August 19, 2020

O que se passou no lar de Reguengos é pior que tudo o que disseram

 

Os nossos governantes e dirigentes locais são, no geral, muito, muito maus. É gente que percebe de orientar jogos de petanca. Era preferível pagar-lhes para ficarem em casa sem fazer nada, pois pelo menos não estragavam.

É muito fácil ficar sentado na cadeira e ameaçar os médicos para irem trabalhar com doentes infectados e sem protecção, oferecendo pijamas em vez de equipamento de protecção. 


a-cronologia-dos-factos-o-que-os-medicos-viram-e-relataram 

O HESE reativa uma enfermaria para doentes com covid-19 para "dar resposta" ao "aumento de pressão" no internamento provocado pelo surto em Reguengos de Monsaraz. Entretanto, no pavilhão, o médico destacado pelo ACES não dispõe de fardamento à chegada. Em vez deste, é-lhe fornecido um pijama idêntico ao usado pelos doentes no internamento hospitalar.

"Muitos destes pijamas estavam rasgados/cortados, pois devido ao calor os voluntários cortaram as pernas/mangas dos mesmos." O médico faz a avaliação de cerca de 24, 25 doentes sintomáticos. A equipa de enfermagem avalia parâmetros vitais de todos os doentes e os registos são feitos pelo médico num ficheiro da Google Drive criado recentemente para esse efeito. Após a avaliação, é necessário transferir um doente para o hospital por agravamento do seu estado clínico: os bombeiros demoraram duas horas e meia a chegar.
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A equipa médica desloca-se aos quartos dos utentes em causa. Observam funcionários do lar em contacto com os doentes, utilizando apenas uma máscara cirúrgica, sendo certo que os doentes não utilizavam qualquer tipo de máscara. E descrevem que havia "quartos de quatro ou de cinco camas, numa parte do edifício antigo, degradado, com calor extremo, cheiro horrível, lixo no chão, vestígios de urina seca no pavimento".

Os doentes estão deitados em camas quase lado a lado, sem espaço para se movimentarem. "Vemos doentes acamados, desidratados, desnutridos, alguns com escaras com pensos repassados, alguns só usando uma fralda, completamente desorientados." Um dos médicos sentiu-se mal ao fim de realizar 15 testes, deslocando-se ao ginásio para remover o EPI: não encontrou zona delimitada para a retirada do mesmo em segurança.
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10 de julho, sexta-feira

O médico de MGF, juntamente com o médico das Forças Armadas e dois enfermeiros, organizam a medicação de todos os doentes. Os blisters vindos da farmácia encontram-se todos amontoados numa mesa, alguns abertos, com variados comprimidos fora dos blisters e caídos na mesa. Verificam ainda que em várias ocasiões houve medicação que não foi administrada a muitos doentes. Passam várias horas a separar tudo por quartos, a arrumar os blisters e a confirmar as medicações. Iniciam a construção de um Cardex.

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As conclusões da ordem foram divulgadas no dia 8 de agosto e apontam falhas à fundação, incumprimento das regras e orientações emanadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para o combate à covid-19, mas também às autoridades de saúde, como à ARS do Alentejo. Filipa Lança considera mesmo que "há responsabilidade da direção técnica da instituição, mas também das autoridades de saúde locais e centrais, pois não basta à DGS implementar normas e orientações. Alguém tem de fiscalizar".

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"Acredito que tivessem tentado fazer o melhor que podiam, mas quando perceberam que não tinham recursos humanos para dar resposta aos utentes e que não tinham sequer espaço para manter a distância devida entre camas, deviam ter tomado medidas." Isto mesmo consta do relatório que a Ordem dos Médicos entregou ao Ministério Público.

(quero ver se daqui a uns meses estão a dizer isto, mais coisa menos coisa, da situação nas escolas imputando a responsabilidade aos directores, sabendo nós que a tutela desinteressou-se de implementar medidas de segurança eficazes para não gastar dinheiro)

Depósitos de idosos (como é que o primeiro-ministro pode chamar a esta calamidade, "polémicas artificiais"?)

