July 23, 2020
O primeiro-ministro britânico
Isto é só rir... pagamos a esta gente toda, mais aos filhos, primos, cão, gato, amantes e papagaio...
Para Paulo Morais, o caso das pessoas a trabalhar na sede do PSD que são pagas pelo respectivo Grupo Parlamentar configura, "pelo menos, a prática de crime de prevaricação".
"Se se verificar que a situação é comum a outros partidos, trata-se de um escândalo", opina Paulo Morais ao aludir a casos semelhantes ocorridos, por exemplo, em França, onde houve condenações.
Numa peça publicada em 2018, a SÁBADO alude a assessores partidários pagos pela Assembleia da República, fazendo notar que o assunto é transversal a (quase) todas as forças políticas com representação no hemiciclo de S. Bento.
Pelos vistos o acordo de Bruxelas não é tão bom como o pintam e também nisso nos mentiram
EM DIRETO | Parlamento Europeu ameaça chumbar proposta orçamental de Bruxelas.
O Parlamento Europeu disse, esta quinta-feira, que a proposta orçamental para apoiar os países europeus a recuperar da crise provocada pelo aparecimento da covid-19, alcançado pelos 27 líderes do Conselho Europeu, pode vir a ser chumbada caso não seja "melhorada".
Numa resolução que foi esta quinta-feira a votos, o Conselho Europeu concluiu que os riscos dos "cortes" previstos na proposta aprovada em Bruxelas são grandes e que os líderes devem alcançar um acordo "mais satisfatório" senão este será recusado "na sua forma atual".
Os deputados salazarentos dos dois maiores partidos envergonham-nos
O Salazar deixou mais escola no país do que lhe dão crédito.
Também arranjaram maneira de alterar o número de assinaturas exigido numa petição para que a mesma seja debatida em plenário da AR. Até agora eram 4000, a partir de agora 10000. Tudo o que limite a participação dos cidadãos na vida democrática é o que aprovam.
Fim dos debates quinzenais foi aprovado mas dividiu PS
Assunto dividiu a bancada do PS: 28 deputados votaram contra e cinco abstiveram-se. No PSD, sete votaram contra.
E por falar em banqueiros e suas alforrecas
Vale a pena ler este artigo porque tudo o que diz é verdade.
Em Portugal há muito zelo na perseguição de jornalistas. Já os que desviam centenas de milhares de milhões e dão verdadeiras facadas no povo escapam quase todos por entre os pingos da chuva. Sendo certo que tem de haver muita, mas mesmo muita alforreca, como ele lhes chamava, mais muitos outros comparsas de crime, também é certo que se não aproveitamos agora para limpar a casa de gelatinóides invertebrados, não temos futuro como país, a não ser que haja outra revolução. Não sou a favor de revoluções mas ultimamente cada vez ouço mais pessoas dizer que a corrupção está demasiado petrificada e já só se resolve com uma revolução. Espero que não.
Link do artigo (a imagem não é minha)
Por falar em doenças: notícias absolutamente extraordinárias
O sofrimento (e a morte precoce) que isto vai poupar a centenas de milhões de pessoas nem consigo explicar. Estes são os meus primeiros heróis. Iniciativas destas é que merecem fundos, louvores e incentivos, não os banqueiros e suas alforrecas.
Desenvolvido teste que deteta cancro anos antes dos primeiros sintomas
Equipa diz que o teste conseguiu detetar cancros a desenvolverem-se quatro anos antes de qualquer sintoma se manifestar e de outros diagnósticos apontarem a existência da doença.
Os testes, que foram batizados "PanSeer", baseiam-se numa análise da metilação do ADN - uma modificação química - através de uma amostra de sangue.
De acordo com o estudo publicado na revista científica Nature Communications, o teste ao sangue é capaz de detetar cancro em 95% dos assintomáticos que posteriormente desenvolvem um diagnóstico.
Cinco tipos de cancro podem ser detetados preventivamente através deste teste. Os cancro em questão são cancro do estômago, do esófago, colorretal, dos pulmões e do fígado.
Parece-me que está na altura dos sindicatos tomarem outro tipo de iniciativas
A Fenprof escreve este protesto acerca da intenção do governo em abrir as escolas à Trump (sem nenhuma segurança a não ser usar máscaras, quando mil vezes já a DGS disse que a máscara sozinha sem distância física não protege e que até dá uma sensação de falsa segurança), mas depois vêm apelar a manifestações? Tudo ao molho como no 1º de Maio, com autocarros apinhados de gente? Isto não tem ponta por onde se pegue.
