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June 29, 2026

Totalmente de acordo - é difícil acreditar que Costa não sabia e que não mandaram esconder a informação




Uma coisa é termos estrangeiros a virem, de modo legal, aos poucos e podermos integrá-los e evitar a entrada de certo tipo de imigração violenta e instabilizadora, outra diferente é fechar o SEF e abrir as portas a quase um milhão de pessoas que vão engrossar enclaves completamente impenetráveis com custos para todos nós, e não só económicos. 



"Em nome da transparência", o PSD vai avançar com audições parlamentares sobre imigração

O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, quer responsabilizar o governo de António Costa pelo aumento populacional de estrangeiros em Portugal e as pressões nos serviços públicos, que segundo o também vice-presidente social democrata estão "mais difíceis de resolver hoje devido a essa forma de governação sem informação".

Vítor Moita Cordeiro

O porta‑voz do PSD – pela primeira vez nessa qualidade, desde que foi nomeado por Luís Montenegro no fim de semana passado –, Sebastião Bugalho, afirmou esta segunda-feira, 29 de junho, na sede nacional do partido, que os novos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a população residente deixaram “perplexa” a sociedade portuguesa, ao revelarem que o número de estrangeiros duplicou entre 2021 e 2025, passando de 7,1% para 14%. 

Por esse motivo, o PSD vai avançar com uma série de audições parlamentares centradas nestes números, que, sustentou, demonstram que a política migratória do governo de António Costa teve impacto direto no rendimento per capita, na crise da habitação e na pressão sobre serviços públicos como o Serviço Nacional de Saúde e a escola pública.

Baseado em números do Instituto Nacional de Estatística (INE), Sebastião Bugalho disse que só em 2023 houve um aumento de 29,2% da população estrangeira e que, em 2022, o país cresceu mais de 330 mil pessoas.

Por este motivo, o PSD vai avançar com audições parlamentares para apurar responsabilidades políticas. O também eurodeputado social-democrata questionou se o Governo socialista sabia do aumento populacional e se projetou políticas públicas para dar resposta ao fenómeno.

O porta‑voz insistiu que os dados agora conhecidos não permitem perceber “o que é que quem governava sabia e não disse”, nem que medidas foram tomadas para proteger serviços públicos perante este crescimento populacional.

Sebastião Bugalho defendeu que governar sem números fiáveis tornou mais difícil enfrentar crises como a da habitação ou a do SNS e sublinhou que o Governo da AD, desde 2024, introduziu regras no sistema migratório – como o fim da manifestação de interesse, a criação da Unidade de Estrangeiros e Fronteiras na PSP e alterações às leis da imigração, nacionalidade e retorno – não para agradar a ninguém, mas para corrigir uma situação “desregrada” herdada do Executivo anterior.

Sebastião Bugalho afirmou que o atual líder do PS, José Luís Carneiro, deverá ser chamado ao Parlamento, dada a sua responsabilidade na extinção do SEF, na administração interna e na rede consular, tendo em conta que na altura era ministro da Administração Interna.

Reforçou que o objetivo das audições não é apenas responsabilizar, mas esclarecer o que foi feito, o que não foi feito e porquê. Bugalho apelou ainda a um compromisso dos partidos da oposição para resolver problemas que, segundo o PSD, foram agravados ou camuflados pelo Governo socialista.

Sebastião Bugalho rejeitou que o PSD esteja a promover um discurso contra a imigração, até porque, sublinhou, “esta não é uma conferência de imprensa a dizer que temos imigrantes a mais. Esta é uma conferência de imprensa a dizer que tivemos regras a menos para a integração desses imigrantes”.

“Nós não abdicamos da nossa forma gradualista, moderada e humanista de lidar com o fenómeno da imigração, mas isso só é possível com regras e com informação”, insistiu, acrescentando que “não é possível integrar ninguém se nós não soubermos quantas pessoas são para integrar”.