 

por Rafael Barbosa


Em Braga, a Irmandade cobrava 40 mil euros aos idosos e suas famílias por um lugar no lar. Em Famalicão, 11 idosos viviam em "perigo iminente". Na Maia, 50 utentes viviam sem aquecimento nem higiene. A falta de higiene repetia-se em Salvaterra de Magos, somando-se as denúncias de maus-tratos. De novo os maus-tratos em Belmonte e Évora, com gente mal alimentada, em espaços insalubres, sem eletricidade e com um idoso a dormir num sofá. Em Tomar, dez viviam numa garagem. Em Portimão, 22 sobreviviam em deploráveis condições: no dia em que alguém decidiu fazer alguma coisa só havia sopa e dois hambúrgueres para os alimentar. Em Valpaços, divulgaram-se vídeos desumanos e sete funcionários foram suspensos por suspeita de maus- -tratos. Em Gaia, a proprietária de um lar foi presa e acusada de maus-tratos e desobediência (fechavam-lhe um lar, abria outro, com a impunidade habitual). Um dos idosos estava desnutrido e desidratado. Ouvem-se responsáveis políticos a dizer por estes dias que não se pode desvalorizar o caso de Reguengos de Monsaraz. Outros pedem a presença da ministra no Parlamento e a divulgação de todos os relatórios já produzidos. Não é rigorosa a afirmação do primeiro-ministro de que estamos apenas perante "polémicas artificiais". Mas apetece perguntar por onde têm andado os diferentes líderes políticos e governantes. Certamente que não foram a nenhum dos lares (uns ilegais, outros legais, uns privados, outros geridos por IPSS) que se enumera acima e que foram notícia, em escassos meses, aqui no JN. Todos sabem que a maioria dos lares são depósitos de idosos à espera da morte. E que muitos são apenas um negócio lucrativo (também para as IPSS). E que há milhares de lares ilegais. Mas não há comissões de inquérito nem pedidos de demissão de ministros a propósito de nada disso. A tática é fazer aos idosos no fim da linha o mesmo que ao lixo: varre-se para debaixo do tapete. E, de vez em quando, para limpar a consciência, uns rasgam as vestes, outros anunciam milhões.

Curious Minds Wonder Alike

 


Os fetos arbóreos são mais antigos que os dinossauros. E isso nem sequer é a coisa mais interessante acerca deles

 - Doctor of Botany, University of Melbourne

Com frondes maciças criando uma copa verdejante no sub-bosque das florestas australianas, as samambaias arbóreas são uma visão familiar em muitas viagens longas ou caminhadas pela floresta. 

Em primeiro lugar, os fetos arbóreos são fetos, mas não são realmente árvores. Para ser uma árvore, uma planta tem de ser lenhosa (passar por crescimento secundário de planta que engrossa caules e raízes) e crescer até uma altura de pelo menos três metros quando madura. Embora os samambaias possam ter caules simples e grossos em forma de tronco e atingirem uma altura de mais de 15 metros, eles nunca são lenhosos.

Eles também são incrivelmente resistentes - os samambaias arbóreas são frequentemente as primeiras plantas a mostrar sinais de recuperação nas primeiras semanas após os incêndios florestais. O desabrochar de uma samambaia arbórea verde quase iridescente no meio da escuridão sombria das cinzas do incêndio florestal é quase um símbolo do potencial de recuperação da floresta.

Green fronds growing from blackened stumps in a forest.
Ferns are often the first plants to grow back after bushfires. Greg MooreAuthor provided

Laços familiares antigos 

Os fetos arbóreos têm, geralmente, crescimento lento, com taxas de aumento de altura de apenas 25-50 milímetros por ano. Isso significa que os indivíduos altos que se vêem numa floresta madura podem ter vários séculos de idade. No entanto, no ambiente correcto, eles podem crescer mais depressa, portanto, adivinhar a sua idade real pode ser complicado, especialmente se estiverem crescendo fora do seu ambiente florestal normal.

Como grupo de plantas, os fetos arbóreos são antigos, datando de centenas de milhões de anos e são anteriores aos dinossauros. Existiam na Terra muito antes da evolução das plantas com flores ou com cones e foram um elemento significativo da flora terrestre durante o período Carbonífero (há 300-360 milhões de anos), quando as condições para o crescimento das plantas eram quase ideais. Isso explica por que as samambaias não se reproduzem por flores, frutas ou cones, mas por esporos mais primitivos.


