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May 01, 2026

A russificação dos EUA



Hoje, G. Elliott Morris, do Strength in Numbers, assinalou que Trump atingiu um novo mínimo tanto no desempenho global do seu cargo como na forma como gere a economia, com -22,2 e -40,3, respetivamente. 

Esses números reflectem a percentagem de pessoas que aprovam a sua actuação numa determinada área menos as que a desaprovam. De facto, Morris observou que a taxa de aprovação de Trump na economia é tão baixa que “literalmente rebentou a escala deste gráfico no meu portal de dados”.

Na terça-feira, Morris explicou no Strength in Numbers que, embora os republicanos tenham argumentado recentemente que precisam apenas de mobilizar eleitores para vencer as eleições intercalares, a afluência às urnas não é o seu problema. O verdadeiro problema é que os eleitores não gostam do que Trump está a fazer.

Um símbolo evidente da presidência de Trump é a sua decisão unilateral de demolir a Ala Este da Casa Branca e substituí-la por um gigantesco salão de baile. Uma nova sondagem do Washington Post–ABC News–Ipsos, divulgada hoje, mostra que os americanos se opõem ao salão de baile por uma margem de cerca de dois para um. Cinquenta e seis por cento dos americanos opõem-se, enquanto apenas 28% o apoiam. Entre os que se opõem, 47% fazem-no de forma veemente.

Dan Diamond e Scott Clement, do Washington Post, assinalam que as pessoas também não gostam do arco triunfal proposto por Trump — 52% contra, face a 21% a favor — nem da ideia de colocar a assinatura de Trump no papel-moeda. Sessenta e oito por cento dos americanos opõem-se a esse plano, enquanto apenas 12% o apoiam. Até entre os republicanos há oposição, por 40% contra 28%.

E depois há a guerra de Trump contra o Irão. Uma sondagem recente da Reuters/Ipsos mostra que apenas 34% dos americanos aprovam os ataques ao Irão, enquanto 61% se opõem. 

Os preços da gasolina continuam a subir, com o petróleo Brent a ultrapassar hoje brevemente os 114 dólares por barril — o valor mais alto desde junho de 2022, pouco depois de a Rússia ter lançado o seu ataque à Ucrânia. O senador Angus King (I-ME) referiu hoje na CNN que estes preços mais elevados estão actualmente a custar aos consumidores americanos cerca de 700 milhões de dólares por dia.

No seu Substack de hoje, o economista Paul Krugman observou que o acrónimo “TACO” (“Trump Always Chickens Out”, ou seja, “Trump acobarda-se sempre”) foi substituído por “NACHO”: “Not A Chance Hormuz Opens” (“Não há hipótese de Ormuz reabrir”). Krugman explica que é improvável que o Irão reabra o Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial antes de Israel e os EUA iniciarem ataques aéreos contra o Irão a 28 de fevereiro de 2026, até que “os danos económicos provocados pelo seu encerramento se tornem muito mais graves”.

Trump mantém um bloqueio norte-americano aos portos iranianos, e o Irão afirma que não reabrirá o estreito até que esse bloqueio ao transporte marítimo iraniano seja levantado. Krugman nota que o ego de Trump não lhe permitirá “encarar a realidade de que ele, mais ou menos sozinho, conduziu a América à maior derrota estratégica da sua história”.

Assim, ilude-se pensando que pode extrair concessões do Irão, embora não tenha sido claro quanto a quais seriam. Por seu lado, observa Krugman, as autoridades iranianas não têm incentivo para chegar a acordo, tanto porque a pressão sobre o petróleo prejudica os EUA e, portanto, Trump, como porque não têm razões para acreditar que Trump cumpriria qualquer acordo. Ele tem o hábito de quebrar acordos.

“A questão agora”, escreveu Krugman, é “quanta destruição terão de suportar o mundo e a América antes de Trump estar disposto a aceitar a realidade?”

