Showing posts with label europa. Show all posts
Showing posts with label europa. Show all posts

January 20, 2026

Zelenskyy sobre Forças Armadas Europeias

 


P: Há relatos na mídia ocidental de que a actual política dos EUA pode levar os países europeus a formar uma nova aliança político-militar como uma espécie de substituto ou alternativa à OTAN. Os líderes ocidentais discutiram esses planos consigo? Qual é a sua posição sobre essas ideias?

ZELENSKYY: Essa foi a nossa ideia e a nossa proposta. Ter Forças Armadas Europeias não significa competir com os Estados Unidos – não. Significa simplesmente que a Europa, como um continente separado, deve ter o seu próprio exército forte. 

Isso não significa que a NATO possa ou deva ser desmantelada. De forma alguma. Significa Forças Armadas Europeias separadas. A Ucrânia seria certamente um dos contribuintes fundamentais para o reforço desse exército – poderia ser, se os líderes apoiarem esta ideia. 

E não se trata apenas de um exército que, na minha opinião, deveria incluir pelo menos 3 milhões de efectivos, mas também de intercâmbio tecnológico, o que é muito importante. Por exemplo, temos experiência de guerra e partilhamos as nossas tecnologias com os nossos parceiros.

Eles fornecem-nos informações, por exemplo – a França fornece informações, assim como outros países. E nós fornecemos os nossos drones interceptadores – tecnologia que foi testada em combate. E fornecemos outras tecnologias e armas – como elas realmente funcionam.

Honestamente, sem a nossa experiência em tempo de guerra, alguns países nem saberiam como as suas armas realmente funcionam. Nem todas funcionam muito bem, mas estão a ser melhoradas graças a todos esses processos e aos nossos engenheiros. Ajudamo-los muito. Portanto, não se trata apenas de um exército – trata-se de intercâmbio tecnológico. Não se trata apenas de reservas, desculpem-me, na Ucrânia, mas também de reservas em toda a Europa. Esta é a diversificação adequada da segurança – de tecnologias, de reservas, de armas, de defesa aérea e muitas outras coisas

– Zelenskyy em 20 de janeiro de 2026.


January 19, 2026

Militar, económico, político e cultural

 

Os economistas e os das finanças esquecem-se sempre da cultura. Podemos ter dinheiro e armas mas se estivermos culturalmente divididos, sem valores comuns, guerreamo-nos uns aos outros em vez de nos fortalecermos uns aos outros. Precisamos de lembrar as ideias humanistas e de racionalidade comum que nos trouxeram aqui e afastar as forças que trabalham em impor valores de censura, opressão, teocracia e intolerância com o fito de nos dividir.  


January 18, 2026

🎯

 

Ulrich Speck

Se os europeus tivessem prestado apoio adequado à Ucrânia, a guerra da Rússia já teria terminado há muito tempo. A Europa seria respeitada como um actor de segurança — até mesmo por Trump.
A falha em apoiar adequadamente a Ucrânia está no cerne do drama actual. Fez projectar uma imagem de fraqueza.

---------

Ainda estamos a tempo. 


Trump quer ser líder de um mundo em retrocesso ao provincianismo medieval

 

Trump quer que os EUA liderem uma organização substituta da ONU, chamada Board of Peace. Criou-a para Gaza mas o seu intuito é que alastre ao mundo nestes termos: o Presidente dos EUA ou alguém por ele nomeado é o presidente do clube; o clube é formado por países escolhidos pelos EUA (naturalmente aqueles que são submissos e têm força para obrigar os outros); o presidente dos EUA é quem decide das decisões de paz e guerra do clube (é difícil chamar-lhe organização) depois impostas ao mundo. Já a criou para Gaza e nomeou-se a si mesmo, ao genro Kushner (o rapace), Marco Rubio (o vendido a Trump por poder) e a Tony Blair (Blair vendido a Trump...) como membros do Board. Para já, os membros têm de pagar mil milhões de dólares para fazer parte dele. Espero que nenhum país da UE entre nesta palhaçada que tem como intuito principal desmantelar e esvaziar de sentido as NU e as suas resoluções. Napoleão dizia, 'o Estado sou eu', Trump diz, 'o mundo sou eu'.

