April 28, 2026

Este miúdo vem ou vai para a escola

 

Está com a mochila da escola. Há professores que têm de lidar com a sua convicção de que pode fazer tudo o que deseja. Com ele e com os pais dele, porque de algum lado lhe vem esta convicção de poder e impunidade. E porque é que nenhum adulto o agarra, nomeadamente o segurança da loja? Porque sabe que se o agarrar os papás põem-lhe um processo em cima de maus-tratos a crianças e fazem-lhe a vida num inferno. 

Dos professores e da escola, tudo se espera hoje-em-dia: que ensinem os currículos, que auto-regulem crianças e adolescentes com zero auto-regulação e máxima auto-indulgência, que detectem e saibam lidar com crianças e adolescentes ansiosos, depressivos, autistas, hiperactivos, disléxicos e outras deficiências e/ou incapacidades (há pais que nos pedem se podemos levar os filhos aos médicos - não têm paciência) que lidem com os mal educados, os delinquentes, os misóginos agressivos, os viciados em redes sociais e em pornografia; que saibam elaborar planos de assistência para cada um e todos esses alunos, que os eduquem para saberem cuidar da sua saúde, da economia, para serem empreendedores, para saberem lutar contra a violência social, para saberem identificar os seus talentos, para serem competentes a alcançar os seus objectivos, etc. Espera-se que o professor trabalhe 50 horas por semana, que não tenha noites nem fins-de-semana e que dedique todo o seu tempo livre, não à sua família e interesses próprios mas a responder a emails e a fazer planos para alunos.

Não admira que os professores estejam am burnout e que ninguém queira ser professor. Nenhuma outra profissão trabalha tantas horas de borla sem nenhum reconhecimento. E no fim o senhor da tutela fica muito surpreendido por os professores serem competentes. É que ele pensa que os bons resultados são consequência do pensamento mágico e não de horas de trabalho decentes, de estabilidade no trabalho para poder haver dedicação, de salários condignos, de condições de trabalho e de apoio ao trabalho de lidar com a indisciplina de alunos e pais.

Este fim-de-semana, num almoço com um grupo de pessoas, uma professora que lá estava disse-me que na sua escola, que é na zona da Grande Lisboa, o director não permitia que se usasse linguagem negativa nas aulas e chamava os professores para 'ralhar' sempre que havia queixas. E o que é linguagem negativa? É, por exemplo, o professor dizer, 'não percebeste a ideia', em vez de dizer, 'exprimi-me mal, caso contrário tinhas percebido a ideia'; ou dizer a palavra 'não'. São as novas pedagogias imbecilizantes.

O bom comportamento não é uma técnica que se ensine. É um ensinamento através de consequências, que são o que ensina a responsabilidade ligada à liberdade.


Os inimigos dos nossos amigos são nossos inimigos também

 

Netanyahu faz negócio com terroristas contra outros terroristas

 

É igual a Trump que faz negócios com Putin contra os terroristas do Irão.

Assim que chegam aos cargos começam logo a tratar da vidinha

 

Deve ser por isto que o Presidente da AR diz que os políticos em Portugal são umas vítimas e que não deviam ser escrutinados.




Socas: de prescrição em prescrição até à impunidade total

 

Socas, Vara e satélites.


Crimes de corrupção caem na ‘Operação Marquês’: Caso Vale do Lobo prescreve esta semana.
Sócrates e Armando Vara ficam livres da corrupção passiva em junho. Juiz do processo mais pequeno vai para o CSM. 
-Correio da Manhã

 

De onde vem esta conversa de Merz?

 

Está a ser pressionado pelos Schröders lá da terra  que querem muito ser amigos de Putin e do seu petróleo barato? Estão com medo da Ucrânia ser um país grande e empreendedor e concorrente? Então agora Merz põe-se do lado de Trump e já pensa que é desejável salvar Putin e a Rússia imperialista para que possa ir atrás de outros países? Se a Alemanha for atacada os aliados sugerem-lhe que faça um referendo para dar territórios ao atacante - dado que o atacante não consegue tomá-los? Desde quando a entrada na UE tem como ponto prévio a oferta de território a atacantes inimigos? Quando pensamos que demos passos para a frente, vêm os líderes europeus e dão passos atrás. Se tivessem apoiado a Ucrânia desde o início já esta guerra tinha acabado há muito.


