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June 29, 2026

Totalmente de acordo - é difícil acreditar que Costa não sabia e que não mandaram esconder a informação




Uma coisa é termos estrangeiros a virem, de modo legal, aos poucos e podermos integrá-los e evitar a entrada de certo tipo de imigração violenta e instabilizadora, outra diferente é fechar o SEF e abrir as portas a quase um milhão de pessoas que vão engrossar enclaves completamente impenetráveis com custos para todos nós, e não só económicos. 



"Em nome da transparência", o PSD vai avançar com audições parlamentares sobre imigração

O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, quer responsabilizar o governo de António Costa pelo aumento populacional de estrangeiros em Portugal e as pressões nos serviços públicos, que segundo o também vice-presidente social democrata estão "mais difíceis de resolver hoje devido a essa forma de governação sem informação".

Vítor Moita Cordeiro

O porta‑voz do PSD – pela primeira vez nessa qualidade, desde que foi nomeado por Luís Montenegro no fim de semana passado –, Sebastião Bugalho, afirmou esta segunda-feira, 29 de junho, na sede nacional do partido, que os novos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a população residente deixaram “perplexa” a sociedade portuguesa, ao revelarem que o número de estrangeiros duplicou entre 2021 e 2025, passando de 7,1% para 14%. 

Por esse motivo, o PSD vai avançar com uma série de audições parlamentares centradas nestes números, que, sustentou, demonstram que a política migratória do governo de António Costa teve impacto direto no rendimento per capita, na crise da habitação e na pressão sobre serviços públicos como o Serviço Nacional de Saúde e a escola pública.

Baseado em números do Instituto Nacional de Estatística (INE), Sebastião Bugalho disse que só em 2023 houve um aumento de 29,2% da população estrangeira e que, em 2022, o país cresceu mais de 330 mil pessoas.

Por este motivo, o PSD vai avançar com audições parlamentares para apurar responsabilidades políticas. O também eurodeputado social-democrata questionou se o Governo socialista sabia do aumento populacional e se projetou políticas públicas para dar resposta ao fenómeno.

O porta‑voz insistiu que os dados agora conhecidos não permitem perceber “o que é que quem governava sabia e não disse”, nem que medidas foram tomadas para proteger serviços públicos perante este crescimento populacional.

Sebastião Bugalho defendeu que governar sem números fiáveis tornou mais difícil enfrentar crises como a da habitação ou a do SNS e sublinhou que o Governo da AD, desde 2024, introduziu regras no sistema migratório – como o fim da manifestação de interesse, a criação da Unidade de Estrangeiros e Fronteiras na PSP e alterações às leis da imigração, nacionalidade e retorno – não para agradar a ninguém, mas para corrigir uma situação “desregrada” herdada do Executivo anterior.

Sebastião Bugalho afirmou que o atual líder do PS, José Luís Carneiro, deverá ser chamado ao Parlamento, dada a sua responsabilidade na extinção do SEF, na administração interna e na rede consular, tendo em conta que na altura era ministro da Administração Interna.

Reforçou que o objetivo das audições não é apenas responsabilizar, mas esclarecer o que foi feito, o que não foi feito e porquê. Bugalho apelou ainda a um compromisso dos partidos da oposição para resolver problemas que, segundo o PSD, foram agravados ou camuflados pelo Governo socialista.

Sebastião Bugalho rejeitou que o PSD esteja a promover um discurso contra a imigração, até porque, sublinhou, “esta não é uma conferência de imprensa a dizer que temos imigrantes a mais. Esta é uma conferência de imprensa a dizer que tivemos regras a menos para a integração desses imigrantes”.

“Nós não abdicamos da nossa forma gradualista, moderada e humanista de lidar com o fenómeno da imigração, mas isso só é possível com regras e com informação”, insistiu, acrescentando que “não é possível integrar ninguém se nós não soubermos quantas pessoas são para integrar”.


January 12, 2021

Este comentador pensa sempre em termos individuais

 


Vive numa bolha mental. Diz ele que a decisão de 'não fechar o país' teve o apoio generalizado dos portugueses. Não sei onde é que ele viu isso porque ele também não diz. É uma impressãozinha que ele tem... 