June 22, 2026

Os jornais da esquerda europeia em silêncio quanto ao escândalo de corrupção do PS espanhol



Hoje, um juiz espanhol remeteu Begoña Gómez, a esposa de Sánchez, para um júri popular: tráfico de influências, corrupção em negócios, desvio de fundos e apropriação indevida de fundos públicos. Passaporte apreendido. Proibida de sair de Espanha. Obrigada a comparecer em tribunal duas vezes por mês.

Mas a esposa dele não está sozinha.

O irmão do primeiro-ministro, David Sánchez, é também alvo de uma investigação em Badajoz: as suspeitas centram-se num cargo público que teria sido supostamente criado à sua medida numa administração provincial gerida pelos socialistas.

O próprio partido está a ser arrastado pelo caso Koldo: contratos públicos viciados durante a pandemia, negócios com máscaras, comissões ilegais, envelopes com dinheiro. 

José Luis Ábalos, antigo ministro dos Transportes, antigo secretário de organização do PSOE e aliado próximo de Sánchez, encontra-se em prisão preventiva. O seu antigo assessor, Koldo García, também.

Segue-se Víctor de Aldama, um empresário que se tornou testemunha central em vários processos. Perante os juízes, afirma que lhe foi pedido que negociasse quotas de petróleo venezuelano em Caracas para financiar o PSOE e a Internacional Socialista, que Sánchez preside desde 2022. Afirma ainda ter entregue 1,8 milhões de euros ao PSOE entre 2019 e 2020.

A 20 de janeiro de 2020, Delcy Rodríguez, na altura vice-presidente do regime de Maduro e proibida de entrar em território europeu devido às sanções da UE (actualmente presidente), aterrou no aeroporto de Madrid-Barajas. Foi a partir deste episódio, segundo Aldama, que a operação tomou forma: seis milhões de barris de crude, centenas de milhões de euros e um possível mecanismo de financiamento político em torno do petróleo venezuelano.

No centro deste mecanismo, não estava directamente Sánchez mas o seu mentor: José Luis Rodríguez Zapatero.

O antigo primeiro-ministro socialista está implicado em duas frentes. Em primeiro lugar, no caso Plus Ultra, que investiga o resgate público de cerca de 53 milhões de euros concedido durante a pandemia a uma pequena companhia aérea ligada à Venezuela. E, acima de tudo, no capítulo do petróleo: o juiz descreve um sistema de influência em que, para aceder a certas operações relacionadas com o crude venezuelano, era necessário passar pelo «Gabinete do Presidente Zapatero». Enviar-lhe uma carta de intenções. Obter luz verde. Pagar uma taxa.

Um antigo chefe de governo europeu transformou-se, segundo os investigadores, num ponto de passagem obrigatório para o petróleo de uma ditadura.

E depois surge o círculo final: a China.

Em outubro de 2023, Zapatero deslocou-se a Pequim, convidado para o fórum das Novas Rotas da Seda. Duas semanas depois, uma empresa chinesa descrita no dossiê como dependente do Partido Comunista Chinês envia uma carta de intenções para comprar petróleo venezuelano, em contratos que variam entre cinco e vinte anos.

E esta carta, a quem é endereçada?

Para a Rua Ferraz, 70. Sede nacional do Partido Socialista Espanhol. À atenção de Zapatero.

Uma empresa ligada ao sistema do Partido Comunista Chinês escreve à sede do Partido Socialista Espanhol para comprar petróleo venezuelano, por intermédio de um antigo primeiro-ministro europeu que se tornou um intermediário indispensável.

A investigação estende-se agora ao círculo familiar de Zapatero: as suas duas filhas dirigem uma agência que alegadamente facturou cerca de 240.000 euros em «relatórios» no âmbito desta rede de empresas, com o pai a ser referido nos documentos como o «principal beneficiário».

Entretanto, Pedro Sánchez dá lições de moral a toda a Europa.

