Talvez a pandemia tenha tido impacto no (ab)uso dos telemóveis, mas não mais que isso. O resto é uma política de agradar a desejos e sentimentos. Em Portugal a direcção procura apaziguar o ME e os pais; o ME procura apaziguar os pais, satisfazendo todos os seus desejos e sentimentos. E os pais? Os pais procuram apaziguar os filhos, satisfazendo todos os seus desejos e sentimentos. Já não educam. Subornam o afecto dos filhos com submissão, seja de telemóveis, playstation, roupas de marca até ao bullying a professores. Todos os desejos e sentimentos dos filhos são legitimados. Nas escolas comentem-se ilegalidades e abusos de poder com o conluio do ME desde que seja para apaziguar pais. Esta situação atravessa, consistentemente, todo o mundo ocidental de ambos os lados do oceano Atlântico e não sei se já chegou a outros continentes. É uma evidência constantemente divulgada de todos os professores de todos os países, há 20 anos, mas mesmo assim é ignorada e aprofundou-se esse caminho. Resultado: chegou ao ensino universitário. Todos vemos que a educação está em decadência. Mas ainda vai piorar muito.
Na Califórnia, numa sessão de formação sobre estudos étnicos realizada na Escola Secundária John O’Connell, em São Francisco, o conteúdo da sessão promovia a ideia da «supremacia dos adultos professores» sendo opressores dos alunos e os alunos como oprimidos. (https://www.sfchronicle.com/sf/article/ethnic-studies-sfusd)





