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December 31, 2025

Se isto fosse todos os dias por toda a parte...

 

Mas não é. É preciso uma guerra sangrenta para que os homens das religiões ponham de lado as diferenças e o fomento do ódio e se lembrem do que apregoam. 

December 24, 2025

A crença num Deus (ou muitos) e a religião são coisas diferentes

 

A crença num Deus (ou muitos) responde à pergunta: existem seres sobrenaturais e, existindo, será que um deles (ou vários) tem poder para ter criado o que existe? E quando morrer tenho acesso a esse nível de realidade sobrenatural? A crença num Deus (ou muitos) faz parte da procura de sentido para a existência e para a morte. É um projecto existencial. A crença num Deus (ou muitos) não obriga a nenhum culto, a nenhuma ordenação, a nenhuma obediência, a nenhum código moral específico, a nenhuma escatologia. Estas 'obrigações' já pertencem às religiões organizadas que pretendem sistematizar e manipular o projecto existencial das pessoas a partir da sua crença num ser (ou vários) sobrenatural.

A religião responde à pergunta: que tipo de sociedade queremos quando acreditamos em seres sobrenaturais poderosos e qual o lugar dos humanos nessa sociedade. A religião é um projecto ideológico e político de ordenação e controlo dos seres humanos por um grupo de homens que se intitulam os guardadores das palavras do(s) ser sobrenatural e conhecedores das suas intenções e se arrogam o direito de proclamar os sacrifícios devidos a esse ser sobrenatural.

Os primitivos, vendo o poder da Natureza, contra o qual quase não tinham defesa, divinizaram-no: o Sol, a luz e as trevas, as estrelas, o mar, o vulcão, o nascimento e a morte, a Primavera, etc. Mais tarde, deram nomes a essas realidades divinizadas e alargaram-nas a quase todas as áreas da esfera humana: o deus do vinho, do amor, da matemática, o deus com cabeça de cão, de gato, o deus das colheitas, etc. Seguidamente escolheram um desses seres sobrenaturais para ser o chefe dos outros, tendo mais poder que os outros: Ahura Mazda, Zeus, Rá, Júpiter, etc. Depois exageraram até ao absoluto o poder do ser sobrenatural e criaram os deuses únicos. De cada vez que se construiu um novo patamar neste zigurate, os anteriores, que o sustentaram, tornaram-se irrelevantes e até ridículos - quem hoje levaria a sério que se mudasse a organização social ou se praticassem sacrifícios para obedecer a um capricho de Poseidon ou de Aries? No entanto, continua a usar-se a crença num ser sobrenatural para exigir a mudança da organização social e para exigir sacrifícios a alguns humanos em benefícios de outros. Então, como outrora, no tempo do deus Sol, de Zeus ou de Rá, continua a haver sacrificados, embora já sem sangue, na maioria dos casos. e quem são os sacrificados? As mulheres (e as raparigas), as crianças e os seres humanos de raças e credos diferentes. Todas as religiões pedem o sacrifício destes no altar da ideologia religiosa, às mãos dos seus auto-proclamados guardadores dos segredos.

As religiões são a maior fonte de ódio entre os seres humanos e o maior projecto humano de discriminação. Muitas religiões são imorais, como diz esta comentadora. Praticam e pregam o ódio, a misoginia, o racismo, a intolerância, em suma, o sacrifício dos outros no altar do poder de uns poucos.

Quando lemos os textos das religiões, quando sabemos a origem da sua teologia e das suas «obrigações», para não falar dos seus 'santos', nada daquilo faz sentido fora de uma lógica de poder político. Um dia, quando se ultrapassar esta sociedade patriarcal vamos olhar para estes deuses e para as suas histórias e 'deveres' da mesma maneira que olhamos agora para a história de Rá ou de Zeus.


August 22, 2025

Maomé falhou o teste do tempo

 

Se formos ver quais os líderes religiosos das principais confissões resistem ao teste do tempo, Maomé não é um deles, certamente. Se estivesse vivo era perseguido e preso por pedofilia, esclavagismo, discriminação e terrorismo. O livro que escreveram com as suas palavras é um livro de ódio, de como matar, escravizar, violar raparigas, etc.

Joseph Smith, o líder dos mormons seria perseguido e preso por poligamia, crueldade aos seguidores do seu culto e assassinato.

Lutero seria perseguido por racismo, anti-semitismo e misoginia extremas. Era uma pessoa que pregava o castigo e praticava-o ferozmente. Era cruel e pregava a salvação de uma elite escolhida.

