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October 13, 2026

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October 01, 2026

"A guerra contra a realidade"



A guerra trans contra a realidade


Os activistas trans apregoam ruidosamente uma falsa mitologia da vitimização; na realidade, é mais provável que as pessoas trans matem do que sejam mortas.

By TERF TIMES
(Agradecimentos à revista The Critic, onde este artigo foi publicado pela primeira vez.)

É mais provável que as pessoas transgénero matem ou sejam mortas? Esta é a questão sobre a qual o sociólogo Professor Michael Biggs se debruçou ao observar uma vigília no centro de Oxford. 

Em Março de 2024, viu cerca de 50 estudantes reunidos em frente à Radcliffe Camera da Universidade a lamentar a morte de uma desconhecida que tinha morrido a milhares de quilómetros de distância. Nunca tinham conhecido Nex Benedict, uma jovem de 16 anos do Oklahoma que tinha posto fim à própria vida. Ainda assim, acenderam velas, depositaram flores e recitaram poemas, convencidos de que estavam a homenagear uma vítima da transfobia institucional.

Se Benedict não se tivesse identificado como não-binária, o seu suicídio teria sido encarado como uma tragédia local. Em vez disso, foi apresentado como uma consequência do bullying contra pessoas trans, com base apenas no facto de ter estado envolvida numa luta com algumas raparigas na escola nesse dia.

Em todos os Estados Unidos, mais de 350 organizações e figuras públicas assinaram uma carta na qual acusavam políticos republicanos de “fomentarem uma cultura de violência e ódio contra a comunidade 2SLGBTQI+”, que teria conduzido à sua morte. A quatro mil milhas de distância, a copresidente da campanha LGBTQ+ da Oxford Student Union foi ainda mais longe, declarando que Benedict tinha sido “assassinada por ser trans”.

O Professor Biggs ficou impressionado com a dissonância e a desonestidade. Um suicídio ocorrido noutro continente foi transformado num caso de violência política. No entanto, um homicídio real ocorrido na mesma cidade, cometido por um membro da “comunidade queer”, não suscitou poemas sentidamente recitados nem flores.

A vulnerabilidade trans tornou-se uma obsessão

Dias antes, num tribunal situado a menos de meia milha de distância, Scarlet Blake, um homem que se identificava como mulher trans, tinha sido condenado por homicídio. Tinha também transmitido em directo imagens em que torturava um gato. 

Seguindo orientações destinadas a evitar ofensas, a BBC referiu inicialmente o homicida como sendo uma mulher.

Biggs afirma que começou a pensar que “a perspectiva progressista que vê as pessoas transgénero apenas como vítimas precisa de ser examinada” e decidiu investigar a proporção entre vítimas e autores de homicídio transgénero na Grã-Bretanha. Como as comparações estatísticas entre proporções são difíceis, sobretudo quando os números são reduzidos, trabalhou com o Dr. Ace North, do Departamento de Biologia da Universidade de Oxford.

O Dr. North decidiu colaborar depois de ter reparado que, no seu local de trabalho, era constantemente reforçada a ideia de que as pessoas transgénero eram frequentemente vítimas — uma afirmação que “despertou a minha curiosidade em testar a exactidão das alegações que lhe estavam subjacentes”. 

Para ter em conta a incerteza resultante das pequenas dimensões das amostras, os investigadores aplicaram um modelo estatístico para estimar um intervalo para a verdadeira proporção entre vítimas e autores de homicídio neste grupo. “Descobrimos”, afirma North, “que os homens que se identificavam como trans eram mais frequentemente autores do que vítimas de homicídio durante o período estudado [2000–2025].”

No total, registaram-se 11 vítimas trans e 19 trans autores de homicídio — ou 14, se excluirmos aqueles que só começaram a identificar-se como trans depois de serem presos. Das 11 vítimas, apenas o homicídio amplamente noticiado, em 2023, da adolescente Brianna Ghey envolveu uma agressora do sexo feminino; as restantes vítimas foram todas mortas por homens. 

