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July 14, 2026

Por que razão os alemães comuns escolheram Hitler? E o que faria você?




Por que razão os alemães comuns escolheram Hitler é o título de um excelente ensaio de Celina101. O artigo é enorme. Vou fazer aqui uma suma porque o paralelismo entre a época que ela analisa e nossa é gritante. 

Diz ela:

A queda da República de Weimar é, geralmente, reduzida a uma narrativa simplista sobre como um louco hipnotizou uma população racional, através de propaganda e carisma. Estas explicações não resistem ao escrutínio histórico e infantilizam o eleitorado da época. Encarar a ascensão do Terceiro Reich apenas como um triunfo do ódio, do fanatismo ou da ilusão colectiva obscurece deliberadamente a realidade contingente do período entre guerras.
 
Segundo a autora, milhões de cidadãos comuns apoiaram ou aceitaram o Partido Nazi porque acreditavam que a Alemanha enfrentava uma crise existencial, viam-se entalados entre duas alternativas perigosas e más e escolheram a direita como a menos má. O nacional-socialismo foi apoiado, tolerado ou passivamente aceite por milhões de alemães comuns e racionais porque acreditavam que a sua nação se encontrava à beira de um colapso existencial. 

De um lado a esquerda radical com a revolta marxista-leninista revolucionária, destrutora da propriedade, activamente dirigida por uma potência exterior aos interesses dos alemães: Moscovo; do outro, a direita radical com um movimento militante e nacionalista que, apesar da sua violência bruta, prometia ordem e salvação nacional.

A ascensão de Hitler dependeu, em grande parte, de uma crise histórica multi-facetada: a derrota traumática na Primeira Guerra Mundial com a humilhação do Tratado de Versalhes, ciclos devastadores de ruína económica, a normalização da violência para-militar e a paralisia das instituições democráticas liberais. 

A República de Weimar tinha falhado redondamente em proporcionar segurança básica, prosperidade económica ou dignidade nacional. A democracia liberal era amplamente vista como um sistema fraco e estranho, imposto pelas potências conquistadoras, um sistema incapaz de proteger a nação da ameaça muito real de uma revolução bolchevique.

Neste clima de intensa polarização, o NSDAP era cada vez mais visto como uma força contra-revolucionária necessária, como um movimento implacável, mas restaurador, capaz de impor a ordem e defender a civilização europeia tradicional da dissolução comunista.

Quando a Alemanha se rendeu, ainda ocupava uma parte grande da França, Bélgica e Europa Oriental. A repentina capitulação, aliada ao colapso da monarquia dos Hohenzollern e à abdicação do Kaiser Guilherme II, foi um choque. Tendo sido alvo de uma enorme propaganda que prometia uma vitória iminente, a população estava totalmente impreparada para a derrota.

Criou-se o mito da "facada nas costas": difundiu-se a ideia de que o exército alemão não tinha sido derrotado militarmente, mas traído por políticos democratas, socialistas, comunistas e judeus corruptos, o que enfraqueceu desde o início a legitimidade da democracia.

O sentimento de traição estava ligado ao Tratado de Versalhes, entendido como uma vingança. A Alemanha foi desmembrada, privada de 13% do seu território europeu, incluindo a Alsácia-Lorena — de vital importância industrial — e o Corredor Polaco, uma perda que separou completamente a Prússia Oriental do resto do Estado alemão. Foram confiscadas todas as colónias ultramarinas, um abalo da «mentalidade imperial» pré-guerra, de proeza global e destino económico que tinha sido fundamental para a identidade da classe média alemã desde o final do século XIX. O exército ficou limitado a 100,000 homens, não podiam ter aviação, artilharia pesada ou submarinos. Foram esmagados económica e psicologicamente.

Mais do que um Estado derrotado, era uma sociedade desonrada, traída e degradada, onde milhões de veteranos desmobilizados regressavam a uma pátria fragmentada, alimentando ressentimentos insolúveis. A república democrática nasceu à sombra sufocante desta derrota, o que fez com que tivesse dificuldade em conquistar a lealdade patriótica das elites conservadoras, dos funcionários públicos e da classe média em geral, que associavam fundamentalmente a democracia à fraqueza nacional e à humilhação internacional.

A República de Weimar passou a ser associada à rendição e à humilhação nacionais.

O medo do comunismo: a Revolução Russa e as tentativas de revolução comunista na Alemanha criaram um profundo receio entre a classe média, os agricultores, os empresários e os conservadores. Muitos acreditavam que um governo comunista significaria expropriações, violência e destruição da ordem social. [e tinham muita razão]

Os alemães leram com horror sobre o extermínio da família Romanov, as execuções sumárias de inimigos de classe levadas a cabo pela Cheka e a expropriação total e sem remorsos da propriedade privada, das terras agrícolas e das empresas. Além disso, o anti-clericalismo militante do regime soviético, que resultou na destruição generalizada de igrejas e no assassinato de padres, aterrorizou profundamente as populações cristãs devotas da Alemanha, tanto católicas como protestantes. Muitos defendem que a polarização da sociedade entre-guerras se deveu ao perigo da ameaça agressiva do totalitarismo bolchevique. O nacional-socialismo e outros movimentos fascistas tiveram um impulso fundamental devido à genuína ameaça do totalitarismo da revolução marxista-leninista. 