Acho bem que os sindicatos tenham iniciativas para impedir este comportamento de Trump dos nossos governantes. Por exemplo, leio em blogs e já várias pessoas me disserem que o secretário de Estado anda a dizer que as pessoas de grupos de risco, como é o meu caso, no próximo ano que ponham baixa. Tenho esperança que isto sejam falsas notícias, porque isso seria dizer que nos vão discriminar e tirar direitos laborais.
O código do trabalho é muito claro quando diz que o trabalhador com atestado de incapacidade superior a 60% não pode perder o direito ao trabalho e que cabe ao empregador, que neste caso é o Estado, criar condições para que possa trabalhar (a não ser que não o possa de modo nenhum), sendo que não o fazer é considerado uma contra-ordenação grave ou muito grave. As condições passam por várias medidas possíveis, consoante os casos, desde adaptar o local de trabalho, as condições de trabalho ou o horário de trabalho.
Nem me passa pela cabeça que para o ano que vem me descriminem por ordem do governo, contrariando a lei. Como se não bastasse já a doença, as idas constantes a médicos, os exames médicos, o cansaço, o sorvedouro de dinheiro todos os meses, ainda teria cortes no salário e seria discriminada como se a doença fosse uma mancha ou um pecado pela qual devo ser castigada, eu e os outros que estão na mesma situação que eu.
Estou a contar que isto sejam fake news, mas estou também a contar que os sindicatos, sindiquem a favor dos professores, a tempo, e não com manifestações que contrariam todas as normas de segurança... de modo a podermos ir trabalhar com risco mínimo.
Toda a gente quer trabalhar na escola, mas queremos fazê-lo com segurança e não ao deus-dará e ao cada um que se desenrasque e se não gosta vá-se embora.
“Professores não vão ser carne para Covid.” Fenprof anuncia protesto para 5 de outubro
O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof) anunciou, esta terça-feira, a convocação de um protesto nacional no dia 05 de outubro, sublinhando que as ações reivindicativas “não podem aliviar”.
Referindo que o protesto se realiza na data em que se assinala do Dia Mundial do Professor, Mário Nogueira defendeu que os docentes devem sair à rua, em particular porque dias depois, em 10 de outubro, o executivo entregará o Orçamento do Estado para 2021.
Em declarações à TSF, Mário Nogueira garantiu que “é completamente irresponsável a forma como [o Ministério da Educação] está a organizar o regresso às aulas no início do próximo ano letivo”. Assim, os docentes “exigem que sejam tomadas medidas que ao nível da gestão de espaços, de horários, da utilização de máscaras que garantam segurança e confiança aos professores e às famílias”.
O líder da Fenprof lembrou que no dia 18 de maio abriram as escolas secundárias para alguns alunos e, mesmo assim, houve escolas encerradas, mesmo com “número de alunos reduzidos porque os grupos foram partidos, com distanciamento de alunos, com jovens que têm mobilidade bem menor do que no 1.º ciclo, porque são mais velhos”.
“Queremos [saber se] a DGS, que tem sido rigorosa nas condições de funcionamento dos espetáculos, espaços fechado, valida as orientações que o Ministério está a dar para estes espaços fechados – que são as salas de aula – onde vão estar muitas pessoas”, solicitou.
“Não sei o que querem do 1º ciclo, mas há uma coisa que os professores não vão ser: carne para Covid”, atirou.
A propósito da citação anterior
Acho que fizeram muito bem e os argumentos do direito à liberdade religiosa estão atrás do direito a todas as pessoas serem iguais em direitos e dignidade perante a lei, independentemente do sexo, raça, género, religião, território jurídico, etc.
Aliás, quem lê os primeiros artigos da Carta dos Direitos Humanos, percebe que consagram a liberdade e a dignidade da pessoa humana acima e à frente dos outros. Quando a prática da religião retira direitos humanos às pessoas é preciso mudar essa prática e não anular os direitos das pessoas.
Permitir o uso de burcas é o mesmo que permitir que andem vestidos com as fardas castanhas e a braçadeira nazi: ambos são os símbolos que certos grupos sociais escolheram para expressar publicamente a diferença que defendem haver em direitos e dignidade de uns seres humanos relativamente a outros, sendo apenas que os nazis o faziam em relação a grupos étnicos e a religião muçulmana o faz em relação ao sexo, mas o princípio é o mesmo.