Estes três primeiros são obcecados por sexo e por controlar sexualmente as mulheres. Os seus seguidores mantêm essas crenças e práticas, mesmo após mais de mil anos, em alguns casos.  Os dois primeiros foram grandes violadores em série.

Os hebreus não têm propriamente líderes religiosos, têm profetas.

Confúcio aconselhava o seguidismo, a obediência à frente da razão, a submissão à autoridade. Não por acaso os ditadores chineses sempre gostaram dele e os chineses são bons na obediência.

Buda e Jesus vencem o teste do tempo. Pregavam o amor, o bem, a compaixão e a não-violência. Passaram a vida a tentar ajudar e fazer o bem.

Os seguidores de Jesus são muito diferentes dele e dos seus ensinamentos. Têm uma história de poder, perseguição, sangue e obsessão por sexo e controlar sexualmente as mulheres. Até aos dias de hoje.

E são pessoas guiadas por aqueles líderes religioso que mandam em meio mundo.


July 22, 2025

Nunca deixes que os direitos humanos se interponham entre ti e o teu culto religioso fascista

 

Texas - sofres um aborto espontâneo e vais presa 5 meses. O Estado dá os restos do teu feto a um culto religioso para que façam os rituais que quiserem e o culto de fanáticos religiosos enterra-o. Tudo sem te pedir autorização. Tu vais presa 5 meses, o culto de fanáticos fica livre para perseguir outra mulher e roubar-lhe o feto para rituais.

É por isto que Trump mandou tirar dos textos oficiais e dos MCS as palavras, mulheres e activistas.

Estamos a assistir à fascização e teocratização dos EUA.

July 19, 2025

Teologia do domínio

 

Uma passagem da Bíblia diz que o ser humano foi feito por Deus para crescer, multiplicar-se e dominar a Terra: 

“Deus os abençoou e lhes disse, sejam férteis e multipliquem-se. Encham e subjulguem a terra. Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra”.

Na interpretação literal evangélica, o que se entende por esta passagem é que todos os eleitos por Deus devem ter domínio sobre tudo e, por isso, especialmente na condução do Estado.

Essa teologia foi desenvolvida inicialmente nos Estados Unidos, nos anos 70 e 80 do século passado e recentemente foi adoptada no Brasil.

Qual é a sua ideologia? Entender que têm de dominar a sociedade, não apenas na religião mas numa forma ampla, nos chamados 'sete montes': governo, família, educação, meios de comunicação social, religião, negócios e artes.
Diferentes tradições evangélicas, provenientes do Grande Revivalismo protestante americano que engloba, sobretudo puritanos, mas também baptistas e outros credos cristãos, vão unir-se e mobilizar-se para combater o movimento da sociedade em direção à secularização, ao laicismo, no governo e na educação e para combater o feminismo e o crescimento dos movimentos gay.  (Odir Fontoura)

Então constituem-se à volta de um cristianismo conservador e atávico, em defesa dos bons costumes e da família tradicional. 

Temo-los visto crescer nos EUA, em todos os 'sete montes' e estão agora em pleno domínio do governo central e em muitos Estados. Reverteram o diereito das mulheres à saúde e ao controlo da sua saúde reprodutiva, proibiram os médicos de prestar assistência às mulheres, mesmo em risco de vida, limitaram o direito das mulheres ao voto com um estratagema de só poderem votar se conservaram o seu nome de solteiras, retiraram as mulheres de todos os cargos políticos importantes considerados tradicionalmente de direito masculin, etc. Votaram em Trump para não votarem numa mulher.

Em Portugal importámos este 'dominianismo' através de várias igrejas brasileiras e temos os evangélicos a crescer no poder por intermédio do Chega. 

À medida que o discurso extremista deste movimento cristão se torna comum, outras fés cristãs, nomeadamente a católica, que estavam subindo a ladeira do respeito pelos diretos humanos dos gays e, quem sabe, um dia, até das mulheres, sentem-se legitimados para resvalar ao discurso retrógrado patriarcal que, por comparação com os evangélicos, até começa a parecer moderado.

Como estamos lembrados, PPC e outros cristãos, tentaram influenciar uma mudança na Constituição no sentido de combater o feminismo enquanto acesso das mulheres ao trabalho, para conservar a 'família tradicional patriarcal'. Também assistimos ao crescimento da presença das igrejas na comunicação social (quase todos os jornais têm opinadores influencers do cristianismo patriarcal), na educação (os lobbies cristãos estão por detrás das recentes mudanças no ME na disciplina de cidadania; dos contratos de associação - aqui como nos EUA e no Brasil- com colégios privados de ensinamento cristão; do recrudescimento dos fiéis masculinos nas igrejas cristãs patriarcais católicas e evangélicas; da revalorização da arte representativa e desvalorização da arte abstracta e, em geral, da presença das religiões na vida cívica secular.

