E o primeiro-ministro, que devia ter deixado a empresa quando foi eleito, agora até aparece numa posição superior dado todas as insinuações e demagogia à volta do caso.
E o primeiro-ministro, que devia ter deixado a empresa quando foi eleito, agora até aparece numa posição superior dado todas as insinuações e demagogia à volta do caso.
Ana Mendes e Lídia Pereira estão a debater propostas dos respectivos partidos no canal NOW. A Ana Mendes não dá uma para a caixa. Parece o Guterres com aqueles slogans catastrofistas ocos, sem nada de positivo para propor. Posso ser injusta mas tenho para mim que ela não faz a ponta de um corno no Parlamento Europeu. Vejo-a a andar a passear pelos brocantes de Bruxelas.
Quero saber ao certo quem são os actores da nossa desgraça. Sim, porque quem vai pagar as eleições e a crise somos nós, não as pessoas do governo ou dos partidos políticos ou das autarquias ou os seus assessores ou os primos ou os amigos ou os banqueiros ou os escritórios de advogados que mamam do Estado.
A única pessoa que aqui falou com sentido de Estado foi a IL. Não, não pensa que o PM tenha agido bem. Cometeu muitos erros evitáveis, mas também não acredita que os erros sejam de molde a mergulhar o país numa crise no meio da conjuntura internacional em que estamos e com o risco de interrompermos o momento positivo da economia e afundarmo-nos outra vez.
O PM quis hoje salvar aqui o convento mas já foi tarde... também porque o líder do PS, talvez influenciado pela Alexandra Leitão, uma pessoa dogmática e de pouco entendimento que infelizmente parece ser a eminência parda do partido, manteve uma posição extremista e irresponsável.
Os outros partidos dos extremos estão ali para partir o que houver a partir porque para eles, quanto pior, melhor. O Rui Tavares comparou Montenegro a Trump...
Montenegro mostrou amadorismo - dispôs-se a ser alvo e a oposição atirou; e o PS e a oposição mostrou má fé.
Não há confiança neste líderes para estarem à frente do país. Um e outro são inflexíveis e mais preocupados, um consigo mesmo e o outro com inquisições espectáculo, que com os interesses do país.
Fui lá dentro e quando voltei dei com eles num intervalo qualquer. É o prenúncio da tempestade. Apetece-me dizer um palavrão. Este país às vezes está quase, quase, mas nunca chega lá porque temos estes políticos sem sentido de Estado.
E caiu o governo...
Os nossos representantes políticos? Uma lástima.
Não espanta este chumbo. Todos nos lembramos daquela iniciativa de inscrever na Constituição que o 'lugar' das mulheres é em casa a ter filhos. Essa iniciativa tem lá grandes nomes do PSD e do CDS. Gente influente muito católica que segue as instruções do Papa, que disse há pouco tempo, na Universidade de Louvain na Bélgica, que o lugar das mulheres no Povo de Deus é ser uma filha, uma irmã, uma mãe. A feminilidade fala-nos de acolhimento fecundo, de cuidado e de dedicação ao longo da vida.
O PSD limitou-se a falar uma única vez durante as duas horas e meia de debate, pela voz de Andreia Neto, para escorar o seu voto contra em torno do argumento de que as alterações ao regime da IVG contrariam o espírito da pronúncia dos portugueses em 2007, quando responderam à pergunta do referendo. Que Andreia Neto fez questão de ler: "Concorda com a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, se realizada, por opção da mulher nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?" Não sei quem é esta deputada que pensa ser muito espertinha mas só mostra desonestidade ao ler o texto do referendo: pois que podíamos nós escrever no boletim de voto? Pôr a cruz no sim, mas escrever à margem que queríamos um prazo maior, invalidando o voto? Ou votar contra por ter um prazo curto, como era a intenção de quem o escreveu e ficarmos com uma lei absolutamente contra o aborto? Era essa a armadilha. E por acaso no referendo vem escrito que a lei vai ser acompanhada de paternalistas, machistas que pressionam as mulheres a desistir, falsos objectores de consciência?Alteração às regras do aborto chumbadas. PSD rejeita ir além do referendo
(estão há seis meses no poder: já começou a socratização?)
