Exames coloniais
Ao analisar os enunciados dos exames de História A e de História da Cultura e das Artes, podemos extrair duas breves conclusões sobre escolhas ideológicas.
João Moreira da Silva
Na semana passada, um teste realizado no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) gerou uma polémica que percorreu os noticiários do país. O enunciado falava de um partido chamado “Cheguei Chegando”, liderado por “André Aventuras”, que pretendia “erradicar imigrantes”. Consequentemente, o líder do Chega partilhou nas suas redes sociais uma fotografia do teste como prova de que o sistema está contra si. Com base neste teste, pintou-se como vítima de uma alegada perseguição ideológica “feita nas escolas”.
Nesta parte deste texto enviesado o autor do artigo compara duas situações incomparáveis: numa delas uma professora avalia os alunos com um texto ofensivo contra uma pessoa, acusando-o, implicitamente (troca um pouco os nomes para não ser objecto de processo em tribunal, mas não o suficiente para que não se perceba quem é) de andar com pistolas nazis a matar imigrantes e, calculo, faz depender a avaliação correcta da questão à concordância com a sua opinião ordinária; esta situação é equiparada a um enunciado de um exame de História onde se diz que os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo. Logo aqui percebe-se que há desonestidade intelectual. Seria o mesmo que eu chamar a este senhor, por exemplo, 'porco putineiro que quer matar pessoas' e depois dizer que isso é o mesmo que dizer que os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo. O que tem uma coisa a ver com outra? E como se passa de uma para outra?
No mesmo dia, realizaram-se o exame nacional de História A, no qual estavam inscritos 12.850 alunos do ensino secundário, e o exame de História da Cultura e das Artes, com 6639 alunos inscritos. Contrariamente ao teste partilhado por Ventura, estes exames não geraram, até ao momento, qualquer polémica nem motivo de indignação pública. Mas, tendo em conta a preocupação da extrema-direita e de uma boa parte da direita com a “perseguição ideológica” nas escolas, creio que vale a pena olhar para o enunciado destes exames – que nos contam uma outra história.
No primeiro grupo do exame de História A, é apresentado aos alunos o quadro Adoração dos Magos, por António de Holanda, de 1525. É uma imagem que procura ilustrar o tema deste grupo: “Portugal no Contexto da Expansão Europeia dos Séculos XV e XVI.” Seguem-se duas perguntas de escolha múltipla. Na segunda, pede-se aos alunos para completarem a frase: “Os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo, conforme refletido no documento, através...” A resposta certa, segundo os critérios de correção, é a seguinte: “da intensificação dos contactos entre povos e culturas, suscitando uma primeira globalização.”
Uma ideia semelhante surge no exame de História da Cultura e das Artes. No Grupo III, sobre o mesmo tema, lê-se um excerto de um artigo de Luís Brites Pereira intitulado “Portugal e a Globalização: um Destino Histórico”. Neste excerto, podemos ler a seguinte frase do autor: “Para Portugal, o mérito de ser a primeira ‘nação globalizadora’ decorreu de um conjunto de inovações geoeconómicas e geopolíticas criadas pela liderança portuguesa da altura.” O texto prossegue para a importância das novas tecnologias náuticas e rotas de comércio para a consolidação desta liderança. O tráfico de pessoas escravizadas, componente essencial do projeto imperial português nesta época, não é mencionado – mas já lá vamos. Segue-se ao texto uma pergunta semelhante à do exame de História A, na qual se afirma que, “no início do século XV, os portugueses foram os primeiros a olhar para fora”.
Ao analisar os enunciados dos exames de História A e de História da Cultura e das Artes, podemos extrair duas breves conclusões sobre escolhas ideológicas.
