July 01, 2026

A reforma da Igreja Católica não será no meu tempo, nem de nenhum dos vivos

 



Se é que alguma vez aconteça. Era necessário que os homens, seres masculinos, lutarem dentro dela pelo fim da discriminação das mulheres, da perseguição das mulheres, do controlo das mulheres e da imposição de sofrimento gratuito às mulheres. A Igreja são as pessoas que a fazem. Ora o que vejo, cada vez mais, são homens a defender que pôr as mulheres em casa a procriar como animais da quinta faz bem à família, ou seja, faz bem aos homens. Outros homens a criarem novas versões ainda mais retrogradas. As religiões, todas as religiões organizadas são instrumentos de opressão de mulheres. Algumas, como as islâmicas, mais que isso, são instrumentos de violência e morte. Vejo este Papa como um retrocesso. Alguém que alinha com o Islão por ser uma religião, do mesmo modo que os homens alinham uns com os outros e são cúmplices da violência do outro. Alguém que não tem o menor interesse na humanidade das mulheres, na voz das mulheres e, muito menos, em partilhar poder com mulheres. Se as mulheres não se tornarem todas cobardes, cúmplices de opressores violentos de mulheres, como vemos as da extrema esquerda fazerem aliando-se aos mais violentos extremistas islâmicos, e se lutarem pelo direito a existirem com voz própria em liberdade, esta religião católica tem os dias contados, mesmo que a conta só se feche daqui a 500 anos.


É preciso coragem moral

 


Dearborn é uma cidade no estado americano do Michigan com 55% de população islamita. São perto de 50% da força policial. O chefe da polícia aparece aqui a gabar-se disso e a promover o hijab, logo, a sharia. Como podem as mulheres defender-se da violência desses homens defensores da sharia se eles são o braço armado da lei?

Os nossos antepassados construíram nações livres, derrotaram a tirania, fizeram avançar a ciência e o espírito científico, derrotaram doenças aterradoras que pareciam eternas, estabeleceram o Estado de Direito, criaram prosperidade numa escala que durante toda a História não parecia ser possível, evoluíram no conhecimento a uma escala nunca vista, criaram uma Carta de compromissos de Direitos Humanos para que a Humanidade tivesse um chão comum de civilização, as mulheres conseguiram, com o apoio de muitos homens, ascender a uma vida livre de escravidão, social e religiosa, baixaram o nível de violência das sociedades, fomentaram a civilidade e o respeito, a tolerância e o diálogo, os direitos dos cidadãos. Temos Parlamentos em vez de ditadura e imposição. Criaram instituições que se controlam umas às outras para que haja justiça. Fizeram-no com perfeição? Não. Não há civilizações perfeitas, totalmente livres de violência, de injustiças e de abusos de poder. Houve muitas guerras, muitos atropelos aos Direitos Humanos mas conseguiu para si e espalhou pelo planeta o ideal da liberdade, da democracia, da indústria que trouxe o bem-estar a tantos, da educação universal e do princípio de que todos os indivíduos devem ser iguais perante a lei.

No entanto, dizem-nos agora que esta história foi extraordinariamente perversa, que a nossa herança é ilegítima e que a nossa cultura não merece ser preservada, que temos de pedir desculpa a outros cuja história é tão violenta ou muito mais violenta que a nossa, sem nunca se terem reformado ou admitido culpa, como nós fizemos e fazemos, sem terem contribuído para o avanço da humanidade em nenhum campo há mais de mil anos, a não ser o do dogmatismo violento e teocrático. Dizem-nos que não podemos ensinar a História sem constante recriminação e negação da nossa cultura. Se falas na Expansão tens que acrescentar logo a seguir que és um racista esclavagista e tens a culpa original. Que todos os outros são vítimas. Dizem-nos que temos de importar milhões de pessoas de culturas das 'vítimas', culturas retrógradas, violentas, que exigem a submissão das mulheres, a pedofilia, o fim da liberdade, a submissão de todos à religião sob pena de morte. Pessoas cujo objectivo de vida é a destruição de tudo o que conseguimos, de todos os valores que nos definem, enquanto nações livres, democráticas e em busca da justiça social.

Esta loucura suicida já fez surgir extremistas da direita a fundar uma versão de religião cristã ainda mais retrógrada com missas em latim (para o povo depender dos líderes) e obrigação das mulheres se cobrirem - sempre o desejo de violência contra as mulheres.

Precisamos de pessoas decentes e de bom senso que pensem para lá do imediato e levantem a voz e usem a sua agência para defender a nossa civilização da extrema-esquerda cobarde que à maneira de Putin, mais depressa vê o seu país a arder do que reconhece o erro, tal é o medo que lhes chamem não-progressistas, racistas ou islamofóbicos, essa palavra inventada para impedir a discussão lúcida e amedrontar os cobardes. 

Em Portugal, pensava eu que tínhamos espaço para prevenir esta loucura, mas agora sabemos que os islamitas não são 30 mil como nos disse Costa, mas sim 300 mil. Pelo menos 200 mil são ilegais. Não irregulares como a extrema-esquerda gosta de dizer para parecer que a legalidade é um mero pormenor: ilegais, quer dizer, contra a lei. Muçulmanos individuais são uma coisa diferente do islamismo em massas de centenas de milhar. Olhe-se para todas as civilizações canibalizadas por essa ideologia-religião-cultura: do Afeganistão ao Egipto, da Índia à Síria. Olhe-se para a Palestina. É só destruição, opressão e culto da morte.

É preciso coragem moral em vez de medo dos canceladores, dos ditadores de opinião e dos extremistas, de direita e de esquerda.

Hipocrisias e imoralidades

 

A mesma extrema-esquerda que se opõe à castração química de violadores adultos, conscientes e renitentes alegando os direitos humanos dos violadores celebra a castração química de crianças e adolescentes com bloqueadores de puberdade e mutilações cirúrgicas. Chamam-lhe progresso.




Alguém se espanta do estado em que está a Inglaterra?

 

E falta o Starmer.



Inglaterra - A riqueza britânica cai 17,5%

 

São estes governos PS que só pensam em pronomes e em importar milhões de islamitas.



A riqueza britânica cai 17,5%

O grande desaparecimento da riqueza britânica

Se alguma vez quiseste um indicador do quão devastadoramente incompetente é a classe dirigente britânica, aqui está ele. A riqueza das famílias britânicas sofreu, aparentemente, a queda mais acentuada desde que se têm registos, descer 17,5% num único ano — o tipo de valor que normalmente se associa a uma criptomoeda duvidosa, a um hotel à beira-mar gerido por Basil Fawlty ou a um Range Rover em segunda mão depois de as luzes de aviso se acenderem.

