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November 21, 2025

Uma coisa que fiquei a saber no debate foi esta



Duas dezenas de escutas com António Costa não foram controladas por juiz
Mais de duas dezenas de escutas telefónicas feitas pelo Ministério Público (MP), entre 2020 e 2022, e em que é interveniente o então primeiro-ministro, António Costa, não foram controladas pelo competente juiz de instrução criminal. O controlo de escutas por um juiz tem de ser feito de 15 em 15 dias, mas só em outubro deste ano aquelas foram enviadas ao Supremo Tribunal de Justiça para validação, noticiou esta quinta-feira à noite "Diário de Notícias" no seu sítio eletrónico.
JN

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Isto é um escândalo, não apenas porque o MP anda a escutar o PM às escondidas, mas porque mostra o cowboismo que grassa lá dentro.

É difícil ter esperança neste país quando todos os dias temos evidências da mediocridade e leviania dos orgãos de soberania: são os governos, é a AR e agora também a justiça, que nos devia proteger das malfeitorias dos outros em vez de engrossá-las. 

Temos tido péssimos políticos.

Há uns dias, no debate com Marques Mendes, fiquei a saber que Portugal recebeu, nos últimos 30 anos, 130 mil milhões de euros! O que fizeram a tanto dinheiro? A saúde está às portas da morte, não há professores nas escolas, a justiça é um grupo de cowboys sem rei nem rock, não há casas a não ser para milionários.

O que fizeram a este país?

É por estas assim que de vez em quando aparecem partidos que aproveitam a oportunidade dos escândalos para manietar a justiça. A justiça presta um péssimo serviço à justiça e já nem o esconde. O dia do negócio do Novo Banco, foi o dia escolhido para lhe fazerem buscas. Ora, só um tolo acredita em coincidências destas.

O que fizeram aos 130 mil milhões que serviram para nos aproximar da média europeia em... 1%? 

Vejamos, 30 mil milhões foram para os abutres da banca que se cartelizam para lixar os portugueses. Outros 30 mil milhões escoaram-se ali mesmo nos gabinetes ministeriais: negócios para amigos, sociedades de advogados, construtoras amigas, vícios privados, etc. Mas mesmo assim, ainda sobram 70 mil milhões. O que fizeram a esse dinheiro? Foi desperdiçado por políticos incompetentes.

Ontem a caminho do hospital o taxista contou-me que foi tirar um tumor do nariz e depois teve de ir ao Centro de Saúde, todos os dias, fazer o penso. No 1º dia não tinham betadine; no 2º dia não havia compressas e quando encontraram uma cortaram-na em 4 quadradinhos para dar para mais três pessoas... onde foram parar os 130 mil milhões de euros? Foram parar às mãos de políticos incompetentes, uns e corruptos outros.

As lojas cujo público é a classe média estão todas a ir à falência pela razão de não haver já classe média. Foi sendo encostada à pobreza. 

Se este país ainda funciona é porque os portugueses todos os dias se levantam e vão trabalhar, enquanto os nossos governantes, juízes, políticos e banqueiros congeminam modos de viver na boa para sempre.


September 25, 2025

"Afinal, quem nos governa? "




Na passada semana, a ministra da Saúde fez uma declaração que não mereceu a devida atenção, pelo que revela do papel actual de alguns governantes, meras testas de ferro daqueles que efectivamente definem as políticas públicas em áreas cruciais da governação. Transcrevo de forma extensa as declarações colhidas e transcritas pela SIC Notícias:

“Aprendi que nada nos garante que aquilo que nos garantem que vai acontecer, acontece. A situação que se vive na península de Setúbal é muito preocupante. Acreditei no plano que me foi apresentado e confiei nas equipas. Foi muito penalizador para mim ter assumido politicamente uma solução que me foi garantida e vê-la desfeita sem sequer perceber porquê (…)”

Estas declarações são especialmente preocupantes, não apenas pela realidade que retratam, até porque quem vive na região conhece a crescente disfuncionalidade do SNS, mas pelo modo como a ministra revela o processo de tomada de decisões e o seu papel de mera comunicadora pública de soluções que a transcendem e nem sequer parece compreender.