Nenhuma mulher que se identificasse como trans foi assassinada durante o mesmo período. Tal como acontece na população em geral, os homens tinham maior probabilidade tanto de serem mortos como de matar. North explica: 
Chegámos, assim, a uma conclusão que desafia directamente a narrativa da vitimização: as mulheres trans [homens biológicos] seguem um padrão de violência tipicamente masculino.
Quanto às vítimas de homicídio, pelo menos quatro estavam envolvidas na prostituição, três das quais foram assassinadas por clientes. Outras duas foram mortas por homens que tinham conhecido online e uma por outro homem que se identificava como trans.

Nada disto diminui a dor sentida pelas famílias e pelos entes queridos das vítimas de homicídio. Mas é incorreto sugerir que morreram por causa da transfobia ou que a identificação como trans aumenta o risco de ser assassinado.

Os investigadores descobriram que isso não se reflectia na cobertura mediática. A BBC, em particular, publicou mais de quatro vezes mais artigos sobre vítimas transgénero do que sobre autores de homicídios, “contribuindo para a perceção de uma vulnerabilidade excpecional”.

No entanto, a percepção persistente da vulnerabilidade transgénero tornou-se uma obsessão que envolve desde produtores de televisão a políticos. Tem até o seu próprio calendário de luto, um ciclo de queixas que passa pelo Dia Internacional da Visibilidade Trans (31 de Março), pelo Dia dos Pronomes (21 de Outubro), pela Semana da Consciencialização Transgénero (13–19 de Novembro) e pelo mês sagrado do Orgulho (Junho).

Ao longo da última década, os municípios têm hasteado solenemente as suas bandeiras trans por ocasião do Dia Internacional da Memória Transgénero (20 de Novembro). O mayor de Londres, Sadiq Khan, tem sido particularmente assíduo na demonstração da sua solidariedade para com a comunidade trans, tendo anunciado nas redes sociais, em 2023: 
No Dia Internacional da Memória Transgénero, honramos as vidas ceifadas por crimes de ódio contra pessoas trans.
Felizmente, são extremamente poucas as mortes de britânicos que há para assinalar. A mensagem transmitida ao público, porém, sugere o contrário. 

Nas escolas, as crianças aprendem que os homens que se vestiam de mulher e eram prostitutas toxicodependentes Sylvia Rivera e Marsha P. Johnson foram pioneiras activistas transgénero que lideraram os motins de Stonewall. Não há escapatória nem mesmo fora das instituições. Nos últimos 18 meses, o Fourth Plinth, em Trafalgar Square, tem exibido um cubo composto por 726 máscaras mortuárias fictícias de pessoas trans e não-binárias. A artista, Teresa Margolles, afirma que a sua obra chama a atenção para a vulnerabilidade da comunidade trans.

O activismo transgénero dominante assumiu agora características próprias de um culto da morte. Em manifestações, são agitadas faixas que apelam ao armamento das “crianças trans” e desfilam-se guilhotinas falsas. 

Os opositores ideológicos, sobretudo J. K. Rowling, são ameaçados com violência. Entretanto, o grupo militante de ação directa Bash Back! tem levado a cabo uma campanha de intimidação, pirateando websites e vandalizando edifícios, afirmando: 
Todos os nossos alvos têm sangue nas mãos. Recusamo-nos a deixá-los lavá-lo em paz. Bem-vindos a uma nova era de fúria trans.
Grupos como o Trans Kids Deserve Better escrevem palavras de ordem em caixões de cartão e organizam die-ins[protestos em que os participantes se deitam no chão, fingindo estar mortos]. 

Tornou-se habitual acusar os políticos que se opõem à prescrição de bloqueadores da puberdade de “matarem crianças trans”. Uma investigação anterior de Biggs, publicada na revista científica com revisão por pares Archives of Sexual Behavior, mostrou que não existem provas robustas de que interromper a puberdade reduza a ideação suicida. Mas as evidências não convenceram os jovens activistas.

As palavras de Elliot (Riz) Possnett sintetizam este fervor maniqueísta e apocalíptico. Na Radcliffe Camera, em Oxford, Possnett — que, em 2023, tinha anteriormente colado o corpo ao chão da sala de debates da Oxford Union, enquanto vestia uma camisola com a frase no more dead trans kids, em protesto contra a visita da Professora Kathleen Stock — leu um poema que declarava:
Vou viver por despeito. [O cuidado queer] é a coragem de amar e ser amado, é a sabedoria de permanecer vigilante. Estejam preparados para lutar pela vossa vida.
Felizmente, o “despeito” da estudante de Oxford, oriunda do ensino privado, parece mantê-la de perfeita saúde.

