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July 01, 2026

A Europa tem muito para andar




Na realidade, são 1.2 milhões de imigrantes ilegais que Sánchez quer legalizar em 3 meses com o argumento de que Espanha precisa de imigrantes para o PIB. Esta medida de 'legalizar' num tempo record de 3 meses 1.2 milhões de homens -sobretudo- não afecta só Espanha, pois uma vez legalizados podem vir para Portugal, França, Bélgica e por aí fora. A Europa tem muito para andar porque em questões em que a decisão de um impacta negativamente a vida dos outros todos, tem de haver regulação a nível europeu e não apenas da Espanha. Já agora acontece que as decisões judicias de expulsar imigrantes criminosos só são cumpridas em 10%. Quer dizer que, por cada 100 criminosos que juízes, em tribunais, expulsam do espaço europeu, 80 continuam cá a cometer crimes em vez de serem reenviados para os seus países. Um milhão e duzentos mil homens, imigrantes ilegais, legalizados em três meses, sem nenhum escrutínio sobre quem são e o seu passado, não constituem casos de imigração, mas sim de invasão. Estas medidas de irresponsabilidade em aprovar, como imigrantes, milhões de criminosos de culturas violentíssimas, é uma marca dos partidos PS e seus parceiros de coligação, da Europa


Primeiro-ministro espanhol defende regularização extraordinária como medida "histórica", após mais de um milhão de imigrantes pedirem acesso. Supremo avalia enquadramento no Direito da UE.


Mais de um milhão de imigrantes em situação irregular apresentaram pedidos para serem abrangidos pelo processo extraordinário de regularização impulsionado pelo Governo, confirmou esta terça‑feira o primeiro‑ministro, Pedro Sánchez, que descreveu a medida como uma decisão "histórica", assente na justiça, no reconhecimento de direitos e na integração, anunciada no dia em que terminou o prazo para apresentar candidaturas.

https://pt.euronews.com/my-europe/2026/06/30/espanha-defende-migracao-ordenada-e-segura-apos-um-milhao-de-pedidos-de-regularizacao


June 22, 2026

"O problema da máfia em Itália tem um novo rosto, e não é italiano "

 

Problemas que decorrem da imigração ilegal e desregrada.


O problema da máfia em Itália tem um novo rosto, e não é italiano

Novos grupos criminosos estão a entrar no ensolarado submundo do crime do país

Alessia Peretti, Euractiv

MILÃO – Um homicídio na Calábria revelou como as redes criminosas paquistanesas estão, discretamente, a assumir o controlo de um dos sistemas de exploração laboral mais enraizados da Itália.

Na noite de 1 de junho, quatro trabalhadores agrícolas migrantes foram trancados dentro de uma carrinha num posto de abastecimento em Amendolara, uma pequena localidade no sul da Calábria. Os suspeitos deitaram um líquido inflamável no veículo, atearam-lhe fogo e bloquearam as portas para impedir a fuga.

Três homens afegãos e um paquistanês morreram queimados. O único sobrevivente contou aos investigadores que as vítimas tinham estado a trabalhar em campos de morangos sem receber qualquer salário e que o ataque foi levado a cabo pelos seus próprios capatazes, depois de os trabalhadores terem exigido o pagamento. Ambos os homens detidos eram cidadãos paquistaneses.

A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que os homicídios «chocaram» a nação, mas para quem está atento ao submundo agrícola italiano, o que aconteceu em Amendolara foi menos um choque do que uma confirmação.

Um sistema com raízes profundas
O «caporalato», termo italiano para designar o sistema de caporais, é uma das formas mais persistentes de exploração laboral do sul da Europa.
Intermediários criminosos, conhecidos como caporali, recrutam migrantes vulneráveis e colocam-nos a trabalhar em campos, armazéns ou estaleiros de construção por salários que podem ser inferiores a dois ou três euros por hora, sem contratos, sem proteções e sem qualquer recurso. Os trabalhadores são normalmente alojados em acampamentos improvisados e mantidos na linha através de dívidas, ameaças e isolamento.

Durante décadas, o sistema esteve associado aos grupos de crime organizado endémicos da Itália – a Camorra, a ’Ndrangheta e a Sacra Corona Unita. Algo mudou. O sobrevivente descreveu os seus agressores como membros de uma «grande máfia paquistanesa» que opera na região.

Os especialistas afirmam que o caso não é isolado e reflete uma transformação mais ampla do próprio sistema do caporalato.