O legado do senhor Costa


Uma auditoria surpresa da Comissão Europeia aos aeroportos de Lisboa e do Porto, em dezembro de 2025, revela "graves deficiências" na realização dos controlos nas fronteiras. A CNN Portugal teve acesso a um documento onde a Comissão Europeia considera que o que foi detectado tem e pode vir a ter um impacto negativo noutros Estados-Membros e representar um risco de segurança para o espaço Schengen.
Por isso mesmo, adverte que o país deve tomar medidas corretivas no mais curto prazo possível, dando prioridade aos seguintes pontos: qualidade dos controlos fronteiriços, capacidade de detetar fraudes documentais, formação em matéria de controlo fronteiriço e afetação de recursos humanos.

- CNN Portugal 

Somos uma porta giratória de criminosos. É o legado do senhor Costa que este governo não sabe corrigir. Como também só querem poupar dinheiro destroem os serviços públicos e a segurança do país. A esquerda só põe impedimentos às soluções.

April 27, 2026

Chernobyl - "Because they put you in charge"

 

Ontem estive a ver o últimos episódio desta série, Chernobyl, para recordar o que foi dito no julgamento dos responsáveis sobre o desastre. Já não me lembrava desta conversa entre Boris Shcherbina, o vice-primeiro-ministro e burocrata soviético de alto nível, rigoroso executor das políticas do partido, encarregado de gerir o desastre de 1986 e Valery Legasov, cientista vice-diretor do Instituto Kurchatov, a quem chamam para investigar o desastre do ponto de vista científico e perceber exactamente o que se passou.

Esta cena passa-se num intervalo do julgamento. Ambos estes homens estão perto de morrer em consequência de terem andado na Central Nuclear, logo após o desastre, um a investigar e evitar novas explosões nucleares, o outro a gerir todas as acções. Valery estás prestes a dizer no julgamento que apesar do chefe da Central ser de uma incompetência grosseira (mais um promovido por ser amigo de alguém do partido) e apesar das suas acções terem posto a Central numa situação de ser impossível evitar o desastre, o que fez explodir o núcleo foram os materiais usados em vários dispositivos da Central não serem adequados para reactores nucleares e terem sido escolhidos pelo Estado para poupar dinheiro e que as autoridades sabiam muito bem o perigo e mentiram.

Nesta conversa, Shcherbina diz a Valery que acreditou na autoridade soviética quando lhe disseram para ir gerir o desastre que não era muito grave, porque o tinham escolhido a ele. Quer dizer, ele pensou que se fosse grave não o tinham escolhido a ele, ou seja, pensou que valorizavam a sua pessoa. Penso que é a frase mais significativa de toda a série porque resume a Rússia desde que Lenine entrou naquele país: zero respeito pela vida humana. Todos são sacrificáveis para os canibais se manterem no poder.

Considere-se como estaria o mundo se a Rússia já tivesse perdido a guerra com a Ucrânia há um par de anos. O Irão estaria sem suporte (e vice-versa), Trump não teria hostilizado os aliados para fazer parcerias com a Rússia.

April 26, 2026

Tristes aniversários: o desastre de Chernobyl faz hoje 40 anos

 

Mais triste ainda: mísseis russos de origem iraniana voam regularmente sobre Chernobyl e um deles já lá caiu no ano passado.

Não vai ser fácil recrutar militares na Europa em grandes números

 

E não é só na Alemanha. Inquéritos em vários países europeus mostraram que os jovens não só não estão interessados em defender a pátria, como a própria noção de pátria está muito esboroada. Num dos inquéritos que vi um alemão dizia que mais depressa aceitava viver sob o domínio russo em paz do que ter de ir para a guerra sob domínio do seu próprio país.