De acordo com um estudo destacado pelo Express e baseado em dados da St James’s Place, a riqueza média das famílias, excluindo imóveis e pensões, caiu de 126 482 libras em 2025 para 104 329 libras em 2026. Ora, antes que alguém com um crachá do Tesouro comece a resmungar enquanto bebe o seu latte de leite de aveia, sim, isto exclui casas e pensões. Mas é precisamente por isso que é importante. Não se trata de uma riqueza imaginária presa numa moradia geminada de três quartos que os teus pais compraram por 11 000 libras em 1974. Trata-se do que as pessoas realmente precisam quando o telhado pinga, a caldeira explode, o cão precisa de ir ao veterinário, o carro não passa na inspeção técnica ou o Tesco te cobra o PIB de uma pequena ilha por um saco de maçãs e algumas coxas de frango.

Guy Montrose


Sánchez é como Trump: tanto diz uma coisa como o seu contrário

 

Primeiro diz que sem 1.2 milhões de estrangeiros ilegais a Espanha morre e logo a seguir que onde não há estrangeiros é que a vida está boa.

O Público já não tem nenhum critério de qualidade, quer é coisa polémicas para os cliques



O indivíduo que escreve este artigo está a tirar ou já tirou um doutoramento em colonialismo português em Inglaterra. Embora ele seja apenas uma pessoa, é já um sintoma da decadência da educação em Inglaterra.


Exames coloniais

Ao analisar os enunciados dos exames de História A e de História da Cultura e das Artes, podemos extrair duas breves conclusões sobre escolhas ideológicas.

João Moreira da Silva

Na semana passada, um teste realizado no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) gerou uma polémica que percorreu os noticiários do país. O enunciado falava de um partido chamado “Cheguei Chegando”, liderado por “André Aventuras”, que pretendia “erradicar imigrantes”. Consequentemente, o líder do Chega partilhou nas suas redes sociais uma fotografia do teste como prova de que o sistema está contra si. Com base neste teste, pintou-se como vítima de uma alegada perseguição ideológica “feita nas escolas”.

Nesta parte deste texto enviesado o autor do artigo compara duas situações incomparáveis: numa delas uma professora avalia os alunos com um texto ofensivo contra uma pessoa, acusando-o, implicitamente (troca um pouco os nomes para não ser objecto de processo em tribunal, mas não o suficiente para que não se perceba quem é) de andar com pistolas nazis a matar imigrantes e, calculo, faz depender a avaliação correcta da questão à concordância com a sua opinião ordinária; esta situação é equiparada a um enunciado de um exame de História onde se diz que os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo. Logo aqui percebe-se que há desonestidade intelectual. Seria o mesmo que eu chamar a este senhor, por exemplo, 'porco putineiro que quer matar pessoas' e depois dizer que isso é o mesmo que dizer que os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo. O que tem uma coisa a ver com outra? E como se passa de uma para outra? 

No mesmo dia, realizaram-se o exame nacional de História A, no qual estavam inscritos 12.850 alunos do ensino secundário, e o exame de História da Cultura e das Artes, com 6639 alunos inscritos. Contrariamente ao teste partilhado por Ventura, estes exames não geraram, até ao momento, qualquer polémica nem motivo de indignação pública. Mas, tendo em conta a preocupação da extrema-direita e de uma boa parte da direita com a “perseguição ideológica” nas escolas, creio que vale a pena olhar para o enunciado destes exames – que nos contam uma outra história.

No primeiro grupo do exame de História A, é apresentado aos alunos o quadro Adoração dos Magos, por António de Holanda, de 1525. É uma imagem que procura ilustrar o tema deste grupo: “Portugal no Contexto da Expansão Europeia dos Séculos XV e XVI.” Seguem-se duas perguntas de escolha múltipla. Na segunda, pede-se aos alunos para completarem a frase: “Os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo, conforme refletido no documento, através...” A resposta certa, segundo os critérios de correção, é a seguinte: “da intensificação dos contactos entre povos e culturas, suscitando uma primeira globalização.”

Uma ideia semelhante surge no exame de História da Cultura e das Artes. No Grupo III, sobre o mesmo tema, lê-se um excerto de um artigo de Luís Brites Pereira intitulado “Portugal e a Globalização: um Destino Histórico”. Neste excerto, podemos ler a seguinte frase do autor: “Para Portugal, o mérito de ser a primeira ‘nação globalizadora’ decorreu de um conjunto de inovações geoeconómicas e geopolíticas criadas pela liderança portuguesa da altura.” O texto prossegue para a importância das novas tecnologias náuticas e rotas de comércio para a consolidação desta liderança. O tráfico de pessoas escravizadas, componente essencial do projeto imperial português nesta época, não é mencionado – mas já lá vamos. Segue-se ao texto uma pergunta semelhante à do exame de História A, na qual se afirma que, “no início do século XV, os portugueses foram os primeiros a olhar para fora”.

Ao analisar os enunciados dos exames de História A e de História da Cultura e das Artes, podemos extrair duas breves conclusões sobre escolhas ideológicas.

Em primeiro lugar, a ideia de “primeira globalização” utilizada nos dois exames é contestada no campo da historiografia do império. Vários historiadores têm criticado esta categoria pelo seu anacronismo e linearidade. Embora a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI tenha contribuído para a ligação mais sistemática entre diferentes continentes, já existiam anteriormente vastas redes de circulação de pessoas, mercadorias e conhecimentos, como a Rota da Seda, o mundo islâmico, o Império Mongol ou as expedições chinesas da dinastia Ming que percorreram o Indico até África no princípio do século XV. Para além disso, a viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães (1519-1522), realizada ao serviço da Coroa de Castela após a recusa do projeto por D. Manuel I, ilustra igualmente como este momento não pode ser entendido apenas como um feito exclusivamente português, mas antes como resultado de dinâmicas ibéricas e interimperiais mais amplas.

A partir da afirmação de que "vários historiadores discordam" do que está escrito no enunciado o indivíduo conclui que o enunciado está errado. Portanto, a sua opinião é lei.

Por isso, falar de uma “primeira” globalização que começa com as viagens de navegadores portugueses e se liga à globalização de hoje é uma visão historiográfica que, ao centrar-se no papel de Portugal, simplifica um processo histórico complexo. A criação de um mundo em que se realizam trocas e contactos entre pontos geográficos distantes não pertence aos portugueses, mas a muitos outros povos do mundo.

