traído por políticos democratas, socialistas, comunistas e judeus corruptos, o que enfraqueceu desde o início a legitimidade da democracia.

O sentimento de traição estava ligado ao Tratado de Versalhes, entendido como uma vingança. A Alemanha foi desmembrada, privada de 13% do seu território europeu, incluindo a Alsácia-Lorena — de vital importância industrial — e o Corredor Polaco, uma perda que separou completamente a Prússia Oriental do resto do Estado alemão. Foram confiscadas todas as colónias ultramarinas, um abalo da «mentalidade imperial» pré-guerra, de proeza global e destino económico que tinha sido fundamental para a identidade da classe média alemã desde o final do século XIX. O exército ficou limitado a 100,000 homens, não podiam ter aviação, artilharia pesada ou submarinos. Foram esmagados económica e psicologicamente.

Mais do que um Estado derrotado, era uma sociedade desonrada, traída e degradada, onde milhões de veteranos desmobilizados regressavam a uma pátria fragmentada, alimentando ressentimentos insolúveis. A república democrática nasceu à sombra sufocante desta derrota, o que fez com que tivesse dificuldade em conquistar a lealdade patriótica das elites conservadoras, dos funcionários públicos e da classe média em geral, que associavam fundamentalmente a democracia à fraqueza nacional e à humilhação internacional.

A República de Weimar passou a ser associada à rendição e à humilhação nacionais.

O medo do comunismo: a Revolução Russa e as tentativas de revolução comunista na Alemanha criaram um profundo receio entre a classe média, os agricultores, os empresários e os conservadores. Muitos acreditavam que um governo comunista significaria expropriações, violência e destruição da ordem social. [e tinham muita razão]

Os alemães leram com horror sobre o extermínio da família Romanov, as execuções sumárias de inimigos de classe levadas a cabo pela Cheka e a expropriação total e sem remorsos da propriedade privada, das terras agrícolas e das empresas. Além disso, o anti-clericalismo militante do regime soviético, que resultou na destruição generalizada de igrejas e no assassinato de padres, aterrorizou profundamente as populações cristãs devotas da Alemanha, tanto católicas como protestantes. Muitos defendem que a polarização da sociedade entre-guerras se deveu ao perigo da ameaça agressiva do totalitarismo bolchevique. O nacional-socialismo e outros movimentos fascistas tiveram um impulso fundamental devido à genuína ameaça do totalitarismo da revolução marxista-leninista. 

Fundamentalmente, o bolchevismo era radical e militantemente internacionalista. Lenin e Trotsky consideravam o Estado russo, ainda atrasado, como o palco inicial para uma revolta operária global, sendo o Estado alemão — altamente industrializado e politicamente instável — o prémio necessário para a sobrevivência da revolução global. A criação da Internacional Comunista (Comintern) em 1919 sinalizou claramente a intenção de Moscovo de financiar activamente e exportar a revolução para o Ocidente.

Para o Mittelstand alemão (classe média), funcionários públicos, lojistas e agricultores independentes, uma vitória comunista não significava uma melhoria de vida. Significava «deskulakização», coletivização forçada, a perda de todos os bens pessoais e familiares e a potencial liquidação física por serem definidos como «inimigos de classe». Este medo criou um ambiente em que qualquer força política que prometesse esmagar impiedosamente a ameaça marxista era vista como um potencial salvador da civilização europeia tradicional, independentemente dos seus outros atributos extremos.

Por todo o país, mas sobretudo a sul, cidades alemãs espelhavam o sistema soviético, desafiando directamente o establishment de uma democracia parlamentar liberal e ameaçando contornar por completo a autoridade estatal tradicional.

O recém-formado Partido Comunista da Alemanha (KPD) tentou uma insurreição armada para derrubar o governo provisório social-democrata (SPD). Privado de um exército nacional fiável na sequência da desmobilização, o governo do SPD tomou a decisão de se aliar aos Freikorps, unidades para-militares de direita fortemente armadas, compostas por veteranos de guerra amargurados e por anti-republicanos.

Os Freikorps esmagaram a revolta nas ruas de Berlim, executando sumariamente Rosa Luxemburg e Liebknecht sem julgamento, um acontecimento que envenenou de forma permanente as relações entre o SPD moderado e o KPD radical, fracturando fatalmente a esquerda alemã.