A shoot of the _Dicksonia antarctica_, ready to unfurl.
A shoot of the Dicksonia antarctica, ready to unfurl. JJ Harrison/WikimediaCC BY-SA

De facto, as samambaias arbóreas fossilizadas e os seus parentes, chamados 'aliados da samambaia', estabelecidas durante o carbonífero, forneceram muitos dos combustíveis fósseis da Terra que datam desse período. E os samambaias arbóreas eram uma grande fonte de alimento, pois os indígenas costumavam comer a polpa que ocorre no centro do caule da samambaia arbórea, crua ou torrada como amido. Hoje, as atividades humanas limitam o seu sucesso com o desmatamento de florestas e práticas agrícolas. A mudança climática também é uma ameaça mais recente para muitas espécies de samambaias.

Duas espécies de fetos
Duas das espécies mais comuns de samambaias arbóreas do sudeste da Austrália são Cyathea australis e Dicksonia antarctica. Ambas as espécies têm uma ampla distribuição, estendendo-se de Queensland ao longo da costa australiana até a Tasmânia. São frequentemente encontrados crescendo próximos uns dos outros ao longo de rios e riachos. Parecem-se superficialmente e muitas pessoas não perceberiam que são espécies totalmente diferentes à primeira vista, até que olhe atentamente para os detalhes de suas folhas e passe os dedos pelas hastes.

A road cuts through a forest with tree ferns either side
Tree ferns are a familiar sight on road trips through forests and bushwalks. Shutterstock

C. australis é áspera, quase espinhosa, daí o seu nome comum de samambaia arbórea áspera. Pode atingir 25 metros de altura. Já D. antarctica, como o feto arbóreo macio, tem uma folhagem lisa e às vezes peluda e raramente cresce acima de 15 metros. Ambos contribuem para o aspecto verde exuberante do sub-bosque das florestas húmidas dominadas por eucaliptos, como as cinzas da montanha (Eucalyptus regnans). Caules que hospedam um pequeno ecossistema.  A forma como os fetos arbóreos crescem é bastante complexa porque o crescimento, mesmo o das raízes, origina-se de parte do ápice do caule. Se esta coroa for danificada, a samambaia pode morrer.

Na época certa do ano, as novas folhas desenrolam-se na coroa de uma bobina chamada fiddlehead. O caule do feto arbóreo é composto por todas as bases das folhas retidas das folhas de anos anteriores. Os caules são muito fibrosos e bastante fortes, o que significa que tendem a reter humidade. Esta é uma das razões pelas quais os caules dos fetos arbóreos não queimam facilmente em incêndios florestais - mesmo quando estão secos ou mortos.
tall tree ferns with thick trunks.
Dicksonia antarctica is one of the more common species in Australian forests. Shutterstock

  Em.algumas comunidades de floresta húmida densa, os caules dos fetos arbóreos são um ecossistema em miniatura, com plantas epifíticas - como musgos, samambaias transparentes, talvez líquenes e mudas de outras espécies de plantas - crescendo neles. Essas epífitas não são nocivas para os fetos arbóreos, estão apenas procurando um lugar para morar, e os caules fibrosos, ricos em nutrientes e húmidos da samambaia arbórea mostram-se perfeitamente adequados.
 
 Da mesma forma, as copas dos fetos arbóreos, como D. antarctica, fornecem um excelente local para a germinação de árvores e outras espécies porque muitas plantas precisam de boa luz para que as suas mudas se estabeleçam e isso pode não estar disponível no solo da floresta. As sementes, como as da faia nativa (ou murta), Nothofagus cunninghamii, podem germinar nas copas dos fetos arbóreos e as suas raízes podem crescer para baixo nos troncos dos fetos e para o solo.

Com o passar do tempo, as espécies de árvores podem crescer completamente sobre o feto, absorvendo o tronco do feto. Décadas, ou mesmo séculos depois, às vezes ainda é possível ver o antigo caule de samambaia arbórea embutido no interior.  Ainda assim, os samambaias arbóreas são maravilhosamente resistentes e dão uma sensação de permanência às nossas paisagens em constante mudança por causa dos fogos.

Bom dia com Shakespeare

 


Looking at man and women

 


do cartonista israelita, Yuval Robichek via The World Magazine
















August 18, 2020

Os últimos pensamentos de Bernard Stiegler

 

Oito dias antes de morrer, a 6 de agosto, Bernard Stiegler entrou em contato com a revista Philosophie e pediu para publicar este longo artigo em três partes resumindo as suas teses sobre a pandemia de Covid-19, a crise atual do capitalismo e do Antropoceno, bem como dois diálogos que conduziu com líderes de empresa, Dassault Systèmes e Crédit du Nord. Esses escritos foram uma base de reflexão que ele quis difundir o mais amplamente possível antes de sua participação no Colóquio "Agir pour le vivant", agendado em Arles de 24 a 30 de agosto.

