The photos of the young girls circulated by russian 🇷🇺propaganda, who are said to have died in the dormitory, are in fact of Ukrainian 🇺🇦 girls murdered in Zaporizhzhia in 2023 by a russian 🇷🇺 terrorist bombing. https://t.co/eljy7JKi85
— Kyrra ♂️ Viper 🇨🇵 🇪🇺 🇺🇦 PFM (@kyrraviper3) May 24, 2026
May 25, 2026
Ainda alguém cai na propaganda russa?
Segure-se firmemente o secularismo...
Afganistan'da kadınların çalışması yasaktır.
— Sumeyra (@_sumeyra1_) May 25, 2026
Eşi vefat etmiş veya babası vefat etmiş kadınlar cami çıkışında eve ekmek götürebilmek için dilenirler.
Cumhuriyete ve laikliğe sıkı sıkı sarılın.. pic.twitter.com/QuK0U3AGoc
O islão explica-se a si mesmo
Under Sharia law, women are treated as property.
— Yossi BenYakar (@YossiBenYakar) May 25, 2026
This isn’t just a legal system — it’s a mindset that views women as lesser, owned, and controllable. You’re watching a man beat a woman because he believes he has the right to do so.
This worldview is now migrating into the West.… pic.twitter.com/HSJpTQAqI4
As religiões são hostis às mulheres
E os machistas que mandam nelas culpam cobardemente as mulheres dos seus pecados.
Pastor Shep being an asshole to a server, then realizes he can't cut the footage because it's a live streampic.twitter.com/cYZ32svvgM
— Mario Nawfal (@MarioNawfal) May 25, 2026
Mercadejar o seu direito de expressão e depois queixar-se do preço contratado
Uma deputada vendeu o seu direito de expressão a uma TV e agora queixa-se que não a querem ouvir e não pode falar, como se tivesse sido obrigada a aceitar dinheiro para se calar. E tira-se a si mesma de toda a equação.
Censura na RTP?
VÍTOR GONÇALVES QUER CENSURA SOBRE QUEM LANÇA "ANÁTEMA INDISCRIMINADO SOBRE A CLASSE POLÍTICA"
Director de informação da RTP defende a eliminação de opiniões sobre “os milhões” que a RTP gasta
Pedro Almeida Vieira
As escolas como terreno de caça
ADVANCE STATION ESTÁ A SER INVESTIGADA PELO DIAP
Burla nas escolas: Direcção-Geral da Educação autorizou empresa privada a ‘sacar’ dados de alunos a partir de 2011
Desde 2014 que a empresa usava uma suposta associação como fachada para entrar nas escolas, através da realização de “inquéritos”, “testes de orientação vocacional” e “projectos educativos”. Mas uma investigação do PÁGINA UM detectou que já em 2011 a empresa obteve autorização da Direção-Geral da Educação (DGE) — que foi integrada no novo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA)— para “sacar” dados dos alunos de escolas públicas, através da realização de um “inquérito”, apesar dos evidentes conflitos de interesse. O “inquérito” autorizado não só era inapropriado para as idades dos alunos, como não tinha rigor científico e ainda apresentava inúmeros erros ortográficos.
May 24, 2026
A Rússia cada vez mais parece a Coreia do Norte
To już wygląda naprawdę źle.
— Koneser Związku Radzieckiego/X (@KrzysiekWSK) May 23, 2026
TASS opublikowało nagranie, na którym widać, jak Putin nie zdołał trzykrotnie wykrzyczeć „ura”. Nagranie zostało opublikowane na stronie Kremla, ale potem usunięte. pic.twitter.com/HRb60l1GB3
A União Europeia não é outra coisa senão uma Europa Unida
E é uma necessidade cada vez mais urgente.
Kaja Kallas is saying out loud what many European leaders quietly understand:
— AnatolijUkraine (@AnatoliUkraine) May 23, 2026
A united Europe is one of the few entities on Earth large enough to resist pressure from Washington, Moscow and Beijing at the same time.
That’s exactly why extremists, oligarchs and foreign influence… pic.twitter.com/tA8rGG1jML
Os alvos da Rússia são quase sempre civis
Li que a Rússia compra cerca de 80% dos componente que precisa para as armas porque já não fabrica nada no seu território. Também li que esses componentes não são só provenientes da China. Incluem empresas de países que têm sanções contra a Rússia. Como é possível? Sancionem-se essas empresas.
russia bombed Kyiv's sleeping civilians for five hours. russia wants to terrorise a peaceful population into submission.
— Akash Maniam (@ManiamAkash) May 24, 2026
Why do we let them?
