October 19, 2020

Picture this





Imagine-se que os ateus formavam um grupo organizado, à maneira das religiões, para combater o obscurantismo religioso. Imagine-se que consideravam as expressões de reverência a Deus, bem como os símbolos e rituais extremamente ofensivos à sua liberdade de crença ateia e exigiam a abolição do discurso religioso, dos símbolos e, em última análise, a morte dos obscurantistas como meio de erradicar o obscurantismo. O que diríamos? Que esse grupo era constituído por fanáticos perigosos e, não passaria pela cabeça de ninguém dizer, 'é preciso não confundir o grupo com indivíduos que o constituem e devemos dar-lhes toda a liberdade e evitar falar em Deus ou usar expressões religiosas para não os ofender.'
Pois, seria loucura, mas é essa loucura que tem sido fomentada relativamente ao discurso fanático e violento da religião muçulmana.
Porque é que os muçulmanos todos de França não estão na rua a repudiar o sucedido e a exigir mudanças? Se calhar porque um grande número considera que o assassino, com o seu acto, teve entrada directa no céu. Como é que se resolve um problema que tem por base estas crenças?


« L’erreur du fanatisme religieux est de se croire propriétaire de Dieu »

Le frère dominicain Adrien Candiard, spécialiste de théologie musulmane, juge qu’il est erroné de lutter contre le fanatisme en le considérant « comme une déviance sociale ou psychologique », et non pas comme une « erreur religieuse ».

Problema do dia

 




Uma pessoa convence-se do que quer e isso tem influência no bem-estar



 Durante  a fase de diagnóstico da minha doença tive que fazer muitos exames médicos para saber da tipologia e extensão da doença. Um dos exames médicos que fiz foi uma ressonância à cabeça porque em 25% a 40% dos casos de cancro no pulmão eles migram para a cabeça. Foram duas semanas, até saber o resultado, de uma ansiedade extrema, vinda directamente do medo disto já ter ido para a cabeça. Arranjei uma estratégia psicológica de me convencer a mim mesma que não havia possibilidade de aquilo acontecer, para me acalmar. Depois, quando a médica me disse o resultado da ressonância, eu disse-lhe que aquelas duas semanas tinham sido um inferno. Então ela disse-me, 'olhe, eu não lhe disse nada, claro, porque tínhamos que esperar pelo resultado do exame para saber ao certo, mas eu já sabia que não tinha acontecido e digo-lhe até que a si, isso nunca vai acontecer'. Estas palavras dela contribuíram mais para o meu bem-estar que 100 tratamentos, porque me disseram o que queria ouvir e acreditar.

Hoje por exemplo, é dia de passar uma tarde no hospital e conhecer um médico novo... tenho que fazer uma auto-hipnose e ir ouvir a música da 'playlist de conhecer médicos novos'. Sim, sim, é uma playlist que fiz e uso muito nestes últimos anos. Uma pessoa convence-se do que quer e isso influencia o bem-estar.


Reiki Can’t Possibly Work. So Why Does It?

The energy therapy is now available in many hospitals. What its ascendance says about shifts in how American patients and doctors think about health care.









Na Tunisia um procurador público defendeu o acto do islamita de decapitar o professor francês

 


Para quem pensa que estes actos são de terroristas tresloucados, pois não são. A religião islâmica encontra virtude na extrema violência.

Tunisian MP probed for allegedly glorifying beheading of French teacher

Rached Khiari took to Facebook to defend the decapitation of a history teacher who showed caricatures of the Prophet Mohammed in class. The politician's comments sparked fierce criticism as well as praise.


"As pedagogias modernas santificaram a voz dos ignorantes enquanto contestavam o papel dos professores"







October 18, 2020

Random

 


Diz a lenda que as libelinhas têm um par extra de asas para que os anjos possam voar no seu dorso. Há muita poesia nos mitos e lendas.


Calopteryx splendens by Carlo Galliani Wildlife Photographer


Well

 

The best things in life are clichés. (author?)

Os clichés são as coisas mais difíceis de atingir. É preciso descascar muita cebola. 