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, testemunhou ontem perante a Comissão das Forças Armadas da Câmara dos Representantes e hoje perante a Comissão das Forças Armadas do Senado sobre o pedido de Trump de um orçamento de defesa de 1,5 triliões de dólares (medida americana) e sobre a guerra com o Irão. Foi a primeira vez que um membro da administração compareceu numa audição pública desde o início da guerra e os legisladores tinham muito a dizer. O senador Jack Reed, de Rhode Island, o democrata mais graduado na comissão, resumiu a situação:
“Há sessenta e um dias o Presidente Trump iniciou unilateralmente a guerra no Irão. Não tinha uma estratégia coerente. Recusou apresentar o caso ao povo americano ou consultar o Congresso. Não apresentou qualquer prova de uma ameaça imediata e ignorou os conselhos de especialistas militares e de inteligência que o alertaram para as consequências. Hoje, o nosso país encontra-se numa posição estratégica pior. O Estreito de Ormuz estava aberto. Agora está fechado. Treze militares perderam tragicamente a vida e mais de 400 ficaram feridos. Perdemos dezenas de aeronaves, sofremos danos significativos nas nossas bases na região e consumimos uma quantidade alarmante do nosso arsenal de mísseis. O moral e a prontidão das forças, especialmente entre unidades e navios sobrecarregados, como o porta-aviões USS Gerald R. Ford, foram afetados. Os preços da gasolina e dos fertilizantes dispararam em todo o mundo. As famílias americanas estão a suportar o custo de uma guerra com a qual nada queriam ter a ver e da qual nada ganharam.”
Amanhã assinalam-se 60 dias desde que Trump informou o Congresso de que tinha iniciado ações militares contra o Irão. Ao abrigo da Lei dos Poderes de Guerra de 1973, após 60 dias o presidente tem de pôr fim às hostilidades ou obter aprovação do Congresso. No seu testemunho de hoje, Hegseth tentou argumentar que o prazo de 60 dias é suspenso durante um cessar-fogo, apenas para o senador Tim Kaine (D-VA) assinalar que a lei não diz isso.

Ainda assim, hoje os republicanos no Senado bloquearam outra medida democrata — a sexta, apresentada pelo senador Adam Schiff (D-CA) — para obrigar Trump a pôr fim à guerra com o Irão. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson (R-LA), disse a jornalistas da NBC News que o Congresso não precisa de interferir nas ações de Trump no Irão porque os EUA não estão atualmente “em guerra”.

E depois há a corrupção. 

Na semana passada, surgiu a notícia de que uma start-up apoiada por Eric, filho do Presidente Trump, ganhou um contrato de 24 milhões de dólares do Pentágono. Hoje soube-se que a Força Aérea dos EUA concordou em comprar um número não divulgado de drones a uma empresa apoiada pelos filhos de Trump.

E depois há a incompetência. 

Hoje, após uma paralisação de 76 dias, os republicanos na Câmara dos Representantes aprovaram finalmente uma medida do Senado para financiar o Departamento de Segurança Interna, enquanto retinham verbas do ICE e da Alfândega e Protecção de Fronteiras. O Senado aprovou o diploma por unanimidade a 27 de março, mas, como correspondia ao que os democratas pretendiam, o presidente da Câmara recusou levá-lo a votação até hoje.

Perante a crescente impopularidade de Trump, os republicanos estão a mudar não as suas políticas impopulares, mas as regras eleitorais, aparentemente na esperança de manipular o sistema para vencer eleições independentemente da sua impopularidade.

Ontem, com praticamente nenhuma participação pública, o Senado da Florida aprovou um mapa eleitoral manipulado (gerrymandering) concebido para dar mais quatro lugares no Congresso aos republicanos, apesar de, há mais de dez anos, os eleitores terem aprovado uma alteração constitucional que proíbe esse tipo de manipulação partidária.

Também ontem, a decisão do Supremo Tribunal no caso Louisiana v. Callais abriu caminho para que os republicanos nos Estados do sul redesenhem os seus mapas eleitorais, transferindo entre 10 e 15 lugares dos democratas para os republicanos. Na decisão, os seis juízes nomeados por presidentes republicanos declararam que os que alegam discriminação racial no desenho dos distritos têm de provar que os legisladores agiram intencionalmente com base na raça e não no partidarismo — algo que o tribunal declarou estar fora do alcance dos tribunais federais.

A decisão significa que os Estados podem agora redesenhar distritos para reduzir o poder eleitoral das minorias, um grupo demográfico que tende a votar nos democratas.

O governador republicano do Louisiana, Jeff Landry, declarou imediatamente o estado de emergência, suspendendo as eleições primárias no Estado para poder redesenhar os distritos e garantir mais um ou dois lugares republicanos. Mais de 100 mil boletins de voto por correspondência já tinham sido enviados — alguns já foram devolvidos — e a votação deveria começar dentro de dias.

Os democratas já interpuseram uma ação judicial contra a tentativa do governador de travar uma eleição já em curso e exigem que esta prossiga. A acção sublinha, entre outros pontos, que a Constituição atribui às legislaturas estaduais, e não ao governador, a responsabilidade de definir “os tempos, locais e modo de realização das eleições para senadores e representantes”.

Legisladores no Tennessee, Mississippi e Alabama também estão a considerar redesenhar distritos na sequência da decisão Callais.