Apesar de serem tão seguidistas quanto qualquer outro grupo, estas activistas acreditam sinceramente — ou querem acreditar — que estão em risco e que, consequentemente, têm de travar uma guerra unilateral contra a realidade e contra todos os que nela habitam. Desde celebridades que desfilam com camisolas com a frase “protejam as crianças trans” até políticos que, vergonhosamente, invocaram o espectro do Holocausto, a mensagem tem sido incessante: o mundo exterior odeia-vos e quer-vos mortos.

Grupos como a Stonewall reforçaram esta narrativa, alertando para o facto de as pessoas trans enfrentarem “níveis profundos de discriminação e crimes de ódio”. No seu conjunto, isto produz uma visão do mundo em que a discordância política comum é reinterpretada como um perigo existencial e a própria realidade passa a ser algo contra o qual se deve resistir, em vez de algo com que se deve lidar. Como qualquer fã de banda desenhada sabe, só se é um verdadeiro super-herói depois de encontrar um arqui-inimigo.

Perante tudo isto, é difícil não sentir um ligeiro sentimento de simpatia por estes estudantes desconfortavelmente confortáveis, ansiosos por encontrar uma causa. Não serão recrutados para uma guerra, nem é provável que enfrentem a morte durante o parto. O progresso social fez às campanhas pelos direitos civis o mesmo que as viagens baratas e a massificação do ensino universitário fizeram ao gap year: fronteiras que outrora eram remotas ressoam agora com o clamor de jovens mochileiros da classe média.

O mito da vulnerabilidade trans vai, porém, muito mais fundo do que a procura juvenil de uma causa, as figuras públicas pouco inteligentes ou a astuta mudança de estratégia dos grupos de pressão, que passaram da defesa dos direitos dos homossexuais para a ideologia trans. 

Para alguns homens que se identificam como mulheres, a crença na sua própria vulnerabilidade faz parte da sua identidade e é central para o seu fetiche.

Passe algum tempo nos recantos mais lúgubres da internet e o desejo de ser vulnerável será colocado diante dos seus olhos. A pornografia de “sissificação” ou “feminização forçada” assenta na carga erótica da humilhação e da submissão, em que os homens são tornados vulneráveis ao serem tratados como “mulheres”. E, no imaginário pornográfico, as mulheres são objetos sexuais destinados ao uso masculino.

As vítimas imaginárias são santificadas e a violência real é ignorada.

Conteúdos relacionados com pessoas trans são extremamente populares. No ano passado, “trans” foi a segunda categoria mais vista no Pornhub. Alguns utilizadores intensivos acabam por se compreender a si próprios através dos conteúdos que consomem, chegando eventualmente a incorporá-los. 

Dado que a vulnerabilidade é central para a identidade destes homens enquanto mulheres, é natural que reajam com extrema hostilidade quando alguém ousa contradizer a sua crença na própria vitimização.

Sobretudo nos Estados Unidos, e como já foi abordado nestas páginas [Um fetiche que deu origem a um homicídio, novembro de 2025], está a emergir um padrão de autores de tiroteios em escolas que se identificam como trans e são consumidores compulsivos de pornografia. Os autores destes crimes estiveram imersos numa mistura nociva de ressentimento e sentimento de direito sexual.

Na Grã-Bretanha, os números oficiais são impressionantes. Dos 245 reclusos do sexo masculino que, em 2024, se identificavam como mulheres trans ou não-binários, 151 estavam condenados por crimes sexuais — cerca de 62%. Entre os reclusos do sexo masculino em geral, a proporção é mais próxima dos 20%. Entre as mulheres, situa-se entre 1% e 3%.

Dos cerca de 50 reclusos do sexo feminino que se identificavam como homens, sabe-se que menos de cinco tinham condenações por crimes sexuais. Em comparação, o número de reclusos do sexo masculino que se identificam como mulheres cresceu o suficiente para que uma ala separada da HMP Downview, integrada no sistema prisional feminino, seja utilizada para os alojar.