Deambulações - acerca de ensinar

 


Ensinar é um bocadinho como ser actor num filme, com a diferença que na aula os espectadores intervêm o tempo todo e influenciam a cena. Mas é um bocadinho como ser actor: uma pessoa tem uma história para contar, que é a matéria que tem de leccionar e tem um tempo para o fazer o que obriga a estrutura e economia. Tal como num filme, onde os actores para representarem 10 minutos de filme tiveram, muitas vezes, que fazer uma pesquisa de meses, também nas aulas, para os 90 minutos que os alunos experienciam há anos de leituras, de aprendizagem empírica, de formações, de reflexão, ajustamentos, informação, recolecção constante de material que encontramos na internet e na vida.

Um professor, penso, tem que ir para uma aula preparado com um plano A e um plano B, mas também inspirado. A inspiração não é uma luz que se espera que apareça. Não. A inspiração trabalha-se. É preciso buscá-la activamente e alimentá-la diariamente, porque nos dias em que vamos desinspirados para as aulas, o que acontece às vezes, a experiência é péssima e incómoda: os olhos e as caras dos alunos são um espelho onde se vê a verdade. 

Onde é que um professor se inspira? Na vida, nas pessoas à sua volta, nos pensamentos dos outros, nas figuras do passado, na vida rotineira e na inspiradora dos outros, no caos do mundo e na sua beleza e ordem; na ciência e na poesia e na reflexão sobre essas coisas todas. Temos que estar embebidos nessa espécie de bolha de milhentas cores para poder abri-la para outros. 

Um professor tem que ter flexibilidade para encaixar imprevistos - que os há sempre nas relações humanas-, nomeadamente os que decorrem de estarmos dentro de uma sala com 30 adolescentes emocionais. Se os alunos estão emocionalmente perturbados não conseguem estar no momento e aprender, de modo que um professor tem de ser uma almofada de absorção de choques com devolução de validação, limites e tranquilidade. O que não é fácil.

Ontem, na acção de formação, a formadora pediu-nos que identificássemos ideias automáticas recorrentes negativas relativamente ao trabalho, pois um professor que também não tem as suas emoções geridas não consegue ter um ambiente de trabalho equilibrado e próprio para a aprendizagem. De uma longa lista que ela forneceu só tenho uma, que tem que ver com culpabilização, mas não a considero negativa. É o que é.

Lembro-me de todos os casos de alunos difíceis [no sentido de complexos e muito introvertidos e não no sentido de agressivos ou ordinários] em que falhei redondamente e isso parece-me que vem de me culpabilizar, mas não vejo como poderia ser de outro modo, porque os miúdos, sendo miúdos e não estando conscientes dos processos que os põem em certos bloqueio não têm recursos para agir de maneira diferente. Uma pessoa aprende com os erros, mas são erros e não penso que seja negativo considerá-los como tal. 

Ensinar é também ser um advogado de defesa do tema que estamos a ensinar: seja uma ideia, um autor ou assunto. Da mesma maneira que um actor representa qualquer papel e em cada personagem que encarna, mesmo que seja um assassino, tem que compreender as razões do personagem se não a representação não é credível. Nas aulas é a mesma coisa. É preciso ser a ideia, o conceito, o assunto ou o autor. É preciso pensar na maneira de abordar um tema, ou um conceito complexo. Exemplos e questões provocadoras. Pequenos filmes, histórias. Preparo uma aula de maneira que se vê que houve preparação mas parece tudo sair naturalmente com espaço para criação. Nem sempre se consegue, mas é nesse nível simultâneo de concentração e fluidez que se dão as melhores aulas.

Ensinar é fazer do caos um cosmos.


Bach - St Matthew Passion BWV 244 - Van Veldhoven | Netherlands Bach Society




Livros gratuitos - Platão, Fédon X (continuação)

 


Agrada-me a proposta, como não?

