Há muitos que parecem defender os direitos das mulheres até os vermos a desenvolver o raciocínio sobre o tema. O artigo é uma salganhada que mistura a realidade com imaginação e frases de literatura.
Primeiro diz que há um mito segundo o qual uma mulher não pode ser preserva e cruel. Devo ser muito ignorante porque ouvi falar desse mito... nem nunca ouvi alguém dizer que uma mulher não pode ser cruel e perversa como um homem, mas deve ser algo lá da família dele ou dos amigos, sei lá.
Um caso, três mitos
Em segundo lugar, o caso estilhaça a ideia errada de que a mulher não pode ser violenta. O machista gosta sempre de representar a mulher como uma santa cuidadora e que por isso deve ser ela a cuidar de crianças e velhos. Ou seja, está aqui em jogo a construção social do “género” feminino, cuidador, doce, terno, versus a construção social do “género” masculino, mais agressivo e por isso menos cuidador. É por esta razão que os casos que envolvem mulheres agressivas são tão populares e mediáticos. Este caso não é apenas um crime, é a desconstrução deste pilar invisível da ordem social. Mas, se somos feministas a sério e até ao fim, então temos de assumir que uma mulher pode ser tão perversa e cruel como um homem. A igualdade não é só para as virtudes, também é para os defeitos da espécie humana.
Ou seja, está aqui em jogo a construção social do “género” feminino, cuidador, doce, terno, versus a construção social do “género” masculino, mais agressivo e por isso menos cuidador. É por esta razão que os casos que envolvem mulheres agressivas são tão populares e mediáticos.
E isto leva-nos ao terceiro mito, desafiado por autoras como Janina Ramirez em livros como “Femina”: a modernidade tem sido moderna para os homens, não para as mulheres; antes da alegada modernidade do século XIX, as mulheres tinham mais liberdade e as construções sociais do género não eram tão segregadas.