- Simone Rodan-Benzaquen



May 22, 2026

Este raciocínio é idêntico ao dos ingleses

 


Os ingleses também recusaram 'desclassificar' os números da violência dos gangues islamitas contra as raparigas inglesas para evitar guerras culturais. O resultado foi terem exacerbado as guerras culturais e terem uma sociedade fracturada. Também aqui no rectângulo, os números da violência são deixados de fora dos relatórios que publicam, o que nos leva a pensar que a violência é muito mais grave do que nos dizer e o escondem para poderem manipular os números e os portugueses. Já passaram 50 anos do 25 de Abril, o que é um período de nojo suficiente. Desde quando os portugueses deram ao PS e PSD um mandato para esconder os dados históricos? Esconder dados históricos é falsear a história. 


Contra os “ajustes de contas”, PS e PSD opõem-se a desclassificar documentos da violência política

Socialistas e sociais-democratas recusam desclassificar documentos das FP-25 e de todo o período pós-25 de Abril para evitar “guerras culturais” e riscos de segurança nacional em matérias “sensíveis”.

Público


September 13, 2025

Mamã, quanto passos para o abismo dou? 'Três à gigante!'



Carneiro diz que PSD "já se deixou confundir" com Chega e coloca PS como o "garante" da democracia

Rita Dinis

Essa estratégia da cola resultou muito bem a PNS e é por isso que Carneiro a imita.

July 21, 2025

Nunca deixes o interesse do país interpôr-se entre ti e o poder

 


Vieira da Silva, um dos grandes suportes de José Sócrates e promotores do primismo (e filhismo) do PS, é um dos velhos dinossauros que andou a encostar o PSD ao Chega. Carneiro também já anda a dizer que se calhar vai chumbar o próximo orçamento porque quer que Montenegro diga se está aliado à extrema-direita. Há deputados do PS que os seguem dogmaticamente, nesta caça às bruxas, pensando que é assim que voltam depressa ao poder, para mais 20 anos de primismo. O PS não aprendeu nada com o que acontece nas últimas eleições, consequência dessa mesma estratégia.




May 29, 2025

Das declarações do PS sobre a reflexão do PS sobre o PS, um vaticínio

 


Que fui roubar ao Il Gattopardo, de Giuseppe Tomasi,

"As coisas têm de mudar para ficarem como estão"

 



April 12, 2025

Ana Mendes e Lídia Pereira

 

Ana Mendes e Lídia Pereira estão a debater propostas dos respectivos partidos no canal NOW. A Ana Mendes não dá uma para a caixa. Parece o Guterres com aqueles slogans catastrofistas ocos, sem nada de positivo para propor. Posso ser injusta mas tenho para mim que ela não faz a ponta de um corno no Parlamento Europeu. Vejo-a a andar a passear pelos brocantes de Bruxelas.


March 13, 2025

Pedro Nuno Santos na TV

 


A dizer que em 2023, quando o governo PS caiu, a economia, o emprego, e o país cresciam mais e a maior velocidade que em 2024. Olha, o que também crescia mais e a grande velocidade era a corrupção. Tínhamos um governo desgovernado pela corrupção ao mais alto nível.


March 11, 2025

Estou a ver o teatro da AR em directo

 


Quero saber ao certo quem são os actores da nossa desgraça. Sim, porque quem vai pagar as eleições e a crise somos nós, não as pessoas do governo ou dos partidos políticos ou das autarquias ou os seus assessores ou os primos ou os amigos ou os banqueiros ou os escritórios de advogados que mamam do Estado.

A única pessoa que aqui falou com sentido de Estado foi a IL. Não, não pensa que o PM tenha agido bem. Cometeu muitos erros evitáveis, mas também não acredita que os erros sejam de molde a mergulhar o país numa crise no meio da conjuntura internacional em que estamos e com o risco de interrompermos o momento positivo da economia e afundarmo-nos outra vez. 

O PM quis hoje salvar aqui o convento mas já foi tarde... também porque o líder do PS, talvez influenciado pela Alexandra Leitão, uma pessoa dogmática e de pouco entendimento que infelizmente parece ser a eminência parda do partido, manteve uma posição extremista e irresponsável.

