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June 05, 2026

Foi você que pediu um mundo não orientado pelos Direitos Humanos?

 


A China está a exportar o seu Estado de vigilância

por David Pierson e Berry Wang

Uma aldeia nas Ilhas Salomão tinha um problema: jovens homens, estimulados pelo consumo de noz de bétele e aguardente artesanal, estavam a causar distúrbios. Os habitantes pediram ajuda à polícia; os agentes que responderam eram chineses, integrando um acordo de segurança que o país tinha assinado com Pequim.

Os agentes propuseram uma solução: recolher impressões digitais e palmares de todos os residentes, juntamente com informações contendo os nomes, moradas e datas de nascimento de cada membro dos agregados familiares. 

O método fazia parte de um sistema de vigilância comunitária da era de Mao, recentemente reavivado sob a liderança do Presidente chinês Xi Jinping, que incentiva os vizinhos a vigiarem-se mutuamente e a denunciarem uns aos outros para identificar inimigos políticos.

A China passou décadas a aperfeiçoar um Estado de vigilância dentro das suas fronteiras. Agora está a exportar a sua ideologia de controlo estatal — e a tecnologia necessária para a impor.

A experiência Fengqiao

A China apresenta-se como um modelo de policiamento, apontando para a sua baixa taxa de criminalidade violenta. Mas o mesmo aparelho que mantém os cidadãos em segurança é também utilizado regularmente para esmagar a dissidência.

Os movimentos da população são monitorizados por uma rede de câmaras de vigilância, muitas delas equipadas com software de inteligência artificial capaz de reconhecer rostos e a forma como uma pessoa caminha. Milhões de uigures, o grupo étnico maioritariamente muçulmano do noroeste da China, foram sujeitos à recolha de dados biométricos — amostras de ADN, digitalizações da íris e registos de padrões vocais. A polícia visitou as casas de grupos minoritários para promover as políticas do Partido. As empresas são obrigadas a registar os seus funcionários em bases de dados policiais.

Xi designa este sistema por «experiência Fengqiao para uma nova era» — uma referência a uma localidade do leste da China que, durante a era de Mao, se tornou conhecida por incentivar os residentes a «reeducarem» os inimigos políticos. Xi pretende integrar o Partido e o seu aparelho de segurança de forma tão profunda na vida quotidiana que nenhum problema, por mais pequeno ou apolítico que seja, possa surgir.

Câmaras de vigilância em Zhujaijiao, nos arredores de Xangai.

Exportar o modelo

A proposta de Pequim tem atraído muitos Estados autoritários e democracias frágeis em África, no Sudeste Asiático e na Ásia Central, cujos líderes acolheram favoravelmente a oportunidade de utilizar a assistência chinesa para consolidar o seu poder: desde 2000, a China realizou quase 900 sessões de formação policial para pelo menos 138 países, segundo a Carnegie Endowment for International Peace.

Inseriu agentes seus em forças policiais da República Centro-Africana, de Vanuatu e de Kiribati. Forneceu milhares de câmaras de vigilância ao Equador em 2011, permitindo à agência nacional de informações do país monitorizar melhor os opositores políticos.

Em 2016, treinou uma unidade da polícia sul-africana que viria mais tarde a ser utilizada para intimidar e assassinar rivais políticos do então Presidente Jacob Zuma, segundo o Africa Center for Strategic Studies, organização sediada em Washington e integrada no Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Exportar formação policial «permite à China apresentar o seu sistema como um sucesso em matéria de segurança pública, em vez de um fracasso em matéria de direitos humanos», afirmou Sheena Chestnut Greitens, coautora do estudo da Carnegie.

As Ilhas Salomão assinaram o seu acordo de segurança com Pequim em 2022. Três anos antes, a China tinha alcançado uma vitória diplomática ao convencer o governo a romper décadas de relações com Taiwan. Mas isso agravou as tensões entre a ilha mais desenvolvida de Guadalcanal e a ilha mais pobre e mais favorável a Taiwan, Malaita. Motins mortais tiveram como alvo a comunidade chinesa centenária, que domina sectores como o comércio retalhista, a exploração florestal e a mineração. Quando manifestantes tentaram invadir a residência de Manasseh Sogavare, então primeiro-ministro, este assinou o acordo com a China para combater «ameaças internas graves».

A reacção

Os cerca de dez membros da equipa policial chinesa enviada para as Ilhas Salomão foram apresentados pela propaganda estatal chinesa como um exemplo da benevolência de Pequim para com os seus vizinhos.

Comunicados oficiais mostravam polícias chineses a organizar espetáculos com drones e demonstrações de kung fu. A China também doou equipamento anti-motim no valor de 1,5 milhões de dólares, incluindo coletes à prova de bala, escudos, capacetes e fatos e luvas resistentes a perfurações. Fotografias publicadas no sítio oficial do governo das Ilhas Salomão mostram agentes chineses a treinar polícias locais na utilização de bastões e de forquilhas antimotim, uma ferramenta comum na China, com aproximadamente o comprimento de uma forquilha agrícola e uma extremidade em forma de U destinada a imobilizar uma pessoa.

