March 31, 2026

Sons das entranhas da terra

 






Cursos de direito em inglês?




“Temos professores de primeira e de segunda categoria na Nova de Lisboa. É inadmissível”

Esta é uma de duas partes da entrevista de Jorge Bacelar Gouveia ao ECO. Na outra parte (que pode ler e ver aqui), o professor catedrático reflete sobre a possibilidade de a Nova SBE sair da Universidade Nova de Lisboa e sobre a polémica que se instalou em torno de um despacho que obriga todas as unidades orgânicas a ter uma designação em português.

Diz que, com este reitor, a Nova SBE percebeu que “a música é outra”. Está a referir-se especificamente a quê? O que é que o reitor já fez para contrariar o domínio que diz que a escola de negócios quer ter?
O reitor atual tomou várias decisões no sentido de pôr as coisas nos eixos. Por exemplo, a eliminação de umas taxas que havia de entrega das teses de doutoramentos, e a diminuição da influência de certos caminhos da privatização do corpo docente.

Na nossa universidade, temos dois regimes de corpo docente. Temos um regime ao abrigo do contrato em funções públicas, e temos um outro regime ao abrigo de um contrato de trabalho. Como é uma fundação, a lei permite que haja esses dois regimes. A lei diz que pode haver dois regimes, que sejam paralelos.

Paralelos em quê? Em salários, em termos de progressão, em termos de posições académicas. Na prática, o anterior reitor fez um regime de direito privado, que não é nada paralelo. Por exemplo, os professores catedráticos no regime de direito privado ganham muito mais do que ganham os professores catedráticos em regime de direito público. Não há nenhum paralelismo.

Mas não é assim que se atraem professores internacionais e um corpo docente mais reputado, com salários mais competitivos?

Acho que sim, mas essa solução está na lei. O Estatuto da Carreira Docente Pública permite professores visitantes, que podem ter salários superiores. Essa ideia que se criou é completamente falaciosa, porque, para já, as universidades não são propriamente empresas.

Não vamos contratar o Ronaldo por não sei quantos milhões de euros por mês. Não me parece que se vá contratar uma pessoa estrangeira para colocá-la numa posição de disparidade gritante em relação aos outros professores, que fazem mais ou menos o mesmo trabalho. O regime dos professores visitantes acomoda a necessidade de a certos professores pagar um pouco mais. Mas acho que isso também tem que ter limites.

Não vamos contratar o Ronaldo por não sei quantos milhões de euros por mês. Não me parece que se vá contratar uma pessoa estrangeira para colocá-la numa posição de disparidade gritante em relação aos outros professores.

Disse que as universidades não são empresas. Sente que esta lógica de gestão empresarial tem contaminado o universo da Nova de Lisboa?

Sim, completamente. Há grupos económicos que querem tomar de assalto as universidades. Acho que as universidades, sendo públicas, estão ao serviço do interesse público, não estão ao serviço do interesse privado. Não estão ao serviço de certas pessoas ricas e poderosas. Portanto, têm de se ter cuidado em não se deixar capturar por esses grupos privados que querem mandar também agora nas universidades.

Mas não foram esses grupos, com investimento e doações, que potenciaram a subida da Nova SBE nos rankings internacionais e a sua projeção?

Espero que não. Aquilo que potenciou a Faculdade de Economia da Universidade Nova não foi propriamente o dinheiro que lhes foi dado. O que a catapultou foi a qualidade dos seus docentes. Acho que é uma coisa diferente.

Insisto. Não foi esse investimento privado que levou a faculdade a conseguir atrair docentes com qualidade e projetar-se internacionalmente?

Contribuiu, mas terá contribuído até 20%. Não é pelo facto das salas terem dez lâmpadas em vez de cinco lâmpadas, não é pelo facto de a sala ter um melhor projetor que vai melhorar substancialmente o ensino. Aquilo que melhora a qualidade do ensino é ter professores de qualidade e ter alunos de qualidade.

Mas ter o investimento permitiu contratar melhores professores.

Houvesse ou não houvesse esse dinheiro privado, os professores têm sempre uma tabela preestabelecida pela lei. A não ser que os professores andem a ser pagos pela porta do cavalo. Não me parece ser isso que se aconteça.

Estava a dizer que há, neste momento, dois regimes – o público e o privado – de contratação de professores. O que defende é uma espécie de homogeneização destes dois regimes?

O anterior reitor cometeu um erro grave que foi estilhaçar a coesão interna do corpo docente. Temos dois tipos de professores. Temos professores de primeira e de segunda categoria. Os de primeira são aqueles que ganham muito mais, que estão ao abrigo do regime de direito privado. Por sinal, apenas os da Faculdade de Economia da Universidade Nova.

