Showing posts with label europa. Show all posts
Showing posts with label europa. Show all posts

August 17, 2026

Mais uma razão para a Europa dar tudo o que pode à Ucrânia, já



A Coreia do Norte já entrou na guerra. Estão à espera que a China passe de fornecer armas e boicotar a Europa financiando os islamitas para destabilizar e dividir para declarações claras de guerra?

-------------

The Atlantic:

«Uma das análises mais detalhadas desta possibilidade, pelo menos no domínio público, provém de um obscuro instituto de investigação em Praga chamado Centro Europeu de Valores para a Política de Segurança. O seu diretor, Jakub Janda, de 35 anos, contou-me que começou a estudar a ideia de uma guerra em «dois teatros de operações» na Europa e na Ásia depois de o instituto ter aberto uma delegação em Taipé, em janeiro de 2022. Na altura, o risco de um ataque coordenado da Rússia e da China parecia remoto ou, como disse Janda, «não era uma grande preocupação».

Isso começou a mudar no mês seguinte, quando os tanques russos entraram na Ucrânia. Putin tinha visitado Pequim menos de três semanas antes de ordenar a invasão. Desde então, fez pelo menos mais quatro visitas à China, e está prevista outra para novembro. Ao longo deste período, a China tornou-se o principal fornecedor de tecnologia para a indústria de armamento russa, ao mesmo tempo que apoiou a economia russa através da compra de petróleo e gás. Embora não tenham um pacto de defesa mútua, a Rússia e a China realizam exercícios militares regulares para ajudar a manter as suas forças em sincronia. O primeiro exercício militar a simular um ataque conjunto de ambos os países teve lugar no instituto de Janda na primavera de 2024. Encontrar especialistas com conhecimentos de base suficientes para participar revelou-se difícil para ele. A maioria das instituições de investigação e dos think tanks tem equipas separadas, especializadas nas suas próprias regiões, afirmou ele. «Trabalham em silos, com diferentes áreas de especialização.»

Com o passar do tempo, os participantes compreenderam a forma como as guerras na Ásia e na Europa se poderiam sobrepor e reforçar mutuamente. O instituto já realizou cerca de 20 rondas de simulações de guerra sobre este tema, reunindo especialistas de vários países, incluindo o Japão e a Coreia do Sul. Os resultados têm sido particularmente alarmantes, afirmou Janda, para os europeus. Em quase todos os cenários de duas frentes que estudou, os EUA dão prioridade à ameaça chinesa e transferem recursos militares da Europa para a Ásia, deixando os seus aliados da NATO a defenderem-se sozinhos contra a Rússia.

Num caso hipotético, a China inicia a guerra gradualmente, proibindo a exportação de matérias-primas para o setor de defesa europeu. Mantém o embargo durante cinco meses, tempo suficiente para que as fábricas europeias fiquem sem stocks e deixem de produzir armas. Em seguida, a Rússia, com acesso total aos recursos chineses, invade um aliado da OTAN na Europa Oriental.

Todos os cenários da série de Janda revelaram a necessidade de unidade ocidental. No caso de um ataque chinês a Taiwan, por exemplo, os EUA poderiam exigir que a Europa impusesse sanções severas à economia chinesa, cortando efetivamente o comércio. «Mas os governos europeus não querem fazer isso», afirmou Janda, descrevendo como essa premissa se revelou entre os especialistas. «O problema das capitais europeias é que Taiwan fica longe. Querem concentrar-se na ameaça da Rússia, e é isso que me assusta.»

Se a Rússia e a China agirem em uníssono enquanto os EUA discutem com os seus aliados, as hipóteses de uma vitória ocidental numa guerra em duas frentes começam a parecer sombrias. Por outras palavras, o lado que sai vencedor tende a ser aquele que age com um objetivo comum e se mantém unido ao longo do tempo.»


Só a Europa ainda não percebeu que os terroristas do Kremlin estão em guerra consigo


Roman Sheremeta 🇺🇸🇺🇦

Está a acontecer algo muito estranho em toda a Europa.

No espaço de uma única semana, os países da NATO assistiram a uma série notável de incidentes envolvendo a produção de munições, infraestruturas energéticas, instalações militares e operações dos serviços secretos russos.

Deixem-me começar pelo que sabemos.

🇵🇱 POLÓNIA
A 7 de agosto, os serviços de segurança polacos detiveram um cidadão russo, recrutado pelos serviços secretos russos, cuja missão era assassinar um homem com dupla nacionalidade americana e ucraniana – em Varsóvia.
O primeiro-ministro Donald Tusk anunciou ontem esta notícia. Segundo ele, esta é a primeira vez que alguém, agindo sob ordens russas, tentou matar um cidadão americano no território de outro país da OTAN.

🇩🇪 ALEMANHA
A 6 de agosto, foi encontrado um drone com explosivos perto de uma pista do aeroporto de Leipzig/Halle – junto a um avião de carga da companhia ucraniana Antonov Airlines. Dois dias depois, foram avistados dois drones sobre a base da Bundeswehr em Mechernich.
Também não é um rumor.

🇮🇹 ITÁLIA
Um incêndio no departamento de compressão de pólvora da fábrica da KNDS Ammo Italy, em Colleferro, a sudeste de Roma, foi seguido por uma enorme explosão. Não houve vítimas mortais. A fábrica produz munições de artilharia de 155 mm fornecidas à Ucrânia através de parceiros europeus.