Close the skies. Use their assets to arm Ukraine. Stop buying their energy. Isolate them from the world. Come onpic.twitter.com/IbzvzM9sJu
Na Europa sabe-se que a Rússia continua o seu trabalho de destruição sistemática da Ucrânia
Entretanto, o que fazem os europeus? Sugerem que a Ucrânia possa assistir a reuniões da UE... isto ajuda a Ucrânia em quê? Qual é o argumento para não fecharem os céus da Ucrânia como fizeram em Israel que já não me lembro. Ah, pois, é verdade, não têm argumentos. Putin voltou a fazer ameaças de destruir o mundo com armas nucleares. Esta é a altura de acabar com esta guerra e com Putin, não de recuar.
A reminder that Russia is waging a terrorist war on Ukraine, and a reminder that standing by and watching are the richest nations on Earth, controlling the most powerful military alliance in history, an alliance created specifically to stop Russia in Europe. Sickening. https://t.co/A4CLOZfooE
— Garry Kasparov (@Kasparov63) May 24, 2026
Imigração: o caso inglês é diferente do nosso?
Mais de um em cada cinco trabalhadores é agora de origem estrangeira – um número recorde, muito superior ao registado na altura do referendo sobre a UE.
Entretanto, há mais britânicos inactivos, com 604 000 pessoas a abandonarem a população activa desde a Covid. Entre os jovens britânicos, quase um milhão não estudam nem trabalham. Isto significa que, sem intervenção, correm o risco de permanecer dependentes de prestações sociais. Entretanto, empregadores em sectores de ponta alertam que o sistema de imigração dispendioso do Reino Unido está a dificultar a contratação de trabalhadores altamente qualificados.
Os estrangeiros têm mais probabilidades de estar empregados do que os britânicos em idade activa. Como resultado, dependemos mais do que nunca dos imigrantes – o que não agrada ao público.Estimativas anteriores do Gabinete para a Responsabilidade Orçamental (OBR) concluem que um aumento de 100 000 na migração líquida reduz o endividemento em 6,6 mil milhões de libras até ao final de um período de cinco anos.Mas os padrões de vida não seriam diferentes, afirma Brindle. «A variação do PIB per capita e o montante que estamos a produzir por pessoa permanecem praticamente os mesmos em resultado da migração. Também se verifica uma maior procura de serviços públicos», afirma.«Ter uma política de imigração selectiva e inteligente tornar-se-á mais importante na próxima década. É possível ter números bastante baixos, mas atrair pessoas de grande qualidade. Concentrar-se apenas em números globais esconde essa nuance, e o actual Governo provavelmente não está a cumprir essa agenda de talentos», acrescenta Sim.«Este sistema está a impedir que as pessoas qualificadas e talentosas contribuam para a economia do Reino Unido», afirma Dighton. Este problema só tenderá a agravar-se sem uma intervenção, sugerem os dados mais recentes.«A composição da migração é menos favorável do que era. As quedas devem-se principalmente a um menor número de trabalhadores e estudantes, enquanto o número de migrantes que procuram asilo no Reino Unido se manteve bastante estável», afirma Brindle.
Para ministros das Finanças como Rachel Reeves e os seus antecessores conservadores, a elevada imigração permitiu-lhes adiar decisões difíceis. Apoiar o sector dos cuidados de saúde, financiar o sistema de ensino superior e fazer face à enorme dívida pública são todos exemplos disso.Agora, chegou a hora de pagar a conta.(resumo)
Imigração ilegal: estes imigrantes que entraram no país com fraudes também são coitados?
Um milhão de euros escondidos em casa e um selo desativado: chefia no MNE "legalizou" mil imigrantes
Funcionária da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas 'legalizou' mais de mil imigrantes com selo falso e teve apoio ao mais alto nível de funcionários estrangeiros
Hugo Franco, Expresso
Maria L. cruzou-se em 2019 com uma alta figura do Estado do Nepal durante uma visita protocolar ao gabinete de atendimento ao público da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, em Lisboa, que chefiava. Nesse encontro, o dirigente nepalês — que viveu em Lisboa entre 2014 e 2020 — apresentou a funcionária pública a Santosh, um empresário tido como alguém de sua confiança e que funcionava como um intermediário entre a Embaixada do Nepal em Paris e a comunidade indostânica em Lisboa. Era o início de uma relação de negócios que veio a dar origem a uma das redes de tráfico de pessoas mais poderosa em Portugal.
A funcionária do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) combinou com o empresário que este teria via verde no acesso ao seu gabinete. Nos anos seguintes, e de acordo com documentos judiciais consultados pelo Expresso, a mulher recebeu milhares de documentos — muitos deles emitidos pela Embaixada do Nepal em Paris e com assinaturas falsas de adidos consulares de embaixadas portuguesas — diretamente das mãos de Santosh, ou através de estafetas a mando deste.