Vou traduzindo aos poucos para quem quiser ler os últimos pensamentos de Bernard Stiegler. 

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A crise sanitária está longe de estar terminada e a crise económica daí resultante está apenas a começar. A escala e a natureza desta catástrofe são incomparáveis ​​com os eventos históricos que até então marcaram a Grande Aventura da Humanidade 

1. Em 1976, Arnold Toynbee apresentou, como hipótese, a possibilidade iminente de tal catástrofe, ao mesmo tempo que enfatizava que resultaria tanto de uma tendência suicida das civilizações quanto de uma exploração excessiva da biosfera. A tendência suicida coletiva surge numa civilização quando o crédito que ela própria se concede e que funda o poder de sua solidariedade orgânica, fica comprometido por qualquer motivo - invasão, desastre natural, corrupção, fome, doença. 

Aristóteles chamou philia a solidariedade que torna a sustentabilidade das sociedades - que ele mesmo observava do ponto de vista da cidade, educada e, esse ponto de vista constituía o que desde Platão se chama política. Como princípio fundamental da política, philia significa que qualquer sociedade assume um crédito concedido a si pelo grupo social, partilhado por aqueles que o constituem, e que lhes confere o penhor essencial da confiança mútua, sem a qual nenhuma troca se poderia realizar, nenhum poder se poderia estabelecer de forma duradoura, nem entre seus membros, nem entre suas gerações. 

Nas sociedades mais antigas, essa promessa é sobrenatural e mágica. Nas sociedades religiosas, é divino e teológico. Em nossas sociedades chama-se, 'razão' - que deve ser compartilhada por todos, em instituições dedicadas, a começar pela escola e que se baseiam numa epistemologia. 

O crédito, que é transgeracional, deve ser alimentado e continuamente fortalecido por instituições e práticas sociais - da magia xamânica à certificação industrial, incluindo o aparato litúrgico das grandes religiões. Ele organiza os processos de antecipação e previsão dentro das cosmologias que ordenam o futuro ao passado, que é a experiência legada pelos ascendentes. Essa ordenação, que constitui a ordem social, opera por meio de rituais, calendários, arquivos, instrumentos de observação, instrumentos de medida, cálculos e teorias.

Ego cogito e economia de dados 

Chamamos modernos aos tempos, quando a ciência chega ao cerne da certificação, fundando assim um crédito que se crê emancipado de todas as crenças, e que encontrará, no início da era clássica, uma certeza primordial: a do ego cogito (o cartesiano "eu penso"). É a partir desse ego que escapa a toda forma de dúvida e estabelece a certeza de um sujeito que se tornou moderno nisso, que tudo o que existe pode se tornar um objeto de observação, medição, cálculo e teoria - isso quer dizer também, para Descartes, de domínio e dominação (inclusive como dominação de povos que não tiveram acesso a essa certeza e aos seus processos de certificação e que serão escravizados por meio de desenvolvimento deste acesso ao serviço do colonialismo). 

É assim que se formará a forma muito singular de confiança, crença e esperança que no século XVIII se chamava progresso e que no século XIX se tornou o dogma comum - dando origem a duas interpretações políticas e económicas opostas: os discursos da emancipação social pela educação, por um lado, inclusive como educação pela luta, e, por outro, os discursos do dinamismo do mercado a partir da competição, ponto de vista que uma interpretação falaciosa de Darwin virá a enfatizar como darwinismo social, o que o neoliberalismo irá reapropriar no século XX de várias maneiras. 

Com o liberalismo, tanto económico quanto político, a certeza moderna se tornará a do individualismo fundando uma sociedade concebida como um cálculo generalizado realizado pelo mercado (que será teorizado por Friedrich von Hayek) e certificado por meio de novos órgãos de troca. simbólica, que surgirá ao longo do século XX, e que será produzida pelas indústrias da informação e da comunicação. Estas transformarão o simbólico em informação calculável e, assim, dessimbolizarão o crédito.