Fundamentalmente, o bolchevismo era radical e militantemente internacionalista. Lenin e Trotsky consideravam o Estado russo, ainda atrasado, como o palco inicial para uma revolta operária global, sendo o Estado alemão — altamente industrializado e politicamente instável — o prémio necessário para a sobrevivência da revolução global. A criação da Internacional Comunista (Comintern) em 1919 sinalizou claramente a intenção de Moscovo de financiar activamente e exportar a revolução para o Ocidente.

Para o Mittelstand alemão (classe média), funcionários públicos, lojistas e agricultores independentes, uma vitória comunista não significava uma melhoria de vida. Significava «deskulakização», coletivização forçada, a perda de todos os bens pessoais e familiares e a potencial liquidação física por serem definidos como «inimigos de classe». Este medo criou um ambiente em que qualquer força política que prometesse esmagar impiedosamente a ameaça marxista era vista como um potencial salvador da civilização europeia tradicional, independentemente dos seus outros atributos extremos.

Por todo o país, mas sobretudo a sul, cidades alemãs espelhavam o sistema soviético, desafiando directamente o establishment de uma democracia parlamentar liberal e ameaçando contornar por completo a autoridade estatal tradicional.

O recém-formado Partido Comunista da Alemanha (KPD) tentou uma insurreição armada para derrubar o governo provisório social-democrata (SPD). Privado de um exército nacional fiável na sequência da desmobilização, o governo do SPD tomou a decisão de se aliar aos Freikorps, unidades para-militares de direita fortemente armadas, compostas por veteranos de guerra amargurados e por anti-republicanos.

Os Freikorps esmagaram a revolta nas ruas de Berlim, executando sumariamente Rosa Luxemburg e Liebknecht sem julgamento, um acontecimento que envenenou de forma permanente as relações entre o SPD moderado e o KPD radical, fracturando fatalmente a esquerda alemã.

No sul a violência ainda era pior. Em 1919, socialistas radicais e comunistas proclamaram a República Soviética da Baviera em Munique e começaram o seu terror vermelho. Capturaram propriedade privada e fizerem reféns entre a nobreza e figuras da direita. Quando as forças governamentais se aproximara da cidade, os revolucionários executaram reféns. Os Freikorps conquistaram Munique em Maio de 1919 com artilharia e lança-chamas, massacrando entre 600 e 1 200 comunistas, anarquistas e suspeitos de simpatizar com a esquerda.

A Baviera, tradicionalmente um bastião conservador e católico, virou-se drasticamente para a extrema-direita radical, encarando a breve república soviética como um terrível reinado de terror, escassez alimentar e ocupação estrangeira. Eis porque Munique se tornou um terreno fértil para o partido nazi de Hitler. Aliás, Hitler esteve presente em Munique durante estes eventos e aproveitou-os mais tarde nos seus discursos.

A violência política: durante a República de Weimar, nos anos 20 e 30, eram frequentes os confrontos armados entre comunistas e grupos para-militares de direita. Os governos sucediam-se uns aos outros. Esta instabilidade levou muitos cidadãos a concluir que apenas um governo forte conseguiria restaurar a ordem.

As fragilidades da República de Weimar: governos de coligação instáveis, sucessivas crises políticas e a utilização frequente de poderes de emergência sem escrutínio legal ou democrático fizeram muitos alemães perder a confiança na democracia parlamentar. A esquerda continuava aliada a Moscovo na tentativa de destruir a ordem democrática.

As crises económicas: a hiperinflação de 1923 destruiu as poupanças da classe média e a Grande Depressão provocou desemprego em massa e falências. Em vez de apoiar a economia com despesa pública, o governo impôs uma autoridade sufocante. Muitos passaram a considerar que os partidos tradicionais eram incapazes de resolver a situação. 

A estratégia política dos nazis: o NSDAP apresentou-se como um partido capaz de unir a nação, restaurar o orgulho nacional, combater o comunismo, criar emprego e revogar o Tratado de Versalhes. Adaptava a sua mensagem aos diferentes grupos sociais, prometendo soluções específicas para trabalhadores, agricultores, empresários e funcionários públicos.

Porque escolheram a extrema-direita e não a extrema-esquerda? 
A autora argumenta que, para muitos alemães, os nazis prometiam preservar a propriedade privada, a família, a religião e a identidade nacional, enquanto os comunistas eram vistos como uma ameaça revolucionária que destruiria essas instituições. A esquerda significava um perigo existencial, a direita um perigo conjuntural. 

Antes um extremismo temporário que ser uma colónia da Rússia.

Além disso, a divisão entre comunistas e sociais-democratas impediu uma frente comum contra Hitler.

O papel das elites conservadoras: Hitler não conquistou a maioria absoluta dos votos. Foi nomeado chanceler porque políticos conservadores e o presidente Hindenburg acreditavam que conseguiriam controlá-lo e utilizar a sua popularidade para estabilizar o país. Esse cálculo revelou-se desastroso.