PS e PSD: listas para as europeias que desmerecem o 25 de abril
De um lado teremos o legado de Costa: serviços públicos em calamidade. Do outro, temos o mediatismo vazio e a política como reduto masculino.
A sério: queria escrever um texto bonito sobre o 25 de abril e a necessidade de destribalizar a data. Enviaria farpas à parte da direita que nunca fez as pazes com o dia, não porque seja mais antidemocrática que a esquerda, mas porque gostavam da ordem e da hierarquia social do Estado Novo. Daria vergastadas na esquerda que usa o 25 de abril como momento de fornecer uma humilhação pública generalizada à direita, colocando-nos num lugar de segunda na ordem democrática.
Iria ao 25 de novembro, defendendo a normalização. À direita para deixar de equiparar ao 25 de abril, numa tentativa de o menorizar. E à esquerda para parar o ranço pela derrota do PCP e reconhecer a relevância da data. Deambularia também pelo meu apreço por ter crescido em democracia e, até, por ter sido criança e adolescente num período pós-ditatorial, quando há a maior liberdade que se segue ao fim de tempos de contenção e censura e espartilhos sociais.
Porém terão de ficar com esta minha demonstração de intenções, porque entraram em cena as listas para as europeias do PSD e do PS. Também vai ser um texto sobre o 25 de abril, de certa maneira. Mais na linha: com o esboroar crescente da simpatia pela democracia e com crescimento de direitas e esquerdas iliberais e pouco democráticas, os nossos dois maiores partidos entretêm-se a arriscar ainda mais a benevolência dos eleitores para com os partidos supostamente centristas e moderados.
Diria eu que PSD e PS têm particular responsabilidade em seguir escrupulosamente boas práticas éticas e políticas, escolher protagonistas de qualidade e não passar a ideia de que a política é só um meio de sustento para militantes. A ilusão de que o serviço público norteia os políticos devia ser veiculada. Sucede que estes partidos não concordam.
Comecemos pelo PS. Os três lugares cimeiros da lista ao Parlamento Europeu – Marta Temido, Francisco Assis e Ana Catarina Mendes – são socialistas eleitos para o parlamento nacional há menos de dois meses. Fizeram campanha pelo PS, apresentaram-se aos eleitores dispondo-se a serem os seus representantes no órgão legislativo nacional, assumiram esse compromisso com os eleitores selado com aquilo que é sagrado na democracia – os votos, a fonte de legitimidade do poder.
Mas aparentemente são políticos instáveis e pouco confiáveis, porque logo depois de terem assumido um compromisso com os eleitores para a Assembleia da República, ainda os votos não arrefeceram, já estão a apresentar-se a eleições para outros lados mais bem pagos e mais glamourosos.
É simples: se Pedro Nuno Santos queria estes três políticos para o Parlamento Europeu, não os apresentava às eleições nacionais. Se estes nomes resultaram de negociações internas, ou se foram impostos, bem, um líder também é alguém que impõe mínimos éticos: Pedro Nuno Santos só teria de fazer saber que os candidatos se devem apresentar de boa-fé aos eleitores, ou a um lugar ou a outro, e que os compromissos assumidos com os cidadãos são para cumprir.
Três deputados candidatando-se nas legislativas para logo a seguir se candidatarem às europeias é uma fraude ética e um desrespeito aos eleitores. O pior da política, visto como um meio à disposição dos militantes do PS para tratarem da sua vida. Serviu para quê? Para estes três elementos terem ordenado até rumarem a Bruxelas? É pequeno, poucochinho e desmerece a democracia.
A escolha da cabeça de lista também é sintomática. Marta Temido é o rosto do SNS empancado, sem funcionar. Como ministra, acordou com o BE extinguir as PPP na Saúde e promoveu o fim de umas tantas. Pedro Nuno Santos pode querer afastá-la de uma candidatura a Lisboa e tirar votos ao BE. Contudo, não dá confiança na consistência política do líder do PS a escolha de alguém com o perfil estatista e antiprivados de Marta Temido, sobretudo depois de passar uma campanha garantindo não ter nenhum dogma contra privados.