Se a decisão não foi tomada na ignorância mas no claro conhecimento das consequências ainda foi pior no sentido de mais irresponsável porque o que está em causa não é as pessoas terem ido ver o pai ou o amigo doente, pois já o faziam antes, quer dizer, quem tem pais tem visitado os pais e não é daí que subiram os casos de covid-19 assim como não o é dos adultos responsáveis, como eu, por exemplo, que tenho uma família bastante grande mas este ano vimo-nos pela internet, casa família em sua casa. Não, o problema está em todos os outros que não ligam nenhuma à pandemia, até acham ser uma conspiração mundial para por chips debaixo da pela às ordens do Gates ou algo do género e que se juntaram aos 20 e 30 para fazer a festa.

A responsabilidade está em perceber: primeiro que é melhor ter um Natal onde a família não se junta do que ter o próximo com a família morta, e segundo, que a nossa economia depende grandemente do turismo e suas subsidiárias, que o sector está com a corda na garganta e que ter agora mais de um mês de confinamento pode ser a morte de muito negócio de hotéis e restaurantes, sendo que, se tivesse havido cuidado, estaríamos a caminhar para uma primavera de diminuição de casos e de recuperação económica desse sector.

Portanto, se a decisão foi tomada sabendo-se antecipadamente dos resultados catastróficos que teria, ainda foram mais irresponsáveis do que parecem, mas este senhor não pensa nessas coisas da vida dos outros, a não ser abstracta e ideologicamente e o governo só pensou nos votos.

O preço de sermos humanos não tem que ser, sermos irresponsáveis e estúpidos.


O preço de sermos humanos
Daniel Oliveira

O Governo decidiu não fechar o país no Natal e o apoio pareceu-me generalizado. Como diz Henrique Barros, “as pessoas foram visitar o pai, o velho tio ou um irmão doente ou um amigo. Fizeram-no, porque são seres humanos”. A decisão não foi tomada na ignorância. Sabíamos que o resultado seria um aumento de infetados em janeiro. Quem, como eu, a maioria das forças políticas e a maioria das pessoas, defendeu esta opção não pode vir agora bramar contra o confinamento. Assumo as minhas responsabilidades: quis a maior abertura no Natal. Isto é uma corrida demasiado longa e não é possível cortar com todos os domínios da vida em todo o momento. E sei, porque sou adulto, que isso tem um preço.


March 15, 2020

Cá está: tomam decisões de senso comum ouvindo nomeados políticos e ignoram os especialistas



Colocar filhos dos profissionais da saúde na mesma escola é uma bomba-relógio, alerta dirigente da Ordem dos Médicos


Governo anunciou hoje que vai estar uma escola aberta por agrupamento para que profissionais de saúde e agentes de segurança tenham onde deixar os filhos. Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos escreveu à ministra da Saúde a apelar ao bom senso. Carlos Cortes diz que medida põe crianças em risco e pode ser uma calamidade para a resposta à epidemia.
O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos escreveu esta tarde uma carta à ministra da Saúde a alertar para o perigo de colocar filhos de profissionais de saúde na mesma escola, a solução apresentada pelo Governo para que as famílias em que os dois cônjuges sejam médicos e enfermeiros, auxiliares e farmacêuticos, mas também bombeiros e agentes de segurança possam continuar a trabalhar a partir desta segunda-feira, quando passam a estar encerradas as escolas em todo o país e é esperado um aumento exponencial dos casos de infeção por Covid-19. “As nossas crianças não”, apela Carlos Cortes, que além de considerar a medida injusta no plano humano e um risco para as crianças, alerta para o perigo de a decisão vir a comprometer ainda mais a resposta à epidemia de Covid-19. “Já pensou na calamidade que pode criar se um destes pais, por contacto com um doente no hospital ou no centro de saúde, transmite a doença a um filho seu, esse aos seus colegas na escola e depois esses aos seus pais, aos professores…? Já pensou que poderia pôr de quarentena centenas de profissionais e de pessoas com esta ideia irracional? Que está a criar vítimas desnecessárias? Porquê esta segregação?”, questiona Carlos Cortes, que divulgou publicamente o apelo dirigido a Marta Temido, onde pede à ministra da Saúde que não crie uma bomba-relógio.



A solução já tinha sido criticada pelos sindicatos e para já não houve nenhuma alteração veiculada pelo Ministério da Saúde. Esta tarde a ministra da Saúde reconheceu que todos têm direitos, mas apelou à mobilização dos profissionais no momento expecional que o país atravessa, frisando que Portugal entrou numa fase de aumento exponencial de casos de Covid-19.

