November 07, 2026
November 01, 2026
October 13, 2026
Soluções - refúgios climáticos
Há uma rede com 226 refúgios climáticos gratuitos pelo país — e ainda serão mais
Iniciativa do Turismo de Portugal já reuniu refúgios climáticos de 78 concelhos. Esta terça-feira, deu-se “luz verde” no financiamento para que mais três em Lisboa, Trancoso e Mira avancem.
Iniciativa do Turismo de Portugal já reuniu refúgios climáticos de 78 concelhos. Esta terça-feira, deu-se “luz verde” no financiamento para que mais três em Lisboa, Trancoso e Mira avancem.
O Goethe-Institut em Lisboa é um refúgio climático e pouca gente sabe. “As pessoas passam aqui e acham que não podem entrar”, notou Jana Binder, directora do instituto alemão, que se situa no Campo dos Mártires da Pátria, na central freguesia de Arroios. A responsável quer que se passe a olhar para este antigo palácio como o espaço público que é e seja encarado como um local para se descansar e trabalhar. Por isso, numa visita feita nesta terça-feira, fez questão de mostrar a biblioteca — que ao início da tarde estava quase sem lugares disponíveis — e o jardim que afasta o ruído citadino, que estava repleto de pessoas a estudar, a trabalhar e a conviver.
Essa foi também uma oportunidade para Jana Binder mostrar como os espaços se podem transformar. Uma das zonas do jardim, assinalou, foi, “durante anos, um estacionamento.” Certo dia, fez-se um evento no local e alguém sugeriu que poderia passar a ser um espaço público. “Foi uma luta, mas resultou”, lembrou a directora. Agora, o Goethe-Institut em Lisboa (tanto no exterior como no interior) é um dos 226 sítios que fazem parte da rede de refúgios climáticos “Stay Cool”, que foi criada este ano pelo Turismo de Portugal — e ainda serão mais. Esta terça-feira, foram assinados contratos de financiamento, em mais de 200 mil euros, para que venham a existir no Mercado do Forno do Tijolo, em Lisboa; na freguesia de Valdujo, em Trancoso; e na Praia de Mira, em Mira.
A rede de refúgios climáticos “Stay Cool” nasceu em Junho deste ano e engloba espaços exteriores ou interiores que estão preparados para dar conforto térmico, descanso e hidratação durante períodos de calor intenso, tendo como objectivo o bem-estar e segurança das pessoas. A iniciativa também permite que se criem condições para que os locais venham a ser considerados refúgios climáticos. Para isso, há um milhão de euros.
Para poderem entrar nesta rede, os locais têm de ter requisitos obrigatórios, tais como o acesso gratuito e sem condicionamento a consumo ou pagamento durante os períodos de calor extremo; ter lugares sentados suficientes para a capacidade prevista; possuir água potável; ter a sinalética da rede; e funcionar entre as 11h e as 17h nos dias de maior calor, horário que se alarga em situação de alerta ou ondas de calor, que são cada vez mais intensas e frequentes. Se o local for no interior, tem de ter temperaturas entre os 20 e os 27 graus Celsius. Já se for no exterior, terá de possuir uma sombra significativa e soluções de arrefecimento, como vegetação densa.
Os 226 refúgios climáticos ficam distribuídos por 78 concelhos: 147 são espaços interiores, 115 exteriores e 36 têm as duas valências. A sua localização pode ser consultada aqui em refugiosclimaticos.turismodeportugal.pt/. “Tem tido uma tracção grande”, assinalou, na visita desta terça-feira, Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, frisando que a rede ainda será maior. “Pretendemos criar ao longo do país um conjunto de espaços que sejam seguros do ponto de vista térmico e permitam acolher quem os procurar.”
September 09, 2026
Uma solução para deixar crianças na escola sem entupir o trânsito
⚡️Residents of Raszyn, Poland, were upset about the blue and yellow parking spaces because they thought these were made specifically for Ukrainians — Wprost.
— BLYSKAVKA (@blyskavka_ua) September 9, 2026
However, the local community explained that such marking is a standard road sign for "Kiss and Ride" type places.
They are… pic.twitter.com/6KwIJeVfvl
April 30, 2026
Soluções
Instituto Planeta Vida
Polónia usa “muros de comida” para combater desperdício e para alimentar quem precisa.
