«As prisioneiras virgens devem ser violadas antes da execução, para que não possam ir para o céu.» — Ayatollah Khomeini (líder fundador do regime islâmico no Irão).
June 08, 2026
Respeito por todas as religiões?
May 25, 2026
Segure-se firmemente o secularismo...
Afganistan'da kadınların çalışması yasaktır.
— Sumeyra (@_sumeyra1_) May 25, 2026
Eşi vefat etmiş veya babası vefat etmiş kadınlar cami çıkışında eve ekmek götürebilmek için dilenirler.
Cumhuriyete ve laikliğe sıkı sıkı sarılın.. pic.twitter.com/QuK0U3AGoc
February 11, 2026
Os homens sexistas e misóginos não se acham sexistas e misóginos
Os homens sexistas e misóginos não se acham sexistas e misóginos porque não aprenderam o machismo como uma lição numa aula. Foi-lhes dado a comer como um pano de fundo de todas as suas experiências de vida: em casa, na rotina das mães e irmãs cuidarem da casa e dos irmãos, à mesa, nos privilégios que tinham relativamente às irmãs, nas expectativas que viam os pais depositavam, como valores, neles, no investimento na sua educação em detrimento do das raparigas, na discriminação positiva constante na escola, nos mestre e autores que aprendiam, todos homens, como se nenhuma mulher tivesse realizado, inventado ou escrito algo de valor, na TV, onde homens têm os cargos e os papéis sérios e as mulheres aparecem meio-despidas no cenário como objectos de prazer, nos filmes onde as raparigas e mulheres aparecem apenas como troféus e props, no desporto, onde as modalidades reunem todo o investimento e as femininas onde o investidor se preocupa sobretudo com a farda ser curta para gratificar o olhar dos homens, na política, onde todos os cargos de chefia são, por norma, de homens, nas religiões, onde a normal é as mulheres serem faladas e tratadas com o maior desprezo e desconsideração, etc. Quando ouviram falar no nome -«sexismo», «misoginia», «patriarcado»- já tudo isso era a norma, o ar que respiravam. Daí que tantos e tantos se abespinhem muito mais com os termos, «patriarcado» ou «sexismo» do que com a multidão de centenas de milhões de raparigas e mulheres escravizadas, violadas e assassinadas às mãos dos homens. E recusam reconhecer o problema e, consequentemente, não mexem um dedo para o resolver.
Uma menor institucionalizada terá sido violada depois de ser exposta sexualmente a centenas de homens. PJ fez várias buscas, apreendeu material informático e dois inspetores foram baleados.
observador
November 06, 2025
Um clássico dos tempos em que vivemos
O homem biológico trans-auto-identificado como mulher que estava na casa de banho das mulheres num ginásio e que fez com que o ginásio expulsasse a mulher por se queixar dele lá estar, é um criminoso, condenado por violência doméstica e tráfico de drogas. Desde que este vídeo se alastrou nas redes sociais há um movimento de mulheres americanas a desassociarem-se dos ginásios que forçam as mulheres a terem homens biológicos nos seus balneários e casa-de-banho.
In news that will shock no one, it turns out the trans-identified male who was in the women's room at @GoldsGym is a convicted felon who did time for domestic violence.
— Gays Against Groomers (@againstgrmrs) November 5, 2025
We've warned FOR YEARS that predators are using the trans label as a cover to harm women and children. https://t.co/TZFagrcmD6 pic.twitter.com/0fPWjHcNG4
November 05, 2025
O ataque dos misóginos trans às raparigas e mulheres
Em algumas escolas onde estes temas já eram trabalhados e tinham sido criadas soluções nada parece, contudo, ter mudado. O PÚBLICO falou com directores escolares que tendem a minimizar o impacto prático do veto presidencial. Na Escola Secundária Almeida Garrett, em Vila Nova de Gaia, por exemplo, há muito que, por exemplo, se um aluno diz não se sentir confortável em utilizar a casa de banho destinada aos rapazes, o director dá autorização para que possa ir à das raparigas e isso nunca causou problemas, como contava Paulo Mota, em Janeirode 2024, numa reportagem do PÚBLICO. Agora, questionado sobre o que mudou começa por dizer que considera que é "completamente desprezível o facto de se vetar ou se promulgar normas deste teor.»