Os democratas responderam ao enfraquecimento da Lei do Direito de Voto pelo Supremo Tribunal e às manipulações eleitorais dominadas pelos republicanos que certamente se seguirão. Estados dominados por democratas estão a considerar as suas próprias manipulações para contrabalançar os republicanos, bem como nova legislação para proteger os direitos de voto das minorias.
“A decisão de hoje por esta maioria ilegítima do Supremo Tribunal constitui um golpe contra a Lei do Direito de Voto e foi concebida para minar a capacidade das comunidades de cor em todo o país de elegerem o candidato da sua escolha”, disse aos jornalistas na quarta-feira Hakeem Jeffries (D-NY), líder da minoria na Câmara. “Mas não estamos aqui para recuar. Estamos aqui para reagir.”
Trump, entretanto, quer ainda mais. A sua conta nas redes sociais publicou hoje: 
“Quanto abuso pode o Senado Republicano suportar por parte dos lunáticos da esquerda radical, sob a forma de senadores democratas, antes de EXPLODIR (TERMINAR!) O FILIBUSTER e aprovar medidas a um ritmo recorde, incluindo a Lei Save America, que seria impensável sem o fim do filibuster?? Sem o filibuster, [p]oderíamos aprovar uma lei atrás de outra. Poderíamos aprovar leis e medidas que nunca sequer sonhámos aprovar. E sabem mais uma coisa? Não perderíamos durante 50 anos.”
As próximas eleições estão claramente no pensamento de Trump. Hoje, numa intervenção na NewsMax, disse: 
“É um problema eu não estar no boletim de voto. E tenho de convencer — toda a gente diz que se eu estivesse no boletim ganharíamos por uma vitória esmagadora. Tenho os melhores, alguns dos melhores números nas sondagens que alguma vez tive.”
por Heather Cox Richardson

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O que estará a China a pensar perante tanta incompetência estratégica política, diplomática e militar dos EUA, dentro e fora das suas fronteiras, levada a cabo por uma administração infiltrada ao mais alto nível por criminosos do mais baixo nível? Esperança de que pode expandir-se sem oposição credível e eficaz?

April 26, 2026

“Acordem”

 


A UE enfrenta ‘momento único’ para crescer em respeito - Macron em Atenas, numa conversa pública com o primeiro-ministro grego

A UE prepara um “manual” de defesa depois de “nada ter sido feito” durante uma década…

Os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia decidiram na sexta-feira exigir a criação de um “manual” de defesa na cimeira do Conselho Europeu realizada em Nicósia, perante dúvidas quanto ao compromisso dos EUA com a aliança militar da NATO.

As preocupações com as críticas do Presidente Donald Trump à NATO por não apoiar a guerra com o Irão, bem como as suas ameaças no início deste ano de tomar a Gronelândia à aliada Dinamarca, aumentaram a urgência de definir as disposições de assistência mútua da UE.

O Presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, afirmou que os líderes da UE concordaram, na cimeira em Nicósia, que era altura de desenvolver o pacto previsto no Artigo 42.º, n.º 7 do tratado fundamental do bloco.

O Artigo 42.º, n.º 7 do Tratado da União Europeia estabelece que “se um Estado-membro for vítima de agressão armada no seu território, os outros Estados-membros têm para com ele uma obrigação de ajuda e assistência por todos os meios ao seu alcance”.

Ao contrário do Artigo 5.º da NATO — considerado a pedra angular da segurança europeia — a cláusula de assistência mútua da UE não é apoiada por planos operacionais detalhados nem por estruturas militares.

O Artigo 42.º, n.º 7 foi activado apenas uma vez, pela França, após ataques islamistas terem morto 130 pessoas em Paris, em 2015. Outros Estados-membros da UE contribuíram então para missões militares internacionais, permitindo à França reposicionar tropas no seu território.

Embora o Serviço Europeu para a Ação Externa tenha publicado, em 2022, um documento de “lições aprendidas” com o objectivo de reforçar e formalizar a infraestrutura de defesa mútua da UE, fontes do governo cipriota lamentaram que “nada tenha sido feito” na década desde a única ativação da cláusula.

Macron: “Acordem”…

Com os líderes dos EUA, da Rússia e da China todos “contra” a Europa, o continente enfrenta um “momento único” em que precisa de “ganhar confiança” para ser respeitado, afirmou Macron perante uma audiência em Atenas, numa discussão sobre a Europa ao lado do primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis.

“Não devemos subestimar que este é um momento único em que um presidente dos EUA, um presidente russo e um presidente chinês estão claramente contra os europeus. Este é o momento certo para nós. Acordem”, disse Macron.

Mitsotakis: “Precisamos de assumir mais responsabilidade na defesa”

Numa discussão abrangente, ambos os líderes sublinharam a necessidade de a União Europeia desenvolver a sua capacidade estratégica para garantir a prosperidade e segurança do bloco de 27 países.

Reconhecendo preocupações quanto à capacidade da UE de reagir a “placas geotectónicas em mudança”, Mitsotakis afirmou que a União deve reforçar a sua economia estratégica, destacando o acordo de defesa entre Grécia e França.

“Precisamos de assumir mais responsabilidade na defesa, aumentando o investimento e fazendo-o à escala”, afirmou.