Mas quando surgiu a notícia de que a equipa policial chinesa tinha proposto a recolha de dados biométricos, começou a surgir oposição.

Celsus Talifilu, uma figura política de destaque, publicou uma entrada num blogue argumentando que a polícia não tinha autoridade para recolher enormes quantidades de informação pessoal, registar dados biométricos ou realizar vigilância de vizinhança. Escreveu que a ênfase do modelo Fengqiao na monitorização e na coerção ameaçava a harmonia social e os costumes locais, como a resolução de conflitos pelos chefes das aldeias.

«Isto vai contra as nossas normas», afirmou numa entrevista. «As pessoas não aceitarão de ânimo leve serem espionadas pelos seus próprios vizinhos.»

No final, o programa-piloto Fengqiao na aldeia foi suspenso. Nunca chegaram a ser recolhidos dados biométricos. E, neste mês, as Ilhas Salomão elegeram um novo primeiro-ministro mais céptico em relação a Pequim.

Os jovens barulhentos continuam a ser um problema.

The New York Times

5 de junho de 1989, Praça Tiananmen «Não fazia ideia de que tinham existido protestos numa escala tão gigantesca»

 



Apesar da censura, os jovens chineses estão a descobrir a verdade sobre a Praça Tiananmen

As autoridades têm sido, em grande medida, bem-sucedidas a apagar da memória coletiva o massacre dos manifestantes que lutavam por reformas democráticas, mas os factos continuam a emergir, muitas vezes de formas inesperadas.

Por Huiyee Chiew - washingtonpost.com/

Um homem bloqueia a passagem de uma coluna de tanques que segue para leste na Avenida Chang’an, em Pequim, perto da Praça Tiananmen, a 5 de junho de 1989. (Jeff Widener/AP)

TAIPÉ, Taiwan — As autoridades chinesas passaram décadas a apagar da memória nacional os detalhes das manifestações pró-democracia de 1989 na Praça Tiananmen. Mais recentemente, recorreram à inteligência artificial para eliminar qualquer vestígio do massacre da internet chinesa.

Mas, mesmo dentro dos limites cada vez mais apertados da Grande Muralha Digital da China, alguns jovens continuam a descobrir o que aconteceu — incluindo a repressão sangrenta levada a cabo pelo governo há 37 anos, numa quinta-feira — e frequentemente por vias inesperadas.

Em Fevereiro, quando a patinadora artística norte-americana Alysa Liu conquistou medalhas de ouro olímpicas em Milão, começou a circular na China uma discussão sobre o seu pai. Arthur Liu tinha participado nos protestos da Praça Tiananmen. Após a repressão, fugiu para os Estados Unidos, onde Alysa nasceu em 2005.

Quando ela venceu as provas individuais femininas e por equipas, alguns utilizadores das redes sociais chinesas chamaram-lhe traidor. Outros elogiaram-no como pai solteiro que conseguiu criar uma campeã.

Um utilizador da plataforma RedNote perguntou porque era Arthur Liu tão controverso. Anji, uma estudante universitária de 20 anos de Wuhan, que tinha aprendido sobre os protestos da Praça Tiananmen através de um professor de História, aconselhou os utilizadores a pesquisarem o passado dele.

Poucas horas depois, o seu comentário foi removido.

«Inicialmente não pensei que fosse apagado, porque nem sequer mencionei diretamente o incidente de Quatro de Junho», disse Anji, que falou sob a condição de ser identificada apenas pelo seu pseudónimo, por receio de represálias governamentais.

Arthur Liu, ao centro, pai da patinadora olímpica Alysa Liu, nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão. (Jean Catuffe/Getty Images)

Na rede social Threads, ligada ao Instagram, um utilizador chinês leu informações sobre Arthur Liu e começou a investigar por conta própria.

«Só posso dizer que fiquei chocado», escreveu. «Não fazia ideia de que tinham existido protestos numa escala tão gigantesca.»

Os analistas afirmam que o excesso de zelo na censura dos acontecimentos da Praça Tiananmen tem, por vezes, despertado ainda mais curiosidade sobre o que realmente aconteceu.

Liu Lipeng, antigo censor da gigante chinesa das redes sociais Weibo e actualmente analista do portal noticioso China Digital Times, sediado na Califórnia, afirmou que Pequim «já levou a vigilância baseada em tecnologia ao limite».

A partir desse ponto, acrescentou Liu, «a sua eficácia começa, na verdade, a diminuir».

As revelações involuntárias sobre Tiananmen surgem frequentemente através de conteúdos de entretenimento, explicou Margaret Roberts, cientista política da Universidade da Califórnia em San Diego.

