No domingo, Luís Montenegro defendeu que o país precisa de "sindicalistas com arrojo” e criticou as “estruturas que funcionam com os enquadramentos do século XX" para resolver os problemas do século XXI. -Público
No domingo, Luís Montenegro defendeu que o país precisa de "sindicalistas com arrojo” e criticou as “estruturas que funcionam com os enquadramentos do século XX" para resolver os problemas do século XXI. -Público
Num programa da NOW, ambas concordam e são claras nos erros de Montenegro na gestão da crise relacionada com os estragos da tempestade. A questão dos 10 mil euros que é ridícula, a falta de apoio às pessoas e empresários que perderam tudo. O PRR que afinal se calhar não chega a ninguém.
O Governo celebrou um contrato de cerca de 20 mil euros para ter acesso à Sport TV na residência oficial do primeiro-ministro e no Parlamento.
O acordo, feito por ajuste direto em dezembro do ano passado, através da Secretaria-Geral do Governo (SGG) com a operadora de telecomunicações NOS, garante a subscrição premium do canal até ao dia 19 de agosto de 2028. (SIC Notícias)
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Na verdade, se é para reduzir o trabalho a saber fazer contratos para ver a bola, a única experiência necessária sobre o funcionamento do Estado é a que se refere às regras do primismo.
Estou a ver o ministro da Presidência atacar a função pública e dizer greve é inexpressiva e quem a fez foi a FP. Alguém está a mentir pois os sindicatos dizem que foi a maior greve de sempre a e o governo diz que quase nem se sentiu e foi apenas uma parte da FP.
Já sabíamos que este governo, na senda de outros anteriores, escolheu a FP para poupar dinheiro. Já disse que ia travar contratações, apesar de não haver professores, nem médicos nem enfermeiros e outros, que ia poupar nos medicamentos, nas cirurgias, etc.
É claro que para isto precisa de trabalhadores precários, fora da pobreza, sim, mas ali no limite para aceitarem tudo o que lhes dêem a baixo custo. Diz que os trabalhadores gostam disso, de não ter nenhuma estabilidade e não poder constituir família, ter uma habitação, etc. Não lhe passa pela cabeça que a maioria dos trabalhadores não são os consultores que mudam de empresa, mas são pessoas com poucas qualificações a quem pagam mal e dão más condições de maneira que eles não têm nenhum motivo para ficar a trabalhar nas empresas que os contratam precariamente.
Também ouvi que a greve podia custar 700 milhões de euros, o que é estranho se é verdade que só 2% da FP fizeram greve como alega o governo. Então o trabalho desses poucos funcionários públicos é assim tão valioso? Se é assim tão valioso, paguem-lhes como deve ser. Ou isto é mentira?
Seja como for, se for verdade que a greve custou 700 milhões de euros, não terá sido aos trabalhadores que são aumentados 10 cêntimos. Para o ano que vem. Talvez.
Um homem que tem mais processos na justiça que um rafeiro tem pulgas? Não.
Em novembro de 2023 o Ministério Público abriu um processo-crime contra o então primeiro-ministro com fundamentos que ainda hoje não se conhecem exatamente. O primeiro-ministro demitiu-se, o Governo caiu, a maioria absoluta esfumou-se e cinco meses depois a direita regressava ao poder. Um golpe perfeito.Ainda estamos a tempo de evitar esta crise. Nem o primeiro-ministro exige uma voto de confiança da oposição, nem a oposição exige escarafunchar num caso que já foi explicado totalmente. Insistir na exploração da crise, equiparando o actual primeiro-ministro a Sócrates, é uma irresponsabilidade que lhe dá razão quanto a não querer governar com essa suspeita e uma evidência de quererem pôr os interesses do partido acima do interesse do país.
Estamos agora em 2025 e o país ficou a saber que o atual primeiro-ministro recebeu avenças de grupos privados durante todo o tempo em que exerceu funções - e o Ministério Público não abriu nenhuma investigação. - José Sócrates in DN
Medina escreve um artigo no Expresso chamado, "Um Compromisso para com as Finanças Públicas", onde faz as afirmações seguintes (que fui buscar ao artigo de JMT no P)
- “Um país que tem uma dívida ainda elevada e que está a recuperar a sua credibilidade financeira não tem folgas orçamentais”.
- “Continuamos a estar entre as economias com maior fardo de dívida sobre os contribuintes actuais e futuros”.
- “A ideia de que o nível de dívida não é muito relevante é pueril e perigosa”.
- “Reduzir a dívida pública é uma questão central de soberania” e de “segurança do país”.
- “Vivemos uma oportunidade única em três décadas”, “desperdiçar esta conjuntura seria uma falha imperdoável”.
- “Se não aliviarmos o fardo da dívida pública sobre as gerações futuras agora que a economia cresce e a inflação ajuda, quando o faremos?”