Estado alemão proíbe burcas e véus islâmicos na escola
Governo de Baden-Württemberg afirma que vestuário não faz parte de uma sociedade livre.
O governo de Baden-Württemberg baniu o uso de burcas e véus islâmicos a todas as raparigas que estudam nas escolas primárias e secundárias daquele estado federado do sul da Alemanha.
A decisão, tomada esta terça-feira, segue-se à que já tinha sido anteriormente tomada em relação às professoras. O primeiro-ministro do estado de Baden-Württemberg, disse que era raro as estudantes usarem burcas, mas que era necessária uma proibição para casos excecionais.
Citação deste dia
"As feministas são o único grupo que se torna mais radical à medida que vão avançando na idade e isso acontece porque se tornam mais conscientes dos prejuízos que lhes causaram os preconceitos e discriminação que fazem delas cidadãs de 2ª categoria, sem os mesmo direitos e oportunidades que os homens."
ouvido agora mesmo numa entrevista à BBC a propósito do caso Epstein, da acusação a Ghislaine Maxwell e do envolvimento do príncipe André de Inglaterra, por Women’s rights attorney Gloria Allred, a heroine to many women, also has been called an opportunist, a media hound and more.
Do not live half a life
“Do not love half lovers
Do not entertain half friends
Do not indulge in works of the half talented
Do not live half a life
and do not die a half death
If you choose silence, then be silent
When you speak, do so until you are finished
Do not silence yourself to say something
And do not speak to be silent”
― Half A Life by Khalil Gibran
Art credit: https://www.behance.net/ nelsgon
July 22, 2020
Communication is the key
Be kind to everything that lives 💞🐿 pic.twitter.com/UIpSuoEf8X
— Sari☮Zaki (@Sari_Friends) July 21, 2020
Covid-19 - pôr as coisas em perspectiva
De facto, o perigo está em os ingleses virem para cá... dito isto, face a estes dados, o governo ter deixado que se criasse a impressão que a doença está descontrolada no país foi uma enorme falha política. Grande mesmo.
Acerca do chumbos dos dois miúdos
A senhora Julie engana-se quando diz que os pais é quem escolhe o que os alunos aprendem e que as escolas só ajudam os pais a educar. A disciplina de Cidadania é obrigatória, como o é o Português e a Matemática e é por isso que os alunos em questão não podiam ter decidido não ir às aulas pois, por essa ordem de ideias, cada aluno escolhe a disciplina que lhe apetece ter ou não ter, o que obviamente não pode ser sob pena de não haver educação pública. Então assuma-se isso e cada família que contrate os seus professores para as disciplinas que entender. Agora, enquanto houver uma educação pública haverá sempre disciplinas obrigatórias.
Também se engana a senhora Julie quando diz em Portugal, ao contrário do que se faz nos EUA os alunos são obrigados e endoutrinados nas disciplina de religião e filosofia. Nenhum aluno é obrigado e ter aulas de religião (basta dizer que não querem no acto da matrícula) e a disciplina de filosofia tem um programa que é o oposto de endoutrinar. Não são os professores ou a escola que endoutrinam: este secretário de Estado é que se pensa o grande mentor do povo e não sabe governar sem endoutrinar e desvirtuar os processos da escola pública.
Outra questão é o comportamento do secretário de Estado que diz não ter responsabilidade no chumbo dos alunos por isso ser da responsabilidade do conselho de turma. Ora, como todos sabemos, este secretário de Estado não é forte em cumprir a legislação - no ano da greve de professores, quando defendia que devia ser proibido os professores fazerem greve, mandou que os directores se sobrepusessem às decisões dos conselhos de turma, o que, de facto, desobedece à lei e, com isso, criou um precedente segundo o qual um diretor de uma escola pode, sem dar explicações a ninguém, mudar notas do conselho de turma, o que é ilegal, mas já foi feito às suas ordens.
Este comportamento do secretário de Estado é um péssimo exemplo de cidadania, a tal disciplina no centro da polémica, mas o senhor em questão é um autoritário -já o demonstrou várias vezes no passado- que se assumiu o papel de endoutrinador e pastor do povo escolar, sem respeito, nem por professores, nem pela lei, nem por pontos de vista diferentes do seu, como é o caso dos destes pais.