Enquanto investigava este artigo, mais um homem que se identifica como mulher foi acusado de homicídio. Aurin Makepeace esfaqueou o seu companheiro, Steven Rothwell, deixando-o morrer. Num comunicado, o CPS [Crown Prosecution Service] referiu-se a Makepeace utilizando pronomes femininos, de acordo com as suas orientações, que instruem os procuradores a utilizar o “género afirmado” pelo arguido. Mesmo no caso dos criminosos mais violentos, as autoridades públicas distorcem a linguagem para proteger uma minoria aparentemente frágil de ser magoada pelas palavras.

Desde a vigília à luz de velas em Oxford até ao tribunal, prevalece a mesma distorção. As vítimas imaginárias são santificadas e a violência real é ignorada. A narrativa da vulnerabilidade trans é protegida porque demasiada credibilidade profissional e institucional depende da manutenção deste desequilíbrio.

Como concluem Biggs e North no seu estudo: “Se a dimensão da violência fatal sofrida por pessoas transgénero na Grã-Bretanha for considerada uma epidemia, então o mesmo epíteto se aplica à violência fatal infligida por pessoas transgénero.”

Professor Michael Biggs expressou o seu agradecimento aos colaboradores anónimos do transcrimeuk.com, cujos dados se revelaram valiosos para a sua investigação.


September 28, 2026

Em Inglaterra as mulheres estão a des-sindicalizar-se do sindicato dos enfermeiros



Devido ao sindicato sindicar a favor de homens retirarem direitos às mulheres se disserem que são mulheres e é esse o seu desejo. No célebre caso do médico que invadia o balneário das mulheres dizendo que se sentia mulher e que foi denunciado por uma enfermeira, o sindicato pôs-se do lado do homem e, mesmo depois de terem perdido o caso no Supremo e ter sido proferido que os homens não são, sexualmente, mulheres, e não podem entrar em espaços exclusivamente femininos, continuam a advogar pelos homens contra as mulheres que representa.


Morgwn Davies

Em resposta a @labourunionsuk

Após 43 anos como membro e tendo sido uma representante sénior muito activa do pessoal no Serviço Nacional de Saúde (NHS), acabei por me demitir do meu sindicato, o Unite, devido à sua recusa em respeitar os direitos das mulheres.

 

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Sou contra terapias de conversão mas a terapia de conversão mais violenta e criminosa de todas é aquela que convence uma criança ou adolescente que está no corpo errado e que para ficar bem no corpo certo tem de mutilar-se, deixar de falar aos aos pais, à família, aos amigos e adoptar novas relações sociais com psiquiatras, médicos que o enchem de medicamentos perigosos ou até pornógrafos e pedófilos. Ao pé destas terapias de conversão, as conversas e rezas são histórias da carochinha.


Tenho a certeza que, se tivesse nascido nesta época andavam pessoas a convencer-me que estava no corpo errado. Em criança era aquilo que se chama maria-rapaz, só gostava de brincadeiras consideradas de rapaz; na escola, enquanto as minhas colegas faziam bolos nas aulas de trabalhos oficiciais eu trabalhava num torno de madeira na oficina dos rapazes, porque gostava muito de trabalhar a madeira. Em minha casa nunca houve bonecas, nem casinhas nem essas coisas. Havia livros e jogos de tabuleiro e, de resto, andávamos à solta, nos anos em que vivemos no campo. Eu e uma das minhas irmãs saíamos de casa de galochas logo de manhã e andávamos quilómetros à solta, subíamos às arvores altas para ver quem conseguia ir mais alto, entrávamos na ribeira e apanhávamos cobras para levar para as aulas de ciências. Íamos para a barragem pescar achigãs. As nossas brincadeiras eram sempre para ver quem era mais forte ou quem tinha mais coragem. 
Lembro-me de achar injusto certas profissões, de que gostava, serem só para rapazes. Tenho a certeza que, se tivesse nascido nesta época andavam pessoas a estragar-me a vida a tentar convencer-me que estava no corpo errado. (Embora com o meu feitio, é provável que os mandasse passear.) 