🇳🇱 PAÍSES BAIXOS
No espaço de poucas horas, no maior porto da Europa: um incêndio num transformador, uma grande falha de energia, um encerramento de emergência na refinaria da ExxonMobil em Botlek e, em seguida, uma explosão na refinaria e terminal da Gunvor Energy que causou a morte de um trabalhador e feriu seis.

Não me surpreenderia se a Rússia fosse responsável por todos estes «acidentes».

Escrevi sobre este problema há dois anos. Na altura, a Europa já estava a passar por uma onda extraordinária de incidentes suspeitos:

🇱🇹 Incêndio numa loja da IKEA em Vilnius.
🇬🇧 Um ataque incendiário a um armazém ligado à Ucrânia, em Londres.
🇩🇪 Planos de sabotagem contra alvos militares e industriais na Alemanha.
🇨🇿 Tentativas de atacar infraestruturas na República Checa.
🇪🇪 Um ataque ao carro do ministro do Interior da Estónia.
🚆 Tentativas de perturbar os sistemas ferroviários europeus.
📦 Mais tarde, dispositivos incendiários enviados através de redes logísticas europeias – incluindo dispositivos que detonaram ou se incendiaram na Alemanha, na Polónia e no Reino Unido.

Na altura, podia argumentar-se que se tratava de incidentes isolados.

Hoje, sabemos muito mais. Investigadores e tribunais europeus relacionaram múltiplas operações de sabotagem diretamente com redes organizadas ou coordenadas pelos serviços secretos russos.

O padrão era real. Simplesmente foi identificado tarde.

É esse o plano. A guerra híbrida funciona mantendo-se abaixo do limiar a partir do qual qualquer incidente isolado obriga a uma resposta. Cada evento, considerado isoladamente, pode ser negado. Só a sequência de eventos o denuncia.

Por isso, quando surge, numa semana, mais um conjunto extraordinário de explosões, incêndios, drones, falhas de energia e operações de inteligência por toda a Europa, talvez devêssemos deixar de tratar cada incidente como se existisse num vácuo.

A Europa já não se pode dar ao luxo de partir automaticamente do princípio de que se trata de acidentes e coincidências.

A Rússia está a travar uma guerra híbrida contra a Europa. Sabotagem. Incêndios criminosos. Ciberataques. Planos de assassinato. Interferência no GPS. Ataques à logística e às infra-estruturas críticas.

Estas não são ameaças teóricas. Já aconteceram.


August 16, 2026

E nós temos o direito de a ouvir e também falar

 

@AlinejadMasih

Esta era eu quando era pequena, obrigada a usar o hijab. E esta sou eu depois de me ter libertado.

No Irão, diziam-me: usa o hijab ou serás expulsa da escola. Se resistires, podes ser detida, espancada, açoitada, presa ou morta às mãos da Polícia da Moral.

Depois, vim para o Ocidente e disseram-me: tem cuidado ao contar a tua história, pois pode causar «islamofobia».

Sou uma mulher do Médio Oriente. Vivi sob a ideologia islâmica. Tenho todo o direito de a temer, de a criticar e de falar sobre ela.

Não nos silenciem em nome da tolerância. Deixem-nos falar.

-----

Uma sociedade só pode ser tolerante se não deixar de existir enquanto tal. E existir enquanto sociedade implica coesão e essa é uma força intrínseca que não vem naturalmente como a chuva. Tem de ser alimentada, mantida e preservada com cuidado. O excesso de tolerância é submissão e rendição. Eventualmente, morte.

The Gatekeepers of Eastern Europe

 

🎯 O Ocidente em modo de doença auto-imune

 


August 06, 2026

Porque é que a UE não tem um canal próprio com uma comunicação diária actualizada?

 


Ou uma secção na página oficial ou em outro sítio qualquer onde nos comunique, todos os dias, o que se fez e decidiu na UE. Desde as legislações que estão no prelo, ao que foi já aprovado, ao andamento das grandes questões: o que estão a fazer para acabar com a guerra na Ucrânia  e outras questões. Um resumo diário da actividade importante e notícias dos outros países da União.

Muita coisa relacionada com a defesa da Europa, sabemos pelo Presidente da Ucrânia que tem esse bom hábito de prestar contas, diariamente, ao seu povo e informa-nos também a nós. Outras informações vamos buscá-las ao X ou a outra rede social onde os políticos dos outros países europeus vão dizendo alguma coisa.

Sim, existe a página da UE com algumas notícias e informações, mas é pouco. Penso que seria uma iniciativa que criaria aproximação entre os países. Estarmos a par do que se passa diariamente em Bruxelas mas também nos outros países. 

Também existe a Euronews e tem programas bastante bons em que põe deputados do PE a discutir temas importantes ou chama pessoas decisivas em certos temas para entrevistas. É bom, mas é diferente de haver um canal onde possamos saber o que se anda a fazer nos países, quais são os seus principais problemas, que soluções encontraram, etc. 