Usava para esse efeito um selo branco do MNE, em ferro fundido, que tinha sido substituído por avaria mas não tinha sido recolhido para abate pelos funcionários do ministério. E que garantia uma certificação do Governo português. Desta forma, a funcionária conseguiu legalizar, de forma irregular, mais de mil imigrantes de vários pontos do globo.
Com os documentos autenticados no MNE, Santosh entregava-os depois no seu cibercafé aos imigrantes que lhe pagavam pelos serviços ilegais. Esta operação permitia que ficassem com o registo criminal ‘limpo’, ativassem o Número de Identificação Fiscal (NIF), o Número de Identificação de Segurança Social (NISS) ou o Número de Utente do SNS (Serviço Nacional de Saúde), podendo abrir contas bancárias, ou obter autorização de residência através do mecanismo da Manifestação de Interesse. A rede de tráfico de pessoas, que se espalhou pela zona Centro, foi angariando interessados através de anúncios difundidos nas redes sociais. A procura chegou a ser tão elevada que em alturas de maior afluência os próprios imigrantes se juntavam num jardim em frente ao gabinete de Maria L. e recebiam, à vez, pela janela do escritório, a documentação que precisavam. Muitos desses encontros acabaram por ser vigiados por inspetores da Polícia Judiciária. E o telefone da suspeita passou também a estar sob escuta. Em algumas conversas, referia-se aos interlocutores como sendo “uma máfia na Índia”.
Maria L. acabaria por recorrer aos ‘serviços’ do marido e da filha para conseguir despachar mais rapidamente o serviço, usando o mesmo selo da Casa da Moeda, por vezes fora das instalações do MNE. A filha chegou a trabalhar no escritório da mãe e funcionava como estafeta de recolha e entrega de documentos, junto dos membros do grupo.
Dois meses antes de ser detida, Maria L. apercebeu-se que a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) “andava em cima deles”. O aviso de nada lhes serviu. Numa megaoperação da PJ, em maio do ano passado, esta “toupeira” do MNE foi detida, juntamente com a família e outros trinta cúmplices. Maria L. tinha na sua posse quase um milhão de euros em notas, dinheiro dividido entre as suas duas residências e um cofre bancário. Encontra-se agora em prisão preventiva, acusada pelo Ministério Público de 500 crimes de auxílio à imigração ilegal, branqueamento e corrupção.
Este ano, 2800 imigrantes do Nepal foram notificados pela AIMApara abandonar o país, após terem sido alvo desta burla que os levou a incluir documentos com um selo falso no processo de Autorização de Residência.
Criticar outros evidenciando as próprias características criticadas
Os outros somos nós
Sílvia Sousa, Expresso
O nosso passado recente tem sido profícuo na demonstração de que algo está, de facto, mudado no nosso país. A ausência de vergonha ou pudor que permitiu normalizar um discurso maniqueísta aparentemente também conferiu um conjunto de direitos a parte da nossa sociedade, entre os quais o de desrespeitar e o de maltratar os “outros”. O facto de forças políticas, eleitas democraticamente, apresentarem um discurso e um comportamento conivente com tal perceção de direitos vem de alguma forma, ainda que erradamente, sugerir que o direito de desrespeitar ou de maltratar os “outros” decorre do nosso sistema democrático ou, simplisticamente, se enquadra na nossa liberdade de expressão.
Paradoxalmente, num país de emigrantes destila-se ódio e preconceito relativamente aos imigrantes, seja de forma mais subtil nas propostas legislativas associadas à nacionalidade, seja de forma despudorada no resguardo de uma esquadra ou descaradamente numa rua ou praça do nosso país, pelo poder político, pelas forças de segurança, pela população em geral.
"uma cultura de impunidade que há muito domina os níveis superiores da universidade"
Medo e Repulsa em Palo Alto
O livro de estreia de Theo Baker é uma investigação digna de cinema sobre a cultura de fraude em Stanford.
por Alex Bronzini-Vender
Durante décadas, “Wall Street” foi o termo genérico americano para a vilania capitalista. A “grande tecnologia” (big tech) está agora a aproximar-se desse papel — e por boas razões.
Theo Baker, um jornalista de investigação prodígio e futuro graduado de Stanford, não é o primeiro a traçar a origem da degradação do Silicon Valley até à sua universidade (Autores como Malcolm Harris, John Carreyrou e Noam Cohen já exploraram território semelhante), mas é o primeiro a documentar, com rigor e detalhe, a história recente e a cultura da instituição.
O livro segue o primeiro ano de Baker, desde os primeiros passos no jornalismo estudantil até à investigação que levou à queda do presidente de Stanford. Pelo caminho, Baker vive algumas experiências típicas — a perda do avô, da namorada e da sua virgindade — mas também outras altamente atípicas, como conviver com bilionários em festas luxuosas.