Em segundo lugar, a ideia de “intensificação dos contactos entre povos e culturas” – resposta correta segundo os critérios do exame de História A – é outra escolha historiográfica controversa. Na Crónica da Guiné, de 1453, Zurara relatava a chegada de caravelas portuguesas a Lagos em agosto de 1444 – a época de que nos fala Brites Pereira no seu texto. Zurara escreve que, em Lagos, foram desembarcados 235 africanos escravizados, vendidos em lotes na presença do Infante D. Henrique. No Algarve, pais e filhos seriam separados enquanto os corpos eram transformados em mercadoria. O Infante e vários outros homens lucrariam com a inauguração desta nova “atividade comercial”. Acordos e guerras seriam celebrados e travados com atores africanos para dinamizar o tráfico de pessoas escravizadas no Atlântico. Estima-se que navios portugueses tenham traficado mais de 4,5 milhões de pessoas na era do tráfico transatlântico.

Depois afirma que não se pode falar de qualquer coisa da expansão portuguesa sem acrescentar que os portugueses foram esclavagistas, como se, de cada vez que falarmos num desses temas fosse obrigatório falar do outro. O que tem piada porque mais acima onde contesta que tenhamos sido os primeiros a ligar continentes, cita, o mundo islâmico, o Império Mongol ou as expedições chinesas da dinastia Ming terem-no feito antes, sem acrescentar que o mundo islâmico, o Império Mongol, etc., foram povos esclavagistas e que, aliás, no que respeita ao mundo islâmico continuam a ser esclavagistas em muitos países. Não fala na escravatura das mulheres. Aliás vendo bem, este indivíduo beneficia do privilégio patriarcal. É um homem europeu. Ora, fui à procura da sua biografia para verificar se em alguma parte dela ele menciona ser beneficiário de uma cultura patriarcal e, portanto, estar, muito provavelmente, a ocupar um lugar que deveria ser de uma mulher, não fora o sistema patriarcal lhe ter dado vantagens de género - na sua lógica. Já agora, de cada vez que o João fala no seu pai, avô, etc., tem o cuidado de mencionar que são pessoas machistas? Talvez algum seja racista? Menciona? Menciona que beneficiaram do sistema patriarcal? Onde está o seu manifesto público de culpas pela sua ascendência, por ser homem, por se resignar ao patriarcado, etc.? Onde está a sua luta contra a escravatura e imperialismo islamitas? E a sua condenação do Império Mongol? E do Império Chinês? Onde estão as descrições desses males? É que se é para criticar os portugueses por não andarem com a letra escarlate ao peito em mea culpa constante, seja coerente.

Quem elaborou os dois exames nacionais escolheu uma determinada leitura da História. Trata-se de uma leitura nacionalista, que coloca Portugal como “fundador da globalização” e que celebra a história da expansão imperial como um movimento benigno e de mero avanço tecnológico.

O texto não diz nada disso e se ele infere tal coisa do texto, é a partir de um ponto de vista ideológico enviesado e radical. Parece que quis muito escrever que em Portugal são todos colonialistas ou racistas e andou a pensar como o poderia fazer. 

É, por isso, incontestável que a escravatura foi uma componente central do início da expansão imperial portuguesa. Falar numa mera “intensificação dos contactos entre povos” omite toda a violência que marcou esses “contactos”. Silencia, engenhosamente, o envolvimento de Portugal na inauguração do tráfico transatlântico, na ocupação de terras de povos indígenas e de inúmeros outros atos de subjugação que ocorreram no contexto do colonialismo.

É lógico que todos os exames e testes escolares envolvem escolhas ideológicas. Não existe educação “sem ideologia”, como certos setores políticos defendem. A escolha subjacente ao teste “Aventuras” terá sido uma paródia sobre a extrema-direita (rapidamente censurada pelo IPS). Da mesma forma, quem elaborou os dois exames nacionais escolheu uma determinada leitura da História. Trata-se de uma leitura nacionalista, que coloca Portugal como “fundador da globalização” e que celebra a história da expansão imperial como um movimento benigno e de mero avanço tecnológico. Os enunciados dos exames omitem, deliberadamente, a questão da violência colonial. Havia muitos outros artigos e livros para escolher – e inúmeras outras formas de colocar perguntas e respostas sobre este tema.

Vale a pena sublinhar uma profunda diferença entre estas duas avaliações académicas que ocorreram no mesmo dia, 22 de junho. Enquanto o teste “Aventuras” foi feito para uma só turma de ensino superior, os exames nacionais foram realizados por cerca de 18 mil alunos do secundário por todo o país. O primeiro teste é uma escolha ideológica feita por um professor. Os exames nacionais revelam uma escolha ideológica do Estado. Resta devolver a pergunta a Ventura – que tipo de ideologia domina, de facto, as salas de aula de Portugal?



E o Público publica esta conversa de 'progressista' de trazer por casa. Não é por acaso que a educação em Inglaterra tem vindo a decair. Está cheia destes académicos de um só olho.

Inglaterra: alunos brancos da classe trabalhadora têm o pior desempenho



As escolas de alto desempenho em Inglaterra «devem ser incentivadas a admitir mais alunos brancos da classe trabalhadora»



Um relatório afirma que são necessárias mudanças únicas numa geração para resolver a razão pela qual estas crianças constituem o grupo demográfico de maior dimensão com pior desempenho.

As escolas primárias e secundárias de alto desempenho em Inglaterra devem ser incentivadas a admitir mais alunos desfavorecidos provenientes de meios da classe trabalhadora branca, a fim de ajudar a reverter uma crise persistente de baixo desempenho escolar, segundo um inquérito independente.

A investigação independente sobre os resultados escolares da classe trabalhadora branca concluiu que o actual sistema educativo «não foi concebido para servir as crianças e as famílias da classe trabalhadora branca».

Afirmou que eram necessárias mudanças únicas numa geração para abordar a razão pela qual essas crianças constituem o grupo demográfico de maior dimensão com pior desempenho no sistema escolar inglês.

Incluída numa série de recomendações, esta investigação histórica apelou a uma «definição mais clara da classe trabalhadora branca» no contexto da educação, para proporcionar maior clareza na forma como a questão é compreendida e abordada.

Afirmou que o governo deveria alargar o acesso a 30 horas de cuidados infantis gratuitos às famílias desfavorecidas que, atualmente, não são elegíveis ao abrigo dos critérios existentes para pais que trabalham.

Apelou também a uma abordagem renovada das relações entre a escola e a família, para tornar a educação um esforço partilhado, com mais apoio escolar às famílias e atividades extracurriculares para todas as crianças.


O desempenho dos alunos é [ainda] pior do que se pensa

 

À atenção dos nossos responsáveis que imitam tudo da Inglaterra, inclusive estes exames meio tronchos. Nós tínhamos um bom ensino. Ainda está acima da Inglaterra, mas esforçamo-nos muito para baixar ao nível deles.





Nas últimas semanas, mais de 1 800 professores de matemática e ciências da Universidade da Califórnia, um dos maiores e melhores sistemas universitários públicos dos Estados Unidos, assinaram uma carta aberta em que detalham um problema complexo. Segundo eles, os estudantes do primeiro ano de licenciatura chegam, cada vez mais, sem as competências básicas necessárias para terem sucesso. 

