July 16, 2026

O que é o Conselho Geral das escolas e porque importa quem é o seu presidente?

 

O Conselho Geral é o orgão com maior poder da escola. É quem define as estratégias orientadoras de toda a actividade escolar, é quem gere o processo eleitoral e escolha do director da escola e outros temas.

Integra professores eleitos pelos pares, representantes dos EE, dos funcionários da escola,  dos alunos, representantes designados pela Câmara Municipal, pessoas da comunidade local e o director que tem assento no CG por inerência do cargo.

Aqui no país o Conselho Geral tem de ser presidido por um professor, justamente por se tratar de uma escola e o trabalho ser académico e pedagógico e o seu Presidente ser quem imprime a dinâmica aos trabalhos. É este aspecto que vai mudar. Vai ser mais parecido com o Governing Board que existe em Inglaterra ou com o que existe nos EUA a que chamam o School Board - embora nos EUA este orgão seja distrital e não de uma escola ou agrupamento de escolas e tenha poderes económicos.

No entanto, nestes sistemas, o que acontece é que o Presidente do orgão, que geralmente é alguém representante da autarquia não percebe nada de educação escolar e usa a escola para fins ideológicos e políticos.

É assim que vemos nos EUA (e em muitas escolas de Inglaterra) acontecerem situações destas consoante os interesses do Presidente e sua clique:

- são a favor da ideologia trans: obrigam a ter na biblioteca livros a promover a ideologia, obrigam as raparigas a partilhar casas-de-banho e balneários com rapazes, obrigam os professores a tratar os alunos como eles querem (podem querer ser um rapaz, uma rapariga ou um cão).

- se são cristãos evangélicos obrigam a ter os 10 mandamentos nas aulas e as escolas a incluir o estudo da Bíblia em todas as disciplinas; proíbem que se fale de sexo; mandam retirar livros da biblioteca; proíbem o estudo da teoria evolucionista, promovem acções contra o uso de preservativos e contra o aborto.

- se são autarquias de maioria islamita, obrigam a que toda a carne da escola seja halal; visitas obrigatórias a mesquitas e promoção do Islão; promoção do hijab; promoção da aceitação do islamismo; separação e diminuição das raparigas em relação aos rapazes.

- se são republicanos MAGAs, proíbem o estudo e até a referência ao racismo e história da escravatura nos EUA; censuram livros da biblioteca sobre o tema; promovem o uso ou mesmo obrigação, de porte de armas por parte dos professores; obrigam a uma aprendizagem da História americana glorificada.

- se são democratas censuram livros que falem da realidade biológica dos seres humanos e despedem os professores que criticam a ideologia trans ou o islamismo; obrigam à revisão do ensino da história de maneira a focar-se no racismo e colonialismo dos ocidentais; promovem o apagamento de figuras históricas que tenham vivido no tempo da escravatura ocidental e não tenham activamente lutado contra ela; censuram todos os autores clássicos que fundaram a nossa civilização com acusações de racismo; promovem o anti-semitismo através de acções pró-Palestina.

Enfim, podia continuar... A questão é: estas pessoas não se preocupam com a educação escolar dos alunos, não têm um sentido de missão pública apartidária, não têm conhecimentos especializados para tomar decisões pedagógicas independentes e usam os cargos para promover as suas ideologias e interesses particulares. Acontece muito os nossos representantes dos EE no Conselho Geral aqui no país, em todas as escolas, irem para lá falar dos seus filhos e das suas notas...

O ensino público americano e inglês estão nas ruas da amargura. O inglês, abaixo do nosso nos índices internacionais. E o que fazemos nós? Continuamos a imitar as suas políticas desastrosas.

Alguém que me explique isto como se tivesse 3 anos.


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