August 03, 2020

Not today




Se a Ana Paula Vitorino está contra a medida é porque a medida é boa



A mulher é péssima e não tem respeito pelo processo democrático como todos sabemos desde que se gabou de estar a fazer a promoção da prospecção de petróleo às escondidas do povo para não se chatear com essas minudências da democracia.


Ana Paula Vitorino, ex-ministra do Mar, lidera deputados contra esta alteração.


A realidade das cenouras



Não é serem todas cor-de-laranja. Lá porque só se vêem as cor-de-laranja por aí não quer dizer que não haja outras diferentes.





Ter as pessoas e não as aproveitar



Dois casos emblemáticos. O primeiro, uma bióloga que chega aos 50 anos com muito trabalho feito e prémios mas com um contrato precário de sobrevivência. Vê na internet um anuncio de um cargo na administração pública inglesa, concorre e ganha. Isso cá seria impossível. Somos um país que despreza o mérito em favor da cunha e do amiguismo e nunca na vida uma desconhecida de 50 anos conseguiria, sequer, ir a concurso. Passa-se a vida a promover amigos incompetentes e a ver os competentes fugirem ou desistirem. O segundo caso é o dos arquitectos. Somos um país pequeno mas cheio de arquitectos reconhecidos a nível mundial, só que aqui no país ninguém está interessado em valorizá-los. Há sempre um amigo pato-bravo que faz as vezes de arquitecto de borla. Um português quer é borlas. Também os médicos e os enfermeiros e os engenheiros os editores e os professores e muitos outros emigram. Vão-se embora para outro país trabalhar, pagar impostos e ter filhos porque aqui em Portugal o país está reservado para os amigos e para os outros que aceitem ganhar dois euros à hora em regime de exclusividade. 
Os políticos que temos fizeram isto, activa e passivamente.


"Portugal pagou a minha educação e a Inglaterra tem uma pessoa extremamente competente sem investir"

Bióloga marinha, investigadora, professora, dirigente na área do ambiente, Alexandra Cunha foi obrigada a emigrar aos 50 anos. Concorreu e foi escolhida entre os melhores para consultora do governo britânico.

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Precariedade: “Só conheço um arquitecto com contrato. São casos excepcionais”

Já tive uma entrevista para um estágio onde me ofereciam dois euros à hora em regime de exclusividade. E onde me disseram que ‘o que não falta são arquitectos’

Bom dia :)




August 02, 2020

Filmes - another mushy film...?



Já é o segundo. Mais um e ainda começo a usar a palavra fofo nas aulas e os alunos percebem que enlouqueci e fogem... ahah no way 😁

Fui dar com este filme por causa de outro que vi há uma semana ou assim, Journey's End, um filme baseado numa peça de 1928 de R. C. Sherriff, sobre a Grande Guerra. É quase todo passado numa caserna dentro de uma trincheira com cinco ou seis pessoas. Percebe-se melhor o que foi aquela guerra com este filme que não tem grandes cenas nem efeitos especiais do que com o filme que no ano passado deu tanto que falar. Enfim, a questão é que gostei desse filme e não conhecia o actor principal e fui ver quem era e fui dar com um filme dele com a Emília Clarke que é uma actriz que gosto bastante. O filme chama-se, Me Before You - o título em português é de quem não percebeu nada do filme.

À primeira vista, o filme parece ser mais um daqueles romances de perlimpimpim. Fui ver as críticas do filme e havia muitas negativas pelo facto do filme ter como um dos dois personagens principais um tetraplégico e não se dedicar a explorar os seus problemas e, ainda por cima, no fim do filme, o personagem vai à Suíça fazer um suicídio assistido de modo que disseram que promovia a desvalorização das pessoas com essa incapacidade. Só que o filme não é sobre deficientes. O filme é sobre a vida, sobre pessoas e sobre o amor e como transforma as pessoas. 