O direito a SER é universal e devo confessar que, quando este direito é violado por algum/a aluno/a, sou muito assertivo e exigente para com quem prevarica."
Concordo com estas soluções de ter casas-de-banho e balneários individuais:
(...) na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclosFrei João, em Vila do Conde: (...) Actualmente são três casas de banho assim, individuais, "que podem ser usadas por qualquer pessoa", além das tradicionais, com cabines, que encontramos em todas as escolas, como conta Paula Lobo, professora e presidente do Conselho Geral do agrupamento.
Há também dois balneários individuais: alunos que os pretendam usar, seja por não se sentirem confortáveis nos colectivos, seja por razões de saúde ou de deficiência, devem informar a escola e passam a ter acesso aos mesmos.Andreia Sanches, www.publico
Não concordo com esta imposição, às raparigas, de rapazes biológicos em casas de banho e balneários das raparigas e penso que os pais devem mexer-se contra estas ideias misóginas para salvaguarda da saúde e segurança das suas filhas.
O direito a querer viver como se fosse uma rapariga/mulher não pode ser feito à custa da destruição dos espaços, da segurança e dos direitos das raparigas. Os alunos trans têm os direitos de todos os seres humanos, mas isto de querem invadir os espaços das raparigas e forçá-las a abdicarem de espaços seguros onde estão vulneráveis não é um direito humano, é uma exigência de privilégio misógino de poderem anular os direitos das mulheres para satisfazer as suas fantasias e/ou problemas de identidade.
A expressão, o direito a SER, é vazia de sentido. Uma coisa é o direito a sentir-se subjectivamente como isto ou aquilo, outra é o direito a SER, que invoca uma realidade objectiva. Direito a SER o quê? Uma gato, um ser invisível, um egípcio do tempo dos faraós? Imagine-se que eu dizia sentir-me um homem negro. Depois exigia ter os direitos das vítimas de racismo... E como é que ia a um médico tratar-me seja do que for exigindo que me tratassem segundo esse sentimento subjectivo tão distante da realidade? Há pouco tempo «um homem biológico com o direito a SER» fez queixa de um hospital por não o terem atendido na unidade de ginecologia-obstetrícia. Seria como eu fazer queixa de um barbeiro por se recusar a fazer-me a barba e isso violar o meu direito «a SER um homem com barba»...
Qual é o requisito necessário para se ser uma mulher trans? Ser um homem.
O mundo não se desorganiza nem a classificação dos seres vivos, das doenças, dos sexos, etc. se deita fora porque um rapaz biológico diz que quer ser uma mulher e quer que as mulheres sejam forçadas a inclui-lo nos seus espaços e grupos específicos. Isto é extremamente misógino.
Os movimentos trans que promovem o fim ou anulação dos direitos das raparigas e das mulheres para satisfazer as fantasias de homens biológicos com problemas de identidade é misógina até ao tutano.This is the only way to get men out of the female changing rooms. Women need to cancel membership en masse https://t.co/izkg06iXJ1
— AM Scanlon (@amscanlon) November 4, 2025
Homens biológicos em prisões femininas a abusarem de mulheres;
Identidade versus realidade: esse ponto de vista enfatiza uma distinção entre a “identidade” de uma mulher e sua “realidade”. Reconhecer a «realidade» de ser mulher é visto por alguns como necessário para compreender as vulnerabilidades específicas que as mulheres enfrentam, que muitas vezes são moldadas por factores biológicos, históricos e sociais que diferem dos dos homens.
Impacto na violência: O argumento é que, se «mulher» é percebida apenas como uma questão de identidade e carece de uma realidade tangível e partilhada, isso pode minar os esforços para lidar com a violência. Isso pode levar a uma situação em que a violência enfrentada pelas mulheres não seja consistentemente reconhecida ou combatida pela sociedade.
