Há muitos que parecem defender os direitos das mulheres até os vermos a desenvolver o raciocínio sobre o tema. O artigo é uma salganhada que mistura a realidade com imaginação e frases de literatura.
Primeiro diz que há um mito segundo o qual uma mulher não pode ser preserva e cruel. Devo ser muito ignorante porque ouvi falar desse mito... nem nunca ouvi alguém dizer que uma mulher não pode ser cruel e perversa como um homem, mas deve ser algo lá da família dele ou dos amigos, sei lá.
Depois fala como se as mulheres afirmasse a igualdade entre homens e mulheres. Quem afirma isso são os homens biológicos trans. As mulheres falam em igualdade de direitos, não em serem iguais aos homens.
Depois diz que é por causa do mito da mulher terna que estes casos são populares: não, não é por isso. É por serem raros e ainda mais raros quando comparados com os números da violência masculina.
Nunca ouvi nenhuma mulher invocar ser mulher para não ir à tropa ou à guerra. A maioria das pessoas que conheço se puder escapar a uma guerra é o que faz, independente de ser homem ou mulher. Mas lá está, deve ser algo lá da família dele ou dos amigos, sei lá.
Que a maioria dos maus-tratos aplicados às crianças são-no por mulheres é uma mentira descarada. Os números da violência doméstica não mentem, em todo o mundo e são consistentes.
Enfim, os homens querem muito que as mulheres sejam declaradas igualmente violentas mas os números não enganam, por muito que doa à ilusão ideológica machista.
Um caso, três mitos
Em segundo lugar, o caso estilhaça a ideia errada de que a mulher não pode ser violenta. O machista gosta sempre de representar a mulher como uma santa cuidadora e que por isso deve ser ela a cuidar de crianças e velhos. Ou seja, está aqui em jogo a construção social do “género” feminino, cuidador, doce, terno, versus a construção social do “género” masculino, mais agressivo e por isso menos cuidador. É por esta razão que os casos que envolvem mulheres agressivas são tão populares e mediáticos. Este caso não é apenas um crime, é a desconstrução deste pilar invisível da ordem social. Mas, se somos feministas a sério e até ao fim, então temos de assumir que uma mulher pode ser tão perversa e cruel como um homem. A igualdade não é só para as virtudes, também é para os defeitos da espécie humana.
Um caso, três mitos
Henrique Raposo
Expresso
Em segundo lugar, o caso estilhaça a ideia errada de que a mulher não pode ser violenta. O machista gosta sempre de representar a mulher como uma santa cuidadora e que por isso deve ser ela a cuidar de crianças e velhos. Ou seja, está aqui em jogo a construção social do “género” feminino, cuidador, doce, terno, versus a construção social do “género” masculino, mais agressivo e por isso menos cuidador. É por esta razão que os casos que envolvem mulheres agressivas são tão populares e mediáticos. Este caso não é apenas um crime, é a desconstrução deste pilar invisível da ordem social. Mas, se somos feministas a sério e até ao fim, então temos de assumir que uma mulher pode ser tão perversa e cruel como um homem. A igualdade não é só para as virtudes, também é para os defeitos da espécie humana.
Ou seja, está aqui em jogo a construção social do “género” feminino, cuidador, doce, terno, versus a construção social do “género” masculino, mais agressivo e por isso menos cuidador. É por esta razão que os casos que envolvem mulheres agressivas são tão populares e mediáticos.
E isto leva-nos ao terceiro mito, desafiado por autoras como Janina Ramirez em livros como “Femina”: a modernidade tem sido moderna para os homens, não para as mulheres; antes da alegada modernidade do século XIX, as mulheres tinham mais liberdade e as construções sociais do género não eram tão segregadas.
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