Líderes da UE “condenam” duramente comportamento de Orbán, mas húngaro vence no braço-de-ferroAntónio Costa fala em chantagem, diz que “um acordo é um acordo”, que os líderes devem manter a palavra e que “ninguém pode chantagear o Conselho Europeu”. Lá dentro, o português foi o primeiro a usar da palavra, para dizer ao húngaro que este tinha pisado todas as linhas vermelhas ao bloquear o financiamento a Kiev, depois de,
em dezembro, ter concordado com o empréstimo daquele montante.
Expresso
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Se há um acordo prévio com Orban em que este aceita o empréstimo desde que não contribua para ele, porque sujeitam o acordo à sua votação? Porventura se eu fizer um acordo com um banco, por exemplo, depois posso exigir votar o acordo que já assinei e escusar-me a pagar o que devo votando contra o meu próprio acordo?
Ou dizem-nos que há um acordo mas não há e o que há é apenas um 31 de boca? Com um indivíduo que não tem palavra nem moral?
E se é o caso, porque não mudam simplesmente a frase que vai a votação: 1. Quem pensa que o empréstimo não precisa de ir à votação por haver um acordo verbal formal prévio ponha a mão no ar - a maioria vence; 2. Quem não quer pagar o empréstimo ponha a mão no ar - anota-se os que não querem pagar o empréstimo. E está o assunto resolvido.
Gostava que explicassem porque isto não faz sentido e já lá vão 4 anos de não fazer sentido.