Por outro lado, não me parece prudente o que os pais fizeram de mandar os filhos faltar às aulas, nem me parece um bom exemplo pedagógico. Se estão em desacordo com a disciplina e os seus conteúdos, em vez de barrarem os conteúdos aos filhos, numa atitude de 'burka mental', seria melhor que tivessem mostrado aos filhos a sua perspectiva a partir de uma crítica daquela que aprendem na escola. Em alternativa podiam ter desencadeado iniciativas para tornar esta disciplina opcional. Isto a senhora Julie não percebeu: são os pais que estão a endoutrinar os filhos ao impedi-los de ouvir perspectivas diferentes das suas.
Dito isto, é evidente que o secretário de Estado não devia ter mandado chumbar os miúdos que são bons alunos, ainda por cima, mas devia ter dado um exemplo de boa cidadania encontrando um compromisso com os pais, o que era muito fácil: os alunos passavam de ano mas teriam de ir assistir a umas aulas de cidadania no ano seguinte. O certo é que a sua 'solução' de vingança dos pais, por serem contra a sua disciplina coqueluche, prejudica os alunos, em primeiro lugar. Ora, a escola deve atender, em primeiro lugar, ao interesse dos alunos e não aos seus, só por ser uma pessoa com poder.
O senhor secretário de Estado abusou do seu poder de uma maneira que não lhe fica bem, pois hoje em dia um aluno, por sua vontade, passa com todas as disciplinas negativas, se for preciso, mas depois chumba por não ter ido às aulas de cidadania? Esse furúnculo que ele mandou despoticamente que se introduzisse na escola sem nenhuma vantagem pedagógica?
A questão é que ninguém levanta um dedo quando os políticos do ME aparecem com as suas reformazinhas, mesmo que estraguem ou prejudiquem o que se fazia bem. Este senhor mais o triste do ministro que anda a reboque dele, andam a estragar os currículos escolares há anos, com as aprendizagens essenciais e com estas disciplinas que servem para nada. Ninguém diz nada. E isso é que está mal.
Há uma 'escola' que defende que os pais não deviam ser tidos nem achados na educação dos filhos porque ignoram o que é ensinar, como se ensina e que o que deve ser ensinado. Isto é, vê os alunos como 'filhos do país' a serem educados para servir o país, o que faz lembrar certas doutrinas socialistas e nacionais-socialistas. O secretário, certamente, faz parte dessa escola. Tenho colegas que defendem esta perspectiva, que me parece duma enorme arrogância. Depois há a oposta que defende exactamente o contrário: que os pais é que educam e escolhem o que os filhos devem aprender, como se os filhos fossem sua propriedade privada, o que me parece de uma enorme cegueira provinciana. Uns e outros são endoutrinadores sem respeito pela individualidade das crianças e jovens e pelo seu direito à auto-determinação.
Alunos de Quadro de Honra chumbados
Alunos de Quadro de Honra chumbados
Julie Machado
Por que razão dois alunos naturais de Famalicão, ambos com média de 5 valores, foram chumbados não um, mas dois anos escolares? Por um despacho assinado pelo secretário de Estado da Educação.
Então por que razão dois alunos naturais de Famalicão, no Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, no 9º e 7º anos, foram chumbados não um, mas dois anos escolares? Por que é que, se são ambos alunos com média de 5 valores, do Quadro de Honra e participantes vencedores de múltiplas Olimpíadas educativas, são obrigados a repetir toda a matéria, são colocados em turmas com alunos dois anos mais novos e terão de ficar com este chumbo de dois anos no seu currículo escolar?
Simplesmente porque não frequentaram uma disciplina, recentemente criada (ano lectivo 2018/2019) chamada Cidadania e Desenvolvimento (CD), pois os seus pais usaram um direito garantido na Constituição, que é a objeção de consciência.
O Ministério de Educação emitiu um despacho assinado pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, onde anula a decisão de os terem passado o ano passado, e os retêm neste ano escolar. Sendo assim, os dois alunos deveriam repetir dois anos escolares, desta vez, claro, frequentando a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.
Quem, afinal, tem mais poder de decisão na educação das crianças: os pais ou o Estado? É uma pergunta que se tem repetido ao longo dos tempos e que continua a dividir a esfera política.
Citou o Artigo 36 da Constituição Portuguesa que diz que “os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos.” Alguns dos tópicos da disciplina Cidadania e Desenvolvimento são igualdade de género, interculturalidade, sexualidade e media e estes pertencem mais à responsabilidade educativa da família e não do Estado, especialmente se a ideologia do Estado não está em sintonia com a da família. Aliás, a escola está para ajudar a família no que for preciso para a educação (procura da Verdade) das crianças, e não para ultrapassar os seus limites e coagir pelo medo à frequência duma disciplina que vai contra a consciência dos pais. A Constituição determina que incumbe ao Estado, para proteção da família, cooperar com os pais na educação dos seus filhos (Artigo 67 da Constituição Portuguesa).