Os outros partidos dos extremos estão ali para partir o que houver a partir porque para eles, quanto pior, melhor. O Rui Tavares comparou Montenegro a Trump... 

Montenegro mostrou amadorismo - dispôs-se a ser alvo e a oposição atirou; e o PS e a oposição mostrou má fé. 

Não há confiança neste líderes para estarem à frente do país. Um e outro são inflexíveis e mais preocupados, um consigo mesmo e o outro com inquisições espectáculo, que com os interesses do país.

Fui lá dentro e quando voltei dei com eles num intervalo qualquer. É o prenúncio da tempestade. Apetece-me dizer um palavrão. Este país às vezes está quase, quase, mas nunca chega lá porque temos estes políticos sem sentido de Estado.

E caiu o governo... 

Os nossos representantes políticos? Uma lástima.


March 10, 2025

Havia alguma necessidade de Montenegro se sujeitar a ter de ouvir as nojices deste homem?

 

Um homem que tem mais processos na justiça que um rafeiro tem pulgas? Não.

Em novembro de 2023 o Ministério Público abriu um processo-crime contra o então primeiro-ministro com fundamentos que ainda hoje não se conhecem exatamente. O primeiro-ministro demitiu-se, o Governo caiu, a maioria absoluta esfumou-se e cinco meses depois a direita regressava ao poder. Um golpe perfeito.
Estamos agora em 2025 e o país ficou a saber que o atual primeiro-ministro recebeu avenças de grupos privados durante todo o tempo em que exerceu funções - e o Ministério Público não abriu nenhuma investigação. - José Sócrates in DN
Ainda estamos a tempo de evitar esta crise. Nem o primeiro-ministro exige uma voto de confiança da oposição, nem a oposição exige escarafunchar num caso que já foi explicado totalmente. Insistir na exploração da crise, equiparando o actual primeiro-ministro a Sócrates, é uma irresponsabilidade que lhe dá razão quanto a não querer governar com essa suspeita e uma evidência de quererem pôr os interesses do partido acima do interesse do país. 
Por outro lado, o primeiro-ministro insistir num voto de confiança quando a oposição já chumbou o voto de desconfiança, dizendo com isso que apoia a continuação do governo, e não havendo nenhum movimento no país a pedir ou pressionar para a demissão do primeiro-ministro, é mostrar que tem os seus interesses particulares acima do interesse do país.
Se ambos os líderes -o do governo e o da oposição PS- insistirem em eleições passado tão pouco tempo de termos tido eleições e havendo problemas complicados para resolver no país e na Europa, por questões de lana-caprina, em meu entender mostram que não têm perfil nem estatura para estar à frente dos destinos do país e não merecem a nossa confiança.

February 13, 2025

O PS do «socialismo esquemático» quer muito o Vitorino como Presidente

 


Vitorino já ocupou muitos cargos políticos mas em nenhum deles fez alguma coisa de relevante pelo país. Não podemos dizer, 'Vitorino, enquanto ocupou tal cargo, tomou esta ou aquela medida que foram importantes para o país'. Em contrapartida, o que podemos dizer é que ele andou por muitas empresas que capturam muitos milhões ao Estado, enquanto administrador. Que PS o quer muito como Presidente? O PS do «socialismo esquemático».


Medina: “Vitorino é o português mais bem preparado para ser Presidente da República”


Ex-ministro das Finanças de Costa pressiona o antigo comissário europeu a avançar como candidato presidencial e deixa também elogios a Augusto Santos Silva.

Helena Pereira, Susana Madureira Martins (Renascença) e Rui Gaudêncio

Público

November 01, 2024

O pior do PS é comportar-se como uma seita

 


Santos Silva não compreende as Críticas a Guterres

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, mostra-se surpreendido pelas críticas à atuação do secretário-geral das Nações Unidas e diz ter visto com naturalidade a participação do responsável máximo da ONU na cimeira dos BRIC em Kazan. «Faz bem em ir a uma cimeira que atualmente representa 40% da população mundial».