Esta operação se tornará, por si só, o coração da indústria com a economia de dados mobilizando o behaviorismo e a teoria da informação para interpretar e calcular qualquer comportamento como um modelo de informação - o que supõe que os indivíduos estão conectados, isto é, equipados e conectados por plataformas ad hoc. 4 biliões de humanos tornaram-se hoje objetos de cálculos permanentes. 

A partir desses corpos de informação e comunicação, novos dispositivos de previsão performativa serão configurados - pela combinação de estatísticas, marketing e tecnologias computacionais - constituindo antes de tudo o que Gilles Deleuze chamará de sociedades de controle. Estas, que se estabelecerão com o que Adorno e Horkheimer descreveram em 1947 como a indústria cultural, se tornarão com a economia de dados sociedades de hiper-controle, onde os vínculos de philia serão substituídos por vínculos hipertextuais, eles próprios avaliados. e certificado por motores de busca e outros algoritmos para certeza pós-verídica (bem incorporado por Donald Trump).



Movie lines

 


"It doesn't matter if the guy is perfect or the girl is perfect, as long as they are perfect for each other."

🎥- Good Will Hunting (1997)


Maybe... but they are beautiful

 


"Untamed horses are useless, but horsemen can in a short time make them submissive and manageable. Can you not take and tame this thing which is not some beast from outside yourself but an irrational power within your soul, a dwelling it shares at every moment with your power of reason? Even if you cannot tame it quickly, can you not do so over a longer period of time? It would be a terrible thing if you could not."

—Galen, On The Passions
Nenhuma descrição de foto disponível.

50 anos de Abraxas




 

Track listing

Side one
No.TitleWriter(s)Length
1."Singing Winds, Crying Beasts" (Instrumental)Michael Carabello4:51
2."Black Magic Woman/Gypsy Queen"Peter Green/Gábor Szabó5:24
3."Oye Como Va"Tito Puente4:17
4."Incident at Neshabur" (Instrumental)Alberto Gianquinto, Carlos Santana4:58
Side two
No.TitleWriter(s)Length
1."Se Acabó"José Areas2:50
2."Mother's Daughter"Gregg Rolie4:25
3."Samba Pa Ti" (Instrumental)Santana4:45
4."Hope You're Feeling Better"Rolie4:10
5."El Nicoya"Areas1:30

wiki


Or maybe is the other way around...

 


... or maybe is a dialectical thing


Movie lines

 



A vida dos outros

 


#China #中国 #Shanghai #上海 #Toru_Ukai #鵜養透 #2013















Este país é para políticos e amigos preferenciais

 


Dos 25 concelhos com o abastecimento de água mais caro do país, 24 estão a cargo de empresas privadas


Notícias que me fazem rir




Isto parece a Holanda a dizer que vai penalizar as empresas que fogem ao fisco para offshores. 


Empresas privadas vão ter coimas se não tiverem um plano de prevenção contra a corrupção

Estratégia Nacional Contra a Corrupção vai ser analisada pelo Conselho de Ministros. A ministra acaba de receber as propostas do grupo de trabalho e apresenta solução a António Costa em setembro.

Espero que os sindicatos ajam porque isto é uma ilegalidade



Eu e muitos outros como eu estamos em condições de ir trabalhar desde que implementem as recomendações da OMS e da DGS quanto ao distanciamento e medidas de segurança. Cabe às entidades competentes que é o ME assegurar essas condições e não dizer, essas pessoas que se lixem, metam baixa que não queremos saber delas. Então agora somos discriminados e perdemos parte do salário porque o secretário de Estado é um irresponsável e um incompetente que não faz o seu trabalho, juntamente com o ministro? Um e outro não mexem um dedo pela segurança das pessoas que é a sua obrigação legal? 

E os alunos a mesma coisa: não têm direitos porque o secretário de Estado é um incompetente e um cobarde.

E porque é que os directores amocham em tudo como carneiros? Não têm voz própria? Não pensam por si? Não têm coragem de tomar uma posição? Ou também não querem saber dos direitos dos colegas? É por causa do suplemento remuneratório? Têm medo de ser postos a andar?

Este secretário de Estado não tem respeito por ninguém a não ser pelos amigos. E não se vai embora. Um ganancioso de poder que não larga o cargo nem por nada. Ele e o ministro. Tudo o que de pior chega às escolas vem assinado por este indivíduo. 

