May 26, 2026

Raciocinar a partir de factos é agora ódio e irracionalidade

 

"Sim, é correcto afirmar que biologicamente um homem não pode ser uma mulher mas isso é ódio e irracionalidade..."


Mil palavras sobre o nosso país

 

Somos um país de sol e de praias mas conseguir chegar a uma praia transformou-se num inferno. Somos um país pacato de esplanadas, vida lenta e peixe grelhado mas destruímos isso para o turismo desenfreado, desregrado e empacotado.

Austrália. Limpeza de Primavera. Segunda-feira: tirar as pítons do sótão 🐍

 

May 25, 2026

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Gabrielius Landsbergis🇱🇹

Zelenskyy não precisa da mediação europeia na mesa de negociações, precisa do apoio europeu no campo de batalha.

Ainda há pessoa decentes nos EUA ou já estão todos amansados ao dinheiro?

 

Os russos são Nazgûls: mortos-vivos escravos do poder destrutivo

 

Ainda alguém cai na propaganda russa?



Andam a publicar imagens de raparigas ucranianas assassinadas em Zaporizhzhia como supostas vítimas russas de ataques ucranianos. Ainda alguém cai na propaganda russa?

Segure-se firmemente o secularismo...

 


O islão explica-se a si mesmo

 

As religiões são hostis às mulheres

 

E os machistas que mandam nelas culpam cobardemente as mulheres dos seus pecados.


Mercadejar o seu direito de expressão e depois queixar-se do preço contratado

 


Uma deputada vendeu o seu direito de expressão a uma TV e agora queixa-se que não a querem ouvir e não pode falar, como se tivesse sido obrigada a aceitar dinheiro para se calar. E tira-se a si mesma de toda a equação.




Censura na RTP?



VÍTOR GONÇALVES QUER CENSURA SOBRE QUEM LANÇA "ANÁTEMA INDISCRIMINADO SOBRE A CLASSE POLÍTICA"

Director de informação da RTP defende a eliminação de opiniões sobre “os milhões” que a RTP gasta
Pedro Almeida Vieira


As escolas como terreno de caça




ADVANCE STATION ESTÁ A SER INVESTIGADA PELO DIAP 

Burla nas escolas: Direcção-Geral da Educação autorizou empresa privada a ‘sacar’ dados de alunos a partir de 2011

Desde 2014 que a empresa usava uma suposta associação como fachada para entrar nas escolas, através da realização de “inquéritos”, “testes de orientação vocacional” e “projectos educativos”. Mas uma investigação do PÁGINA UM detectou que já em 2011 a empresa obteve autorização da Direção-Geral da Educação (DGE) — que foi integrada no novo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA)— para “sacar” dados dos alunos de escolas públicas, através da realização de um “inquérito”, apesar dos evidentes conflitos de interesse. O “inquérito” autorizado não só era inapropriado para as idades dos alunos, como não tinha rigor científico e ainda apresentava inúmeros erros ortográficos.

Isto significa que há pelo menos 15 anos que o empresário de venda de cursos de formação João Carlos da Silva Oliveira Dias, dono da Advance Station, tem acesso directo aos alunos das escolas públicas para obter os seus dados e detectar tendências de necessidades formativas. Com essa informação, tem conseguido não só obter informação crucial para saber quais os “cursos” a vender, mas — mais importante — tem ganhado acesso directo aos encarregados de educação, aos quais vende cursos com recurso a práticas comerciais ilegais.

(...) o acesso “autorizado” de João Dias aos dados dos alunos do ensino público já vem de 2011, quando a DGE autorizou uma sua empresa, a Avance Station SA (que foi incorporada na então Joviform) a fazer “inquéritos” nas escolas.


May 24, 2026

A Rússia cada vez mais parece a Coreia do Norte

 


A União Europeia não é outra coisa senão uma Europa Unida

 

 E é uma necessidade cada vez mais urgente.


