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January 26, 2026

🎯 As dificuldades de relacionamento com países de muita influência em decadência democrática




A parceria da Europa com a Índia não pode ignorar o retrocesso democrático

Stephen Rapp

À medida que Ursula von der Leyen reforça os laços entre a União Europeia e a Índia, a Europa enfrenta uma escolha estratégica: tratar a erosão democrática na maior democracia do mundo como uma questão secundária ou reconhecê-la como fundamental para a estabilidade, a confiança e a influência global a longo prazo.

A visita da presidente da Comissão Europeia à Índia para participar das comemorações deste 77.º Dia da República – que marca a adopção de uma Constituição que define a Índia como uma república soberana, secular e democrática – não poderia ser mais simbólica. Mesmo enquanto a Europa procura uma cooperação económica e estratégica mais estreita com Nova Deli, a Índia depara-se com um enfraquecimento silencioso, mas consequente, das suas instituições democráticas.

É compreensível que o foco de Von der Leyen, esteja no comércio, nas cadeias de abastecimento e na geopolítica. Fortalecer os laços económicos com a economia de maior crescimento do mundo faz todo o sentido estratégico num momento de incerteza global. No entanto, se os laços da Europa com a Índia se limitarem apenas ao comércio, corre-se o risco de ignorar uma questão mais complexa, com consequências a longo prazo: a erosão gradual dos mecanismos de controlo e equilíbrio democrático na maior democracia do mundo.

O declínio democrático da Índia não assumiu a forma de golpes de Estado ou regimes de emergência. Em vez disso, está a desenrolar-se através do esvaziamento gradual das instituições destinadas a salvaguardar a governação constitucional. Trata-se de um cenário semelhante ao que, na Europa, temos vindo a testemunhar na Hungria.

Há avaliações independentes a sublinhar esta tendência. A Civicus (Aliança global de organizações e activistas para os direitos civis) classificou o espaço cívico da Índia como “reprimido” por seis anos consecutivos. A Comissão Eleitoral da Índia (ECI), outrora amplamente respeitada no país e no estrangeiro, enfrenta agora alegações persistentes de politização e parcialidade. O panorama da imprensa indiana tem sofrido fortes restrições: há jornalistas que enfrentam rusgas, processos judiciais e intimidação, enquanto a concentração da propriedade e o alinhamento político reduziram o espaço para reportagens independentes. A Repórteres Sem Fronteiras descreve hoje a liberdade de imprensa na Índia como estando em crise.

O Dia da República deveria celebrar a promessa fundadora de uma Índia de pluralismo, Estado de direito e independência institucional. No entanto, o fosso entre essa promessa e a realidade actual está a aumentar.

As recentes eleições no estado oriental de Bihar ilustram como a erosão institucional se manifesta na prática. Nas semanas que antecederam a votação, a Comissão Eleitoral lançou uma “Revisão Intensiva Especial” dos cadernos eleitorais, ostensivamente para actualizar as listas de eleitores. O momento e a execução deste exercício suscitaram críticas generalizadas.

Um importante painel da sociedade civil para a observação eleitoral (IPMIE) concluiu, em Novembro de 2025, que “a conduta da Comissão Eleitoral da Índia durante as eleições em Bihar foi profundamente preocupante e levantou questões inquietantes sobre sua imparcialidade e integridade institucional”.

Foram apresentadas alegações de manipulação centralizada dos cadernos eleitorais, exclusões selectivas que afectaram desproporcionalmente as minorias e questões não resolvidas sobre transparência, protecção de dados e responsabilização. Esta politização da ECI é mais um exemplo de como outras instituições indianas foram comprometidas.

A ECI já foi uma das instituições mais confiáveis da Índia, admirada em todo o mundo por gerir eleições numa democracia vasta e diversificada. Os críticos associam este declínio às alterações legais introduzidas em 2023, que deram ao executivo o controlo efectivo sobre as nomeações para a Comissão Eleitoral, em substituição de um processo mais independente. O enfraquecimento de uma instituição reflectiu-se nas demais.