O modelo criminoso paquistanês
«O crime organizado paquistanês opera principalmente através de grupos criminosos fluidos, mas muito agressivos, baseados em laços familiares, ligações clânicas e afiliações étnico-religiosas», afirmou Vincenzo Musacchio, professor de estratégias de combate ao crime organizado transnacional na Universidade Rutgers, em Newark, ao Euractiv.

O que torna estas redes difíceis de desmantelar é o seu alcance transnacional. O controlo começa frequentemente nas aldeias paquistanesas, onde as famílias contraem dívidas para garantir vistos ou autorizações de trabalho, muitas vezes através do regime italiano do decreto flussi, que os intermediários criminosos exploram prontamente. 

Uma vez em Itália, os migrantes vêem-se presos em empregos mal remunerados, com os familiares no país de origem a servirem de pressão contra qualquer resistência.

Fundamentalmente, não se trata de uma história de substituição, mas sim de divisão de tarefas: as máfias italianas mantêm o controlo do território e das finanças, enquanto as redes paquistanesas fornecem a força operacional.

«Para o crime organizado italiano, é particularmente conveniente delegar o trabalho sujo a redes estrangeiras», afirma Musacchio, acrescentando que as barreiras linguísticas e culturais criam um silêncio funcional que protege toda a cadeia de comando.

Como consequência, estas redes expandiram-se muito para além dos campos de morangos do sul, estendendo-se à logística, ao embalamento, à construção naval e à indústria gráfica no norte de Itália.

O seu veículo preferido é a cadeia de sub-contratação: grandes empresas italianas sub-contratam mão-de-obra a cooperativas de fachada que evadem impostos, privam os trabalhadores de todos os direitos e se dissolvem antes da chegada dos inspectores, apenas para reaparecerem com um novo nome.

«Isto é escravatura moderna», afirmou Musacchio ao Euractiv. «O controlo do capataz sobre a pessoa é total, ao ponto de determinar a sua própria existência. Na maioria dos casos, a vítima não tem alternativas reais: ou aceita a exploração, ou enfrenta consequências que podem ser fatais.»

Resposta limitada
Na sequência do caso Amendolara, a ministra do Trabalho, Marina Calderone, anunciou uma campanha abrangente de inspeções extraordinárias em todo o sector agrícola italiano, que se prolongará ao longo do Verão.

A Inspecção Nacional do Trabalho italiana já registou irregularidades em 74% de todas as inspeções realizadas em 2025, um número que parece menos uma prova de uma acção eficaz e mais um retrato de um sistema em que o trabalho ilegal é a norma.

A legislação italiana permite que os procuradores visem não só os capatazes, mas também as empresas italianas que lucram com os seus serviços. No entanto, Musacchio argumenta que, enquanto os canais de migração se mantiverem rígidos e facilmente contornáveis, as redes transnacionais manterão a sua vantagem estrutural.

Nível da UE
A natureza sistémica do problema, argumenta Musacchio, exige uma resposta que vá além de Roma. Como a UE assenta no princípio das competências atribuídas, o direito penal permanece nas mãos dos tribunais nacionais: Bruxelas não pode processar um único «caporale», mas pode, nas suas palavras, «asfixiar economicamente» o sistema.

As explorações agrícolas que recebem subsídios agrícolas da UE estão sujeitas a regras de «condicionalidade social» que exigem o cumprimento dos direitos laborais e das normas de segurança; quem for apanhado a explorar trabalhadores pode perder totalmente os fundos, o que, para muitas grandes empresas agrícolas, significaria a falência.

Bruxelas também tem influência mais a montante na cadeia de abastecimento, onde se encontram, de facto, as raízes do caporalato.

Os grandes retalhistas compram produtos agrícolas a preços extremamente baixos, reduzindo as margens dos pequenos produtores, que, por sua vez, transferem essa pressão para os trabalhadores nos seus campos. A negociação decorre frequentemente numa zona cinzenta de práticas comerciais desleais. 

Antes do final do ano, espera-se que a Comissão apresente uma revisão da directiva sobre esta matéria.

A Directiva da UE relativa à devida diligência em matéria de sustentabilidade empresarial exige que as grandes empresas monitorizem as suas cadeias de abastecimento quanto a violações dos direitos laborais, com multas indexadas ao volume de negócios global.

Uma diretiva separada sobre sanções aos empregadores obriga os Estados a punir as empresas que contratam trabalhadores em situação irregular, através da exclusão de contratos públicos e do encerramento de instalações.

«A UE tem o poder de agir sobre o perfil financeiro e as regras de mercado, tornando a exploração laboral um risco económico que as empresas já não podem suportar», concluiu Musacchio.

