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February 18, 2026

🎯 Esta é uma «guerra russo-europeia»



O general Vincent Desportes, proeminente estratega militar francês e ex-diretor da École de Guerre, falando na LCI, considera «aterrorizante» que um único CEO privado (Elon Musk) tenha o poder de alterar o rumo de uma guerra simplesmente «accionando um interruptor» numa rede de satélites.

«Ouça, em primeiro lugar, só podemos saudar isto. Imagina-se que Musk, desta vez, depois de ter ajudado os russos, disse a si mesmo: “Vamos parar de ajudá-los e facilitar as coisas para os ucranianos”. Por que razão exatamente? Não sei.

Mas o que é bastante assustador nesta questão é que temos um CEO que tem um impacto extremamente significativo na geopolítica e no futuro das nações, o que é totalmente aterrador.
E numa situação como esta, acredito que a Europa deve assumir as suas responsabilidades e finalmente prestar uma ajuda verdadeiramente séria aos ucranianos. Acredito que é hora de a Europa compreender que esta não é uma guerra russo-ucraniana, mas sim uma guerra russo-europeia, e que devemos comprometer-nos agora, uma vez que a América, como tal, não se está a comprometer.»
Isto destaca a vulnerabilidade da Europa. Se um indivíduo privado [Musk] ou um cenário político americano em mudança decidir retirar o apoio, a Europa tem poucas alternativas soberanas para a Internet de alta velocidade no campo de batalha.

A parte mais marcante da sua intervenção é o seu apelo para que a Europa pare de ver isto como um conflito local.

Ao chamá-la de «guerra russo-europeia», ele sugere que a queda da Ucrânia ameaçaria diretamente a segurança de todo o continente europeu, exigindo uma transição da «ajuda» para um compromisso mais direto e estratégico.


Trump quer muito tirar a Europa de todas as equações

 

Quer uma Europa vassala. Espero que não lhe façam a vontade. Leio muito artigos de americanos a dizer que, se a Europa quer o progresso tem de dividir-se em duas, cada uma a sua velocidade: uma rica e outra pobre, uma que decide e outra que é decidida e, o pior é que começo a ler europeus a dizer o mesmo. Dividir a Europa é o primeiro passo para enfraquecer e destruir. É o que Putin quer fazer à Ucrânia.


February 15, 2026

🎯

 

February 11, 2026

Estou a ver o canal do Qatar - Euronews

 

Notícias de reuniões ao mais alto nível entre os EUA e a Arménia, reuniões ao mais alto nível entre países africanos e países do Médio Oriente. Nem uma mulher à vista. As mesas com as delegações têm 10 homens de cada lado. As mulheres são metade da população mundial mas são, propositadamente, afastadas pelos homens de todos os cargos de decisão para lhes poderem impôr a discriminação e a subserviência. Os únicos países do mundo onde se vêem mulheres nas delegações e cargos são os europeus e os sul-americanos que têm influência das ideias europeias - e um ou outro africano não-islamita. É isto que os EUA, a Rússia e, acima de tudo, os países islâmicos, querem destruir. Devíamos estar conscientes e lutar pelo nosso modo de vida porque uma vez perdido dificilmente voltará.


February 10, 2026

O Qatar é dono das universidades ocidentais - Charles Asher Small no PE

 

As universidades aceitam a islamização a troco de rios de dinheiro fácil porque os administradores querem muito 3 jactos e 4 yates. Isto tem um nome. Os islamitas estão a formar a próxima geração de diplomatas americanos e europeus. Quando é que os europeus se tornaram tão estúpidos?


February 03, 2026

🎯

 

Tudo o que ele diz é verdade, mas tem de se acrescentar as palavras de Draghi, se não estivermos dispostos a lutar por ela não conseguimos preservar os seus valores e espera-nos uma lenta agonia.

January 31, 2026

Não há a noção de como isto é patético?

 

January 30, 2026

Ninguém percebe a falta de engajamento dos europeus na defesa aérea da Ucrânia

 

Não vêem o que lá se passa? E se vêm porque não agem?