Baker usa telemóveis descartáveis, mantém as fontes fora da sua lista de contactos e encaminha comunicações através de pseudónimos online e máquinas virtuais. Depois de informar o seu editor num quadro branco, esconde a sua lista de fontes dentro de um marcador apagável guardado numa gaveta. Depois, quando o Volkswagen de Tessier-Lavigne passa pelo edifício do Stanford Daily numa tarde, Baker persegue o carro a pé enquanto o editor o segue de bicicleta. Lê-se como uma memória cruzada com um thriller de espionagem, o que talvez explique porque Baker já vendeu os direitos cinematográficos do livro.
A espinha argumentativa de How to Rule the World é, porém, o caso de Baker contra Stanford. A sua cultura, defende ele, incentiva a fraude.
E Stanford, querendo sempre parecer irrepreensível, falha em disciplinar tanto estudantes como docentes quando estes têm comportamentos inadequados.
Tudo isto explica por que a universidade produz uma concentração invulgar de figuras de alto perfil envolvidas em escândalos: Elizabeth Holmes, Sam Bankman-Fried (que não frequentou Stanford, embora ambos os pais sejam professores), o fraudador de criptomoedas Do Kwon e os co-fundadores da Juul, Adam Bowen e James Monsees, entre muitos outros.
Tomemos o seu tratamento dos jantares de recrutamento de capital de risco. Os estudantes são “caçados” por adultos à procura de um “bilhete premiado”, escreve — adultos que “fetichizam a juventude”.
Qualquer adulto que leve jovens fundadores a sério parece, aos olhos de Baker, suspeito. Por vezes, também a própria inovação tecnológica. O seu desprezo pelos colegas fundadores de startups é evidente. Num trecho revelador, compara estudantes à espera de falar com Ivan, um “talent spotter” de 21 anos para capitalistas de risco, a “animais de quinta à espera pacientemente de se alimentar no comedouro”. Não sabemos nada sobre o carácter destes estudantes; o simples facto de tentarem estabelecer uma ligação profissional torna-os equivalentes a gado. Baker apresenta-se frequentemente como o único virtuoso num mar de oportunistas amorais.
(...)
Baker tem sentido de humor. Mas a sua tendência para transformar os outros em material cómico enfraquece também a sua análise da política do Silicon Valley: os seus sujeitos tornam-se espantalhos. Um “famoso parceiro de VC” anónimo comenta que “o maior problema de Stanford é admitir poucos homens brancos”. Quando lhe perguntam o que o motiva, responde: “Dinheiro. O dinheiro é uma descarga.” Um fundador de uma startup de enorme sucesso, a quem Baker chama Derek, é o observador mais atento do cenário político. Diz querer “construir uma máquina política para tomar São Francisco” e vê a política como “um problema de engenharia a resolver”. Chama ao ensino superior “muito corrupto”, “fechado e frouxo”, e observa que os líderes actuais não têm “uma visão coerente do que significa ter poder”. Depois Baker afirma tê-lo apanhado a alimentar à colher “caviar negro de lote privado Rosewood”, e o capítulo conclui: “Este era o mundo que eu estava a deixar para trás.”
Não conheço Derek nem o VC anónimo, e, por tudo o que sei, podem realmente ser figuras ao estilo do Tio Patinhas. Mas ao não explorar as suas posições políticas nem procurar sujeitos com ideias mais substanciais, Baker deixa de mapear ideologicamente o Vale.
Correntes intelectuais tão influentes como o altruísmo eficaz são ignoradas. No livro não há referência ao racionalismo, ao 'longermismo', ao tecno-accelerationismo, ao pensamento do académico de Stanford René Girard (mentor de Peter Thiel e influência em JD Vance), nem ao neo-reacionarismo anti-democrático de Curtis Yarvin e Nick Land.
“Acho que é possível incentivar a inovação sem permitir a fraude”, escreve Baker nas páginas finais do livro. Espero que esteja certo. Mas o seu cepticismo intenso e categórico em relação aos estudantes-fundadores sugere que ele próprio não tem tanta certeza.
O objectivo de dar dinheiro aos estudantes e deixá-los por conta própria é, nesta leitura, precisamente fazê-los falhar mais depressa. (Não se pode testar a capacidade de gerir dinheiro e pessoas sem dinheiro nem equipas.) O que Baker lê como uma tendência maléfica na cultura de Stanford pode, na verdade, ser fiel ao seu espírito fundador. E se Stanford puder ser diferente — o que está longe de ser garantido — ele não explica como.