Muitos rapazes e raparigas crianças e adolescentes que a certa altura se sentem desconfortáveis com o corpo ou percebem que se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo ou que apenas se comportam de um modo que não corresponde ao seu estereótipo, acabam por mutilar-se e ficar com problemas mentais para a vida por causa do assédio de ideólogos trans, muito deles na fronteira com a mentalidade pedofila: médicos, psiquiatras, etc. que forçam as crianças a escolhas sexuais em idades em que a sexualidade é algo difuso e internalizado e adolescentes em idades de experimentação identitária.

Uma mulher iniciou um movimento

 

Este mulher foi barrada de um ginásio por se queixar contra a presença de um homem nos balneários a espreitar mulheres a despirem-se. De cada vez que se queixa de isso acontecer, que é todos os dias, é assediada pela segurança que protege os pervertidos. Agora iniciou um movimento de protesto e pressão para reverter as leis que retiraram segurança às raparigas e mulheres para permitir que pervertidos tenham o seu dia de gratificação sexual nos espaços das mulheres.

As mulheres têm de juntar-se e fazer grupos de pressão e grupos de vigilância. Uns para fazer mudar estas leis misóginas contra as mulheres e outros para impedir que raparigas e mulheres sejam ameaçadas, assediadas e violadas nos seus espaços por pervertidos que dizem ser mulheres.




 

«O género feminino é real e corresponde ao sexo, a feminilidade é irreal e corresponde ao género social»

 

Inclusão ou submissão?

 

Se a vossa versão de «inclusão» exige que eu negue a realidade biológica, isso não é inclusão. É uma exigência de submissão. Declino. 

-Alex

 

Usar miúdos como cobaias



Perguntei ao INFARMED o que sabe sobre o uso de bloqueadores e hormonas em crianças e adolescentes.