January 29, 2026

Isto não pode ser. A Europa tem de traduzir as palavras em actos

 

January 26, 2026

Integração versus destruição de civilização

 


Na sequência do artigo de Stephen Rapp acerca dos perigos da Europa ignorar, nas parcerias comerciais com a Índia, o seu retrocesso democrático.

A Europa está sob ataque externo e interno e em ambos os casos o fito é a destruição da democracia. Não é que não haja democracias fora da Europa, que as há, mas aqui neste continente temos uma concentração grande de democracias onde as pessoas [ainda] se movem com liberdade, onde se respeita o Estado de Direito e não a força, onde há alternância no poder e não há obrigação de submissão ou medo de prisões e mortes arbitrárias sujeitas ao humor do polícia ou do ditador de ocasião. 

Para lidar com o ataque externo precisamos de uma ONU funcional virada para os direitos humanos, mas para isso é preciso que o inquilino que lá está, saia e dê lugar a alguém com outra mentalidade.

O ataque externo às democracias europeias vem de países ditatoriais que não querem os seus povos a olhar com ambições as democracias. A Rússia, o Irão, todos os países árabes islamitas. O ataque interno, fomentado por todos estes países vem da imigração em massa desses países.

Este é um mapa das migrações recentes (últimos 12 anos) para a Europa. Não há memória de uma tão grande pressão de milhões de pessoas a entrar num curto espaço de tempo, por parte de culturas antagónicas e, muitas vezes abertamente hostis à cultura europeia.

Como diz Dan Burmawi no post anterior, quando se chega à Europa vindo de países de ditaduras teocráticas e outras, extremamente violentas, com um quotidiano de fuga e sobrevivência à punição arbitrária do Estado, tudo aqui parece 'amaricado'. A tendência não é ver os europeus como uma civilização racional que evoluiu com base na lei, na educação, na cooperação, mas sim vê-los como fracos, pessoas que 'no seu mundo' não sobreviveriam um dia, sequer.

E como diz Dan Burmawi, a Europa está num processo de auto-destruição. Transformou a reflexão sobre os seus erros históricos -a escravatura, a colonização- em narrativa única, imposta nas escolas e alastrou-a à sua identidade. A esquerda europeia atribui à 'raça branca' europeia uma culpa universal para a qual não há redenção. Transformou os imigrantes em vítimas, como se a história universal tivesse começado no século XVII e houvesse povos puros -os africanos e os islamitas- e povos impuros - os europeus. Como se antes da escravatura europeia não tivesse havido 10.000 anos de escravatura de todas as culturas e civilizações e como se a escravatura tivesse desaparecido do mundo com o fim do colonialismo europeu, quando sabemos que continua a ser praticada entre os islamitas, e nem sequer às escondidas.

O facto de termos praticado uma escravatura em massa não anula o outro facto de termos acabado com ela, de termos iniciado e liderado esse movimento de acabar com a escravatura e o colonialismo. 

Vivemos um tempo em que a esquerda acusa os europeus de arrogância por terem e querem manter uma identidade própria, uma democracia plena, a continuação de uma civilização virada para os direitos humanos e para o progresso de todos. 

É um novo colonialismo em que se atribuem a si mesmo o cargo de proteger os adultos imigrantes africanos e islamitas nas suas práticas mais bárbaras como 'tradições de uma civilização alternativa' quando é óbvio a qualquer pessoa minimamente razoável que apedrejar mulheres e homossexuais até à morte, mandar os polícias violar adolescentes antes da execução para que não entrem no céu, proibir as mulheres de mostrar a cara, de falar umas com as outras, de olhar o mundo, etc., não são tradições culturais mas crimes, à luz de qualquer carta mínima de direitos humanos.