A China é um caso notável, afirmou Roberts, porque mantém intensa interação com o resto do mundo e apresenta elevados níveis de utilização da internet, mas «continua a preservar um sistema altamente sofisticado de controlo da informação que molda significativamente a forma como os cidadãos comuns consomem informação».

Contudo, acrescentou, «quando a informação política e o entretenimento se cruzam, isso torna-se particularmente perigoso e difícil para os governos que procuram censurar».

Em abril de 1989, estudantes com diversas queixas contra o governo comunista chinês iniciaram manifestações pró-democracia na Praça Tiananmen, no centro de Pequim. Na noite de 3 de junho, as autoridades enviaram o exército. Os soldados abriram fogo e os tanques avançaram sobre as pessoas. No dia seguinte, o protesto tinha terminado.

O número de mortos permanece desconhecido. O total oficial divulgado nesse mês foi de 241 vítimas, incluindo 218 civis, 13 agentes da polícia e 10 soldados. Ativistas dos direitos humanos e académicos afirmam que o número real poderá ascender aos milhares.

Desde então, o governo chinês tem procurado apagar essa história. O tema está praticamente ausente das salas de aula. Quando é abordado, costuma ser apresentado como um período de «agitação política» provocado por forças anti-comunistas e por governos ocidentais.

As palavras e imagens que possam estar relacionadas com os protestos e com a repressão são filtradas e removidas da internet chinesa. Linhas vermelhas semelhantes regem actualmente os grandes modelos linguísticos desenvolvidos por empresas chinesas de inteligência artificial, como a DeepSeek, que, segundo a Administração do Ciberespaço da China, não devem violar os «valores socialistas fundamentais».

Quando confrontada com perguntas sobre os acontecimentos da Praça Tiananmen, a DeepSeek terá respondido que o tema está «fora do âmbito actual».

Hong Kong serviu durante muito tempo como um espaço seguro para discutir publicamente os acontecimentos. Contudo, a lei de segurança nacional imposta em 2020 para esmagar o movimento pró-democracia da cidade tornou essas discussões praticamente impossíveis.

Polícias concentram-se, a 4 de junho de 2025, junto ao Parque Victoria, em Hong Kong, onde tradicionalmente as pessoas se reuniam para homenagear as vítimas do massacre da Praça Tiananmen de 1989. (Peter Parks/AFP/Getty Images)

Um museu dedicado à memória do 4 de Junho foi encerrado, e a vigília anual realizada no Parque Victoria por ocasião do aniversário foi substituída por um «Mercado Patriótico das Terras de Origem».

Rowena He, historiadora e investigadora da Hoover Institution, afirmou que, quando ensinou sobre o massacre da Praça Tiananmen nos Estados Unidos e em Hong Kong, alguns estudantes chineses acusaram-na de colaborar com governos ocidentais.

«Quando os estudantes são ensinados a acreditar que vidas humanas podem ser sacrificadas em nome do crescimento económico e da ascensão da China», afirmou, «a opinião pública, especialmente entre os jovens chineses, acaba por ser distorcida por valores fundamentalmente incompatíveis com o mundo democrático.»

Dado o sucesso dos censores em ocultar esta parte da história, as pessoas que a descobrem por si próprias ficam frequentemente horrorizadas.

Uma estudante adolescente da província de Zhejiang estava a assistir a uma transmissão em direto de Li Jiaqi, em 3 de junho de 2022, quando o influenciador apresentou um bolo gelado em forma de tanque. A emissão foi interrompida abruptamente.

A estudante, hoje com 18 anos, ficou perplexa. Acabou por encontrar formas de contornar a Grande Muralha Digital para descobrir o que tinha acontecido.

«Quando rasguei o véu da verdade, o que vi não foram apenas o sangue e as lágrimas da história, mas também o colapso da visão do mundo que mantive durante mais de uma década», disse ao The Washington Post. Falou sob condição de anonimato por receio de represálias.

Actualmente, deseja abandonar a China.

Molly tomou conhecimento dos acontecimentos de Tiananmen durante o ensino secundário. Um professor de História fechou as portas da sala antes de partilhar os detalhes. Muitos alunos ouviam falar do assunto pela primeira vez.

Molly, agora com 25 anos, considera positivo que outros jovens estejam a descobrir os acontecimentos através da história de Alysa Liu.

«Não tenho a certeza de que reacção este tipo de exposição acidental à história irá produzir», afirmou. «Continuarão agarrados às opiniões que já têm ou mudarão a sua perspectiva? Seja como for, penso que este é um ponto de entrada muito inesperado e inteligente.»


1989, quando tudo parecia possível

 

O muro de Berlim estava quase a cair, a Rússia já estava fracturada, a democracia era uma palavra partilhada e desejada por todos os povos. Os chineses exigiram-na e responderam-lhes com balas e tanques. 

Isto serve para lembrar que por vezes, parece impossível que algo não aconteça mas depois, de facto, não acontece. É preciso mais que desejos e aspirações para derrubar ditaduras empedernidas. É preciso força, unidade e consistência.



