May 25, 2026

As escolas como terreno de caça




ADVANCE STATION ESTÁ A SER INVESTIGADA PELO DIAP 

Burla nas escolas: Direcção-Geral da Educação autorizou empresa privada a ‘sacar’ dados de alunos a partir de 2011

Desde 2014 que a empresa usava uma suposta associação como fachada para entrar nas escolas, através da realização de “inquéritos”, “testes de orientação vocacional” e “projectos educativos”. Mas uma investigação do PÁGINA UM detectou que já em 2011 a empresa obteve autorização da Direção-Geral da Educação (DGE) — que foi integrada no novo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA)— para “sacar” dados dos alunos de escolas públicas, através da realização de um “inquérito”, apesar dos evidentes conflitos de interesse. O “inquérito” autorizado não só era inapropriado para as idades dos alunos, como não tinha rigor científico e ainda apresentava inúmeros erros ortográficos.

Isto significa que há pelo menos 15 anos que o empresário de venda de cursos de formação João Carlos da Silva Oliveira Dias, dono da Advance Station, tem acesso directo aos alunos das escolas públicas para obter os seus dados e detectar tendências de necessidades formativas. Com essa informação, tem conseguido não só obter informação crucial para saber quais os “cursos” a vender, mas — mais importante — tem ganhado acesso directo aos encarregados de educação, aos quais vende cursos com recurso a práticas comerciais ilegais.

(...) o acesso “autorizado” de João Dias aos dados dos alunos do ensino público já vem de 2011, quando a DGE autorizou uma sua empresa, a Avance Station SA (que foi incorporada na então Joviform) a fazer “inquéritos” nas escolas.


No comments:

Post a Comment