A transformação em ditadura: depois de chegar legalmente ao poder, Hitler aproveitou o incêndio do Reichstag para suspender liberdades, prender opositores e obter poderes extraordinários, eliminando rapidamente a democracia.

Conclusão

O colapso da República de Weimar resultou da combinação de humilhação nacional, de crises económicas profundas, do medo do comunismo, da violência política e policial, da perda de confiança na democracia e suas instituições e dos erros das elites conservadoras. 

A autora defende que muitos alemães não viam a escolha entre democracia e ditadura, mas sim entre dois extremismos, considerando o nazismo o "mal menor" perante a ameaça de uma revolução comunista idêntica à da Rússia, da qual tinham tido uma amostra assustadora em várias cidades alemãs.

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É difícil não traçar um paralelismo entre esta situação e a nossa. Também hoje estamos desiludidos com o falhanço das instituições democráticas, as alianças  partidárias para formar governos são instáveis, a corrupção está generalizada, a justiça capturada, a cedência dos políticos a grupos canibais multinacionais, os poderes políticos que vivem e trabalham de costa voltadas para os 'soberanos' que somos nós, como diz a atriz alemã no vídeo do post anterior. Tomam decisões que prejudicam a maioria, desinvestem nos serviços públicos para fazer enriquecer boys e primos.

Quantos nos dias de hoje consideram que os partidos tradicionais não são capazes de resolver a situação de decadência das sociedades? O desinvestimento na educação em todo o mundo civilizado e a captura das universidades, seja por islamitas aliados à esquerda extrema, seja por bilionários aliados à direita radica, deu origem a extrema desconfiança das instituições que projectavam a nossa prosperidade e avanço no conhecimento. A saúde capturada por multi-nacionais vorazes, sem que os políticos intervenham. Por todo o lado a descrença e o medo.

Compreende-se que a seguir à Segunda Guerra as sociedades em geral tenham virado à esquerda, mas essa esquerda já não é esta esquerda que agora existe.

Esta nova esquerda está aliada a movimentos agressivos e alguns, como os islamistas radicais da IM (e não só), totalitários e extremamente violentos que querem impor a todos através da censura e da prisão a submissão ao seu ponto de vista. Tal como antes, usam o termo ódio como uma acusação de culpa e inventam fobias e ódios para calar a crítica. Os governos de esquerda, outrora vistos como bastiões da justiça social e da moralidade, agora mentem deliberadamente ao povo para poder impor ideologias devastadoras, não se separando em nada do MO da direita.

O islamismo radical é uma ameaça existencial ao nosso modo de vida, às nossas democracias, aos direitos humanos. E a esquerda, mesmo a moderada, está aliada a esse movimento e protege-o. Em Inglaterra já ninguém confia em nenhuma instituição, em França, na Bélgica, na Espanha, na Suécia... e aqui em Portugal estamos a caminho do caos de Inglaterra e pela mesma razão.

Na semana passada ouvi um governante belga, na Euronews, defender que estavam a ponderar pôr o exército a patrulhar as ruas porque já não controlam os imigrantes: só este ano houve mais de 100 tiroteios, fora os ataques com sabre e facas. Portanto, também entrámos na fase de ter grupo para-militares a necessitar da intervenção do exército nas ruas, onde dantes andávamos à vontade. São forças a tentar derrubar a os governos da democracia.

Para além do islamismo radical, temos o imperialismo russo, outra fonte de terrorismo apoiado pela esquerda radical e extremista. Ainda hoje li que os 60 bloquistas que abandonaram o partido o fizerem, em grande parte, por os dirigentes não apoiarem Putin contra Zelensky.

A esquerda radical, por toda a Europa, EUA, Austrália e Canadá aliou-se a movimentos que representam perigos existenciais para as democracias.

Tal como aconteceu na Alemanha, também nós que não nos revemos na esquerda radical ambiciosa de poder, apoiante de forças totalitárias, terroristas, nem na direita radical, apoiante de ditadores de fanatismo religioso e ganância de dinheiro, nos sentimos encurralados. 

Os poucos governos de centro que restam não estão a fazer o seu trabalho de fortalecer as democracias e suas instituições de maneira a afastar estes perigos que, uma vez instalados, como se vê nos países islâmicos, na Rússia e na China, são extremamente difíceis de desinstalar. Veja-se o sacrifico da Ucrânia. Ou o do povo iraniano. Ou o que aconteceu aos alemães depois de terem escolhido a direita e terem levado com o Hitler em cima. Porém, a questão é: nessa altura dos anos 30, que alternativa tinham? O terror vermelho com a obliteração de si mesmos?

Quando as pessoas no Ocidente forem chamadas a escolher entre a esquerda radical aliada às forças terroristas russas e islâmicas que dizem publicamente querer fazer desaparecer a cultura europeia e a direita radical, que diz ser a salvação desse perigo, quem vão as pessoas escolher? Quem escolheria você? Parece-me óbvio. Nos EUA já responderam a essa questão.
Os eleitores desesperados, considerando os partidos moderados do establishment como os arquitectos deliberados da sua ruína, acorreram aos milhões aos extremos políticos.