Jornal i

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Espero, sinceramente, que Pedro Nuno Santos mude esse padrão de vida do PS que vem de longe, de Almeida Santos e tem pouquíssimas excepções - António Seguro, Mª de Belém e não sei se mais alguém.

Aqui neste artigo onde se diz que em privado, todos criticam Guterres por ter escolhido ir legitimar a guerra de Putin depois de ter também escolhido desprezar a cimeira de paz, SS vem dizer que não, que ele fez muito bem em ir, porque os BRICs são 40% da população mundial. 

Evidentemente que SS sabe que a ONU é constituída por países e não pessoas individuais e que a cada país corresponde um voto - caso contrário, a Índia e a China tinham 50% dos votos de todo o mundo. Portanto, SS mente na senda do que é costume nos líderes PS quando têm de defender imoralidades e por vezes bandidagens de correligionários do PS, porque o seu princípio é o de que se defende sempre alguém do PS, mesmo que fosse um assassino.

O PS português comporta-se como uma seita: promovem-se os amigos, cujo tacho e vidinha estão muito acima da defesa dos interesses do povo; defendem-se até ao obsceno -Cabrita vem logo à mente-, mesmo que para isso tenham que morrer pessoas, destruir serviços inteiros do Estado ou destruir profissões e com isso causar prejuízo a dezenas de milhar de pessoas durante dezenas de anos - veja-se o caso de Lurdes Rodrigues e João Costa na educação; condecoram obscenamente os piores de entre eles - António Costa foi condecorado há dias, por um organismo da ONU, com o mesmo prémio de Nelson Mandela - e enriquecem-se uns aos outros, com o maior desprezo pela decência, pela verdade e, acima de tudo, pelas pessoas.

Os piores exemplos deste comportamento de seita: Almeida Santos, Vitor Constâncio, Guterres, Sócrates, Ferro Rodrigues, António Costa e, talvez o pior de todos, Augusto Santos Silva, o dog de Sócrates e em geral do PS. Santos Silva deve pensar que isto é lealdade, mas não é, é só imoralidade e comportamento de seita. 

Nas seitas os líderes são inquestionáveis e seguidos dogmaticamente, com ausência de escrúpulos e racionalidade. É a pior característica do PS: comportam-se como uma seita e quem paga somos todos nós.

August 27, 2024

Mais um inútil filho de um pai que nos há-de sorver os dinheiros públicos para fazer vidinha



A ascensão política e mediática de Pedro Tadeu Costa

Vejamos o currículo. Pedro Costa tem 34 anos e foi presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, que venceu por 25 votos em 2021. Saiu em Abril, antes do final do mandato, por entender que era “tempo de fechar um ciclo”. Abandonou o cargo para que foi eleito dando a entender que Carlos Moedas estava a prejudicar a freguesia por ele ser filho de quem era – e entrou pela porta grande no sector privado, como director-geral do grupo de comunicação GCI, um desafio que abraçou “com muito entusiasmo”. O entusiasmo não durou: três meses depois já está a assinalar o seu desejo de regressar à política autárquica em 2025.

Pedro Tadeu Costa não foi secretário de Estado, não foi deputado, não foi sequer chefe de gabinete. Foi presidente de junta e saiu antes do fim do mandato. É director de um grupo privado e mal entrou está a dizer que quer sair. Isto não é currículo que justifique a atenção que a comunicação social lhe dedica. Não justifica as entrevistas individuais. Não justifica os espaços de comentário. E não justifica que se leve a sério que Pedro Costa seja, como o Expresso noticiou, um dos nomes equacionados pelo PS, a par de Alexandra Leitão e Mariana Vieira da Silva, para concorrer contra Moedas em Lisboa.

“É sempre simpático ver que há um crédito na opinião pública associado às minhas hipóteses para a vida autárquica”, disse Pedro Costa ao Observador. Só que não há crédito nenhum, e a opinião pública não tem nada a ver com isto. O que há, isso sim, é a criação de uma nova personagem política por osmose familiar – o rei António partiu para terras distantes e deixou-nos o príncipe Pedro –, com a comunicação social eternamente fascinada com a Monarquia Socialista Portuguesa, e sempre disponível para a promover. O país continua a ter Casa Real. Só não é a de Bragança.

