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July 15, 2026

Reapreciações de exames: falta aqui neste artigo um 'pormenor' de suma importância

 

Problemas nos exames podem desencadear aumento de reapreciações das provas. Mas como funciona o processo?

Expresso
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Este artigo só explica o procedimento do lado do aluno e esquece de dizer o lado do professor reapreciador.

Há dois tipos de pedido de reapreciação: um refere-se a erros técnicos, outro a discordância na interpretação da aplicação dos critérios de correcção. 

No primeiro, o aluno detecta algum erro que pode ser, por exemplo, na soma total das cotações parciais ou na avaliação da escolha múltipla - acertou em 8 e a classificação só contabilizou 7 como correctas. Esses são simples e rápidos de resolver.

O segundo tipo de pedido de reapreciação é muito mais complexo. O aluno contesta a aplicação dos critérios de correcção e nessa medida argumenta, relativamente a uma ou mais questões, por que razão entende que o classificador do seu exame aplicou mal e em seu prejuízo, as indicações dos critérios de correcção. Nestes casos, o professor reapreciador tem que reavaliar a prova tendo em conta a classificação original, os critérios de correcção e os argumentos apresentados pelo aluno. 

Se concorda com o aluno, pode apenas dizer isso, que reconhece que a argumentação do aluno tem mérito e concede o seu pedido de subida de classificação. Porém, se não concorda, terá de argumentar por escrito e pormenorizadamente uma contestação dos argumentos do aluno e explicar porque concorda com a classificação original: terá de referir os critérios de correcção, o conteúdo da resposta do aluno em várias dimensões, o modo com a apresentou, o raciocínio, a linguagem, os erros de conteúdo, os que cometeu previstos nos critérios de correcção, como a classificação original cumpre os critérios de correcção e o que mais for pertinente. Como tem de ler e apreciar todo o teste e não apenas a questão ou questões alvo de pedido de reapreciação, se considerar que a nota do aluno em outras questões deve subir ou descer, terá de construir uma argumentação própria para cada questão em que altere a classificação inicial.

Isto dá um enorme trabalhão! Ouço dizer que para fazer este tipo de trabalho os advogados levam mais mais de 1000 euros à peça e se forem muito conhecidos e o caso importante, podem levar 50 mil euros. Isto é só para pôr as coisas em perspectiva.

É especialmente irritante termos que fazer esse trabalho de escrever longos e pormenorizados textos de argumentação, quando pegamos em alguns desses testes com pedidos de subida de nota e vemos claramente que a classificação original já beneficiou extraordinariamente o aluno.

Estou de acordo em que o pedido de reapreciação seja pago e a nota possa descer, pois não sendo, todos os alunos a pedem por não terem nada a perder, como acontecia no passado, o que representa um acréscimo enorme e injustificado de trabalho para os professores.

Compreendo que este ano, dadas estas barracas todas vá haver muitos pedidos de reapreciação por parte de alunos que precisam das notas, mas mesmo assim penso que devem ser pagas e ser mais caras do que são. Se o pedido do aluno tiver mérito, então devolve-se o dinheiro, como já se faz no primeiro tipo de reapreciações.

June 11, 2026

Darwin ainda era vivo quando Gaudi começou a catedral de Barcelona, em Março de 1882

 

«Quando construímos, pensemos que estamos a construir para sempre. Que não seja apenas para o prazer do momento nem apenas para o uso imediato. Que seja uma obra pela qual os nossos descendentes nos agradeçam.» — John Ruskin

144 years of construction. Amazing what can be achieved when we are united across time.“When we build, let us think that we build forever. Let it not be for present delight nor for present use alone. Let it be such work as our descendants will thank us for.” — John Ruskin

- Beauty Matters

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November 23, 2025

Pôr as coisas em perspectiva

 

A última vez que a guilhotina caiu num pescoço em França foi em 1977, o ano em que Star Wars estreou no cinema. 

Não, não existe um vídeo da execução porque, por essa altura, as execuções já não eram públicas. 

A última execução pública foi em 1939. Eugen Weidmann, um criminoso alemão que assassinou brutalmente seis pessoas, foi guilhotinado publicamente em frente à prisão onde se encontrava. O comportamento dos espectadores (entre os quais se encontrava o futuro actor de filmes negros e de terror, Christopher Lee, então com 17 anos), foi tão repugnante e histérico - queriam souvernirs do criminoso, foram a correr molhar lenços no sangue do executado, etc. - e gerou tanta crítica que o Presidente francês proibiu que as execuções futuras fossem públicas. 

E sim, há um filme desta execução feito por um paparazzi.



July 10, 2025

Pôr as coisas em perspectiva

 

Tivemos a experiência da pandemia onde as pessoas mais importantes eram, o pessoal da saúde e os empregados dos supermercados - pela ordem inversa. Logo a seguir os professores.


July 05, 2025

Pôr as coisas em perspectiva



David Atherton

Os muçulmanos do Reino Unido são apenas 6,5% da nossa população, mas são responsáveis por:

97% das mortes por actos de terror desde 2000
90% na lista de observação de terroristas do MI5
75% das ameaças de terror
84% das violações de crianças por grupos
18% dos prisioneiros
6000 FGMs (female genital mutilation) por ano
1,5 vezes a taxa de malformações congénitas
48,6% dos que têm entre 16 a 64 anos não trabalham
27% em habitação social