Freddie Mercury es inmortal para muestra un botón 😍❤️ pic.twitter.com/2FsXnUal7w
— Nostalgia82 (@Nostalgia822) July 5, 2026
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Aqui fica uma música para lembrar que a Europa é um conjunto de países, cada um com a sua maluqueira mas que no conjunto funciona, quando se une.
Com uma diva, o guitarrista Pablo Sainz-Villegas. Depois de tocar o Concerto e antes de um encore entrou no palco, sentou-se, tirou uma lima do bolso e pôs-se a limar as unhas... 'nunca tal houvera visto' como diz a música popular. Enfim, gostei. Achei a afinação da guitarra num tom muito baixo e fazia umas pausas demasiado grandes em certas passagens - para o meu gosto claro - mas foi bom, evidentemente e teve momentos muito emocionantes. O que ele tocou de um modo extraordinário foi o encore: a 'Jota Aragonesa'. Absolutamente extraordinário. Há uma altura em que faz um efeito a dedilhar as cordas que parece o rufar de tambores. Muito bom. O concerto foi filmado pela RTP e passou em directo no site da Gulbenkian.
Fica aqui a Gran Jota de Tárrega. A Jota é uma música popular que existe em todas as regiões de Espanha, sendo a Jota Aragonesa a mais conhecida e famosa. É cantada em zarzuelas. E na praça de touros de Valência, ao quinto touro, toda a gente a canta.
John Fogerty dos Creedence Clearwater Revival, a cantar uma música que compôs e é por demais conhecida.
No rehearsals, no warm ups, 74 year old and still sound amazing. That's talent at its best.
— Rock'n Roll of All (@rocknrollofall) February 23, 2026
Music is the closest thing we have to a time machine. pic.twitter.com/tKESjEez24
Esta voz é de Clare Torry, uma vocalista e música que improvisou esta performance emocional sobre a impressão da morte, arrancada às suas entranhas, a pedido da banda, durante a gravação desta música, The Great Gig In The Sky, no famoso estúdio de Abbey Road.
| Em latim | Em português |
| O Fortuna, | Ó Sorte, |
| Velut Luna | És como a Lua |
| Statu variabilis, | Mutável, |
| Semper crescis | Sempre aumentas |
| Aut decrescis; | Ou diminuis; |
| Vita detestabilis | A detestável vida |
| Nunc obdurat | Ora oprime |
| Et tunc curat | E ora cura |
| Ludo mentis aciem, | Para brincar com a mente; |
| Egestatem, | Miséria, |
| Potestatem | Poder, |
| Dissolvit ut glaciem. | Ela os funde como gelo. |
| Sors immanis | Sorte imensa |
| Et inanis, | E vazia, |
| Rota tu volubilis | Tu, roda volúvel |
| Status malus, | És má, |
| Vana salus | Vã é a felicidade |
| Semper dissolubilis, | Sempre dissolúvel, |
| Obumbrata | Nebulosa |
| Et velata | E velada |
| Michi quoque niteris; | Também a mim contagias; |
| Nunc per ludum | Agora por brincadeira |
| Dorsum nudum | O dorso nu |
| Fero tui sceleris. | Entrego à tua perversidade. |
| Sors salutis | A sorte na saúde |
| Et virtutis | E virtude |
| Michi nunc contraria | Agora me é contrária. |
| Est affectus | Dá |
| Et defectus | E tira |
| Semper in angaria. | Mantendo sempre escravizado |
| Hac in hora | Nesta hora |
| Sine mora | Sem demora |
| Corde pulsum tangite; | Tange a corda vibrante; |
| Quod per sortem | Porque a sorte |
| Sternit fortem, | Abate o forte, |
| Mecum omnes plangite! | Chorai todos comigo! |
O Concierto de Aranjuez para guitarra é uma experiência da vida do maestro Rodrigo. Joaquín Rodrigo ficou cego aos três anos de idade. Estudou música e conheceu em Paris a sua futura mulher, Victoria Kamhi, uma pianista. Perderam o filho à nascença e a sua mulher ficou muito doente. Nessa altura, numa inspiração sublime pergunta (com a sua guitarra) a Deus (a orquestra) porque é que o filho morreu, porquê tanta dor. A orquestra responde-lhe. O concerto é um diálogo entre um homem e o seu Deus.
Martha Argerich fez 84 anos há uns dias.
Tão bem tocado e tão barrocamente bem cantado com uma impressionante doçura. Uma técnica perfeita. Não sei se Handel intentava toda esta ornamentação vocal nesta aria mas fica belíssima e é barrocamente barroca e, portanto, de acordo com o sentimento da época (até a vestimenta dele o é). Transporta-me imediatamente para um jardim de Fragonard.
Smetana, Elgar, Debussy e Ravel, dirigidos pelo maestro Aziz Shokhakimov. A orquestra tocou Smetana, Oh Moldava com muito brio e sentimento; na Valsa de Ravel, pensei que o maestro ia levar voo; Marco Pereira tocou Elgar com pungência. Só o Debussy esteve a mais, no sentido em que destoou do programa. La Mer não é a peça de Debussy que mais gosto... mas que sei eu de música? Um átomo.
Enfim, gostei imenso do concerto. A seguir fomos comer a um restaurante minúsculo de um casal indiano que está cá há pouco tempo porque ela falava meio português-meio inglês e pediu desculpa de ainda não falar português. Ele é o cozinheiro. Fazem uma comida variada entre pratos indianos, pratos chineses e pratos internacionais. Gostei.
(ele cantou lá melhor do que aqui, con molto più sentimento)