- “Portugal conta hoje com o maior volume de fundos europeus que já teve à sua disposição: mais de 50 mil milhões de euros entre 2022 e 2029” - “a questão decisiva não é a da falta de recursos para o investimento público, mas sim a capacidade de escolher os bons projectos e executá-los bem”.
- Não é “possível afirmar, nesta conjuntura inflacionista, que os rendimentos reais de todos são mantidos”.- A “crítica de que a política económica se subordinou totalmente à redução do défice e da dívida não tem correspondência com a realidade”.
“Um compromisso que assuma que, com crescimento alto e quase pleno emprego, contas equilibradas ou até superavitárias são a boa política a seguir”.
Não me lembro de A. Costa ter defendido estas ideias na campanha das legislativas ou sequer de fazerem parte do seu programa de governo:
Prometo reduzir a dívida pública empobrecendo as pessoas que menos têm;
Prometo reduzir a dívida pública desmantelando os serviços públicos;
Prometo reduzir a dívida pública tirando aos que menos têm e transferindo a riqueza para as mãos de uns poucos;
Prometo reduzir a dívida pública tirando aos portugueses o direito a uma educação pública de qualidade desde logo fomentando a falta de professores e a sua substituição por qualquer um;
Prometo distribuir certificados em vez de educação;
Prometo reduzir a dívida pública tirando aos portugueses o direito à saúde com um mínimo de qualidade;
Prometo reduzir a dívida pública tirando às grávidas o direito a um médico e impondo em substituição os enfermeiros;
Prometo reduzir a dívida pública tirando o direito à habitação e fomentado a emigração dos jovens;
Prometo reduzir a dívida pública queimando e atirando para o lixo ou para o estrangeiro toda a geração actual;
Prometo reduzir a dívida pública governando com autoritarismo e sem dialogar com os outros partidos;
Prometo reduzir a dívida pública mantendo corruptos e abusadores de poder no governo;
Não me lembro de ouvir estas promessas na campanha do PS, nem me parece que estas decisões que Medina aqui confessa de queimar esta geração, queimar, inerentemente, os serviços públicos e empobrecer a maioria sejam decisões que um governo possa tomar sozinho.
Não são decisões das contas correntes como mandar vender um prédio público, po exemplo. Estas são decisões de questões estruturais que, exactamente por isso, modificam estruturalmente o país. Se tinham essa intenção tinham que ter dito. Não é uma decisão que um ministro das finanças ou um primeiro-ministro possam tomar às escondidas do povo, mentindo na campanha legislativa.
Medina não tem problemas em empobrecer os outros (ele e os amigos excluem-se do empobrecimento), mas o resto do país pode pensar de maneira diferente e não lhe cabe decidir pelo país deitar para o lixo várias gerações de portugueses. Sim, não é só esta. Se destrói a educação agora não a tem depois quando a quiser.
Para além de enorme abuso de poder em tomar decisões de fundo que nunca fizeram parte da campanha, este artigo em que confessa que a única coisa que faz enquanto ministro é arrecadar dinheiro abusivamente (isso qualquer um sabe fazer) é, na minha modesta opinião, uma tremenda confissão de incompetência.
Que nos interessa um país com dívida reduzida, mas sem educação, sem justiça e sem saúde? Fazemos o quê depois, sem pessoas formadas para reconstruir o país? Vamos buscar profissionais ao estrangeiro? Com que dinheiro? Endividamo-nos outra vez?
No tempo de Salazar não devíamos a ninguém. Até emprestámos dezenas de milhões à Inglaterra depois da Segunda Grande Guerra. Porém, o país vivia na pobreza de tal maneira que a seguir ao 25 de Abril, mesmo com aquele par de anos da Primavera Marcelista, endividámo-nos até aos olhos porque só tínhamos mão de obra qualificada de pobrezinhos. Só a partir do fim dos anos 90 as coisas mudaram.
Vamos voltar a esse ponto de não termos dívida mas estarmos todos pobres excepto os políticos e os seus satélites de advogados, banqueiros e grupos económicos?
Que nos interessa um governo que não sabe ir baixando a dívida, neste contexto tão favorável, ao mesmo tempo que mantém ou melhora os serviços públicos? De que nos serve um governo onde o primeiro-ministro diz publicamente que se está nas tintas para a corrupção? De que nos serve um ministro das finanças que é a D. Maria do Salazar e até se gaba publicamente de estar a destruir o tecido social do país e a queimar uma geração de portugueses?
Apanhei um bocadinho de uma conversa de duas mulheres idosas que passaram por mim:
- Eles que vão para o raio que o parta. Fazem fortunas com o nosso dinheiro e não resolvem nada. São piores que o Salazar, porque esse ao menos não se enchia a roubar.
- Isso também não. O Salazar mandava prender.
- Então e a nossa pobreza é o quê senão uma prisão? Prendem-nos assim à miséria para se encherem de fortunas. Vão todos para o raio que o parta.