XXV – Agora o de que precisamos, falou Sócrates, é perguntar a nós mesmo mais ou menos o seguinte: Com que coisas é natural semelhante processo de dispersão, com quais devemos ter medo de que isso aconteça, e com quais não devemos? [apenas o corpo se decompõe ou a alma também?] De seguida, teremos de examinar a qual das classes pertence a alma, para daí concluirmos se precisamos alegrar- nos ou temer do que venha a acontecer com a nossa. [haverá alguma coisa na alma que indique a sua natureza é diferente da do corpo?]

É muito certo, disse.

E não é verdade que as coisas, artificial ou naturalmente compostas [literalmente constituídas por partes] é que devem acabar por dispersar-se nos elementos originais que o compunham? E o inverso: se algum simples existe, sem composição, não será a única coisa que não passa por esse processo de dissociação?

Acho que é assim mesmo, observou Cebete.

E também não é certo que há muita probalidade de não serem compostas as coisas que sempre se mantêm no mesmo estado e nunca se alteram, [que não estão sujeitas ao devir] como serão compostas as que ora se apresentam de uma forma, ora de outra, e mudam a cada instante?

É também o que eu penso.

Então, prosseguiu, retomemos o tema de nossa discussão anterior. Aquela ideia ou essência a que em nossas perguntas e respostas atribuímos a verdadeira existência, conserva-se sempre a mesma e de igual modo, ou ora é de uma forma, ora de outra? O Igual em si, o Belo em sim, todas as coisas em si mesmas, o Ser, [por oposição à aparência] admitem qualquer alteração? Ou cada uma dessas realidades, uniformes e existentes por si mesmas, não se comportará sempre da mesma forma, sem jamais admitir de nenhum jeito a menor alteração? [fala de verdades absolutas, não relativas]

Forçosamente, Sócrates, falou Cebete, sempre permanecerá a mesma e do mesmo jeito.

E com relação à multiplicidade das coisas belas: homens, cavalos, vestes e tudo o mais da mesma natureza, que ou são iguais ou belas e recebem a própria designação daquelas realidades: conservam-se sempre idênticas ou, diferentemente das essências, não são jamais idênticas, nem com relação às outras nem, por assim dizer, consigo mesmas? [portanto, as coisas belas, na sua materialidade composta, mudam, mas o Belo que as faz belas, é sempre o mesmo Belo;  o mais e menos belo diz-se com referência a um Belo absoluto - e quem diz das coisas belas diz das outras - o cavalo morre e com ele a sua beleza mas a Ideia de beleza mantê-se]

Isso, justamente, Sócrates, é o que se observa, respondeu Cebete, nunca se conservam as mesmas.

E não é certo também que todas essas coisas se podem ver e tocar ou perceber por intermédio de qualquer outro sentido, ao passo que as essências, que se conservam sempre iguais a si mesmas, só podem ser apreendidas pelo raciocínio, por serem todas elas invisíveis e estarem fora do alcance da visão? [o concreto, visível e o abstracto, pensável]

O que dizes, observou, é a pura verdade.

XXVI – Achas, então, perguntou, que podemos admitir duas espécies de coisas: umas visíveis e outras invisíveis?

[a realidade tem um plano lógico e um sensível e ele há-de concluir que a alma não é do plano sensível]

Podemos, respondeu.

Sendo que as invisíveis são sempre idênticas a si mesmas, e as visíveis, o contrário disso?

Admitamos também esse ponto, respondeu.

Então, prossigamos, uma parte de nós mesmos não é corpo, e a outra não é alma?

Sem dúvida, falou.

E com qual daquelas classes diremos que o corpo é mais conforme e tem mais afinidade?

Para todo o mundo é evidente que é com a das coisas visíveis.

E com relação à alma? É visível, ou será invisível?

Pelo menos para o homem, não o será, Sócrates, respondeu.

Mas, quando falamos do que é ou não é visível, é sempre com vista à natureza humana. Ou achas que seja com relação a outra?

Não; é com a natureza humana, mesmo.

E a alma? Que diremos dela: poderemos vê-la ou não?

Não podemos.

Logo, é invisível.

Certo.

Sendo assim, a alma é mais conforme à espécie invisível do que o corpo, e este mais à visível.

De toda a necessidade, Sócrates.