O Supremo Tribunal da Índia, desde há muito considerado um pilar do constitucionalismo, também tem sido alvo de escrutínio. Mais recentemente, voltou a negar a possibilidade de fiança a líderes estudantis detidos há mais de cinco anos, sem julgamento, por protestarem pacificamente contra leis discriminatórias em matéria de cidadania. Especialistas internacionais têm alertado que as nomeações judiciais opacas, a influência do executivo e os incentivos pós-aposentadoria prejudicam a independência real e percepcionada do poder judicial.

Outras instituições responsáveis pela prestação de contas não tiveram melhor desempenho. Preocupações com a politização levaram a um agravamento da classificação da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Índia em acreditações internacionais. Por sua vez, organismos de defesa dos direitos humanos na ONU expressaram “preocupações significativas” em relação à liberdade de expressão e reunião, bem como ataques a organizações não governamentais (ONG) e a defensores dos direitos humanos.

A pressão sobre os defensores da terra e do ambiente também se intensificou, reduzindo ainda mais o espaço democrático. Na semana passada, a casa de um activista climático co-fundador da organização Satat Sampada foi invadida pela polícia, sob a alegação de que a sua campanha por um tratado para reduzir a utilização de combustíveis fósseis estava a prejudicar o interesse nacional. A Satat Sampada tem contestado projectos industriais que afectam as comunidades locais. À medida que os projectos de desenvolvimento são agilizados em nome do crescimento e do interesse estratégico, os dissidentes ambientais são rotulados como inimigos da nação.

Por que motivo deve a Europa preocupar-se?

Porque a Índia não é apenas mais um parceiro comercial: é uma potência regional, um actor estratégico e tem quase um quinto da população mundial. A erosão democrática num país desta dimensão tem consequências globais. Uma Índia a derivar para a autocracia enfraqueceria as normas democráticas a nível internacional, encorajaria líderes antiliberais noutros países e complicaria os esforços da Europa para defender uma ordem internacional assente em regras.

A Índia não é apenas mais um parceiro comercial: é uma potência regional, um actor estratégico e tem quase um quinto da população mundial. A erosão democrática num país desta dimensão tem consequências globais

Os líderes europeus argumentam frequentemente que o envolvimento, e não o isolamento, é a forma mais eficaz de influenciar os parceiros. Mas o envolvimento sem princípios dificilmente fortalecerá a democracia. A UE tem influência: através do acesso ao mercado, do investimento, da cooperação tecnológica e da legitimidade política. Seria prudente fazer uso dessa influência.

À medida que Von der Leyen aprofunda a cooperação económica com a Índia, a mensagem da Europa deve ser clara: uma relação forte entre a UE e a Índia não se resume apenas a números de crescimento e cadeias de abastecimento, mas também à resiliência democrática. Incentivar a Índia a reforçar, em vez de esvaziar, as suas instituições democráticas é do interesse estratégico da Europa – e da própria Índia.

Público

January 25, 2026

Zelensky acerca do potencial da Europa

 

January 22, 2026

Mas não admitir é um risco mil vezes maior

 

Admitir a Ucrânia na UE acarreta riscos, mas é a nossa segurança que está em jogo.

- Ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Sikorski

January 21, 2026

O que está a UE a fazer quanto à falta de energia na Ucrânia com temperaturas de congelamento?

 

Porque não estão lá tropas europeias com engenheiros e material de reposição de energia, mais geradores e o que mais for preciso para resolver a situação? Li que Chernobyl está numa situação gravíssima por causa da falta de energia. quer quer um acidente nuclear? Interessa resolver o problema da Rússia. É a mais urgente das urgências.

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Oleksiy Goncharenko

A maior parte de Kiev está sem eletricidade, sem aquecimento. Muitas casas não têm água. Por causa da Rússia. Quero que compreendam a dimensão do desastre. A população de Kiev é agora de cerca de 3 a 3,5 milhões de pessoas. É quase como Berlim, Madrid ou Roma. Imaginem, metade de Berlim fica sem aquecimento, água e eletricidade no meio de uma forte geada?



Estamos dependentes de sistemas de pagamento americanos

 

Que podem ser cortados de um dia para o outro: Visa, MasterCard, PayPal. É um meio de chantagem brutal que causaria um caos no sistema financeiro e económico a atingir empresas e comerciantes. Porque não foi já resolvido?