Spoiler alert - a premissa do filme é simples: um indivíduo cheio de dinheiro, de 31 anos, filho dos donos do castelo lá da terra, com imenso sucesso na banca, uma vida muito activa e cosmopolita, praticante de desportos, giro que se farta e com namoradas a condizer, é atropelado parvamente e fica tetraplégico. Faz terapia intensiva, mas inutilmente, durante um ano e depois percebe que aquilo é o melhor que pode esperar. 
A namorada, muito pragmática, deixa-o pelo melhor amigo dele. O indivíduo está num estado destrutivo e tentou matar-se. Recuperam-no mas ele diz aos pais que não quer viver assim e combina dar-lhes seis meses antes de acabar com a vida. A mãe, desesperada, diz que sim para ganhar tempo e põe-se à procura de alguém que lhe faça companhia e o anime, na esperança que ele mude de ideias. 

É assim que aparece a rapariga no filme, uma de duas irmãs que sustentam, com empregos muito precários,  uma mãe que não trabalha e um pai desempregado de uma família de classe média baixa, muito amorosa mas caótica. A rapariga acaba por ficar com esse trabalho de ser assistente dele -ele tem um enfermeiro fisioterapeuta- e fazer-lhe companhia. Portanto a premissa do filme parece simples: uma rapariga tenta salvar um tetraplégico de se suicidar. Só que na verdade é ele quem a salva, embora ela também o salve, porque onde há amor há uma transmutação. Se não há é porque não o era.

Eles são pessoas muito diferentes. Ele é um snob com a mania de superioridade que acha não ter nada para aprender com ela, um rapariga de classe média que nem curso tirou e trabalha a servir em cafés. Só que ela é uma rapariga (26 anos) insegura, mas muito inteligente e genuína, que diz tudo o que pensa e não consegue esconder o que sente e ele nunca conheceu ninguém como ela. O meio em que ele se movia é de gente hipócrita e calculista e a maneira dela ser, optimista, motivada, dinâmica e com uma capacidade de alegria contangiante que lhe diz exactamente o que pensa em vez de o tratar como um coitadinho deficiente, tem um tremendo impacto nele. Mostra-lhe uma dimensão da vida e das pessoas com a qual nunca tinha contactado. 

Ele percebe o potencial dela, percebe que ela está presa a uma família sem dinheiro, sem perspectivas, sem horizontes culturais e assume essa tarefa de a libertar dos condicionalismo da sua educação e abrir-lhe  horizontes e possibilidades que ela nunca teve nem teria, presa a um namorado muito limitado que não a percebe nem valoriza. Ela a certa altura deixa esse namorado e ele não percebe porquê e diz-lhe: estamos juntos há sete anos e só o conheces há cinco meses. Pois, só que nem numa vida inteira o namorado conseguia perceber nela o que o outro percebeu em duas semanas.

Ele não quer saber da enorme diferença que os separa e começa a sair com ela e vai com ela para todo o lado: a concertos, a casa dela e inclusive ao casamento da ex-namorada com o ex-melhor amigo para quem ele agora olha e vê para além das aparências: pessoas superficiais, sempre em pose, sem princípios, hipócritas, calculistas. Essa sequência do casamento da ex-namorada é muito boa porque ele está já tão transformado que aquilo não o atinge como atingiria, antes de a ter conhecido e aquele mundo falso já não lhe diz nada. Passa a apreciar as pessoas pelo que são.
Por outro lado, ela não quer saber da condição dele. Está completamente fascinada por ele e pelo olhar dele sobre ela: o que ele vê nela, o mundo mental e cultural que ele lhe abriu e aquele companheirismo genuíno entre os dois.

Tornam-se companheiros, no sentido verdadeiro e não convencional do termo. Ambos se transformam em outras pessoas, melhores pessoas, que se descobrem em dimensões que não sabiam ter por causa do outro. O filme é muito bom a mostrar isso: como o amor, aquele sentimento que se enraíza e é avassalador como um terramoto (não falo de paixão nem de entusiasmos) nos transforma em outras pessoas de um modo definitivo, permanente. Muda-nos o olhar sobre as pessoas e a realidade.