No fundo, ela considera-se penalizada porque assumiu politicamente uma solução que lhe garantiram que funcionaria e nem percebe porque foi “desfeita”. A afirmação de que “nada nos garante que aquilo que nos garantem que vai acontecer, acontece” é um auto-atestado de incompetência acerca da área que tutela, porque revela que foi incapaz de avaliar se o que lhe foi apresentado era credível ou realizável. Apenas acreditou que sim, porque alguém lhe garantiu que funcionaria. Mas quem lhe garantiu isso? E, já agora, para que serve uma governante, se o seu papel é apenas o de “assumir politicamente” o que outros definiram?

De certo modo é como com a Educação, sem as consequências letais de curto prazo, para a Saúde Pública. Alguém convenceu o ministro a assumir uma “solução” que levaria à colocação de professores em 98-99% das escolas, o que é algo que só alguém com um enorme desconhecimento do terreno pode tomar como verdadeiro. Será que acha que é por acelerar o processo de contratação de professores que eles brotam onde não existem? Do mesmo modo, foi convencido a assumir uma “reforma” da orgânica do ministério que outros delinearam e cujas consequências práticas ele dá toda a sensação de desconhecer. A seu favor tem algo que a ministra da Saúde não tem… a relativa acalmia causada pela recuperação do tempo de serviço, mas, no essencial, é outr@ governante que assumiu “soluções” que lhe foram apresentadas como garantidas e não o são.

Claro que a questão que se coloca é… afinal, quem é que anda a vender “soluções” a estes governantes? E a segunda questão é… porque temos governantes que “assumem soluções” em vez de tomarem decisões com base nos seus conhecimentos, na sua competência técnica e na sua capacidade política? Ou, resumindo, quem é que, afinal, nos anda a (des)governar?

Paulo Guinote in DN

May 22, 2025

Completamente de acordo



Porque o país é de todos.


" (...) os liberais querem que seja retirada da lei fundamental da expressão “caminho para uma sociedade socialista”

February 17, 2023

Não tenho esperança neste país



Os partidos políticos, os governantes, as instituições... tudo uma mediocridade.

PCP considera condecoração de Zelensky uma “afronta aos democratas”

Volodymyr Zelensky “personifica um poder xenófobo, belicista e antidemocrático”, defende o PCP, numa nota enviada às redacções.

August 08, 2022

Razões para fugir daqui...?

 


Todos os anos dezenas de milhar de portugueses emigram. E porquê? Porque o país não os quer. É verdade que somos um país pobretanas onde a maioria das empresas são pequenas e médias empresas que não conseguem absorver todos os licenciados que se formam. Porém, se tivéssemos uma economia vicejante muitos dos que fogem ficariam. 
Se o SNS e a educação pública não tratassem tão mal os seus profissionais, não viam tantos a fugir. 
Se se apostasse na repovoação do território, na conservação da natureza, no combate às secas, na agricultura não intensiva de monocultura, na recuperação das florestas, na especialização industrial (veja-se o exemplo do calçado), na recuperação dos centros urbanos, na especialização e exploração de recursos que temos, etc., subia-se o nível de formação dos trabalhadores mesmo nas empresas de pequena e média dimensão. 

Este governo ainda não fez uma única obra. Aposta tudo no turismo para o qual são precisos muitos trabalhadores, mas como não estão para lhes pagar, também esses fogem. Todos querem ser ricos - o máximo de lucros com o mínimo de custos. A última grande obra que se fez no país foi a ponte Vasco da Gama e a Expo. Nem um caminho de ferro em condições temos. Nada de nada. Inauguram-se rotundas e shoppings. O Estado sorve todo o dinheiro entre si e a banca, um e outro a fazerem nada. 