Tirando Portugal que escapou aos horrores da Segunda Grande Guerra, os outros países construíram-se sob a ideia de uma sociedade em paz e pacífica para com os outros. A UE também se construiu com essa ideia 

Esqueceram todos que vivermos em paz não depende só de nós mas daqueles que nos rodeiam quererem deixar-nos em paz - sendo a invasão da Ucrânia pela Rússia o exemplo mais perfeito dessa falha de ponderação.

Da mesma maneira que a direita extrema causou prejuízo aos povos da Europa com as suas ideias de fascismo e guerra total, a  ascensão de governos desta nova esquerda extremista com as suas ideias de reduzir toda a história europeia ao mal radical, teve como efeito grandes massas de população desprezarem os valores europeus e não terem interesse em defendê-los.

Ao fascismo e extremismo da direita responderam com o da esquerda. Ao ponto de glorificarem Putin e toda a sua agressão e violência - Varoufakis sendo o paradigma desta nova esquerda extremista e defensora de fascismos.


Porque é que a Alemanha só agora acordou para a questão da defesa



KATJA HOYER

West German Chancellor Konrad Adenauer visiting for the first time the newly established Bundeswehr, January 1956. Img: Bundesarchiv, Bild 146-1998-006-34 / Wolf, Helmut J. / CC-BY-SA 3.0


Aconteceu algo notável esta semana: a Alemanha lançou a sua primeira estratégia militar desde a Segunda Guerra Mundial. A Bundeswehr, como é conhecido o exército alemão do pós-guerra, definiu quem é o seu principal adversário (a Rússia) e o que precisa de fazer para lhe fazer frente (construir o maior exército convencional da Europa). Isto é tão novo e ambicioso que não será exagero chamar-lhe “histórico”.

Há que em diga que ambos os Estados alemães do pós-guerra tiveram, em tempos, exércitos consideráveis e conscrição durante a Guerra Fria, e que os actuais esforços de rearmamento são uma restauração desse estatuto e não algo novo, mas não concordo. O que estamos a ver agora é fundamentalmente diferente em três aspectos-chave:

A) Nenhuma das Alemanhas do pós-guerra teve de pensar estrategicamente.
B) Não se esperava que as suas forças fossem destacadas, de forma séria, para grandes missões de combate.
C) Tendo perdido duas guerras mundiais e permanecendo profundamente marcadas pelos crimes associados à segunda, nem a Alemanha de Leste nem a de Oeste desenvolveram um ethos militar que celebrasse o serviço militar como acontece noutros países, incluindo os EUA, o Reino Unido, a França e a Rússia. Por razões históricas compreensíveis, a cultura alemã do pós-guerra tem sido cautelosa em relação a tudo o que é militar e até à própria ideia de patriotismo.

O actual esforço nacional de rearmamento — que prevê a criação de uma grande força militar de 460 000 pessoas, incluindo 200 000 reservistas, tudo isto baseado na primeira estratégia pós-guerra alguma vez concebida em Berlim — é totalmente novo. 

Para ter sucesso, exigirá uma revisão e reforma cuidadosas das atitudes estabelecidas em relação à guerra, ao serviço militar e ao país. Vale a pena examinar como os alemães se rearmaram após a Segunda Guerra Mundial para compreender as raízes da Bundeswehr actual.

Quando a Alemanha nazi perdeu a guerra em maio de 1945, o seu exército, a Wehrmacht, rendeu-se incondicionalmente e foi dissolvido pelos Aliados pouco depois. Na verdade, a desmilitarização foi um dos poucos princípios sobre o futuro da Alemanha em que todos concordaram.

Colourised image of Wehrmacht soldiers surrending in Bohemia, 1945. Img: Johannes Dorn - Collection Peter, CC BY-SA 4.0.

Isto significa que, quando a Alemanha de Leste e a Alemanha de Oeste foram criadas em 1949, não tinham forças militares próprias. Ambas acolhiam tropas dos países que continuavam a ocupá-las. Provavelmente teria permanecido assim durante mais tempo não fosse o surgimento da Guerra Fria, que levou sobretudo os EUA a reconsiderar a situação. Washington precisava da Alemanha Ocidental para reforçar a linha da frente europeia contra o comunismo.