XXVII – Mas também dissemos há alguns instantes, que quando a alma se serve do corpo para considerar alguma coisa por intermédio da vista ou do ouvido, ou por qualquer outro sentido – pois considerar seja o que for por meio dos sentidos é fazê-lo por intermédio do corpo – é arrastada por ele para o que nunca se conserva no mesmo estado, passando a divagar e a perturbar-se, e ficando tomada de vertigens, como se estivesse embriagada, pelo facto de entrar em contato com tais coisas? [o contacto com o corpo e os sentidos afasta a alma da sua natureza e atira-a para o erro e a confusão]

Sim, dissemos isso mesmo.

E o contrário disso: quando ela examina sozinha alguma coisa, volta-se para o que é puro, sempiterno, e que sempre se comporta do mesmo modo, e por lhe ter afinidade, vive com ele enquanto permanecer consigo mesma e lhe for permitido, deixando, assim, de divagar e pondo-se como relação com o que é sempre igual e imutável, por esta em contato com ele. A esse estado, justamente, é que damos o nome de pensamento. ['conhece-te a ti mesmo' por meio da introspecção]

Tudo isso, Sócrates, é verdadeiro e foi muito bem enunciado.

(continua)


Elucidativo

 



Master of disguise

 


Estou a ficar paranóica... só pode ser, porque agora vejo o leopardo numa data de árvores e, pior, parece-me que o leopardo, sendo mestre da camuflagem pensa que os outros também são. Porque raio, se escrevo tudo com o meu nome e dou a cara pelas coisas, haveria de querer alguma coisa anónima? De estar aqui fechada há tantos meses comecei a ficar paranóica... não vejo outra explicação. 




É preciso fazermos-nos objectos de outros sujeitos. Uma ilustradora mostra um caminho

 


Esta mão de orangotango, podia ser humana. A dificuldade de imaginarmo-nos como natureza é que nos trouxe aqui. A ilustradora georgiana, Ana Miminoshvili, desenha uma natureza antropomórfica que nos olha e interroga. É uma excelente maneira de introduzir as crianças na natureza e habituá-las a verem-se como objectos de outros sujeitos observantes em vez de sujeitos dominantes. 

Os antigos, ainda agora a reler Platão o vejo, viam um parentesco entre todos os seres da natureza, de tal maneira que uma pessoa, ao morrer, podia encarnar num qualquer animal. Os deuses transformavam-se e transformavam outros em animais, plantas e até em matéria inorgânica, o que mostra uma visão inclusiva do Ser. Essa visão perdeu-se.

Nós, humanos, somos agora um tumor da natureza. Num corpo saudável, as células saudáveis estão contidas dentro dos seus limites bem definidos, não os ultrapassam e não incomodam as vizinhas, nem lhes sabotam o trabalho ou impedem a vida. As células tumorais, pelo contrário, saem dos seus limites naturais, com uma espécie de patas alongadas (daí o nome de cancer) e começam a invadir as vizinhas, matando tudo. Quando são muito agressivas e afoitas até usam as estradas de sangue para saltar para países mais longínquos que são outros orgãos e começar aí outra colónia de destruição.

Se imaginarmos a totalidade da vida como uma enorme árvore com milhões de ramos, cada um com milhões de outros ramos e em todos eles folhas, botões, flores e frutos diferentes, nós humanos somos uma dessas ramificações que floresceu de um determinado modo. Se fossemos saudáveis, continuávamos a crescer nesse ramo sem incomodar o resto da árvore, mas não somos. Somos um tumor. Até aquela qualidade -a inteligência- que devia servir de macrófago, isto é, de célula destruidora de destruidores, dadas as suas vantagens naturais, se transformou, tal como nos tumores num inimigo interior que se vira contra a própria árvore que a sustém, numa desorientação irracional. E já invadimos e apodrecemos ramos inteiros até à morte. Como estamos numa ponta da árvore, nesta analogia, quando apodrecermos o tronco e as raízes, desaparecemos com eles. Tal como o tumor que vai destruindo até à sua própria destruição, que acontece com a morte do hospedeiro. 