Em primeiro lugar, a ideia de “primeira globalização” utilizada nos dois exames é contestada no campo da historiografia do império. Vários historiadores têm criticado esta categoria pelo seu anacronismo e linearidade. Embora a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI tenha contribuído para a ligação mais sistemática entre diferentes continentes, já existiam anteriormente vastas redes de circulação de pessoas, mercadorias e conhecimentos, como a Rota da Seda, o mundo islâmico, o Império Mongol ou as expedições chinesas da dinastia Ming que percorreram o Indico até África no princípio do século XV. Para além disso, a viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães (1519-1522), realizada ao serviço da Coroa de Castela após a recusa do projeto por D. Manuel I, ilustra igualmente como este momento não pode ser entendido apenas como um feito exclusivamente português, mas antes como resultado de dinâmicas ibéricas e interimperiais mais amplas.
João Moreira da Silva
Na semana passada, um teste realizado no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) gerou uma polémica que percorreu os noticiários do país. O enunciado falava de um partido chamado “Cheguei Chegando”, liderado por “André Aventuras”, que pretendia “erradicar imigrantes”. Consequentemente, o líder do Chega partilhou nas suas redes sociais uma fotografia do teste como prova de que o sistema está contra si. Com base neste teste, pintou-se como vítima de uma alegada perseguição ideológica “feita nas escolas”.
Nesta parte deste texto enviesado o autor do artigo compara duas situações incomparáveis: numa delas uma professora avalia os alunos com um texto ofensivo contra uma pessoa, acusando-o, implicitamente (troca um pouco os nomes para não ser objecto de processo em tribunal, mas não o suficiente para que não se perceba quem é) de andar com pistolas nazis a matar imigrantes e, calculo, faz depender a avaliação correcta da questão à concordância com a sua opinião ordinária; esta situação é equiparada a um enunciado de um exame de História onde se diz que os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo. Logo aqui percebe-se que há desonestidade intelectual. Seria o mesmo que eu chamar a este senhor, por exemplo, 'porco putineiro que quer matar pessoas' e depois dizer que isso é o mesmo que dizer que os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo. O que tem uma coisa a ver com outra? E como se passa de uma para outra?
No mesmo dia, realizaram-se o exame nacional de História A, no qual estavam inscritos 12.850 alunos do ensino secundário, e o exame de História da Cultura e das Artes, com 6639 alunos inscritos. Contrariamente ao teste partilhado por Ventura, estes exames não geraram, até ao momento, qualquer polémica nem motivo de indignação pública. Mas, tendo em conta a preocupação da extrema-direita e de uma boa parte da direita com a “perseguição ideológica” nas escolas, creio que vale a pena olhar para o enunciado destes exames – que nos contam uma outra história.
No primeiro grupo do exame de História A, é apresentado aos alunos o quadro Adoração dos Magos, por António de Holanda, de 1525. É uma imagem que procura ilustrar o tema deste grupo: “Portugal no Contexto da Expansão Europeia dos Séculos XV e XVI.” Seguem-se duas perguntas de escolha múltipla. Na segunda, pede-se aos alunos para completarem a frase: “Os portugueses contribuíram para a abertura europeia ao mundo, conforme refletido no documento, através...” A resposta certa, segundo os critérios de correção, é a seguinte: “da intensificação dos contactos entre povos e culturas, suscitando uma primeira globalização.”
Uma ideia semelhante surge no exame de História da Cultura e das Artes. No Grupo III, sobre o mesmo tema, lê-se um excerto de um artigo de Luís Brites Pereira intitulado “Portugal e a Globalização: um Destino Histórico”. Neste excerto, podemos ler a seguinte frase do autor: “Para Portugal, o mérito de ser a primeira ‘nação globalizadora’ decorreu de um conjunto de inovações geoeconómicas e geopolíticas criadas pela liderança portuguesa da altura.” O texto prossegue para a importância das novas tecnologias náuticas e rotas de comércio para a consolidação desta liderança. O tráfico de pessoas escravizadas, componente essencial do projeto imperial português nesta época, não é mencionado – mas já lá vamos. Segue-se ao texto uma pergunta semelhante à do exame de História A, na qual se afirma que, “no início do século XV, os portugueses foram os primeiros a olhar para fora”.