No PSD o cenário não é melhor. Não sei se houve alguma viagem no tempo da cúpula do PSD até às cavernas, mas a primeira mulher do PSD (Lídia Pereira) aparece em quinto lugar da lista. Ou seja, se a AD eleger 5, 6 ou 7 eurodeputados (muito provável), só haverá uma mulher do PSD. Para comparação: em 2019, o PSD, em seis, elegeu três mulheres.
Piora. O cabeça de lista é Sebastião Bugalho, escolhido por mistérios insondáveis que deixaram o PSD em choque (e pavor). Nada contra o comentador, que conheço há vários anos. Simplesmente escapa-me o CV mostrando qualquer mérito que valha a promoção a cabeça de lista para o Parlamento Europeu. Foi brevemente jornalista, esteve brevemente ligado a Miguel Pinto Luz em Cascais. De resto, fez comentário político. Usualmente sobre a espuma dos dias, nem sequer comentário particularmente reflexivo ou com pensamento próprio.
O PSD é isto? O partido que quer promover aos píncaros o jovem homem que não provou nada mas tem talento e potencial? É bastante consistente com a ausência de mulheres nas listas. Contudo não lhe chamaria "disruptivo", ao contrário de Montenegro. Está mais para os lados do profundamente reacionário. Assim como antes do 25 de abril.
Que o PSD nestas europeias proponha aos portugueses votarem num jovem de carreira e concretizações curtas, só porque aparece na televisão e é mediático nas redes sociais e, ademais, se sabe promover e criar uma alargada rede de contactos – bem, haverá alguma obscura e retorcida lógica nisto, mas não a descortino. E, ingenuamente, tinha a expetativa de, depois de oito anos de mais parra que uvas, o PSD, não descurando a forma e a boa comunicação, privilegiasse a substância. Depois de tanta conversa de Montenegro sobre mulheres na campanha eleitoral, e a escolha de boas ministras, também não esperava regresso a tamanha alienação (ou traição?) da maioria dos eleitores do PSD (i.e., mulheres).
De um lado teremos o legado de Costa na sua versão clímax da maior característica destes governos: serviços públicos em calamidade. E desrespeito pelo compromisso com os eleitores. Do outro, temos o mediatismo vazio e a política como reduto masculino. Desconfio que os eleitores mais sábios irão passar o 9 de junho na praia, sem se maçarem com eleições. Os menos sábios votarão naquele partido que não gosta do 25 de abril; e é contra o regime mas deita a mão a todos os refugos do regime. Muitos cravos para PSD e PS.
Maria João Marques
Em vez de aproveitar a conserva de Costa para denunciar a podridão deste PS, está a fazer o elogio de Moedas e dos lisboetas. Hã...? Não tem noção do timing político nem das oportunidades. Valha-nos Deus (não o das escutas...)
Como é que um líder partidário do maior partido de oposição não sabe dizer claramente se vai ou não demitir-se, se vai ou não ouvir o partido e em vez disso faz graçolas parvas e põe-se a dizer cenas em alemão?
Completamente apalermado... quem se admira que não tenham votado nele...? O PSD costumava ter líderes sérios, pessoas com estatura.
Vão começar tempos muito difíceis. Uma maioria absoluta com um governo com o aparelho do Sócrates.
O Livre elegeu um deputado... é mais um deputado bengala do PS que não serve para nada ...
O Ventura está feérico, claro. Mas é bom não esquecer que quem votou no Chega foi o povo, povo, os descamisados, os revoltados, os injustiçados. A base deles é o povo. Isto devia fazer pensar. Não se ponham a pau e nas próximas eleições é ele quem discute o lugar de primeiro-ministro. Quiseram cozinhá-lo... agora comam-no...
António Costa vai aparecer a prometer diálogo com todos os partidos da AR e penso que o dirá com convicção, mas daqui a um mês já terá esquecido tudo o que prometeu nesse capítulo e estará numa de posso, quero e mando. Disso não tenho dúvidas. Fê-lo sem a maioria absoluta, agora então...
Os partidos políticos comportam-se como clubes de futebol.
Porque não sabemos quem são as pessoas que fazem os programas políticos? Quem fez o programa da educação do PSD? É segredo? Porque não se divulga, para sabermos das credenciais de quem faz as linhas com que nos querem coser.