Guterres é muito culpado desta vulnerabilidade da ONU e espero que o próximo SG seja alguém com uma cabeça decente e sem fanatismo ideológico-religioso.

Trump tem a veleidade de anunciar que quer ser o dono do mundo. Por enquanto a Constituição americana impede-o de muitas iniciativas fascistas que ele quer e anuncia sem pejo, mas ele está a tratar disso internamente. Ele sabe, como sabem todos os criminosos que o sustentam (os das milícias que andam na rua a matar pessoas, os milionários que andam a fazer negócio com a sua ladroagem, os que andam a perseguir opositores às suas ordens, etc.), que no dia em que ele sair do poder, vão todos parar à prisão. Portanto, ele está a trabalhar para não haver eleições ou, haver à moda de Putin, com vencedor determinado à partida. Portanto, quando internamente tiver calado toda a oposição, de uma maneira ou de outra, vai querer ser o dono do mundo: atacar quem quiser, roubar quem quiser, esmagar quem quiser... à maneira de Putin.

Ao contrário do que dizem Trump, Vance, Musk e grande parte da esquerda europeia que é contra a democracia liberal e trabalha para a destruição dos seus próprios países, a Europa não está em decadência. Pelo contrário, a Europa esteve parada e virada para dentro de si durante umas décadas -pôs o valor da paz e da prosperidade acima de tudo e esqueceu-se que elas têm de ser defendidas e que ninguém defende a nossa casa por nós- mas saiu desse template e está a evoluir para uma união mais forte, mais coesa e assertiva. Também essa união se deve à Ucrânia que foi o motor dessa mudança.

A Europa não regrediu, como os EUA, a uma matriz religiosa meio-medieval nos costumes e até na educação; à negação da ciência, da medicina; a uma visão paroquial de si mesmo e de provincianismo nas relações entre Estados, muito parecida com a da Rússia. 

Onde a Europa errou foi em copiar os EUA no aprofundamento das desigualdades sociais com a obrigação de todos os sistemas e instituições serem geridos como empresas onde só o lucro interessa, em deixarem os EUA passarem à frente no investimento da tecnologia digital e imporem a sua narrativa. Mas isso corrige-se se houver líderes conscientes, independentes e fortes, como agora há.

A Ucrânia deve estar apreensiva com esta escalada entre os EUA e a Europa, provocada pela ganância e provincianismo de Trump sobre a Gronalândia, mas a Europa não pode ceder ao bullying e ao fascismo de Trump. Se o fizer fica refém dele e deixará de poder ajudar a Ucrânia. A Europa é o único parceiro certo da Ucrânia. Os EUA podem ser um parceiro com mais armas mas é são um parceiro desleal, incerto e rapace.

A Europa tem de recriar a sua narrativa própria de continente que continua apostado na evolução do diálogo dentro dos princípios da Carta das Nações Unidas. 

É urgente lidar com o islamofascismo que está a destruir por dentro a nossa história e o nosso futuro de países laicos, progressistas, tolerantes e onde os direitos das pessoas não são ditados por homens que usam a religião para impor ditaduras e miséria a todos. Veja-se o que são os países islâmicos: ditaduras onde meia-dúzia de homens gozam de liberdade riqueza e poder e todos os outros vivem na opressão, na miséria e no medo. Onde as execuções de opositores e a escravatura das mulheres e infiéis são impostas pelo Estado. Há cidades importantes em muitos países europeus onde 25% a 50% dos jovens são islamitas que querem impor a sharia. Esses jovens, daqui a 20 anos ou 30, são a esmagadora maioria dos cidadãos. Muito desses jovens são imigrantes hostis aos países que os acolhem e os seus Imans dizem abertamente nas mesquitas que querem destruir a civilização europeia e substitui-la por uma teocracia islamita. As grandes universidades europeias estão cheias destas células tumorais e em vez de centros de investigação e do conhecimento, são centros de pseudo-moralismo islâmico. 