January 20, 2026

O pessoal do regime islamita iraniano foi expulso do PE 🙂

 


January 19, 2026

El Jolani libertou os jihadistas do ISIS

 

E muitos deles hão-de rumar à Europa. O que se passa com os europeus de esquerda? Andam a pagamento de fascistas islâmicos? Prometeram-lhes um poço de petróleo? Casaram as filhas com islamitas? Não percebo esta subserviência a terroristas islâmicos.


January 17, 2026

As coisas estão a acontecer

 

As coisas estão a acontecer

 

January 14, 2026

A 3º lei da newton

 

December 18, 2025

"We are not puppets of great powers" -Merz

 

December 12, 2025

Palavras certeiras, venham os actos correspondentes

 


Não é só Trump que nos ameaça:
Sete estudantes de jornalismo alemães rastrearam cargueiros com tripulação russa que se escondiam ao largo da costa holandesa e alemã e relacionaram-os com enxames de drones sobre bases militares.

November 04, 2025

🇺🇦💪💙 Os ucranianos são impressionantes

 

Andam a fazer reformas no país de maneira a cumprirem os critérios de entrada na UE, no meio de uma guerra brutal em que lutam contra os ataques da Rússia, da China, da Coreia do Norte e do Irão. Estão numa batalha dificílima pelo controlo de Pokrovsk e nem mesmo assim páram as reformas políticas necessárias.
Sabemos que muito disto tudo se deve à personalidade, tenacidade e inteligência de Zelensky, mas o povo acompanha-o nessa resistência à adversidade.
Estamos já tão habituados ao heroísmo dos ucranianos que nem nos apercebemos deste feito excepcional. A Ucrânia é uma mais-valia para a vida, defesa, combatividade e futuro da UE.


October 16, 2025

A UE não precisa de mais cavalos de Tróia

 


September 10, 2025

Estive a ouvir o discurso do estado da União por von der Leyen

 

Foi um discurso forte e abrangente, não sem alguns truques de retórica... mas isso não tem mal. Incomodou-me a maneira como sempre fala de Gaza como se tivessem sido os israelitas a escolher começar esta guerra, a escolher o modo brutal e bárbaro do seu começo, como se os palestinianos, alguma vez, tivessem aceite a solução dos 2 Estados e como se os 500 milhões de árabes que cercam Israel no Médio Oriente e Norte de África, estivessem todos a ajudar os palestinianos e Israel estivesse a impedir essa ajuda. Reparei que quando falou da Ucrânia recebeu palmas mas quando falou de Gaza foram estrondosas - a Europa está cheia de anti-semitas.


September 06, 2025

"Actualmente, não conseguimos exercer pressão suficiente sobre Putin para pôr fim a esta guerra"


Pois, isso acontece porque andaram três anos a evitar lidar com a realidade e a confiar que os americanos resolvessem a situação sem grandes prejuízos para os europeus. A questão que importa é: agora que estão acordados e vêem a realidade vão agir com rapidez e eficiência? Para já, podem sempre endurecer as sanções, capturar o dinheiro russo congelado e usá-lo para a defesa da Ucrânia, enviar Tauros e outras armas aos ucranianos e pôr os aviões a fechar os céus da Ucrânia.


August 27, 2025

O que estão à espera para bloquear este indivíduo?


A Hungria entrou com uma ação no Tribunal de Justiça Europeu contra o Conselho da União Europeia sobre o uso dos juros dos activos russos congelados para apoiar a Ucrânia, — Suspilne.

É óbvio que isto foi uma ordem de Trump em obediência a Purtin. Façam qualquer coisa!

Hoje tivemos a confirmação de que os EUA estão a tentar activamente tomar território da Dinamarca, um aliado democrático e, por outro lado, dar terras da Ucrânia democrática à Rússia terrorista.

Que mais é preciso saber? Quando é que a Europa age decisivamente?

