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July 01, 2026

O Público já não tem nenhum critério de qualidade, quer é coisa polémicas para os cliques



O indivíduo que escreve este artigo está a tirar ou já tirou um doutoramento em colonialismo português em Inglaterra. Embora ele seja apenas uma pessoa, é já um sintoma da decadência da educação em Inglaterra.


Exames coloniais

Ao analisar os enunciados dos exames de História A e de História da Cultura e das Artes, podemos extrair duas breves conclusões sobre escolhas ideológicas.

João Moreira da Silva

Na semana passada, um teste realizado no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) gerou uma polémica que percorreu os noticiários do país. O enunciado falava de um partido chamado “Cheguei Chegando”, liderado por “André Aventuras”, que pretendia “erradicar imigrantes”. Consequentemente, o líder do Chega partilhou nas suas redes sociais uma fotografia do teste como prova de que o sistema está contra si. Com base neste teste, pintou-se como vítima de uma alegada perseguição ideológica “feita nas escolas”.

Nesta parte deste texto enviesado o autor do artigo compara duas situações incomparáveis: numa delas uma professora avalia os alunos com um texto ofensivo contra uma pessoa, acusando-o, implicitamente (troca um pouco os nomes para não ser objecto de processo em tribunal, mas não o suficiente para que não se perceba quem é) de andar com pistolas nazis a matar imigrantes e, calculo, faz depender a avaliação correcta da questão à concordância com a sua opinião ordinária; esta situação é equiparada a um enunciado de um exame de História onde se diz que os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo. Logo aqui percebe-se que há desonestidade intelectual. Seria o mesmo que eu chamar a este senhor, por exemplo, 'porco putineiro que quer matar pessoas' e depois dizer que isso é o mesmo que dizer que os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo. O que tem uma coisa a ver com outra? E como se passa de uma para outra? 

No mesmo dia, realizaram-se o exame nacional de História A, no qual estavam inscritos 12.850 alunos do ensino secundário, e o exame de História da Cultura e das Artes, com 6639 alunos inscritos. Contrariamente ao teste partilhado por Ventura, estes exames não geraram, até ao momento, qualquer polémica nem motivo de indignação pública. Mas, tendo em conta a preocupação da extrema-direita e de uma boa parte da direita com a “perseguição ideológica” nas escolas, creio que vale a pena olhar para o enunciado destes exames – que nos contam uma outra história.

No primeiro grupo do exame de História A, é apresentado aos alunos o quadro Adoração dos Magos, por António de Holanda, de 1525. É uma imagem que procura ilustrar o tema deste grupo: “Portugal no Contexto da Expansão Europeia dos Séculos XV e XVI.” Seguem-se duas perguntas de escolha múltipla. Na segunda, pede-se aos alunos para completarem a frase: “Os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo, conforme refletido no documento, através...” A resposta certa, segundo os critérios de correção, é a seguinte: “da intensificação dos contactos entre povos e culturas, suscitando uma primeira globalização.”

Uma ideia semelhante surge no exame de História da Cultura e das Artes. No Grupo III, sobre o mesmo tema, lê-se um excerto de um artigo de Luís Brites Pereira intitulado “Portugal e a Globalização: um Destino Histórico”. Neste excerto, podemos ler a seguinte frase do autor: “Para Portugal, o mérito de ser a primeira ‘nação globalizadora’ decorreu de um conjunto de inovações geoeconómicas e geopolíticas criadas pela liderança portuguesa da altura.” O texto prossegue para a importância das novas tecnologias náuticas e rotas de comércio para a consolidação desta liderança. O tráfico de pessoas escravizadas, componente essencial do projeto imperial português nesta época, não é mencionado – mas já lá vamos. Segue-se ao texto uma pergunta semelhante à do exame de História A, na qual se afirma que, “no início do século XV, os portugueses foram os primeiros a olhar para fora”.

Ao analisar os enunciados dos exames de História A e de História da Cultura e das Artes, podemos extrair duas breves conclusões sobre escolhas ideológicas.