Mitsotakis reiterou a posição de longa data de Atenas sobre a necessidade de activar de forma mais eficaz o Artigo 42.º, n.º 7 do Tratado da União Europeia.

Acrescentou que a UE deve levar mais a sério a cláusula de assistência mútua, tal como a Grécia fez ao apoiar recentemente o Chipre após este ter sido alvo de ataques com mísseis durante o conflito no Médio Oriente.

O apoio ao Chipre por vários países europeus, incluindo a Grécia, “marcou a primeira prova tangível de que a Europa pode defender os seus Estados-membros mesmo sem o envolvimento directo de terceiros”.

O apoio da Grécia ao Chipre foi “uma declaração política de que não dependemos apenas da NATO”, afirmou.

Perante aplausos, o presidente francês declarou que a ajuda da França pode ser tida como garantida caso a Grécia enfrente uma ameaça revisionista por parte da Turquia:

“Estaremos aqui. A aliança franco-grega — é isto”, concluiu.

South East Med Energy & Defense

February 11, 2026

E não só

 

Se Biden não tivesse deixado que a guerra se prolongasse a China não tinha entrado nela, mas como viu que os americanos toleravam Putin implicitamente, ganhou coragem.

January 19, 2026

O mundo da espionagem está muito sofisticado

 


Intermarium 24

🇵🇱🚫🇨🇳 A Polónia está a trabalhar para proibir a entrada de carros particulares fabricados na China em bases militares. A decisão baseia-se em análises que alertam que câmaras, sensores e LiDARs a bordo podem criar mapas tridimensionais das bases e rastrear os movimentos das tropas.

November 02, 2025

A fronteira da China com a Alemanha

 


 

October 27, 2025

Os países ricos são todos iguais

 

Sigo o canal deste indivíduo porque é muito informativo relativamente à vida na China, mas de vez em quando dá-lha para a propaganda típica dos países ricos: nós somos os melhores blá, blá, blá. Aqui, ele começa muito bem a contar uma história de eficiência em Shenzhen mas depois não resiste a dizer que na China só se sobe na vida sendo eficiente e servindo bem o público ao contrário dos que acontece nos EUA onde se progride com dinheiro para comprar os postos. Portanto, na China não há corrupção, é tudo mérito e a união do povo é real e tal... LOL Há uns anos li um livro de um holandês que andou aqui por Portugal na altura em que estávamos ricos com o ouro do Brasil e ele descreve-nos como uns idiotas arrogantes que pensam que têm dinheiro porque são melhores que os outros. Os países ricos são todos iguais. 

October 20, 2025

A Europa precisa das suas próprias plataformas de redes sociais

 

Subestimado, mas urgente:

A Europa precisa das suas próprias plataformas de redes sociais e de uma melhor regulamentação das já existentes. Esta não é apenas uma questão tecnológica. É estratégica e existencial.Não podemos falar de autonomia estratégica sem incluir as redes sociais.

Os inimigos da Europa e os seus aliados utilizam estas plataformas para nos dividir e enfraquecer. Eles detêm quase o monopólio sobre o que utilizamos, e nós mal reagimos.

A RT foi banida na Europa por ser propaganda estatal russa. Então, por que achamos que o TikTok e o X são seguros?

A China proíbe as nossas plataformas, mas espera que permitamos o TikTok, que prejudica os nossos jovens e inunda as nossas eleições com desinformação. Elon Musk faz o mesmo com o X. Ele quer influenciar as nossas eleições e apoia abertamente a extrema direita.

A Europa precisa de plataformas que sigam as suas leis e valores. As pessoas usariam essas plataformas, desde que sejam viáveis. Não podem ser pequenas aplicações sem financiamento. Isso significa regulamentação, protecionismo e/ou investimento público. Fazemos isso com armas. As redes sociais também são estratégicas.

Uma melhor regulamentação não significa censura. Pode significar transparência em anúncios e algoritmos, verificações de identidade para limitar os bots e penalidades para plataformas que não protegem os utilizadores. Nenhuma dessas medidas é perfeita. Todas são melhores do que o que temos agora.

Ou agimos agora ou continuamos a ser peões nos jogos entre Trump, Putin e Xi.

@joni_askola

Uma das coisas que Putin conseguiu com esta guerra foi unir mais os europeus

 

Os serviços secretos holandeses estão a deixar de partilhar informações com os Estados Unidos e a trabalhar mais estreitamente com os seus parceiros europeus, afirmaram o diretor da AIVD, Erik Akerboom, e o diretor da MIVD, Peter Reesink, numa entrevista conjunta ao jornal Volkskrant.

A sua cautela em relação a Washington está relacionada com o que descrevem como a trajectória cada vez mais autocrática do presidente Trump, que demitiu altos funcionários por serem leais ao país e não a si e recorreu a processos judiciais para pressionar jornalistas, juízes e universidades.