Já em 1951, a Alemanha Ocidental começou a criar unidades policiais paramilitares para ajudar a guardar a fronteira inter-alemã (a longa linha no meio do país; o Muro de Berlim só seria construído uma década depois). 

Planos vagos de rearmamento estavam em curso desde 1947/48, mas este desenvolvimento específico resultou de um novo sentido de urgência provocado pela Guerra da Coreia, que prendeu os EUA e os confrontou com a expansão comunista por meios militares. Precisavam dos alemães ocidentais para manter a linha na Europa.

Independentemente das necessidades práticas, é surpreendente, em retrospectiva, a forma como este processo decorreu. No outono de 1950, teve lugar uma reunião na Abadia de Himmerod, onde antigos oficiais da Wehrmacht, encarregados pelo chanceler Konrad Adenauer, delinearam opções para o rearmamento.

O memorando resultante propunha um exército de cerca de 500 000 homens — mais do que os planos actuais, apesar de uma população menor. Defendia também que a única forma de construir um novo exército alemão seria reabilitar o antigo, garantindo continuidade de pessoal e tradições. “As nações ocidentais”, exigiu o presidente da reunião, “devem tomar medidas públicas contra a ‘caracterização prejudicial’ dos antigos soldados alemães”.

Em janeiro de 1951, Dwight D. Eisenhower fez precisamente isso, afirmando que existia uma diferença real entre o soldado alemão e Hitler. Isto ajudou a criar o mito da “Wehrmacht limpa”, conceito que viria a ser contestado nos anos 1990 e 2000, quando uma famosa exposição da Wehrmacht, dividida em duas partes, a contestou ao centrar-se nos crimes cometidos pelas forças armadas regulares durante a guerra.

Nos anos 1950, esse mito abriu caminho ao rearmamento — mas com uma condição: a Alemanha não tomaria decisões estratégicas de forma autónoma. A integração europeia avançava e, em 1955, a Alemanha Ocidental aderiu à NATO. Isto aconteceu no início de Maio, ou seja, quase no mesmo dia, 10 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Ficou decidido: haveria uma nova força militar alemã — a Bundeswehr, fundada oficialmente a 12 de novembro de 1955. Mas isso viria a ser contido pelas decisões dos Aliados, sobretudo pelas dos EUA. Os planos de Adenauer para desenvolver armas nucleares para a Alemanha Ocidental foram também imediatamente abortados.

A Alemanha Oriental respondeu a este processo criando as suas próprias forças armadas, o Exército Popular Nacional, começando com unidades da polícia militar em 1952 e culminando na formação oficial do NVA a 18 de janeiro de 1956. Dez dias depois, aderiu à contraparte comunista da NATO, a Organização do Tratado de Varsóvia, frequentemente referida como o «Pacto de Varsóvia». Tanto a Bundeswehr como a NVA introduziram o serviço militar obrigatório para os homens e ambas receberam proporções comparativamente elevadas do PIB.

Em geral, os jovens (e, no caso da RDA, também as mulheres) que escolheram o serviço militar como carreira fizeram-no porque apreciavam a estabilidade e o espírito de camaradagem desse tipo de vida. Aqueles que foram obrigados a cumpri-lo durante algum tempo (especialmente no Leste, onde não havia alternativa civil ao serviço militar, ao contrário do que acontecia no Ocidente), muitas vezes ressentiam-se com a experiência. Mas ambos os grupos podiam contar com a possibilidade de evitar o combate activo.