Em países como Inglaterra, Suécia e França já não há liberdade de expressão: é proibido criticar o islão e os islamitas, dando poder a uma (ainda) relativamente pequena comunidade de arrasar os direitos fundamentais de toda uma sociedade;  há tribunais da sharia a funcionar à margem da lei, com o que isso significa de destruição do tecido democrático baseado na lei. Todas as projecções indicam que nesses países e em outros, como a Bélgica, os islamitas serão cerca de 30% da população adulta e 60% da população jovem, por volta do 2050. É daqui a 25 anos.

A Europa tem duas opções: uma, é continuar com a destruição do seu projecto democrático permitindo que toda a violação grosseira dos seus princípios seja tolerada com a consequência crescente -em alguns países já instalada- de comunidades que defendem o separatismo de regiões com base na ideologia islâmica e na recusa em obedecer às leis do país acolhedor. Daqui a 25 anos, é possível que muitos países sejam constituídos por populações tribais, cada uma enclavada no seu território, com as suas práticas.

A outra é restaurar uma visão equilibrada da Europa como uma civilização que cometeu erros, tal como as outras, mas que foi responsável por grandes avanços na mentalidade, nos direitos humanos e no estabelecimento de regimes democráticos. Se escolher esta segunda e acabar com a auto-flagelação diária, então define políticas de integração obrigatórias que passam pelo respeito pela lei e pelas práticas de liberdade e democracia próprias da nossa evolução cultural. Grupo violentos e predadores que pregam a destruição das sociedades democráticas e lutam para impor práticas teocráticas de vida são extremamente desagregadores.

Precisamos de ver os factos com objectividade se queremos sobreviver como civilização. Alguém imagina convidar para sua casa um predador e deixá-lo impor as regras, matar os seus filhos, violar as suas filhas, etc.? É que estamos a fazer. 

Penso que todos vemos que estamos numa encruzilhada civilizacional. As civilizações acabam e quando acabam é por desagregação social. Deixarmos de nos ver como um povo, com princípios comuns de vida e de governação e começarmos a ver-nos como inimigos uns dos outros.

Como diz Dan Burmawi, a Europa tem se saber reeducar essas pessoas cheias de violência que chegam aqui com uma mentalidade de domínio e vêem o respeito à lei como fraqueza a destruir. Se o fizer com sucesso, termos, daqui a umas gerações, povos europeus com cidadãos de origens culturais diversas a viver em paz uns com os outros. 

Se não o fizermos e continuarmos nesta senda, daqui a umas gerações não há civilização europeia, nem nenhuma das suas conquistas civilizacionais, pois os que vêm para manter o separatismo ensinam aos filhos a sua história e a sua violência e não saberão nada da nossa história e identidade, pela razão de ter desaparecido das nossas narrativas e nem ser ensinada nas escolas, dominadas por discursos de auto-flagelação, como todo o espaço de comunicação social.

Se não levarmos isto a sério e não fizermos nada, haverá um ponto de não-retorno. Penso que estamos num ponto de tensão mecânica, como chamam àquele ponto nos materiais que determina o limite de escoamento, onde o material perde a plasticidade e começa a deformar-se permanentemente. E esse ponto numa civilização, muitas vezes determina o seu fim.

A mim preocupa-me muito o mundo que vou deixar ao meu filho e aos filhos do meu filho e não queria deixar um mundo obscurantista, numa Europa teocrática, violenta e em regressão civilizacional a um tempo de tribos.

January 20, 2026

Zelenskyy sobre Forças Armadas Europeias

 


P: Há relatos na mídia ocidental de que a actual política dos EUA pode levar os países europeus a formar uma nova aliança político-militar como uma espécie de substituto ou alternativa à OTAN. Os líderes ocidentais discutiram esses planos consigo? Qual é a sua posição sobre essas ideias?

ZELENSKYY: Essa foi a nossa ideia e a nossa proposta. Ter Forças Armadas Europeias não significa competir com os Estados Unidos – não. Significa simplesmente que a Europa, como um continente separado, deve ter o seu próprio exército forte. 