É que eu aposto que foi feito por pessoas que trabalharam com Crato e com Lurdes Rodrigues.
Vejamos:
- Do Crato recupera o excesso de exames, a precarização da profissão com excessiva mobilidade de docentes e mesmo, ideias de descartar professores por considerar que há docentes, bem como passá-los para as autarquias.
- Da Lurdes Rodrigues recupera os titulares, embora não lhe dê esse nome, mas ao abrir escolas para formar directores e coordenadores, está a restringir os cargos a meia dúzia de pessoas, provavelmente nomeadas pelos directores, como já acontece para serem seus freteiros e, naturalmente, esses terão uma carreira com benesses, como já acontece ao director. E essas carreiras serão separadas em privilégio e poder dos restantes colegas. Apesar de que nas escolas, o trabalhos dos professores, com exceção da direcção, ser todo igual, seja-se coordenador, DT ou do Conselho Geral. Mas a intenção é vedar os cargos à maioria e ter uma minoria de capachos bem treinadinhos na arte de abanar a cauda, como queria a Rodrigues e em parte conseguiu, a quem pagam com escalões inacessíveis ou outras benesses quaisquer.
Ora, o que é isto senão recuperar os titulares? E mesmo a ideia de fazer caderninhos e materiais para mostrar a júris -constituidos por capachos coordenadores de outras escolas- é ideia da Rodrigues.
Fui ao programa à procura dos autores e não tem autores. Portanto, gostava de saber: quem são as pessoas que fizeram o programa da educação do PSD? Acho que temos o direito de saber.
Quem quiser ler é aqui, página 116 e seguintes.
O que era importante mudar não muda: a gestão das escolas. Este factor é, para mim, o teste fundamental porque mostra se estão por dentro dos fundamentos da educação e dos problemas mais gravosos que afectam a escola desde há anos. Este já falhou antes de começar. Quer que tudo fique exactamente na mesma mas com mais cursos para os directores. Pior: vão reforçar o poder arbitrário das direcções estendê-lo às coordenações que já são cancros dentro das escolas.
O programa diz que há professores a mais!!
E quer que as escolas se tornem empresas de angariar fundos, o que é uma ideia antiga que já deu mau resultado. As escolas não são universidades e, até nas universidades isso está a dar maus resultados, porque os professores, em vez de investigarem, produzem papéis de publicação para se fazerem notar.
Depois, ainda piora algumas situações, como a avaliação docente: para além da burocracia toda que já temos quer que gastemos tempo a produzir portfólios, planos, planificações, reflexões pedagógicas, materiais (isto é o quê? Plasticinas? Cartazes de cartolina a glorificar o governo?)... são loucos. Então uma pessoa ao fim de tantos anos de dar aulas vai fazer caderninhos de planificações? E depois vem um júri exterior ver os caderninhos. É pá... a sério???
Quer repescar os testes intermédios que ao fim de 15 anos mostraram em todos os estudos não ter nenhum efeito positivo e roubarem imenso tempo de trabalho.
Quer municipalizar o ensino.
Tem uma frase enigmática: "Possibilidade alargada de recondução dos docentes, contratados ou do quadro, sempre que exista mútuo acordo entre a Direção da Escola e o docente." Quer dizer que os docentes do quadro também, passam a contratados? Tarefeiros? Em vez de entrarem os contratados nos quadros acabam com os quadros de escola?...
"Aumentar a mobilidade de docente entre escolas"...? Mais ainda?
"... gostavam de compensar o tempo de serviço dos docentes que não foi reconhecido pelo anterior Governo. Não sendo possível fazê-lo..." Então porque é que não é possível?? Não é porque não quer. É mais um que pensa que os professores não fazem nada e só têm privilégios.
O líder do principal partido da ex-oposição joga demasiadas vezes na equipa do governo. E o pior é que, não só ninguém se chega à frente e tira de lá Rio, como ainda por cima falam do regresso de PPC, o que seria pior a emenda que o soneto, não enquanto oposição, pois parece-me que seria bastante bom nisso, mas enquanto provável candidato a futuro primeiro-ministro... vá de retro... .., chiça...
... irreciclável, contratado pela governo para que nunca consiga ganhar eleições? O homem não é parvo? Que atraso de vida...