June 29, 2026

Ficámos a saber porque é que o ME nunca sabe quanto professores estão a trabalhar e quantos faltam



Não têm as bases de dados actualizadas: chamaram para classificar exames professores já reformados, alguns que já faleceram. Como é que uma instituição que nem sequer consegue ter a base de dados actualizada espera conseguir organizar, à última da hora, uma classificação digitalizada dos exames? No ano passado experimentaram o processo apenas com os exames de Filosofia, que são poucos, cerca de 15 mil, dado o exame não ser obrigatório e, depois disso não parecer ter corrido mal (como era um teste não foi divulgado como correu), pensaram que podiam estender o processo a todos. Só que a totalidade dos alunos é de 160 mil alunos, cada um a fazer 1 (12º) ou 2 exames (11º), em cada exame a escrever 8 a 10 páginas (a organização das respostas agora é diferente: cada questão tem a sua página de resposta própria e só nela se pode responder; se o aluno quer escrever mais naquela resposta tem folhas próprias de continuação de resposta que podem ser no próprio caderno de respostas ou em folhas extra soltas, uma para cada continuação - também há queixas destas páginas soltas se terem extraviado [vê-se porque os alunos deixam frases a meio, o que implica que continuaram em outra folha]): são milhões de páginas para organizar e digitalizar e depois enviar aos professores correctores em plataforma digital. Era costume os alunos fazerem os exames de manhã e ao fim da tarde entregarem os exames aos professores classificadores. Agora, passaram mais de 10 dias do exame de Português, por exemplo, e ainda não têm os testes. Alguns têm uma resposta aqui e outra acolá.  Não há ali ninguém com 2 dedos de testa?



Directores das escolas respondem ao Eduqa e recusam responsabilidades por falhas na classificação de exames

Público

Dirigentes não gostaram de ser responsabilizados por alguns dos problemas que estão a afectar a operação de classificação digital dos exames nacionais.

Não é "aceitável que se procure transferir para as escolas responsabilidades que manifestamente não lhes pertencem". É a resposta da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) ao Júri Nacional de Exames (JNE) e ao Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (Eduqa).

As falhas no processo de digitalização dos exames têm marcado a ordem do dia. Há professores que não conseguem aceder às provas na plataforma desenvolvida para que estas sejam classificadas; outros que dizem que as folhas de resposta que aparecem têm problemas; e também abundam as notícias de erros nas convocatórias de classificadores, que têm chegado a aposentados ou a docentes que há muito não estão a trabalhar nas escolas às quais aparecem associados.

"A associação não pode deixar de manifestar a sua preocupação relativamente às referências constantes do comunicado [do JNE e do Eduqa] que parecem atribuir às escolas e aos directores responsabilidades nos problemas ocorridos. Importa recordar que as escolas cumpriram, dentro dos prazos estabelecidos, todos os procedimentos que lhes foram solicitados pelo JNE. Aliás, o próprio comunicado reconhece que o processo de preparação das provas para classificação digital enfrenta dificuldades técnicas e que se encontra em fase de resolução", afirmam os directores.

"Trata-se de um problema cuja origem se situa no domínio tecnológico e organizacional da entidade responsável pela operacionalização deste novo modelo, não sendo aceitável que se procure transferir para as escolas responsabilidades que manifestamente não lhes pertencem", continuam.

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