Ainda assim, nada disto deve obscurecer o que Baker conseguiu. How to Rule the World é um relato adversarial de uma cultura que, como o próprio Baker observa, poderia muito bem tê-lo absorvido — e, dado o dinheiro envolvido, a sua escolha de fazer jornalismo de responsabilização em vez disso, deve ser valorizada. Ainda hoje, escreve ele, capitalistas de risco continuam ocasionalmente a oferecer financiar uma startup de Theo Baker, caso ele queira.
A universidade que optou por reduzir a sua dimensão
A universidade que optou por reduzir a sua dimensão
Uma instituição de referência aposta que turmas mais pequenas significam melhores resultados.
por Kate Hidalgo Bellows
Salvo a interrupção ocasional dos aviões a jacto da Força Aérea a sobrevoar a zona, a primavera na Universidade do Arizona parece idílica. Os estudantes apanham sol, tiram fotografias de final de curso e desviam-se de robôs antropomórficos de entrega de comida.
A agitação descontraída não deixa perceber que o campus culturalmente diverso, com 43 mil estudantes de licenciatura, é, na verdade, mais reduzido do que tem sido nos últimos anos.
Numa altura em que a maioria das universidades procura aumentar o número de matrículas para reforçar as suas finanças, o Arizona está a fazer precisamente o contrário. No Outono de 2025, a turma de estudantes do primeiro ano diminuiu quase um quinto — uma mudança que os responsáveis descrevem como intencional.
Algumas universidades públicas de referência limitaram o crescimento nos últimos anos para evitar a sobrelotação, num contexto de aumento de popularidade. Mas a lógica do Arizona — admitir menos estudantes para aumentar a conclusão dos cursos e reduzir custos — destaca-se.
Há dúvidas quanto ao grau em que a quebra no número de novos estudantes no Outono passado foi estratégica ou uma surpresa desagradável. E a redução de custos não foi apenas algo desejável; foi uma necessidade. O Arizona saiu recentemente de um défice orçamental de 177 milhões de dólares criado pela própria instituição — resultado de previsões deficientes e de comunicação inadequada. O anúncio de uma «crise financeira» foi um diagnóstico chocante para uma grande universidade num Estado em crescimento, aparentemente o tipo de instituição que deveria estar a prosperar.
Dois anos depois, os responsáveis insistem que o campus está a prosperar, que o défice foi resolvido e que as turmas sobrelotadas pertencem ao passado.
Alguns, em Tucson, vêem, contudo, grandes riscos nestas mudanças. Se estas resultarem numa turma demasiado pequena, a universidade poderá voltar a enfrentar problemas financeiros. E, se conduzirem a um corpo estudantil mais rico e menos diverso do que anteriormente, os responsáveis terão de responder a questões sobre quem a universidade realmente serve.
A Universidade do Arizona aumentou a sua taxa de admissão nos últimos anos e aceita actualmente mais de 80% dos candidatos. Mas, ao mesmo tempo, a universidade tem recebido um número muito elevado de candidaturas «que talvez não fossem sérias», e procurava atrair esses candidatos através da concessão de apoios financeiros generosos, afirmou o presidente, Suresh Garimella.
Garimella afirmou que, quando esses estudantes não tinham notas suficientes para entrar noutras instituições, acabavam por escolher o Arizona e enfrentavam dificuldades académicas, por vezes sem conseguirem concluir os estudos.
«Talvez não os devêssemos ter trazido para cá em primeiro lugar», afirmou. «Quero ter cuidado com a forma como digo isto, porque alguns desses estudantes já estão aqui. Não quero dizer que não deviam estar aqui, mas penso que a nossa nova abordagem é muito mais responsável do ponto de vista ético no que diz respeito à admissão dos estudantes mais adequados.»
Em 2025, o Arizona reduziu os significativos descontos nas propinas para estudantes provenientes de outros Estados, diminuindo uma categoria de apoios financeiros atribuídos com base no mérito académico que os responsáveis receavam não ser suficientemente selectiva e que teria atraído para o campus estudantes menos preparados. A universidade também tinha despedido, em 2024, alguns recrutadores de admissões que estavam distribuídos pelo país, numa altura em que enfrentava dificuldades orçamentais.
Essas mudanças provocaram uma queda impressionante nas matrículas, após anos de rápido crescimento. No final de Setembro, o Arizona informou que a turma de novos estudantes tinha descido de 9.314 para 7.506. Esse número correspondia aproximadamente à dimensão das turmas do primeiro ano antes da pandemia.
O principal factor foi a diminuição do número de estudantes provenientes de outros Estados que efetivamente se matricularam, os quais representam quase metade dos estudantes de licenciatura. A taxa de concretização das matrículas (yield rate) entre os estudantes do primeiro ano vindos de outros estados caiu de 12,5% para 8,5% entre 2024 e 2025. O número de estudantes internacionais também registou uma quebra, à medida que os estudantes estrangeiros enfrentavam dificuldades relacionadas com vistos.