Os diretores afirmaram que esta é a primeira vez que os eventos nos EUA moldam diretamente as relações dos serviços secretos holandeses com eles, marcando uma ruptura com décadas de estreita cooperação com a CIA e a NSA.

Ao mesmo tempo, a cooperação dentro da Europa aumentou. 

Akerboom disse que um grupo líder de serviços de inteligência do norte da Europa — incluindo os Países Baixos, Grã-Bretanha, Alemanha, os serviços escandinavos, França e Polónia — agora troca mais informações, incluindo dados brutos, impulsionado pela guerra da Rússia na Ucrânia.

Os directores também alertaram que a Rússia está por trás de dezenas de ataques cibernéticos bem-sucedidos na Holanda todos os anos, «em áreas onde causa perturbações reais», enquanto a China está a tornar-se uma ameaça digital ainda maior.

Akerboom alertou os viajantes holandeses na China sobre as chamadas operações de «acesso próximo», nas quais computadores portáteis e smartphones pertencentes a jornalistas, altos funcionários e especialistas técnicos são copiados fisicamente ou sem fios.

«As pessoas precisam realmente de estar cientes de que os seus dispositivos são vulneráveis», disse ele, acrescentando que mesmo os dados encriptados podem ser armazenados e posteriormente desencriptados usando inteligência artificial.

Ambos os chefes de inteligência disseram que a Holanda precisa de poderes mais amplos para agir mais rapidamente contra os ciberataques russos e chineses. «Queremos ser capazes de agir mais rapidamente quando vemos um ataque. O procedimento agora é muito demorado», disse Akerboom.


September 01, 2025

Acordar no planeta

 

Montanhas da cidade de Bayannur, no norte da China. ❄🌨


May 31, 2025

Putin consegue pôr o Presidente da China e o dos EUA a fazerem de seus moços de recados

 

Ou Putin é muito esperto ou os outros são muito burros. Vou mais pela segunda hipótese.


China says the United States is responsible for the war in Ukraine

@GlobeEyeNews


May 09, 2025

A China merece melhor

 

Por acaso pensava que Xi fosse uma pessoa diferente, quando chegou ao poder. A China sempre foi um país grande, não só em tamanho mas na cultura milenar. Teve aquele percalço do comunismo de Mao que tanto mal, sofrimento e devastação trouxe à China mas mesmo nessa altura, nunca foram expansionistas ou agressivos para fora. Um gigante não tem necessidade de mostrar a todos que é grande e pode perseguir os mais pequenos. Xi interrompeu a abertura da China ao mundo iniciada por Deng Xiaoping e fechou-se em alianças com países terroristas como a Rússia, com ambições expansionistas. Penso que é um passo em falso muito grande e a China, um país com uma história milenar, merecia melhor que um ditador. A China, nem é uma República, nem é do povo. 




May 08, 2025

A China precisa de um novo presidente

 

Alguém para um futuro de paz e de respeito pela ordem internacional. Não precisa de um apoiante do regresso ao passado colonialista da miséria e servidão alheia.


May 05, 2025

Não percebo nada de economia mas...

 


Sermos inundados de produtos chineses via Orban, que se alinha com russos e chineses contra a UE não me parece a melhor estratégia para a nossa economia... quando é que suspendem a Hungria das decisões europeias, do espaço Schengen, das votações sobre a Ucrânia, etc.? Orban está alinhado com o maior inimigo da UE. Não percebo. O que andam a fazer em Bruxelas? Passam dias, semanas, meses e anos e só falam, falam. Não percebo. 




April 17, 2025

Guiar na região dos vulcões Ulan Hada cobertos de neve

 


Hada em Ulanqab, China (Mongólia Interior) é uma cadeia de vulcões que se estende por quase mil quilómetros. Ainda nem chagámos ao fim da Primavera e já tenho saudades do Inverno.


April 01, 2025

Só não me parece que seja fraqueza mas sim cumplicidade intencional

 


Desde que os Estados Unidos mostraram fraqueza e vulnerabilidade em relação a Putin na Ucrânia... No espaço de uma ou duas semanas, a China lançou um exercício naval sem precedentes contra a nossa aliada Austrália, forçando o encerramento do tráfego aéreo civil perto de Sydney. Fez movimentos sem precedentes contra o Japão no Mar do Japão, contra o Vietname, na zona das Filipinas e nos estreitos de Taiwan. Eles vêem fraqueza - e a fraqueza convida à agressão.

Taiwan acaba de confirmar que 19 navios de guerra chineses, incluindo o grupo de porta-aviões Shandong, estão atualmente posicionados em torno da ilha.

February 25, 2025

A China, vendo que o terrorismo compensa, já está a imitar a Rússia

 


A China, vendo a Rússia ser continuamente recompensada pelo seu terrorismo global em constante expansão, está a copiar as tácticas russas de cortar os cabos de Internet das nações democráticas.