E, depois, há os outros, nos quais eu me incluo, que estão ao abrigo do regime de direito público, e que ganham menos. Acho que isto é inadmissível, se é a mesma universidade, por que razão há professores que ganham mais do que outros. Espero que o regime que venha a ser revisitado pelo reitor e devidamente corrigido.

Corrigir é nivelar por baixo?

O problema é esse. Não sei como é que depois se vai baixar o salário. Mas, pelo menos, na questão dos concursos, de se manter uma maioria de professores externos, isso é obrigatório.

Neste momento, para se candidatar a professor auxiliar, há uma comissão de seleção, que tem três professores e só um tem de ser de fora, quando a regra do direito público é que a maioria deve ser externa, para evitar endogamia… Esta norma tem de ser corrigida.

Acho que, dentro do sistema público, a pessoa, ao chegar ao ensino superior, tem o direito de ter aulas em português. Acho inadmissível uma faculdade pública só tenha cursos em língua estrangeira.

Lançou um livro intitulado “Direito da língua” e defende que é inadmissível que as universidades públicas tenham cursos lecionados inteiramente em inglês. Porquê?

Estamos no sistema de ensino público e temos obrigações com a proteção da língua portuguesa. O ensino público tem um regime de acesso restrito, que impede que todos os alunos possam chegar à universidade, porque as vagas existentes na universidade pública são inferiores ao número de alunos que pretendem aceder.

Acho que, dentro do sistema público, a pessoa, ao chegar ao ensino superior, tem o direito de ter aulas em português. Neste livro, no fim, tomo a ousadia de fazer uma proposta de anteprojeto de lei de proteção da língua portuguesa, em que proponho que, nos cursos conferentes de grau, só pode haver, no máximo, 35% de língua estrangeira.

Nos cursos que não conferem grau, aí metade, metade. Acho inadmissível que uma faculdade pública só tenha cursos em língua estrangeira.

Não faz sentido ter cursos em inglês para atrair os alunos internacionais?

As faculdades públicas têm obrigações que as faculdades privadas não têm. Temos a obrigação de contribuir para o desenvolvimento dos alunos que estão aqui em Portugal. O facto de serem estrangeiros não os impede de aprenderem português para virem para as nossas universidades e para fazerem os nossos cursos.

Com a questão de oferecermos tudo em inglês para os estrangeiros, estamos, no fundo, a excluir os nossos. Os estrangeiros estão a passar à frente dos estudantes portugueses, que não conseguem ter tão boa nota, ficam a ser preteridos pelos estudantes estrangeiros.

Pergunto: uma universidade pública que é paga com o dinheiro dos contribuintes portugueses, está a ser feita para pagar os cursos aos estrangeiros que vêm cá e depois se vão embora?

Mas também não faz sentido aos nacionais fazerem cursos em inglês para conseguirem carreiras internacionais, e eventualmente melhores rendimentos?

Mas vamos lá ver do que é que se trata. É só uma questão linguística? Se é uma questão linguística, então vão aprender línguas. Os cursos de medicina são dados em português, mas é isso que impede os nossos médicos de irem para o estrangeiro? E os cursos de enfermagem são dados em português. Os nossos enfermeiros têm tido dificuldade de ter emprego lá fora? Pelo contrário, têm saído até em grande número.

No caso da Faculdade de Direito da Universidade Nova, penso que à volta de 70% das disciplinas são lecionadas em inglês, mas acho isso uma loucura, porque os elementos de estudo só existem em português. É preciso bom senso e não embarcarmos numa moda.

Disse que as universidades públicas, sendo financiadas pelo Orçamento do Estado, têm de ter como público alvo os alunos nacionais, e a atração de alunos estrangeiros é um desvirtuar desse financiamento.

Sim. Vejamos o caso do Erasmus. É um programa que permite aos alunos mobilidade dentro dos países da União Europeia. Está totalmente desvirtuado.

O que, neste momento, está a acontecer é que as universidades todas – não são só as portuguesas – distinguem os alunos e fazem só disciplinas em inglês para ter os meninos lá nessas disciplinas. E os meninos, em vez de irem para aquele país para aprenderem a língua nativa daquele país, só aprendem o inglês.

A mesma lógica deve ser aplicada na atração de docentes?

Devido a estes problemas todos, até começo a pensar – não sei se isso não será exagerado – que é necessário ter uma quota de professores portugueses, porque há certas faculdades que têm já um corpo de estudante estrangeiro, que nem sequer sabe português. No caso da Faculdade de Direito da Universidade Nova, tem um terço de professores estrangeiros que não sabem português. Isso é inadmissível, e não são professores visitantes.