No sul a violência ainda era pior. Em 1919, socialistas radicais e comunistas proclamaram a República Soviética da Baviera em Munique e começaram o seu terror vermelho. Capturaram propriedade privada e fizerem reféns entre a nobreza e figuras da direita. Quando as forças governamentais se aproximara da cidade, os revolucionários executaram reféns. Os Freikorps conquistaram Munique em Maio de 1919 com artilharia e lança-chamas, massacrando entre 600 e 1 200 comunistas, anarquistas e suspeitos de simpatizar com a esquerda.

A Baviera, tradicionalmente um bastião conservador e católico, virou-se drasticamente para a extrema-direita radical, encarando a breve república soviética como um terrível reinado de terror, escassez alimentar e ocupação estrangeira. Eis porque Munique se tornou um terreno fértil para o partido nazi de Hitler. Aliás, Hitler esteve presente em Munique durante estes eventos e aproveitou-os mais tarde nos seus discursos.

A violência política: durante a República de Weimar, nos anos 20 e 30, eram frequentes os confrontos armados entre comunistas e grupos para-militares de direita. Os governos sucediam-se uns aos outros. Esta instabilidade levou muitos cidadãos a concluir que apenas um governo forte conseguiria restaurar a ordem.

As fragilidades da República de Weimar: governos de coligação instáveis, sucessivas crises políticas e a utilização frequente de poderes de emergência sem escrutínio legal ou democrático fizeram muitos alemães perder a confiança na democracia parlamentar. A esquerda continuava aliada a Moscovo na tentativa de destruir a ordem democrática.

As crises económicas: a hiperinflação de 1923 destruiu as poupanças da classe média e a Grande Depressão provocou desemprego em massa e falências. Em vez de apoiar a economia com despesa pública, o governo impôs uma autoridade sufocante. Muitos passaram a considerar que os partidos tradicionais eram incapazes de resolver a situação. 

A estratégia política dos nazis: o NSDAP apresentou-se como um partido capaz de unir a nação, restaurar o orgulho nacional, combater o comunismo, criar emprego e revogar o Tratado de Versalhes. Adaptava a sua mensagem aos diferentes grupos sociais, prometendo soluções específicas para trabalhadores, agricultores, empresários e funcionários públicos.

Porque escolheram a extrema-direita e não a extrema-esquerda? 
A autora argumenta que, para muitos alemães, os nazis prometiam preservar a propriedade privada, a família, a religião e a identidade nacional, enquanto os comunistas eram vistos como uma ameaça revolucionária que destruiria essas instituições. A esquerda significava um perigo existencial, a direita um perigo conjuntural. 

Antes um extremismo temporário que ser uma colónia da Rússia.

Além disso, a divisão entre comunistas e sociais-democratas impediu uma frente comum contra Hitler.

O papel das elites conservadoras: Hitler não conquistou a maioria absoluta dos votos. Foi nomeado chanceler porque políticos conservadores e o presidente Hindenburg acreditavam que conseguiriam controlá-lo e utilizar a sua popularidade para estabilizar o país. Esse cálculo revelou-se desastroso.

A transformação em ditadura: depois de chegar legalmente ao poder, Hitler aproveitou o incêndio do Reichstag para suspender liberdades, prender opositores e obter poderes extraordinários, eliminando rapidamente a democracia.

Conclusão

O colapso da República de Weimar resultou da combinação de humilhação nacional, de crises económicas profundas, do medo do comunismo, da violência política e policial, da perda de confiança na democracia e suas instituições e dos erros das elites conservadoras. 

A autora defende que muitos alemães não viam a escolha entre democracia e ditadura, mas sim entre dois extremismos, considerando o nazismo o "mal menor" perante a ameaça de uma revolução comunista idêntica à da Rússia, da qual tinham tido uma amostra assustadora em várias cidades alemãs.