BLOQUEADORES E HORMONAS EM MENORES: O QUE DIZ O INFARMED 

Francisca Silva Zacarias 
Directora da Genspect Portugal 

Portugal está a discutir no Parlamento se menores com incongruência ou disforia de género devem poder receber bloqueadores da puberdade - substâncias que suprimem a produção de hormonas sexuais e que são também utilizadas na castração química de ofensores sexuais - e hormonas do sexo oposto.
Há projetos de lei, pareceres, médicos a defender estas intervenções e médicos a pedir a sua restrição. Há associações que as apresentam como cuidados de saúde indispensáveis e outras que questionam a qualidade da evidência que as sustenta.
No meio de toda esta discussão, resolvi fazer uma pergunta bastante mais elementar: o que sabe o Infarmed sobre a utilização destes medicamentos em menores portugueses para esta finalidade?
Em junho, ao abrigo da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos, pedi ao Infarmed os documentos que tivesse na sua posse relativos à utilização, em menores, de análogos da GnRH — os chamados bloqueadores da puberdade —, testosterona e estradiol no contexto da incongruência ou disforia de género. Depois de uma queixa à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos por falta de resposta dentro do prazo, o Infarmed respondeu. E a resposta merece atenção.
O Infarmed informou que não existem medicamentos autorizados em Portugal com indicação específica para incongruência ou disforia de género e que, por esse motivo, não dispõe de pareceres técnicos de avaliação desses medicamentos para essa indicação.
Informou ainda que não foram concedidas autorizações de utilização especial para doentes específicos para esta finalidade.
Mais importante: o Infarmed declarou que não elaborou relatórios de farmacovigilância, relatórios ou notas de segurança, nem outros documentos administrativos específicos sobre a utilização destes medicamentos em menores neste contexto. E também não emitiu orientações clínicas sobre a matéria, remetendo essa competência para a Direção-Geral da Saúde.
A pergunta que se impõe: quando medicamentos são utilizados em menores para uma indicação não autorizada, numa área clínica onde a própria Ordem dos Médicos reconhece limitações importantes na evidência disponível, onde está a avaliação sistemática portuguesa dessa utilização? O Infarmed não a tem.
Isto torna-se ainda mais relevante quando olhamos para aquilo que sabemos sobre a prática clínica portuguesa.
No parecer enviado ao Parlamento, a Ordem dos Médicos refere que, em 2025, existiam 120 adolescentes sob tratamento farmacológico nas três unidades consideradas: 41 recebiam análogos da GnRH, 50 terapêutica hormonal isolada e 29 terapêutica combinada. Portanto, não estamos perante uma discussão hipotética. Há adolescentes portugueses a receber estes medicamentos. No entanto, saber que são 120 não resolve o problema.
Um comentário crítico posteriormente subscrito por 52 médicos chamou precisamente a atenção para aquilo que esses números não nos dizem. O levantamento é agregado. Não fornece, entre outros elementos, a distribuição por idade e sexo, o estádio pubertário, os critérios de indicação terapêutica, as comorbilidades, a duração da avaliação antes do tratamento, os eventos adversos, as descontinuações, o arrependimento ou os resultados clínicos. Como esses médicos resumem de forma bastante simples, contar casos não equivale a avaliar qualidade clínica.
E há ainda outra razão para termos cuidado com estes números. Os 120 casos referem-se aos adolescentes sob tratamento farmacológico em três unidades públicas. Isso não significa necessariamente que correspondam à totalidade da exposição a estas substâncias em Portugal. Ficaram a faltar as restantes unidades públicas não contempladas, além das unidades privadas que também prescrevem estes fármacos. E mais, já existem estudos portugueses que mostram que o percurso real das pessoas que procuram estes tratamentos nem sempre começa dentro dos serviços formais de saúde.
Num estudo português publicado em 2022, realizado numa consulta especializada e envolvendo 114 pessoas com disforia de género, 13,2% encontravam-se automedicadas no momento da primeira consulta. Os autores referiram explicitamente uma proporção elevada de automedicação e indicaram a internet e o mercado paralelo como fontes dos medicamentos.
Um estudo posterior sobre terapêutica hormonal em adultos trans em Portugal encontrou novamente este fenómeno. Entre 142 participantes, 8,5% afirmaram ter obtido inicialmente a terapêutica hormonal sem receita médica; entre os participantes em terapêutica feminizante, a proporção ascendia a 22%. O mesmo estudo encontrou dificuldades importantes no acesso aos cuidados e concluiu que um número relevante de participantes obtinha medicação sem consultar profissionais de saúde.
Estes estudos são sobre populações adultas e não permitem afirmar que adolescentes portugueses estejam a automedicar-se nas mesmas proporções. Mas demonstram uma coisa que não podemos ignorar: em Portugal existe utilização de hormonas relacionada com transição fora dos percursos clínicos formais, como já foi, até, noticiado pelo The Guardian (https://www.theguardian.com/.../cross-sex-hormones...).
Este tema está longe de ser esclarecido. A própria Ordem dos Médicos reconhece no seu parecer que a evidência científica relativa às intervenções médicas em adolescentes com incongruência ou disforia de género tem limitações metodológicas, que a evidência relativa aos benefícios psicológicos dos bloqueadores permanece limitada e de baixa certeza e que a literatura sobre terapêutica hormonal em adolescentes é metodologicamente limitada. Perante elevada certeza de benefício, poderíamos discutir quanto escrutínio adicional seria proporcional. Perante baixa certeza, a conclusão deveria ser precisamente a inversa. precisamos de saber mais sobre aquilo que estamos a fazer:
Quem são os adolescentes tratados em Portugal? Qual a idade de início? Qual o diagnóstico? Que comorbilidades apresentam? Quanto tempo são avaliados antes de iniciar tratamento? Quantos passam dos bloqueadores para hormonas sexuais? Quantos interrompem? Que efeitos adversos são registados? Que acontece à saúde mental? Que acontece à saúde óssea? Como é avaliada a função sexual e reprodutiva a longo prazo? Que resultados justificam considerar a intervenção bem-sucedida? E quantos jovens poderão estar a obter estas substâncias fora das unidades que aparecem nas estatísticas oficiais?
Estas não são perguntas ideológicas. São perguntas de farmacovigilância, medicina baseada na evidência e saúde pública. É precisamente por isso que a Genspect Portugal vai continuar a fazê-las.
https://observador.pt/.../bloqueadores-e-hormonas-em.../

September 21, 2026

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É por isto que há desportos femininos separados dos masculinos em muitas modalidades

 

Uma rapariga que se atire contra um rapaz de 1.80m, um atleta, portanto, já com aquela envergadura de corpo própria dos atletas, a disputar uma bola, corre risco de lesões muito sérias ou risco de vida. As pessoas que obrigam raparigas a competir com rapazes, a ter de despir-se em frente de rapazes e a partilhar celas com homens deviam ir presas porque põem em risco as raparigas e mulheres e fazem-no plenamente conscientes dos riscos.