Quem quer vir para Portugal para uma carreira da função pública pode ser estrangeiro, mas tem de saber português. Aliás, na Faculdade de Direito da Universidade Nova, infelizmente, num concurso que recentemente abriu para professor catedrático, tinha a seguinte solução: exigia-se a proficiência do inglês, falado e escrito, mas não se exigia qualquer proficiência em português. Isto é que acho que é o cúmulo do disparate.

Então, numa universidade que é pública e é portuguesa, não se exige que saiba português, mas vai exigir-se que saiba inglês. Mas nós estamos no Reino Unido ou estamos em Portugal? Estamos nos Estados Unidos ou estamos em Portugal? Às vezes, parece que não sei onde é que eu estou.

Soluções

 




March 30, 2026

Saiu a ferros

 

Casa Branca de Trump? Um grupo de atrasados mentais

 

Paula White, nomeada por Trump para o cargo de presidente do Gabinete da Fé na Casa Branca (seja lá isso o que for), conduz uma sessão de exorcismo para expulsar os espíritos malignos da assistência, soprando no microfone. 

Trump não se interessa pelo "equipamento americano"

 

Interessa-se por negócios com Putin e é por isso que não quer saber dos ataques iranianos a americanos com informação dos russos.

Ate que enfim que alguém da esquerda diz o óbvio

 

 

Estou agora a trabalhar com os alunos do 10º ano o tema dos valores morais e das 3 posições relativamente à questão: os que defendem o subjectivismo dos valores, os que defendem o objectivimo dos valores e os que defendem o relativismo cultural dos valores.

De um modo grosseiramente simplificado, podemos dizer que o subjectivismo dos valores defende que os valores correspondem a desejos e sentimentos pessoais. Deste modo, toda a acção humana do subjectivista é moral, dado que emana do seu desejo ou sentimento íntimos. O problema desta perspectiva é a impossibilidade de vida em sociedade, dado nenhum acordo ser possível entre desejos particulares que só por coincidência são comuns. Nenhum debate é possível pois o sentimento ou desejo pessoais são o que são. Quando os transgéneros dizem que são mulheres porque o sentem ou desejam posicionam-se como subjectivistas dos valores. Assim como, quando dizem que sentem que pertencem aos espaços das mulheres, exigem não ser contrariados justamente porque a sua acção parte dos seus desejos pessoais que são sempre legítimos porque não precisam de razões para o ser. Só precisam afirmar-se enquanto tais. Ora, nenhuma sociedade comum é possível se cada um exige ser e fazer tudo o que deseja e ser respeitado por todos os outros, mesmo quando os seus desejos chocam com os direitos dos outros. Os subjectivistads dos valores querem transformar os seus desejos em leis para todos.

Depois, os relativistas dos valores afirmam que os valores são um produto da nossa educação cultural e, nessa medida, nenhuma cultura é melhor que outra, pois cada uma teve e tem o seu contexto que a legitima. Exigem a tolerância (uma contradição nos termos porque a tolerância não pode ser exigida) para com as acções da sua cultura por ser a sua. O problema do relativismo cultural é não explicar as discordâncias dentro de uma cultura. Por exemplo, quando os islamitas reivindicam que se respeite os valores da sua cultura, não leva em conta que há milhares ou milhões de pessoas, dentro da sua cultura, que a rejeita. O relativismo deixou de poder ser levado à letra quando o mundo se tornou uma aldeia global e todos em todas as culturas têm acesso aos direitos e valores de outras culturas e fazem comparações com a sua. Se o relativismo fosse levado ao extremos as culturas de tradições opostas deixariam de poder comunicar entre si por ser impossível encontrar um chão comum. Seriam como feudos.

Finalmente, o objectivismo dos valores defende que há valores objectivamente bons e valores objectivamente maus. Desse modo, defende que há culturas com valores superiores a outras e tenta impor universalmente os seus valores.

Cada uma das perspectivas tem os seus problemas mas a mais danosa em termos de convivência e coesão social é a subjectivista cujo extremo é o narcisismo. Torna impossível resolver um conflito e obrigatório aceitar acções moralmente erradas. Não havendo campo comum, a lei é a do mais forte.

Quanto às outras duas perspectivas, podem coexistir se aceitarem, cada uma, limites. A Carta dos Direitos Humanos Universais foi um passo na direcção de estabelecer valores universais, deixando alguma margem para a interpretação relativa desses valores no contexto das culturas diversas.

Porém, agora precisamos de ir mais longe e estabelecer uma carta dos deveres universais, como defendia Kant.