O objectivo da 'Teologia do Domínio' é a teocracia ou, pelo menos, o teonomismo (de teo, Deus + nomos, lei), que consiste numa sociedade onde o Direito está subordinado às leis da religião e trabalha para elas.

Os evangélicos são os talibãs do Ocidente. Podem não matar as mulheres e os gays com enforcamento, decapitações à faca ou apedrejamento, mas matam-nos socialmente e obrigam as mulheres à submissão social, económica e sexual. Podem não obrigar à burca ou hijab, mas obrigam ao encerramento dentro de casa, sem voz nem voto, sem autonomia e liberdade de ser.

É bom que as sociedades se protejam e travem estes carro antes de atingir o cume como atingiu nos EUA. Lá, já anularam os direitos das mulheres a serem cidadãs de peno direito, já manietaram os advogados e firmas que não se submetem ao dominianismo, já calaram a comunicação social crítica (todos os dias calam a voz a mais um), já afastaram dos negócios os liberais laicos e os progressistas, retiraram milhões de livros das escolas e bibliotecas porque divergem da doutrina oficial, apagaram dos sites oficiais as pessoas e acontecimentos que não se encaixam na sua tirania ideológica, etc.

Temos neste momento, no mundo, 3 ideologias totalitárias muito perigosas, duas religiosas -a cristã evangélica e a islamita- e uma de inspiração fascista/estalinista, que é a russa. O pior é que estão em conluio umas com as outras, ao mais alto nível. Trump está em conluio com a Rússia, que está em conluio com os talibãs e o Irão, que está em conluio com o Hamas e os Estados islamitas, que estão em conluio com a ONU.

Este revivalismo cristão evangélico não é uma tendência das sociedades, uma coisa orgânica, é um projecto ideológico com estratégia delineada e objectivos definidos. Tal como a ideologia islamita e a russa. 

Seria bom que os países democráticos, os que querem continuar a evoluir no desenvolvimento da liberdade de cada um escolher o seu projecto de vida sem, com ele, ameaçar a existência e a liberdade dos outros seres humanos e do respeito dos direitos de todos os seres humanos, se aliassem uns aos outros, conscientes de que é preciso defender este modo de vida social e político e que isso não se coaduna com esperar que alguma divindade resolva os problemas ou tolerar as ideologias totalitárias e pô-las ao mesmo nível que os movimentos não-totalitários, pois se não o fizerem, quando perceberem o que se passa, já lá estão, como aconteceu nos EUA.

Para isso, os políticos, os jornais e as TVs teriam que desistir de serem trombetas destas ideologias totalitárias.

June 16, 2025

A minha hipótese é esta

 


O mito do génesis, que está presente em inúmeras religiões foi inventado por uma pessoa qualquer e depois espalhou-se como uma moda. A minha hipótese é a de que quem o criou era um incel ou um misógino qualquer despeitado e furioso por a humanidade nascer das mulheres de maneira que inventou uma história em que as mulheres tinham nascido do primeiro homem. De outra maneira, como é que o macho justificava os homens terem domínio, primazia, superioridade e poder sobre as mulheres? 

É claro que hoje em dia nenhum crente religioso adulto que não seja imbecil acredita nessas histórias ou em outras como acreditar que na missa quando o padre bebe um copo de vinho tinto está a beber o sangue de Cristo por um milagre de transformação. Excepto os islamitas que acreditam que histórias escritas por pastores e outros homens de pouca instrução e de guerra, há mais de mil anos, cheias de parvoíces, superstições e contradições que não passam no crivo mais lasso da ciência actual, são a verdade de um Deus qualquer que nos espia à distância para ver quando falhamos. Os Jeovás e os evangélicos também pertencem a esta categoria de pessoas de emotivismo infantil. 


June 15, 2025

Todos os dias o judeu devoto agradece a Deus por não ser uma mulher

 


Até percebo que isto fizesse sentido 1000 anos antes de Cristo no tempo de Moisés ou 300 anos depois Cristo, mas no século XXI...? Tudo o que respeita aos homens pode mudar com o tempo nas religiões, mas o que respeita às mulheres tem de ser tal qual o profeta x ou y disse 500 anos antes de Cristo ou depois ou como um bispo qualquer decidiu numa reunião de compadres lá pelo ano 620 AC. As mulheres ainda têm que ser controladas, presas, impedidas de ser donas dos seus corpos, das suas vidas e dos seus destinos, ser submissas, domésticas, cuidadoras, sorridentes, prestarem-se à servidão sexual, etc. porque um homem qualquer o disse há 1500 anos ou 200 anos ou 3000.