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É difícil não traçar um paralelismo entre esta situação e a nossa. Também hoje estamos desiludidos com o falhanço das instituições democráticas, as alianças  partidárias para formar governos são instáveis, a corrupção está generalizada, a justiça capturada, a cedência dos políticos a grupos canibais multinacionais, os poderes políticos que vivem e trabalham de costa voltadas para os 'soberanos' que somos nós, como diz a atriz alemã no vídeo do post anterior. Tomam decisões que prejudicam a maioria, desinvestem nos serviços públicos para fazer enriquecer boys e primos.

Quantos nos dias de hoje consideram que os partidos tradicionais não são capazes de resolver a situação de decadência das sociedades? O desinvestimento na educação em todo o mundo civilizado e a captura das universidades, seja por islamitas aliados à esquerda extrema, seja por bilionários aliados à direita radica, deu origem a extrema desconfiança das instituições que projectavam a nossa prosperidade e avanço no conhecimento. A saúde capturada por multi-nacionais vorazes, sem que os políticos intervenham. Por todo o lado a descrença e o medo.

Compreende-se que a seguir à Segunda Guerra as sociedades em geral tenham virado à esquerda, mas essa esquerda já não é esta esquerda que agora existe.

Esta nova esquerda está aliada a movimentos agressivos e alguns, como os islamistas radicais da IM (e não só), totalitários e extremamente violentos que querem impor a todos através da censura e da prisão a submissão ao seu ponto de vista. Tal como antes, usam o termo ódio como uma acusação de culpa e inventam fobias e ódios para calar a crítica. Os governos de esquerda, outrora vistos como bastiões da justiça social e da moralidade, agora mentem deliberadamente ao povo para poder impor ideologias devastadoras, não se separando em nada do MO da direita.

O islamismo radical é uma ameaça existencial ao nosso modo de vida, às nossas democracias, aos direitos humanos. E a esquerda, mesmo a moderada, está aliada a esse movimento e protege-o. Em Inglaterra já ninguém confia em nenhuma instituição, em França, na Bélgica, na Espanha, na Suécia... e aqui em Portugal estamos a caminho do caos de Inglaterra e pela mesma razão.

Na semana passada ouvi um governante belga, na Euronews, defender que estavam a ponderar pôr o exército a patrulhar as ruas porque já não controlam os imigrantes: só este ano houve mais de 100 tiroteios, fora os ataques com sabre e facas. Portanto, também entrámos na fase de ter grupo para-militares a necessitar da intervenção do exército nas ruas, onde dantes andávamos à vontade. São forças a tentar derrubar a os governos da democracia.

Para além do islamismo radical, temos o imperialismo russo, outra fonte de terrorismo apoiado pela esquerda radical e extremista. Ainda hoje li que os 60 bloquistas que abandonaram o partido o fizerem, em grande parte, por os dirigentes não apoiarem Putin contra Zelensky.

A esquerda radical, por toda a Europa, EUA, Austrália e Canadá aliou-se a movimentos que representam perigos existenciais para as democracias.

Tal como aconteceu na Alemanha, também nós que não nos revemos na esquerda radical ambiciosa de poder, apoiante de forças totalitárias, terroristas, nem na direita radical, apoiante de ditadores de fanatismo religioso e ganância de dinheiro, nos sentimos encurralados. 

Os poucos governos de centro que restam não estão a fazer o seu trabalho de fortalecer as democracias e suas instituições de maneira a afastar estes perigos que, uma vez instalados, como se vê nos países islâmicos, na Rússia e na China, são extremamente difíceis de desinstalar. Veja-se o sacrifico da Ucrânia. Ou o do povo iraniano. Ou o que aconteceu aos alemães depois de terem escolhido a direita e terem levado com o Hitler em cima. Porém, a questão é: nessa altura dos anos 30, que alternativa tinham? O terror vermelho com a obliteração de si mesmos?

Quando as pessoas no Ocidente forem chamadas a escolher entre a esquerda radical aliada às forças terroristas russas e islâmicas que dizem publicamente querer fazer desaparecer a cultura europeia e a direita radical, que diz ser a salvação desse perigo, quem vão as pessoas escolher? Quem escolheria você? Parece-me óbvio. Nos EUA já responderam a essa questão.
Os eleitores desesperados, considerando os partidos moderados do establishment como os arquitectos deliberados da sua ruína, acorreram aos milhões aos extremos políticos.