O conhecimento dos pormenores aproxima as pessoas e o desconhecimento afasta. Os deputados do PE e os políticos que vão a reuniões a Bruxelas devem sentir-se próximos dos seus congéneres -falam com eles, vão almoçar juntos, vão aos países uns dos outros, estão por dentro dos dossiers- mas essas pessoas são uma pequena gota no oceano que são as centenas de milhão dos europeus e não têm noção que para nós que não estamos nesses circuitos, temos a sensação que temos pouco a ver com a Látvia, por exemplo ou com a Lituânia e esses países connosco.

Sabia alguma coisa do Kosovo e da Sérvia por causa da guerra, mas hoje-em-dia sei pouco do que lá se passa. 

Agora conhecemos a Ucrânia, pelas razões erradas mas antes da guerra, a Ucrânia era um país da Europa longe e desconhecido - chamava Ucrânia a um bloco de aulas lá na escola que ficava longe dos outros, depois do jardim com o poço. Quando tinha lá aulas, dizia, 'lá vou eu para a Ucrânia'. Pessoalmente, o que sabia da Ucrânia tinha que ver com Chernobyl e com o Holodomor, no tempo dos soviéticos. Sabia alguma coisa da revolução Maiden porque tinha um aluno ucraniano nesses anos de 2013-14-15, com quem me dava bem e falava muito (ele é um grande cinéfilo) e ele é que me contou o que se passava e fez-me interessar pelo país dele. Depois com a invasão russa da Crimeia em 2014 comecei a interessar-me e nunca mais deixei de me interessar porque se percebeu logo que Putin tinha um plano amplo. De resto, antes disso, a Ucrânia era um nome na Europa.

O Erasmus ajuda, claro, mas a experiência dessas pessoas nesse programa é limitada a um país ou dois e muitas vezes são países que já conhecem.

Eu leio muito e informo-me activamente, procuro informação quase obsessivamente, de maneira que imagino que a maioria das pessoas, que lê pouco, ainda saiba menos do que eu. No entanto, procuro informação de assuntos que me preocupam ou interessam, não procuro notícias da Látvia ou da Geórgia - agora sei mais desses países por causa da agressão da Rússia.

Portanto, volto a dizer, se querem uma Europa unida têm de dar passos para que as pessoas se sintam mais próximas e ligadas e isso só acontece através do conhecimento, não do afastamento. Por isso pergunto: porque é que a UE não tem um canal próprio com uma comunicação diária actualizada como faz Zelenskyy que todos os dias faz um apanhado dos acontecimentos e decisões?


July 20, 2026

Se os assassinados não são da tua cor política, venha daí o terrorismo


Agora mesmo na Euronews:
Programa, Europe Today com Anna Saibai da Europol, "a maior ameaça à segurança e desenvolvimento da Europa é o jihadismo. Já tivémos 500 ataques terroristas no espaço da UE".

Portanto, sabemos de onde vem e quem pratica o terrorismo, mas continuamos a importar esses casulos de homens violentos onde se infiltram terroristas e seus apoiantes activos ou passivos.
O pior é que, com tantos e tantos casos, já se normalizou o terrorismo bem como a violência contra as mulheres e já nem um nem outro são notícia. 
Em Inglaterra, Ann Widdecombe, ex-MP (membro do Parlamento) pelos conservadores, uma mulher de quase 80 anos, foi assassinada brutalmente com indícios de tortura. Imediatamente após a descoberta do corpo a polícia disse que o assassinato não tinha motivação política, e assim normalizou o crime. Passadas 24h teve de desdizer-se e adiantar que afinal, a força de contra-terrorismo tinha tomado conta do caso. 
De lá para cá o assunto foi esquecido: nem os jornais falam dele, nem o rei ou o governo disseram uma palavra acerca do assassínio brutal de uma política conhecida e muito activa, nomeadamente a favor dos direitos das mulheres. Nem a Igreja de Inglaterra. Nada. Uma funcionária pública numa universidade, uma militante do Labour, a esquerda socialista inglesa, publicou um post nas redes sociais a celebrar o seu assassinato e a gozar com a sua tortura dizendo esperar que ela tivesse sofrido o mais possível. 
Conclusão: se os assassinados não são da tua cor política e, ainda por cima, são mulheres inconvenientes, venha daí o terrorismo e os seus seguidores.

July 14, 2026

Por que razão os alemães comuns escolheram Hitler? E o que faria você?




Por que razão os alemães comuns escolheram Hitler é o título de um excelente ensaio de Celina101. O artigo é enorme. Vou fazer aqui uma suma porque o paralelismo entre a época que ela analisa e nossa é gritante. 

Diz ela:

A queda da República de Weimar é, geralmente, reduzida a uma narrativa simplista sobre como um louco hipnotizou uma população racional, através de propaganda e carisma. Estas explicações não resistem ao escrutínio histórico e infantilizam o eleitorado da época. Encarar a ascensão do Terceiro Reich apenas como um triunfo do ódio, do fanatismo ou da ilusão colectiva obscurece deliberadamente a realidade contingente do período entre guerras.
 
Segundo a autora, milhões de cidadãos comuns apoiaram ou aceitaram o Partido Nazi porque acreditavam que a Alemanha enfrentava uma crise existencial, viam-se entalados entre duas alternativas perigosas e más e escolheram a direita como a menos má. O nacional-socialismo foi apoiado, tolerado ou passivamente aceite por milhões de alemães comuns e racionais porque acreditavam que a sua nação se encontrava à beira de um colapso existencial. 