Outro dia, uma rapariga que fez aqui no país o curso de biologia e o doutoramento e estava a fazer investigação com uma bolsa do Estado, que umas vezes recebia e outras não, tendo que andar sempre a meter papéis e a pedinchar um tostão, candidatou-se a uma bolsa para um projecto na Holanda. Ganhou.
Assim que chegou lá deram-lhe dinheiro, um carro, porque o projecto implica deslocação pelo país, um sítio decente para viver, férias com subsídio e sei lá mais o quê. Ela estava feérica. Sabia que havia países em que se valoriza a investigação, sim, mas nunca tinha visto isso, 'claramente visto'. Está entusiasmadíssma com o trabalho. Sente-se valorizada.

Uma pessoa que é professor universitário dizia-me que nunca há dinheiro para se organizar uma conferência internacional e convidar pessoas de outros países ou para se ir a outros países quando convidado. Quem quer ir tem que pagar do seu bolso, como se não interessasse à universidade uma academia viva.
Que é feito do intercâmbio de ideias e contactos que esses encontros proporcionavam? Quando é que o 3º iate ou a segunda casa de férias dos administradores se tornaram prioridade nas universidades?

Somos um país pequeno, mas com alguns recursos muito interessantes - nada se aproveita, porque nada chega para o deslumbramento dos nosso políticos e satélites com o poder e o dinheiro. Pessoas sem ideias políticas, sem projectos de desenvolvimento, nem horizontes, a não ser quererem o país para si e os seus amigos. Permanentemente. E é por isso que as pessoas se vêem obrigadas a fugir daqui, porque ninguém quer saber delas.

Há uns dias li num jornal um artigo de um presidente de Câmara do norte do país a dizer que ia passar a mandar aos munícipes, todos os meses, uma informação com a conta do que gasta em água, electricidade, educação, esgotos e outros serviços, para as pessoas perceberem que esses serviços são caros e não são são gratuitos. É o cúmulo do descaramento e falta de noção dos nosso políticos: como se as pessoas não pagassem pesadamente impostos e não soubessem, na pele, quanto custam os serviços, este político resolve educá-los como se fossem idiotas do alto da sua sapiência. 
Porque não manda primeiro a conta dos carros dos políticos, dos jantares, dos motoristas, das despesas de serviço, dos presentes, mais a informação das cunhas que meteu e lhe meteram e quanto custaram as obrinhas (rotundas e enfeites de rotundas desnecessários) a empresas amigas e os cargos do partido e outras coisas do género?

O poder neste país é para os políticos se pensarem como uma elite e tratarem os concidadãos como idiotas ou escravos (ou bandidos como o nosso ME) a quem se faz o favor de representar politicamente. 

Razões para fugir daqui...?

Segundo dados da PORDATA (e INE), em 2021 terão emigrado mais de 65 mil portugueses, um valor equivalente ao de 2020, mas francamente abaixo dos registados anualmente ao longo de toda a década anterior.


Estas cifras mais contribuíram para um dado de que dificilmente nos podemos orgulhar: Portugal é o país da União Europeia com uma maior proporção de emigrantes face à população residente (um total superior a 2,5 milhões de cidadãos, que representa uma percentagem próxima dos 25% da população residente).

Se os destinos não se alteraram substancialmente, sobressaindo os países europeus (França, Alemanha, Suíça, Luxemburgo, Espanha e agora também o Reino Unido), os EUA, Canadá e Brasil, o perfil dos nossos emigrantes alterou-se ao longo deste século.

Hoje são muitos os que têm uma posição económica relevante nos países de destino, capacidade de investimento e diversas oportunidades de exploração de contactos comerciais.