Em primeiro lugar, a ideia de “primeira globalização” utilizada nos dois exames é contestada no campo da historiografia do império. Vários historiadores têm criticado esta categoria pelo seu anacronismo e linearidade. Embora a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI tenha contribuído para a ligação mais sistemática entre diferentes continentes, já existiam anteriormente vastas redes de circulação de pessoas, mercadorias e conhecimentos, como a Rota da Seda, o mundo islâmico, o Império Mongol ou as expedições chinesas da dinastia Ming que percorreram o Indico até África no princípio do século XV. Para além disso, a viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães (1519-1522), realizada ao serviço da Coroa de Castela após a recusa do projeto por D. Manuel I, ilustra igualmente como este momento não pode ser entendido apenas como um feito exclusivamente português, mas antes como resultado de dinâmicas ibéricas e interimperiais mais amplas.

A partir da afirmação de que "vários historiadores discordam" do que está escrito no enunciado o indivíduo conclui que o enunciado está errado. Portanto, a sua opinião é lei.

Por isso, falar de uma “primeira” globalização que começa com as viagens de navegadores portugueses e se liga à globalização de hoje é uma visão historiográfica que, ao centrar-se no papel de Portugal, simplifica um processo histórico complexo. A criação de um mundo em que se realizam trocas e contactos entre pontos geográficos distantes não pertence aos portugueses, mas a muitos outros povos do mundo.

Em segundo lugar, a ideia de “intensificação dos contactos entre povos e culturas” – resposta correta segundo os critérios do exame de História A – é outra escolha historiográfica controversa. Na Crónica da Guiné, de 1453, Zurara relatava a chegada de caravelas portuguesas a Lagos em agosto de 1444 – a época de que nos fala Brites Pereira no seu texto. Zurara escreve que, em Lagos, foram desembarcados 235 africanos escravizados, vendidos em lotes na presença do Infante D. Henrique. No Algarve, pais e filhos seriam separados enquanto os corpos eram transformados em mercadoria. O Infante e vários outros homens lucrariam com a inauguração desta nova “atividade comercial”. Acordos e guerras seriam celebrados e travados com atores africanos para dinamizar o tráfico de pessoas escravizadas no Atlântico. Estima-se que navios portugueses tenham traficado mais de 4,5 milhões de pessoas na era do tráfico transatlântico.

Depois afirma que não se pode falar de qualquer coisa da expansão portuguesa sem acrescentar que os portugueses foram esclavagistas, como se, de cada vez que falarmos num desses temas fosse obrigatório falar do outro. O que tem piada porque mais acima onde contesta que tenhamos sido os primeiros a ligar continentes, cita, o mundo islâmico, o Império Mongol ou as expedições chinesas da dinastia Ming terem-no feito antes, sem acrescentar que o mundo islâmico, o Império Mongol, etc., foram povos esclavagistas e que, aliás, no que respeita ao mundo islâmico continuam a ser esclavagistas em muitos países. Não fala na escravatura das mulheres. Aliás vendo bem, este indivíduo beneficia do privilégio patriarcal. É um homem europeu. Ora, fui à procura da sua biografia para verificar se em alguma parte dela ele menciona ser beneficiário de uma cultura patriarcal e, portanto, estar, muito provavelmente, a ocupar um lugar que deveria ser de uma mulher, não fora o sistema patriarcal lhe ter dado vantagens de género - na sua lógica. Já agora, de cada vez que o João fala no seu pai, avô, etc., tem o cuidado de mencionar que são pessoas machistas? Talvez algum seja racista? Menciona? Menciona que beneficiaram do sistema patriarcal? Onde está o seu manifesto público de culpas pela sua ascendência, por ser homem, por se resignar ao patriarcado, etc.? Onde está a sua luta contra a escravatura e imperialismo islamitas? E a sua condenação do Império Mongol? E do Império Chinês? Onde estão as descrições desses males? É que se é para criticar os portugueses por não andarem com a letra escarlate ao peito em mea culpa constante, seja coerente.

Quem elaborou os dois exames nacionais escolheu uma determinada leitura da História. Trata-se de uma leitura nacionalista, que coloca Portugal como “fundador da globalização” e que celebra a história da expansão imperial como um movimento benigno e de mero avanço tecnológico.

O texto não diz nada disso e se ele infere tal coisa do texto, é a partir de um ponto de vista ideológico enviesado e radical. Parece que quis muito escrever que em Portugal são todos colonialistas ou racistas e andou a pensar como o poderia fazer. 

É, por isso, incontestável que a escravatura foi uma componente central do início da expansão imperial portuguesa. Falar numa mera “intensificação dos contactos entre povos” omite toda a violência que marcou esses “contactos”. Silencia, engenhosamente, o envolvimento de Portugal na inauguração do tráfico transatlântico, na ocupação de terras de povos indígenas e de inúmeros outros atos de subjugação que ocorreram no contexto do colonialismo.