(A razão pela qual a Arábia Saudita não quer a destruição do fascismo islamita do Irão é o medo que lá se instale uma democracia laica e que depois os islamitas da sua, e outras sociedade islâmicas olhem para a liberdade dos iranianos e queiram o mesmo - é a mesma razão para a Rússia não querer uma Ucrânia democrática.)

Os países onde a implementação e ascensão do islamofascismo colonizou, nos últimos dois séculos, as culturas locais, fizeram-no com o acordo e cumplicidade da esquerda. 

A esquerda europeia tem de fazer uma instrospecção séria ao seu papel de veículo de colonialismo islamofascista, em vez de se ficar por repetições de slogans pseudo-moralistas vácuos sem nenhuma honestidade intelectual.

A extrema-direita tem de abandonar a tentação de impor a todos o atavismo religioso e a reversão da sociedade a tempos de servidão de uns a outros.

A Europa é uma ideia de cultura de vocação universalista, não-agressiva já há quase dois séculos (com a excepção da Alemanha, por duas vezes, mas combatida pelos outros). É essa ideia que precisa de ser reavivada. Por muito que se invista na tecnologia e na ciência, o que é importante, evidentemente, se não investirmos na nossa cultura não conseguiremos manter-nos como uma força diferenciada e influenciadora do respeito à Lei e não à força nos processos diplomáticos no mundo. 

Durante esta última década deixámos decair o conhecimento da nossa história, em quase todos os países, por polarização: os que defendem a nossa história heróica (como se fossemos heróis ao modo grego antigo) e os que defendem a nossa história como miserável opressora, como se as outras civilizações não tivessem também uma história de opressão. Ambos estes extremos são corrosivos e autofágicos. E são factores de divisão e não de união, e sabemos que precisamos de agir, pelo menos para fora, como se fossemos um só Estado.

Durante muitos anos interiorizámos a narrativa americana propagandeada, sobretudo em filmes. Precisamos de apostar na nossa cultura, no conhecimento objectivo da nossa história, da evolução das ideias num sentido positivo, nos nossos valores de diálogo, racionalidade, e respeito, na nossa educação. Uma educação forte e não mascarada para as estatísticas, com formação sólida na cultura, na história, na ciência e na tecnologia e no pensamento crítico, baseado em conhecimentos e não em ignorância.

É isso -a partilha de valores comuns- que nos vai manter fortes, unidos e permitir a nossa influência positiva num mundo a regredir ao medievalismo obscurantista, tanto nos costumes como na lógica dos feudos e senhores de guerra.

Trump quer ser líder de um mundo em retrocesso ao provincianismo medieval e fala muito, ele e os seus sicofantas, na decadência da Europa para parecer que deu passos em frente, mas na verdade deu passos atrás e  calibrou-se pela retórica e MO russos, de Putin.

É preciso pormo-nos fora do tempo restrito e ver as situações no grande plano. Quando olhamos para as imagens e discursos de Hitler e de outros nazis, eles aparecem como assustadores na violência, mas também provincianos e ridículos nos grande gestos e poses, nos discursos em que se comparam com deuses da mitologia -  parecem atrasados mentais, drogados com uma droga qualquer de alteração da realidade. Um dia no futuro, quando virem as imagens de Putin e de Trump (apesar de Trump ser um aprendiz de Putin ainda em crescimento) e seus apoiantes, hão-de aparecer como assustadoras pela intenção explícita de violência, mas também ridículas no provincianismo das suas projecções como deuses da mitologia, como ungidos por uma força superior, na sua jactância e gestos de auto-grandiosidade completamente desligada da realidade - parecem atrasados mentais, drogados com uma droga qualquer de alteração da realidade.