February 19, 2025

Aspectos a considerar

 


Os EUA só entraram na Segunda Guerra Mundial em 1941, após o ataque do Japão a Pearl Harbour. Antes disso já tinham tido navios afundados por alemães e não responderam. Franklin Roosevelt aproveitou para fazer um boost na indústria do armamento, o que os tirou da depressão económica e enquanto incentivava os britânicos a combater e lhes dava armas, ia prometendo que entraria na guerra, sem nenhum intenção de o fazer. Não é que os EUA não vissem a devastação que os países do eixo, liderados pela Alemanha estavam a fazer no mundo. Não é que não soubessem da perseguição e extermínio dos judeus. Sabiam de tudo mas preferiam que outros morressem pelas sua ideias enquanto faziam dinheiro com as armas. 

(Na prática, é o que os EUA têm estado a fazer com a Ucrânia: dão-lhes umas armas e algum dinheiro para que a Ucrânia destrua o seu maior inimigo não tendo os EUA que perder vidas e ainda por cima renovando o armamento - Trump é burro e ainda não percebeu)

Enfim, os EUA acabaram por entrar e, no fim da guerra, o domínio político, moral e económico que mantiveram sobre a Europa tornou-os o país mais poderoso do mundo. Trump queixa-se dos europeus dependerem muito dos EUA, o que é verdade, mas não sabe que foi essa dependência que tornaram os EUA no país que dominava o comércio mundial, o dólar sendo a moeda forte incontestável. 

Tudo isso mudou em poucos anos e agora o cenário é este que se vê neste mapa. E a tendência é para piorar, pois que Trump-Musk começaram o mandato a destruir os laços com os aliados.





December 08, 2024

Se a Europa não investe na ciência fundamental fica -ainda- mais para trás do que já está

 


Maria Leptin: em ciência, “quem investe mais, ganha mais” e a Europa ficou para trás

A presidente do Conselho Europeu de Investigação avisa que é necessário mais dinheiro para a ciência. Maria Leptin defende que a Europa não precisa de ser líder, mas tem de voltar ao grupo da frente.

Tiago Ramalho


O tom de Maria Leptin é optimista, apesar dos desafios que a ciência europeia tem pela frente. A presidente do Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla em inglês) quer mitigar a distância da Europa para o grupo da frente – onde estão China e Estados Unidos. A ciência europeia ficou para trás e agora a tarefa é mais difícil do que parece.

Entre as principais reivindicações, inclusive da presidente desta casa das bolsas milionárias que financiam quase mil projectos de ciência fundamental todos os anos, está a duplicação do financiamento do ERC e do próximo programa europeu para a ciência. Precisamente para que a Europa deixe de ser uma figura de segunda linha. “Por exemplo, das empresas de inteligência artificial, quantas estão na Europa? Praticamente nenhuma”, exemplifica Maria Leptin

O programa Horizonte Europa (destinado ao período 2021-2027) já vai a mais de meio e os 95 mil milhões de euros atribuídos ao actual programa-quadro parecem insuficientes. No novo programa de financiamento (o FP10), pretende-se o dobro do orçamento: cerca de 200 mil milhões de euros para o período 2028-2034. Esta duplicação tem sido defendida pelos relatórios sobre o futuro europeu publicados pelo antigo presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi (sobre competitividade) e pelo ex-ministro da Ciência português Manuel Heitor (sobre o futuro da ciência). Ou mesmo o relatório de Enrico Letta, do antigo primeiro-ministro italiano, que defendeu a criação da quinta liberdade do mercado único europeu: a investigação e inovação, para que a aplicação da ciência seja mais transversal a toda a União Europeia (UE).

No entanto, esta ambição de duplicação do orçamento para a investigação poderá sair gorada, sobretudo atendendo ao foco mais premente na despesa militar e de defesa, por exemplo. A duplicação do orçamento atribuído ao ERC – actualmente de cerca de 16 mil milhões – poderá ser mais fácil, dado que o salto é menor. Ainda assim, as respostas só chegarão em meados de 2025, quando for submetida a proposta legislativa para o FP10.

De passagem por Portugal para o primeiro evento ERC-Portugal, organizado na última semana pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), o optimismo de Maria Leptin sobre as verbas para o ERC contrastam com a sua preocupação face ao parco investimento dos governos nacionais.

Defendeu a duplicação do orçamento do ERC e do FP10. Ainda considera isto possível?
Porque não seria possível? Não é como se o ERC recebesse uma grande parte do orçamento global da UE. Algumas pessoas defenderam a duplicação de todo o orçamento da UE, a pensar na necessidade de a Europa crescer em conjunto e de fazer mais – se todo o orçamento da UE fosse duplicado, já seria muito dinheiro.

