No domingo, Luís Montenegro defendeu que o país precisa de "sindicalistas com arrojo” e criticou as “estruturas que funcionam com os enquadramentos do século XX" para resolver os problemas do século XXI. -Público
No domingo, Luís Montenegro defendeu que o país precisa de "sindicalistas com arrojo” e criticou as “estruturas que funcionam com os enquadramentos do século XX" para resolver os problemas do século XXI. -Público
E onde estão os sindicatos quando fazem falta? Porque não vão ter com esses professores e põem as respectivas direcções que não respeitam a lei do trabalho em tribunal? Só se mexem para manifestações? Há uma legislação do trabalho relativamente a este assunto. Porque é que o ME, sabendo desta situação, não dá ordens às direcções para que respeitem a lei e as orientações do médico da MT? Ao não fazê-lo, são cúmplices de assédio moral e do prejuízo para a saúde desses professores.
Portanto, as suas soluções são a verdade - onde é que já ouvi isto?
Na realidade não foi só a Fenprof que não aceitou os termos do acordo. Foram 5 organizações, entre as quais, a Fenprof, o Stop e a Pró-Ordem, que levam o maior número de professores. O ME fez um acordo com o sindicato da sua família política e apresenta aos outros como assunto arrumado. Onde é que já vimos estes acordos de família política manhosos 500 vezes?
Filipe do Paulo, Presidente da PRÓ-ORDEM, um sindicato de professores, escreve uma resposta à acusação de que, no dia da manif que juntou mais de 150 mil professores, os organizadores foram embora do Terreiro do Paço antes de chegarem todos os professores.
Os governos estão tão habituados a pisar os professores através da instrumentalização dos sindicatos que já não sabem lidar com pessoas livres.
11-12-2023
fotografias da Misé
Hoje recebemos o texto do acordo que os sindicatos assinaram com o governo, em nosso nome, em 8 Janeiro de 2010. Nele pode ler-se a reestruturação da carreira, nomeadamente o fim dos professores titulares e o início dos dois impedimentos de carreira no 5º e 7º escalões. Quem quiser pode lê-lo aqui.
Não me parece que esta greve vá ter sucesso. Não por causa das manhas do ME ou das direcções, mas porque uma greve destas tem de ser bem preparada e esta não foi e porque é preciso galvanizar as pessoas para ultrapassarem a obediência aos outros sindicatos, que ainda representam a maioria dos professores - a maioria dos outros sindicatos que são uns vendidos ao poder - têm medo do STOP, ou melhor, têm medo que eles tenham sucesso onde eles mesmos não querem ter, porque é mau para as subidas de carreira e transferências para cargos apetecidos no ME, etc.
Na minha escola, para dificultar que os professores possam combinar escalas de greve não afixaram o mapa das reuniões -que é público- e enviaram um email a cada professor só com as suas reuniões... é tudo tão deprimente... o ministro, as suas manhas, o primeiro-ministro que está nestas malfeitorias de corpo e alma, os seus amanuenses, o estado da educação... já toda a gente reparou que o primeiro-ministro está a fazer uma regionalização à PS sozinho - quem precisa de referendos, quem precisa de democracia?
Os governantes, os dirigentes, tudo tão deprimente...
Os nossos sindicatos, com poucas excepções, perderam de vista estes princípios e usam-se dos cargos para saltarem para o outro lado. É de tal maneira comum que os poucos que não andam vendidos são tratados como radicais,, loucos, extremistas.
E explica a sicofância e inoperância dos sindicatos tradicionais, quando não a cumplicidade com muitas malfeitorias.
Quem é o novo SE da educação? António de Oliveira Leite. Lemos o currículo que vai recuando no tempo e lá atrás aparece, Dirigente da Fenprof... é isto... eles vão para os sindicatos como trampolim para saltar para a administração pública e acabarem no ME como dirigentes, chefes de gabinete, secretários de Estado... não admira que sejam uns servos dos governos, muitas vezes contra os professores - sempre que os governos os exigem.
Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas — Estudos Ingleses e Alemães pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Vice-Presidente do Conselho Diretivo do IEFP, IP, desde 1 de janeiro de 2020;Delegado Regional do Norte do IEFP, I. P. ,de janeiro de2016 a dezembro de 2019;Docente, membro do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano, de janeiro de 2014 a janeiro de 2016; Diretor Regional da Direção Regional de Educação do Norte, de novembro de 2009 a setembro de 2011;
Diretor Regional Adjunto da Direção Regional de Educação do Norte, de maio de 2005 a novembro
de 2009; Diretor do Centro de Formação João de Deus, no Porto, de 2002 a 2005;
Desempenhou, sucessivamente, funções de assessor da Secretária de Estado da Educação e
do Secretário de Estado da Administração Educacional do XIV Governo Constitucional, tendo sido designado para coordenar diversos grupos de trabalho, criados por despacho da tutela; Vice-Presidente do Instituto Irene Lisboa e responsável pelo respetivo Centro de Formação Norte; Dirigente da Federação Nacional dos Professores e do Sindicato dos Professores do Norte, tendo sido diretor do respetivo Centro de Formação durante oito anos; exerceu funções de professor na Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, na qual desempenhou funções de docência e de orientação educativa; é autor de diversos artigos sobre as temáticas da formação contínua e das escolas profissionais, publicados em órgãos de comunicação ligados à educação.
Sem
Intenção
Nenhuma
De
Incentivo à
Competência
Alguns
Tratantes
Ogres
Sabujos
Pequenos e
Reles comerciantes de valores que os ultrapassam
Ousam ainda
Falar
Em
Sindicância, quando já nem escondem trabalhar para
Fomentar a divisão e a desistência.
Olhem bem e
Reparem se não se parecem com
Aquele outro, de há muito tempo que
Contava
Os dinheiros,
Moedas – eram 30, se não me engano,
Com elas também estes de
Hoje
Arrasam
Com grande despudor o que
Antes
Idealizavam
Sindicar!
(publicado originalmente no Libertismo e no Sapo)