Um exemplo que ilustra este ponto é a repressão da Primavera de Praga, um movimento de reforma na Checoslováquia sob a liderança do político eslovaco Alexander Dubček. Quando, na madrugada de 20 de Agosto de 1968, uma força de invasão de 500 000 soldados do Pacto de Varsóvia ameaçou esmagar qualquer resistência no país da Europa Oriental, as forças da NVA da RDA estavam entre as unidades de apoio. O líder da Alemanha Oriental, Walter Ulbricht, queria enviá-las em força para provar o valor do seu país aos soviéticos, mas mesmo eles foram cautelosos em não enviar soldados alemães para a Europa Oriental apenas uma geração após a Segunda Guerra Mundial. As tropas da NVA nunca chegaram a atravessar a fronteira para a Checoslováquia, embora estivessem a ajudar o comando soviético. Foi uma decisão tomada em Moscovo e não em Berlim, essa de não enviar tropas da NVA para combate aberto.

As implicações práticas e as relações eram diferentes, mas o princípio de seguir a grande estratégia definida pelos aliados era semelhante na Alemanha Ocidental. Após a reunificação, a Alemanha também não elaborou o seu próprio documento estratégico. 

Após a invasão russa em grande escala da Ucrânia, o então chanceler Olaf Scholz continuou a salientar que o seu país «não agiria sozinho» no que dizia respeito ao apoio à Ucrânia, mas aguardaria orientações dos EUA. Scholz também salientou que a Alemanha nunca seria uma «parte» nessa guerra.

Esses princípios fundadores do rearmamento alemão após a Segunda Guerra Mundial estão agora a mudar:

A) Ao desenvolver a sua própria estratégia militar abrangente, a Alemanha está a começar a pensar estrategicamente - pela primeira vez desde 1945.

B) O ministro da Defesa, Boris Pistorius, afirmou que quer que a Alemanha seja «kriegstüchtig» ou «pronta para a guerra», esperando claramente que os soldados estejam prontos para serem destacados.

C) Existem tentativas em pequena escala para valorizar mais o serviço militar, por exemplo, com o primeiro Dia dos Veteranos da Alemanha, celebrado no ano passado.

Esta é uma mudança enorme por inúmeras razões e terá de ser cuidadosamente ponderada e gerida. O lançamento da nova estratégia militar deveria, sem dúvida, ser uma notícia muito mais importante do que é, tendo em conta as vastas transformações culturais, políticas, económicas e sociais que terão de a sustentar.

Não há uma forma fácil de resolver este dilema. A Alemanha terá de encontrar um equilíbrio muito delicado ao tentar conciliar a necessidade de força militar com uma relutância profundamente enraizada em permitir que o militarismo volte a ganhar força.

“Acordem”

 


A UE enfrenta ‘momento único’ para crescer em respeito - Macron em Atenas, numa conversa pública com o primeiro-ministro grego

A UE prepara um “manual” de defesa depois de “nada ter sido feito” durante uma década…

Os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia decidiram na sexta-feira exigir a criação de um “manual” de defesa na cimeira do Conselho Europeu realizada em Nicósia, perante dúvidas quanto ao compromisso dos EUA com a aliança militar da NATO.

As preocupações com as críticas do Presidente Donald Trump à NATO por não apoiar a guerra com o Irão, bem como as suas ameaças no início deste ano de tomar a Gronelândia à aliada Dinamarca, aumentaram a urgência de definir as disposições de assistência mútua da UE.

O Presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, afirmou que os líderes da UE concordaram, na cimeira em Nicósia, que era altura de desenvolver o pacto previsto no Artigo 42.º, n.º 7 do tratado fundamental do bloco.

O Artigo 42.º, n.º 7 do Tratado da União Europeia estabelece que “se um Estado-membro for vítima de agressão armada no seu território, os outros Estados-membros têm para com ele uma obrigação de ajuda e assistência por todos os meios ao seu alcance”.

Ao contrário do Artigo 5.º da NATO — considerado a pedra angular da segurança europeia — a cláusula de assistência mútua da UE não é apoiada por planos operacionais detalhados nem por estruturas militares.

O Artigo 42.º, n.º 7 foi activado apenas uma vez, pela França, após ataques islamistas terem morto 130 pessoas em Paris, em 2015. Outros Estados-membros da UE contribuíram então para missões militares internacionais, permitindo à França reposicionar tropas no seu território.