JMT in publico.pt

July 12, 2024

Três pormaiores:




Líder do PS acusa Governo de colocar em causa o “estado social, o SNS e a escola pública”, mas não explica de que forma as medidas anunciadas vão afetar “os serviços públicos”. "Em poucos meses”, garante Pedro Nuno Santos, o Governo está “a prescindir de milhares de milhões de euros de receita. Para Pedro Nuno Santos, há uma justificação para que o Governo esteja a tomar “medidas com elevado custo orçamental”: a situação "orçamental e financeira suficientemente confortável” deixada pelo executivo de António Costa. (DN)

As receitas de que o governo prescinde, segundo PNS, são: 

(...) o IRC, a redução de 21% para 19%, poderá custar 500 milhões; a subida do apoio aos pensionistas deverá custar 300 milhões; o fim do imposto de selo nas operações de tesouraria deverá custar 10 milhões de euros; a redução no IRS deverá rondar os 460 milhões; o IRS Jovem está calculado em mil milhões; a contabilização dos anos de carreira do professores traduz-se em cerca de 300 milhões; o suplemento para as forças de segurança ronda os 150 milhões; a isenção de IMT e imposto de selo na compra de primeira casa rondará os 50 milhões; o programa de apoio ao arredamento foi reforçado para 10 milhões, a isenção de imposto que baixa de 10% para 5% terá um impacto “inferior a 100 milhões”. (DN)

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Três pormaiores:

1º - Sem investimento não há desenvolvimento;

2º - a situação "orçamental e financeira suficientemente confortável” deixada pelo executivo de António Costa deve-se a um desinvestimento tão profundo, nomeadamente nos serviços públicos, que os puseram à beira da morte com as consequências que estão diariamente à vista. Para inverter essa situação é preciso investir.

3º - A valorização das carreiras não significa só custos. Parte do dinheiro volta para o Estado em impostos e a que não volta é a que vai contribuir, se bem despendida e gerida, para o desenvolvimento geral do país.

July 09, 2024

Joana Marques Vidal

 


A PGR que Costa não quis, apesar do excelente trabalho por todos reconhecido -pelos pares e pela sociedade política e civil-, porque não reconhecia intocáveis. Infelizmente, para ele, a que veio a seguir não correspondeu às suas expectativas de ter intocáveis sagrados. Não lho perdoam.


Morreu ex-procuradora-geral da República Joana Marques Vidal




May 19, 2024

Pode um primeiro-ministro dizer que os enfermeiros são umas bestas?

 


Ou dizer que os médicos são uns cobardes? Pode um ministro das finanças dizer que os professores não valem nada? É que tudo isto aconteceu e não me lembro desta senhora ou da Leitão (que até estava no governo a inventar burocracias incompetentes para controlar professores), se terem indignado com estas observações depreciativas e racistas - se levarmos em conta a maneira como Ana Lopes e Leitão usam o termo. Ou só é racista se for contra turcos e judeus mas se for contra professores ou enfermeiros ou médicos é muito bem aplicado? Dizer que os professores não valem nada e não fazem nada não é o mesmo que o racismo dos holandeses quando dizem que aqui no sul não fazemos nada e somos pobres porque não valemos nada? Não me lembro de terem pedido que os insultuosos fossem mandados calar ou sequer de pedirem que se retratassem ou que tivessem cuidado com as palavras. Nem me lembro de se queixarem, no tempo em que a pessoa Rodrigues era ME e todos os dias saiam nos jornais notícias e títulos absolutamente insultuosos ao nível do terrorismo de Estado contra os professores. Hipócritas... se calhar o que queriam mesmo era que a censura voltasse para calar as pessoas de quem não gostam. O PS, desde Sócrates, tornou-se um partido onde os autoritários florescem.

Pode um deputado dizer que os judeus são uma etnia “mais burra”?