Neste contexto, gostaria de referir que frequentei a escola pública desde a primária até ao 12º ano na Califórnia, nos Estados Unidos da América. Recordo-me perfeitamente não de um, mas de muitíssimos alunos que não frequentavam as aulas que continham conteúdos semelhantes aos lecionados nesta disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Eram alunos que provinham de ascendências diversas e religiões diversas, embora a maioria fosse cristã. Nem os alunos nem os pais eram ostracizados. Eram respeitados na sua diferença. Era um procedimento simples: os pais assinavam um formulário e os alunos não frequentavam a aula. Não se iniciava uma guerra fria pior do que a do século passado contra os pais. Até nas outras disciplinas, como ciência ou filosofia, o professor tinha cuidado para não interferir com a liberdade de pensamento individual dos alunos e respetivas famílias.
Em Portugal, a situação é diferente. Artur Mesquita Guimarães é dos poucos pais (ou único?), que usa um direito imprescindível e essencial para a liberdade de todos que é a objeção de consciência. Artur Mesquita Guimarães é dos poucos que escreve cartas ao secretário de Estado, ao Primeiro Ministro e ao Presidente da Republica a denunciar a sua situação e a dos seus filhos perante a escola, ao usar este direito.
Este é um repto a todos os pais, para que estejam a par do que é lecionado nas disciplinas obrigatórias dos seus filhos e para que exerçam os seus direitos como educadores primários.
Simplesmente porque não frequentaram uma disciplina, recentemente criada (ano lectivo 2018/2019) chamada Cidadania e Desenvolvimento (CD), pois os seus pais usaram um direito garantido na Constituição, que é a objeção de consciência.
O Ministério de Educação emitiu um despacho assinado pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, onde anula a decisão de os terem passado o ano passado, e os retêm neste ano escolar. Sendo assim, os dois alunos deveriam repetir dois anos escolares, desta vez, claro, frequentando a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.
Quem, afinal, tem mais poder de decisão na educação das crianças: os pais ou o Estado? É uma pergunta que se tem repetido ao longo dos tempos e que continua a dividir a esfera política.
Citou o Artigo 36 da Constituição Portuguesa que diz que “os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos.” Alguns dos tópicos da disciplina Cidadania e Desenvolvimento são igualdade de género, interculturalidade, sexualidade e media e estes pertencem mais à responsabilidade educativa da família e não do Estado, especialmente se a ideologia do Estado não está em sintonia com a da família. Aliás, a escola está para ajudar a família no que for preciso para a educação (procura da Verdade) das crianças, e não para ultrapassar os seus limites e coagir pelo medo à frequência duma disciplina que vai contra a consciência dos pais. A Constituição determina que incumbe ao Estado, para proteção da família, cooperar com os pais na educação dos seus filhos (Artigo 67 da Constituição Portuguesa).
Neste contexto, gostaria de referir que frequentei a escola pública desde a primária até ao 12º ano na Califórnia, nos Estados Unidos da América. Recordo-me perfeitamente não de um, mas de muitíssimos alunos que não frequentavam as aulas que continham conteúdos semelhantes aos lecionados nesta disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Eram alunos que provinham de ascendências diversas e religiões diversas, embora a maioria fosse cristã. Nem os alunos nem os pais eram ostracizados. Eram respeitados na sua diferença. Era um procedimento simples: os pais assinavam um formulário e os alunos não frequentavam a aula. Não se iniciava uma guerra fria pior do que a do século passado contra os pais. Até nas outras disciplinas, como ciência ou filosofia, o professor tinha cuidado para não interferir com a liberdade de pensamento individual dos alunos e respetivas famílias.
Deambulações - da nostalgia a Rothko, passando pelo 'metal' e a descoberta de um pintor
Um tema que anda a ocupar em permanência uma das windows abertas na minha mente é o da nostalgia, mais propriamente, como se pode ter nostalgia de sítios, tempos, realidades, situações que nunca tivemos, isto pressupondo -embora sem certezas, aliás com muitas interrogações- que a nostalgia é diferente da saudade, em que esta é a falta do que já se teve e a nostalgia é a falta do que nunca se teve ou terá, como aparece bem retratado nas pinturas chamadas, muitas vezes, 'ruínas antecipadas' de, Lorrain, Church, Hubert Robert ou Panini, por exemplo.
