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June 01, 2026

Na Europa há uma epidemia de violência contra as raparigas

 

Em outros países também há mas nunca deixou de haver. Aqui estava a diminuir já há muito tempo. Regressou em força. Os números crescem exponencialmente e são assustadores. 

Quanto a mim esta epidemia de violência contra as raparigas e as mulheres deve-se primeiramente à religião islâmica que se infiltrou no Ocidente e apela abertamente à violência contra as raparigas e mulheres, sem nenhum incómodo das autoridades e até com conluio na ocultação dos factos e desculpação dos criminosos. Todos os dias vejo uma dezenas vídeos novos, seja de líderes islâmicos nas mesquitas europeias a apelar ao apedrejamento de mulheres ou à sharia mais outros de violadores de raparigas que foram desculpados pelo tribunal - o de ontem foi porque a violação só durou 11 minutos, o que o juiz considerou pouco tempo. 

Homens que até há uma dezena ou duas de anos escondiam a sua violência, agora exibem-na publicamente como uma medalha ao peito, porque a narrativa dominante é que as mulheres não existem enquanto tal, têm liberdade a mais e foi-se longe demais em considerar as mulheres seres humanos iguais em direitos aos homens. 

Antes de ontem, na Holanda, um polícia raivoso atirou com enorme violência uma grávida ao chão, sem nenhuma provocação. Ontem foi em Espanha (vídeo abaixo)

A outra religião que aproveitou a boleia deste epidemia de violência foi a cristã evangélica que partilha essas ideias sobre as mulheres e as difunde publicamente desde a Casa Branca - sendo o Brasil um outro grande exportador de violência dessa religião contra as mulheres. São colonizadores, só que em vez de cobiçarem países para explorar, cobiçam a exploração e submissão de mulheres. 

Infelizmente, muitas homens de esquerda que se consideram progressistas são grandes apoiantes deste regresso ao machismo duro e, pior ainda, muitas mulheres também o são. Mesmo o Papa, que já teve palavras de apoio à religião islâmica, ainda não teve uma palavra para condenar o barbarismo do islão contra as crianças, as raparigas e as mulheres. Não sei se é hipocrisia de velho macho, cegueira dogmática ou puro desinteresse pela vida e destino de metade da humanidade.


April 19, 2026

A ONU tinha aqui um papel relevante

 

Mas tem como SG um machista dogmático que só dá poder a homens misóginos. A próxima SG da ONU tem de ser uma mulher esclarecida, não uma dessas burras submissas ao islamofascismo ou aos evangélicos.

Uma bebé acabadinha de chegar ao mundo e vão logo mutilá-la e estragar-lhe a vida.

🎯

 

Ninguém leva as mulheres a sério na questão da violência dos homens contra as mulheres

 


November 25, 2025

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

 


Hoje é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

1 em cada 3 mulheres sofre, ao longo da vida, de violência física, psicológica e/ou sexual e a violência começa cedo, aos 15 anos. Aliás, é maior entre as idades dos 15 aos 24 anos.

Sofrem violência pelo facto de serem mulheres e a maior parte da violência vem de homens da família ou de parceiros íntimos. 

A mutilação genital feminina, o casamento forçado e partilha não consensual de material íntimo ou manipulado podem ser vistos como formas de exploração sexual. Para além disso, cibercrimes como a ciberperseguição, o ciberassédio e o incitamento à violência ou ao ódio online também são considerados tipos de violência de género.

Se bem que a violência contra as mulheres não esteja igualmente distribuída no mundo -é maior em países pobres, em guerra, teocráticos- ela atravessa todas as sociedades. Isto acontece devido à desigualdade de direitos entre géneros. 

Este tipo de violência está ligado a desequilíbrios de poder entre géneros e é um problema complexo influenciado por estruturas sociais e culturais, normas e valores.

A dificuldade ou proibição, em muitos países, de acesso a trabalho e salário que permitam independência, a legislação que bloqueia o direito ao próprio corpo e os estereótipos das sociedades patriarcais (de raíz religiosa) que se perpetuam na educação dos rapazes continuam a alimentar este flagelo.

Em 2012, a Alta Comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou:
"As mulheres são frequentemente tratadas como propriedade, são vendidas em casamento, em tráfico, em escravidão sexual. A violência contra as mulheres assume frequentemente a forma de violência sexual. As vítimas de tal violência são muitas vezes acusadas de promiscuidade e responsabilizadas pelo seu destino, enquanto as mulheres inférteis são rejeitadas por maridos, famílias e comunidades. Em muitos países, as mulheres casadas não podem recusar ter relações sexuais com os seus maridos, e muitas vezes não têm qualquer direito a decidir se usam contracepção (...) Assegurar que as mulheres tenham plena autonomia sobre os seus corpos é o primeiro passo crucial para alcançar a igualdade substantiva entre mulheres e homens. Questões pessoais - como quando, como e com quem eles escolhem ter relações sexuais, e quando, como e com quem escolhem ter filhos - estão no centro de uma vida digna."
É preciso deixar de falar da violência contra as mulheres como se fosse algo que lhes acontece, como a chuva e começar a falar da violência dos homens. Falar da violência sobre as mulheres é falar sobre a violência dos homens. Se 33% das mulheres, em todo o mundo são vítimas de violência, 33% dos homens, grosso modo, são violentos contra mulheres.

Portanto, um em cada três homens que conheço praticam violência contra mulheres; um em cada três alunos que tenho praticam violência contra raparigas; etc. Foram e são educados para perpetuar estereótipos de superioridade/inferioridade. Por exemplo: 
Um novo estudo abrangente realizado por investigadores de Harvard e da França acompanhou 2,5 milhões de crianças na França e descobriu que não havia diferença de género nas habilidades matemáticas quando as crianças começaram a primeira classe mas, após apenas quatro meses de ensino formal de matemática, surgiu uma diferença a favor dos meninos. E ela continuou a crescer. A diferença aumentava com os meses passados na escola, não com a idade da criança. Os dados apontam para a necessidade de repensar como a matemática é ensinada desde cedo e como a dinâmica subtil da sala de aula pode afetar os alunos de maneira diferente. «Argumentos crescentes contra a noção de que os meninos nascem com mais facilidade para a matemática.» The Harvard Gazette, 3 de julho de 2025.
A educação dos rapazes para certas profissões, ditas masculinas e a das raparigas para outras, ditas femininas, faz parte deste processo de perpetuação da desigualdade de género e suas consequências que estão na origem da violência e a escola tem uma parte da responsabilidade nesse desequilíbrio.

A educação dos rapazes volta ao centro das atenções. Muitas obras são dedicadas a esse tema, com uma questão em foco: como educar rapazes não-violentos? É preciso educar os rapazes de outra forma. 

Repensar a educação dos rapazes não pode ser responsabilidade exclusiva dos pais. Deve tornar-se o projecto central de uma sociedade igualitária, partilhado pela escola, pelas estruturas de acolhimento da primeira infância e por todos os adultos que os rodeiam. A justiça tem um grande papel pedagógico no modo como encara a violência contra as mulheres: se a encara como uma responsabilidade das próprias mulheres, como o fez desde sempre e até agora ou se, de facto, responsabiliza os criminosos pelos seus crimes. É Um projecto para se libertar de um sistema sexista que aprisiona toda a gente.

Não podemos aceitar nem normalizar como idiossincrasia cultural a desigualdade de género, o apagamento das mulheres da vida social, da vida política e da vida económica, a discriminação das mulheres e a violência que daí decorre.