Carlos Cortes traça duras críicas à atuação do Governo nos últimos meses, acusando o ministério de ter sido negligente numa fase inicial da pandemia, e denuncia que já se está a viver uma situação de caos nos serviços. “Perante a coordenação desta crise que tem liderado, permitiu que os profissionais de saúde ficassem sem equipamentos de proteção, sem luvas, sem soluções alcoólicos e sem testes de diagnóstico. Nem vou enumerar o caos assistencial que estamos a passar, porque quero ter esperança que se venha a melhorar quando os procedimentos e circuitos forem aperfeiçoados”, lê-se no texto publicado online. Carlos Cortes considera positivas as medidas tomadas nos últimos dias, mas apela ao ministério da Saúde que recue nesta decisão. O médico defende que os profissionais nestas circunstâncias sejam autorizados a revezar-se para que um dos pais possa ficar com os filhos, antecipando um cenário em que isso será necessário por exaustão. Contactado pelo i, Carlos Cortes defendeu que esta deve ser a solução. Até ao momento não houve resposta da tutela.

March 03, 2020

Quando sites de grande afluência publicam artigos completamente irresponsáveis



COVID-19: VIAJAR OU CANCELAR? TUDO O QUE PRECISA SABER PARA TOMAR UMA DECISÃO SENSATA

sapo.viagens
Tânia Neves

NOTA DA AUTORA: este é um texto escrito por uma viajante profissional, com algumas (não todas) indicações partilhadas pelo Dr. Diogo Medina, da Consulta do Viajante.

Algumas? Pode ser uma só, como por exemplo, não viaje para onde não é recomendado viajar...


Foi no final de Janeiro que o cenário começou a ficar preocupante: este novo coronavírus começou em Wuhan, uma das mais importantes cidades na China, e rapidamente ganhou proporções respeitosas. A proximidade do início do surto com a data do ano novo Chinês – a maior migração humana anual – fez com o que tivessem que ser tomadas medidas drásticas de imediato. Cidades inteiras em quarentena, escassez de mercearias e outros bens de primeira necessidade, controlo de população exímio em números só possíveis na China – Wuhan, por exemplo, tem tantos habitantes como Portugal inteiro.
Desde então, têm-se multiplicado as restrições de viagem por todo o mundo, fronteiras que fecham, de um dia para o outro, transportes suspensos, novas regras de entradas e saídas de cada país, vistos invalidados.Todos os dias somos alimentados por notícias e atualizações constantes, tal como mitos e relatos de diferentes perspetivas.

Mas e se, mesmo assim, eu quiser viajar?

Na minha posição de “viajante profissional”, sempre defendi que não devíamos opinar num assunto que não nos diz respeito – neste caso, sobre a área da saúde. Mas há muito que isto deixou de ser um caso exclusivamente de saúde, e aí, sinto que estou numa posição privilegiada por ter amigos e manter relações profissionais com pessoas nos epicentros do surto, devo servir de algum tipo de referência para outras pessoas.


É possível ser mais burro que isto? Não é da área da saúde, não percebe nada do assunto mas como tem amigos em vários sítios acha que deve ser uma referência para os outros... e o que é que esta sumidade da parvoíce determina? Vejamos:

Vamos todos morrer?

A resposta é: sim, vamos. Mas dificilmente será devido ao COVID-19. As tendências atuais apontam para que a taxa de mortalidade nesta data, ande a rondar os 0,7% do número de casos confirmados, e é aqui que a coisa fica difícil de explicar: é que na grande maioria dos casos ditos confirmados, os portadores do vírus são assintomáticos. Isto quer dizer que não manifestam nenhum dos sintomas de alerta. Na grande maioria, os sintomas são tão leves, que se confundem com uma simples constipação.

Primeiro determina falsidades de 0.7%, quando são mais de 2%, sendo que para certas grupos são 14%. Depois, os casos conhecidos são poucos porque não se está a testar as pessoas. Há muitos mais infectados do que os casos conhecidos.

O que me parece desmedido é os números, quando comparados com outros (quais outros???), e a desmedida histeria que se tem visto à volta desta situação. Numa era da informação e tecnologia, há muita ingenuidade.