April 13, 2022

Não consigo ver as notícias sobre o nosso país

 


E estou deprimida com a situação de termos um país de quase partido único que trabalha para se putinizar eternizar no governo, só para não ter chatices com críticos e agradar aos amigos. Vem aí pobreza (mais), corrupção (mais), desperdício de fundos (mais), dirigentes proto-putinizados (mais). Estou mesmo deprimida com isto de termos de continuar com a maioria das pessoas que puseram o país no atoleiro.



E se Zelensky nos pedir para entrarmos na guerra à Rússia?
Tadeu, um cobarde e um idiota.


Medina entrega OE. "Prossegue a linha das contas certas" Contas certas é = continuação da austeridade à conta de quem tem menos.


Costa diz que há mais 1.200 milhões de euros em apoios para empresas e famílias
  - FACTOS: Reforço salarial previsto para 2023 na função pública não compensa inflação - inflação prevista de 4%, aumentos de 0,9%.


Ou seja, continuam a mentir, continuam com austeridade e quanto a apoios às famílias, refere-se com certeza às famílias dos governantes, dos do partido e dos amigos. O resto do povo que vá morrer longe para não incomodar os do partido único.

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Deixo aqui o artigo de Santana Castilho (excerto) no P. - o que ele diz é verdade e este ministro que não pensa e recorre ao autoritarismo para impor as suas ideias de FB (a escola como oficina de paz e outras parvoíces inconsequentes do género que não constroem paz nenhuma, são só frases infantis) porque não tem competência para ser líder seja do que for. 

1. O programa do Governo não me desiludiu, porque nunca me iludiu. Para o desafio enorme de medidas concretas para resolver o desastre anunciado da falta de professores, ficaram propostas vagas. Aos pais ausentes, porque trabalham demais, o Governo oferece creche gratuita. À falta de léxico para expressar o pouco conhecimento que vai passando, o Governo opõe a vida virtual da escola digital.
(...)
2. Respondendo a Cotrim Figueiredo, que acusou o Governo de falta de um programa reformista para o país, António Costa saiu-se com esta: “sabe qual é a grande reforma? É que tínhamos uma taxa de abandono escolar acima dos 13%, e agora é de 5,6%.”
Ou António Costa desconhece aquilo de que falou, o que é mau, ou, conhecendo, mascarou sem pudor a realidade, o que é pior. Concedendo que seja a primeira a hipótese aplicável, sempre lhe direi que a taxa que citou é uma falácia. O número que usou foi calculado tendo por referência os jovens entre os 18 e os 24 anos, que não concluíram o ensino obrigatório e foram procurar trabalho junto do IEFP. Todos os outros, que serão em muito maior número, ficaram convenientemente fora dos cálculos. Isto mesmo reconheceu uma auditoria do Tribunal de Contas (Junho de 2020), particularmente crítica em relação às metodologias utilizadas para determinar o abandono escolar, onde se lê que “não existem, no sistema educativo nacional, indicadores para medir este fenómeno”.
(...)
4. O Ministério da Educação enviou ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e ao Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) uma proposta de alteração da formação inicial dos professores. 
De há muito que a falta generalizada de exigência e rigor vem desacreditando a formação inicial dos professores. Mas sublinhá-la agora serve para justificar a já anunciada intenção de permitir a entrada a quem nada possui, precarizando e desvalorizando, ainda mais, a carreira docente. Nada disto é coincidência, isento ou inocente.
5. À entrada para uma recente reunião de ministros da Educação da União Europeia, em Bruxelas, João Costa disse que as escolas devem ser laboratórios de democracia e oficinas de paz. Falava certamente de outras, que não das que governa. Essas são cada vez mais organizações pouco democráticas (quando não totalitárias), laboratórios sim, mas de experiências pedagógicas sem sentido, viveiros de integração hipócrita, fábricas de falsos sucessos e altares da mais estúpida e castradora burocracia. As escolas portuguesas são hoje, com raras ilhas de excepção, mundos de venenosos interesses miudinhos e subservientes, onde a vontade colectiva é secundarizada por visões unipessoais.

(...)