Tenho defendido ambas as coisas, duplicando o orçamento global do programa-quadro de investigação e inovação da UE – é uma quantia razoável de dinheiro. Ou duplicar apenas o orçamento do ERC, e não é muito. Acho que é claro que é possível, só é preciso vontade política para o fazer.

Vivemos um período em que muitos países têm feito cortes na ciência, como os Países Baixos, a França ou mesmo Portugal. Não vê isso como uma tendência?
O momento actual é difícil. E é claro que temos novos desafios. Para alguns países é a guerra, para outros é a energia. Não é um momento fácil, mas o que tento realçar, tal como fizeram outras pessoas, como Mario Draghi e Manuel Heitor, nos seus recentes relatórios, é que, numa altura em que enfrentamos desafios e problemas, reduzir o nosso potencial para encontrar novas soluções para estes problemas não é muito sensato. E novas soluções exigem novos conhecimentos. Adivinhe de onde vêm esses novos conhecimentos: da investigação fundamental. Simplesmente, não é um passo inteligente fazê-lo.

Compreendo perfeitamente a necessidade e o interesse dos países em gastar dinheiro na resolução de problemas mais próximos, mas também temos de pensar nos problemas que ainda não conhecemos e que nos atingirão dentro de dez anos. A melhor forma de nos prepararmos para um futuro incerto é dar aos nossos melhores investigadores a liberdade de seguirem a sua curiosidade científica e desbravarem novos caminhos.

Vê essa vontade política de que falava?
Sim, acho que sim. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o orçamento para a investigação fundamental precisa de ser duplicado e que o ERC precisa de ser reforçado

Mas vivemos numa democracia e numa democracia as pessoas têm opiniões diferentes – e isso é normal. Ou seja, nem todos terão exactamente o que querem, terá de haver um compromisso. Espero que os convincentes argumentos apresentados nos relatórios de Mario Draghi e de Manuel Heitor sejam ouvidos e compreendidos.

Não é como se nós, cientistas, quiséssemos mais dinheiro no bolso. De todo. Todos queremos ter mais dinheiro no bolso, mas esta é uma visão externa de pessoas [Mario Draghi e Manuel Heitor] que reconhecem que a investigação é a base para a riqueza, no sentido mais lato do termo.

Em discursos e entrevistas tem mencionado que a falta de financiamento é o motivo para a ciência europeia estar a ficar para trás, sobretudo na comparação com os nossos maiores concorrentes – China e Estados Unidos.
Em grandes temas políticos como este, é muito difícil saber se há uma relação de causa e efeito. No entanto, as correlações são notórias. Os Estados Unidos gastam cerca de 700 mil milhões de euros [em investigação], a China gasta 600 mil milhões de euros e a Europa gasta agora 400 mil milhões de euros.

E depois podemos ver o mesmo nas publicações científicas altamente citadas, que têm um peso importante na ciência. No caso dos Estados Unidos, podemos argumentar que sempre foi assim e que existe um cultura de longa data no financiamento da ciência. No caso da China, não é assim.

Há dez anos, a China estava extraordinariamente atrasada. Há 20 anos, praticamente não tinha peso, excepto em alguns campos de investigação onde eram fortes. Agora são relevantes em todos os campos emergentes porque investiram imenso dinheiro. E, na verdade, nós nem precisamos de ir tão longe como a China.

Existe pelo menos uma correlação muito, muito forte, que provavelmente até é uma relação de causa e efeito: quem investe mais, ganha mais.


E como vê a relação da Europa com estes países?
Ao nível dos cientistas é muito boa e espero que continue assim. Muitos dos nossos estudantes vão para os Estados Unidos, agora as idas para a China também estão a aumentar. Constroem-se relações em que ambos os lados confiam na relação – e é muito importante nutrir estas relações.

Consigo compreender perfeitamente a preocupação relativamente aos países que estão envolvidos em acções hostis e que, por exemplo, roubam a nossa propriedade intelectual. Sabemos que isso já aconteceu, seria ingénuo não olhar para isso.

Mas isso não acontece a todos os níveis e, portanto, afectar todas as áreas seria errado e imprudente. Especialmente tendo em consideração que, em algumas das tecnologias verdadeiramente de ponta, estes países estão à nossa frente. Perdemos mais se não cooperarmos.

O atraso da ciência europeia é só uma questão de investimento?
Agora está a perguntar sobre a inovação. Não sou eu que o digo: os relatórios que citei comentaram isso [a necessidade de promover a inovação na Europa]. Noutros contextos, por exemplo, Jean Tirole, economista vencedor do Nobel, também comentou o mesmo.

Muitas vezes as pessoas gostam de culpar os cientistas por não terem um espírito suficientemente empreendedor. Não é isso que vejo entre os nossos cientistas. Há muitos que adoram inventar coisas e aplicá-las para servir a humanidade. Portanto, essa é uma das acusações geralmente feitas.