October 20, 2025
Oscilo entre a tristeza e a irritação
Nestes últimos dois dias tenho visto muitos artigos de homens -alguns em blogues de educação, o que me faz pensar sobre o tipo de educação que defendem- a invocar a irrelevância do problema das burkas num país com mais problemas para resolver. Pior ainda é ter já lido artigos de mulheres a defender que os direitos das mulheres, se afectam poucas, são irrelevantes e que há outros assuntos mais importantes.
Oscilo entre a tristeza de ver mulheres a defender as burkas, um vestuário religioso de extrema misoginia e imposição de servidão que apaga as mulheres do espaço público e a irritação de ver estas mulheres pseudo-vanguardistas a lutarem contra os direitos mais básicos das mulheres: o direito de existir no espaço público e o de ter uma existência e uma voz próprias, independente da dos homens.
Todas as lutas pelos direitos das mulheres chocaram com estes argumentos de haver coisas mais importantes para discutir.
A luta das sufragistas inglesas chocou com o argumento de serem muito poucas as que exigiam o voto e de haver assuntos mais importantes, pois a maioria nem se interessava por votar e foi preciso uma delas morrer para que hoje tivéssemos o direito de votar e de ser eleitas na res publica.
Até apanhei no FB uma 'opinião' de uma mulher dizendo que até estava de acordo com a proibição de burkas mas dado que a lei tinha sido proposta pelo Chega não se podia ser a favor.
Portanto, para estas mulheres, é melhor e preferível não ter direitos e defender a misoginia como virtude do que concordar com uma acção de um partido de que não se gosta, mesmo que essa acção seja em favor dos direitos humanos das mulheres.
Uma verdadeira lástima.
August 21, 2025
A esquerda em todo o mundo está cada vez mais misógina
Imagine-se um grupo de mães que perderam filhos à nascença pedirem estudos de impacto e protecção e o responsável pela saúde, na comissão parlamentar, pedir que se incluam no grupo dessas mães os homens biológicos que se identificam com mulheres para que não se sintam excluídos, como se os homens pudessem ter filhos... a esquerda está cada vez mais misógina e agora usa os trans -falo de homens biológicos porque os trans mulheres biológicas não incomodam ninguém nem tentam tirar direitos aos homens, só os nascidos e educados como machos o fazem- para tirar direitos ás mulheres. Parece-me que têm que começar a surgir no mundo partidos políticos de defesa de direitos das mulheres, porque a direita religiosa (em franco crescimento) é contra os direitos das mulheres e a esquerda neocolonialista do tipo Guterres e quejandos também é contra os direitos das mulheres, de maneira que qualquer dia, ninguém em cargos políticos defende os direitos das mulheres, que estão sob ataque já há vários anos - em todo o mundo.
June 15, 2025
December 20, 2024
Síria - A ligação entre terrorismo e misoginia é profunda, mas frequentemente ignorada na abordagem da comunidade internacional à segurança global
A violação ou restrição institucionais dos direitos humanos das mulheres são o sinal mais claro da deriva dos Estados para o extremismo violento.
Sem os direitos das mulheres, a Síria arrisca-se a ganhar o estatuto de Estado falhado
A misoginia não é uma questão cultural - é um factor de extremismo.
A queda do regime de Assad na Síria criou um vazio de poder, com várias facções a disputar o domínio de um país devastado por mais de uma década de guerra. Uma dessas facções, o Hayat Tahrir al-Sham (HTS), tem sido particularmente importante no noroeste da Síria.
A ligação entre segurança, contraterrorismo e misoginia é profunda, mas frequentemente ignorada na abordagem da comunidade internacional à segurança global. A misoginia não resulta apenas em violações dos direitos humanos; é também um factor crítico na emergência e perpetuação do extremismo violento.
A REPRESSÃO das mulheres tem sido historicamente uma caraterística não só dos regimes autoritários, mas também dos grupos extremistas que emergem nos vazios de poder.
A história moderna está repleta de exemplos em que a misoginia se tornou a pedra angular de regimes draconianos emergentes e de grupos militantes que operam em espaços não governados. Em todas as ocasiões, os sinais de alerta foram ignorados.
Quando os Talibãs retomaram o poder em 2021, afirmaram ter efectuado uma reforma e prometeram uma maior inclusão, nomeadamente no que diz respeito aos direitos das mulheres. No entanto, em poucas semanas, restabeleceu restrições severas à educação, ao emprego e à liberdade de imprensa das mulheres.