No campus de Berkeley, escrevem eles, cerca de 20 a 30% dos estudantes que frequentam um curso introdutório de cálculo apresentam «graves lacunas de preparação». O desafio tornou-se tão grande, acrescentam, que os docentes estão a ter de voltar a ensinar matemática do ensino básico.

A carta é o mais recente contributo para um debate cada vez mais alargado sobre o ensino superior, as práticas de admissão nas universidades — e a capacidade intelectual dos jovens americanos. Segue-se a um relatório surpreendente divulgado em novembro no campus de San Diego do sistema universitário da Califórnia. Os académicos locais observaram que o número de estudantes do primeiro ano que ingressavam com competências matemáticas abaixo do nível do ensino secundário tinha aumentado quase trinta vezes em cinco anos, atingindo quase um em cada oito. Cerca de 70% dos estudantes com atrasos, argumentaram, não apresentavam um desempenho ao nível esperado de um aluno de 14 anos.

As preocupações com as competências matemáticas dos estudantes de licenciatura juntam-se à consternação de longa data face à queda dos níveis de literacia. Os docentes alertam para o facto de os estudantes de literatura parecerem incapazes de terminar livros. Não é apenas na costa oeste, nem nas universidades públicas, que estes problemas são relatados. 

Em Harvard, alguns professores de ciências humanas e sociais afirmam sentir-se obrigados a encurtar os textos, de acordo com um relatório divulgado ao corpo docente em outubro. Os estudantes chegam à universidade mais famosa dos Estados Unidos «com menos experiência na leitura de prosa complexa e menos capacidade de concentração e atenção sustentada». Eles «têm dificuldades com leituras que os estudantes concluíam com facilidade há apenas dez anos».

Os professores têm-se queixado dos estudantes desde que existem as torres de marfim. Pode ser difícil corroborar as histórias com dados abrangentes. Após o ensino secundário, os alunos raramente realizam exames padronizados a nível nacional ou regional. Os investigadores dependem, assim, em grande medida de relatórios esporádicos do corpo docente, como os da Califórnia, que se sentem compelidos a dar o alarme.

Mas os observadores que procuram compreender as tendências globais — e o lugar dos Estados Unidos no seu seio — não precisam de avançar completamente às cegas. Pelo menos algumas pistas podem ser extraídas de um teste realizado uma vez por década pelos analistas da OCDE, um clube composto principalmente por países ricos. O seu «Inquérito às Competências dos Adultos» visa avaliar em que medida os cidadãos de dezenas de países possuem as competências de literacia e numeracia necessárias para prosperar no mundo real.

Na sua forma mais simples, os testes avaliam a capacidade das pessoas de compreender as instruções num frasco de comprimidos ou de calcular a quantidade de papel de parede necessária para redecorar uma divisão. Em níveis mais avançados, exploram a capacidade das pessoas de tirar conclusões válidas a partir de análises e gráficos complexos.

Os participantes são divididos em cinco níveis de aptidão, em cada disciplina. O nível 1 deve ser alcançável por um aluno de um país rico no final do ensino básico, afirma Andreas Schleicher, da OCDE.

Cerca de 160 000 pessoas de todas as idades foram testadas na última ronda (cujos resultados foram publicados no final de 2024). A revista «The Economist» solicitou à OCDE dados relativos apenas aos menores de 35 anos que frequentavam o ensino «superior» na altura em que realizaram os testes. Isso inclui estudantes de todas as universidades, bem como alunos da maioria dos tipos de institutos de ensino superior (mas apenas aqueles que frequentavam cursos que, em teoria, são mais avançados do que os oferecidos no ensino secundário).

Muitos deles têm um desempenho muito bom — mas uma percentagem impressionante apresenta resultados desastrosos (ver gráfico 1). Nos países ricos, cerca de 8% dos estudantes do ensino superior obtêm uma pontuação em literacia que não é superior à que se poderia esperar de uma criança de dez anos. A percentagem é praticamente a mesma no que diz respeito à numeracia. Pior ainda, a percentagem de estudantes que se situam neste nível ou abaixo dele aumentou desde a última vez que os testes foram realizados, há pouco mais de uma década. A percentagem de alunos com desempenho muito fraco em literacia mais do que duplicou.

As pontuações a nível de cada país variam consideravelmente. Na Estónia, menos de 2% dos estudantes do ensino superior obtêm resultados iguais ou inferiores ao nível mais baixo. Esse valor sobe para um quinto na Polónia (em literacia) e para um quarto no Chile (em matemática). Os britânicos podem sentir-se razoavelmente optimistas, apesar do crescente desdém público pela academia; os resultados dos seus estudantes estão acima da média e a melhorar. As pontuações dos Estados Unidos, em contrapartida, estão entre as mais decepcionantes. Um em cada sete dos seus estudantes do ensino superior obteve resultados iguais ou inferiores ao nível do ensino básico nos testes de literacia, um aumento em relação a cerca de um em cada vinte há uma década. A percentagem de estudantes com resultados iguais ou inferiores ao nível mais baixo em numeracia, por sua vez, foi de quase um em cada cinco.

Todas as crianças ficaram para trás.

O que se passa? Em parte, as faculdades e universidades estão a herdar problemas que tiveram origem nas escolas de todo o mundo. Não se pode subestimar o impacto da pandemia. Os países impuseram o encerramento das escolas a nível nacional, com uma duração média de 20 semanas. Os sistemas de turnos para o ensino presencial e as quarentenas para os «contactos próximos» vieram, depois, perturbar ainda mais as aulas. Nos anos imediatamente a seguir a esse desastre, era como se alguns alunos «não tivessem frequentado o ensino secundário», afirma Jessica Hooten Wilson, professora da Universidade Pepperdine, na Califórnia. «Na verdade, foi algo muito assustador de se ver.»

No entanto, em muitos locais, a educação já estava a regredir quando a mega-pandemia surgiu. As notas no NAEP, o teste nacional de referência dos Estados Unidos, atingiram um pico no início da década de 2010 e têm vindo a descer gradualmente desde então. As notas do PISA, um exame internacional realizado por jovens de 15 anos, seguem a mesma tendência numa série de outros países (ver gráfico 2). Entre os países com declínios invulgarmente acentuados e prolongados contam-se a França, a Alemanha, os Países Baixos e a Nova Zelândia.

As causas destas tendências são alvo de aceso debate. O aumento da migração é um factor relevante: os recém-chegados tendem a ser mais pobres do que os alunos nascidos no país e têm mais probabilidades de falar uma língua estrangeira em casa. 