Outra é que as universidades não fazem o suficiente para apoiar a transferência [da academia para a sociedade] e para colmatar o fosso entre a ciência e o mercado. Talvez essa seja uma componente importante, mas o que é perfeitamente claro nas pessoas que referi anteriormente (Mario Draghi, Enrico Letta, Manuel Heitor ou Jean Tirole) é a fragmentação da Europa.

Por exemplo, alguém inventou algo em Barcelona, como ​uma prova de conceito [uma demonstração inicial de um produto ou tecnologia] que vai para o mercado e tem todas as licenças. Agora querem encontrar um investidor que os ajude a abrir uma empresa para vender isso. Têm azar. O mercado para eles é Espanha, enquanto outro colega faz o mesmo nos Estados Unidos e o mercado são todos os Estados Unidos. E são também as grandes empresas, como as farmacêuticas: transferir [produtos e tecnologia] entre países é difícil.

É a isto que também devemos prestar atenção. Os governos nacionais têm de colocar o parque europeu comum à frente do seu próprio parque nacional nesta matéria.

Há uma meta, proposta pela Comissão Europeia, para que todos os Estados-membros atinjam os 3% do PIB investido em ciência até 2030. Será ainda possível atingi-la nestes cinco anos restantes?

Se me estiver a perguntar se é possível atingir os 3% em média [da EU], talvez possa ser um pouco optimista. Se me perguntar se cada país atingirá esta meta… Costuma-se dizer que o comportamento passado é a melhor previsão do comportamento futuro. E parece-me que alguns países não percebem o sentido de investir seriamente em ciência e inovação.

Não consigo compreender como não. Não consigo compreender como é que os governos não vêem que o processo tecnológico é absolutamente fulcral para a riqueza e a prosperidade. E este processo tecnológico depende do conhecimento técnico. Para isso é necessária formação e investigação dentro do seu próprio país. Mas parece que nem todos partilham esta perspectiva. E se não o fazem, provavelmente não investem.

Vejo ministros de muitos países a tentar convencer os seus governos e, por isso, normalmente os ministros da investigação concordam. Mas talvez tenham de lutar contra outros ministros [pelo financiamento].

A ciência não é um tema sexy para vender aos eleitores.
Como cientista, isso é difícil para mim entender isso.

A falta de políticas públicas baseadas em ciência tem sido estudada. Ainda há trabalho a fazer neste campo?
Há sempre mais trabalho a fazer. A certos níveis, penso que [a ciência] é ouvida. Por vezes, a ideologia está em primeiro lugar e a contribuição científica passa para segundo plano. Mas, em geral, tenho confiança de que a ciência é ouvida a nível político.

Também relaciona o facto de a ciência ser ouvida a nível político com a confiança que se tem na ciência? Houve um pico durante a covid-19, mas essa confiança tem caído.
Os cientistas ainda estão entre os profissionais em quem as pessoas mais confiam, ​​se atentar nos relatórios anuais [como os barómetros da UE].

O facto de as pessoas estarem tão disponíveis para ouvir as ditas “verdades” não científicas que não se baseiam em factos é preocupante. Embora seja compreensível, porque torna-se muito mais complicado pensar através de factos científicos.

Os cientistas, se forem bons, não dizem “esta é a verdade”. Dizem “tanto quanto sabemos” ou “isto é o que sabemos hoje”. O que significa que o amanhã pode parecer diferente. Mas isto é mais difícil de compreender para as pessoas do que uma verdade absoluta. Os cientistas têm de trabalhar arduamente para convencer o maior número de pessoas possível a entender como funciona o método científico.

Falou da necessidade de aumentar o investimento em ciência. Por que razão deve a Europa ser líder na ciência?
Não creio que seja esse o cerne da questão. Não se trata de ser líder em ciência, mas sim de estar na zona da frente quanto aos investigadores e à capacidade de trabalhar com a ciência que se desenvolve. Por exemplo, das empresas de inteligência artificial, quantas estão na Europa? Praticamente nenhuma.

Precisamos de dinheiro para lidar com os problemas que enfrentamos e que a nossa sociedade enfrenta. Os países precisam de riqueza e já dissemos centenas de vezes de onde ela surge: da investigação.

Podemos olhar para o ERC. Só financiamos investigação fundamental motivada pela curiosidade e isso tem realmente valido a pena. O trabalho dos bolseiros do ERC conduziu a inúmeras descobertas, muitas patentes e startups, e até a 14 Prémios Nobel durante estes primeiros 17 anos de existência.

Não se trata apenas de fazer descobertas, mas também de formar os recursos humanos que serão capazes de lidar com os desafios que vamos enfrentar no próximo ano, na próxima década e no próximo século. Não se trata de liderar a ciência, mas sim de estar na dianteira e não ficar para trás – e esta é uma enorme diferença.

Público

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