"I think is my duty" (um kantiano na China)

 


June 04, 2026

O massacre de Tiananmen ou como as ditaduras resolvem os problemas do povo incómodo

 


 

June 03, 2026

"This is a world war"

 


May 15, 2026

Trump foi à China prestar vassalagem a XI

 

Claro que Xi sabe, como todos sabemos, que aquilo é fogo-fátuo porque Trump muda de opinião como nós mudamos de camisa, não têm lealdade a ninguém e não cumpre acordos. Trump acredita que as pessoas que tem consigo, como têm muito dinheiro, são as melhores do mundo. Esse é um dos problemas do capitalismo actual, o de reduzir o valor das pessoas à quantidade de dinheiro e pensar que isso é a realidade. 

Seja como for, Trump não está interessado em ser parceiro da Europa em coisa alguma. Nem em negócios nem na defesa (antes pelo contrário, está interessado no enfraquecimento da UE) e parece-me que a Europa tem de construir uma defesa autónoma, independente da dos EUA - mesmo que continue na NATO. E com urgência. 

Mesmo que Trump saia do poder daqui a uns anos e mesmo que não consiga deixar lá um genro ou o V.P., já abriu um precedente de afastamento da Europa que será seguido pelo próximo Presidente. Temos de ser o mais possível autónomos na energia e na defesa. Em ambos os caso precisamos da Ucrânia e temos de fazer mais e mais depressa pelo fim da guerra. Não se pode deixar a Ucrânia e a própria Europa exaurir recursos devido a um prolongamento forçado da guerra.


May 14, 2026

É oficial: a democracia americana está moribunda

 

Americanos na China. Nem uma mulher à vista. Do lado da China espera-se porque os comunistas sempre foram machistas retrógrados. Não há líderes comunistas mulheres nem as mulheres entram nos politburos, mas do lado dos EUA, um país que nos habituou durante séculos a estar na vanguarda dos direitos das mulheres na educação, no desporto, na política, nas empresas... A meritocracia, com tropeções, funcionava. Acabou-se. A Europa mais os países do mundo que prezam a democracia e a igualdade de direitos entre homens e mulheres e a ideia de dar lugar aos mais capazes, têm de juntar-se e fazer progredir o mundo contra estes recuos do patriarcado, seja o comunista, o das religiões, o dos homens biológicos trans ou o dos mafiosos. Esta fotografia é assustadora. 


May 01, 2026

A russificação dos EUA



Hoje, G. Elliott Morris, do Strength in Numbers, assinalou que Trump atingiu um novo mínimo tanto no desempenho global do seu cargo como na forma como gere a economia, com -22,2 e -40,3, respetivamente. 

Esses números reflectem a percentagem de pessoas que aprovam a sua actuação numa determinada área menos as que a desaprovam. De facto, Morris observou que a taxa de aprovação de Trump na economia é tão baixa que “literalmente rebentou a escala deste gráfico no meu portal de dados”.

Na terça-feira, Morris explicou no Strength in Numbers que, embora os republicanos tenham argumentado recentemente que precisam apenas de mobilizar eleitores para vencer as eleições intercalares, a afluência às urnas não é o seu problema. O verdadeiro problema é que os eleitores não gostam do que Trump está a fazer.

Um símbolo evidente da presidência de Trump é a sua decisão unilateral de demolir a Ala Este da Casa Branca e substituí-la por um gigantesco salão de baile. Uma nova sondagem do Washington Post–ABC News–Ipsos, divulgada hoje, mostra que os americanos se opõem ao salão de baile por uma margem de cerca de dois para um. Cinquenta e seis por cento dos americanos opõem-se, enquanto apenas 28% o apoiam. Entre os que se opõem, 47% fazem-no de forma veemente.

Dan Diamond e Scott Clement, do Washington Post, assinalam que as pessoas também não gostam do arco triunfal proposto por Trump — 52% contra, face a 21% a favor — nem da ideia de colocar a assinatura de Trump no papel-moeda. Sessenta e oito por cento dos americanos opõem-se a esse plano, enquanto apenas 12% o apoiam. Até entre os republicanos há oposição, por 40% contra 28%.

E depois há a guerra de Trump contra o Irão. Uma sondagem recente da Reuters/Ipsos mostra que apenas 34% dos americanos aprovam os ataques ao Irão, enquanto 61% se opõem. 

Os preços da gasolina continuam a subir, com o petróleo Brent a ultrapassar hoje brevemente os 114 dólares por barril — o valor mais alto desde junho de 2022, pouco depois de a Rússia ter lançado o seu ataque à Ucrânia. O senador Angus King (I-ME) referiu hoje na CNN que estes preços mais elevados estão actualmente a custar aos consumidores americanos cerca de 700 milhões de dólares por dia.