De um lado a esquerda radical com a revolta marxista-leninista revolucionária, destrutora da propriedade, activamente dirigida por uma potência exterior aos interesses dos alemães: Moscovo; do outro, a direita radical com um movimento militante e nacionalista que, apesar da sua violência bruta, prometia ordem e salvação nacional.

A ascensão de Hitler dependeu, em grande parte, de uma crise histórica multi-facetada: a derrota traumática na Primeira Guerra Mundial com a humilhação do Tratado de Versalhes, ciclos devastadores de ruína económica, a normalização da violência para-militar e a paralisia das instituições democráticas liberais. 

A República de Weimar tinha falhado redondamente em proporcionar segurança básica, prosperidade económica ou dignidade nacional. A democracia liberal era amplamente vista como um sistema fraco e estranho, imposto pelas potências conquistadoras, um sistema incapaz de proteger a nação da ameaça muito real de uma revolução bolchevique.

Neste clima de intensa polarização, o NSDAP era cada vez mais visto como uma força contra-revolucionária necessária, como um movimento implacável, mas restaurador, capaz de impor a ordem e defender a civilização europeia tradicional da dissolução comunista.

Quando a Alemanha se rendeu, ainda ocupava uma parte grande da França, Bélgica e Europa Oriental. A repentina capitulação, aliada ao colapso da monarquia dos Hohenzollern e à abdicação do Kaiser Guilherme II, foi um choque. Tendo sido alvo de uma enorme propaganda que prometia uma vitória iminente, a população estava totalmente impreparada para a derrota.

Criou-se o mito da "facada nas costas": difundiu-se a ideia de que o exército alemão não tinha sido derrotado militarmente, mas traído por políticos democratas, socialistas, comunistas e judeus corruptos, o que enfraqueceu desde o início a legitimidade da democracia.

O sentimento de traição estava ligado ao Tratado de Versalhes, entendido como uma vingança. A Alemanha foi desmembrada, privada de 13% do seu território europeu, incluindo a Alsácia-Lorena — de vital importância industrial — e o Corredor Polaco, uma perda que separou completamente a Prússia Oriental do resto do Estado alemão. Foram confiscadas todas as colónias ultramarinas, um abalo da «mentalidade imperial» pré-guerra, de proeza global e destino económico que tinha sido fundamental para a identidade da classe média alemã desde o final do século XIX. O exército ficou limitado a 100,000 homens, não podiam ter aviação, artilharia pesada ou submarinos. Foram esmagados económica e psicologicamente.

Mais do que um Estado derrotado, era uma sociedade desonrada, traída e degradada, onde milhões de veteranos desmobilizados regressavam a uma pátria fragmentada, alimentando ressentimentos insolúveis. A república democrática nasceu à sombra sufocante desta derrota, o que fez com que tivesse dificuldade em conquistar a lealdade patriótica das elites conservadoras, dos funcionários públicos e da classe média em geral, que associavam fundamentalmente a democracia à fraqueza nacional e à humilhação internacional.

A República de Weimar passou a ser associada à rendição e à humilhação nacionais.

O medo do comunismo: a Revolução Russa e as tentativas de revolução comunista na Alemanha criaram um profundo receio entre a classe média, os agricultores, os empresários e os conservadores. Muitos acreditavam que um governo comunista significaria expropriações, violência e destruição da ordem social. [e tinham muita razão]

Os alemães leram com horror sobre o extermínio da família Romanov, as execuções sumárias de inimigos de classe levadas a cabo pela Cheka e a expropriação total e sem remorsos da propriedade privada, das terras agrícolas e das empresas. Além disso, o anti-clericalismo militante do regime soviético, que resultou na destruição generalizada de igrejas e no assassinato de padres, aterrorizou profundamente as populações cristãs devotas da Alemanha, tanto católicas como protestantes. Muitos defendem que a polarização da sociedade entre-guerras se deveu ao perigo da ameaça agressiva do totalitarismo bolchevique. O nacional-socialismo e outros movimentos fascistas tiveram um impulso fundamental devido à genuína ameaça do totalitarismo da revolução marxista-leninista. 

Fundamentalmente, o bolchevismo era radical e militantemente internacionalista. Lenin e Trotsky consideravam o Estado russo, ainda atrasado, como o palco inicial para uma revolta operária global, sendo o Estado alemão — altamente industrializado e politicamente instável — o prémio necessário para a sobrevivência da revolução global. A criação da Internacional Comunista (Comintern) em 1919 sinalizou claramente a intenção de Moscovo de financiar activamente e exportar a revolução para o Ocidente.

Para o Mittelstand alemão (classe média), funcionários públicos, lojistas e agricultores independentes, uma vitória comunista não significava uma melhoria de vida. Significava «deskulakização», coletivização forçada, a perda de todos os bens pessoais e familiares e a potencial liquidação física por serem definidos como «inimigos de classe». Este medo criou um ambiente em que qualquer força política que prometesse esmagar impiedosamente a ameaça marxista era vista como um potencial salvador da civilização europeia tradicional, independentemente dos seus outros atributos extremos.

Por todo o país, mas sobretudo a sul, cidades alemãs espelhavam o sistema soviético, desafiando directamente o establishment de uma democracia parlamentar liberal e ameaçando contornar por completo a autoridade estatal tradicional.

