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May 17, 2026
April 19, 2026
A ONU tinha aqui um papel relevante
Mas tem como SG um machista dogmático que só dá poder a homens misóginos. A próxima SG da ONU tem de ser uma mulher esclarecida, não uma dessas burras submissas ao islamofascismo ou aos evangélicos.
Uma bebé acabadinha de chegar ao mundo e vão logo mutilá-la e estragar-lhe a vida.
FGM doesn’t just happen in Africa and the Middle East. It also happens in the Embera Katio community in South America. Baby girls have their clitorises and labia minora removed shortly after birth, either with a blade or using heated metal, such as a spoon or a red hot nail, to… https://t.co/h0sNmV7ZF3
— Diana Alastair💚🤍💜 ⚢ ❌❌ (@sappholives83) April 19, 2026
🎯
5 reasons to abandon preferred pronouns pic.twitter.com/O6BcFn0Kyq
— MJ Murphy (@hothingsgirlsay) April 19, 2026
November 25, 2025
Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
1 em cada 3 mulheres sofre, ao longo da vida, de violência física, psicológica e/ou sexual e a violência começa cedo, aos 15 anos. Aliás, é maior entre as idades dos 15 aos 24 anos.
Sofrem violência pelo facto de serem mulheres e a maior parte da violência vem de homens da família ou de parceiros íntimos.
Se bem que a violência contra as mulheres não esteja igualmente distribuída no mundo -é maior em países pobres, em guerra, teocráticos- ela atravessa todas as sociedades. Isto acontece devido à desigualdade de direitos entre géneros.
Este tipo de violência está ligado a desequilíbrios de poder entre géneros e é um problema complexo influenciado por estruturas sociais e culturais, normas e valores.
A dificuldade ou proibição, em muitos países, de acesso a trabalho e salário que permitam independência, a legislação que bloqueia o direito ao próprio corpo e os estereótipos das sociedades patriarcais (de raíz religiosa) que se perpetuam na educação dos rapazes continuam a alimentar este flagelo.
"As mulheres são frequentemente tratadas como propriedade, são vendidas em casamento, em tráfico, em escravidão sexual. A violência contra as mulheres assume frequentemente a forma de violência sexual. As vítimas de tal violência são muitas vezes acusadas de promiscuidade e responsabilizadas pelo seu destino, enquanto as mulheres inférteis são rejeitadas por maridos, famílias e comunidades. Em muitos países, as mulheres casadas não podem recusar ter relações sexuais com os seus maridos, e muitas vezes não têm qualquer direito a decidir se usam contracepção (...) Assegurar que as mulheres tenham plena autonomia sobre os seus corpos é o primeiro passo crucial para alcançar a igualdade substantiva entre mulheres e homens. Questões pessoais - como quando, como e com quem eles escolhem ter relações sexuais, e quando, como e com quem escolhem ter filhos - estão no centro de uma vida digna."
É preciso deixar de falar da violência contra as mulheres como se fosse algo que lhes acontece, como a chuva e começar a falar da violência dos homens. Falar da violência sobre as mulheres é falar sobre a violência dos homens. Se 33% das mulheres, em todo o mundo são vítimas de violência, 33% dos homens, grosso modo, são violentos contra mulheres.
Portanto, um em cada três homens que conheço praticam violência contra mulheres; um em cada três alunos que tenho praticam violência contra raparigas; etc. Foram e são educados para perpetuar estereótipos de superioridade/inferioridade. Por exemplo:
Um novo estudo abrangente realizado por investigadores de Harvard e da França acompanhou 2,5 milhões de crianças na França e descobriu que não havia diferença de género nas habilidades matemáticas quando as crianças começaram a primeira classe mas, após apenas quatro meses de ensino formal de matemática, surgiu uma diferença a favor dos meninos. E ela continuou a crescer. A diferença aumentava com os meses passados na escola, não com a idade da criança. Os dados apontam para a necessidade de repensar como a matemática é ensinada desde cedo e como a dinâmica subtil da sala de aula pode afetar os alunos de maneira diferente. «Argumentos crescentes contra a noção de que os meninos nascem com mais facilidade para a matemática.» The Harvard Gazette, 3 de julho de 2025.
A educação dos rapazes para certas profissões, ditas masculinas e a das raparigas para outras, ditas femininas, faz parte deste processo de perpetuação da desigualdade de género e suas consequências que estão na origem da violência e a escola tem uma parte da responsabilidade nesse desequilíbrio.
A educação dos rapazes volta ao centro das atenções. Muitas obras são dedicadas a esse tema, com uma questão em foco: como educar rapazes não-violentos? É preciso educar os rapazes de outra forma.
Repensar a educação dos rapazes não pode ser responsabilidade exclusiva dos pais. Deve tornar-se o projecto central de uma sociedade igualitária, partilhado pela escola, pelas estruturas de acolhimento da primeira infância e por todos os adultos que os rodeiam. A justiça tem um grande papel pedagógico no modo como encara a violência contra as mulheres: se a encara como uma responsabilidade das próprias mulheres, como o fez desde sempre e até agora ou se, de facto, responsabiliza os criminosos pelos seus crimes. É Um projecto para se libertar de um sistema sexista que aprisiona toda a gente.
Não podemos aceitar nem normalizar como idiossincrasia cultural a desigualdade de género, o apagamento das mulheres da vida social, da vida política e da vida económica, a discriminação das mulheres e a violência que daí decorre.
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