A minha questão é: porque é que os homens das Igrejas não mudam esses preceitos imorais? São discriminatórios, alimentam a violência doméstica, o sofrimento, a servidão, a doença mental, o narcisismo dos homens... porque não mudam os preceitos e porque não evoluem nas suas mentalidades? 

É que isso a mim diz-me que é intencional e que no fundo, os homens das religiões querem controlar as mulheres para poderem ter o poder de servir-se das mulheres para a sua gratificação ou até para lhes fazer mal. Predação.


January 23, 2025

Uma lástima...

 


January 18, 2025

O islamismo é incompatível com os princípios da democracia

 


E que pensam que as mulheres são propriedade dos homens.

Estamos num país laico. A abertura do ano judicial deu-se sem a presença da Igreja Católica. Esse é o caminho certo. O Estado de Direito tem de ser independente e vigilante das religiões organizadas, sobretudo as subversivas e intolerantes como são as do Islão.

A religião islâmica é incompatível com as democracias. Não há uma única democracia islâmica no mundo. Há algumas que têm eleições até certo ponto, mas é proibido votar num cristão ou num ateu, para já não falar numa mulher. Não respeitam os direitos humanos, nem o Estado de Direito. 

Logo o termo, "República Islâmica", declara que a lei a ser obedecida é a da religião, mesmo que votem num homem hoje e outro amanhã. Maomé foi o único fundador religioso que andou armado a matar pessoas e a defender a matança dos inimigos - que eram todos os que não lhe obedeciam. Se formos ver as outras religiões, todas tiveram fundadores não guerreiros: Moisés, Jesus, Zoroastro, Lao-Tsé, Buda, Confúcio, Xancara, para nomear os mais importantes.

Talvez por isso as outras religiões que também praticaram, em muitos casos, o poder político e a guerra, tenham sido capazes de alguma evolução. Porém, o islamismo mostra uma estagnação nos princípios e práticas de um líder militar tribal do século VII. Continuam a defender a guerra aos infiéis, a aniquilação dos direitos da mulheres, a compra e venda de pessoas como escravas, seja de trabalho, seja sexuais, os casamentos pedófilos. A compra e venda de crianças e pequenas adolescentes para fins de violação vai de vento em popa no Afeganistão, no Irão, na Síria e em muitos outros países islâmicos. O próprio termo 'República Islâmica' é uma contradição nos termos, pois um país que impõe a religião e leis islâmicas não pode ser uma República. Nada é 'coisa pública' nesses sistemas arcaicos religiosos.

Portanto, essa religião é incompatível com os princípios da democracia que têm que ver com: respeito por uma lei universal, liberdade religiosa ou até de não-religião, respeito pelo outro, respeito pelos direitos humanos, respeito pela liberdades cívicas, igualdade dos cidadãos perante a lei, as mulheres serem cidadãs que pertencem a si mesmas e não aos homens ou ao Estado. Não estou a dizer nada de revolucionário ou alguma novidade. Isto é o óbvio e se as sociedades ocidentais não querem ser destruídas com guerras sociais por pessoas que só obedecem à lei de Maomé e não se integram, têm que tomar medidas de prevenção em vez de querem que se tolere o intolerante.

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“A Suécia está a planear alterar a sua Constituição para retirar a cidadania aos cidadãos com dupla nacionalidade que obtenham os seus passaportes de forma fraudulenta ou que cometam crimes que ameacem a segurança nacional.

A Suécia está a lidar com três ameaças paralelas e muito graves à nossa segurança interna”, disse o Ministro da Justiça Gunnar Strömmer numa conferência de imprensa. “O extremismo violento, os actores estatais que agem de forma hostil em relação à Suécia e o crime sistémico e organizado”.

A Suécia já foi considerada uma das nações mais favoráveis à imigração na UE e o número de cidadãos suecos nascidos no estrangeiro duplicou nas últimas duas décadas, representando cerca de um quinto da sua população de 10,5 milhões.

No entanto, nos últimos anos, o país tem vindo a reprimir fortemente a imigração. Em 2016, na sequência da crise migratória europeia, foram concedidas mais de 86 000 autorizações de residência a requerentes de asilo e seus familiares, mas no ano passado esse número caiu para um mínimo histórico de 6 250.