Ao analisar os enunciados dos exames de História A e de História da Cultura e das Artes, podemos extrair duas breves conclusões sobre escolhas ideológicas.
Em primeiro lugar, a ideia de “primeira globalização” utilizada nos dois exames é contestada no campo da historiografia do império. Vários historiadores têm criticado esta categoria pelo seu anacronismo e linearidade. Embora a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI tenha contribuído para a ligação mais sistemática entre diferentes continentes, já existiam anteriormente vastas redes de circulação de pessoas, mercadorias e conhecimentos, como a Rota da Seda, o mundo islâmico, o Império Mongol ou as expedições chinesas da dinastia Ming que percorreram o Indico até África no princípio do século XV. Para além disso, a viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães (1519-1522), realizada ao serviço da Coroa de Castela após a recusa do projeto por D. Manuel I, ilustra igualmente como este momento não pode ser entendido apenas como um feito exclusivamente português, mas antes como resultado de dinâmicas ibéricas e interimperiais mais amplas.
A partir da afirmação de que "vários historiadores discordam" do que está escrito no enunciado o indivíduo conclui que o enunciado está errado. Portanto, a sua opinião é lei.
Por isso, falar de uma “primeira” globalização que começa com as viagens de navegadores portugueses e se liga à globalização de hoje é uma visão historiográfica que, ao centrar-se no papel de Portugal, simplifica um processo histórico complexo. A criação de um mundo em que se realizam trocas e contactos entre pontos geográficos distantes não pertence aos portugueses, mas a muitos outros povos do mundo.
Em segundo lugar, a ideia de “intensificação dos contactos entre povos e culturas” – resposta correta segundo os critérios do exame de História A – é outra escolha historiográfica controversa. Na Crónica da Guiné, de 1453, Zurara relatava a chegada de caravelas portuguesas a Lagos em agosto de 1444 – a época de que nos fala Brites Pereira no seu texto. Zurara escreve que, em Lagos, foram desembarcados 235 africanos escravizados, vendidos em lotes na presença do Infante D. Henrique. No Algarve, pais e filhos seriam separados enquanto os corpos eram transformados em mercadoria. O Infante e vários outros homens lucrariam com a inauguração desta nova “atividade comercial”. Acordos e guerras seriam celebrados e travados com atores africanos para dinamizar o tráfico de pessoas escravizadas no Atlântico. Estima-se que navios portugueses tenham traficado mais de 4,5 milhões de pessoas na era do tráfico transatlântico.
Depois afirma que não se pode falar de qualquer coisa da expansão portuguesa sem acrescentar que os portugueses foram esclavagistas, como se, de cada vez que falarmos num desses temas fosse obrigatório falar do outro. O que tem piada porque mais acima onde contesta que tenhamos sido os primeiros a ligar continentes, cita, o mundo islâmico, o Império Mongol ou as expedições chinesas da dinastia Ming terem-no feito antes, sem acrescentar que o mundo islâmico, o Império Mongol, etc., foram povos esclavagistas e que, aliás, no que respeita ao mundo islâmico continuam a ser esclavagistas em muitos países. Não fala na escravatura das mulheres. Aliás vendo bem, este indivíduo beneficia do privilégio patriarcal. É um homem europeu. Ora, fui à procura da sua biografia para verificar se em alguma parte dela ele menciona ser beneficiário de uma cultura patriarcal e, portanto, estar, muito provavelmente, a ocupar um lugar que deveria ser de uma mulher, não fora o sistema patriarcal lhe ter dado vantagens de género - na sua lógica. Já agora, de cada vez que o João fala no seu pai, avô, etc., tem o cuidado de mencionar que são pessoas machistas? Talvez algum seja racista? Menciona? Menciona que beneficiaram do sistema patriarcal? Onde está o seu manifesto público de culpas pela sua ascendência, por ser homem, por se resignar ao patriarcado, etc.? Onde está a sua luta contra a escravatura e imperialismo islamitas? E a sua condenação do Império Mongol? E do Império Chinês? Onde estão as descrições desses males? É que se é para criticar os portugueses por não andarem com a letra escarlate ao peito em mea culpa constante, seja coerente.