Ana sá Lopes

Pode, segundo Aguiar-Branco. O presidente da Assembleia estendeu a passadeira vermelha a todos os discursos racistas e anti-semitas na Assembleia da República. Um péssimo serviço.


April 24, 2024

"listas para as europeias que desmerecem o 25 de abril" - subscrevo inteiramente e é caso para perguntar: o PSD já relegou as mulheres para o estatuto de donas de casa como mandam os Khamenei do rectângulo?



PS e PSD: listas para as europeias que desmerecem o 25 de abril



De um lado teremos o legado de Costa: serviços públicos em calamidade. Do outro, temos o mediatismo vazio e a política como reduto masculino.


A sério: queria escrever um texto bonito sobre o 25 de abril e a necessidade de destribalizar a data. Enviaria farpas à parte da direita que nunca fez as pazes com o dia, não porque seja mais antidemocrática que a esquerda, mas porque gostavam da ordem e da hierarquia social do Estado Novo. Daria vergastadas na
esquerda que usa o 25 de abril como momento de fornecer uma humilhação pública generalizada à direita, colocando-nos num lugar de segunda na ordem democrática.

Iria ao 25 de novembro, defendendo a normalização. À direita para deixar de equiparar ao 25 de abril, numa tentativa de o menorizar. E à esquerda para parar o ranço pela derrota do PCP e reconhecer a relevância da data. Deambularia também pelo meu apreço por ter crescido em democracia e, até, por ter sido criança e adolescente num período pós-ditatorial, quando há a maior liberdade que se segue ao fim de tempos de contenção e censura e espartilhos sociais.

Porém terão de ficar com esta minha demonstração de intenções, porque entraram em cena as listas para as europeias do PSD e do PS. Também vai ser um texto sobre o 25 de abril, de certa maneira. Mais na linha: com o esboroar crescente da simpatia pela democracia e com crescimento de direitas e esquerdas iliberais e pouco democráticas, os nossos dois maiores partidos entretêm-se a arriscar ainda mais a benevolência dos eleitores para com os partidos supostamente centristas e moderados.

Diria eu que PSD e PS têm particular responsabilidade em seguir escrupulosamente boas práticas éticas e políticas, escolher protagonistas de qualidade e não passar a ideia de que a política é só um meio de sustento para militantes. A ilusão de que o serviço público norteia os políticos devia ser veiculada. Sucede que estes partidos não concordam.

Comecemos pelo PS. Os três lugares cimeiros da lista ao Parlamento Europeu – Marta Temido, Francisco Assis e Ana Catarina Mendes – são socialistas eleitos para o parlamento nacional há menos de dois meses. Fizeram campanha pelo PS, apresentaram-se aos eleitores dispondo-se a serem os seus representantes no órgão legislativo nacional, assumiram esse compromisso com os eleitores selado com aquilo que é sagrado na democracia – os votos, a fonte de legitimidade do poder.

Mas aparentemente são políticos instáveis e pouco confiáveis, porque logo depois de terem assumido um compromisso com os eleitores para a Assembleia da República, ainda os votos não arrefeceram, já estão a apresentar-se a eleições para outros lados mais bem pagos e mais glamourosos.

É simples: se Pedro Nuno Santos queria estes três políticos para o Parlamento Europeu, não os apresentava às eleições nacionais. Se estes nomes resultaram de negociações internas, ou se foram impostos, bem, um líder também é alguém que impõe mínimos éticos: Pedro Nuno Santos só teria de fazer saber que os candidatos se devem apresentar de boa-fé aos eleitores, ou a um lugar ou a outro, e que os compromissos assumidos com os cidadãos são para cumprir.

Três deputados candidatando-se nas legislativas para logo a seguir se candidatarem às europeias é uma fraude ética e um desrespeito aos eleitores. O pior da política, visto como um meio à disposição dos militantes do PS para tratarem da sua vida. Serviu para quê? Para estes três elementos terem ordenado até rumarem a Bruxelas? É pequeno, poucochinho e desmerece a democracia.