Isso não significa que a NATO possa ou deva ser desmantelada. De forma alguma. Significa Forças Armadas Europeias separadas. A Ucrânia seria certamente um dos contribuintes fundamentais para o reforço desse exército – poderia ser, se os líderes apoiarem esta ideia. 

E não se trata apenas de um exército que, na minha opinião, deveria incluir pelo menos 3 milhões de efectivos, mas também de intercâmbio tecnológico, o que é muito importante. Por exemplo, temos experiência de guerra e partilhamos as nossas tecnologias com os nossos parceiros.

Eles fornecem-nos informações, por exemplo – a França fornece informações, assim como outros países. E nós fornecemos os nossos drones interceptadores – tecnologia que foi testada em combate. E fornecemos outras tecnologias e armas – como elas realmente funcionam.

Honestamente, sem a nossa experiência em tempo de guerra, alguns países nem saberiam como as suas armas realmente funcionam. Nem todas funcionam muito bem, mas estão a ser melhoradas graças a todos esses processos e aos nossos engenheiros. Ajudamo-los muito. Portanto, não se trata apenas de um exército – trata-se de intercâmbio tecnológico. Não se trata apenas de reservas, desculpem-me, na Ucrânia, mas também de reservas em toda a Europa. Esta é a diversificação adequada da segurança – de tecnologias, de reservas, de armas, de defesa aérea e muitas outras coisas

– Zelenskyy em 20 de janeiro de 2026.


January 19, 2026

Militar, económico, político e cultural

 

Os economistas e os das finanças esquecem-se sempre da cultura. Podemos ter dinheiro e armas mas se estivermos culturalmente divididos, sem valores comuns, guerreamo-nos uns aos outros em vez de nos fortalecermos uns aos outros. Precisamos de lembrar as ideias humanistas e de racionalidade comum que nos trouxeram aqui e afastar as forças que trabalham em impor valores de censura, opressão, teocracia e intolerância com o fito de nos dividir.  


January 18, 2026

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Ulrich Speck

Se os europeus tivessem prestado apoio adequado à Ucrânia, a guerra da Rússia já teria terminado há muito tempo. A Europa seria respeitada como um actor de segurança — até mesmo por Trump.
A falha em apoiar adequadamente a Ucrânia está no cerne do drama actual. Fez projectar uma imagem de fraqueza.

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Ainda estamos a tempo. 


Trump quer ser líder de um mundo em retrocesso ao provincianismo medieval

 

Trump quer que os EUA liderem uma organização substituta da ONU, chamada Board of Peace. Criou-a para Gaza mas o seu intuito é que alastre ao mundo nestes termos: o Presidente dos EUA ou alguém por ele nomeado é o presidente do clube; o clube é formado por países escolhidos pelos EUA (naturalmente aqueles que são submissos e têm força para obrigar os outros); o presidente dos EUA é quem decide das decisões de paz e guerra do clube (é difícil chamar-lhe organização) depois impostas ao mundo. Já a criou para Gaza e nomeou-se a si mesmo, ao genro Kushner (o rapace), Marco Rubio (o vendido a Trump por poder) e a Tony Blair (Blair vendido a Trump...) como membros do Board. Para já, os membros têm de pagar mil milhões de dólares para fazer parte dele. Espero que nenhum país da UE entre nesta palhaçada que tem como intuito principal desmantelar e esvaziar de sentido as NU e as suas resoluções. Napoleão dizia, 'o Estado sou eu', Trump diz, 'o mundo sou eu'.

Guterres é muito culpado desta vulnerabilidade da ONU e espero que o próximo SG seja alguém com uma cabeça decente e sem fanatismo ideológico-religioso.