Quem elaborou os dois exames nacionais escolheu uma determinada leitura da História. Trata-se de uma leitura nacionalista, que coloca Portugal como “fundador da globalização” e que celebra a história da expansão imperial como um movimento benigno e de mero avanço tecnológico.
Por isso, falar de uma “primeira” globalização que começa com as viagens de navegadores portugueses e se liga à globalização de hoje é uma visão historiográfica que, ao centrar-se no papel de Portugal, simplifica um processo histórico complexo. A criação de um mundo em que se realizam trocas e contactos entre pontos geográficos distantes não pertence aos portugueses, mas a muitos outros povos do mundo.
Em segundo lugar, a ideia de “intensificação dos contactos entre povos e culturas” – resposta correta segundo os critérios do exame de História A – é outra escolha historiográfica controversa. Na Crónica da Guiné, de 1453, Zurara relatava a chegada de caravelas portuguesas a Lagos em agosto de 1444 – a época de que nos fala Brites Pereira no seu texto. Zurara escreve que, em Lagos, foram desembarcados 235 africanos escravizados, vendidos em lotes na presença do Infante D. Henrique. No Algarve, pais e filhos seriam separados enquanto os corpos eram transformados em mercadoria. O Infante e vários outros homens lucrariam com a inauguração desta nova “atividade comercial”. Acordos e guerras seriam celebrados e travados com atores africanos para dinamizar o tráfico de pessoas escravizadas no Atlântico. Estima-se que navios portugueses tenham traficado mais de 4,5 milhões de pessoas na era do tráfico transatlântico.
Depois afirma que não se pode falar de qualquer coisa da expansão portuguesa sem acrescentar que os portugueses foram esclavagistas, como se, de cada vez que falarmos num desses temas fosse obrigatório falar do outro. O que tem piada porque mais acima onde contesta que tenhamos sido os primeiros a ligar continentes, cita, o mundo islâmico, o Império Mongol ou as expedições chinesas da dinastia Ming terem-no feito antes, sem acrescentar que o mundo islâmico, o Império Mongol, etc., foram povos esclavagistas e que, aliás, no que respeita ao mundo islâmico continuam a ser esclavagistas em muitos países. Não fala na escravatura das mulheres. Aliás vendo bem, este indivíduo beneficia do privilégio patriarcal. É um homem europeu. Ora, fui à procura da sua biografia para verificar se em alguma parte dela ele menciona ser beneficiário de uma cultura patriarcal e, portanto, estar, muito provavelmente, a ocupar um lugar que deveria ser de uma mulher, não fora o sistema patriarcal lhe ter dado vantagens de género - na sua lógica. Já agora, de cada vez que o João fala no seu pai, avô, etc., tem o cuidado de mencionar que são pessoas machistas? Talvez algum seja racista? Menciona? Menciona que beneficiaram do sistema patriarcal? Onde está o seu manifesto público de culpas pela sua ascendência, por ser homem, por se resignar ao patriarcado, etc.? Onde está a sua luta contra a escravatura e imperialismo islamitas? E a sua condenação do Império Mongol? E do Império Chinês? Onde estão as descrições desses males? É que se é para criticar os portugueses por não andarem com a letra escarlate ao peito em mea culpa constante, seja coerente.
Quem elaborou os dois exames nacionais escolheu uma determinada leitura da História. Trata-se de uma leitura nacionalista, que coloca Portugal como “fundador da globalização” e que celebra a história da expansão imperial como um movimento benigno e de mero avanço tecnológico.