Os alvos da Rússia são quase sempre civis

 

Li que a Rússia compra cerca de 80% dos componente que precisa para as armas porque já não fabrica nada no seu território. Também li que esses componentes não são só provenientes da China. Incluem empresas de países que têm sanções contra a Rússia. Como é possível? Sancionem-se essas empresas.

Na Europa sabe-se que a Rússia continua o seu trabalho de destruição sistemática da Ucrânia

 

Entretanto, o que fazem os europeus? Sugerem que a Ucrânia possa assistir a reuniões da UE... isto ajuda a Ucrânia em quê? Qual é o argumento para não fecharem os céus da Ucrânia como fizeram em Israel que já não me lembro. Ah, pois, é verdade, não têm argumentos. Putin voltou a fazer ameaças de destruir o mundo com armas nucleares. Esta é a altura de acabar com esta guerra e com Putin, não de recuar. 


Imigração: o caso inglês é diferente do nosso?

 


Mais de um em cada cinco trabalhadores é agora de origem estrangeira – um número recorde, muito superior ao registado na altura do referendo sobre a UE.

Entretanto, há mais britânicos inactivos, com 604 000 pessoas a abandonarem a população activa desde a Covid. Entre os jovens britânicos, quase um milhão não estudam nem trabalham. Isto significa que, sem intervenção, correm o risco de permanecer dependentes de prestações sociais. Entretanto, empregadores em sectores de ponta alertam que o sistema de imigração dispendioso do Reino Unido está a dificultar a contratação de trabalhadores altamente qualificados.

Os estrangeiros têm mais probabilidades de estar empregados do que os britânicos em idade activa. Como resultado, dependemos mais do que nunca dos imigrantes – o que não agrada ao público.

Estimativas anterio­res do Gabinete para a Respons­a­bi­li­da­de Orç­ame­ntal (OBR) concluem que um aumento de 100 000 na migra­ção líquida reduz o endivid­e­mento em 6,6 mil milhões de libras até ao final de um período de cinco anos. 

Mas os padrões de vida não seriam diferentes, afirma Brindle. «A variação do PIB per capita e o montante que estamos a produzir por pessoa permanecem praticamente os mesmos em resultado da migração. Também se verifica uma maior procura de serviços públicos», afirma.

«Ter uma política de imigração selectiva e inteligente tornar-se-á mais importante na próxima década. É possível ter números bastante baixos, mas atrair pessoas de grande qualidade. Concentrar-se apenas em números globais esconde essa nuance, e o actual Governo provavelmente não está a cumprir essa agenda de talentos», acrescenta Sim.

«Este sistema está a impedir que as pessoas qualificadas e talentosas contribuam para a economia do Reino Unido», afirma Dighton. Este problema só tenderá a agravar-se sem uma intervenção, sugerem os dados mais recentes.

«A composição da migração é menos favorável do que era. As quedas devem-se principalmente a um menor número de trabalhadores e estudantes, enquanto o número de migrantes que procuram asilo no Reino Unido se manteve bastante estável», afirma Brindle.

Para ministros das Finanças como Rachel Reeves e os seus antecessores conservadores, a elevada imigração permitiu-lhes adiar decisões difíceis. Apoiar o sector dos cuidados de saúde, financiar o sistema de ensino superior e fazer face à enorme dívida pública são todos exemplos disso.

Agora, chegou a hora de pagar a conta. 

(resumo)
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Também aqui a imigração permite aos governos não tomarem decisões e evitarem o investimento na educação e na saúde. 

Para lidarem com o desinvestimento na educação que fez cair a atractividade da profissão, a riqueza dos currículos, a qualidade dos serviço técnicos de suporte e outras valências que permitem o tal o elevador social, implementaram um sistema de passagens automáticas sem critérios às quais se segue um sistema de acesso universal ao ensino superior sem critérios, que produz grandes quantidades de desistentes que nem estudam nem trabalham, porque têm certificados de passagens no bolso e expectativas de terem bons salários por conta desses certificados, que não correspondem a saberes reais. 

