Ionian Sea IV, Santa Cesarea (Night), 1990
gelatin silver print
42.5 x 54.3 cm
Private collection
I will go into the woods
Barefoot and bered
To speak with my brethren
And walk among the wolfes
To remember my feral nature
Cure myself of human instinct
I'll sharpen my fangs
Tear away my shame
And relish in my rage
At the forgotten beast
I now reclaim
Devin Burger
“. . . Neither ecological nor social engineering will lead us to a conflict-free, simple path . . . Utilitarians and others who simply advise us to be happy are unhelpful, because we almost always have to make a choice either between different kinds of happiness--different things to be happy _about_--or between these and other things we want, which nothing to do with happiness.
Tem peças de grande profundidade, como esta. São quase todas de inspiração clássica, grega. Perguntei há bocado o nome da peça ao autor (descobri as esculturas no FB e fui à procura da página dele) e ele respondeu que se chama Sylph. Ora, Sylph é o nome que Paracelso deu a um dos quatro elementos gregos, o que representa o ar. Daí a figura ser alada. Sylph é de todos o mais forte, segundo a mitologia de Paracelso, que é diferente da filosofia dos elementos gregos. O rosto que se adivinha por detrás das asas é sério e penetrante como o olhar ferrado nas próprias asas. Ele vê com o espírito aéreo ou através dele e não com os olhos terrenos como nós.
Outra peça linda onde se vê a inspiração grega. Cheia de um movimento estilizado. Muito elegante, como os vasos gregos. Apesar das figuras terem pernas fortes o movimento torna-as leves. Quase parece que dançam.
E esta é filosófica. Um pensador no acto de pensar:
Estas férias vi duas séries. A primeira foi o Game of Thrones. Vi as temporadas todas. A ideia da série é muito boa e está bem desenvolvida até à penúltima temporada. A última é uma salganhada que faz lembrar novelas baratas onde no fim, para causar surpresa, descaracterizam os personagens principais e põem-nos a agir de modo completamente incoerente com toda a linha que vinha sendo desdobrada desde o início. O fim ficou em aberto, não sei se para fazer render mais o peixe.
Confirma-se que é uma série machista (tirando as princesas e rainhas e gente da nobreza só uma ou duas mulheres não são servas domésticas ou prostitutas) e homofóbica.
Vale a pena ver porque a produção da série é fantástica. As cenas de batalha, os cenários das várias casas nobres e os dragões, sobretudo as cenas em que entram dragões, enchem as medidas. Uma das melhores característica da série são os personagens: muito bem construídos, têm vida própria, são complexos e evoluem ao longo da série. Os actores também são muito bons. Alguns excepcionais.
Vi uma segunda série, uma mini-série de seis episódios, de 2012, chamada, White Heat. É passada em Londres. Um grupo de jovens universitários de várias etnias e condições sociais aluga quartos na casa de um deles, nos anos 60 e a série acompanha-os e à vida deles em períodos escolhidos de cada década. Vamos evoluindo da era dos hippies para a da Thatcher até 2012. A série aborda os temas culturais, sociais e políticos desses 40 anos através da vida e do relacionamento deles uns com os outros, que é complicado. Tem bons actores, vários muito conhecidos, como a Claire Foy, por exemplo. É interessante.
A produção e a cinematografia desta série, GOT, são espectaculares.
E já agora, senhor ME: mande pagar o que me devem, sff!
E porque é que desanimam? Porque revelam desconhecimento da situação (o que os faz tomarem decisões erradas) e expectativas irrealistas, da ordem do pensamento mágico.
Das Orientações do ME para as escolas, destaco apenas três:
Finalmente leio que, mesmo com a presença dos alunos, deve privilegiar-se trabalho com plataformas digitais com vista a uma progressiva autonomia dos alunos. A autonomia não tem que ver com plataformas digitais. Um aluno pode ser muito expedito a usar o zoom e a responder a questionários online e não ter nenhuma autonomia de trabalho. A autonomia de trabalho não deriva do uso de plataformas digitais. Aliás, usar as plataformas digitais é uma coisa que eles aprendem num ápice; ser autónomo requer uma aprendizagem continuada e sustentada no tempo.
Estas instruções do género, 'toma lá 100 pregos e vai construir uma ponte', desmoralizam.
E já agora, senhor ME: mande pagar o que me devem, sff!