No seu Substack de hoje, o economista Paul Krugman observou que o acrónimo “TACO” (“Trump Always Chickens Out”, ou seja, “Trump acobarda-se sempre”) foi substituído por “NACHO”: “Not A Chance Hormuz Opens” (“Não há hipótese de Ormuz reabrir”). Krugman explica que é improvável que o Irão reabra o Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial antes de Israel e os EUA iniciarem ataques aéreos contra o Irão a 28 de fevereiro de 2026, até que “os danos económicos provocados pelo seu encerramento se tornem muito mais graves”.

Trump mantém um bloqueio norte-americano aos portos iranianos, e o Irão afirma que não reabrirá o estreito até que esse bloqueio ao transporte marítimo iraniano seja levantado. Krugman nota que o ego de Trump não lhe permitirá “encarar a realidade de que ele, mais ou menos sozinho, conduziu a América à maior derrota estratégica da sua história”.

Assim, ilude-se pensando que pode extrair concessões do Irão, embora não tenha sido claro quanto a quais seriam. Por seu lado, observa Krugman, as autoridades iranianas não têm incentivo para chegar a acordo, tanto porque a pressão sobre o petróleo prejudica os EUA e, portanto, Trump, como porque não têm razões para acreditar que Trump cumpriria qualquer acordo. Ele tem o hábito de quebrar acordos.

“A questão agora”, escreveu Krugman, é “quanta destruição terão de suportar o mundo e a América antes de Trump estar disposto a aceitar a realidade?”

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, testemunhou ontem perante a Comissão das Forças Armadas da Câmara dos Representantes e hoje perante a Comissão das Forças Armadas do Senado sobre o pedido de Trump de um orçamento de defesa de 1,5 triliões de dólares (medida americana) e sobre a guerra com o Irão. Foi a primeira vez que um membro da administração compareceu numa audição pública desde o início da guerra e os legisladores tinham muito a dizer. O senador Jack Reed, de Rhode Island, o democrata mais graduado na comissão, resumiu a situação:
“Há sessenta e um dias o Presidente Trump iniciou unilateralmente a guerra no Irão. Não tinha uma estratégia coerente. Recusou apresentar o caso ao povo americano ou consultar o Congresso. Não apresentou qualquer prova de uma ameaça imediata e ignorou os conselhos de especialistas militares e de inteligência que o alertaram para as consequências. Hoje, o nosso país encontra-se numa posição estratégica pior. O Estreito de Ormuz estava aberto. Agora está fechado. Treze militares perderam tragicamente a vida e mais de 400 ficaram feridos. Perdemos dezenas de aeronaves, sofremos danos significativos nas nossas bases na região e consumimos uma quantidade alarmante do nosso arsenal de mísseis. O moral e a prontidão das forças, especialmente entre unidades e navios sobrecarregados, como o porta-aviões USS Gerald R. Ford, foram afetados. Os preços da gasolina e dos fertilizantes dispararam em todo o mundo. As famílias americanas estão a suportar o custo de uma guerra com a qual nada queriam ter a ver e da qual nada ganharam.”
Amanhã assinalam-se 60 dias desde que Trump informou o Congresso de que tinha iniciado ações militares contra o Irão. Ao abrigo da Lei dos Poderes de Guerra de 1973, após 60 dias o presidente tem de pôr fim às hostilidades ou obter aprovação do Congresso. No seu testemunho de hoje, Hegseth tentou argumentar que o prazo de 60 dias é suspenso durante um cessar-fogo, apenas para o senador Tim Kaine (D-VA) assinalar que a lei não diz isso.

Ainda assim, hoje os republicanos no Senado bloquearam outra medida democrata — a sexta, apresentada pelo senador Adam Schiff (D-CA) — para obrigar Trump a pôr fim à guerra com o Irão. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson (R-LA), disse a jornalistas da NBC News que o Congresso não precisa de interferir nas ações de Trump no Irão porque os EUA não estão atualmente “em guerra”.

E depois há a corrupção. 

Na semana passada, surgiu a notícia de que uma start-up apoiada por Eric, filho do Presidente Trump, ganhou um contrato de 24 milhões de dólares do Pentágono. Hoje soube-se que a Força Aérea dos EUA concordou em comprar um número não divulgado de drones a uma empresa apoiada pelos filhos de Trump.

E depois há a incompetência. 

Hoje, após uma paralisação de 76 dias, os republicanos na Câmara dos Representantes aprovaram finalmente uma medida do Senado para financiar o Departamento de Segurança Interna, enquanto retinham verbas do ICE e da Alfândega e Protecção de Fronteiras. O Senado aprovou o diploma por unanimidade a 27 de março, mas, como correspondia ao que os democratas pretendiam, o presidente da Câmara recusou levá-lo a votação até hoje.

Perante a crescente impopularidade de Trump, os republicanos estão a mudar não as suas políticas impopulares, mas as regras eleitorais, aparentemente na esperança de manipular o sistema para vencer eleições independentemente da sua impopularidade.