A administração apresentou estas mudanças de forma positiva. Segundo um comunicado, a nova estratégia «restabelece a dimensão tradicional das turmas do primeiro ano e aumenta substancialmente a percentagem de estudantes do Arizona». E, devido à redução da política de descontos, as receitas provenientes das propinas não sofreram alterações significativas, afirmaram os responsáveis.
«Somos instituições do Arizona e queremos dar prioridade aos habitantes do Arizona», afirmou Doug Goodyear, presidente do Conselho de Regentes do Arizona. «Portanto, não se trata apenas de as turmas serem demasiado grandes, mas também de o montante de apoio financeiro concedido a estudantes de fora do Estado ter sido demasiado elevado.»
A vice-reitora Patricia Prelock, que assumiu funções em Maio passado, escreveu um artigo de opinião no Arizona Daily Star a contrariar um impulso comum no ensino superior: o de continuar a crescer.
«A cada Outono, as universidades entram numa corrida para celebrar o crescimento das matrículas, como se mais significasse automaticamente melhor», escreveu Prelock. «Mas o número de alunos, por si só, esconde a missão: saber se os estudantes estão preparados para a exigência da universidade, quantos progridem até à conclusão dos cursos e, em última análise, quantos se formam preparados para um trabalho significativo e vidas realizadas.»
A taxa de graduação em seis anos do Arizona é de 70,9%. Das 14 instituições que o Arizona considera suas pares (e que, por sua vez, também o consideram par), todas têm taxas mais elevadas (a da Ohio State é de 86,6%, a da Michigan State é de 80% e a da University of Missouri at Columbia é de 76,6%, para citar alguns exemplos).
Prelock afirmou que gostaria de ver uma taxa de graduação em seis anos de 85% e uma taxa de retenção do primeiro para o segundo ano de 90% (a instituição situa-se atualmente nos 83,2%).
«Por cada estudante que conseguimos reter, a universidade poupa dinheiro, e o estudante também poupa dinheiro», afirmou Prelock. «E por cada estudante que consegue concluir o curso em quatro anos, isso representa uma vantagem financeira significativa, tanto para o estudante como para a universidade.»
Para a turma que entra no Outono de 2026, a Universidade do Arizona introduziu novas alterações para tentar construir um corpo estudantil mais competitivo.
Anteriormente, os candidatos tradicionais tinham admissão garantida na universidade se frequentassem uma escola secundária acreditada e estivessem, ou nos 25% superiores da sua turma de finalistas, ou tivessem uma média ponderada não ajustada de 3,0 até ao 11.º ano em determinadas disciplinas.
«Era realmente um processo de admissão baseado na média final», disse Garimella ao The Chronicle. «Tinha uma média de 4,0, recebia este nível de bolsa. 3,9, recebia este. 3,8, recebia este. O número de estudantes admitidos aumentou muito ao longo de quatro ou cinco anos com essa abordagem.»
Mas alguns dos estudantes que esse modelo trouxe «não estavam preparados para aguentar o ritmo», afirmou, e não conseguiram manter-se nem concluir os estudos em números suficientes.
Agora, todos os candidatos são avaliados através de uma análise mais abrangente — desempenho académico, actividades extracurriculares e uma redacção — típica de instituições com selectividade moderada. A universidade também introduziu um prazo de candidatura antecipada (early action) em Novembro, para concentrar a atenção dos candidatos mais motivados.
A universidade também restaurou e reforçou os cargos de recrutadores de admissões. Prelock afirmou compreender porque é que esses postos foram eliminados, mas sublinhou que eram importantes.
«Tenho a certeza de que foi por isso que [as matrículas] também estiveram baixas no último ano», disse Prelock, reconhecendo que a descida não foi inteiramente intencional, «porque não havia pessoas no terreno a contar verdadeiramente a história da Universidade do Arizona.»
Além disso, o Arizona está a tentar simplificar e melhorar a oferta de alojamento e os serviços estudantis, afirmou Amanda Kraus, vice-reitora dos assuntos estudantis. Um novo edifício de residências universitárias, com capacidade para 1.200 estudantes e uma cantina integrada, deverá abrir no outono de 2028.
O Arizona está também a avançar para a expectativa de que os estudantes de primeiro ano, em início de licenciatura, vivam no campus. As autoridades calcularam que os estudantes do primeiro ano que vivem no campus apresentam, em média, uma taxa de retenção do primeiro para o segundo ano de 81%, comparativamente a 73% entre os que vivem fora do campus. Aqueles que vivem no campus durante um ano ou mais têm uma taxa de graduação em quatro anos 50% superior. Haverá excepções para estudantes que vivam num raio de 30 milhas do campus ou que enfrentem circunstâncias ou dificuldades específicas.