Afinal é ele quem a salva de uma vida no fundo da caverna, como dizia Platão. Ela também o salva de uma vida revoltado, rancoroso, miserável, sozinho. Ela deu-lhe a possibilidade de voltar a sentir-se útil e valorizado. No fim ele escolhe morrer porque não quer ser o tipo de homem que aceita uma vida de total dependência onde não tem nenhum poder de escolha, porque acha que a vida é para ser vivida em todo o potencial e não pela metade. Também porque não quer ser uma limitação na vida e possibilidades dela.
Ninguém percebe a opção dele, e ela muito menos: que ele escolha acabar com a vida naquele momento. É o pai dela que lhe diz uma frase de grande sabedoria: não podemos esperar mudar as pessoas, o mais que podemos fazer é amá-las.

O título do filme, Me Before You, refere-se a ambos: o que cada um era antes de se conhecerem. O impacto que de vez em quando, muito raramente, algumas pessoas têm nas outras. 

O filme pode ver-se como o imenso potencial de muita gente que está desidratada como os tardígrados e precisa de condições favoráveis para desenvolver vida, mas infelizmente, nunca encontram essas condições favoráveis porque são raras ou encontram mas não as reconhecem e deixam-nas passar.

Enfim, um filme que parece ser só um romance mas é muito mais que isso. É um filme que faz pensar em muitas dimensões da vida - mas mushy :)) é difícil ver o fim do filme 'des-emocionado'.



Não há muita coisa que acrescentemos à natureza...



Acabo de descobrir parte da inspiração para um dos cenários do livro que estou a ler, The Three Body Problem (enfim, já li o 1º da série e estou à espera que cheguem os outros dois - queria ler agora nas férias). No livro há um jogo que certos cientistas que estão a ser assassinados ou a suicidarem-se jogam. O jogo passa-se num mundo que tem eras estáveis e eras caóticas e ninguém consegue padronizar a sequência das eras. Quando se inicia a era caótica, o que acontece repentinamente (há um sinal que não vou dizer) a única possibilidade de sobrevivência que têm é desidratarem-se e porem-se numa espécie de arquivos de suporte até ao início da próxima era estável onde são reidratados e voltam à vida. 
A ler o livro, esta estratégia pareceu-me uma ideia genial e uma metáfora extraordinária para o fim das civilizações que até hoje ninguém conseguiu prever e que têm sido catastróficas na história da Terra. Pois acabo de ir dar com um artigozinho onde se explica que os tardígrados resistem a temperaturas, atmosferas e níveis de radiação que matam qualquer outra forma de vida. E como o conseguem?

Com um recurso de sobrevivência que consiste em dormência completa, encolhendo-se e desidratando-se, desligando todos os seus sistemas e processos biológicos, podem sobreviver por muitos anos quando encontram condições ambientais que não dão suporte à maior parte da vida animal, permanecendo em estado criptobiótico. É neste estado que conseguem suportar condições ambientais extremas e posteriormente "voltam à vida", ao se reidratarem novamente. (Wiki.)

Então foi aqui que o autor foi buscar a ideia para aqueles indivíduos que vivem no mundo que tem o problema dos três corpos com as eras caóticas. Afinal a ideia não dele, foi da Natureza. How cool is that!? De facto, como dizia alguém, não há muita coisa que acrescentemos à natureza...



O que é a vida? Não sei



Cogumelos a crescer numa folha moribunda ou morta, talvez... uma estranheza que se entranha, como a vida.

Esta fotografia tem mais informação que dez artigos de opinião



... e não falo apenas de informação política mas também psicológica-antropológica - timing perfeito - não sei quem a tirou.


Quatro meses são o que basta para desabituar da vida?