O recém-formado Partido Comunista da Alemanha (KPD) tentou uma insurreição armada para derrubar o governo provisório social-democrata (SPD). Privado de um exército nacional fiável na sequência da desmobilização, o governo do SPD tomou a decisão de se aliar aos Freikorps, unidades para-militares de direita fortemente armadas, compostas por veteranos de guerra amargurados e por anti-republicanos.

Os Freikorps esmagaram a revolta nas ruas de Berlim, executando sumariamente Rosa Luxemburg e Liebknecht sem julgamento, um acontecimento que envenenou de forma permanente as relações entre o SPD moderado e o KPD radical, fracturando fatalmente a esquerda alemã.

No sul a violência ainda era pior. Em 1919, socialistas radicais e comunistas proclamaram a República Soviética da Baviera em Munique e começaram o seu terror vermelho. Capturaram propriedade privada e fizerem reféns entre a nobreza e figuras da direita. Quando as forças governamentais se aproximara da cidade, os revolucionários executaram reféns. Os Freikorps conquistaram Munique em Maio de 1919 com artilharia e lança-chamas, massacrando entre 600 e 1 200 comunistas, anarquistas e suspeitos de simpatizar com a esquerda.

A Baviera, tradicionalmente um bastião conservador e católico, virou-se drasticamente para a extrema-direita radical, encarando a breve república soviética como um terrível reinado de terror, escassez alimentar e ocupação estrangeira. Eis porque Munique se tornou um terreno fértil para o partido nazi de Hitler. Aliás, Hitler esteve presente em Munique durante estes eventos e aproveitou-os mais tarde nos seus discursos.

A violência política: durante a República de Weimar, nos anos 20 e 30, eram frequentes os confrontos armados entre comunistas e grupos para-militares de direita. Os governos sucediam-se uns aos outros. Esta instabilidade levou muitos cidadãos a concluir que apenas um governo forte conseguiria restaurar a ordem.

As fragilidades da República de Weimar: governos de coligação instáveis, sucessivas crises políticas e a utilização frequente de poderes de emergência sem escrutínio legal ou democrático fizeram muitos alemães perder a confiança na democracia parlamentar. A esquerda continuava aliada a Moscovo na tentativa de destruir a ordem democrática.

As crises económicas: a hiperinflação de 1923 destruiu as poupanças da classe média e a Grande Depressão provocou desemprego em massa e falências. Em vez de apoiar a economia com despesa pública, o governo impôs uma autoridade sufocante. Muitos passaram a considerar que os partidos tradicionais eram incapazes de resolver a situação. 

A estratégia política dos nazis: o NSDAP apresentou-se como um partido capaz de unir a nação, restaurar o orgulho nacional, combater o comunismo, criar emprego e revogar o Tratado de Versalhes. Adaptava a sua mensagem aos diferentes grupos sociais, prometendo soluções específicas para trabalhadores, agricultores, empresários e funcionários públicos.

Porque escolheram a extrema-direita e não a extrema-esquerda? 
A autora argumenta que, para muitos alemães, os nazis prometiam preservar a propriedade privada, a família, a religião e a identidade nacional, enquanto os comunistas eram vistos como uma ameaça revolucionária que destruiria essas instituições. A esquerda significava um perigo existencial, a direita um perigo conjuntural. 

Antes um extremismo temporário que ser uma colónia da Rússia.

Além disso, a divisão entre comunistas e sociais-democratas impediu uma frente comum contra Hitler.

O papel das elites conservadoras: Hitler não conquistou a maioria absoluta dos votos. Foi nomeado chanceler porque políticos conservadores e o presidente Hindenburg acreditavam que conseguiriam controlá-lo e utilizar a sua popularidade para estabilizar o país. Esse cálculo revelou-se desastroso.

A transformação em ditadura: depois de chegar legalmente ao poder, Hitler aproveitou o incêndio do Reichstag para suspender liberdades, prender opositores e obter poderes extraordinários, eliminando rapidamente a democracia.

Conclusão

O colapso da República de Weimar resultou da combinação de humilhação nacional, de crises económicas profundas, do medo do comunismo, da violência política e policial, da perda de confiança na democracia e suas instituições e dos erros das elites conservadoras. 

A autora defende que muitos alemães não viam a escolha entre democracia e ditadura, mas sim entre dois extremismos, considerando o nazismo o "mal menor" perante a ameaça de uma revolução comunista idêntica à da Rússia, da qual tinham tido uma amostra assustadora em várias cidades alemãs.

----------

É difícil não traçar um paralelismo entre esta situação e a nossa. Também hoje estamos desiludidos com o falhanço das instituições democráticas, as alianças  partidárias para formar governos são instáveis, a corrupção está generalizada, a justiça capturada, a cedência dos políticos a grupos canibais multinacionais, os poderes políticos que vivem e trabalham de costa voltadas para os 'soberanos' que somos nós, como diz a atriz alemã no vídeo do post anterior. Tomam decisões que prejudicam a maioria, desinvestem nos serviços públicos para fazer enriquecer boys e primos.

Quantos nos dias de hoje consideram que os partidos tradicionais não são capazes de resolver a situação de decadência das sociedades? O desinvestimento na educação em todo o mundo civilizado e a captura das universidades, seja por islamitas aliados à esquerda extrema, seja por bilionários aliados à direita radica, deu origem a extrema desconfiança das instituições que projectavam a nossa prosperidade e avanço no conhecimento. A saúde capturada por multi-nacionais vorazes, sem que os políticos intervenham. Por todo o lado a descrença e o medo.