Entretanto, os tradicionalistas acusam os reformadores escolares de diluir os sistemas de avaliação e de responsabilização. E de substituir programas de estudos comprovados pelo tempo por currículos da moda que minimizam a aprendizagem de factos concretos em favor de competências «soft» que soam bem, mas são insípidas.

As alegações de que as redes sociais têm vindo a «reprogramar» o cérebro das crianças têm fortes semelhanças com os pânicos do passado, como os que surgiram em relação à televisão e aos jogos de computador. 

Mas não há muitas dúvidas de que os ecrãs de todos os tipos substituíram passatempos mais enriquecedores: a percentagem de crianças de nove anos nos Estados Unidos que afirmam ler livros por prazer caiu de quase 60 % na década de 1990 para 37 % atualmente. De facto, não são apenas os alunos do ensino básico ou os estudantes universitários que estão a registar um declínio na literacia: os testes da OCDE também revelam esta tendência entre as populações mais velhas, observa o Sr. Schleicher, talvez porque as pessoas têm menos prática do que no passado na leitura de textos longos e complexos.

No entanto, as faculdades e universidades que afirmam ser meros observadores passivos desta situação estão a avaliar o seu próprio desempenho. Em muitos países, gozam de amplo controlo sobre as suas próprias políticas de admissão. Frequentemente, não têm aproveitado essas liberdades para manter padrões elevados.

Há décadas que os críticos acusam os responsáveis das faculdades e universidades de baixarem os critérios de admissão para tirar partido da crescente procura. Actualmente, a dinâmica é um pouco diferente: em alguns países ricos, o número de jovens de 18 anos está a aproximar-se ou já ultrapassou o seu pico. Os gestores podem ter ainda mais dificuldade em resistir à tentação de baixar os padrões quando a alternativa é reduzir o número de alunos. De facto, a comparação dos dados da OCDE sobre as competências dos estudantes com a evolução do número de alunos nos sistemas de ensino superior revela uma correlação que merece um estudo mais aprofundado: os sistemas em contração são especialmente propensos a ter atraído muitos estudantes que obtêm resultados nos níveis mais baixos desses testes.

A queda no desempenho escolar tem sido impulsionada principalmente por crianças que já se situavam na metade inferior das suas turmas, e não pelos alunos mais brilhantes no topo. Assim, o afluxo de estudantes mal preparados para algumas das melhores universidades dos Estados Unidos exige uma explicação adicional. 

Os académicos indignados na Califórnia, e em muitas outras partes do país, atribuem a culpa à eliminação dos testes de admissão. Antes da pandemia, mais de metade das universidades que conferem licenciaturas nos Estados Unidos exigiam que os candidatos realizassem testes de raciocínio numérico e verbal — geralmente o SAT ou o ACT (estes testes ajudam a substituir os exames padronizados que existem em muitos outros países). Agora, essa percentagem é de apenas 10%.

No auge da pandemia da COVID-19, as universidades americanas argumentaram que seria impossível realizar estes exames em segurança. Mas também se basearam em alegações de que os exames são tendenciosos contra estudantes negros e latinos, que têm tido um desempenho inferior à média nessas provas. 

Os cínicos afirmam que a sua eliminação facilitou aos administradores continuar a moldar a composição étnica dos seus campus da forma que consideram mais justa — apesar de uma decisão do Supremo Tribunal, em 2023, que proibiu a acção afirmativa baseada na raça. Para as instituições de nível inferior, a eliminação dos exames provavelmente simplificou a tarefa mais premente de garantir simplesmente que houvesse alunos suficientes a ocupar as vagas.

Tudo isto fez com que os responsáveis pelas admissões nos Estados Unidos dependessem mais de sinais alternativos que se estão a tornar cada vez menos fiáveis. 

As redações de candidatura já eram frequentemente escritas por pais e professores, mas agora valem quase nada, dada a facilidade com que podem ser elaboradas usando IA, afirma Mina Aganagic, professora de matemática em Berkeley e uma das autoras da carta aberta. 

Quanto às notas do ensino secundário, têm vindo a inflar-se rapidamente. Nos últimos anos, muitos estados americanos baixaram os limites que os alunos do ensino secundário têm de atingir para obterem os certificados de conclusão do curso. Cerca de um quarto de todos os alunos que os professores de San Diego têm encaminhado para a sua turma de reforço de matemática, a mais fraca, tinham obtido notas perfeitas em matemática nos seus últimos anos de escola.

O processo de admissão está a tornar-se uma «caixa negra», afirma o professor Aganagic. «Penso que a maioria das pessoas concordará que selecionar estudantes ao acaso não beneficia ninguém.»

Uma questão fundamental para as faculdades e universidades não é apenas como irão responder a um número crescente de candidatos mal preparados, mas se elas próprias estão preparadas para continuar a impor expectativas elevadas. 

A carta aberta na Califórnia alerta que, com o aumento do número de estudantes menos preparados, surgiu «uma pressão crescente para diluir o rigor quantitativo». Na Grã-Bretanha, os grandes exames nacionais atenuam, em certa medida, a inflação de notas no ensino secundário, mas isso não acontece no ensino superior. Embora as notas tenham descido ligeiramente em relação ao pico atingido durante a pandemia, em 2025 cerca de 30% dos estudantes de licenciatura na Grã-Bretanha obtiveram um diploma de primeira classe, contra 7% em 1995.

Em Yale, 79% das notas foram A ou A- em 2022-23, em comparação com 67% em 2010-11. A taxa mais baixa registou-se nos cursos de economia, com cerca de 50%; situou-se acima dos 80% nas ciências humanas, nos estudos étnicos e nos estudos da educação, entre outros (ver gráfico 3). 

Em abril, académicos de renome de Yale afirmaram, num ensaio que explorava as razões do declínio da confiança no ensino superior, que «décadas de inflação e compressão tornaram o sistema de classificação universitária quase sem sentido enquanto medida académica».

Um relatório publicado no ano passado pelo decano dos estudos de licenciatura de Harvard contém um resumo admiravelmente franco das pressões que estão na origem da inflação das notas, com base em conversas com o corpo docente. Os estudantes que nunca receberam uma nota medíocre durante o seu percurso escolar tornaram-se mais confiantes na hora de contestar notas que não sejam perfeitas na universidade. 

Os docentes de Harvard receiam que os estudantes evitem disciplinas ministradas por professores que atribuem notas rigorosas e que isso possa prejudicar as suas próprias carreiras. Percebem que os gestores estão a dar mais atenção ao que os estudantes escrevem nos formulários de avaliação no final das disciplinas. Isso constitui um incentivo adicional para tentar manter os alunos satisfeitos.

Há uma década que Harvard tem vindo a «exortar o corpo docente a lembrar-se de que alguns estudantes chegam menos preparados para a universidade do que outros, que alguns enfrentam situações familiares difíceis ou outros desafios… e que quase todos sofrem de stress», de acordo com o relatório. Os académicos que lhes atribuem notas baixas nem sempre tiveram a certeza de que a universidade lhes «daria apoio». 