Em várias cidades da Polónia, geladeiras comunitárias instaladas em paredes de becos viraram símbolo de solidariedade. Conhecidas como “muros de comida”, funcionam 24 horas por dia e estão abertas a qualquer pessoa.
Cafés, padarias e mercados abastecem diariamente as geladeiras com refeições frescas, frutas, pão e leite. Na maioria dos casos, são alimentos de qualidade que sobrariam no fim do dia e acabariam no lixo.
A regra é direta: se precisar, pegue. Se puder dar, contribua. Não há cadastro, fila ou perguntas. Nas portas, mensagens como “Sirva-se” e “Você não está sozinho” reforçam a ideia de apoio mútuo.
O modelo nasceu para reduzir o desperdício de alimentos e, ao mesmo tempo, garantir que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham acesso a comida digna. Voluntários fazem a limpeza e verificam a validade dos produtos, mas a gestão é coletiva e baseada na confiança.
Para os poloneses, os “muros de comida” não são vistos como caridade. O conceito que sustenta a iniciativa é o de humanidade compartilhada: quem tem a mais deixa, quem precisa tira, sem burocracia e sem estigma.
Por: Joel CapembeL @bombas.nabanda
March 31, 2026
March 05, 2026
Soluções
🚨: Two young people as young as 17 years old created a pen-sized filter capable of removing up to 94% of microplastics from water using ultrasonic waves, a simple, cheap and surprisingly effective technology.
— All day Astronomy (@forallcurious) March 4, 2026
The result was so shocking that they won $50,000 at ISEF, the world’s… pic.twitter.com/QCOvoxl4Tt
November 03, 2025
Soluções
🔴 Nos Países Baixos, as mulheres agora usam sprays que deixam uma marca de tinta no rosto dos assediadores.
📍A cor permanece visível por vários dias, limita a visão do agressor e permite reconhecê-lo facilmente — uma alternativa legal ao spray de pimenta, proibido no país.
Um grupo de vigilantes formado exclusivamente por mulheres vai com paus enfrentar bandidos.
“Quando uma mulher procura tornar-se membro da Gulabi Gang é porque sofreu uma injustiça, foi oprimida e não vê outra saída”, diz Suman Singh, vice-comandante do grupo, do distrito de Mahoba. “Todas as nossas mulheres podem enfrentar os homens e, se necessário, buscar retribuição através dos lathis”, acrescenta.
August 22, 2025
Soluções
O Japão revelou uma enorme barreira construída contra tsunamis com 395 quilómetros, concebida para proteger as comunidades costeiras de futuros tsunamis, tempestades e aumento do nível do mar. O que torna o projeto único é a sua integração com a natureza: ao longo da barreira, foram plantadas 9 milhões de árvores para criar uma barreira verde, viva. Estas florestas não só absorvem o impacto das ondas, como também reduzem a erosão e contribuem para o equilíbrio ecológico. Ao combinar a engenharia humana com a resiliência ambiental, o Japão está a estabelecer um modelo global para a preparação sustentável de catástrofes. Os especialistas afirmam que este sistema de defesa híbrido oferece um modelo de como as nações podem proteger vidas e paisagens.
July 31, 2025
July 24, 2025
Soluções
July 18, 2025
June 28, 2025
February 15, 2025
January 23, 2025
Soluções
Vêem-se gregos para resolver o problema, mas é portuguesa a solução para o sobre-pastoreio
Instituto Superior Técnico estuda solução para o sobre-pastoreio na ilha grega de Samotrácia.
Tiago Domingos in ionline
Samotrácia é uma ilha grega do norte do mar Egeu, perto da fronteira marítima com a Turquia. É esta ilha que dá o nome à famosa Vitória de Samotrácia, escultura que representa a deusa grega da vitória, Nike, frequentemente identificada com Atena (ou Minerva, na mitologia romana), a deusa da sabedoria, apoiante dos portugueses no famoso concílio dos Deuses nos Lusíadas.
À semelhança de outras zonas mediterrânicas, Samotrácia tem vindo a sofrer um processo de degradação ambiental devido ao excesso de pastoreio com caprinos e ovinos. De facto, ao longo do século XX, o número destes aumentou 14 vezes, atingindo cerca de 70 mil. Associado ao declives elevados desta ilha (“Samos” significa “altura” ou “elevação” em grego antigo), este excesso de pastoreio tem levado à erosão e degradação generalizada dos solos; tem também levado à eliminação da floresta e outra vegetação nativa.