Para que entrem imigrantes com baixas qualificações confere-se o título de asilados a todos. Entretanto os portugueses nem-nem acabam por ir para outros países fazer o trabalho que aqui não queriam fazer porque os salários aqui são maus. Os portugueses qualificados, que queríamos muito que ficassem cá, também fogem porque os salários são maus e não permitem sequer ter uma casa ou uma vida independente dos pais. 

E estamos neste círculo vicioso onde se vai tomando más decisões para resolver o curto prazo.

Tal como os ingleses, pagaremos a grande factura mais tarde, tal como os ingleses já estão a pagá-la e os franceses.

Imigração ilegal: estes imigrantes que entraram no país com fraudes também são coitados?



E esta funcionária que vendia papéis a imigrantes ilegais é uma das boas pessoas, é uma empática? É esse o discurso?



Um milhão de euros escondidos em casa e um selo desativado: chefia no MNE "legalizou" mil imigrantes

Funcionária da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas 'legalizou' mais de mil imigrantes com selo falso e teve apoio ao mais alto nível de funcionários estrangeiros

Hugo Franco, Expresso 



Maria L. cruzou-se em 2019 com uma alta figura do Estado do Nepal durante uma visita protocolar ao gabinete de atendimento ao público da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, em Lisboa, que chefiava. Nesse encontro, o dirigente nepalês — que viveu em Lisboa entre 2014 e 2020 — apresentou a funcio­nária pública a Santosh, um empresário tido como alguém de sua confiança e que funcionava como um intermediário entre a Embaixada do Nepal em Paris e a comunidade indostânica em Lisboa. Era o início de uma relação de negócios que veio a dar origem a uma das redes de tráfico de pessoas mais poderosa em Portugal.

A funcionária do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) combinou com o empresário que este teria via verde no acesso ao seu gabinete. Nos anos seguintes, e de acordo com documentos judiciais consultados pelo Expresso, a mulher recebeu milhares de documentos — muitos deles emitidos pela Embaixada do Nepal em Paris e com assinaturas falsas de adidos consulares de embaixadas portuguesas — diretamente das mãos de Santosh, ou através de estafetas a mando deste.

Usava para esse efeito um selo branco do MNE, em ferro fundido, que tinha sido substituído por avaria mas não tinha sido recolhido para abate pelos funcionários do ministério. E que garantia uma certificação do Governo português. Desta forma, a funcionária conseguiu legalizar, de forma irregular, mais de mil imigrantes de vários pontos do globo.

Com os documentos autenticados no MNE, Santosh entregava-os depois no seu cibercafé aos imigrantes que lhe pagavam pelos serviços ilegais. Esta operação permitia que ficassem com o registo criminal ‘limpo’, ativassem o Número de Identificação Fiscal (NIF), o Número de Identificação de Segurança Social (NISS) ou o Número de Utente do SNS (Serviço Nacional de Saúde), podendo abrir contas bancárias, ou obter autorização de residência através do mecanismo da Manifestação de Interesse. A rede de tráfico de pessoas, que se espalhou pela zona Centro, foi angariando interessados através de anúncios difundidos nas redes sociais. A procura chegou a ser tão elevada que em alturas de maior afluência os próprios imigrantes se juntavam num jardim em frente ao gabinete de Maria L. e recebiam, à vez, pela janela do escritório, a documentação que precisavam. Muitos desses encontros acabaram por ser vigiados por inspetores da Polícia Judiciária. E o telefone da suspeita passou também a estar sob escuta. Em algumas conversas, referia-se aos interlocutores como sendo “uma máfia na Índia”.