 

April 26, 2026

Não vai ser fácil recrutar militares na Europa em grandes números

 

E não é só na Alemanha. Inquéritos em vários países europeus mostraram que os jovens não só não estão interessados em defender a pátria, como a própria noção de pátria está muito esboroada. Num dos inquéritos que vi um alemão dizia que mais depressa aceitava viver sob o domínio russo em paz do que ter de ir para a guerra sob domínio do seu próprio país.

Tirando Portugal que escapou aos horrores da Segunda Grande Guerra, os outros países construíram-se sob a ideia de uma sociedade em paz e pacífica para com os outros. A UE também se construiu com essa ideia 

Esqueceram todos que vivermos em paz não depende só de nós mas daqueles que nos rodeiam quererem deixar-nos em paz - sendo a invasão da Ucrânia pela Rússia o exemplo mais perfeito dessa falha de ponderação.

Da mesma maneira que a direita extrema causou prejuízo aos povos da Europa com as suas ideias de fascismo e guerra total, a  ascensão de governos desta nova esquerda extremista com as suas ideias de reduzir toda a história europeia ao mal radical, teve como efeito grandes massas de população desprezarem os valores europeus e não terem interesse em defendê-los.

Ao fascismo e extremismo da direita responderam com o da esquerda. Ao ponto de glorificarem Putin e toda a sua agressão e violência - Varoufakis sendo o paradigma desta nova esquerda extremista e defensora de fascismos.


April 06, 2026

Porque se tolera isto?

 

Vejo muitas contas de pessoas da esquerda, inglesas, mas não só, a defender que a violação de raparigas e mulheres europeias por parte dos imigrantes islamitas é um preço suportável a pagar pela integração de mão-de-obra desses países islamofascistas. Dizem que a primeira geração de imigrantes vem com uma educação de violar raparigas e mulheres e em geral tratar as mulheres brancas como lixo, mas a segunda geração já está integrada. Para além do argumento ser criminoso e obsceno -defender que as raparigas e mulheres podem ser deitadas para o caixote do lixo- ainda é falso. Em Inglaterra já vão na terceira geração de imigrantes islamitas e o islamofascismo cresce de dia para dia com a cumplicidade desta nova esquerda amante de fascistas desde que sejam contra a direita ou contra judeus. Porque se tolera isto? Porque os que decidem as políticas não andam na rua a ser assediados e violados. É um problema que lhes passa ao lado.


March 30, 2026

Ate que enfim que alguém da esquerda diz o óbvio

 

 

Estou agora a trabalhar com os alunos do 10º ano o tema dos valores morais e das 3 posições relativamente à questão: os que defendem o subjectivismo dos valores, os que defendem o objectivimo dos valores e os que defendem o relativismo cultural dos valores.

De um modo grosseiramente simplificado, podemos dizer que o subjectivismo dos valores defende que os valores correspondem a desejos e sentimentos pessoais. Deste modo, toda a acção humana do subjectivista é moral, dado que emana do seu desejo ou sentimento íntimos. O problema desta perspectiva é a impossibilidade de vida em sociedade, dado nenhum acordo ser possível entre desejos particulares que só por coincidência são comuns. Nenhum debate é possível pois o sentimento ou desejo pessoais são o que são. Quando os transgéneros dizem que são mulheres porque o sentem ou desejam posicionam-se como subjectivistas dos valores. Assim como, quando dizem que sentem que pertencem aos espaços das mulheres, exigem não ser contrariados justamente porque a sua acção parte dos seus desejos pessoais que são sempre legítimos porque não precisam de razões para o ser. Só precisam afirmar-se enquanto tais. Ora, nenhuma sociedade comum é possível se cada um exige ser e fazer tudo o que deseja e ser respeitado por todos os outros, mesmo quando os seus desejos chocam com os direitos dos outros. Os subjectivistads dos valores querem transformar os seus desejos em leis para todos.

Depois, os relativistas dos valores afirmam que os valores são um produto da nossa educação cultural e, nessa medida, nenhuma cultura é melhor que outra, pois cada uma teve e tem o seu contexto que a legitima. Exigem a tolerância (uma contradição nos termos porque a tolerância não pode ser exigida) para com as acções da sua cultura por ser a sua. O problema do relativismo cultural é não explicar as discordâncias dentro de uma cultura. Por exemplo, quando os islamitas reivindicam que se respeite os valores da sua cultura, não leva em conta que há milhares ou milhões de pessoas, dentro da sua cultura, que a rejeita. O relativismo deixou de poder ser levado à letra quando o mundo se tornou uma aldeia global e todos em todas as culturas têm acesso aos direitos e valores de outras culturas e fazem comparações com a sua. Se o relativismo fosse levado ao extremos as culturas de tradições opostas deixariam de poder comunicar entre si por ser impossível encontrar um chão comum. Seriam como feudos.

Finalmente, o objectivismo dos valores defende que há valores objectivamente bons e valores objectivamente maus. Desse modo, defende que há culturas com valores superiores a outras e tenta impor universalmente os seus valores.

Cada uma das perspectivas tem os seus problemas mas a mais danosa em termos de convivência e coesão social é a subjectivista cujo extremo é o narcisismo. Torna impossível resolver um conflito e obrigatório aceitar acções moralmente erradas. Não havendo campo comum, a lei é a do mais forte.