Não temos, nem podemos, submeter-nos à lógica destes lunáticos violentos. Temos de ser fortes e consistentes na nossa narrativa e matriz cultural, tanto contra Trump e Putin como contra o islamofascismo.

E precisamos da Ucrânia na UE e na nossa defesa, seja na NATO ou em outro modelo de defesa europeia.


January 17, 2026

Is this true?

 

Os EUA já não são aliados e muito menos amigos

 

É preciso agir em consequência.

January 15, 2026

Em Marselha os não-islamitas já pagam a jizia aos islamitas

 

 

January 14, 2026

A UE e a NATO não podem ser um clube de encontros

 

Onde estão as respostas aos ataques russos? E, acima de tudo, onde estão as defesas aéreas a impedir o bombardeamento da Ucrânia? E porque não há tropas aliadas a prestar auxílio humanitário na Ucrânia?


January 11, 2026

"We need a stronger and more resolute Europe"

 

January 06, 2026

👍

 

Ursula von der Leyen

Uma forte demonstração de unidade pela Ucrânia hoje em Paris, na reunião dos líderes da Coligação dos Dispostos, composta por Estados-Membros da UE, aliados da OTAN e amigos da Ucrânia. 
A nossa declaração conjunta envia uma mensagem clara.
Estamos coletivamente ao lado da Ucrânia e um futuro seguro e próspero está à nossa frente.

 

👍

 

January 04, 2026

Trump pensa que os europeus só falam a não fazem nada. Terá razão?

 

Putin rebola-se a rir com isto.


A estratégia da França



GeoInsider

@InsiderGeo

Mais uma vez: se os europeus querem manter o controlo político e estratégico sobre a Gronelândia, o que a França propôs há meses deve ser implementado e em breve.

É necessária uma presença militar europeia na Gronelândia, mesmo que simbólica. Contingentes britânicos, alemães e franceses devem ser destacados juntamente com a Dinamarca.




Cada vez é mais urgente a Ucrânia derrotar a Rússia e a Europa tornar-se independente militarmente

 

Não obstante continuar a pugnar por um mundo de leis e ordem, quando os outros todos à tua volta acreditam que a melhor maneira de conversar é com armas apontadas à tua cabeça, tens que construir um muro de defesa bem guardado com alianças fortes. Brevemente os EUA vão começar a tentar expulsar da NATO todos os países que vêem como não submissos aos seus interesses, como por exemplo, a Dinamarca.

Ontem ouvi Trump usar o argumento de Lavrov aquando da invasão da Ucrânia em 2022: não temos medo nem vergonha de mostrar como somos.


December 18, 2025

Nem tudo funciona mal II

 

Vamos ver se cumprem estas palavras.


December 14, 2025

Estamos num momento crucial. É preciso escolher o caminho certo

 


Um dos maiores receios — especialmente para a Bélgica, que detém a custódia de 180 mil milhões de euros das reservas russas através da Euroclear e que, até agora, se tem oposto ao plano — é a exposição a processos judiciais por parte do Kremlin. 

A Rússia é especialista em «guerra jurídica» e, na sexta-feira, o banco central russo entrou com uma ação judicial num tribunal de Moscovo contra a Euroclear por causa dos ativos congelados. 

Para resolver isso, os Estados-membros da UE estão a discutir uma garantia colectiva para proteger a Bélgica de quaisquer danos. Deveriam adoptá-la imediatamente, embora a probabilidade de a Rússia ter sucesso num tribunal internacional seja insignificante.

Outro argumento que tenho ouvido repetidamente é que confiscar as reservas da Rússia tornaria a Europa um lugar menos atraente para outros governos manterem o seu dinheiro. A minha resposta é simples: não haverá uma Europa na qual valha a pena investir se a Rússia puder continuar sem controlo. A próxima invasão será na Estónia, Letónia, Lituânia ou Polónia. Esse caminho leva diretamente a uma guerra entre a NATO e a Rússia.