September 16, 2026

Escolher o conhecimento científico fundamentado em vez de validar ideologias

 

September 07, 2026

Os trans homens biológicos, aliados a outros misóginos estão em guerra contra as mulheres

 

Está a decorrer uma batalha ideológica sobre o significado do género e do ser feminino e isso tem consequências no mundo real. Alguns dos activistas mais veementes que exigem que as mulheres aceitem novas definições de si mesmas são homens, apoiados por aliados que, com demasiada frequência, tratam a dissidência como intolerância e os limites como ódio. Quando a intimidação, as ameaças ou a apologia da violência entram nessa discussão, os homens de consciência não devem ficar de braços cruzados e deixar as mulheres sozinhas na defesa dos seus direitos baseados no género.

Uma mulher não precisa de um prefixo ideológico. «Cis» é um rótulo político imposto às mulheres para abrir espaço aos homens dentro da categoria feminina. Tenham muito cuidado quando as pessoas começarem a alterar a linguagem, porque assim que controlarem a definição de «mulher», começarão também a controlar quais os direitos que pertencem às mulheres.

«Não se pode proteger o que não se consegue definir»...


 

Testemunhos


Prisha Mosley🦎

Quem me dera poder recuperar o tempo que perdi com a transição. Grande parte da minha juventude e da minha vida foi desperdiçada a obcecar-me com o meu género, os meus pronomes e a medicalização. Gostaria imenso de ter passado esses anos a aprender uma competência, ou mesmo apenas um passatempo que valesse a pena. Não tenho nada para mostrar, a não ser os vestígios físicos que restaram do meu estado de doença mental. Que desperdício de tempo e de saúde.

 

Alguém consegue dar sentido a isto?

 

Os trans alegam não ter nenhuma patologia, mas: precisam urgentemente de intervenções médicas, cirurgias, medicamentos agressivos psiquiátricos e de acompanhamento psiquiátrico para a vida.

Os homens que se dizem sentir-se mulheres alegam que a mulher não existe e é o que cada um quiser, mas: moldam o seu corpo e os seus comportamentos tendo as mulheres como modelo.

Os trans afirmam que o sexo não existe, mas para mudar de género: fazem cirurgias para mudar de sexo e ficarem parecidos às pessoas do sexo oposto.

Os trans homens que dizem sentir-se mulheres afirmam que não têm transtorno mental, mas: se não entrarem nos balneários ou casas-de-banho das mulheres e se não puderem ver raparigas a despir-se ou despirem-se eles diante delas ficam traumatizados, com doenças mentais e até suicidas.

Os médicos e ideólogos trans dizem que é normal desejar ser castrado, desejar destruir os orgão sexuais, cortar as mamas, etc. e deve ser totalmente apoiado, logo desde a infância, mas: a psiquiatria define esses desejos e comportamentos como doenças e transtornos mentais - apotemnofilia, síndrome de Klingsor, Síndrome Skóptica, etc.

Os trans homens que dizem sentir-se mulheres pedem às mulheres que abdiquem da sua segurança para os incluir mas: eles não abdicam das suas exigências de submissão de mulheres, apesar de só querem viver em paz. 

Os trans homens que dizem sentir-se mulheres só querem ser aceites e viver em paz mas: se as mulheres (e os homens) discordarem da sua auto-percepção e não os validarem exigem o seu castigo social e às vezes até judiciário.

Os trans homens que dizem sentir-se mulheres só querem viver em paz, mas: se as lésbicas não se submeterem e não disserem publicamente que os homens podem ser lésbicas têm de ser castigadas e se não quiserem dormir com eles, têm de ser condenadas por transfobia.