Trump tem a veleidade de anunciar que quer ser o dono do mundo. Por enquanto a Constituição americana impede-o de muitas iniciativas fascistas que ele quer e anuncia sem pejo, mas ele está a tratar disso internamente. Ele sabe, como sabem todos os criminosos que o sustentam (os das milícias que andam na rua a matar pessoas, os milionários que andam a fazer negócio com a sua ladroagem, os que andam a perseguir opositores às suas ordens, etc.), que no dia em que ele sair do poder, vão todos parar à prisão. Portanto, ele está a trabalhar para não haver eleições ou, haver à moda de Putin, com vencedor determinado à partida. Portanto, quando internamente tiver calado toda a oposição, de uma maneira ou de outra, vai querer ser o dono do mundo: atacar quem quiser, roubar quem quiser, esmagar quem quiser... à maneira de Putin.

Ao contrário do que dizem Trump, Vance, Musk e grande parte da esquerda europeia que é contra a democracia liberal e trabalha para a destruição dos seus próprios países, a Europa não está em decadência. Pelo contrário, a Europa esteve parada e virada para dentro de si durante umas décadas -pôs o valor da paz e da prosperidade acima de tudo e esqueceu-se que elas têm de ser defendidas e que ninguém defende a nossa casa por nós- mas saiu desse template e está a evoluir para uma união mais forte, mais coesa e assertiva. Também essa união se deve à Ucrânia que foi o motor dessa mudança.

A Europa não regrediu, como os EUA, a uma matriz religiosa meio-medieval nos costumes e até na educação; à negação da ciência, da medicina; a uma visão paroquial de si mesmo e de provincianismo nas relações entre Estados, muito parecida com a da Rússia. 

Onde a Europa errou foi em copiar os EUA no aprofundamento das desigualdades sociais com a obrigação de todos os sistemas e instituições serem geridos como empresas onde só o lucro interessa, em deixarem os EUA passarem à frente no investimento da tecnologia digital e imporem a sua narrativa. Mas isso corrige-se se houver líderes conscientes, independentes e fortes, como agora há.

A Ucrânia deve estar apreensiva com esta escalada entre os EUA e a Europa, provocada pela ganância e provincianismo de Trump sobre a Gronalândia, mas a Europa não pode ceder ao bullying e ao fascismo de Trump. Se o fizer fica refém dele e deixará de poder ajudar a Ucrânia. A Europa é o único parceiro certo da Ucrânia. Os EUA podem ser um parceiro com mais armas mas é são um parceiro desleal, incerto e rapace.

A Europa tem de recriar a sua narrativa própria de continente que continua apostado na evolução do diálogo dentro dos princípios da Carta das Nações Unidas. 

É urgente lidar com o islamofascismo que está a destruir por dentro a nossa história e o nosso futuro de países laicos, progressistas, tolerantes e onde os direitos das pessoas não são ditados por homens que usam a religião para impor ditaduras e miséria a todos. Veja-se o que são os países islâmicos: ditaduras onde meia-dúzia de homens gozam de liberdade riqueza e poder e todos os outros vivem na opressão, na miséria e no medo. Onde as execuções de opositores e a escravatura das mulheres e infiéis são impostas pelo Estado. Há cidades importantes em muitos países europeus onde 25% a 50% dos jovens são islamitas que querem impor a sharia. Esses jovens, daqui a 20 anos ou 30, são a esmagadora maioria dos cidadãos. Muito desses jovens são imigrantes hostis aos países que os acolhem e os seus Imans dizem abertamente nas mesquitas que querem destruir a civilização europeia e substitui-la por uma teocracia islamita. As grandes universidades europeias estão cheias destas células tumorais e em vez de centros de investigação e do conhecimento, são centros de pseudo-moralismo islâmico. 

(A razão pela qual a Arábia Saudita não quer a destruição do fascismo islamita do Irão é o medo que lá se instale uma democracia laica e que depois os islamitas da sua, e outras sociedade islâmicas olhem para a liberdade dos iranianos e queiram o mesmo - é a mesma razão para a Rússia não querer uma Ucrânia democrática.)

Os países onde a implementação e ascensão do islamofascismo colonizou, nos últimos dois séculos, as culturas locais, fizeram-no com o acordo e cumplicidade da esquerda. 