No início desta semana, o Governo anunciou que os imigrantes que pretendam obter a cidadania terão de viver no país durante oito anos, em vez de cinco, antes de poderem apresentar o pedido."

euronews.com/


June 08, 2024

As religiões são o maior motor da História de apartheid de género

 


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Aqui estão meia dúzia de rapazes a exprimir os ensinamentos do Islão, numa versão, não radical. São miúdos mas já praticam e promovem  o apartheid de género. Tirando a religião anglicana, que teve o cuidado de se reformar, ao longo da história, todas as grandes religiões do mundo promovem e praticam o apartheid de género, embora umas em maior grau que outras. A evangelista e a islâmica em maior grau que algumas correntes budistas, por exemplo, mas todas impõem um apartheid de género.

Isto é óbvio, não estou a dizer nada que possa ser negado e as afirmações de que a religião não é isso são inconsequentes porque nenhuma (com aquela excepção) abre mão desse apartheid de género. Em Portugal, há pouco tempo, alguns homens, invocando a tradição religiosa, queriam impor esse apartheid de género, escrevendo-o na Constituição da República. No século XXI, esta mentalidade obscurantista parece-me inadmissível. 

Em todas as religiões as decisões são tomadas pelos homens, a doutrina, as regras de conduta e a lei religiosa é imposta pelos homens. Às mulheres cabe o papel de servas dos homens. Devem estar separadas deles, ouvir os seus ensinamentos paternalistas, obedecer às suas ordens e disporem-se a ser objectos de conforto e sexuais dos homens. Não admira que as religiões sejam ninhos onde cresce o narcisismo, o complexo de Deus e o abuso de poder: eles estão inscritos nas práticas e na deontologia das religiões.

Esta prática está tão interiorizada pelos homens, que se educam uns aos outros para ter este poder imoral sobre as mulheres, que nem se apercebem do total desrespeito com que falam às mulheres e das mulheres,  quando lhes ordenam o que devem ser enquanto seres humanos, qual deve ser o seu projecto de vida, se podem ou não ter alguma presença no espaço público, como se devem apresentar aos homens, quando e como podem ter relações sexuais, etc.

As religiões não foram instituídas por nenhum Deus, mesmo que um tal Deus exista. Foram instituídas por homens no poder e por homens que queriam o poder. São as grandes responsáveis por apagar as mulheres da História e de ensinar a História como se fosse um feito dos homens onde não há mulheres. Por todo o lado no espaço público e privado temos que ver pilas erectas a comemorar todos os acontecimentos humanos.

Do ponto de vista das religiões, a sigla D.H significa, Direitos dos Homens e não, direitos dos seres humanos.

Se as religiões fossem civilizadas, neste sentido de respeitarem os direitos humanos, já se tinham reformado para serem projectos de respeito pelo outro e não projectos de opressão, submissão a apagamento de mulheres.

A mim preocupa-me muito, em geral, o crescimento das religiões, porque é sempre acompanhado de tentativas de destruição dos direitos humanos das mulheres, mas o crescimento da religião islâmica no espaço europeu preocupa-me sobremaneira porque a sua prática está ao nível das práticas medievais. 

Este vídeo seguinte é em Lisboa. Não se passa aqui nada de dramático como diz o título das imagens. Esta conta de Twitter é muito racista. No entanto, passa muito vídeos do que se passa com os islamitas, sobretudo em Londres, em França e na Alemanha. Aqui o que se vê são pessoas, calculo que imigrantes, numa fila qualquer, em Lisboa, ordeiramente. Porém, não se vê uma única mulher. Nem uma mulher. Em certas culturas não-laicas, as mulheres não existem no espaço público nem têm acesso a direitos de cidadania básicos como eleger ou ser eleitas para cargos públicos ou praticar certas profissões, etc.

Como dizem os miúdos no primeiro vídeo, " a minha futura mulher está em casa às 6 ou 7 da tarde e não tem redes sociais" - para não saber que o normal seria todos sermos livres e donos de nós próprios.

Penso que devíamos aceitar todas as mulheres e crianças que vêm como imigrantes desses países onde a religião é um ataque diário aos direitos das mulheres (todos vemos o que se passa no Irão, na Arábia e outros países árabes, no Afeganistão, etc.) mas ter cuidado com os homens anti-mulheres que se deixam entrar. Já basta os que machos latinos que cá existem, não precisamos de outros piores.

 

March 11, 2023

As religiões como sistema de opressão das mulheres