O texto não diz nada disso e se ele infere tal coisa do texto, é a partir de um ponto de vista ideológico enviesado e radical. Parece que quis muito escrever que em Portugal são todos colonialistas ou racistas e andou a pensar como o poderia fazer.
É, por isso, incontestável que a escravatura foi uma componente central do início da expansão imperial portuguesa. Falar numa mera “intensificação dos contactos entre povos” omite toda a violência que marcou esses “contactos”. Silencia, engenhosamente, o envolvimento de Portugal na inauguração do tráfico transatlântico, na ocupação de terras de povos indígenas e de inúmeros outros atos de subjugação que ocorreram no contexto do colonialismo.
É lógico que todos os exames e testes escolares envolvem escolhas ideológicas. Não existe educação “sem ideologia”, como certos setores políticos defendem. A escolha subjacente ao teste “Aventuras” terá sido uma paródia sobre a extrema-direita (rapidamente censurada pelo IPS). Da mesma forma, quem elaborou os dois exames nacionais escolheu uma determinada leitura da História. Trata-se de uma leitura nacionalista, que coloca Portugal como “fundador da globalização” e que celebra a história da expansão imperial como um movimento benigno e de mero avanço tecnológico. Os enunciados dos exames omitem, deliberadamente, a questão da violência colonial. Havia muitos outros artigos e livros para escolher – e inúmeras outras formas de colocar perguntas e respostas sobre este tema.
Vale a pena sublinhar uma profunda diferença entre estas duas avaliações académicas que ocorreram no mesmo dia, 22 de junho. Enquanto o teste “Aventuras” foi feito para uma só turma de ensino superior, os exames nacionais foram realizados por cerca de 18 mil alunos do secundário por todo o país. O primeiro teste é uma escolha ideológica feita por um professor. Os exames nacionais revelam uma escolha ideológica do Estado. Resta devolver a pergunta a Ventura – que tipo de ideologia domina, de facto, as salas de aula de Portugal?
É, por isso, incontestável que a escravatura foi uma componente central do início da expansão imperial portuguesa. Falar numa mera “intensificação dos contactos entre povos” omite toda a violência que marcou esses “contactos”. Silencia, engenhosamente, o envolvimento de Portugal na inauguração do tráfico transatlântico, na ocupação de terras de povos indígenas e de inúmeros outros atos de subjugação que ocorreram no contexto do colonialismo.
É lógico que todos os exames e testes escolares envolvem escolhas ideológicas. Não existe educação “sem ideologia”, como certos setores políticos defendem. A escolha subjacente ao teste “Aventuras” terá sido uma paródia sobre a extrema-direita (rapidamente censurada pelo IPS). Da mesma forma, quem elaborou os dois exames nacionais escolheu uma determinada leitura da História. Trata-se de uma leitura nacionalista, que coloca Portugal como “fundador da globalização” e que celebra a história da expansão imperial como um movimento benigno e de mero avanço tecnológico. Os enunciados dos exames omitem, deliberadamente, a questão da violência colonial. Havia muitos outros artigos e livros para escolher – e inúmeras outras formas de colocar perguntas e respostas sobre este tema.
Vale a pena sublinhar uma profunda diferença entre estas duas avaliações académicas que ocorreram no mesmo dia, 22 de junho. Enquanto o teste “Aventuras” foi feito para uma só turma de ensino superior, os exames nacionais foram realizados por cerca de 18 mil alunos do secundário por todo o país. O primeiro teste é uma escolha ideológica feita por um professor. Os exames nacionais revelam uma escolha ideológica do Estado. Resta devolver a pergunta a Ventura – que tipo de ideologia domina, de facto, as salas de aula de Portugal?
E o Público publica esta conversa de 'progressista' de trazer por casa. Não é por acaso que a educação em Inglaterra tem vindo a decair. Está cheia destes académicos de um só olho.
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