A esquerda europeia tem de fazer uma instrospecção séria ao seu papel de veículo de colonialismo islamofascista, em vez de se ficar por repetições de slogans pseudo-moralistas vácuos sem nenhuma honestidade intelectual.

A extrema-direita tem de abandonar a tentação de impor a todos o atavismo religioso e a reversão da sociedade a tempos de servidão de uns a outros.

A Europa é uma ideia de cultura de vocação universalista, não-agressiva já há quase dois séculos (com a excepção da Alemanha, por duas vezes, mas combatida pelos outros). É essa ideia que precisa de ser reavivada. Por muito que se invista na tecnologia e na ciência, o que é importante, evidentemente, se não investirmos na nossa cultura não conseguiremos manter-nos como uma força diferenciada e influenciadora do respeito à Lei e não à força nos processos diplomáticos no mundo. 

Durante esta última década deixámos decair o conhecimento da nossa história, em quase todos os países, por polarização: os que defendem a nossa história heróica (como se fossemos heróis ao modo grego antigo) e os que defendem a nossa história como miserável opressora, como se as outras civilizações não tivessem também uma história de opressão. Ambos estes extremos são corrosivos e autofágicos. E são factores de divisão e não de união, e sabemos que precisamos de agir, pelo menos para fora, como se fossemos um só Estado.

Durante muitos anos interiorizámos a narrativa americana propagandeada, sobretudo em filmes. Precisamos de apostar na nossa cultura, no conhecimento objectivo da nossa história, da evolução das ideias num sentido positivo, nos nossos valores de diálogo, racionalidade, e respeito, na nossa educação. Uma educação forte e não mascarada para as estatísticas, com formação sólida na cultura, na história, na ciência e na tecnologia e no pensamento crítico, baseado em conhecimentos e não em ignorância.

É isso -a partilha de valores comuns- que nos vai manter fortes, unidos e permitir a nossa influência positiva num mundo a regredir ao medievalismo obscurantista, tanto nos costumes como na lógica dos feudos e senhores de guerra.

Trump quer ser líder de um mundo em retrocesso ao provincianismo medieval e fala muito, ele e os seus sicofantas, na decadência da Europa para parecer que deu passos em frente, mas na verdade deu passos atrás e  calibrou-se pela retórica e MO russos, de Putin.

É preciso pormo-nos fora do tempo restrito e ver as situações no grande plano. Quando olhamos para as imagens e discursos de Hitler e de outros nazis, eles aparecem como assustadores na violência, mas também provincianos e ridículos nos grande gestos e poses, nos discursos em que se comparam com deuses da mitologia -  parecem atrasados mentais, drogados com uma droga qualquer de alteração da realidade. Um dia no futuro, quando virem as imagens de Putin e de Trump (apesar de Trump ser um aprendiz de Putin ainda em crescimento) e seus apoiantes, hão-de aparecer como assustadoras pela intenção explícita de violência, mas também ridículas no provincianismo das suas projecções como deuses da mitologia, como ungidos por uma força superior, na sua jactância e gestos de auto-grandiosidade completamente desligada da realidade - parecem atrasados mentais, drogados com uma droga qualquer de alteração da realidade.

Não temos, nem podemos, submeter-nos à lógica destes lunáticos violentos. Temos de ser fortes e consistentes na nossa narrativa e matriz cultural, tanto contra Trump e Putin como contra o islamofascismo.

E precisamos da Ucrânia na UE e na nossa defesa, seja na NATO ou em outro modelo de defesa europeia.


January 17, 2026

Is this true?

 

Os EUA já não são aliados e muito menos amigos

 

É preciso agir em consequência.

January 15, 2026

Em Marselha os não-islamitas já pagam a jizia aos islamitas

 

 

January 14, 2026

A UE e a NATO não podem ser um clube de encontros

 

Onde estão as respostas aos ataques russos? E, acima de tudo, onde estão as defesas aéreas a impedir o bombardeamento da Ucrânia? E porque não há tropas aliadas a prestar auxílio humanitário na Ucrânia?