Embora o Serviço Europeu para a Ação Externa tenha publicado, em 2022, um documento de “lições aprendidas” com o objectivo de reforçar e formalizar a infraestrutura de defesa mútua da UE, fontes do governo cipriota lamentaram que “nada tenha sido feito” na década desde a única ativação da cláusula.

Macron: “Acordem”…

Com os líderes dos EUA, da Rússia e da China todos “contra” a Europa, o continente enfrenta um “momento único” em que precisa de “ganhar confiança” para ser respeitado, afirmou Macron perante uma audiência em Atenas, numa discussão sobre a Europa ao lado do primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis.

“Não devemos subestimar que este é um momento único em que um presidente dos EUA, um presidente russo e um presidente chinês estão claramente contra os europeus. Este é o momento certo para nós. Acordem”, disse Macron.

Mitsotakis: “Precisamos de assumir mais responsabilidade na defesa”

Numa discussão abrangente, ambos os líderes sublinharam a necessidade de a União Europeia desenvolver a sua capacidade estratégica para garantir a prosperidade e segurança do bloco de 27 países.

Reconhecendo preocupações quanto à capacidade da UE de reagir a “placas geotectónicas em mudança”, Mitsotakis afirmou que a União deve reforçar a sua economia estratégica, destacando o acordo de defesa entre Grécia e França.

“Precisamos de assumir mais responsabilidade na defesa, aumentando o investimento e fazendo-o à escala”, afirmou.

Mitsotakis reiterou a posição de longa data de Atenas sobre a necessidade de activar de forma mais eficaz o Artigo 42.º, n.º 7 do Tratado da União Europeia.

Acrescentou que a UE deve levar mais a sério a cláusula de assistência mútua, tal como a Grécia fez ao apoiar recentemente o Chipre após este ter sido alvo de ataques com mísseis durante o conflito no Médio Oriente.

O apoio ao Chipre por vários países europeus, incluindo a Grécia, “marcou a primeira prova tangível de que a Europa pode defender os seus Estados-membros mesmo sem o envolvimento directo de terceiros”.

O apoio da Grécia ao Chipre foi “uma declaração política de que não dependemos apenas da NATO”, afirmou.

Perante aplausos, o presidente francês declarou que a ajuda da França pode ser tida como garantida caso a Grécia enfrente uma ameaça revisionista por parte da Turquia:

“Estaremos aqui. A aliança franco-grega — é isto”, concluiu.

South East Med Energy & Defense

'Os Jogos da Fome' tornados reais

 

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) acaba de adjudicar à Palantir um contrato de 300 milhões de dólares, sem concurso público, para consolidar os dados agrícolas americanos numa única plataforma. 

O acordo, baseado numa iniciativa denominada «Um Agricultor, Um Ficheiro», proporcionará à Palentir um perfil digital unificado de todos os agricultores do país, das suas terras, dos seus subsídios e das suas cadeias de abastecimento, tudo isto através da mesma plataforma Foundry que já sustenta as deportações do ICE e a identificação de alvos militares.

Desde que Trump assumiu o cargo, os contratos federais da Palantir «quase-duplicaram», abrangendo a Defesa, a Segurança Interna, o ICE, o Tesouro, a Justiça, o HHS e, agora, o USDA.   

O USDA é apenas a mais recente porta a abrir-se, e esta conduz diretamente ao abastecimento alimentar.   

A empresa por trás de tudo isto foi co-fundada por Peter Thiel, o bilionário assustador, um homem cujo biógrafo descreveu as suas ideias políticas como essencialmente um anseio por um ditador, que lançou a Palantir com «capital inicial da CIA», financiou a candidatura de JD Vance ao Senado com 15 milhões de dólares e escreveu uma vez que a democracia está em declínio desde que o sufrágio feminino tornou a «democracia capitalista» um oxímoro.   

A gerir as operações do dia-a-dia está o CEO Alex Karp, que afirmou aos investidores que a empresa existe para «assustar os inimigos e, ocasionalmente, matá-los», advertiu o público de que «algumas pessoas vão ter a cabeça decepada» e fantasiou com a ideia de aspergir analistas de Wall Street com urina misturada com fentanil.