Quanto às outras duas perspectivas, podem coexistir se aceitarem, cada uma, limites. A Carta dos Direitos Humanos Universais foi um passo na direcção de estabelecer valores universais, deixando alguma margem para a interpretação relativa desses valores no contexto das culturas diversas.

Porém, agora precisamos de ir mais longe e estabelecer uma carta dos deveres universais, como defendia Kant.

March 04, 2026

A esquerda quando o supremo líder lhes activa o botão do neo-racismo

 

February 20, 2026

A violência da direita é o mal radical, mas a de esquerda é catita e recomenda-se



Isabel do Carmo (parte 1): “No combate à ditadura tive medo. Mas se não resistisse, morreria aos meus olhos. Perderia a dignidade”

Isabel do Carmo é uma das mulheres que ajudaram a deitar abaixo o antigo regime. Participou nas revoltas estudantis de 62, fundou as Brigadas Revolucionárias, viveu na clandestinidade, esteve presa duas vezes e, na fase do PREC, esteve 4 anos em prisão preventiva, o que a levou a fazer uma longa greve de fome. Em 2004 recebeu de Jorge Sampaio o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça. expresso
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Isabel do Carmo perdia a dignidade se não fosse membro de um grupo que se dedicava a roubar bancos e a assassinar pessoas. É isso... essa é a definição de dignidade humana.
E veja-se como o Expresso a apresenta, "Participou nas revoltas estudantis de 62, fundou as Brigadas Revolucionárias", como se os protestos de estudantes fossem equivalentes a congeminar uma organização terrorista de roubos e assassinatos.
Salazar mandava prender pessoas e até mandou matar um ou outro opositor e isso é o mal radical, mas Isabel do Carmo e seus correligionários terroristas, roubavam bancos e assassinavam os opositores, e isso é catita e até levou uma medalha do presidente alcoólico que um dia advogou a escravidão dos professores (trabalhar 10 horas por dia na escola e depois ir para casa e ficar ao serviço online de alunos e pais).
E o Expresso, o jornal do irmão, promove estas merdas como grandes marcos da democracia e aconselha a ouvir o podcast com a fulana - o que é o mesmo que aconselhar ouvir um podcast com um qualquer bandido russo que anda a roubar e bombardear civis.
Isto é a esquerda portuguesa que manda no país desde o 25 de Abril. Glorificam a violência, desde que seja dos amigos de esquerda. É outro tipo de pocilga.

February 14, 2026

No que toca aos direitos humanos a esquerda é uma desgraça - são todos Guterres

 


January 18, 2026

O cinismo e hipocrisia

 


(A BBC pouco tem mostrado dos protestos que classificou como protestos contra o custo de vida. Enfim, é a nova esquerda cínica apoiante do islamofascismo totalitário)


Julien Dray

Esta manhã, os números macabros no Irão são terríveis... certamente já ultrapassaram os 50 000 mortos... Estes números coincidem com todos os relatórios das diferentes cidades iranianas... É um drama absoluto... mas discutimos, relativizamos, enfim, rendemo-nos ao cinismo!




January 15, 2026

O governo dos pueris

 


Este é o pedestal em Viena, Áustria, onde deveria estar a estátua em homenagem à gloriosa carga da cavalaria de Jan Sobieski contra os turcos otomanos que salvou a cidade de uma invasão brutal.

Mas não está lá nenhuma estátua porque a cidade teve medo que fosse considerado islamofóbico homenagear os heróis que salvaram a cidade da invasão.

A Guilda da Cavalaria

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Alguém imagina que daqui a 100 ou 200 anos a Ucrânia tenha medo de erigir uma estátua aos heróis que defenderam a pátria da invasão bárbara russa? Que tenham medo de ser considerados russofóbicos? Que os sentimentos dos invasores se sobreponham ao sacrifício dos patriotas? Que o direito a não ser emocionalmente incomodado pela verdade se sobreponha ao direito a não ser invadido?

January 11, 2026

I left the left

 

Enquanto o Ocidente dá dinheiro ao novo regime da Síria

 

O antigo líder do ISIS, al-Jolani, agora presidente do país, dá rédea solta aos jihadistas para perseguirem e matarem curdos. O país está infestado de jihadistas. Têm executado adultos e adolescentes, noite e dia sem parar, em Alepo. Mas como são islamitas, a esquerda aprova e cala-se.


O sofrimento dos iranianos não avança a narrativa ideológica da esquerda



January 10, 2026

Ser lúcido a ver os outros e cego a ver-se a si próprio



Neste artigo o jornalista faz um diagnóstico muito certeiro desta esquerda cúmplice com os autoritarismos anti-Ocidente. Critica o seu dogmatismo, cegueira e incapacidade de auto-crítica. Porém, exibe exactamente os mesmos males. Defende como repugnante a hostilidade contra Trump, fazendo tábua-rasa dos seus crimes - violação de menores, cumplicidade activa com redes de tráfico e prostituição de menores, tentativa de derrube do Estado democrático, perseguição a jornalistas e políticos, roubos de Estado, bullying internacional, promessas de invadir países, etc. Mais, defende a entrada de Trump com militares, com raptos e mortes na Venezuela com o argumento de que é sempre bom derrubar um ditador, dizendo que os seus críticos se agarram a um mero "formalismo legal", como se, criticar um ditador por raptar outro ditador para lhe roubar petróleo e outras riquezas fosse um pormenor técnico insignificante no grande esquema das coisas.