É lógico que todos os exames e testes escolares envolvem escolhas ideológicas. Não existe educação “sem ideologia”, como certos setores políticos defendem. A escolha subjacente ao teste “Aventuras” terá sido uma paródia sobre a extrema-direita (rapidamente censurada pelo IPS). Da mesma forma, quem elaborou os dois exames nacionais escolheu uma determinada leitura da História. Trata-se de uma leitura nacionalista, que coloca Portugal como “fundador da globalização” e que celebra a história da expansão imperial como um movimento benigno e de mero avanço tecnológico. Os enunciados dos exames omitem, deliberadamente, a questão da violência colonial. Havia muitos outros artigos e livros para escolher – e inúmeras outras formas de colocar perguntas e respostas sobre este tema.

Vale a pena sublinhar uma profunda diferença entre estas duas avaliações académicas que ocorreram no mesmo dia, 22 de junho. Enquanto o teste “Aventuras” foi feito para uma só turma de ensino superior, os exames nacionais foram realizados por cerca de 18 mil alunos do secundário por todo o país. O primeiro teste é uma escolha ideológica feita por um professor. Os exames nacionais revelam uma escolha ideológica do Estado. Resta devolver a pergunta a Ventura – que tipo de ideologia domina, de facto, as salas de aula de Portugal?



E o Público publica esta conversa de 'progressista' de trazer por casa. Não é por acaso que a educação em Inglaterra tem vindo a decair. Está cheia destes académicos de um só olho.

February 26, 2026

Quem paga ao Público para fazer a normalização do islamismo e, portanto da vida sob a sharia?

 


Trump sugere enviar congressistas muçulmanas que o interromperam “de volta para onde vieram”

Público

Durante a intervenção de Trump, na terça-feira, Tlaib, norte-americana de origem palestiniana, e Omar, norte-americana de origem somali, criticaram o Presidente enquanto este destacava a política de repressão rigorosa da imigração da sua Administração e as respectivas acções de fiscalização. Ambas fizeram-se ouvir durante o discurso para acusar Trump de “matar norte-americanos”, tendo Omar chamado o Presidente de “mentiroso”​​.
(...)
Numa publicação na sua Truth Social, na quarta-feira, Trump afirmou que as duas legisladoras “tinham os olhos esbugalhados e ensanguentados, como pessoas loucas, lunáticas, mentalmente perturbadas e doentes.
(...)
Durante o discurso de terça-feira, Trump acusou também comunidades somalis nos Estados Unidos de estarem envolvidas em fraude e afirmou que “piratas somalis” saquearam o estado do Minnesota, depois de, no início do mês, ter divulgado um vídeo racista com uma representação do ex-presidente Barack Obama e da sua mulher, Michelle Obama.

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Criticam Trump por ser racista e proto-ditador, ao mesmo tempo que defendem uma cultura muito pior que Trump, tanto no racismo, como na ideologia ditatorial teocrática.

São incapazes mentais que não vêem esta contradição nos termos, ou estão a pagamento?

Porque é que o islamismo é uma cultura ainda pior que Trump? São extremamente racistas contra todas as pessoas do planeta que não sejam muçulmanas e estão obrigadas, pelo livro do ódio, à jihad (guerra total) contra elas. Entre os mais de 50 países islamitas, há um ou dois que não são ditaduras ferozes. A cultura muçulmana é hiper-patriarcal e na maioria dos países muçulmanos as mulheres não têm direito a ser vistas como seres humanos. São coisas, propriedade dos homens como um carro ou um animal de estimação. Em muitos desses países não tratadas como escravas sexuais. A PEDOFILIA É LEGAL e a compra e venda de crianças para violar é legal e fomentada pelo Estado. Como é que isto é melhor que Trump?

Todo este artigo é enviesado e cheio de falácias: veja-se como refere que Trump acusou comunidades somalis de fraude e, em vez de esclarecer essa acusação, conclui dizendo, na mesma frase, que Trump publicou um vídeo racista do casal Obama. Porque é que não esclareceu o caso dos somalis do Minnesota? Porque é verdade. Roubaram milhões de dólares em subsídios para uma escola de acolhimento de crianças que nunca existiu. Sim, Trump foi e é racista, mas que tem isso que ver com a fraude ao Estado do Minnesota por parte da comunidade somali? Por ventura o racismo de Trump torna aceitável a fraude de milhões de dólares ao erário público? 