(...)
A decisão de Trump de cortar a assistência militar retirará 40% do financiamento da Ucrânia assim que o pacote actual se esgotar, o que deve ocorrer no final deste ano. A Europa fornece o restante. No início do próximo ano, a Ucrânia estará novamente na posição desesperadora que enfrentou no primeiro dia da guerra: contando quantas semanas de munição ainda restam.

Entretanto, o «plano de paz» mediado pelos EUA forçaria a Ucrânia a capitular — a render territórios que a Rússia não conseguiu conquistar em batalha, a limitar o seu próprio exército e a deixar-se vulnerável a uma nova invasão assim que a Rússia se rearmar. Para qualquer líder europeu, trata-se de uma proposta grotesca.

Mas se a Europa usar esses ativos russos congelados, a Ucrânia não será mais coagida pela dependência. Zelensky, apoiado por uma Europa financeiramente auto-suficiente, pode dizer não a um mau acordo de paz.

As forças armadas da Rússia estão exaustas. Os seus soldados no Donbass rastejam por trincheiras sob fogo de drones para conquistar algumas centenas de metros de terreno. As suas perdas são catastróficas. Putin está a contar com o cansaço ocidental e com o esgotamento das munições da Ucrânia. Se a Europa desbloquear este dinheiro, esse cálculo entra em colapso. 

A Ucrânia poderia manter a linha durante pelo menos mais três anos — tempo suficiente para forçar negociações sérias, em vez de manobras performativas para manipular Washington.

A Europa enfrenta agora uma escolha histórica. Se aproveitar essas reservas e as converter em artilharia, drones, sistemas de defesa aérea e munições, não só ajudará a Ucrânia a sobreviver, como também ajudará a evitar um futuro muito mais sangrento para todos nós.

Mesmo que os líderes da UE não cheguem a um acordo esta semana, a lógica é incontornável. Eles voltarão à mesa de negociações. Não há alternativa que preserve a segurança europeia.

Já vi isto antes. Levei 15 anos a persuadir 35 países a adotar a Lei Magnitsky, que visa com sanções os violadores dos direitos humanos e os cleptocratas. Essa ideia foi rejeitada como radical, irrealista, impossível — até ao momento em que se tornou política global.

Este é outro momento semelhante. A Europa tem de agir.

Sir Bill Browder

Está dito. Em voz alta

 


December 09, 2025

Pôr as coisas em perspectiva - contra os profetas da desgraça, amplificadores da voz de Putin

 


Diana Soller: “A Rússia sempre lutou com duas ideias: tem tempo e gente suficiente para morrer. Foi assim que ganhou a II Guerra Mundial”

Com a cedência territorial da Ucrânia a tornar-se inevitável... ??

Donald Trump tem, por um lado, uma visão reacionária do mundo, mas também revolucionária.  ??


****

A Europa está cheia de anti-europeus, na maioria dos casos putineiros e trumpistas. 


Uma nota: "foi assim que a Rússia ganhou a II Guerra Mundial" - não, não foi assim.

A União Soviética (não a Rússia) nunca teria ganho à Alemanha nazi sem o apoio militar dos EUA. Os EUA forneceram à União Soviética uma ajuda militar e industrial maciça através do programa Lend-Lease, num total de mais de 11 mil milhões de dólares (equivalente a centenas de milhares de milhões actuais - muito mais que os 200 mil milhões de activos russos congelados), incluindo material militar crucial: mais de 400 000 camiões/jipes, mais de 14 000 aviões, 13 000 tanques, grandes quantidades de alimentos/petróleo e enormes quantidades de matérias-primas (alumínio, aço) e equipamento ferroviário. 

Quando Putin diz que a URSS ganhou a guerra sozinha contra a Alemanha nazi, mente. Mentir é o que ele faz mais e melhor. Nunca a URSS teria ganho sem o apoio dos EUA. Ele sabe-o e é por isso que o quer agora. Ou pelo menos quer impedir que esse apoio vá para a Ucrânia contra si. A Rússia só ganhará esta guerra se os EUA a apoiarem. Sem o apoio de Trump, mesmo com os obstáculos que Biden pôs à Ucrânia, a Rússia já teria sido derrotada.