August 24, 2025

Os esclarecimentos de Von der Leyen




Há uma campanha a correr contra ela na UE, não apenas por parte de machistas, mas sobretudo por parte de putineiros que gostariam de ver a UE deslaçar-se, virar as costas à Ucrânia e voltar à amizade com Putin. Os admiradores de machos fortes. No que me diz respeito penso que ela ficará para a história da UE como uma grande estadista, uma pessoa com visão, cabeça lúcida, capacidade de decisão e de compromisso e agregadora de vontades positivas. Antes dela tivemos vários líderes que fomentavam a divisão entre os países europeus, cediam a lobbies e instigavam conflitos permanentemente. Na sequência do que diz Draghi, nestes tempos conturbados em que vivemos, onde tentam desagregar-nos de várias frentes, temos que pensar e agir como se fôssemos um só Estado com uma só voz.



Um novo capítulo no comércio transatlântico: forte, ainda que não perfeito


Ursula Von der Leyen

Diariamente, são mais de 4,6 mil milhões de euros de bens e serviços que atravessam o Atlântico, entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos da América (EUA). Com um total de 1,68 biliões de euros de comércio anual, a UE e os EUA têm a relação económica mais importante do planeta. Daí a importância do acordo alcançado no mês passado.

Muito se tem escrito sobre o acordo. Há aspetos que é importante abordar diretamente. Este acordo representa uma escolha deliberada: estabilidade e previsibilidade em vez de escalada e confronto. Imaginemos, por exemplo, que as duas maiores potências económicas do mundo democrático não tinham conseguido chegar a um acordo e iniciavam uma guerra comercial, os únicos a celebrar teriam sido Moscovo e Pequim.

Em vez disso, chegámos a um acordo. Um acordo forte, ainda que não perfeito.

Acreditamos que os direitos aduaneiros são impostos aplicados aos consumidores e às empresas. Aumentam os custos, reduzem as possibilidades de escolha e tornam as economias menos competitivas. Se tivéssemos retaliado com direitos aduaneiros do nosso lado, corríamos o risco de desencadear uma guerra comercial dispendiosa, com consequências negativas para os nossos trabalhadores, consumidores e indústrias. E em qualquer cenário de escalada, uma realidade permaneceria inalterada: os EUA continuariam a manter o seu regime pautal mais elevado e mais imprevisível.

O elemento mais importante do nosso acordo foi o facto de termos definido uma linha muito clara de 15% para a grande maioria dos produtos da UE, nomeadamente automóveis e produtos farmacêuticos. Ao estabelecer um limite máximo claro e global para os direitos aduaneiros, este acordo proporciona clareza e estabilidade aos milhões de europeus cuja subsistência depende do comércio com os EUA.

A taxa dos diretos aduaneiros para a UE é de 15% e é uma taxa global. A UE é o único parceiro económico que tem este teto pautal global: 15%, sem aumentos adicionais. Isto contrasta com os acordos dos EUA com outros países, em que as novas taxas de base acrescerão aos antigos direitos aduaneiros em vigor. Assim, as mercadorias europeias entrarão no mercado dos EUA em condições mais favoráveis, conferindo às empresas da UE uma vantagem distintiva.

Somos também os únicos parceiros que conseguiram uma garantia exclusiva sobre o limite pautal para os setores dos produtos farmacêuticos, dos semicondutores e da madeira. Além disso, temos um regime especial de direitos aduaneiros baixos para produtos estratégicos, tais como a cortiça, as peças de aeronaves e os produtos farmacêuticos genéricos. Não se trata de categorias abstratas; são fundamentais para a competitividade da Europa. Manter estes produtos isentos de direitos aduaneiros reforça tanto a UE como os EUA. E existe o compromisso claro de ambas as partes de continuarmos a trabalhar no sentido de alargar esta lista.

Ao mesmo tempo, a UE manteve-se firme nos seus princípios fundamentais. As nossas regras permanecem inalteradas. Cabe-nos decidir a melhor forma de proteger a segurança dos alimentos, salvaguardar a proteção digital dos cidadãos europeus e garantir a saúde e a segurança. Este acordo protege os nossos valores e promove os nossos interesses.

O acordo marca o fim de um capítulo, mas a história da prosperidade futura da Europa ainda está a ser escrita. A nossa relação económica com os EUA pode ser para nós a mais importante, mas é apenas uma parte de um panorama muito mais vasto. Os EUA são o principal destino do comércio europeu, mas representam apenas cerca de 20 % das exportações de mercadorias.

