Há mais gente a trabalhar do que nunca e os contratos precários estão em mínimos. A média salarial aumenta, ainda que a inflação tenha comido parte desse ganho. Já a carga fiscal continua a subir. Este é um retrato que ajuda a contar a história de um país que dentro de algumas horas discute o Estado da Nação: dos salários ao emprego, passando pela educação, saúde e habitação, sem esquecer a criminalidade, justiça e pobreza
July 16, 2026
November 21, 2025
Uma coisa que fiquei a saber no debate foi esta
Duas dezenas de escutas com António Costa não foram controladas por juiz
Mais de duas dezenas de escutas telefónicas feitas pelo Ministério Público (MP), entre 2020 e 2022, e em que é interveniente o então primeiro-ministro, António Costa, não foram controladas pelo competente juiz de instrução criminal. O controlo de escutas por um juiz tem de ser feito de 15 em 15 dias, mas só em outubro deste ano aquelas foram enviadas ao Supremo Tribunal de Justiça para validação, noticiou esta quinta-feira à noite "Diário de Notícias" no seu sítio eletrónico.
September 25, 2025
"Afinal, quem nos governa? "
Na passada semana, a ministra da Saúde fez uma declaração que não mereceu a devida atenção, pelo que revela do papel actual de alguns governantes, meras testas de ferro daqueles que efectivamente definem as políticas públicas em áreas cruciais da governação. Transcrevo de forma extensa as declarações colhidas e transcritas pela SIC Notícias:
“Aprendi que nada nos garante que aquilo que nos garantem que vai acontecer, acontece. A situação que se vive na península de Setúbal é muito preocupante. Acreditei no plano que me foi apresentado e confiei nas equipas. Foi muito penalizador para mim ter assumido politicamente uma solução que me foi garantida e vê-la desfeita sem sequer perceber porquê (…)”
Estas declarações são especialmente preocupantes, não apenas pela realidade que retratam, até porque quem vive na região conhece a crescente disfuncionalidade do SNS, mas pelo modo como a ministra revela o processo de tomada de decisões e o seu papel de mera comunicadora pública de soluções que a transcendem e nem sequer parece compreender.
No fundo, ela considera-se penalizada porque assumiu politicamente uma solução que lhe garantiram que funcionaria e nem percebe porque foi “desfeita”. A afirmação de que “nada nos garante que aquilo que nos garantem que vai acontecer, acontece” é um auto-atestado de incompetência acerca da área que tutela, porque revela que foi incapaz de avaliar se o que lhe foi apresentado era credível ou realizável. Apenas acreditou que sim, porque alguém lhe garantiu que funcionaria. Mas quem lhe garantiu isso? E, já agora, para que serve uma governante, se o seu papel é apenas o de “assumir politicamente” o que outros definiram?
De certo modo é como com a Educação, sem as consequências letais de curto prazo, para a Saúde Pública. Alguém convenceu o ministro a assumir uma “solução” que levaria à colocação de professores em 98-99% das escolas, o que é algo que só alguém com um enorme desconhecimento do terreno pode tomar como verdadeiro. Será que acha que é por acelerar o processo de contratação de professores que eles brotam onde não existem? Do mesmo modo, foi convencido a assumir uma “reforma” da orgânica do ministério que outros delinearam e cujas consequências práticas ele dá toda a sensação de desconhecer. A seu favor tem algo que a ministra da Saúde não tem… a relativa acalmia causada pela recuperação do tempo de serviço, mas, no essencial, é outr@ governante que assumiu “soluções” que lhe foram apresentadas como garantidas e não o são.
Claro que a questão que se coloca é… afinal, quem é que anda a vender “soluções” a estes governantes? E a segunda questão é… porque temos governantes que “assumem soluções” em vez de tomarem decisões com base nos seus conhecimentos, na sua competência técnica e na sua capacidade política? Ou, resumindo, quem é que, afinal, nos anda a (des)governar?
Paulo Guinote in DN
May 22, 2025
Completamente de acordo
Porque o país é de todos.
" (...) os liberais querem que seja retirada da lei fundamental da expressão “caminho para uma sociedade socialista”
February 17, 2023
Não tenho esperança neste país
Os partidos políticos, os governantes, as instituições... tudo uma mediocridade.
PCP considera condecoração de Zelensky uma “afronta aos democratas”
Volodymyr Zelensky “personifica um poder xenófobo, belicista e antidemocrático”, defende o PCP, numa nota enviada às redacções.