Está um dia de Verão espectacular! Mesmo como gosto. Sol sem ser abrasador. À sombra, uma brisa fresca. Aqui sentada, vejo pessoas na Tróia, ali naquela ponta de areia :



Estou desejando ir fazer uns dias de praia para apanhar alguma cor e fazer exercício. Nadar. O ortopedista disse-me para nadar. Já falta pouco tempo. Entretanto vou ler e ver uns livros que me deram e ganhar coragem para ir separar roupas. Estou há tanto tempo enfiada em casa sempre de calções e chinelos que nestes últimos dias em que me vesti, calcei sapatos, pus brincos (tive que fazer força numa das orelhas porque o buraco já estava a fechar-agora ando de brincos...), pus um lápis nos olhos e isso, pareceu estranho e fiquei cansada de estar vestida e calçada, de saltos... quatro meses é o que basta para nos desabituarmos da vida? 





estou um bocado esbranquiçada assim sem nada na cara...







o meu filho diz que não devia tirar selfies porque fico sempre com cara de enjoada, mas eu já lhe disse que a minha cara sempre foi assim. Fui descobrir, numa gaveta que ando a revisitar, uma fotografia que me tiraram no Natal de 1974, em Verbier, na Suíça e... estou com cara de enjoada :)))

Porque é que pagamos quintas-hotéis de luxo ao pessoal do BDP?



Salários mensais de 17 mil euros não chegam para ir passar umas férias  a um hotel de luxo? Os calotes da banca que assinam de cruz não nos custam já que baste?
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A Administração do Banco de Portugal dispõe de uma Quinta com 22 hectares, perto de Lisboa, a Quinta da Fonte Santa. Não entendo porquê nem para quê!
Utilizam habitualmente estas instalações como espaço institucional, talvez para a realização de reuniões de "trabalho" e como centro de "formação". O Governador Mário Centeno e os seu ajudantes podem até dispor, na quinta, de um Centro Equestre. Há fibra óptica em toda a quinta. A quinta está ao nível do salário de Centeno. Um Governador que recebe mensalmente a quantia de 16.926,82 euros não pode reunir num espaço qualquer...

Paulo de Morais



A questão é: quem está à frente da Infraestruturas de Portugal e é primo de quem?



Acidente com Alfa Popular

No entender do especialista, há várias questões “técnicas que falharam” e que motivaram o acidente, que resultou na morte de duas pessoas. “Em rigor, o comboio não deveria lá chegar por causa do controle de velocidade. Pelos vistos chegou e bateu. Não se programa a viagem de um comboio pendular por uma linha que tem lá trabalhos de manutenção. Isto não entra na cabeça de ninguém", afirmou, questionando a inexistência de “qualquer comunicação” sobre a presença da máquina no local.

"Quem é que a mandou para lá? Acho que isto não se deve fazer durante o dia. Tudo isto aponta para uma grande incompetência criminosa da Infraestruturas de Portugal", criticou.


Qual Angus qual carapuça!



Despois dunha dura competencia de máis de dous anos xa hai un veredicto final e a raza Maronesa, procedente de Portugal, é a gañadora do concurso para elixir á mellor carne do mundo entre diversos exemplares de 13 razas criadas nas mesmas condicións nunha finca de Trasmonte (Ames). 

"Philosophers once wrote to be understood, now they write to earn academic credentials..."



Writing for the sake of publication—instead of for the sake of being read—is academia’s version of “teaching to the test.” The result is papers few actually want to read. First, the writing is hypercomplex. Yes, the thinking is also complex, but the writing in professional journals regularly contains a layer of complexity beyond what is needed to make the point. It is not edited for style and readability. Most significantly of all, academic writing is obsessed with other academic writing—with finding a “gap in the literature” as opposed to answering a straightforwardly interesting or important question.
...
A few years ago, I happened to browse through back issues of a top journal (Ethics) from 1940-1950—not an easy decade for the world, or academia. I went in assuming those papers would be of much lower quality than what is being put out now. Keep in mind, this is a time when not only was publication not required for getting a job, even a Ph.D. was not required; there were far fewer philosophers, and getting a paper accepted at a journal was a vastly less competitive process.