Para encontrar soluções para o sobre-pastoreio, em 2017 foi iniciado um estudo liderado por Marjan Jongen, investigadora holandesa do Instituto Superior Técnico radicada em Portugal, em colaboração com a Terraprima, spin-off do Técnico, com um técnico português (António Martelo), com investigadores austríacos (Marina Fischer-Kowalski, Dominik Noll) do Instituto de Ecologia Social em Viena e com um técnico grego local (Giorgos Maskalidis).
Este estudo focou-se na utilização de pastagens permanentes semeadas biodiversas ricas em leguminosas (PPSBRL). Este é um pioneiro sistema desenvolvido pelo agronómo português David Crespo desde os anos 60 do século passado, inicialmente na Estação de Melhoramento de Plantas (hoje Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária) e posteriormente na empresa que criou, a Fertiprado.
Estas pastagens são semeadas com misturas biodiversas de até 20 espécies ou variedades diferentes, que permitem uma adaptação às muito variáveis condições mediterrânicas de solo e de meteorologia. A sua riqueza em leguminosas permite-lhes resolver o problema crítico que o azoto constitui como nutriente para os sistemas agrícolas. De facto, o azoto na atmosfera, tal como expresso na sua etimologia grega (“a-zoion”, isto é, sem vida), é um gás inerte, que precisa de ser transformado noutros compostos químicos para poder ser utilizado pelas plantas. As leguminosas (plantas como os trevos ou a serradela) conseguem tal através da sua consociação com rizóbios (do grego “rhiza”, i.e., raiz, e “bio”, i.e., vida), bactérias que colonizam a raiz das plantas e que lhes fornecem os compostos azotados (que obtêm da atmosfera) em troca de hidratos de carbono (que as plantas obtêm através da fotossíntese).
Estas características das PPSBRL permitem-lhes ter uma maior produtividade, que se traduz em mais alimentos para os animais, mas também em maiores entradas de biomassa no solo todos os anos, que leva a um aumento da matéria orgânica do solo. Dado que mais de metade da matéria orgânica do solo é carbono, este aumento traduz-se em sequestro de carbono no solo e correspondente retirada de dióxido de carbono da atmosfera. Assim, os agricultores que semeiam estas pastagens estão a prestar à sociedade um serviço de mitigação das alterações climáticas. O reconhecimento de tal levou à montagem do projecto Terraprima – Fundo Português de Carbono, com o envolvimento de mais de 1000 agricultores e a sementeira de mais de 50 mil hectares de PPSBRL em Portugal, com o sequestro de mais de um milhão de toneladas de dióxido de carbono. Este projecto, com a sua vitória no concurso “A World You Like with a Climate You Like”, foi considerado pela Comissão Europeia como a melhor solução para o clima na Europa em 2013.
O estudo realizado na ilha de Samotrácia confirma que, tal como em Portugal, as PPSBRL têm uma produção mais elevada (de 7 a 10 toneladas anuais por hectare) que as pastagens pobres actualmente utilizadas. Tal permite alimentar melhor os animais nos terrenos mais produtivos e diminuir a pressão de pastoreio nos terrenos pobre e declivosos, levando à recuperação do solo destes e à re-entrada da vegetação natural. Adicionalmente, nos próprios terrenos onde são semeadas, levam, tal como em Portugal, ao aumento da matéria orgânica do solo, aumentando a retenção de água, reduzindo o escorrimento superficial e reduzindo a erosão. Temos assim mais uma aplicação vitoriosa desta pioneira solução lusa.
Professor de Ambiente e Energia no Instituto Superior Técnico
October 15, 2024
September 15, 2024
Soluções
New prosthetic foot mimics bones to boost flexibility!
— Pareekh Jain (@pareekhjain) July 18, 2024
Researchers at the Italian Institute of Technology have developed SoftFoot Pro, a flexible, waterproof prosthetic foot designed to improve balance and adaptability on uneven terrain for amputees and humanoid robots.
A… pic.twitter.com/pYYCB605gN