A DGSpublicou um vídeo que ajuda bastante, que podem ver aqui: https://youtu.be/MJmWJyWywIU

. Evitar o contacto direto com pessoas doentes. Dizem que a distância de segurança é de 1m, por isso nada de abraços nem beijinhos.
. Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com mãos não lavadas;

'Evitar o contacto com pessoas doentes.' A dita cuja esquece-se é de explicar como é que se evita o contacto com pessoas infectadas se estas acham tudo uma histeria e não tomam nenhuma precaução, nem sequer deixar de viajar para sítios com epidemias.

O contágio está provado que não é apenas através dos espirros, tosse ou fala direta (menos de 1m de distância, dificilmente alguém projeta “gafanhotos” a mais de 1m!), mas também pode ocorrer através de superfícies para onde a pessoa infetada tenha espirrado, ou tocado com as mãos depois de espirrar para as mãos, por exemplo.

Ainda diz que a propagação se pode fazer por tocar em superfícies onde uma pessoa infectada tenha tocado.

Ora se a pessoa infectada anda por aí a viajar na boa sem precauções é normal que a espalhe. Sem histerias nenhumas. Silenciosamente.

O uso da máscara apenas se houver sintomas respiratórios (para evitar uma possível transmissão a terceiros) 


Pois, para evitar transmissão a terceiros, que é o que acontece se continuar a viajar à balda sem precauções.

Se estiveres em Portugal, deves ligar à linha de Saúde24 808 24 24 24 se nos 14 dias após regressar de um país afetado sentires tosse, dificuldade em respirar ou febre igual ou superior a 38ºC.

Ou seja, se não sentires nada desses sintomas, continua a viajar na boa e não te controles.


Mesmo assim, eu quero ir viajar!

Eu penso como tu, e mantenho os meus planos de viagem. Por isso, eis as 6 dicas-chave para viajar bem-sucedido no meio de tantas contrainformações:

1. Vê com atenção todos os links abaixo! Tenta perceber não só a veracidade da informação, mas também a qualidade do conteúdo da mesma. Muitas das notícias que nos rodeiam são sensacionalistas, e tem havido uma propagação desmedida do medo à volta do assunto.

Se houverem muitas restrições de viagem para o teu destino, não vás!

Houverem... houverem??? 

Agora, se ainda falta muito tempo para a tua viagem, deixa “a poeira assentar” – a tendência é que as coisas melhorem muito em breve.


!Ninguém sabe se as coisas vão começar a melhorar ou se o pico da crise é daqui a três meses, porque o que já se sabe é que há milhares de infectados não detectados. 
Ora, pode acontecer, se as pessoas não forem imprudentes e estúpidas, que as coisas melhorem -o sol e o bom tempo se calhar ajudam-, como pode acontecer que piorem. Ninguém sabe, ao certo. 

É por isso que, para não haver epidemias, cada um tem que fazer a sua parte de ser prudente e evitar viajar, e andar em sítios com gente de sítios com muitos infectados, se não tem necessidade, porque estamos no espaço europeu, o espaço schengen e não na China que é uma ditadura onde não estão de modas: fecham a cidade e as pessoas em casa à maneira dos cercos da idade média de maneira que ninguém de lá saia e possa infectar outros de fora, nem ninguém de fora entre e saia de lá infectado.

Este artigo parece-me mesmo imbecil.  Uma coisa é não criar alarmismo, outra é dizer que isto não é nada e não passa de histeria e aconselhar a que se continue a viajar sem pensar nos outros.

Por exemplo, pode ler aqui:

What You Can Do Right Now About the Coronavirus

Preventing the spread of an outbreak requires a massive global effort, but here are steps everyone can take.
Over the past week, the number of confirmed cases of coronavirus infection in the U.S. has more than doubled. It’s become apparent that previous numbers were low, in part, because we weren’t testing people for it. We now know that there has been ongoing community spread, but to what extent is unclear.

Everyone can help in the effort to prevent this from happening. Unlike many global-health issues that depend on orchestration at the highest levels of government, individual behaviors matter in an immediate sense. The demographic most likely to survive an infection—the young and healthy—may need to pay the closest attention to preventive measures. These are the people who will spread the disease while believing that they just have a cold. They can infect the elderly, or people who have chronic diseases or immune conditions, who are less likely to survive.