In general, I would describe the papers from that decade as lacking something in terms of precision, clarity and “scholarliness,” but also as being more engaging and ambitious, more heterogeneous in tone and writing style, and better written. Perhaps some amount of academic competition is salutary, but the all-consuming competition of recent years, it appears, has been less productive of excellence than of homogeneity and stagnation. Because the most reliable mark of “quality” is familiarity, the machine incentivizes keeping innovation to a minimum—only at the margin, just enough to get published. It constricts the space of thought.

by Agnes Callard

"pitching above your head"



George Steiner a descrever a sua experiência quando tentou ler, pela primeira vez, O Ser o o Tempo de Heidegger e não passou da primeira frase, sequer. Como é importante não desistir de tentar entender o que não se entende (ele usa a expressão americana do baseball, 'pitching above your head', quando a bola é rápida demais para a perícia actual da pessoa) e do que se ganha com essa atitude. 
Isto fez-me lembrar duas situações. a primeira tem a ver com uma pergunta que às vezes me fazem sobre se já li os livros todos que tenho em casa -é claro que não, devo ter lido uns 80%- e porque compro mais livros antes de ter lido todos os que tenho para ler. Bem, é evidente que os compro porque quero lê-los e espero ter tempo e oportunidade. Há pouco tempo li um artigo, já não sei onde, onde se dizia que uma biblioteca revela o tipo de pessoa que se é, nomeadamente nos livros que estão por ler pois são prova do espírito de curiosidade e da consciência da própria ignorância e da necessidade de compreender e evoluir. Nunca tinha pensado nesse aspecto da questão.
Em segundo lugar, a expressão, pitching above your head, exemplifica muito bem uma das estratégias da leccionação que é lançar bolas sempre um bocadinho mais rápidas que a perícia dos alunos. Não demasiado rápidas para que não desistam de as atingir, mas suficientemente rápidas para que tenham de incomodar-se e esticar-se todos para as apanharem.
Esta experiência que Steiner conta acerca da leitura de Heidegger já todos a tivemos com um ou outro ou vários autores cujos livros deixámos a repousar até a mão ganhar perícia para os apanhar. Aliás, se não tivemos é mau sinal: é sinal de que nunca fomos além do que já sabíamos.


Bom dia, Portugal por aí






Fotografia: worldurbanplanning - instagram
Campo de Ourique, Lisboa
via Mar da Palha

August 01, 2020

Visions of earth



Brilliant scenes late in the evening at the Grand Prismatic geysers in Yellow Stone National Park. 

Photo by: Mark Stewart of Mountain Mark Photography

Também se aprende com quem se ensina



Uma amiga (ex-aluna) que já não vejo há um tempo mandou-me agora mesmo esta fotografia que tirou com um telescópio que tem na casa que era dos avós do companheiro e onde foram ficar um tempo enquanto estão em Portugal. Disse-me que pensa em mim muitas vezes. Eu também penso nela. Gosto dela e foi uma pessoa que me marcou. Acho que tenho sorte nisto dos alunos e ex-alunos. Levei tempo a perceber que esta profissão é essencialmente filosófica, se a levarmos a sério e, em parte, quem mo ensinou foram os alunos.



Perdoa-se muita coisa aos holandeses só por terem produzido um Bruegel



inverno
(o corvo à espreita)

a queda dos anjos rebeldes



patinadores

o tipo do dinheiro e os aduladores  - não vou dizer o que está escrito no rabo do homem    ahahah


a justiça (pormenor) - a fila de gente que veio ver os torturados a trabalhar...

Mais notícias que não queríamos ler



212 ativistas ambientais assassinados em 2019

Os números da Global Witness revelam um recorde relativamente aos anos anteriores. A ONG alerta ainda que, com o confinamento devido à pandemia, muitos ambientalistas ficaram desprotegidos face a quem os ameaça.

Pelo menos quatro ativistas da defesa do ambiente têm sido mortos a cada semana desde que foram assinados os acordos de Paris contra as alterações climáticas em 2015.

O grupo avisa, contudo, que estes dados pecam por defeito, uma vez que vários dos crimes não são documentados. E, para além disso não se consegue contar os “inúmeros outros” que “são silenciados por ataques violentos, detenções, ameaças de morte ou processos judiciais”.