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August 28, 2026

August 23, 2026

Por falar em cores: um dicionário natural das cores

 

A Nomenclatura das Cores de Werner (1814)

O mineralogista alemão Abraham Gottlob Werner criou um sistema inicial para descrever minerais com precisão no final do século XVIII. 
Em 1814, o pintor escocês, Patrick Syme, adaptou e expandiu o trabalho de Werner pintando manualmente as amostras numa paleta de cores.
Antes da tabela Pantone e da fotografia, tanto cientistas como artistas usavam este dicionário das cores para identificar tons exactos recorrendo a exemplos dos reinos animal, vegetal e mineral. 



Contém 110 tons diferentes organizados por famílias de cores - branco, cinzento, preto, azul, verde, amarelo, laranja, vermelho e castanho.
Para cada uma das cores de minerais de Werner, Syme acrescentou um exemplo do reino animal e vegetal, além de incluir uma amostra real da cor na página respectiva para acompanhar o texto. 
Enquanto Werner considerou que um conjunto de 79 tonalidades era suficiente para os seus objectivos geológicos — agora alargados a outros domínios da natureza —, Syme acrescentou 31 cores adicionais, elevando o total para 110.


Com as novas categorias de referência de Syme, nasceu um mundo inteiramente novo de relações entre aspectos díspares da natureza, ditados exclusivamente pela cor. 
Por exemplo, para «branco de leite desnatado», temos o branco dos globos oculares humanos (animal), o verso das pétalas da hepática azul (vegetal) e a opala comum (mineral); para o «roxo lavanda», temos «as partes claras das manchas na parte inferior das asas da borboleta-pavão» (animal), «flores de lavanda secas» (vegetal) e «jaspe porcelana» (mineral). 


Evocações de quadros monocromáticos maravilhosamente estranhos: sobre uma plantação de calamina, um leito de palha onde se senta um urso polar; ou o estilo de um lírio-laranja incrustado com topázio brasileiro e os olhos da maior mosca-da-carne.


A confiança de Syme em referências obscuras ao mundo natural provinha de uma obsessão da época pelas taxonomias, uma linha que se estendia de Carl Linnaeus a Charles Darwin - que recorreu à «Nomenclatura» de Werner durante a viagem do Beagle. 
Essas pessoas recorriam frequentemente a uma rede de coleccionadores e exploradores, obcecados por ordenar e categorizar, fixando borboletas e empalhando aves. 
Fixar a cor continua a ser tão difícil como sempre.

Este dicionário das cores naturais é agora do domínio público.

Fonte: ttps://publicdomainreview.org/collection/werner-s-nomenclature-of-colours-1814/

Por exemplo, na descrição de amarelos, podemos ver:

-Amarelo-Guta (Gamboge Yellow):
- Animal: As asas de um pintassilgo.
- Vegetal: Flor de jasmim-amarelo (Yellow Jasmine).
- Mineral: Enxofre de alta tonalidade.

ou no verde esmeralda: "adorável mancha na asa do pato-azul macho."

(pato-d'asa-azul macho (Spatula discors ou marreca-d'asa-azul ebird.org/)


Por exemplo, na pintura de Igor Dubovoy do post anterior, descobrimos todos estes tons de cinzento de Werner:

- Cinza-Cinza (Ash Grey) — Cor nº 9 - o cinzento padrão (pedra sílex).
- Cinza-Fumaça (Smoke Grey) — Cor nº 10 - o cinzento-cinza misturado com um pouco de castanho como o peito do tordo-europeu (robin).
- Cinza-Ameixa ou Cinza Francês (French Grey) — Cor nº 11, semelhante ao cinzento de aço sem brilho.
- Cinza-Pérola (Pearl Grey) — Cor nº 12 -cinzento-cinza misturado com um toque subtil de vermelho carmim e azul.
- Cinza-Amarelado (Yellowish Grey) — Cor nº 13 - Cinzento-cinza misturado com amarelo-limão e uma porção mínima de castanho.
- Cinza-Azuado /Cinza-Acinzentado Azulado (Bluish Grey) — Cor nº 14 - o cinzento-cinza misturado com um pouco de azul.
- Cinza-Esverdeado (Greenish Grey) — Cor nº 15 - o cinzento-cinza com verde-esmeralda, um toque de preto e amarelo-limão como o berilo.
- Cinza-Ameado / Cinza-Avermelhado (Reddish Grey) — Cor nº 17  o cinzento misturado com vermelho suave ou carmim.