Isto vem de um governo da esquerda: PS+BE+PCP - retirar direitos aos trabalhadores é com eles. Se isto é a esquerda, que venha um governo da direita.


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do blog do Arlindo


A legislação em vigor, Lei n.º 31/2020 – Diário da República n.º 155/2020, Série I de 2020-08-11, no aet.º 25.º, refere: Os imunodeprimidos e os portadores de doença crónica que, de acordo com as orientações da autoridade de saúde, devam ser considerados de risco, designadamente os hipertensos, os diabéticos, os doentes cardiovasculares, os portadores de doença respiratória crónica, os doentes oncológicos e os portadores de insuficiência renal, podem justificar a falta ao trabalho mediante declaração médica, desde que não possam desempenhar a sua atividade em regime de teletrabalho ou através de outras formas de prestação de atividade.

Mas como já é do vosso conhecimento o SE, em reunião com os diretores, respondeu sempre com “Atestado”…

“Os professores que são de risco precisam pôr atestado médico ou basta a declaração médica?

R: Atestado

“Como se procede à distribuição de serviço a professores que apresentam certificado médico de pessoa de risco?

professores, e não “professores”

R: Se não podem assegurar o serviço, estarão necessariamente de baixa.”

“Como funcionará a aplicação da legislação do teletrabalho na educação.

R: Não se percebe como se concilia teletrabalho com o regime presencial.”

Infere-se por estas perguntas e respostas que a legislação, ainda, em vigor vai ser alterada e os professores de grupos de risco terão que apresentar atestado médico para não exercerem a sua normal atividade docente. Isso levará à sua substituição e nunca a outras formas de prestação do serviço docente.

Dito isto, as declarações médicas entregues até agora e as que estão na forja para ser entregues deixarão de ter o resultado pretendido.

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“Boa tarde, prevê-se para o próximo ano letivo a obrigatoriedade de as escolas ministrarem alternativas à distância para os alunos que pertençam a grupos de risco atestado por um médico?

R: Não. Procede-se como com outros alunos impedidos de frequentar a escola por motivo de doença.”


O que fazia se fosse directora de uma escola

 

Os directores não são especialistas sanitários de modo que seguem as recomendações dos especialistas da DGS e OMS. Se não há autorização política para se poder implementar as medidas recomendadas, a responsabilidade é que quem as impede. 

Face à situação e não tendo funcionários suficientes para garantir a limpeza e desinfecção dos locais, nem condições para assegurar o distanciamento físico entre todos, escrevia uma cartinha ao delegado regional ou ao secretário de Estado (e se escrevessem em conjunto ainda melhor) a comunicar a falta de condições e a necessidade de autorizar a contratação de funcionários, a diisão de turmas e o que fosse preciso e não havendo autorização, remetia-se a responsabilidade do que acontecesse a esses superiores hierárquicos.   

É tempo dos responsáveis começarem a ser responsabilizados pelas suas políticas.



Deve haver alguma explicação para isto

 


... de todos os anos levar uma data de roupa para passar menos de duas semanas num sítio onde já sei que vou para aproveitar as coisas simples da vida -o sol, o mar, um peixe grelhado na brasa, o céu estrelado, a família, os amigos- com os mesmos dois ou três calções, meia dúzia de camisolas, os mesmos chinelos, um par de fatos de banho e duas toalhas de praia. De vez em quando lá se vai jantar fora a um sítio que pede um vestidinho e umas sandálias, mas este ano, com a pandemia, nem isso. De modo que não percebo este arrumar e desarrumar coisas que não precisava de ter levado. Isto deve ter alguma explicação freudiana.


Agosto anormalmente fresco

 

Alentejo abaixo dos 30 graus?


Acabou-se a temporada de praia

 


Hoje a maré estava tão baixa que andávamos 100 metros mar adentro e a água sempre pelo joelhos. Fria. O balanço foi positivo. Excepto hoje e antes de ontem a água esteve sempre quente e limpíssima. Este ano fui à praia como quem vai ao ginásio ou à fisioterapia: cedíssimo para não me cruzar com pessoas, a pé, para fazer exercício e com o plano de nadar uma hora, fosse num banho só ou em dois. Hoje não nadei uma hora. Nem cinco minutos porque não se consegue nadar com água gelada pelos joelhos. Enfim, estamos de malas aviadas para voltar à realidade das secas em hospitais, o que é já amanhã.




imagem da net

Ter de fugir por falar a verdade