Hoje de manhã fui dar com um artigo acerca deste tema, mas que o aborda de um ponto de vista político, quer dizer, como os políticos se usam das distorções da memória nostálgica (o querer voltar a um tempo em que a realidade era melhor, supostamente) para fazer propaganda populista. Embora interessante, em si mesmo, não é o aspecto que a mim me interessa. Interessa-me o aspecto psicológico e filosófico do assunto.
Andava aqui a ler umas fontes que deixei abertas no computador (neste momento tenho 32 janelas abertas no pc - metade são artigos sobre este assunto - se os guardo nos marcadores nunca mais os leio) quando fui dar com esta pintura que faz lembrar as pinturas de 'ruínas antecipadas', por causa do arco mas com um elemento apocalíptico por causa do contexto diluviano:
Fui pesquisar o nome do autor e dei com a pintura seguinte, ainda mais impressionante:
Fiquei com curiosidade em ouvir a música do dito álbum. Faz bastante tempo que deixei de estar a par do que se faz nesse género de música e só ouço, e pouco, bandas que já passaram o seu tempo, por assim dizer. Bem, fui dar com o álbum destes indivíduos, muito diferente do que costuma ser a música metal.
O disco tem cerca de uma hora e meia com duas partes, 00:00, As Above e 48:03, So Below. Começa com o som de sinos e um tom de beat profundo que lhe dá a atmosfera apocalíptica, mas depois evolui para uma espécie de coro a evocar a religiosidade de monges e uma atmosfera nostálgica.
O álbum é muito longo e a evolução é tão lenta que em vez de despertar emoções, desperta um estado de consciência meditativa, tal como as pinturas de Rothko, onde parece que nada se passa. Aliás, quando penso que são pessoas que estão a tocar a música, parece-me que devem estar num estado de consciência alterada para a tocarem desta maneira etérea.
Enfim, afastei-me do tema da nostalgia (hei-de lá voltar) mas descobri um pintor e uma banda que é uma espécie de Rothko musical. Muito bons.
Alegoria de nostalgia
Meob.Bay-.Coastline of Namibia
Leituras pela manhã - acerca do papel da imaginação na extinção de memórias ameaçadoras
The current study bridges the gap between the clinic and the laboratory and, in doing so, demonstrates that a scientific interrogation of imagination’s role in fear regulation may provide novel insight into how threat memories are represented, accessed, and modified by mental action.
(...)
Nothing in the real world can be perfectly represented by the brain, but a “good enough” approximation allows one to predict and navigate their environment. Imagination is a process by which information about one’s environment can be simulated and reorganized in order to improve predictions and learn under reduced risk. Imagination, when reduced to this basic functionality, is not unique to humans. Animals demonstrate deliberation when making choices, and this deliberation is thought to be analogous to imagined simulations of possible outcomes (Redish, 2016). Moser and Moser (2011) demonstrate that the resting mouse will both “replay” past actions and “preplay” future ones in a maze task. Furthermore, Takahashi et al. (2013) show that rats imagine outcomes when inferring paths through a mechanism that requires the integration of reinforcement histories of environmental cues via the orbitofrontal cortex. The human brain, however, may use imagination to draw upon richer experiences and cognitive frameworks in order to influence memory, learning, emotion, decision making, expectations, and beliefs. In this way, imagination is a process that can inform the study of cognition and behavior in both human and non-human animals.
This investigation has strong implications for the treatment of anxiety and threat-related disorders. While the integration of imagination with exposure therapy is not new, our approach to threat simulation is. Clinical applications of imagination are not pure exposure tools: patients have expectations of recovery, they sometimes are trained to control their breath, and imagination may be combined with cognitive restructuring techniques, or other talk-based therapies (Craske et al., 2014). In this experiment, the only difference between the real and imagined extinction procedure is the existence of the external stimulus. This allowed us to directly test whether stimulus re-exposure is critical to extinction learning, or whether it can be internally simulated. We conclude that an internal simulation of a real-world experience can alter the way one responds to that situation in the future. Indeed, imagined exposures to threatening stimuli are effective in the reduction of learned threat responses and evoke a network of brain activation similar to real extinction. These novel findings bridge a long-standing gap between clinical practice and cognitive neuroscience. Once a topic reserved only for poets and philosophers, imagination is now being regarded by psychologists as an important cognitive tool for both decision-making and emotion regulation.
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