Isto a mim é o que mais me assusta: é saber que a acção do governo está construída em cima de um grande desprezo pelas pessoas, desprezo pela lei e incapacidade de assumir responsabilidades. Se há grupos profissionais que correram risco de saúde no trabalho, durante esta pandemia, muitas vezes em condições deploráveis foram os médicos, os enfermeiros e os trabalhadores dos supermercados.
Outros, como os professores ou algumas pessoas do governo, trabalharam muito para além dos seus deveres, embora os professores com custos monetários que os do governo não conhecem, mas uns e outros não correram riscos de saúde como os outros grupos que estavam, e estão, na linha da frente.
Mas o primeiro-ministro não quer saber de nada. Aquele célebre princípio do PS já mudou um bocadinho e agora lê-se: aos amigos tudo, aos inimigos nada, aos outros aplique-se a lei e, se a lei não nos favorece, mude-se a lei.
E trata as pessoas, publicamente, por, 'os gajos'. Que diabo... tira completamente a dignidade e o respeito próprios do seu cargo de chefe de um orgão de soberania. A fulanização das relações institucionais degrada-as. Quando ouço o primeiro-ministro falar assim, fico a pensar: é assim que falam de nós todos nas reuniões de concelho de ministros, ou entre eles: falam como naquela reunião de ministros do Bolsanaro onde era tudo, 'os gajos', 'as putas' e por ía fora? Será que quando falam dos professores, sendo nós uma maioria de mulheres, dizem, 'essas gajas' ou pior...?
O primeiro-ministro está cansado e com excesso de trabalho? Não é o único. Muitos outros trabalhadores também estão (entre eles os médicos) e com a diferença que não têm, nem os seus meios, nem o seu poder de tirar obstáculos do caminho de modo que tudo lhes é mais difícil. E depois, uma das razões pelas quais está com excesso de trabalho tem que ver com o ter preferido ter uma governo de subservientes e amigos a ter um governo de pessoas competentes e isso o obrigar a ter que andar sempre a tapar a incompetência dos outros. Ter escolhido assim é um sinal da sua própria inadequação para o cargo, porque um estadista rodeia-se de pessoas competentes e não tem medo que a competência alheia lhe faça sombra.
Isto é o que vai passar-se com os professores quando começarem a chegar denuncias da total falta de segurança no trabalho: alunos a 10cm uns dos outros dentro das salas apinhadas, fechados toda a manhã ou toda a tarde na mesma sala, todos a respirar o mesmo ar, a tossir e a espirrar, com umas máscaras do chinês cheias de germes, sem gel nas salas de aula para desinfectar as mãos, sem funcionários para desinfectar os espaços, meia dúzia de casas de banho para 1500 alunos, os professores a mesma coisa, etc. Rapidamente vamos ser 'gajas cobardes'.
O primeiro-ministro finge desconhecer que, para paralelamente aos deveres profissionais, também existem os direitos e que estes incluem certas condições de trabalho.
Quando o primeiro-ministro vem à televisão dizer que agradece e louva o trabalho dos médicos, dos enfermeiros e de todos que estão na linha da frente, é tudo mentira para as câmaras da TV...?
Não ponho aqui o vídeo porque acho-o ordinário.
E já agora, senhor ME: mande pagar o que me devem, sff!
E como sabemos que o Parlamento há muito que deixou de exercer o seu poder de orgão soberano independente e serve para o governo fazer passar os seus interesses a letra de lei, isto é, a AR há muito que nos traiu, a nós portugueses, daqui para a frente o que nos espera é um autoritarismo não democrático, mas legal. Uma situação parecida com a de Reguengos onde o PS atacou todos os lugares e tudo tem medo de abrir a boca.
Em vez de resolverem os problemas do país entretêm-se a fechar tudo quanto é canal da democracia.
E já agora, senhor ME: mande pagar o que me devem, sff!
Aqui percebe-se o tamanho da estátua do David. A restauradora parece minúscula. Esta é uma réplica que está em Londres.
Já esta mão é a original. É belíssima.
E já agora, senhor ME: mande pagar o que me devem, sff!
Isto é o escritório de Jean Piaget, com ele lá dentro 😁
E já agora, senhor ME: mande pagar o que me devem, sff!
E já agora, senhor ME: mande pagar o que me devem, sff!
Na pintura, 'O Jardim das Delícias' de Bosch (c. 1480-1490) vê-se música escrita no rabo de uma das personagens do inferno. Pois alguém quis saber como soava essa 'butt music' e o resultado pode ouvir-ser mais abaixo.
O Jardim das Delícias' de Bosch (c. 1480-1490), detalhe.
E já agora, senhor ME: mande pagar o que me devem, sff!