A escolha da cabeça de lista também é sintomática. Marta Temido é o rosto do SNS empancado, sem funcionar. Como ministra, acordou com o BE extinguir as PPP na Saúde e promoveu o fim de umas tantas. Pedro Nuno Santos pode querer afastá-la de uma candidatura a Lisboa e tirar votos ao BE. Contudo, não dá confiança na consistência política do líder do PS a escolha de alguém com o perfil estatista e antiprivados de Marta Temido, sobretudo depois de passar uma campanha garantindo não ter nenhum dogma contra privados.

No PSD o cenário não é melhor. Não sei se houve alguma viagem no tempo da cúpula do PSD até às cavernas, mas a primeira mulher do PSD (Lídia Pereira) aparece em quinto lugar da lista. Ou seja, se a AD eleger 5, 6 ou 7 eurodeputados (muito provável), só haverá uma mulher do PSD. Para comparação: em 2019, o PSD, em seis, elegeu três mulheres.

Piora. O cabeça de lista é Sebastião Bugalho, escolhido por mistérios insondáveis que deixaram o PSD em choque (e pavor). Nada contra o comentador, que conheço há vários anos. Simplesmente escapa-me o CV mostrando qualquer mérito que valha a promoção a cabeça de lista para o Parlamento Europeu. Foi brevemente jornalista, esteve brevemente ligado a Miguel Pinto Luz em Cascais. De resto, fez comentário político. Usualmente sobre a espuma dos dias, nem sequer comentário particularmente reflexivo ou com pensamento próprio.

O PSD é isto? O partido que quer promover aos píncaros o jovem homem que não provou nada mas tem talento e potencial? É bastante consistente com a ausência de mulheres nas listas. Contudo não lhe chamaria "disruptivo", ao contrário de Montenegro. Está mais para os lados do profundamente reacionário. Assim como antes do 25 de abril.

Que o PSD nestas europeias proponha aos portugueses votarem num jovem de carreira e concretizações curtas, só porque aparece na televisão e é mediático nas redes sociais e, ademais, se sabe promover e criar uma alargada rede de contactos – bem, haverá alguma obscura e retorcida lógica nisto, mas não a descortino. E, ingenuamente, tinha a expetativa de, depois de oito anos de mais parra que uvas, o PSD, não descurando a forma e a boa comunicação, privilegiasse a substância. Depois de tanta conversa de Montenegro sobre mulheres na campanha eleitoral, e a escolha de boas ministras, também não esperava regresso a tamanha alienação (ou traição?) da maioria dos eleitores do PSD (i.e., mulheres).

De um lado teremos o legado de Costa na sua versão clímax da maior característica destes governos: serviços públicos em calamidade. E desrespeito pelo compromisso com os eleitores. Do outro, temos o mediatismo vazio e a política como reduto masculino. Desconfio que os eleitores mais sábios irão passar o 9 de junho na praia, sem se maçarem com eleições. Os menos sábios votarão naquele partido que não gosta do 25 de abril; e é contra o regime mas deita a mão a todos os refugos do regime. Muitos cravos para PSD e PS.

Maria João Marques

April 19, 2024

O Presidente e o PS não se calam com isto

 

O PS e MRS tanto criticaram PPC por se queixar de Costa ir para o governo tendo perdido eleições e agora não se calam com isto de Costa se ter demitido. Demitiu-se porque quis e já foi tarde.


Marcelo diz que dissolução era sonho da direita mas só aconteceu porque houve circunstâncias inesperadas



Costa diz que “a direita andava num frenesim” e “ocasião fez a decisão” de Marcelo dissolver o Parlamento e antecipar eleições
Lusa

Até parece que alguém o obrigou a demitir-se.

February 07, 2024

Está um tal Miguel Roque Prata na TV

 


A fazer a apologia de Pedro Nuno Santos de uma maneira que raia o ridículo porque diz que ele é a única pessoa séria que compreende a complexidade dos problemas do país e pode resolvê-los como se ele não tivesse estado neste governo catastrófico e não soubéssemos todos o que "ele fez no Verão passado."