Independentemente das parvoíces que Trump escreve na Truth Social, e do racismo que mostra, também eu penso que as pessoas que defendem a importação do islamismo para o Ocidente, têm problemas de objectividade, pensamento racional e independente e equilíbrio mental. 

Se falamos de palestinianas e somalis (como é o caso) endoutrinadas desde pequenas para serem escravas de homens extremamente violentos que defendem uma lei dos primórdios da época medieval, ainda se percebe, mas se são pessoas educadas nas sociedade ocidentais, livres e habituadas ao exercícios de direitos humanos é difícil perceber a não ser como incapacidade mental de ajuizar as situações.

Vejamos, se estivessem a ler um livro sobre as práticas islamitas das sociedades do século VII, ficavam chocadas, assim como ficam chocadas (espero) quando lêem sobre a pedofilia e tráfico e escravidão sexual de Epstein, mas assim que lhes dizem que são os 'coitadinhos do Hamas', de repente acham normal e querem logo importar isto para as nossas sociedades. Que é isto senão um desequilíbrio mental? 

Ou, não sendo um desequilíbrio mental, é um serviço. E se é um serviço, perguntamos: quem é que está a pagar para que certos jornais de esquerda advoguem a normalização de uma cultura hiper-patriarcal com uma lei teocrática totalitária extremamente violenta, sobretudo para as mulheres e crianças como é a lei muçulmana da sharia?

Quem é o patrocinador desta endoutrinação?

November 19, 2025

O Público é a nossa nova-BBC - aquela que tem uma agenda de endoutrinação

 

Hoje traz um artigo de uma mulher muçulmana (desabafo de uma portuguesa) a dizer que entre as mulheres muçulmanas só usa o véu (hijabs, nikabs, burkas, etc.) quem quer - ninguém é obrigado.  Isto está ao nível de Putin dizer que a Ucrânia é que começou a guerra.

Traz outro artigo em defesa dos imigrantes ilegais serem deixados à solta (para depois fugirem para o espaço europeu, como tem acontecido) em que critica os juízes ajuizarem por si mesmos e aplicarem a lei no âmbito da sua autonomia soberana em vez de seguirem as opiniões da PSP.

Quem financia esta manipulação sistemática a favor de islamitas (esses pináculos da defesa dos direitos das mulheres) e de imigração ilegal - aquela que nos trouxe 10 mil membros do Comando de criminosos de alto coturno brasileiro que fizeram de nós a Colombia da Europa no tráfico de cocaína. 


October 13, 2025

Publicar para enganar

 

A 1ª página do Público de hoje online. No cabeçalho os resultados das eleições. PS ganhou destacadíssimo as eleições autárquicas com 28,55 seguido do PSD com 13,60. 

Quando vamos ver em pormenor, então separaram o PSD/CDS do PSD em colunas diferentes para dividir os votos e parecer que tiveram pouco.

May 04, 2025

Porque é que o Público está sempre a publicar as mentiras deste terrorista criminoso? Então aqui não faz 'fact checking'?

 


Um louco que nos últimos 3 anos já ameaçou lançar armas nucleares para cima da Ucrânia e da Europa mais de 20 vezes.


Putin tem “força suficiente” para ganhar a guerra e sem “necessidade” de usar armas nucleares


Num filme sobre os 25 anos da sua presidência, Putin referiu que tem sido “provocado” a usar armas nucleares, mas espera “que nunca seja preciso”. Cessar-fogo e reconciliação são “inevitáveis”, disse.
Inês Chaíça


January 18, 2023

Hoje, o sicofanta do Público chama selvagens aos professores



Não é nada radical... óptimo para resolver problemas. Portanto, ficamos a saber que a civilidade está do nosso lado e que do outro devemos esperar este tipo de mentalidade e discurso...


Uma greve errada, parte II


Numa democracia, não se pode aceitar que a balança de uma luta laboral penda em absoluto para quem luta sem o equilíbrio dos direitos de terceiros (como os das crianças ou dos pais).

Manuel Carvalho

No editorial do dia 14 confrontava-se a justeza do protesto dos professores com a estratégia errada para o concretizar. A necessidade desse debate seria de imediato contaminada pelos radicalismos, que procuraram transformar a crítica a este modelo de greves selvagens numa crítica à justeza do protesto docente. Confundir para denegrir é uma velha táctica reaccionária.