As mudanças nas tendências do ensino também desempenham um papel importante. Os projetos de grupo são mais difíceis de avaliar objetivamente do que os exames. Alguns docentes chegam mesmo a referir interesse em conceitos como a «ausência de classificação» ou a «aprendizagem baseada em contratos», em que os estudantes obtêm notas A por concluírem todos os trabalhos atribuídos.

CheatGPT

A tudo isto junta-se agora a IA, que parece estar a facilitar a fraude generalizada. 

Cerca de 94% dos estudantes universitários no Reino Unido afirmam utilizar a IA para os ajudar nos trabalhos avaliados, de acordo com um inquérito divulgado em março pelo HEPI, um grupo de reflexão. Cerca de 12% admitiram colar texto gerado por IA diretamente nos trabalhos académicos, um aumento em relação aos 3% registados em 2024. Quase metade dos estudantes das áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) — e um quarto dos estudantes de ciências humanas — consideraram que o conteúdo gerado por IA lhes permitiria «obter uma boa nota» na sua disciplina (ver gráfico 4).

Nos Estados Unidos, durante o ano lectivo de 2023-24, cerca de dois terços dos estudantes de universidades públicas utilizavam IA, e estima-se que 9% deles a utilizassem para fazer batota, de acordo com uma investigação publicada em maio. A taxa de batota foi mais elevada — o que é irritante — entre os estudantes de economia (17%) e de jornalismo (16%). Os números são certamente muito mais elevados agora, afirma Igor Chirikov, de Berkeley, um dos autores do estudo.

Por enquanto, a fraude compensa. Num segundo estudo publicado como documento de trabalho no mês passado, o Dr. Chirikov analisou 500 000 notas atribuídas por uma grande universidade (não identificada) no Texas entre 2018 e 2025. Descobriu que o número de notas máximas atribuídas em disciplinas que envolvem competências em que a IA se destaca, como redação e programação, disparou desde o lançamento do ChatGPT no final de 2022.

A percentagem de notas «A» nestas disciplinas aumentou 13 pontos percentuais, ou seja, cerca de 30 % em relação ao valor de referência. O investigador não constata um aumento semelhante nas disciplinas em que os robôs falantes provavelmente não são muito úteis.

Os académicos têm pouca confiança nas ferramentas que afirmam detectar trabalhos escritos por IA e muito a perder ao lançarem acusações de fraude. Afirma o Dr. Chirikov: «Não se pode proibir uma ferramenta que também se espera que se ensine.» Muitos docentes estão a reintroduzir avaliações supervisionadas (durante a pandemia, tornaram-se populares os exames com consulta, que os estudantes podiam levar para casa e concluir num período de 24 horas). Mas isso pode encontrar resistência por parte dos administradores, que têm de encontrar espaço e pessoal para exames devidamente supervisionados.

Para alguns, a IA induziu uma sensação de resignação. É cada vez mais comum ouvir académicos encolherem os ombros, dizendo que talvez os estudantes já não precisem de competências básicas sólidas, porque grande parte do trabalho que farão no futuro envolverá ajustar coisas criadas pela IA. Isso não é pragmatismo; é rendição.


O ME tem de fazer marcha-atrás e corrigir os erros destes exames

 

Compreendemos que haja erros -até certo ponto, porque alguns eram evitáveis, outros previsíveis- o que não se compreende é a persistência no erro.

Hoje começa a classificação do exame de Filosofia, que só deve estar disponível na plataforma lá para o fim da tarde e, como sabemos pelo que aconteceu com os outros, vai cair às pinguinhas - se funcionar! Como o exame é para estar classificado e entregue a dia 10 de Julho, significa que os classificadores têm 8 dias, a contar com o Sábado e o Domingo, para fazer o trabalho. Mesmo que não haja dificuldade em aceder à plataforma (tem havido) e mesmo que não haja complicações com os exames (tem havido: faltam folhas, vêm marcas que impedem a leitura, etc.) é muito pouco tempo para ler o manual de instruções, ler o manual de instalação, navegar na plataforma para perceber como funciona, dado que é a 1ª vez e o ME não se deu ao trabalho de enviar um link a meio do ano para podermos explorar a plataforma e chegar a esta altura familiarizados - não, é tudo à trouxe-mouxe.

Acresce que o classificador agora, neste formato, nem sequer sabe quantas respostas vai classificar (vão aparecendo repostas), de maneira que não pode organizar a sua vida. Mas assumem que as pessoas podem estar 10 horas por dia em frente ao computador? A maioria dos professores classificadores são pessoas com mais de 50 ou 55 anos, pessoas com doenças crónicas incapacitantes que implicam exames médicos constantes e outras rotinas de saúde, muitas marcadas para esta altura do ano para evitar faltar às aulas. Por exemplo, no que me toca, amanhã tenho uma sessão de fisioterapia e para a semana mais duas - apesar de durarem 1.30m, entre o chegar e depois o voltar para casa, ocupam toda a manhã - o que perfaz três manhãs. Esta sexta tenho um exame médico em Lisboa e para a semana outro: são mais duas manhãs em que só regresso lá para as 2 da tarde. Ao todo são quase 3 dias a subtrair aos 8 dias. Sobram 5 dias. Ninguém pensa nestas coisas? Não sabem que os professores são uma classe profissional envelhecida e com problemas de saúde crónicos?

Depois, repare-se: quem está a classificar os exames realizados a dia 14 de Junho tem quase um mês para o trabalho e quem vai classificar os exames de ontem ou de hoje tem, na melhor das hipóteses, se tudo funcionar excelentemente e a pessoa puder passar o tempo todo em frente ao computador sem nenhum impedimento, uns 7 dias para fazer todo o trabalho.

Quantas páginas classificamos? Não sei... se derem a cada um dois items para classificar, cada um com um página (vamos ser económicos) de 70 exames, são 140 páginas - mesmo que sejam 100. A classificação não se resume a ler e atirar uma nota, é necessário partir a nota de cada resposta em várias classificações correspondentes a três, quatro ou cinco parâmetros de avaliação desde o conteúdo até à escrita passando pela argumentação. A letra de muitos alunos é muito difícil de ler porque já ninguém educa os alunos para escreverem uma letra legível e eles alegam que escrever como lhes apetece é o seu direito 'a ser', como dizem os novos pedagogos da treta.

A ideia de dar a cada professor um ou dois items para classificar, segundo o ME tem o objectivo de "promover maior consistência e fiabilidade, permitindo maior especialização dos classificadores e menos variabilidade." Isto é cómico, pensar que um trabalho repetitivo ad nauseam (ler 70 páginas (ou 40) sobre o mesmo assunto a dizer a mesma coisa, com os mesmo erros) onde não é possível apreciar o pensamento do aluno como um todo e onde o próprio aluno não pode evidenciar a qualidade do seu pensamento (metade do teste são escolhas múltiplas) traz mais objectividade à avaliação. Não traz.