Tantas cores nas nuvens

 

Gradientes de cinzento, branco e amarelado e até um tom azulado se descobre. E aquele raio de luz forte que por vezes atravessa as nuvens no Inverno quando a paisagem está sombreada e cria uma zona de claridade espectral que torna tudo brilhante como num espelho reflector.


Igor Dubovoy , On The Hill ', 2021
Oil on Canvas, cms 71.1 x 81.3


August 19, 2026

"My body can't Handel such good music"

 

Handel costumava tocar o cravo em segredo porque o pai não aprovava as suas tendências e ambições musicais. Levou um pequeno clavicórdio — um instrumento de teclado muito silencioso — às escondidas para o sótão em vez de um cravo para escapar à fúria do pai.

Pensar que no tempo de Handel a maioria das pessoas, para além da música que ouvia nas missas e nas festas públicas que metiam pequenas orquestras ou bandas (nas cidades), só com muita sorte ouviria tocar músicas como esta e, uma vez na vida. O impacto e a sede de mais que isso deveria deixar em cada um que tinha a sorte de as ouvir é inimaginável. Temos muita sorte em poder começar o dia com uma inspiração destas.

Até há muito pouco tempo a arte era um luxo de apenas alguns e a maioria tinha apenas a Natureza para consolar a sede do belo e do sublime. Talvez por isso a arquitectura pública tivesse, até há pouco tempo, exigências estéticas. Agora aceita-se a subjectividade total do sentimento do artista como critério do interesse público. No dias de hoje, dado que se destruiu a Natureza e a arquitectura pública, resta-nos, fora das cidades, a internet.


August 14, 2026

Um rhyton

 


Algures entre 550 e 400 a.C., um artesão do Império Persa Aqueménida concluiu a modelagem de um rhyton em lápis-lazúli. Lápis-lazúli. Não argila. Pedra da cor do céu, extraída de um único vale no que é hoje o nordeste do Afeganistão, transportada por caravanas ao longo de centenas de milhas antes de chegar a uma oficina real.

Um rhyton é um recipiente para beber, cónico numa das extremidades, concebido para ser inclinado e esvaziado num único e longo fluxo. A forma já era antiga naquela época, herdada de culturas mais antigas, mas os persas transformaram-na em algo diferente. 

Este rhyton em particular nunca foi um objeto de uso quotidiano. O próprio peso da pedra já o revelava. Destinava-se a rituais. À libação: o derramamento cerimonial de líquido como oferenda aos deuses ou em honra de um rei. Na corte aqueménida, nem sempre era fácil distinguir entre os dois.

No auge do seu poder, o império estendia-se desde a costa do Mar Egeu até ao rio Indo. Do Egipto à Ásia Central. Era o maior império que o mundo até então tinha visto e a sua capital, Persépolis, foi construída para refletir exatamente essa dimensão: as salas de audiência, os relevos esculpidos, as procissões de tributo em pedra, os objectos.

Antes da Queda dos Reinos


August 07, 2026

Manhã nos Trópicos


Manhã nos Trópicos (1872). De Frederic Edwin Church (1826–1900). Óleo sobre tela, 118,1 cm x 73 cm…

Frederic Church foi um pintor paisagista norte-americano nascido em Hartford, Connecticut. Foi uma figura central da Escola do Rio Hudson, um movimento de pintores paisagistas norte-americanos, talvez mais conhecido pelas suas grandes pinturas panorâmicas de paisagens, que frequentemente retratavam montanhas, cascatas e pores-do-sol, mas que, por vezes, também representavam fenómenos naturais dramáticos que observou durante as suas viagens ao Ártico e à América Central e do Sul. 