Ao contrário das vozes que vaticinam a perdição da Europa, penso que os factos mostram, justamente, um caminho no sentido oposto. Com perigos e obstáculos, sim, mas que estão ao nosso alcance resolver.

Não vou comparar a Europa com a Rússia, um Estado que passou de uma ditadura totalitária para uma ditadura de mafiosos, liderada por um ex-KGB, um indivíduo que se mantém no poder através da prisão e assassinato de oponentes internos, corrupção de políticos e governantes estrangeiros e crimes de guerra.

Mas podemos comparar a Europa aos EUA desde a 2ª Grande Guerra e, em particular, nestes últimos anos, desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. O que vemos?

A Europa, gradualmente, desde o fim do mandato de Merkele, a tornar-se independente da Rússia, a fortalecer as instituições europeias, a lidar com os casos de interferência da Rússia em eleições, com os subornos de políticos por parte de russos e de países islâmicos apoiantes de terrorismo; vemos a Europa a lidar com os casos de corrupção, a fortalecer os procedimentos democráticos, a unir-se entre si e com a Ucrânia. A começar a lidar com a cumplicidade das instituições governamentais quanto aos crimes de imigrantes islamitas, os tais que Merkele forçou a Europa a aceitar em números de milhões. 
Isto não significa que a Europa esteja isenta de problemas: o anti-semitismo está em crescimento, em vários países não há liberdade de expressão no que respeita aos abusos dos homens-biológicos-trans e violações de raparigas europeias por gangs de islamitas - a Inglaterra sendo o pior caso. 
No entanto, tendo em conta a complexidade do sistema da UE, onde as decisões têm de ter o acordo de uma vintena, não de Estados de um mesmo país mas de países diferentes e com um historial complicado, eu diria que estamos bem encaminhados. Temos uma maioria de líderes fortes e capazes, pessoas competentes, não apenas à frente dos cargos da UE mas no governo de muitos países. Se continuarmos a fortalecer-nos e, sobretudo, se formos determinados na ajuda à Ucrânia para que os custos da guerra sejam tão grandes para a Rússia que seja forçada à paz, o futuro é promissor. Precisamos depois de resolver o problema do islamismo e terrorismo islâmicos. Precisamos de uma economia mais dinâmica e competitiva. Na tecnologia, por exemplo. Porém, não estamos a recuar como os EUA. 

Quanto aos EUA, o que vemos é: 

- primeiro mandato de Trump - os EUA começam a praticar a distância e a desvalorização dos parceiros europeus; a sociedade americana polariza-se, a religião envagélica começa a invadir os espaços institucionais públicos;
- presidência de Biden - a Ucrânia é invadida, os EUA não querem que a Rússia vença a guerra mas não a querem derrotada pela Ucrânia. Vão sabotando as iniciativas ucranianas até ao limite;
- segunda presidência de Trump: 
- imposição de tarifas a todos menos à Rússia; 
- encontros com Putin, ameaças a Zelensky; 
- acordos secretos com Putin nas costas da Ucrânia e da Europa;
- contratação de amigos sem currículo nem experiência para os cargos mais altos das áreas mais sensíveis do Estado;
- tentativa de minar eleições na Europa;
- tentativa de desunir a UE;
- venda de informação secreta aos russos;
- discursos de poder total mundial;
 - tentativa de comprar ou invadir países vizinhos;
- perseguição de oponentes - políticos, jornalistas, etc; 
- implementação de políticas racistas e misóginas;
- encobrimento e perdão de insurrectos, ladrões, pedófilos, violadores, assassinos;
- teocratização do Estado e das suas políticas;
- prisão e deportação indiscriminada de imigrantes e à margem da lei;
- hostilização e humilhação pública de mulheres;
- recuo dos direitos das mulheres a meados do século passsado;
- radicalização da sociedade;
- linguagem pública e institucional agressivas e beligerantes:
- graves violações da liberdade de expressão;
- desmantelamento das instituições públicas em todas as áreas;
- degradação notória do Estado de Direito;
- práticas oligárquicas e autoritárias comuns;
- apoio explícitos a países que têm objectivo público de destruição das democracias ocidentais.