Europa -wake up call

 

A Rússia é um Estado terrorista com uma agenda como dizemos anglo-saxónicas. Não há lugar para hesitações ou traidores nesta situação.


E antes do 1º império?

 


O Império Acádio (c. 2334–2154 a.C.) foi um antigo império de língua semítica, com centro na cidade de Acádia e na região circundante da Mesopotâmia. É amplamente considerado o primeiro verdadeiro império da história, tendo unificado as cidades-estado sumérias e acádias independentes sob um único governo centralizado. O império atingiu o seu apogeu sob o reinado de Sargão de Acádia e do seu neto Naram-Sin.


O fundador do 1º império conhecido foi Sargão de Akkad (c. 2334–2279 a.C.). Antigo copeiro do rei de Kish, Sargão tomou o poder, construiu a capital Akkad (Agade, que até hoje não foi descoberta) e iniciou uma campanha de conquistas de territórios estrangeiras. Derrotou o rei sumério Lugal-zage-si e uniu Sumer e Akkad. O Império Acádio serviu de modelo para todos os futuros Estados da Mesopotâmia, incluindo a Babilónia e a Assíria. A literatura e a mitologia mesopotâmicas posteriores referiam-se frequentemente a Sargão e Naram-Sin como governantes arquetípicos.

E antes do 1º império? Os seres humanos 'hommo sapiens' existem há cerca de 300 mil anos. Porém, as sociedades organizadas só apareceram há cerca de 12 mil anos e a 1ª civilização conhecida, a Suméria, há cerca de 4000 ou 5000 anos. O que aconteceu no intervalo entre os 300 mil e os 5000 mil anos? 

Tanto quanto sabemos os primeiros seres humanos não eram anatomicamente diferentes de nós, somos mais ou menos os mesmos há umas centenas de milhares de anos. Como se vê pela história do império de Arcádia, os homens já buscavam o poder através da invasão de terras estrangeiras e de assaltos ao poder do seu rei. Portanto, antes disso já terão havido outras civilizações, não? Não houve linguagem escrita e civilização nessas centenas de milhar de anos que decorrem entre o ano 300 mil AEC e o ano 5000 AEC? Não houve construções? Ou é mais credível pensar que houve civilização, sim mas que colapsou totalmente ao ponto do ser humano regredir ao estado selvagem e que há 5000 anos, quando se dá o surgimento da nossa civilização, estaríamos num reboot? - quem sabe quantos já aconteceram...


March 29, 2026

Beba poesia sem moderação

 

@poesienbref Jean d’Ormesson lit un poème de Marguerite Yourcenar, lors de la présentation de son livre « Je dirai malgré tout que cette vie fut belle », en Février 2016 #Booktok #booktok #clubdeslecteur #livres #livresaddict #livresaddicts #books #litteraturefrancaise #litterature #booktokfrancais #poemes #poesiefrançaise #poesiecontemporaine #poesietiktok #citationdujour ♬ son original - poesienbref

Lembrete 🇪🇺

 

Aqui fica uma música para lembrar que a Europa é um conjunto de países, cada um com a sua maluqueira mas que no conjunto funciona, quando se une. 

A maneira mais rápida de acabar a guerra da Rússia é pôr a Ucrânia na NATO

 

Era isso que os europeus deviam estar a fazer e não percebo do que têm medo, mas vista aqui da minha janela, a Europa parece ter medo de tudo o que meta Putin.


Ele tem razão... mas depois há a pandilha de Trump e ninguém tem mão neles

 


💥 BUM!

 

March 28, 2026

Onde está a Europa?

 

O que andou a fazer estes 4 anos em termos de produção de armas de defesa?




Estou de acordo com o ministro da educação


NÍVEIS DE NUMERACIA, LITERACIA E INGLÊS

A proposta do Governo prevê que para aceder tanto a um Curso Técnico Superior Profissional (de dois anos) como a uma licenciatura, os candidatos devem “possuir nível 3 de literacia e numeracia de acordo com os critérios do PIAAC [Programme for the International Assessment of Adult Competencies, um teste internacional conduzido pela OCDE e no qual Portugal participou na última edição, com resultados bastantes fracos], devendo as regras de acesso específicas assegurar a verificação deste requisito”.

O nível 3 corresponde às seguintes competências: "Capacidade de compreender textos densos ou extensos, identificar, interpretar e avaliar informação com diferentes níveis de inferência, construir significado a partir do texto, realizar operações em várias etapas e distinguir informação relevante de conteúdos concorrentes”.