No Irão pós-revolucionário, o regime do líder Ayatollah Khomeini prometeu inicialmente liberdade e igualdade, mas rapidamente consolidou o seu poder eliminando grupos da oposição, jornalistas e activistas que desafiavam a sua visão. Do mesmo modo, na Síria, o facto de o HTS visar mulheres activistas, jornalistas e trabalhadores humanitários que desafiam a sua autoridade pode ser um sinal da sua preferência pelo controlo em detrimento de uma reforma genuína.
O colapso do regime de Muammar Kadhafi na Líbia, em 2011, conduziu ao caos, agravou a misoginia e aprofundou as divisões sociais. Embora as mulheres tivessem alguns direitos durante o regime de Kadhafi, a Líbia pós-Kadhafi registou um retrocesso nas liberdades, com as milícias a imporem interpretações ultraconservadoras da religião.
Os vazios de poder, como os registados no Afeganistão, na Síria e na Líbia, permitem a ascensão de ideologias patriarcais e extremistas. Estas ideologias exploram frequentemente as normas tradicionais ou religiosas para justificar a exclusão das mulheres dos papéis de governação e de tomada de decisões.
O HTS já demonstrou o seu empenhamento em restringir a liberdade das mulheres. Em Idlib, aplicou um código de vestuário rigoroso, exigindo que as mulheres usem trajes conservadores, como o niqab, em público. As mulheres que não cumpram o código de vestuário podem ser multadas, envergonhadas em público ou mesmo detidas pela polícia da moralidade do HTS. O HTS também impôs severas restrições de mobilidade às mulheres, exigindo que sejam acompanhadas por um tutor masculino para viajar ou aceder a espaços públicos.
Embora o HTS afirme apoiar a educação das mulheres, na prática limita severamente o seu acesso à educação. As raparigas estão frequentemente confinadas ao estudo de temas religiosos e de competências domésticas, com pouco espaço para o desenvolvimento académico ou profissional. As mulheres só estão autorizadas a trabalhar em funções específicas, como ensinar em escolas para raparigas ou trabalhar em cuidados de saúde em ambientes exclusivamente femininos. As oportunidades de emprego mais alargadas permanecem fora dos limites, reforçando a convicção do HTS de que o papel principal da mulher é dentro de casa.
A posição ideológica do HTS sobre o papel das mulheres é clara: elas devem servir como mães e cuidadoras, vitais para a estabilidade da família e da sociedade. A propaganda do grupo enfatiza este ideal, celebrando as mulheres que aderem aos seus papéis prescritos e criam os filhos para serem futuros combatentes ou académicos.
August 21, 2024
A misoginia extremista em discussão em Inglaterra
(isto vem a propósito da Polícia Inglesa ter alertado que a misoginia extremista está em franco crescimento na Inglaterra através de influencers das redes sociais)
A verdade sobre a misoginia extremista
Yvette Cooper deve olhar para além da homosfera
"As mulheres não fazem ideia do quanto os homens as odeiam", escreveu Germaine Greer em The Female Eunuch (1970).
Mas a "misoginia" também é um conceito escorregadio e não apenas graças à bem documentada incapacidade de muitos políticos trabalhistas de dar uma definição coerente de "mulher".
A dificuldade com a "misoginia" como métrica é o facto de ser muito emotiva e também muito abrangente. Correndo o risco de afirmar o óbvio, metade da população humana do planeta é feminina, o que, por sua vez, significa que se pode ser acusado de misoginia por criticar quase todos os grupos ou instituições de grande escala.
Vários grupos fora do mainstream político já manifestaram a sua preocupação por serem injustamente visados pela iniciativa de Cooper.
Outros voltaram a responder cinicamente ao anúncio com fotografias de mulheres de burca, comícios do Partido Trabalhista separados por sexo ou vídeos de homens islâmicos a dizer como é louvável controlar ciosamente o comportamento da sua mulher.
Este cinismo é talvez compreensível, tendo em conta a recente análise independente do Prevent efectuada por Sir William Shawcross.