May 24, 2026

Imigração ilegal: estes imigrantes que entraram no país com fraudes também são coitados?



E esta funcionária que vendia papéis a imigrantes ilegais é uma das boas pessoas, é uma empática? É esse o discurso?



Um milhão de euros escondidos em casa e um selo desativado: chefia no MNE "legalizou" mil imigrantes

Funcionária da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas 'legalizou' mais de mil imigrantes com selo falso e teve apoio ao mais alto nível de funcionários estrangeiros

Hugo Franco, Expresso 



Maria L. cruzou-se em 2019 com uma alta figura do Estado do Nepal durante uma visita protocolar ao gabinete de atendimento ao público da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, em Lisboa, que chefiava. Nesse encontro, o dirigente nepalês — que viveu em Lisboa entre 2014 e 2020 — apresentou a funcio­nária pública a Santosh, um empresário tido como alguém de sua confiança e que funcionava como um intermediário entre a Embaixada do Nepal em Paris e a comunidade indostânica em Lisboa. Era o início de uma relação de negócios que veio a dar origem a uma das redes de tráfico de pessoas mais poderosa em Portugal.

A funcionária do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) combinou com o empresário que este teria via verde no acesso ao seu gabinete. Nos anos seguintes, e de acordo com documentos judiciais consultados pelo Expresso, a mulher recebeu milhares de documentos — muitos deles emitidos pela Embaixada do Nepal em Paris e com assinaturas falsas de adidos consulares de embaixadas portuguesas — diretamente das mãos de Santosh, ou através de estafetas a mando deste.

Usava para esse efeito um selo branco do MNE, em ferro fundido, que tinha sido substituído por avaria mas não tinha sido recolhido para abate pelos funcionários do ministério. E que garantia uma certificação do Governo português. Desta forma, a funcionária conseguiu legalizar, de forma irregular, mais de mil imigrantes de vários pontos do globo.

Com os documentos autenticados no MNE, Santosh entregava-os depois no seu cibercafé aos imigrantes que lhe pagavam pelos serviços ilegais. Esta operação permitia que ficassem com o registo criminal ‘limpo’, ativassem o Número de Identificação Fiscal (NIF), o Número de Identificação de Segurança Social (NISS) ou o Número de Utente do SNS (Serviço Nacional de Saúde), podendo abrir contas bancárias, ou obter autorização de residência através do mecanismo da Manifestação de Interesse. A rede de tráfico de pessoas, que se espalhou pela zona Centro, foi angariando interessados através de anúncios difundidos nas redes sociais. A procura chegou a ser tão elevada que em alturas de maior afluência os próprios imigrantes se juntavam num jardim em frente ao gabinete de Maria L. e recebiam, à vez, pela janela do escritório, a documentação que precisavam. Muitos desses encontros acabaram por ser vigiados por inspetores da Polícia Judiciária. E o telefone da suspeita passou também a estar sob escuta. Em algumas conversas, referia-se aos interlocutores como sendo “uma máfia na Índia”.

Maria L. acabaria por recorrer aos ‘serviços’ do marido e da filha para conseguir despachar mais rapidamente o serviço, usando o mesmo selo da Casa da Moeda, por vezes fora das instalações do MNE. A filha chegou a trabalhar no escritório da mãe e funcionava como estafeta de recolha e entrega de documentos, junto dos membros do grupo.

Dois meses antes de ser detida, Maria L. apercebeu-se que a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) “andava em cima deles”. O aviso de nada lhes serviu. Numa megaoperação da PJ, em maio do ano passado, esta “toupeira” do MNE foi detida, juntamente com a família e outros trinta cúmplices. Maria L. tinha na sua posse quase um milhão de euros em notas, dinheiro dividido entre as suas duas residências e um cofre bancário. Encontra-se agora em prisão preventiva, acusada pelo Ministério Público de 500 crimes de auxílio à imigração ilegal, branqueamento e corrupção.

Este ano, 2800 imigrantes do Nepal foram notificados pela AIMApara abandonar o país, após terem sido alvo desta burla que os levou a incluir documentos com um selo falso no processo de Autorização de Residência.

February 11, 2026

Apoiado!

 

Veja-se Espanha que resolveu legalizar de uma assentada, sem critério, 500 mil imigrantes ilegais. Quantos pertencem ao Hamas ou à Irmandade Muçulmana e agora vão circular livremente nos outros países? Países esses que, no entanto, não escolheram legalizar à balda 500 mil ilegais e alguns até estão com grandes problemas por causa da imigração ilegal em massa, promovida falsamente como «asilo».
A Europa continua a ser, por uma larga margem, um dos melhores lugares do mundo para se viver: sistemas sociais fortes, liberdades, qualidade de vida e valores humanistas partilhados. Vale a pena defendê-la.