A avaliação tem sempre subjectividade, é impossível acabar com ela. Mesmo que um teste fosse todo constituído por questões de escolha múltipla e depois lido por uma máquina, o próprio formato das questões criaria logo a diferença, pois os bons alunos, que têm domínio das matérias, seriam -como são já, em parte- impedidos de mostrar o seu domínio dos conteúdos e das técnicas. Um mau aluno poderia passar esse exame, como já acontece por causa das escolhas múltiplas e um bom aluno com um pensamento complexo, poderia não o passar. As escolhas múltiplas, elas mesmas, são muitas vezes ambíguas e subjectivas. Aliás, um aluno que compre os livros de preparação para exame onde muitos professores vão buscar questões, por preguiça, têm logo vantagem sobre os outros, mas isso parece não ter preocupado o ME.

Portanto, quanto a mim, a questão que deve pôr-se é: estamos dispostos a perder o valor pedagógico das avaliações e a diferenciar a qualidade dos alunos, para as classificações serem totalmente invariáveis ou é preferível assumir alguma subjectividade (que aliás existe sempre) para não desvirtuar o fito pedagógico do processo de avaliação' 

Seja como for, o ME tem de fazer marcha-atrás e corrigir os erros que têm sido cometidos. Não se compreende a persistência no erro.


A Europa tem muito para andar




Na realidade, são 1.2 milhões de imigrantes ilegais que Sánchez quer legalizar em 3 meses com o argumento de que Espanha precisa de imigrantes para o PIB. Esta medida de 'legalizar' num tempo record de 3 meses 1.2 milhões de homens -sobretudo- não afecta só Espanha, pois uma vez legalizados podem vir para Portugal, França, Bélgica e por aí fora. A Europa tem muito para andar porque em questões em que a decisão de um impacta negativamente a vida dos outros todos, tem de haver regulação a nível europeu e não apenas da Espanha. Já agora acontece que as decisões judicias de expulsar imigrantes criminosos só são cumpridas em 10%. Quer dizer que, por cada 100 criminosos que juízes, em tribunais, expulsam do espaço europeu, 80 continuam cá a cometer crimes em vez de serem reenviados para os seus países. Um milhão e duzentos mil homens, imigrantes ilegais, legalizados em três meses, sem nenhum escrutínio sobre quem são e o seu passado, não constituem casos de imigração, mas sim de invasão. Estas medidas de irresponsabilidade em aprovar, como imigrantes, milhões de criminosos de culturas violentíssimas, é uma marca dos partidos PS e seus parceiros de coligação, da Europa


Primeiro-ministro espanhol defende regularização extraordinária como medida "histórica", após mais de um milhão de imigrantes pedirem acesso. Supremo avalia enquadramento no Direito da UE.


Mais de um milhão de imigrantes em situação irregular apresentaram pedidos para serem abrangidos pelo processo extraordinário de regularização impulsionado pelo Governo, confirmou esta terça‑feira o primeiro‑ministro, Pedro Sánchez, que descreveu a medida como uma decisão "histórica", assente na justiça, no reconhecimento de direitos e na integração, anunciada no dia em que terminou o prazo para apresentar candidaturas.

https://pt.euronews.com/my-europe/2026/06/30/espanha-defende-migracao-ordenada-e-segura-apos-um-milhao-de-pedidos-de-regularizacao


June 30, 2026

June 29, 2026

E disto que a Rússia precisa

 

Substituir Hitler por Estaline e Putin.



Insano!

 

Muitas mulheres que lutam contra os sintomas da menopausa não têm acesso à terapia de substituição hormonal (TSH) devido à escassez generalizada ou não têm meios para a adquirir por conta própria, mas aos homens é-lhe prescrita rotineiramente em doses muito mais elevadas para afirmarem a sua identidade de género.

É verdade ou ouviste isso na BBC?

 

Mulher «predatória» que incitou um homem a abusar de uma criança de 4 anos foi condenada a prisão. BBC


Naomi O’Brien é um homem biológico que se auto-denomina mulher. Não é uma mulher. É uma mulher-trans, ou seja, é um homem biológico. A estatística dos crimes está adulterada com estas falsas categorizações e a BBC é uma das piores facilitadoras de falsidades deste género. E acredito que esta contumácia em adulterar factos e incentivar o prejuízo das mulheres em favor dos homens biológicos trans, mesmo que criminosos, não é inocente e tem contornos típicos de estratégia. A mando de alguém que quer fracturar a sociedade inglesa (e não só)? São muitas coisas, muita coincidência, muitas pessoas da política, da justiça e das polícias metidas nisto. É uma rede.


A ADSE está sempre a inventar maneiras de não ter que pagar

 

Ando a fazer fisioterapia por causa de um linfedema no braço ainda consequência da radioterapia, essa porcaria que não pára de fazer mal...  ao fim de tantos anos... enfim, por enquanto ando a fazer 2 vezes por semana, até estabilizar, o que vai levar algum tempo porque só ao fim de 4 semanas de sessões é que desemperrou e começou a progredir e agora com o calor é mais lento. Porém, chegará uma altura em que já não desincha mais e estabiliza. Nessa altura hei-de fazer uma ou duas sessões por mês de manutenção para não regredir. Pois a ADSE inventou agora que a prescrição para a fisioterapia só dura um mês e que as pessoas têm ir ao seu médico uma vez por mês pedir nova prescrição, o que significa que acontecerá a milhares de pessoas que só têm 1 ou 2 sessões por mês, irem ao médico para pedir uma prescrição que só dá para 1 sessão. Isto cabe na cabeça de alguém? Calculo que isto seja para desentupir os serviços de saúde? Ou será para embrulharem a vida aos doentes e aos médicos, que têm mais que fazer que andar a fazer consultas evitáveis, para passar uma prescrição que só dá para 1 sessão de fisioterapia, no máximo 2. Já não sobra ninguém com bom senso à frente das instituições?  


🎯


Sir William Browder KCMG

Lutei contra Putin 17 anos – ele prefere ver a Rússia arder a admitir que não consegue ganhar esta guerra.

[E, muito menos, admitir que a perdeu.] 

Totalmente de acordo - é difícil acreditar que Costa não sabia e que não mandaram esconder a informação




Uma coisa é termos estrangeiros a virem, de modo legal, aos poucos e podermos integrá-los e evitar a entrada de certo tipo de imigração violenta e instabilizadora, outra diferente é fechar o SEF e abrir as portas a quase um milhão de pessoas que vão engrossar enclaves completamente impenetráveis com custos para todos nós, e não só económicos. 