Compreende-se que a seguir à Segunda Guerra as sociedades em geral tenham virado à esquerda, mas essa esquerda já não é esta esquerda que agora existe.

Esta nova esquerda está aliada a movimentos agressivos e alguns, como os islamistas radicais da IM (e não só), totalitários e extremamente violentos que querem impor a todos através da censura e da prisão a submissão ao seu ponto de vista. Tal como antes, usam o termo ódio como uma acusação de culpa e inventam fobias e ódios para calar a crítica. Os governos de esquerda, outrora vistos como bastiões da justiça social e da moralidade, agora mentem deliberadamente ao povo para poder impor ideologias devastadoras, não se separando em nada do MO da direita.

O islamismo radical é uma ameaça existencial ao nosso modo de vida, às nossas democracias, aos direitos humanos. E a esquerda, mesmo a moderada, está aliada a esse movimento e protege-o. Em Inglaterra já ninguém confia em nenhuma instituição, em França, na Bélgica, na Espanha, na Suécia... e aqui em Portugal estamos a caminho do caos de Inglaterra e pela mesma razão.

Na semana passada ouvi um governante belga, na Euronews, defender que estavam a ponderar pôr o exército a patrulhar as ruas porque já não controlam os imigrantes: só este ano houve mais de 100 tiroteios, fora os ataques com sabre e facas. Portanto, também entrámos na fase de ter grupo para-militares a necessitar da intervenção do exército nas ruas, onde dantes andávamos à vontade. São forças a tentar derrubar a os governos da democracia.

Para além do islamismo radical, temos o imperialismo russo, outra fonte de terrorismo apoiado pela esquerda radical e extremista. Ainda hoje li que os 60 bloquistas que abandonaram o partido o fizerem, em grande parte, por os dirigentes não apoiarem Putin contra Zelensky.

A esquerda radical, por toda a Europa, EUA, Austrália e Canadá aliou-se a movimentos que representam perigos existenciais para as democracias.

Tal como aconteceu na Alemanha, também nós que não nos revemos na esquerda radical ambiciosa de poder, apoiante de forças totalitárias, terroristas, nem na direita radical, apoiante de ditadores de fanatismo religioso e ganância de dinheiro, nos sentimos encurralados. 

Os poucos governos de centro que restam não estão a fazer o seu trabalho de fortalecer as democracias e suas instituições de maneira a afastar estes perigos que, uma vez instalados, como se vê nos países islâmicos, na Rússia e na China, são extremamente difíceis de desinstalar. Veja-se o sacrifico da Ucrânia. Ou o do povo iraniano. Ou o que aconteceu aos alemães depois de terem escolhido a direita e terem levado com o Hitler em cima. Porém, a questão é: nessa altura dos anos 30, que alternativa tinham? O terror vermelho com a obliteração de si mesmos?

Quando as pessoas no Ocidente forem chamadas a escolher entre a esquerda radical aliada às forças terroristas russas e islâmicas que dizem publicamente querer fazer desaparecer a cultura europeia e a direita radical, que diz ser a salvação desse perigo, quem vão as pessoas escolher? Quem escolheria você? Parece-me óbvio. Nos EUA já responderam a essa questão.
Os eleitores desesperados, considerando os partidos moderados do establishment como os arquitectos deliberados da sua ruína, acorreram aos milhões aos extremos políticos.

 

July 12, 2026

O que está a UE a fazer para combater a estratégia da IM?



Foreign Policy Research Institute
https://www.fpri.org › 2017/09


Um relatório histórico do Governo austríaco alerta para o activismo da Irmandade Muçulmana no país.
 
Para quem quiser ler o relatório que traça a história e a estratégia da irmandade Muçulmana na Europa e enuncia os perigos desta organização hostil às democracias ocidentais: https://ecrgroup.eu/files/Unmasking_the_Muslim_Brotherhood_%282%29.pdf

O documento é muito preciso quanto ao método da IM:

«Islamização a partir da base.» Formar ideologicamente os indivíduos. Inseri-los na vida cívica, nos serviços públicos. Deixá-los abrir caminho até às instituições que moldam a forma como uma sociedade pensa e se governa. O relatório descreve como a Irmandade Muçulmana cria organizações da sociedade civil e instituições de caridade aparentemente moderadas para se infiltrar nas sociedades europeias, actuando em rede como uma «face oculta» no seio das instituições democráticas. 

Este relatório dos serviços secretos austríacos é de 2019. Esteve escondido na gaveta até agora. O parlamento austríaco apresentou perguntou formalmente aos chefes dos serviços secretos se receberam ordens dos ministros de então para ocultar os resultados de vigilância sobre o islamismo político no país.

Porém, apesar de não ter sido divulgado, as autoridades austríacas e os serviços secretos não estiveram inactivos: 
- Em novembro de 2020, as autoridades lançaram a «Operação Luxor», realizando mais de 60 rusgas contra indivíduos e grupos suspeitos de terem ligações à Irmandade Muçulmana ou de a financiarem. 
- Em 2021, o Parlamento austríaco alargou a sua Lei dos Símbolos Extremistas para incluir oficialmente a Irmandade Muçulmana, tornando a exibição dos seus símbolos um crime. 
- Fiscalização contínua: embora o governo trate a Irmandade como uma grave ameaça à segurança nacional, alguns casos de grande visibilidade relacionados com terrorismo e financiamento do terrorismo, decorrentes das rusgas de 2020, enfrentaram contratempos jurídicos devido à enorme complexidade das provas documentais.