Este é o grande problema dos dias que correm: a direita defende ditadores, terroristas colonialistas e proto-fascistas como Trump e outros do género e a esquerda defende ditadores, terroristas colonialistas e fascistas como os Ayatolas, o Hamas e outros do género, enquanto se acusam uns aos outros de apoiantes de ditadores. Curiosamente, ou não, ambos os lados têm grandes defensores de Putin, o paradigma do fascismo colonialista imperialista... 

Onde é que nós, aqueles que não se revêem em fascistas, sejam políticos ou religiosos, ficamos? 

Quer um dos lados vença ou o outro, ficamos sempre subjugados por fascismo. Se a Europa não se une contra estes fascismos -o de Trump, o de Putin, o dos islamitas- baseada nas ideias do ilumiminismo (autonomia, liberdade, discussão racional, crítica, Estado de Direito) e não na fé, propaganda e ideologias radicais, e se não consegue tornar-se um bastião de resistência a estes fascismos, estaremos no início de uma nova Idade Média, emparedados entre o fascismo de Trump, a ocidente, o de Putin, a leste e o de islamitas a sul.

A entrada de Trump na Venezuela, se por um lado põe problemas a Putin, por causa do petróleo, por outro, reforça a sua ideologia fascista das esferas de influência e da legitimidade da força como única diplomacia.

Infelizmente o jornalismo já não faz um bom trabalho a lutar pela democracia. Está comprometido.

Ser de esquerda faz pessoas boas defenderem coisas más

A falência da bússola moral provocada pelo dogma político leva algumas pessoas a traírem os valores iluministas que dão à Humanidade a sua decência natural.

Ricardo Simões Ferreira
Editor-Executivo Adjunto do Diário de Notícias

Foi o físico e Nobel Steven Weinberg quem disse, em 1999, uma verdade que o jornalista Christopher Hitchens viria a transformar num pilar da sua crítica: "Com ou sem religião, as pessoas boas farão o bem e as pessoas más farão o mal. Mas, para que as pessoas boas façam coisas más, é necessária a religião." E em plena terceira década do século XXI, esta realidade, mesmo com o declínio das Igrejas no Ocidente, não desapareceu – mudou de pele.

O dogma, a infalibilidade e o fascínio pelo poder inquisitório encontraram um novo hospedeiro, numa certa esquerda radical que, perante os escombros morais do seu projeto social, derrotado no século passado, prefere a cegueira voluntária à admissão do erro.

É impossível olhar para a sociedade atual e não questionar: como chegámos a este abismo ético onde indivíduos que se autointitulam "humanistas" se tornam cúmplices abjetos da continuada repressão em Cuba, do regime dos ayatollahsno Irão ou da miséria na Nicarágua? Pela transformação da política numa "religião secular", como bem diagnosticou Raymond Aron em O Ópio dos Intelectuais (publicado logo em 1955). O marxismo não é uma teoria económica, é um sistema de fé totalitário que oferece tudo, da promessa de um paraíso terrestre (a utopia) a um bode expiatório para o mal (o capitalismo), passando por um clero académico encarregue de polir a narrativa.

Assim, quando a ideologia se torna fé, a realidade (essa, a que vivemos) passa a ser uma heresia a ser suprimida. Se o socialismo real produz invariavelmente fome e cadáveres, o crente não questiona a doutrina – culpa os "traidores" ou o "bloqueio". É uma dissonância cognitiva que raia a psicose: para não admitirem que a sua bússola moral está partida, estas "pessoas boas" preferem ignorar o sofrimento de milhões. O sofrimento humano resume-se então a um detalhe estatístico, porque o que importa é a preservação do dogma.

Este é ainda o subproduto de décadas de uma "Longa Marcha" realizada nas instituições Ocidentais. Escolas e meios de comunicação foram há muito capturados por uma hegemonia que substituiu o pensamento crítico por uma dita "clareza moral" – um eufemismo para a doutrinação. Isso hoje é bem patente no ódio patológico a figuras como Donald Trump, que funciona como uma lobotomia intelectual. Se Trump ordena a captura de um criminoso como Nicolás Maduro, a esquerda no seu todo, num espasmo de hipocrisia, corre a defender o tirano em nome de um "direito internacional" que nunca evocam para as vítimas da ditadura. O antiamericanismo tornou-se o seu único mandamento, mesmo que isso os obrigue a beijar (outra vez) a mão de déspotas sanguinários.

É de um narcisismo moral repugnante. Estas pessoas não amam os oprimidos que dizem defender. Apenas odeiam o sistema que lhes permite viver em liberdade. Defender Cuba enquanto bebem um café num bairro giro de Lisboa não é solidariedade, é um luxo que se torna obsceno porque essa mesma pessoa vive num regime que nunca a obrigará a comer pão racionado. A sua solidariedade é seletiva, pois desumaniza os venezuelanos, ou os cubanos, ou os que estiverem na mira no momento, tratando-os como meras peças descartáveis de um tabuleiro geopolítico.