Ontem, com praticamente nenhuma participação pública, o Senado da Florida aprovou um mapa eleitoral manipulado (gerrymandering) concebido para dar mais quatro lugares no Congresso aos republicanos, apesar de, há mais de dez anos, os eleitores terem aprovado uma alteração constitucional que proíbe esse tipo de manipulação partidária.

Também ontem, a decisão do Supremo Tribunal no caso Louisiana v. Callais abriu caminho para que os republicanos nos Estados do sul redesenhem os seus mapas eleitorais, transferindo entre 10 e 15 lugares dos democratas para os republicanos. Na decisão, os seis juízes nomeados por presidentes republicanos declararam que os que alegam discriminação racial no desenho dos distritos têm de provar que os legisladores agiram intencionalmente com base na raça e não no partidarismo — algo que o tribunal declarou estar fora do alcance dos tribunais federais.

A decisão significa que os Estados podem agora redesenhar distritos para reduzir o poder eleitoral das minorias, um grupo demográfico que tende a votar nos democratas.

O governador republicano do Louisiana, Jeff Landry, declarou imediatamente o estado de emergência, suspendendo as eleições primárias no Estado para poder redesenhar os distritos e garantir mais um ou dois lugares republicanos. Mais de 100 mil boletins de voto por correspondência já tinham sido enviados — alguns já foram devolvidos — e a votação deveria começar dentro de dias.

Os democratas já interpuseram uma ação judicial contra a tentativa do governador de travar uma eleição já em curso e exigem que esta prossiga. A acção sublinha, entre outros pontos, que a Constituição atribui às legislaturas estaduais, e não ao governador, a responsabilidade de definir “os tempos, locais e modo de realização das eleições para senadores e representantes”.

Legisladores no Tennessee, Mississippi e Alabama também estão a considerar redesenhar distritos na sequência da decisão Callais.

Os democratas responderam ao enfraquecimento da Lei do Direito de Voto pelo Supremo Tribunal e às manipulações eleitorais dominadas pelos republicanos que certamente se seguirão. Estados dominados por democratas estão a considerar as suas próprias manipulações para contrabalançar os republicanos, bem como nova legislação para proteger os direitos de voto das minorias.
“A decisão de hoje por esta maioria ilegítima do Supremo Tribunal constitui um golpe contra a Lei do Direito de Voto e foi concebida para minar a capacidade das comunidades de cor em todo o país de elegerem o candidato da sua escolha”, disse aos jornalistas na quarta-feira Hakeem Jeffries (D-NY), líder da minoria na Câmara. “Mas não estamos aqui para recuar. Estamos aqui para reagir.”
Trump, entretanto, quer ainda mais. A sua conta nas redes sociais publicou hoje: 
“Quanto abuso pode o Senado Republicano suportar por parte dos lunáticos da esquerda radical, sob a forma de senadores democratas, antes de EXPLODIR (TERMINAR!) O FILIBUSTER e aprovar medidas a um ritmo recorde, incluindo a Lei Save America, que seria impensável sem o fim do filibuster?? Sem o filibuster, [p]oderíamos aprovar uma lei atrás de outra. Poderíamos aprovar leis e medidas que nunca sequer sonhámos aprovar. E sabem mais uma coisa? Não perderíamos durante 50 anos.”
As próximas eleições estão claramente no pensamento de Trump. Hoje, numa intervenção na NewsMax, disse: 
“É um problema eu não estar no boletim de voto. E tenho de convencer — toda a gente diz que se eu estivesse no boletim ganharíamos por uma vitória esmagadora. Tenho os melhores, alguns dos melhores números nas sondagens que alguma vez tive.”
por Heather Cox Richardson

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O que estará a China a pensar perante tanta incompetência estratégica política, diplomática e militar dos EUA, dentro e fora das suas fronteiras, levada a cabo por uma administração infiltrada ao mais alto nível por criminosos do mais baixo nível? Esperança de que pode expandir-se sem oposição credível e eficaz?

April 26, 2026

“Acordem”

 


A UE enfrenta ‘momento único’ para crescer em respeito - Macron em Atenas, numa conversa pública com o primeiro-ministro grego

A UE prepara um “manual” de defesa depois de “nada ter sido feito” durante uma década…

Os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia decidiram na sexta-feira exigir a criação de um “manual” de defesa na cimeira do Conselho Europeu realizada em Nicósia, perante dúvidas quanto ao compromisso dos EUA com a aliança militar da NATO.

As preocupações com as críticas do Presidente Donald Trump à NATO por não apoiar a guerra com o Irão, bem como as suas ameaças no início deste ano de tomar a Gronelândia à aliada Dinamarca, aumentaram a urgência de definir as disposições de assistência mútua da UE.

O Presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, afirmou que os líderes da UE concordaram, na cimeira em Nicósia, que era altura de desenvolver o pacto previsto no Artigo 42.º, n.º 7 do tratado fundamental do bloco.