Portanto, à medida que a Europa se distancia e torna independente da Rússia, os EUA distanciam-se dos aliados e tornam-se dependentes da Rússia - como em tempos a Alemanha o fez, com o resultado que está à vista; à medida que a Europa se une em torno de objectivos comuns: a defesa da Ucrânia/da Europa, da democracia, da independência; a insistência nos processos de diálogo e respeito pelas instituições, os EUA radicalizam-se, destroem as instituições, atropelam os direitos mais básicos das pessoas, cometem crimes de guerra, hostilizam vizinhos e promovem a o racismo e a misoginia...

Não me parece que a Europa esteja numa grande decadência face aos EUA. Pelo contrário. Não estamos a recuar em termos sociais e políticos como os EUA e se soubermos ultrapassar esta situação -é preciso constância na união, solidariedade, confiança e determinação- saímos disto mais fortes. Já os EUA sairão mais fracos, tendo fragilizado as suas próprias instituições, os seus aliados e a sua influência no mundo. 
O modelos de Trump são Putin e Orban. É só olhar para as sociedades que estes dois criaram.

December 08, 2025

Não é uma questão de recursos, mas sim de confiança

 


Maksym Eristavi.

A Europa tem uma população maior e uma economia equivalente à dos Estados Unidos. É mais do que capaz de financiar e resistir à agressão imperial russa, juntamente com a Ucrânia. Não é uma questão de recursos, mas sim de confiança e de perceber que ninguém protegerá a sua casa por si.

 

December 07, 2025

Alemanha - insultar gangs de violadores tem pena mais pesada que violar adolescentes



Um tribunal alemão condenou uma mulher a uma pena mais severa por chamar um violador de 'porco' do que as penas aplicadas a 8 homens muçulmanos que violaram em grupo uma rapariga de 15 anos num parque, em 2020. 

Maja R., passou um fim de semana na prisão por chamar a um dos agressores de «porco violador vergonhoso». 

Entretanto, 8 dos 9 homens adultos que violaram brutalmente a jovem de 15 anos receberam penas suspensas pela juíza Anne Meier-Goering por terem menos de 20 anos na altura do ataque, apesar de ela ter manifestado a sua consternação pelo facto de «nenhum dos arguidos ter dito uma palavra de arrependimento». 

Apenas um homem passou algum tempo na prisão — um iraniano de 19 anos que, ao falar sobre o estupro, perguntou ao tribunal: “Que homem não quer fazer isso?” 

Leis que punem insultos mais severamente do que a violação em gang de uma adolescente merecem ser atacadas — e os juízes que aplicam penas suspensas por violação devem ser imediatamente destituídos do cargo e proibidos de exercer a advocacia para sempre.

*******

A Europa está num caminho muito perigoso que pode levar ao fim da sua matriz de democracia e respeito pelos direitos humanos. E porque razão? Por ideologia neo-colonialista e neo-fascista de esquerda. 
Em 20 anos a religião dominante na França será a islamita. Calcula-se que cerca de 60%. No Norte da Europa começa-se a fiscalizar os imãs radicais nas mesquitas e a expulsar todos os extremistas que apelam e recorrem à violência. Entretanto, Estrasburgo quer construir a maior mesquita da Europa... para chamar mais ismaitas? Em Inglaterra e na Suécia fala-se em resolver o problema das violações sistémicas de raparigas e mulheres, não prendendo e expulsando os gangs de islamitas violadores mas separando as mulheres dos homens nos transportes públicos. O que se segue? Defender que as mulheres se cubram para os violadores prosperarem?