As pinturas de Church colocavam ênfase na luz e num respeito romântico pelos detalhes naturais. Nos seus últimos anos, Church pintou cenas clássicas do Mediterrâneo e do Médio Oriente, bem como paisagens urbanas.


Inspirado pelo cientista alemão Alexander von Humboldt, que explorou a América Latina no final do século XVIII, Church viajou muito em busca de temas românticos, tendo visitado a América do Sul em 1853 e 1857. 


Os esboços das espetaculares paisagens tropicais, realizados durante a sua segunda viagem ao Equador e à Colômbia, serviram de base para esta famosa pintura, que foi frequentemente reproduzida em gravura.


Frederic Church era descendente directo de Richard Church, um pioneiro puritano da Inglaterra que acompanhou Thomas Hooker na viagem inicial através da região selvagem, desde Massachusetts até ao que viria a ser Hartford, em Connecticut.







August 04, 2026

Muito bom

 

O som dos ossos a quebrar e um eco musical agressivo e repetitivo como o rodar de uma máquina da revolução industrial em contraste com a fluidez do corpo dele em movimento. Como água a escorrer pelos interstícios da máquina. Muito bom.

Absolutamente espectacular

 

Cada peça no seu movimento é uma pintura. Que imaginação. É IA. 

July 11, 2026

Art Everywhere

 

Art Everywhere

Art, they say, is all around
In every sight and sound
From brush to page, in light and shade
In what’s lost and what’s found
Though fleeting are the strokes we make
In colors we confide
The beauty born from heart and hand
Can never truly hide.

Himanshu Loomba

July 08, 2026

Angels Perspective

 

Estas pinturas de Frances Featherstone fazem parte de uma série chamada, From the Perspective of the Angels. Mostram a beleza escondida na vida quotidiana e suas coisas, se estamos atentos à conjugação de cores, ao movimento da formas, à sua geometria abstracta, aos contrastes, à luz e às sombras e ao enquadramento dos sujeitos, no particular e no universal.

Between the lines

Tying up Loose Ends

Seeing Things In Black And white

The Queen of Wishful Thinking

Never ending Story

Fountain of Youth

Flight of Fancy

Fallen Angel


July 04, 2026

Todas as glórias são vãs como borbulhas na água

 


Jing Feng Li, 邂逅, 2022, pen and ink on paper


Na Floresta

Khalil Gibran

Na floresta não existe nem rebanho, nem pastor
Quando o inverno caminha, segue seu distinto curso, como faz a primavera
Os homens nasceram escravos daquele que repudia a submissão
Se ele um dia se levanta, lhes indica o caminho, com ele caminharão.
Dá-me a flauta e canta!
O canto é o pasto das mentes,
e o lamento da flauta perdura mais que rebanho e pastor

Na floresta não existe ignorante ou sábio
Quando os ramos se agitam, a ninguém reverenciam
O saber humano é ilusório como a cerração dos campos
que se esvai quando o sol se levanta no horizonte.
Dá-me a flauta e canta!
O canto é o melhor saber,
e o lamento da flauta sobrevive ao cintilar das estrelas

Na floresta só existe lembrança dos amorosos
Os que dominaram o mundo e oprimiram e conquistaram,
seus nomes são como letras dos nomes dos criminosos
Conquistador entre nós é aquele que sabe amar
Dá-me a flauta e canta!
E esquece a injustiça do opressor
Pois o lírio é uma taça para o orvalho e não para o sangue.

