Erro humano "inexplicável" causou acidente que matou 69 pessoas em ToledoControlador mandou avançar comboio de alta velocidade numa via onde se encontrava parada outra composição.
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A notícia diz que o controlador viu perfeitamente que havia um comboio parado e que sabia que tinha de mandar os comboios andar a 40km/hora mas não o fez. Sendo isto verdade, não parece erro. Aliás, tendo em conta que é o 5º acidente de comboio em 9 meses, não parece que haja aqui 'erros'. Ou os espanhóis têm uma escola de controladores completamente incompetente, ou isto é uma maneira de desviar a atenção de comboios/sistemas com grandes falhas técnicas ou é propositado - crime.
Seja como for os comboios espanhóis de alta velocidade são demasiado perigosos para se andar neles. Cinco acidentes num ano... Estava a pensar ir até Espanha na Páscoa passar uns dias de férias e apanhar o TGV em Sevilha para ir até ao sítio. Esse é um barco que já partiu como dizem os anglo-saxónicos. Livra!
Há coisa de um mês fui passar uns dias a Aveiro. Fomos e viemos de comboio. Houve alturas em que o comboio ia a 190km/hora e em outras alturas ia a 40km/hora. Benditos protocolos de segurança. Mas calculo que fosse devagar em certas zonas porque ao longo do caminho estava tudo em obras.
Um aparte: A Estação do Oriente está num estado muito degradado. Os ferros estão ferrugentos, há sujidade, quando se passa ali no nível térreo cheira a urina de um modo nauseabundo. Depois entrámos no comboio (íamos no Alfa Pendular, 1ª classe, de conforto) sentámo-nos e uma mulher de um grupo de americanos que ia no banco à nossa frente (o comboio estava cheio de americanos) olhou para os do lado e disse meio a rir, "eles chamam a isto a primeira classe". Riram todos. A carruagem estava limpa, as cadeiras são boas, mas não tem nada de especial... de maneira que calculo que a 2ª classe tenha más cadeiras...? Enfim, a estação impressionou-me negativamente. Outra coisa que reparámos foi na ausência de segurança. Não há controlo, não passamos por uma máquina detectora de armas... nada. O comboio para lá saiu na hora, o que é bom. Para cá já não foi assim e a estação de Aveiro tem falta de sinalização, não há ninguém para responder a perguntas.

(Aveiro está muito bonita. Recuperada, aqueles edifícios de Arte Nova todos arranjados. Uma cidade toda limpinha, sem grafittis. E sem semáforos! Não vimos um único semáforo e a certa altura procurávamo-los activamente para tirar uma fotografia a um. No entanto, apesar de não ter semáforos, o trânsito flui, não se ouvem buzinadelas. Os peões só passam nas passadeiras, os carros param nas passadeiras. Nas rotundas todos respeitam as prioridades. Já não me lembrava que Portugal costumava ser todo assim.
É uma cidade agradável para se viver. Fomos ao museu da Vista Alegre, em Ílhavo. Muito bom. Tem peças lindas. A Vista Alegre é ainda uma empresa à antiga, quero dizer, uma empresa familiar. Quando ainda não se acreditava que o único objectivo de uma empresa é o lucro desenfreado. Toda a zona fabril e o bairro dos operários é muito bonita. O museu conta a história da família, das famílias dos operários e da fábrica. A evolução.)
Esta peça, notoriamente inspirada na
Leoa Agonizante, o baixo-relevo assírio, foi a que mais me impressionou. Parece mesmo estar viva e em revolta/sofrimento. Uma peça com imensa força. É mais bonita ao vivo do que na fotografia. Não tirei o nome do autor...