De qualquer modo a Áustria está mais avançada do que qualquer outro país europeu nesta matéria. Proibiu os símbolos da Irmandade, encerrou mesquitas radicais, expulsou imãs extremistas e publicou agora uma estratégia de combate abrangente que identifica alvos institucionais específicos.

E a UE, o que está a fazer para combater a estratégia destruidora da IM? Nada... está a tentar criminalizar os que criticam esta estratégia de assimilação reversa. E a escrever papéis contra os judeus.
 
Em Portugal sabemos que a esquerda se aliou a esta estratégia (ou talvez sejam só idiotas úteis) e exige que os muçulmanos entrem nos serviços públicos, que os senhorios e empregadores sejam criminalizados se não aceitarem estas pessoas que foram chamadas às centenas de milhar sem nenhum escrutínio e ainda exigem plataformas onde possam chamar islamofobas às pessoas que os criticam e enviá-las para a cadeia, como fazem na Inglaterra e na França. 

Enquanto a esquerda não fizer uma desintoxicação mental do vício de ideologias totalitárias destruidoras não se pode votar neles. 

Há pouco tempo li isto (já não sei onde) relativamente aos canadianos:
Quando confrontado com algo desconfortável, o primeiro instinto do cidadão canadiano comum já não é: ¿Será que isto é verdade, mas algo do género: Será aceitável dizer isto? Vou parecer ofensivo? As pessoas vão pensar que sou racista? Será que alguém importante ou popular já disse isto?
Aqui no país estamos tramados: à direita a adoração à ilusão de uma ordem cristã (e à ética dos evangélicos) e a um passado de submissão e opressão, à esquerda a adoração à ilusão de uma ordem anti-liberdade e anti-capitalista, a adoração aos islamitas e a um futuro de submissão e opressão. 

A única fuga a esta situação, não-não, é este governo de Montenegro melhorar a vida dos portugueses e fazê-lo com honestidade e transparência de maneira a evitar estes populistas da extrema-direita e da extrema-esquerda que estão aliados e submissos a poderosos grupos internacionais muito difíceis de combater, uma vez instalados. Aumentar a coluna do centro.

Porque é que movimentos como o comunismo, o islamismo e o nazismo são tão parecidos? As mesmas reivindicações de apagamento da individualidade, do pensamento crítico, do direito à livre expressão crítica, a mesma exigência de obediência e conformidade sociais. A mesma exigência de abdicarmos do nosso juízo moral individual com palavras-guilhotina, em forma de acusação: islamofobia, transfobia, ódio à religião, ódio à Pátria, ódio à Nação, ódio à família, etc. 

Enfim, neste vídeo, Maral Salmassi oferece uma explicação:

As someone who fled the Islamic Republic as a child, I hope you'll watch this until the end. Iran's story is not just history. It's a warning.

Se a Ucrânia tivesse armas para se defender já tinha acabado com a guerra

 

Há uma diferença abissal, em favor da Ucrânia, quanto à competência e eficácia dos exércitos. Mas Ursula von der Leyen e Kaja Kallas andam ocupadas a escrever papéis contra judeus, sabe-se lá influenciadas por quem... Guterres? Costa terá um papel nisto? Seja como for, são estas coisas que ainda dão esperança a Putin.

July 10, 2026

A voz da China tem muito peso na guerra da Rússia contra a Ucrânia

 


«O Presidente Trump e eu falámos sobre a China, o seu papel na guerra, o seu envolvimento ou potencial envolvimento e as suas capacidades. Com todo o respeito, gostaria que estes detalhes ficassem apenas entre mim e o Presidente dos Estados Unidos. Posso dizer que, de um modo geral, falámos muito sobre a Ucrânia na cimeira (da NATO). Também falámos muito sobre o Médio Oriente e a China. Falámos com vários líderes europeus sobre o papel da China no fim da guerra. Depois, a situação mudou um pouco. Alguns líderes europeus disseram-me que tinham falado com responsáveis chineses, e que a China respondeu de forma muito séria, muito dura e muito clara aos apelos veiculados nos meios de comunicação russos sobre certas capacidades, incluindo a possível utilização de armas nucleares. Creio que já ouviram essas vozes nos meios de comunicação russos a dizer: «E se respondêssemos aos ataques ucranianos com armas nucleares?» É importante sublinhar que não foram apenas os europeus, nem apenas os Estados Unidos, mas também a China — e penso que esta é a primeira vez — que responderam de forma muito clara e severa; reagiram diretamente, tal como os líderes me disseram, sob a forma de um ultimato, afirmando que nem sequer pode haver a ideia de utilizar armas nucleares»

— Presidente ucraniano, num comentário áudio aos jornalistas na quinta-feira, 9 de julho de 2026.