A captura de Maduro pelos EUA pode ser, do ponto de vista do formalismo legal, muito discutível. E o futuro daquela nação permanece, tragicamente, incerto. Mas há uma clareza moral que nenhum jurista de conveniência pode ofuscar: um tirano sanguinário, responsável por tortura e miséria sistémica, foi finalmente posto atrás das grades. E isso, dê por onde der, é sempre uma excelente notícia para qualquer ser humano que ainda possua um átomo de decência.

Se queremos chegar a ser uma Humanidade minimamente iluminada, temos de recuperar o espírito iconoclasta de Hitchens – ele próprio um homem inicialmente de esquerda. É preciso denunciar a cobardia desta gente que, em nome de uma utopia morta, prefere validar a mensagem de autocratas do que dar o braço a torcer à realidade. Enquanto os deixarmos influenciar a opinião pública e as nossas crianças, continuaremos a produzir "pessoas boas" que marcham entusiasticamente ao lado do mal.


December 07, 2025

Começar logo aos três anos a formar pequenos fascistas ideológicos anti-científicos

 

Vamos lá educar pequenos fascistas para mais tarde engrossarem as fileiras dos soldados dos absolutos fascistas da intolerância e da violação dos direitos das raparigas e mulheres. É claro que sabem perfeitamente o que estão a fazer, pois de outro modo não o faziam às escondidas dos pais.


October 08, 2025

A nova esquerda neocolonialista



Na Suécia, num lar de idosos, nenhum membro do pessoal falava sueco. Chamaram uma ambulância mas não foram capazes de comunicar com o pessoal da ambulância nem com os idosos. Uma enfermeira de ambulância descreve num relatório de incidente como a comunicação foi quase impossível.
Foram ao lar de idosos para recolher um paciente com demência e suspeita de sépsis, mas não conseguiram comunicar com os funcionários, que não falavam sueco e falavam a sua própria língua entre si.
A nova esquerda neocolonialista pensa que ser obrigatório os imigrantes aprenderem a língua do país que os acolhe é racismo, serem educados nas leis e valores dos países que os acolhe, nomeadamente no que respeita ao comportamento com as mulheres, ao porte de armas brancas, aos crimes sexuais e de roubos, é tudo racismo. Controlar quem entra e impedir a entrada de pessoas com cadastro é racismo. Preferem esconder os factos, como na Inglaterra e na Suécia.
Uma pergunta: que mulher se sentiria segura, num lar ou numa enfermaria de um  hospital, estando incapaz de se defender, se o pessoal fosse, homens islamitas, paquistaneses, afegãos e outros islamitas que seguem os ensinamentos do profeta do ódio, controlo e tortura das mulheres, gente para quem a violação das mulheres, sobretudo não-islâmicas, é algo positivo?

 

October 05, 2025

Por quem marcha a esquerda portuguesa - e não só?

 


Esta é Roya Heshmatiam, uma iraniana que recebeu 74 chicotadas no Irão pelo crime de ter tirado o hijab em público. 

Ninguém marcha por ela porque a esquerda marcha, mas é em defesa dos islamitas na Europa poderem 'escolher' obrigar as mulheres a usar o hijab e a burka e obedecer à sharia. Isto é, marcham pelos direitos dos algozes e da sua violência contra as vítimas.

Ninguém marchou pelo genocídio de 500 mil yazidis pelo ISIS, pelas 7 mil mulheres yazidis raptadas e vendidas como escravas sexuais, pelos 2599 yazidis desaparecidos e pelos 10 mil yazidis mortos por se recusarem a converter-se ao islamismo.

Ninguém marchou pelos judeus raptados pelo Hamas, pelos bebés queimados vivos no 7 de Outubro, pelos pais mortos em frente dos filhos, as raparigas violadas, as decapitadas, as levadas para serem escravas sexuais. A esquerda não fala nelas e alguns dizem que falar nelas é uma sabotagem aos direitos dos islamitas.

Hoje li que Rui Tavares, que anda a capitalizar o suicídio do BE pela Mortágua, exige um pedido de desculpas à líder da IL por ter dito que eles incentivam à violência. A minha pergunta é: que nome se dá, então, ao apoio e defesa activos de movimentos que se dedicam exclusivamente ao terror e à mortandade, como o Hamas, por exemplo? 