Maria L. acabaria por recorrer aos ‘serviços’ do marido e da filha para conseguir despachar mais rapidamente o serviço, usando o mesmo selo da Casa da Moeda, por vezes fora das instalações do MNE. A filha chegou a trabalhar no escritório da mãe e funcionava como estafeta de recolha e entrega de documentos, junto dos membros do grupo.

Dois meses antes de ser detida, Maria L. apercebeu-se que a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) “andava em cima deles”. O aviso de nada lhes serviu. Numa megaoperação da PJ, em maio do ano passado, esta “toupeira” do MNE foi detida, juntamente com a família e outros trinta cúmplices. Maria L. tinha na sua posse quase um milhão de euros em notas, dinheiro dividido entre as suas duas residências e um cofre bancário. Encontra-se agora em prisão preventiva, acusada pelo Ministério Público de 500 crimes de auxílio à imigração ilegal, branqueamento e corrupção.

Este ano, 2800 imigrantes do Nepal foram notificados pela AIMApara abandonar o país, após terem sido alvo desta burla que os levou a incluir documentos com um selo falso no processo de Autorização de Residência.

Criticar outros evidenciando as próprias características criticadas



Os outros somos nós

Sílvia Sousa, Expresso

O nosso passado recente tem sido profícuo na demonstração de que algo está, de facto, mudado no nosso país. A ausência de vergonha ou pudor que permitiu normalizar um discurso maniqueísta aparentemente também conferiu um conjunto de direitos a parte da nossa sociedade, entre os quais o de desrespeitar e o de maltratar os “outros”. O facto de forças políticas, eleitas democraticamente, apresentarem um discurso e um comportamento conivente com tal perceção de direitos vem de alguma forma, ainda que erradamente, sugerir que o direito de desrespeitar ou de maltratar os “outros” decorre do nosso sistema democrático ou, simplisticamente, se enquadra na nossa liberdade de expressão.

Paradoxalmente, num país de emigrantes destila-se ódio e preconceito relativamente aos imigrantes, seja de forma mais subtil nas propostas legislativas associadas à nacionalidade, seja de forma despudorada no resguardo de uma esquadra ou descaradamente numa rua ou praça do nosso país, pelo poder político, pelas forças de segurança, pela população em geral.

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Esta professora da Universidade do Minho queixa-se de um discurso maniqueísta contra os imigrantes (assim no geral, como se fossem todos iguais) e apresenta o quê como argumento? O ódio e preconceito relativamente aos imigrantes. Se isto não é um discurso maniqueísta vou ali e já venho. 

E a critica ao direito a desrespeitar os outros argumentada com desrespeito aos outros, chamando-lhes pessoas que se reduzem a ódio e a preconceitos? Ou está a escapar-me alguma coisa?

Um àparte - sempre que vejo mais um discurso a favor ou contra os 'imigrantes', assim tomados como uma massa uniforme de coitados, assumo a desonestidade intelectual do articulista, pois entre as massas de imigrantes que deixaram entrar no país, há os que vêm para trabalhar, com intenção de integração e respeito pela nossa cultura, como nós portugueses fomos para outros cantos do mundo; há os que vêm legalmente e os que vêm ilegalmente; há os que vêm para fugir ao fisco nos seus países; há os que vêm para especulação imobiliária com vistos de luxo (esses têm advogados de luxo a defendê-los); há os que vêm para traficar seres humanos; há os que vêm para fugir a mandatos de captura nos seus países; há os que vêm como parte de uma política mais alargada a nível europeu de instabilização e divisão sociais ao serviço de projectos teocráticos islamitas; há os que vêm para engrossar gangs de malfeitores que vão desde ladrões de rua e assaltos a casas até raptos de crianças para redes de pedofilia, etc. Há muito tipo de imigração e falar da imigração como se fosse monolítica e todos fossem vítimas é obviamente populismo maniqueísta e desonestidade intelectual. De modo que o título, 'Os outros somos nós' está bem posto pois os maniqueístas de que fala esta articulista são 'outros' que a incluem a ela mesma.