Quando até mesmo uma revisão independente do contra-terrorismo britânico identificou um certo preconceito institucional a favor dos islamistas e contra os grupos de direita, não é totalmente descabido que estes últimos sintam alguma preocupação com novas medidas que possam ser usadas para os atingir.
Isto é realmente o extremismo? O simples facto de se dizer mal das foids* na Internet não faz de alguém um extremista? Na maioria dos casos, não mas esta cultura parece por vezes influenciar ou inspirar atrocidades no mundo real.
Rodger também não era único. Inspirou três imitações de assassinatos em 2018, um tiroteio num centro comercial nos EUA e um ataque de machete numa casa de massagens canadiana em 2020; houve outros assassinatos alegadamente associados à ideologia "incel", incluindo o tiroteio de Plymouth em 2021 no Reino Unido, onde Jake Davison, de 22 anos, assassinou cinco pessoas e feriu outras duas antes de se matar.
E, no entanto, se o islamismo continua a ser recorrente nas objecções à proposta, isso deve-se ao facto de servir de abreviatura para um cruzamento entre a questão emotiva da segurança das mulheres e a política britânica mais vasta de migração, diferença cultural, integração e policiamento.
Porque a realidade é que a "misoginia extrema" do tipo "incel" só é considerada "extrema" em relação às normas igualitárias ocidentais. Não é difícil, por exemplo, encontrar artigos progressistas que lamentam as atitudes misóginas em relação às mulheres, endémicas no Afeganistão.
Da mesma forma, existem muitos relatórios das Nações Unidas e artigos do Guardian sobre a "violência baseada no género" em locais como a Índia e o Paquistão, onde práticas extremamente misóginas como o casamento infantil, as violações colectivas, os homicídios de "honra" ou a desfiguração deliberada de mulheres através de ataques com ácido são angustiantemente comuns e desencadeiam frequentemente grandes e furiosos protestos.
É claro que não há necessidade de direccionar os recursos britânicos de combate ao extremismo para tais crimes. Em primeiro lugar, eles já são ilegais no Reino Unido; em segundo lugar, os incidentes que acabei de descrever ocorreram no estrangeiro.
E os migrantes trazem as suas culturas com eles. De facto, os defensores progressistas da migração argumentam que esta é benéfica porque a diversidade resultante enriquece o país de acolhimento. E talvez seja mesmo verdade que os migrantes trazem apenas os aspectos positivos das suas culturas de origem, como a comida saborosa.
No tipo de sítios Web que já estão a ser monitorizados pela Prevent em relação à ideologia de "extrema-direita", e talvez em breve também em relação à "misoginia extrema", encontrará muitas vozes a argumentar, a partir de títulos de notícias selecionados, que essas diversas formas de misoginia extrema já estão a encontrar expressão aqui. Mas, claro, a questão é que a "misoginia" é um conceito tão abrangente que é possível selecionar casos para apoiar qualquer argumento que se queira - incluindo contra a migração.
E este facto, mais uma vez, realça o seu potencial para ser usado como arma partidária: algo que deve preocupar qualquer pessoa que atraia a ira do Ministério do Interior de Yvette Cooper. Só podemos esperar que Cooper e Phillips tenham poderes sobre-humanos de imparcialidade e consigam resistir à tentação esmagadora de serem «schmittianos» nas suas imputações de "misoginia extrema".
No entanto, se descobrirmos que a nova e flexível arma da "misoginia extrema" está a ser utilizada de forma menos uniforme, esta politização do ódio às mulheres virá acompanhada de uma amarga camada de ironia. Porque, neste caso, Cooper e Phillips estarão a demonstrar uma indiferença tão casual em relação à segurança real das mulheres e raparigas britânicas que poderíamos mesmo chamar-lhe misógina.
* Foid é um termo incel depreciativo para mulher. A frase é uma abreviatura de "femoid" que combina as palavras "female" e "humanoid" ou "female" e "android". Os incels atribuem o seu estatuto de virgem às mulheres "sem coração" e a sua raiva leva-os a desumanizar e até a assassinar mulheres.
Mary Harrington in unherd.com