«Sabemos que os estudantes que vivem no campus têm um desempenho melhor, por isso estamos a investir nisso», afirmou Kraus.
Joshua Travis Brown, professor assistente na Escola de Educação da Universidade Johns Hopkins, afirmou que há alguma verdade na ideia de que, quanto mais pontos de contacto um estudante tem, maior é o sentido de pertença, maior o acesso a serviços de apoio e maior a probabilidade de o estudante permanecer na instituição. «É menos provável que se perca pelo caminho porque só vai ao campus numa terça ou quinta de manhã, ou numa terça e quinta à noite, e no resto do tempo está apenas na comunidade local.»
O próprio Brown começou os seus estudos no Arizona, vivendo em casa. Descreveu o campus como um «mar de indivíduos», muito maior do que a sua escola secundária em Tucson. Após um ano perdido no meio da multidão, transferiu-se para uma instituição religiosa mais pequena fora do Estado.
«Porque estava no campus, mergulhei na cultura da instituição para a qual me transferi e acredito que me tornei uma pessoa melhor por causa disso», afirmou. «Sou, ironicamente, um desses indivíduos … a quem a Universidade do Arizona está agora a começar a dar mais atenção.»
A estratégia de redução do Arizona levanta questões sobre aquilo que, exactamente, a universidade pretende tornar-se e a quem quer servir.
A universidade tem de lidar com a sua vizinha gigantesca, a Arizona State University, que cresceu exponencialmente nas últimas duas décadas e se tornou pioneira no ensino online. As duas instituições têm taxas de admissão e de graduação semelhantes. Encontrar formas de diferenciar o Arizona da ASU parece ser essencial para traçar um caminho futuro, mesmo que os responsáveis da universidade não o expressem explicitamente dessa forma. «Somos todos amigos e felizes no Arizona», afirmou Goodyear, presidente do conselho.
Leila Hudson, professora associada de estudos do Médio Oriente e presidente do Senado Académico, mostrou-se menos sentimental em relação à concorrência com a ASU e aludiu a uma diferença significativa entre os dois campus: o Arizona teve seis presidentes no mesmo período em que Michael Crow liderou a ASU.
«Eles estavam a ganhar-nos terreno enquanto a nossa liderança hesitava e cometia erros», afirmou.
Hudson e outros docentes mostram-se compreensivos quanto à necessidade de manter turmas com dimensões mais controladas, mas preocupados com o facto de a universidade poder deixar de estar acessível a estudantes de todas as origens sociais.
A universidade tem uma elevada proporção de estudantes de licenciatura hispânicos e latinos, de 27,8%, e uma percentagem significativa de estudantes elegíveis para bolsas Pell, de 28,4%. O campus ocupa quase 400 acres no centro de Tucson, a cerca de uma hora da fronteira com o México e próximo de várias nações indígenas.
Nolan Cabrera, professor no Centro de Estudos do Ensino Superior que investiga as dinâmicas raciais nos campus universitários, afirmou que a redução do número de estudantes considerados «em risco» está claramente ligada a questões de raça e classe.
«Estamos a pegar em estudantes que já têm privilégios, trazê-los para cá e dizer: “Vejam, somos uma instituição melhor” nesse processo», afirmou Cabrera. Em contrapartida, acrescentou, a universidade pode fazer uma grande diferença para estudantes de reservas e de zonas mais pobres do estado.
Cabrera, que lecciona na universidade desde 2011, disse que os últimos presidentes da instituição tiveram todos a ideia errada de que poderiam transformar o Arizona numa «instituição pública de elite ao nível de Berkeley ou Michigan». Mas, segundo ele, a universidade nunca terá os mesmos recursos nem atrairá o mesmo tipo de estudantes.
Hudson descreveu a taxa de graduação do campus como um «tema sensível».
«Somos muito cautelosos com qualquer modelo que seja explicitamente ou implicitamente desenhado para selecionar estudantes tipicamente brancos, de classe média ou média-alta, à custa das nossas comunidades sub-representadas», afirmou Hudson. «Somos, e devemos ser, igualmente acessíveis a todos os estudantes do Arizona, por isso [o corpo docente] rejeita de forma muito firme qualquer … modelo que procure melhorar as nossas taxas de retenção e de graduação através de uma seleção demográfica dos nossos estudantes.»
Hudson disse que houve confusão este ano em torno das alterações nas admissões, uma vez que estudantes que poderiam ter assumido que seriam admitidos acabaram por não ser, tendo de procurar outras opções.