August 08, 2022
Razões para fugir daqui...?
Somos um país pequeno, mas com alguns recursos muito interessantes - nada se aproveita, porque nada chega para o deslumbramento dos nosso políticos e satélites com o poder e o dinheiro. Pessoas sem ideias políticas, sem projectos de desenvolvimento, nem horizontes, a não ser quererem o país para si e os seus amigos. Permanentemente. E é por isso que as pessoas se vêem obrigadas a fugir daqui, porque ninguém quer saber delas.
Segundo dados da PORDATA (e INE), em 2021 terão emigrado mais de 65 mil portugueses, um valor equivalente ao de 2020, mas francamente abaixo dos registados anualmente ao longo de toda a década anterior.
Estas cifras mais contribuíram para um dado de que dificilmente nos podemos orgulhar: Portugal é o país da União Europeia com uma maior proporção de emigrantes face à população residente (um total superior a 2,5 milhões de cidadãos, que representa uma percentagem próxima dos 25% da população residente).
Se os destinos não se alteraram substancialmente, sobressaindo os países europeus (França, Alemanha, Suíça, Luxemburgo, Espanha e agora também o Reino Unido), os EUA, Canadá e Brasil, o perfil dos nossos emigrantes alterou-se ao longo deste século.
April 13, 2022
Não consigo ver as notícias sobre o nosso país
E se Zelensky nos pedir para entrarmos na guerra à Rússia? Tadeu, um cobarde e um idiota.
Medina entrega OE. "Prossegue a linha das contas certas" Contas certas é = continuação da austeridade à conta de quem tem menos.
Costa diz que há mais 1.200 milhões de euros em apoios para empresas e famílias - FACTOS: Reforço salarial previsto para 2023 na função pública não compensa inflação - inflação prevista de 4%, aumentos de 0,9%.
1. O programa do Governo não me desiludiu, porque nunca me iludiu. Para o desafio enorme de medidas concretas para resolver o desastre anunciado da falta de professores, ficaram propostas vagas. Aos pais ausentes, porque trabalham demais, o Governo oferece creche gratuita. À falta de léxico para expressar o pouco conhecimento que vai passando, o Governo opõe a vida virtual da escola digital.
(...)
2. Respondendo a Cotrim Figueiredo, que acusou o Governo de falta de um programa reformista para o país, António Costa saiu-se com esta: “sabe qual é a grande reforma? É que tínhamos uma taxa de abandono escolar acima dos 13%, e agora é de 5,6%.”
Ou António Costa desconhece aquilo de que falou, o que é mau, ou, conhecendo, mascarou sem pudor a realidade, o que é pior. Concedendo que seja a primeira a hipótese aplicável, sempre lhe direi que a taxa que citou é uma falácia. O número que usou foi calculado tendo por referência os jovens entre os 18 e os 24 anos, que não concluíram o ensino obrigatório e foram procurar trabalho junto do IEFP. Todos os outros, que serão em muito maior número, ficaram convenientemente fora dos cálculos. Isto mesmo reconheceu uma auditoria do Tribunal de Contas (Junho de 2020), particularmente crítica em relação às metodologias utilizadas para determinar o abandono escolar, onde se lê que “não existem, no sistema educativo nacional, indicadores para medir este fenómeno”.
(...)
4. O Ministério da Educação enviou ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e ao Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) uma proposta de alteração da formação inicial dos professores.
De há muito que a falta generalizada de exigência e rigor vem desacreditando a formação inicial dos professores. Mas sublinhá-la agora serve para justificar a já anunciada intenção de permitir a entrada a quem nada possui, precarizando e desvalorizando, ainda mais, a carreira docente. Nada disto é coincidência, isento ou inocente.
5. À entrada para uma recente reunião de ministros da Educação da União Europeia, em Bruxelas, João Costa disse que as escolas devem ser laboratórios de democracia e oficinas de paz. Falava certamente de outras, que não das que governa. Essas são cada vez mais organizações pouco democráticas (quando não totalitárias), laboratórios sim, mas de experiências pedagógicas sem sentido, viveiros de integração hipócrita, fábricas de falsos sucessos e altares da mais estúpida e castradora burocracia. As escolas portuguesas são hoje, com raras ilhas de excepção, mundos de venenosos interesses miudinhos e subservientes, onde a vontade colectiva é secundarizada por visões unipessoais.
(...)