No documento, a que o Expresso teve acesso, diz-se ainda que os candidatos “devem, preferencialmente, demonstrar conhecimentos de língua inglesa correspondentes ao nível B2 do QECR, que corresponde a utilizadores que são capazes de compreender as ideias principais de textos complexos sobre assuntos concretos e abstratos, incluindo discussões técnicas na sua área de especialidade, comunicando com um certo grau de espontaneidade com falantes nativos e exprimindo-se de modo claro e pormenorizado sobre uma grande variedade de temas.”

https://expresso.pt/ministerio-quer-aumentar-exigencia-no-acesso-ao-ensino-superio

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O nível de exigência na educação é tão pobre que os alunos chegam ao 10º ano sem saber ler, sem ser capaz de guardar na memória mais do que duas palavras numa frase que ouçam (isto é verdade). Não são capazes de compreender um texto simples, em linguagem vulgar (perguntam, por exemplo, o que é 'abundância') quanto mais um texto complexo com uma linguagem um bocadinho densa. São de uma ignorância atroz, não sabem pensar mas têm opiniões sobre tudo e estão convictos de que têm muitos conhecimentos porque vêem muitos pequenos vídeos no Insta ou no Tik Tok. Os critérios de entrada na universidade são ridículos na maior parte dos casos e querem acabar com todo e qualquer critério. Qualquer dia não temos mais de que uns 10% de trabalhadores capazes de fazer o trabalho medianamente.

Agora, se o ministro pensa que vai conseguir isso mantendo a mediocridade do ensino actual, vai ter uma grande desilusão. É preciso que faça grandes mudanças. 

Uma delas é valorizar a profissão para ter profissionais competentes; 

Outra é tirar os currículos da mediocridade em que os puseram com mínimos dos mínimos - os miúdos não são todos incapazes mas fazem deles uns incapazes; 

Outra é pôr ordem no caos de medidas de pseudo-inclusão inventadas pelo incompetente anterior; 

Outra é pôr os pais no seu lugar apoiando os professores: alunos agressivos e violentos, alunos que constantemente sabotam o trabalho a todos não podem estar na escola - encaminhem-nos para cursos práticos;

A judicialização da educação começada pela outra incompetente da Rodrigues tem tido resultados catastróficos. As escolas estão constantemente em instauração de processos a professores ou sob ameaça de processos por influência de pais que apoiam o mau comportamento e delinquência dos filhos contra os professores, como meio de conseguir notas altas sem trabalho e com mau comportamento. Isto é uma praga que quem está de fora nem calcula. A mediocridade é de tal modo o novo normal que todos que tentam elevar um bocadinho o nível dos alunos é logo alvo de queixas de pais medíocres que desprezam o estudo e passam esse desprezo aos filhos.

Nós até sabemos a 'receita' para o sucesso porque ela foi experimentada em meados dos anos 90 e deu grandes resultados positivos.

Agora, vai ter a oposição dos professores dos cursos politécnicos e universitários, que querem alunos de qualquer maneira.

Bom dia

 

A nova Linguagem da UNL. Digo-o com tristeza porque é a minha universidade. A nova esquerda acéfala (o ex-ministro da educação sendo o pináculo desta acefalia) domina as universidades da pior maneira possível, pois em vez de se dedicar à investigação e ao avanço do conhecimento, dedica-se à educação para a subversão da realidade e o estalinismo do pensamento. 




Putin não consegue ganhar a guerra nem mesmo com o bullying que Trump faz à Ucrânia II

 

Putin não consegue ganhar a guerra nem mesmo com o bullying que Trump faz à Ucrânia

 

Hoje, aliás ontem, fui ouvir o Concerto de Aranjuez à Gulbenkian.

 

Com uma diva, o guitarrista Pablo Sainz-Villegas. Depois de tocar o Concerto e antes de um encore entrou no palco, sentou-se, tirou uma lima do bolso e pôs-se a limar as unhas... 'nunca tal houvera visto' como diz a música popular. Enfim, gostei. Achei a afinação da guitarra num tom muito baixo e fazia umas pausas demasiado grandes em certas passagens - para o meu gosto claro - mas foi bom, evidentemente e teve momentos muito emocionantes. O que ele tocou de um modo extraordinário foi o encore: a 'Jota Aragonesa'. Absolutamente extraordinário. Há uma altura em que faz um efeito a dedilhar as cordas que parece o rufar de tambores. Muito bom. O concerto foi filmado pela RTP e passou em directo no site da Gulbenkian.

Fica aqui a Gran Jota de Tárrega. A Jota é uma música popular que existe em todas as regiões de Espanha, sendo a Jota Aragonesa a mais conhecida e famosa. É cantada em zarzuelas. E na praça de touros de Valência, ao quinto touro, toda a gente a canta.