Questionada sobre as preocupações dos docentes, Prelock afirmou que existem muitas perceções erradas. Segundo ela, circulam anedotas — por exemplo, sobre o filho de alguém que não foi admitido —, mas estas não contam a história completa.
«Quando os docentes têm preocupações ou veem uma mudança, querem sempre saber: “Ok, como é que isso me vai afectar?”», afirmou ela. Sublinhou que o sucesso dos estudantes deve ser a bússola orientadora (North Star).
«Não é apropriado», disse a vice-reitora, «aceitarmos estudantes que sabemos que não têm qualquer hipótese de ter sucesso e que não têm meios financeiros para isso.»
https://www.chronicle.com/article/the-university-that-chose-to-shrink
O maior custo das guerras
Guerra Civil americana
«Minha Queridíssima Esposa
Se for necessário que eu caia no campo de batalha pelo meu país, estou pronto. Não tenho dúvidas nem falta de confiança na causa em que estou empenhado e a minha coragem não vacila nem enfraquece. Sei o quanto a civilização americana depende agora do triunfo do governo e quão grande é a dívida que temos para com aqueles que nos precederam através do sangue e do sofrimento da Revolução e, estou disposto, perfeitamente disposto a abdicar de todas as minhas alegrias nesta vida para ajudar a manter este governo e para pagar essa dívida.
Sarah, o meu amor por ti é eterno. Parece prender-me com laços indestrutíveis, que só a Onipotência poderá romper; e, no entanto, o meu amor pela pátria invade-me como um vento forte e leva-me irresistivelmente, com todas essas correntes, para o campo de batalha.
As memórias de todos os momentos felizes que passei contigo vêm-me à mente e sinto-me profundamente grato a Deus e a ti por ter desfrutado deles durante tanto tempo. E como é difícil para mim abdicar deles e reduzir a cinzas as esperanças dos anos futuros, quando, se Deus quiser, ainda poderíamos ter vivido e amado juntos e visto os nossos rapazes crescerem ao nosso redoraté uma honrosa idade adulta.”
Ballou morreu na Batalha de Bull Run. Este é o maior custo das guerras. Hoje é o Dia da Lembrança nos EUA. Em Portugal, apesar dos nossos quase 900 anos de história com tantas guerras para defender as nossas fronteiras -que se mantiveram mais ou menos as mesmas durante todo este tempo- não temos um dia de recordar os que fizeram esse último sacrifício em nome da pátria. Comemora-se os que caíram na Primeira Grande Guerra e na Guerra do Ultramar, mas a nossa história como país com este nome de Portugal começou no século XII, não no século XX.
May 23, 2026
Paralelismos
Outro pacífico excelso de algibeira.
He has never walked his entire life pic.twitter.com/SPhnO0r22v
— Movie Magic (@marcel_aromeh) May 23, 2026
Os flotilhos são pacíficos e excelsos como li hoje num artigo de jornal?
Talvez não. Estes chegaram a Espanha, atacaram polícias, barraram as portas do aeroporto para tirar selfies e gritar free palestine e acabaram presos, depois de resistir à prisão. Uma coisa é o comportamento de um ministro israelita ser execrável e indigno, outra é os flotilhos dizerem que são vítimas.
We demand an explanation from the Spanish government regarding its treatment of the flotilla anarchists pic.twitter.com/k2bbkKq7tm
— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) May 23, 2026
Quem foi a 1ª pessoa a perceber quem era Putin?
Tom Clancy? Em 1984 (uma coincidência Orwelliana), no ano da chegada de Putin ao KGB de Moscovo (outra coincidência) Clancy escreveu o seu romance de estreia, The Hunt for Red October, um thriller de espionagem naval passado em submarinos - o 1º livro da série de Jack Ryan. No livro, o comandante Marko Ramius, um capitão de submarino soviético, tenta desertar para os Estados Unidos com o «Outubro Vermelho» — um submarino nuclear experimental, praticamente indetectável. O nome da doninha do KGB a bordo do submarino da URSS, responsável por controlar Ramius chamava-se Putin. Putin não é um nome vulgar na Rússia nem em lado algum. Clancy deve ter feito uma grande pesquisa para o filme e deve ter ido dar com Putin. Conheceu-o, de uma maneira ou de outra, e topou-o pelo que é. No livro, o comandante Ramius não tem dúvidas sobre o tipo de pessoa que ele é e dá-lhe sumiço antes que ele estrague tudo e mate todos.
Quem também o topou muito bem foi Margaret Thatcher. Quanto a essa não há dúvida, pois Clancy tê-lo topado é uma suposição. Porém, Thatcher disse-o publicamente aquando do desastre do submarino Kursk em 2000 (outra coincidência). Falou do seu desinteresse e total desrespeito pela vida humana, They still do not value human life in the same way that we do.