February 10, 2026

'Violação âncora' - Asilo por razão de violação


Talvez conheça o termo «bebés âncora», que se refere a imigrantes terem bebés para evitarem ser deportados. Mas conhece «violação âncora»?

Na Áustria e na Alemanha, há inúmeros casos de imigrantes islamitas que se tornaram de facto «indeportáveis» após cometerem violações e/ou homicídios. Porquê? Porque nos seus países de origem, esses crimes podem acarretar a pena de morte e eles alegam que ser deportados é condená-los à morte. A legislação europeia proíbe a deportação se uma pessoa correr o risco de enfrentar a pena capital após o regresso.

O resultado é um incentivo perverso: se for um imigrante ilegal e estiver a enfrentar a deportação, vá cometer uma violação ou um homicídio para ser legalmente intocável.

E este é o «sistema jurídico» que nos dizem para respeitar.

Devemos dar prioridade às vítimas de crimes, neste caso as mulheres, para mudar a lei referente ao asilo na Constituição, lei essa que protege os criminosos de falso-asilo ou devemos ser como Miranda e sacrificar as mulheres ao dogma da intocabilidade da sua Constituição? 

January 27, 2026

🎯 Obama acerca da imigração ilegal e dos que cometem crimes

 

February 25, 2025

O BE anda a cometer ilegalidades com imigrantes?

 

Fui dar com este texto de uma tal Sofia Afonso Ferreira, no X. Depois de ler o texto, gostava de saber: 

- O BE anda a falsificar documentos para prestar apoio ilegal a imigrantes ilegais? Andam a pôr imigrantes islamitas e brasileiros criminosos de gangues no país de modo ilegal? 

Será que este partido, como não elegeu quase nenhum deputado, pô-los por aí em revistas e jornais a trabalhar na sombra?

De resto, a falta de educação de deputados nas redes sociais, equivalente à de Ventura, de que se queixam no Parlamento, é uma lástima.

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Sofia Afonso Ferreira

@sofiafonsoferre

https://sabado.pt/portugal/detalhe/sede-do-be-e-a-sede-fiscal-de-duas-empresas-de-apoio-ilegal-a-imigracao-nao 

A @revistasabado não respeitou o prazo legal para publicar o meu Direito de resposta ao artigo publicado sobre as duas empresas com morada fiscal na sede do Bloco de Esquerda. O artigo foi um dos cinco mais lidos da semana, espero que a minha resposta seja a mais lida no X. 

Exmº. Sr. Diretor-geral Carlos Rodrigues, Ao abrigo do Direito de Resposta consignado na Lei da Imprensa, venho por este meio exercer o meu direito na qualidade de visada na vossa notícia “Sede do BE é a sede fiscal de duas empresas de apoio ilegal à imigração? Não”, publicada em 19/02/2025, na revista Sábado, versão "online", criação do vosso jornalista Diogo Barreto, em que fui objeto de referências diretas após uma conversa telefónica no dia 18/02/2025 e que carece de várias observações. 

Baseando a notícia em vários textos da minha autoria na rede social X no dia 15 de Fevereiro e nos dias posteriores, onde afirmei que duas empresas, Hello Dreams e Vision For Tomorrow, partilhavam desde 2022 a morada fiscal com a sede do Bloco de Esquerda (BE) situada na Rua da Palma n.º268, o jornalista declarou ser uma informação errada dando a justificação que tal se devia ao facto da sede estar “apenas registada num edifício que partilha o número da porta do BE”. 

Esta informação está factualmente e em termos legais errada – consultando o próprio mapa publicado no artigo em que o jornalista baseia a sua conclusão, uma análise mais atenta revela que aquele edifício/fracção não tem número atribuído no pátio, facto consubstanciado na morada fiscal da primeira empresa instalada no espaço reportar à Rua do Benformoso, 151H. 

Em nenhuma morada fiscal das duas empresas surge qualquer indicação conforme o Manual de Endereçamento dos CTT para moradas, assim como nenhuma tem número de polícia atribuído, conforme especifica o n.º 2 do artigo 71º do Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Lisboa. 

A Câmara Municipal de Lisboa também não recebeu um pedido de atribuição de numeração de polícia para os prédios do pátio privado com acesso pelo portão do prédio sito na Rua da Palma n.º268 e a Autoridade Tributária e Aduaneira exige que as empresas forneçam moradas completas para fins fiscais. 