Na floresta não há crítico nem censor
Se as gazelas se perturbam quando avistam o companheiro, 
a águia não diz: ‘Que estranho’
Sábio entre nós é aquele que julga estranho
apenas o que é estranho.
Ah, dá-me a flauta e canta!
O canto é a melhor loucura
e o lamento da flauta sobrevive aos ponderados e aos racionais.

Na floresta não existem homens livres ou escravos
Todas as glórias são vãs como borbulhas na água
Quando a amendoeira lança suas flores sobre o espinheiro,
não diz: ‘Ele é desprezível e eu sou um grande senhor’
Dá-me a flauta e canta!
Que o canto é glória autêntica,
e o lamento da flauta sobrevive ao nobre e ao vil.

Na floresta não existe fortaleza ou fragilidade
Quando o leão ruge não dizem: ‘Ele é temível’
A vontade humana é apenas uma sombra que vagueia no espaço do pensamento,
e o direito dos homens fenece como folhas de outono
Dá-me a flauta e canta!
O canto é a força do espírito,
e o lamento da flauta sobrevive ao apagamento dos sóis.

Na floresta não há morte nem apuros
A alegria não morre quando se vai a primavera
O pavor da morte é uma quimera que se insinua no coração
Pois quem vive uma primavera é como se houvesse vivido séculos
Dá-me a flauta e canta!
O canto é o segredo da vida eterna,
e o lamento da flauta permanecerá após findar-se a existência.


Tons de verde, algum carmim

 




Victor Mordasov
Echoes of Orchard Light on Metal
2024

June 30, 2026

June 28, 2026

Arte supra-temporal

 

Mosaico de pavimento de Tauric Chersonesos [Ucrânia] - III e II séculos AEC.

 Foi roubado pelos russos em 1854 e levado para a Galeria Tretyakov, em Moscovo, onde permanece até hoje. Ao longo dos séculos, os russos roubaram sistematicamente artefactos da Ucrânia e transferiram-nos para museus russos.

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Mosaico «constelações espaciais» no cinema «Cosmos», em Zhytomyr, no oeste da Ucrânia.

Autor: Oleksandr Kostyuk, 1987.

O deslumbrante mosaico retrata o espaço com as constelações do zodíaco. Para criar esta composição, o autor utilizou várias toneladas de esmalte. O cinema «Cosmos» funcionou durante 19 anos, mas foi encerrado e abandonado em 2006. Recentemente, foi decidido demolir o edifício, mas, felizmente, o mosaico foi salvo e será reinstalado num novo local na cidade.



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Mosaico «Plakhta» no Instituto de Física Teórica de Kiev.
Autor: Ivan Marchuk, década de 1960.


Ivan Marchuk é um proeminente artista ucraniano. Fundou um novo estilo artístico chamado Pliontanismo, no qual linhas finas se entrelaçam e se fundem numa imagem. Foi também incluído na lista dos 100 maiores génios vivos pelo jornal The Telegraph. As suas pinturas são avaliadas em centenas de milhares de dólares e são adquiridas por colecionadores de todo o mundo.

Embora Marchuk seja mais famoso pelas suas pinturas, também criou incríveis mosaicos monumentais. Este mosaico está localizado na parede do edifício de cinco andares do instituto e simboliza a estrutura do Universo. No passado, era considerado o símbolo do instituto.



June 14, 2026

David Hockney (1937-2026)

 

David Hockney morreu na sexta-feira passada. Pintor, desenhista, gravador, fotógrafo, designer e escritor britânico, exerceu a sua actividade principalmente nos EUA. 

Um pintor que evoluiu no sentido de tornar a sua obra cada vez mais realista, clara e vibrante de cores do Verão, da alegria e do prazer de viver, mesmo quando pinta o Outono e o Inverno.