O Artigo 42.º, n.º 7 do Tratado da União Europeia estabelece que “se um Estado-membro for vítima de agressão armada no seu território, os outros Estados-membros têm para com ele uma obrigação de ajuda e assistência por todos os meios ao seu alcance”.

Ao contrário do Artigo 5.º da NATO — considerado a pedra angular da segurança europeia — a cláusula de assistência mútua da UE não é apoiada por planos operacionais detalhados nem por estruturas militares.

O Artigo 42.º, n.º 7 foi activado apenas uma vez, pela França, após ataques islamistas terem morto 130 pessoas em Paris, em 2015. Outros Estados-membros da UE contribuíram então para missões militares internacionais, permitindo à França reposicionar tropas no seu território.

Embora o Serviço Europeu para a Ação Externa tenha publicado, em 2022, um documento de “lições aprendidas” com o objectivo de reforçar e formalizar a infraestrutura de defesa mútua da UE, fontes do governo cipriota lamentaram que “nada tenha sido feito” na década desde a única ativação da cláusula.

Macron: “Acordem”…

Com os líderes dos EUA, da Rússia e da China todos “contra” a Europa, o continente enfrenta um “momento único” em que precisa de “ganhar confiança” para ser respeitado, afirmou Macron perante uma audiência em Atenas, numa discussão sobre a Europa ao lado do primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis.

“Não devemos subestimar que este é um momento único em que um presidente dos EUA, um presidente russo e um presidente chinês estão claramente contra os europeus. Este é o momento certo para nós. Acordem”, disse Macron.

Mitsotakis: “Precisamos de assumir mais responsabilidade na defesa”

Numa discussão abrangente, ambos os líderes sublinharam a necessidade de a União Europeia desenvolver a sua capacidade estratégica para garantir a prosperidade e segurança do bloco de 27 países.

Reconhecendo preocupações quanto à capacidade da UE de reagir a “placas geotectónicas em mudança”, Mitsotakis afirmou que a União deve reforçar a sua economia estratégica, destacando o acordo de defesa entre Grécia e França.

“Precisamos de assumir mais responsabilidade na defesa, aumentando o investimento e fazendo-o à escala”, afirmou.

Mitsotakis reiterou a posição de longa data de Atenas sobre a necessidade de activar de forma mais eficaz o Artigo 42.º, n.º 7 do Tratado da União Europeia.

Acrescentou que a UE deve levar mais a sério a cláusula de assistência mútua, tal como a Grécia fez ao apoiar recentemente o Chipre após este ter sido alvo de ataques com mísseis durante o conflito no Médio Oriente.

O apoio ao Chipre por vários países europeus, incluindo a Grécia, “marcou a primeira prova tangível de que a Europa pode defender os seus Estados-membros mesmo sem o envolvimento directo de terceiros”.

O apoio da Grécia ao Chipre foi “uma declaração política de que não dependemos apenas da NATO”, afirmou.

Perante aplausos, o presidente francês declarou que a ajuda da França pode ser tida como garantida caso a Grécia enfrente uma ameaça revisionista por parte da Turquia:

“Estaremos aqui. A aliança franco-grega — é isto”, concluiu.

South East Med Energy & Defense

February 11, 2026

E não só

 

Se Biden não tivesse deixado que a guerra se prolongasse a China não tinha entrado nela, mas como viu que os americanos toleravam Putin implicitamente, ganhou coragem.

January 19, 2026

O mundo da espionagem está muito sofisticado

 


Intermarium 24

🇵🇱🚫🇨🇳 A Polónia está a trabalhar para proibir a entrada de carros particulares fabricados na China em bases militares. A decisão baseia-se em análises que alertam que câmaras, sensores e LiDARs a bordo podem criar mapas tridimensionais das bases e rastrear os movimentos das tropas.

November 02, 2025

A fronteira da China com a Alemanha

 


 

October 27, 2025

Os países ricos são todos iguais

 

Sigo o canal deste indivíduo porque é muito informativo relativamente à vida na China, mas de vez em quando dá-lha para a propaganda típica dos países ricos: nós somos os melhores blá, blá, blá. Aqui, ele começa muito bem a contar uma história de eficiência em Shenzhen mas depois não resiste a dizer que na China só se sobe na vida sendo eficiente e servindo bem o público ao contrário dos que acontece nos EUA onde se progride com dinheiro para comprar os postos. Portanto, na China não há corrupção, é tudo mérito e a união do povo é real e tal... LOL Há uns anos li um livro de um holandês que andou aqui por Portugal na altura em que estávamos ricos com o ouro do Brasil e ele descreve-nos como uns idiotas arrogantes que pensam que têm dinheiro porque são melhores que os outros. Os países ricos são todos iguais. 

October 20, 2025

A Europa precisa das suas próprias plataformas de redes sociais

 

Subestimado, mas urgente:

A Europa precisa das suas próprias plataformas de redes sociais e de uma melhor regulamentação das já existentes. Esta não é apenas uma questão tecnológica. É estratégica e existencial.Não podemos falar de autonomia estratégica sem incluir as redes sociais.