Ora, os cancros têm ligação com comportamentos negativos, nossos ou dos nossos antepassados. No caso do poder destruidor do homem o comportamento negativo é a competição agressiva. Uma competição, não de superação mas de aniquilamento do outro que nos é injectada desde a nascença como um veneno para o qual não há antídoto. É só vermos a linguagem dos governantes: ser o melhor, destruir os outros, ter mais dinheiro que todos, ser uma super-potência, etc.

Portanto, somos hóspedes e estamos a matar o hospedeiro. 

É necessário vermo-nos na natureza como uma extremidade duma grande árvore que já estremece. Isso tem que fazer-se desde a infância, já que os nossos governantes, os homens das armas e os grandes milionários e bilionários, têm mostrado ser completamente incapazes de fazer uma revisão racional, encarar a sua responsabilidade e dar passos concretos para uma mudança de crescimento em vez de morte.

Esta ilustradora mostra um caminho. É isso que vejo nestas ilustrações.


A mão de um jovem orangotango. Fotografia de Jessie Williams (2017)






Ilustrações de Ana Miminoshvili de Tbilisi, Georgia.













Freedom decline

 




Tome lá um abanão senhor Costa

 


Isolarei - artificialmente! - uma das variáveis - a pobreza. O Relatório cita a OCDE, que afirma "ser Portugal um dos países desenvolvidos onde é mais difícil sair da situação de pobreza - pode demorar até cinco gerações para que as crianças pertencentes a uma família que esteja na base da distribuição de rendimentos consigam um salário médio". (Tal previsão casa bem com a que temos lido nos jornais, só daqui a cem anos falecerá a desigualdade salarial entre homens e mulheres).

Júlio Machado Vaz


October 17, 2020

Des-escrevo-me

 




🌿Äṅïṁë ṗëṛṡïë

Do livro da minha mãe

 


A minha mãe, que sentia muito o Pessoa, ofereceu-me este livro que toda a vida vi à sua cabeceira. Está muito usado já, mas eu cuido dele com carinho. Ofereceu-mo porque sabia que eu tinha uma relação com os livros e, muito particularmente, tinha fome de certo tipo de autores, como este poeta. Aliás, deu-me também as obras completas de Dostoievsky porque me viu lê-las de fio a pavio aí aos 16 anos. Mas isso é outra história. Esta edição da Aguilar é do ano do meu nascimento, o que para mim tem significado, mesmo sabendo que é uma coincidência. Sartre é que falava disso de nós escolhermos pequenas coisas para dar relevância de modo a fazermos uma narrativa ao nosso gosto. Aceito. Não faz mal. Ela deu-me este livro no início do Outono de 1999, aí uns seis meses antes de morrer. Disse-me que estava na hora de passar o livro e queria que eu ficasse com ele. Isso também é outra história, mas difícil de contar. O livro vinha com santinhos a marcar as páginas dos poemas (um dos santinhos é da minha 1ª comunhão) em que ela mais se via, calculo eu. Ainda lá estão todos, não tirei nenhum do sítio, nem digo a ninguém que isso parece-me uma violação de privacidade. Também já comecei a marcar.

Outro dia falava com a minha irmã. A minha mãe teve uma vida difícil, sobretudo depois de ficar viúva com 7 filhos todos a estudar. Devíamos ter dito mais vezes -muitas vezes- que percebíamos o valor e força dela. Lembro-me de discutir um dia com ela nesses anos e ser mesmo estúpida. Enfim... a vida, o que tem de pior é também o que tem de melhor: de repente, do nada, acontecem as coisas mais extraordinárias que nem imaginávamos ou conhecemos pessoas extraordinárias que nem sabíamos que existiam. Tudo se perde num dia mas tudo também se pode ganhar num dia.

Estes poemas mais abaixo foram escolhidos ao acaso.









“É difícil gostar de quem nos abandona”

 


Foi para isto que quiseram a TAP?


Autarca do Porto volta a criticar TAP: “É difícil gostar de quem nos abandona”

Isto é assim, sim

 




😁