David Hockney's masterpiece, A Bigger Splash captures a split-second moment of exploding pool water and clean summer light (Credit: Tate)

No ano anterior à sua mudança para a Califórnia, Hockney visitou o Egipto. Lá, teve a oportunidade de estudar e desenhar, em primeira mão, a arte funerária que tinha conhecido no Museu Britânico e pela qual se tinha apaixonado enquanto estudante. Deixando para trás a sua máquina fotográfica, o jovem artista concentrou-se em transpor para o seu caderno de desenho a planicidade dos afrescos antigos e as figuras estilizadas e esculturais.
A nitidez e a intensa imediatez destes relevos egípcios parecem ter-se harmonizado na sua mente com as cores calmas e frias que sempre admirara nos afrescos do início da Renascença e nos painéis a têmpera de artistas como Masaccio, Fra Angelico e Piero della Francesca. De repente, as composições caóticas e desordenadas que vinha perseguindo anteriormente deixaram de fazer sentido.

Depois de se mudar para os EUA, a influência crescente desses mestres iria fundir-se, na imaginação de Hockney, com a linguagem arrojada do movimento de arte contemporânea dominante da época, a Pop Art americana. 

O que significaria combinar o impacto comercial das latas de sopa de Andy Warhol ou dos «pows!» das bandas desenhadas de Roy Lichtenstein com a nitidez dos relevos egípcios e a tranquilidade dos afrescos do século XV? A mistura engenhosa, embora aparentemente improvável, de inspirações antigas e modernas foi impulsionada por uma colisão igualmente revigorante de meios de comunicação.

Capturar um momento no tempo

Embora A Bigger Splash pareça, à primeira vista, ser um momento no tempo meticulosamente observado, foi, na verdade, uma fusão de experiências pessoais e emprestadas. A pintura deve a sua origem mais imediata à descoberta fortuita, por parte do artista, de um manual técnico sobre a construção de piscinas. Uma fotografia de um salpico feito por um mergulhador invisível e um trampolim em Swimming Pools, publicado pela Sunset Books em 1959, sem os dois espectadores à beira da piscina, foi rapidamente fundida na tela de Hockney com uma versão estilizada do edifício atrás deles, semelhante às que ele tinha recentemente registado no seu caderno de desenho.

Ao olhar para trás, para a carreira surpreendente do artista e para a sua contribuição para a história da criação de imagens através da perspetiva desta obra — talvez a sua mais conhecida —, torna-se claro que Hockney compreendeu que, embora a arte não possa impedir o passar do tempo, pode suspender, em traços luminosos, a prova vibrante de uma presença que já se esvaiu.


🎯




«Um homem deveria ouvir um pouco de música, ler um pouco de poesia e contemplar um belo quadro todos os dias da sua vida, para que as preocupações mundanas não apaguem o sentido do belo que Deus implantou na alma humana.»

-Johann Wolfgang von Goethe

June 13, 2026

June 10, 2026

Polina Raiko - uma ucraniana que começou a pintar aos 69 anos


Nunca é tarde para começar uma paixão. 


A história de uma artista ucraniana que transformou a dor em beleza e a sua casa num universo mágico.

DARYA ZORKA


Polina Raiko foi uma extraordinária artista ucraniana que começou a pintar aos 69 anos. Nunca teve qualquer formação artística. Na verdade, a sua educação limitou-se a apenas 4 anos de escola primária. A sua vida foi marcada por muitas dificuldades: o Holodomor, a Segunda Guerra Mundial, anos de trabalho físico exaustivo, um marido abusivo e a perda de todos os seus familiares. Quando, no final da sua vida, ficou completamente sozinha, Raiko pegou num pincel e começou a pintar. As paredes e os tetos da sua casa tornaram-se a sua tela. As pinturas coloridas tornaram-se o seu refúgio contra a solidão e a dor. Pássaros encantadores, flores, animais e os retratos dos seus entes queridos cobriram cada centímetro quadrado da casa. Em poucos anos, ela criou um mundo inteiro – o universo mágico de Polina Raiko.




https://daryazorka.substack.com/p/polina-raiko-ukrainian-artist