September 23, 2025

A direita e a esquerda trocaram de fatos

 


Os conservadores extremistas estão muito mais alinhados com os terroristas do Hamas que com os israelitas: oposição através da violência e do incitamento ao ódio, ódios à voz das mulheres e às democracias. Aqui neste vídeo, os apoiantes do Hamas vieram para a rua, em Milão, de cara tapada e com pedras na mão, assim que souberam que o governo de Meloni não ia reconhecer o seu Estado de terroristas. O modo de estar dos islamitas do Hamas, seja em paz ou em guerra, é a violência. Isto bate certo com os conservadores americanos cujas estrelas são pessoas que incitam ao ódio, à violência armada (veja-se como Trump mudou o nome do «Ministério da Defesa» para «Ministério da Guerra» - e quer o Nobel da Paz...), à propagação de milícias, tendo como base comum aos palestinianos do Hamas, uma vivência fanática da religião.
Em contrapartida a esquerda moderada, que costumava estar alinhada com o diálogo, a discussão de ideias, o respeito pelos direitos humanos, etc., agora está alinhada com os terroristas, normaliza o fanatismo religioso (o fanatismo violento dos islamitas do Hamas não é diferente do fanatismo violento do KKK), a violência dos terroristas do Hamas, seja a de rua, seja a da violação de mulheres como um modo cultural legítimo que deve ser aceite, mais os assassinatos e a tortura como meios legítimos de ganhar poder - deixou-se engolir pelos extremistas.
Uns e outros estão em total contradição com os seus princípios e valores. Trocaram de posições e é estranho vê-los em negação, vestidos com os fatos do adversário como se fossem os seus.


August 26, 2025

A todos exigem comportamentos irrepreensíveis, menos aos islamitas. Neocolonialismo

 

O Hamas começa uma guerra terrorista contra Israel e em condições que tornam impossível Israel atacar o inimigo sem fazer baixas e o mundo exige que Israel se defenda sem tocar num cabelo dos palestinianos - tal como têm exigido à Ucrânia: defende-te mas sem atacar a Rússia, com o resultado da Rússia ter arrasado cidades inteiras, raptado e morto milhares de civis, propositadamente. Tal como fazem os palestinianos, os iranianos, os houtis, os do hezbollah que só visam alvos civis. Ah, mas os islamitas do Hamas podem queimar bebés em frente dos pais, matar os pais em frente dos filhos, raptar bebés e estrafegá-los, violar todas as raparigas, passeá-las como troféus, etc. Afinal, não são brancos e estão a defender-se de brancos colonialistas (os israelitas não são brancos. Uns são, outros não). Vão olhar para o mapa dos países colonizados por muçulmanos e o que fizeram às culturas locais. Porém, tudo se lhes desculpa, ao ponto de defenderem assassinos e esclavagistas confessos. Porque é que tudo se lhes desculpa? Acaso são moralmente inferiores aos brancos de modo que a fasquia no que lhes respeita está rente ao chão? São intelectualmente inferiores e não percebem o que fazem? É exactamente isso que pensa o neocolonialista racista da esquerda. 



«O Hamas levou-nos de ambulância para o Hospital Nasser, onde havia três salas onde os reféns eram mantidos, cada uma com 10 a 12 reféns.
As salas eram pequenas, por isso não havia muito espaço. Dormíamos em almofadas ensopadas de sangue e, para ir à casa de banho, tínhamos de esperar horas.»
O Hospital Nasser não é um hospital.

Testemunho da ex-refém Sharon Aloni Cunio, que foi mantida em cativeiro no Hospital Nasser.

A esquerda neocolonialista e a educação

 


Isto passa-se nos EUA mas podia ser cá ou em Inglaterra ou na Suécia ou em França... o miserabilismo é o racismo da esquerda neocolonialista. 

Parte do princípio que os alunos não-ricos e de meios mais economicamente difíceis, sobretudo os não-brancos, são todos uns incapazes, uns coitadinhos, de maneira que preconiza a piedade, a empatia com os pobrezinhos e passá-los a todos para que não se sintam mal. Isto é racismo e mentalidade colonialista de entender os outros como inferiores por terem menos. Se tens menos és menos. O campeão deste miserabilismo neocolonialista foi o anterior ministro da educação que dava uma importância excessiva a uma disciplina de cidadania em detrimento das disciplinas curriculares. O que interessava é que os alunos aprendessem a portar-se bem para no futuro serem cidadãos obedientes. Esta ideia vem de Guterres, esse pináculo de neocolonialismo de esquerda, que em seu tempo de primeiro-ministro, até queria deturpar a Filosofia e reduzi-la a um ensino da ética para formar cidadãos bem-comportados. Uma endoutrinação para os pobrezinhos. É a mesma mentalidade dos colonialistas que diziam, 'pobrezinhos mas felizes'.

É o mesmo racismo que alimenta a defesa dos terroristas islamitas. Na cabeça destas pessoas, os israelitas são todos brancos europeus e americanos que foram indevidamente para aquela terra, onde viviam os palestinianos que são negros e começaram a colonizá-los (como é próprio de todos os brancos), de maneira que agora temos que defender esses coitadinhos. Isto, para além de ser uma narrativa falsa, é neocolonialismo. É aquele paternalismo colonialista que entende os negros como inferiores. Daí que não se lhes exija padrões éticos e morais que se exigem aos outros humanos. Se formos ver o que dizem os juízes nas sentenças de islamitas condenados por violações que são às dezenas por dia na Europa, quase todos referem que eles são de uma cultura que não entende os direitos das mulheres. São uns coitadinhos. São tão coitadinhos que a esquerda neocolonialista fecha os olhos a todo o tipo de crimes contra as mulheres e contra as democracias para defender 'os seus pobrezinhos', como outrora as senhoras da caridadezinha.