Como ficou demonstrado, o título do artigo não tem sustentação – não só pelos motivos que acabei de apresentar como as justificações no próprio artigo não me desmentem, pelo contrário, dão-me razão. 

A pessoa contactada pelo jornalista para clarificar a questão, Arménio Maximino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado, explicou que a incorreção ao não especificar o pátio ou as frações dos prédios no registo será um erro no registo da morada das empresas, mas que não constitui qualquer ilícito e que só prejudica as próprias. 

Portanto, confirma que de facto a morada fiscal das empresas é a que indiquei e no caso de ser erro não constitui crime, mas a Autoridade Tributária e Aduaneira diz que informações incompletas por parte das empresas podem levar a multas ou outras consequências legais. 

Deixo esta contradição para os especialistas na matéria debaterem. O artigo também utilizou um comentário meu à deputada Joana Mortágua retirado da minha conta pessoal no X. Ao comentário da deputada ao interpelar outra pessoa, 
"Vamos lá ver se percebeste bem: todos os edifícios deste beco são Rua da Palma 268. Mas só um é a sede do bloco. Dá para serem sérios só de vez em quando ou esse barco já partiu? É que ainda há diferença entre burrice e desonestidade",

 eu repliquei "Joana, o que é que pesou mais, a sua burrice ou a desonestidade, quando não viu no logradouro do palácio do seu partido um negócio ilegal de milhares de imigrantes?". 

Ora o jornalista só acrescentou a primeira parte do comentário da deputada, mas optou por publicar o meu integralmente, dando a entender que o tom agressivo e rude teria sido da minha parte quando as palavras foram proferidas em primeiro lugar pela deputada, e arrematou o caso com uma opinião pessoal “Sofia Afonso Ferreira mordeu o isco”. 

Mas mais grave foi o atropelamento deontológico que ocorreu neste artigo. À pergunta do jornalista se teria conhecimento de uma condenação em tribunal que comprovasse, ou se tinha provas concretas de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos, pedi que essa parte da conversa não fosse reproduzida por a minha resposta evocar conversas informais com pessoas que trabalham na zona em causa e também por, enquanto cidadã, compreender que não me compete debater ou denunciar casos de natureza criminal, mas apenas expor os mesmos baseando-me em informação pública e verificável, deixando tarefa de denúncia e investigação criminal a quem compete e terá legitimidade para o fazer. 

O jornalista decidiu não respeitar o pedido e publicou: "O que me disseram é que este caso está a ser seguido na Polícia Judiciária, mas é informação que não confirmei. E não me interessa confirmar", acrescenta Sofia Afonso Ferreira, dizendo que a conclusão "é óbvia, basta seguir o rasto". 

Não só cortando o que eu afirmei pelo meio como alterando completamente o sentido de tudo o que transmiti. Os meus textos publicados na rede X visavam duas questões específicas – pedir publicamente esclarecimentos ao Bloco de Esquerda pelo facto de cerca de vinte empresas instaladas uma loja situada no pátio da sua sede nunca terem levantado suspeitas de praticar ilegalidades e qual o motivo de duas das empresas, as únicas entre vinte que têm a morada fiscal na Rua do Benformoso nº151H, usarem a morada da sede do partido. No entanto, o artigo optou por apenas focar na última questão. 

Para arrematar, coloco algumas questões à Sábado – se foi para publicar um tweet público e usar uma frase retirada do contexto e que não foi autorizada a ser reproduzida, e se todas as informações que dei referentes ao ninho de empresas situado no pátio do partido em resposta às perguntas específicas do jornalista foram ignoradas, qual o motivo da revista me contactar? 

Se o objectivo era confirmar se a morada fiscal era ou não a mesma, qual o motivo de ter pedido esclarecimentos a mim e ao partido mas não ter contactado as duas empresas em questão? 

Concluindo, no artigo da Sábado, o jornalista confirma cabalmente que eu tinha razão, mas no título afirma que não, seleciona trechos de comentários e declarações não autorizadas para desacreditar o meu trabalho mas depois deixa em paz o elefante em chamas na sala. Depois de ter sido 12 vezes mencionada neste texto, esperemos que não surja outro artigo no futuro que use o meu trabalho, que partilhei parte na conversa por telefone, sem mencionar o meu nome uma única vez. De resto, esclareço que não é a minha pretensão ensinar aos jornalistas como realizar o seu trabalho. É o código deontológico que cumpre esse papel. Com os melhores cumprimentos, 

Sofia Afonso Ferreira