Ex-funcionários condenaram publicamente a sua retórica cada vez mais violenta, e um manifesto que a empresa publicou recentemente online foi descrito por todo o espectro político como caricaturalmente fascista. 
 
Portanto, quando a administração Trump atribui a esta empresa em particular um contrato sem concurso público relativo à infraestrutura agrícola americana, isso não é um pormenor.

Colocar a arquitetura de vigilância do Estado de segurança americano a cargo do abastecimento alimentar, sem qualquer concurso público e com um debate público mínimo, deveria preocupar muito mais pessoas do que preocupa actualmente!  

earthchangesandcomingpoleshift (Threads)

Também na China andam a desaparecer investigadores de ponta

 

Uma série de mortes e desaparecimentos inexplicáveis entre cientistas de elite americanos que levou a uma investigação do FBI e reportagens da Newsweek, revelam agora que a China enfrenta o seu próprio conjunto de, pelo menos, nove mortes misteriosas nas áreas da inteligência artificial (IA) militar, armas hipersónicas e defesa espacial.

O total combinado de cerca de 20 investigadores, 11 nos Estados Unidos e nove na China, levanta questões sobre se o seu trabalho será o fio condutor.

O padrão sugere esforços direcionados para travar programas rivais através da eliminação de inovadores-chave em tecnologias militares avançadas.

UK Times


Que países sabemos serem capazes de levar a cabo este tipo de iniciativas criminosas?


Bom dia

 


April 25, 2026

A produção ocidental continua presa ao modo de tempo de paz?

 

Quem são as pessoas responsáveis pela nossa defesa que não percebem que não há defesa sem armas eficazes e adequadas aos tempos?

 Volodymyr Zelenskyy fez um balanço na cimeira da UE:  
Os EUA 🇺🇲 produzem cerca de 60 a 65 mísseis interceptores PAC-3 por mês. O que parece muito no papel, ele descreve como «nada». A razão reside na extrema intensidade dos conflitos modernos.
Uma análise das recentes escaladas no Médio Oriente ilustra o problema: lá, foi consumida em apenas 24 horas uma quantidade de mísseis que a indústria levaria dois anos inteiros a produzir. 
Esta discrepância entre a capacidade industrial e a procura real é o maior perigo para a Ucrânia.
A mensagem de Zelenskyy é clara: a produção ocidental 
continua presa ao modo de tempo de paz.
Se a Europa 🇪🇺 e os EUA não aumentarem de forma massiva e imediata as suas capacidades, a defesa aérea tornar-se-á uma questão de pura sorte assim que os stocks se esgotarem. Uma constatação da realidade que dá que pensar, mas que é alarmante, para os chefes de Estado presentes.

A única coisa que evolui na campanha russa é o número de mortos

 

ONU - Isto não podia ser inventado


E só acontece porque Guterres exerce o cargo como um mestre de cerimónias em vez de defender a Carta dos Direitos Humanos e dos Direitos das Nações que é a razão de ser das Nações Unidas.

 

Quanto mais os EUA se tornam e aliam a ditadores mais a Europa deve fortalecer a democracia

 


Trump quer trazer de volta aos EUA os pelotões de fuzilamento e a cadeira eléctrica porque são métodos visualmente brutais, logo de atemorização. Quer ser temido como Putin e Xi. Quer ter a sua clique de ladrões rodeada de armaduras impenetráveis. Quanto mais os EUA se afastam da democracia para se aproximar das sociedades militarizadas da Rússia e China mais a Europa deve reforçar a sua determinação humanista e a sua recusa de todas as ideologias fascistas: os extremistas e radicais da política, da religião e da misoginia. Devemos querer que o avanço da tecnologia esteja ao serviço da nossa defesa e direitos humanos e não da ameaça a outros. 

Gostei do discurso de Seguro

 

Um discurso sobre a liberdade, a manutenção da liberdade, os cuidados a ter para não retroceder nas liberdades, individuais e comuns.