"Em nome da transparência", o PSD vai avançar com audições parlamentares sobre imigração

O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, quer responsabilizar o governo de António Costa pelo aumento populacional de estrangeiros em Portugal e as pressões nos serviços públicos, que segundo o também vice-presidente social democrata estão "mais difíceis de resolver hoje devido a essa forma de governação sem informação".

Vítor Moita Cordeiro

O porta‑voz do PSD – pela primeira vez nessa qualidade, desde que foi nomeado por Luís Montenegro no fim de semana passado –, Sebastião Bugalho, afirmou esta segunda-feira, 29 de junho, na sede nacional do partido, que os novos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a população residente deixaram “perplexa” a sociedade portuguesa, ao revelarem que o número de estrangeiros duplicou entre 2021 e 2025, passando de 7,1% para 14%. 

Por esse motivo, o PSD vai avançar com uma série de audições parlamentares centradas nestes números, que, sustentou, demonstram que a política migratória do governo de António Costa teve impacto direto no rendimento per capita, na crise da habitação e na pressão sobre serviços públicos como o Serviço Nacional de Saúde e a escola pública.

Baseado em números do Instituto Nacional de Estatística (INE), Sebastião Bugalho disse que só em 2023 houve um aumento de 29,2% da população estrangeira e que, em 2022, o país cresceu mais de 330 mil pessoas.

Por este motivo, o PSD vai avançar com audições parlamentares para apurar responsabilidades políticas. O também eurodeputado social-democrata questionou se o Governo socialista sabia do aumento populacional e se projetou políticas públicas para dar resposta ao fenómeno.

O porta‑voz insistiu que os dados agora conhecidos não permitem perceber “o que é que quem governava sabia e não disse”, nem que medidas foram tomadas para proteger serviços públicos perante este crescimento populacional.

Sebastião Bugalho defendeu que governar sem números fiáveis tornou mais difícil enfrentar crises como a da habitação ou a do SNS e sublinhou que o Governo da AD, desde 2024, introduziu regras no sistema migratório – como o fim da manifestação de interesse, a criação da Unidade de Estrangeiros e Fronteiras na PSP e alterações às leis da imigração, nacionalidade e retorno – não para agradar a ninguém, mas para corrigir uma situação “desregrada” herdada do Executivo anterior.

Sebastião Bugalho afirmou que o atual líder do PS, José Luís Carneiro, deverá ser chamado ao Parlamento, dada a sua responsabilidade na extinção do SEF, na administração interna e na rede consular, tendo em conta que na altura era ministro da Administração Interna.

Reforçou que o objetivo das audições não é apenas responsabilizar, mas esclarecer o que foi feito, o que não foi feito e porquê. Bugalho apelou ainda a um compromisso dos partidos da oposição para resolver problemas que, segundo o PSD, foram agravados ou camuflados pelo Governo socialista.

Sebastião Bugalho rejeitou que o PSD esteja a promover um discurso contra a imigração, até porque, sublinhou, “esta não é uma conferência de imprensa a dizer que temos imigrantes a mais. Esta é uma conferência de imprensa a dizer que tivemos regras a menos para a integração desses imigrantes”.

“Nós não abdicamos da nossa forma gradualista, moderada e humanista de lidar com o fenómeno da imigração, mas isso só é possível com regras e com informação”, insistiu, acrescentando que “não é possível integrar ninguém se nós não soubermos quantas pessoas são para integrar”.


Exhaustion, not conviction, is the goal

 


Ficámos a saber porque é que o ME nunca sabe quanto professores estão a trabalhar e quantos faltam



Não têm as bases de dados actualizadas: chamaram para classificar exames professores já reformados, alguns que já faleceram. Como é que uma instituição que nem sequer consegue ter a base de dados actualizada espera conseguir organizar, à última da hora, uma classificação digitalizada dos exames? No ano passado experimentaram o processo apenas com os exames de Filosofia, que são poucos, cerca de 15 mil, dado o exame não ser obrigatório e, depois disso não parecer ter corrido mal (como era um teste não foi divulgado como correu), pensaram que podiam estender o processo a todos. Só que a totalidade dos alunos é de 160 mil alunos, cada um a fazer 1 (12º) ou 2 exames (11º), em cada exame a escrever 8 a 10 páginas (a organização das respostas agora é diferente: cada questão tem a sua página de resposta própria e só nela se pode responder; se o aluno quer escrever mais naquela resposta tem folhas próprias de continuação de resposta que podem ser no próprio caderno de respostas ou em folhas extra soltas, uma para cada continuação - também há queixas destas páginas soltas se terem extraviado [vê-se porque os alunos deixam frases a meio, o que implica que continuaram em outra folha]): são milhões de páginas para organizar e digitalizar e depois enviar aos professores correctores em plataforma digital. Era costume os alunos fazerem os exames de manhã e ao fim da tarde entregarem os exames aos professores classificadores. Agora, passaram mais de 10 dias do exame de Português, por exemplo, e ainda não têm os testes. Alguns têm uma resposta aqui e outra acolá.  Não há ali ninguém com 2 dedos de testa?



Directores das escolas respondem ao Eduqa e recusam responsabilidades por falhas na classificação de exames

Público

Dirigentes não gostaram de ser responsabilizados por alguns dos problemas que estão a afectar a operação de classificação digital dos exames nacionais.

Não é "aceitável que se procure transferir para as escolas responsabilidades que manifestamente não lhes pertencem". É a resposta da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) ao Júri Nacional de Exames (JNE) e ao Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (Eduqa).

As falhas no processo de digitalização dos exames têm marcado a ordem do dia. Há professores que não conseguem aceder às provas na plataforma desenvolvida para que estas sejam classificadas; outros que dizem que as folhas de resposta que aparecem têm problemas; e também abundam as notícias de erros nas convocatórias de classificadores, que têm chegado a aposentados ou a docentes que há muito não estão a trabalhar nas escolas às quais aparecem associados.

"A associação não pode deixar de manifestar a sua preocupação relativamente às referências constantes do comunicado [do JNE e do Eduqa] que parecem atribuir às escolas e aos directores responsabilidades nos problemas ocorridos. Importa recordar que as escolas cumpriram, dentro dos prazos estabelecidos, todos os procedimentos que lhes foram solicitados pelo JNE. Aliás, o próprio comunicado reconhece que o processo de preparação das provas para classificação digital enfrenta dificuldades técnicas e que se encontra em fase de resolução", afirmam os directores.

"Trata-se de um problema cuja origem se situa no domínio tecnológico e organizacional da entidade responsável pela operacionalização deste novo modelo, não sendo aceitável que se procure transferir para as escolas responsabilidades que manifestamente não lhes pertencem", continuam.