Os trans homens que dizem sentir-se mulheres só querem ser incluídos mas: agora os desportos femininos têm mulheres, homens que dizem ser mulheres e mulheres que dizem ser homens. Se os homens que dizem ser mulheres são incluídos nas equipas de mulheres, porque razão as mulheres que dizem ser homens não são automaticamente incluídas nas equipas de homens...? As equipas de homens só têm homens, as das mulheres têm tudo o que cada um quiser e qualquer dia também têm teranos.

Trans homens que dizem sentir-se mulheres, que toda a vida fantasiaram com dar de mamar a bebés como gratificação sexual (provavelmente enquanto se masturbavam), agora realizam a sua fantasia de usar bebés como instrumentos sexuais, com o apoio de autoridades públicas.

Homens que têm fetiche de mamas grandes agora dizem que são mulheres, fazem cirurgias para pôr mamas grandes (para poderem apalpar-se enquanto se masturbam?) e exigem que todos validem o seu fetiche.

Estas são as pessoas que as escolas chamam para ler às crianças, para dar conselhos a crianças e adolescentes e para educarem as mulheres na ideologia certa da submissão e que abdiquem dos seus direitos para se sentirem confortáveis na exploração dos seus fetiches.


As escolas deviam ser lugares de segurança

 

September 01, 2026

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«As mulheres interiorizaram a misoginia ao ponto de o conforto do homem ter prioridade sobre a segurança da mulher.
Esta é a coisa mais absurda que já me aconteceu na vida, o facto de as mulheres serem agora um sentimento.»

August 27, 2026

Coisas que se fazem «lá fora»


Colin Wright
@SwipeWright

🚨 ÚLTIMA HORA: O nosso novo relatório do HHS — «Onde a clínica se encontra com o movimento: será que a ideologia de género alimenta a psicologia autoritária de esquerda?» — acaba de ser publicado!

Durante décadas, a investigação psicológica analisou a oposição à ideologia trans através da lente do preconceito e do autoritarismo de direita. Nós fizemos a pergunta inversa, que tem sido conspicuamente negligenciada:

Que traços psicológicos caracterizam aqueles que mais fortemente defendem normas de afirmação de género?

Num estudo pré-registado com 1208 adultos norte-americanos, desenvolvemos uma Escala de Afirmação Clínica de Género (CGAS), utilizando posições retiradas directamente das orientações emitidas pela APA, pela American Psychiatric Association, pela WPATH e pela American Academy of Pediatrics.

Os nossos resultados surpreenderam-nos.

A adesão aos princípios dominantes da «afirmação de género» estava fortemente associada ao autoritarismo de esquerda (LWA) e ao apoio à violência política.

Tanto o LWA como a adesão às normas clínicas de afirmação de género estavam associados a uma maior justificação do assassínio de Charlie Kirk, Donald Trump e Brian Thompson, bem como do incêndio criminoso de edifícios do ICE, da destruição da propriedade de pessoas ricas e da violência contra a polícia.

Estas relações permaneceram estatisticamente significativas mesmo depois de controlada a identidade política.

A aceitação da ideologia de género parece, assim, reforçar atitudes autoritárias e o apoio à violência política.

Do nosso relatório:
«Em conjunto, estes resultados apoiam a tese central do artigo: a ideologia de género pode funcionar como um “acelerador” ideológico, dizendo à psicologia autoritária de esquerda quem é o inimigo, porque é que a situação é urgente e — naqueles que já estão predispostos a recorrer à força — que a violência é legítima.»
Acreditamos que a ideologia de género institucionalizada pode funcionar como uma espécie de «pacote de conteúdos» ideológico para pessoas já predispostas ao autoritarismo de esquerda. 

Ajuda a identificar os opressores, cria um sentimento de urgência moral e fornece uma justificação para tomar medidas coercivas contra quem se opõe.

Este é apenas o primeiro de uma série de relatórios do HHS em que estamos a trabalhar, numa colaboração entre investigadores do Network Contagion Research Institute (NCRI), da Rutgers University e do Manhattan Institute.

Fiquem atentos para mais. Leiam o primeiro relatório do HHS na ligação abaixo:
🔗https://opa.hhs.gov/adolescent-health/gender-dysphoria/gender-ideology-and-left-wing-authoritarianism