Os inimigos da Europa e os seus aliados utilizam estas plataformas para nos dividir e enfraquecer. Eles detêm quase o monopólio sobre o que utilizamos, e nós mal reagimos.

A RT foi banida na Europa por ser propaganda estatal russa. Então, por que achamos que o TikTok e o X são seguros?

A China proíbe as nossas plataformas, mas espera que permitamos o TikTok, que prejudica os nossos jovens e inunda as nossas eleições com desinformação. Elon Musk faz o mesmo com o X. Ele quer influenciar as nossas eleições e apoia abertamente a extrema direita.

A Europa precisa de plataformas que sigam as suas leis e valores. As pessoas usariam essas plataformas, desde que sejam viáveis. Não podem ser pequenas aplicações sem financiamento. Isso significa regulamentação, protecionismo e/ou investimento público. Fazemos isso com armas. As redes sociais também são estratégicas.

Uma melhor regulamentação não significa censura. Pode significar transparência em anúncios e algoritmos, verificações de identidade para limitar os bots e penalidades para plataformas que não protegem os utilizadores. Nenhuma dessas medidas é perfeita. Todas são melhores do que o que temos agora.

Ou agimos agora ou continuamos a ser peões nos jogos entre Trump, Putin e Xi.

@joni_askola

Uma das coisas que Putin conseguiu com esta guerra foi unir mais os europeus

 

Os serviços secretos holandeses estão a deixar de partilhar informações com os Estados Unidos e a trabalhar mais estreitamente com os seus parceiros europeus, afirmaram o diretor da AIVD, Erik Akerboom, e o diretor da MIVD, Peter Reesink, numa entrevista conjunta ao jornal Volkskrant.

A sua cautela em relação a Washington está relacionada com o que descrevem como a trajectória cada vez mais autocrática do presidente Trump, que demitiu altos funcionários por serem leais ao país e não a si e recorreu a processos judiciais para pressionar jornalistas, juízes e universidades.

Os diretores afirmaram que esta é a primeira vez que os eventos nos EUA moldam diretamente as relações dos serviços secretos holandeses com eles, marcando uma ruptura com décadas de estreita cooperação com a CIA e a NSA.

Ao mesmo tempo, a cooperação dentro da Europa aumentou. 

Akerboom disse que um grupo líder de serviços de inteligência do norte da Europa — incluindo os Países Baixos, Grã-Bretanha, Alemanha, os serviços escandinavos, França e Polónia — agora troca mais informações, incluindo dados brutos, impulsionado pela guerra da Rússia na Ucrânia.

Os directores também alertaram que a Rússia está por trás de dezenas de ataques cibernéticos bem-sucedidos na Holanda todos os anos, «em áreas onde causa perturbações reais», enquanto a China está a tornar-se uma ameaça digital ainda maior.

Akerboom alertou os viajantes holandeses na China sobre as chamadas operações de «acesso próximo», nas quais computadores portáteis e smartphones pertencentes a jornalistas, altos funcionários e especialistas técnicos são copiados fisicamente ou sem fios.

«As pessoas precisam realmente de estar cientes de que os seus dispositivos são vulneráveis», disse ele, acrescentando que mesmo os dados encriptados podem ser armazenados e posteriormente desencriptados usando inteligência artificial.

Ambos os chefes de inteligência disseram que a Holanda precisa de poderes mais amplos para agir mais rapidamente contra os ciberataques russos e chineses. «Queremos ser capazes de agir mais rapidamente quando vemos um ataque. O procedimento agora é muito demorado», disse Akerboom.


September 01, 2025

Acordar no planeta

 

Montanhas da cidade de Bayannur, no norte da China. ❄🌨


May 31, 2025

Putin consegue pôr o Presidente da China e o dos EUA a fazerem de seus moços de recados

 

Ou Putin é muito esperto ou os outros são muito burros. Vou mais pela segunda hipótese.


China says the United States is responsible for the war in Ukraine

@GlobeEyeNews


May 09, 2025

A China merece melhor

 

Por acaso pensava que Xi fosse uma pessoa diferente, quando chegou ao poder. A China sempre foi um país grande, não só em tamanho mas na cultura milenar. Teve aquele percalço do comunismo de Mao que tanto mal, sofrimento e devastação trouxe à China mas mesmo nessa altura, nunca foram expansionistas ou agressivos para fora. Um gigante não tem necessidade de mostrar a todos que é grande e pode perseguir os mais pequenos. Xi interrompeu a abertura da China ao mundo iniciada por Deng Xiaoping e fechou-se em alianças com países terroristas como a Rússia, com ambições expansionistas. Penso que é um passo em falso muito grande e a China, um país com uma história milenar, merecia melhor que um ditador. A China, nem é uma República, nem é do povo.