É por esta razão que a Europa continuará a reforçar e a diversificar os laços comerciais com os quatro cantos do mundo, a fim de gerar exportações, emprego e crescimento para a UE. É por esta razão que, nos últimos meses, celebrámos acordos comerciais com o México e o Mercosul e aprofundámos os laços com a Suíça e o Reino Unido. É por esta razão que concluímos as conversações com a Indonésia e pretendemos celebrar um acordo com a Índia até ao final do ano. Estas parcerias reforçam os nossos laços de confiança e cooperação e permitem-nos abordar desafios mundiais comuns, incluindo a modernização do sistema comercial baseado em regras.

Mais importante ainda, a Europa tem de reforçar a sua própria capacidade de agir num mundo mais volátil. Este reforço começa dentro de portas, completando o nosso mercado único. Como afirmou, acertadamente, Mario Draghi, “os elevados obstáculos internos e a fragmentação regulamentar são muito mais prejudiciais para o crescimento do que quaisquer direitos aduaneiros instituídos por um país terceiro”.

Atualmente, o comércio entre os Estados-Membros da UE representa menos de metade do volume de comércio entre os estados dos EUA. Se a Europa quer estar à altura do seu potencial, é este o nosso desafio mais urgente. Desde a redução da burocracia à promoção dos serviços transfronteiriços, sabemos o que é necessário fazer para desbloquear a competitividade europeia, e esta Comissão Europeia está profundamente empenhada em alcançar este objetivo.

A Europa mantém-se focada no longo prazo. Cabe-nos a nós completar o nosso mercado único, impulsionar a nossa competitividade e a sustentabilidade das indústrias de amanhã e garantir que a Europa continue a ser um pilar de estabilidade num mundo cada vez mais incerto. Se queremos uma Europa forte e independente, temos de ter a ambição e a unidade para lhe dar forma.

Expresso

August 18, 2025

Trump não é a NATO


A poucas horas do encontro em Washington, esta segunda-feira, com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e os aliados europeus, Donald Trump recorreu novamente à rede social Truth Social para se dissociar das exigências de Kiev. “Lembrem-se como isto começou. Não vai haver devolução da Crimeia entregue por Obama, há 12 anos, sem um único tiro disparado, e não vai haver entrada da Ucrânia na NATO”, escreveu o Presidente dos Estados Unidos, que colocou em Zelensky o ónus de alcançar a paz. (Público)


O que Trump diz às 3 horas da tarde não é o que diz às 4 horas da tarde. Em segundo lugar, Trump não é a NATO e a voz dele pode ser contrariada. Os países europeus têm de dar passos urgentes para uma defesa comum que possa ser independente dos EUA. Os EUA estão na NATO mas têm uma defesa própria paralela. É o que a Europa tem de fazer. A Ucrânia já fez mais pela sua defesa do que os países todos da Europa. Se queremos ter uma Europa democrática, com um Estado social forte temos que ser capazes de o defender porque ninguém vem defendê-lo por nós. E temos que desmantelar completamente a ideia da Rússia imperialista, colonialista. A Rússia é um país que decaiu de 2º mundo para 3º mundo, mas com armas de 1º mundo. Um perigo para todo o planeta.


July 29, 2025

O elefante no meio da sala

 

Li vários artigos à procura de informação sobre quanto pagam os EUA em tarifas depois do acordo e não encontro nada. Alguém pode dizer? Se nós pagamos 15%, eles pagam quanto? Também 15%? Ou ninguém diz porque eles pagam 0%? Só queria saber a dimensão do desastre que não compreendo a não ser como medo e cobardia da UE. Lembro-me de von ver Leyen dizer muitas vezes que se os EUA impusessem tarifas nós também imponhamos na mesma medida. Mas é como na oposição à Rússia e envio de armas à Ucrânia. Palavras, palavras e muito medo. Foi confrangedor ver von ver Leyen sentadinha, caladinha ao lado de Trump, como uma menina bem comportada, enquanto ele dizia mal da Europa e de tudo o que lhe apeteceu.


Depois do alívio, mercados começam a penalizar euro por acordo “desigual”

Incerteza das negociações gerou alívio, mas começa a ser substituída pela certeza de que a UE irá ter de suportar no mercado dos EUA tarifas bastante mais altas do que no passado.