Ursula von der Leyen e Kaja Kallas investem contra Israel

 

Sem nunca terem investido contra o Hamas e a Irmandade Muçulmana. Embora o Hamas esteja presumivelmente impedido de receber a assistência oficial da UE na Palestina, muitas ONGs islâmicas no Ocidente conseguem canalizar dinheiro para grupos de “serviços sociais”, grupos "anti-racistas", etc., ligados à Irmandade Muçulmana para apoiar diretamente o Hamas. Apesar de todas as evidências, a recusar em classificar a IM como uma organização terrorista mantém-se. Portanto, esta investida contra Israel vai servir para aumentar o anti-semitismo que é já um problema muito grave na Europa. Acho muito mal, muito mal e tenho pena que a cabeça da UE venha fazer o que fez Guterres, 'sim, sim, o terrorismo é mau e tal, mas...'


----------


A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enviou aos governos da UE opções jurídicas para reforçar as restrições ou impedir o comércio com os colonatos israelitas.

O documento da Comissão, consultado pela Euractiv e classificado como «restrito», apresenta três opções: um sistema de licenciamento das importações de produtos provenientes dos colonatos, tarifas punitivas destinadas a tornar esses produtos economicamente inviáveis no mercado da UE e uma proibição total das importações originárias dos colonatos israelitas, considerados ilegais ao abrigo do direito internacional.

Contudo, embora o documento exponha as opções técnicas para impor medidas comerciais a Israel, sugere claramente que a Comissão considera que tal decisão constituiria um passo político e não uma simples medida económica, em parte devido ao reduzido volume de comércio que a UE mantém com os colonatos.

Por esse motivo, o documento propõe que a UE enquadre a medida como um conjunto de sanções de política externa, o que exige a aprovação unânime dos 27 governos, um requisito mais exigente do que o necessário para a adoção de medidas comerciais.

Segundo uma fonte ouvida pela Euractiv, o documento não foi elaborado pelo Serviço Europeu para a Acção Externa (SEAE), liderado por Kaja Kallas, mas sim pelo gabinete da presidente da Comissão e pelo Secretariado-Geral do executivo comunitário.

No entanto, caberá a Kaja Kallas, alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, apresentar as opções e determinar se existe consenso numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros na segunda-feira, num importante teste à sua autoridade política.

O documento é o resultado de uma longa disputa interna nas instituições europeias e reflete a crescente pressão dos governos nacionais e o aumento do escrutínio das relações entre a UE e Israel devido à actuação israelita em Gaza, à expansão dos colonatos e à violência praticada por colonos extremistas na Cisjordânia.

Vários países, da Irlanda aos Países Baixos, já avançaram com legislação nacional destinada a proibir o comércio com os colonatos.

O documento também assinala os obstáculos práticos à restrição desse comércio. Alerta que qualquer uma das três opções depende da capacidade das autoridades aduaneiras dos Estados-Membros para identificar os produtos provenientes dos colonatos. Os exportadores israelitas poderão voltar a rotular os produtos ou misturá-los com mercadorias produzidas em Israel, dificultando a aplicação eficaz das medidas.

Três opções:
(...)
A opção de maior alcance iria significativamente mais longe, proibindo a importação, o trânsito, a comercialização e a distribuição, no território da União Europeia, de quaisquer produtos originários dos colonatos israelitas. As restrições poderiam incidir sobre sectores específicos, como os produtos agrícolas, ou abranger a totalidade dos bens provenientes dos colonatos.

Segundo a avaliação da Comissão, uma proibição parcial ou total poderia ser justificada ao abrigo das competências da UE em matéria de política externa, uma vez que o objetivo seria influenciar a política do Governo israelita e não regular o comércio. O documento sublinha igualmente que as exportações dos colonatos representam apenas uma parcela muito reduzida do comércio global entre a UE e Israel.

Basear a proposta em fundamentos de política externa exigiria o apoio unânime dos governos dos Estados-Membros.

Em 2025, a Comissão propôs suspender as preferências comerciais previstas no Acordo de Associação UE–Israel, mas não conseguiu obter a aprovação dos governos nacionais.

July 07, 2026

Isto é verdade?



Em março, o Parlamento Europeu REJEITOU a prorrogação do «Chat Control».
Então, o que fez Bruxelas?
Enquanto toda a gente está distraída com o Mundial, reintroduziram a medida furtivamente através de um procedimento raramente utilizado e estão a tentar novamente.
O objectivo é permitir que as comunicações privadas sejam analisadas ao abrigo de uma derrogação às proteções normais da ePrivacy.
Terão acesso às suas mensagens privadas e às suas fotografias. E, como sempre, a vigilância em massa está a ser-lhe vendida sob o pretexto da «segurança».
Os burocratas da UE não confiam em si.
Querem urgentemente a infraestrutura necessária para o vigiar.
E quando o seu próprio Parlamento vota contra, a máquina burocrática e antidemocrática simplesmente encontra outro procedimento e tenta novamente.
A União Europeia não está a proteger a democracia.


Damn right!

 


É preciso dizer o óbvio 400 vezes

 

June 03, 2026

"This is a world war"

 


May 22, 2026

🎯

 


May 09, 2026

🇪🇺 Dia da Europa

 

No Dia da Europa, celebramos também o 40.º aniversário da adesão de Portugal às Comunidades Europeias. Quatro décadas depois, reafirmamos o nosso compromisso com uma União Europeia assente na paz, na democracia, na prosperidade e na solidariedade.  - República Portuguesa 🇵🇹

May 06, 2026

Gosto das ideias deste homem