Showing posts with label soluções. Show all posts
Showing posts with label soluções. Show all posts

March 05, 2026

Soluções

 


November 03, 2025

Soluções


🇳🇱 Países Baixos | Sociedade e segurança

🔴 Nos Países Baixos, as mulheres agora usam sprays que deixam uma marca de tinta no rosto dos assediadores.

📍A cor permanece visível por vários dias, limita a visão do agressor e permite reconhecê-lo facilmente — uma alternativa legal ao spray de pimenta, proibido no país.


Entretanto, na Índia:

Gulabi Gang: as guerreiras da Índia
Um grupo de vigilantes formado exclusivamente por mulheres vai com paus enfrentar bandidos.
“Quando uma mulher procura tornar-se membro da Gulabi Gang é porque sofreu uma injustiça, foi oprimida e não vê outra saída”, diz Suman Singh, vice-comandante do grupo, do distrito de Mahoba. “Todas as nossas mulheres podem enfrentar os homens e, se necessário, buscar retribuição através dos lathis”, acrescenta.
As Gulabi Gang existem espalhadas por toda a Índia e quando a justiça não funciona, funcionam elas.



August 22, 2025

Soluções

 

O Japão revelou uma enorme barreira construída contra tsunamis com 395 quilómetros, concebida para proteger as comunidades costeiras de futuros tsunamis, tempestades e aumento do nível do mar. O que torna o projeto único é a sua integração com a natureza: ao longo da barreira, foram plantadas 9 milhões de árvores para criar uma barreira verde, viva. Estas florestas não só absorvem o impacto das ondas, como também reduzem a erosão e contribuem para o equilíbrio ecológico. Ao combinar a engenharia humana com a resiliência ambiental, o Japão está a estabelecer um modelo global para a preparação sustentável de catástrofes. Os especialistas afirmam que este sistema de defesa híbrido oferece um modelo de como as nações podem proteger vidas e paisagens.

Think Nest

July 24, 2025

Soluções IV

 




Soluções III

 




Soluções II

 



Soluções




A Alemanha energiza a primeira torre de baterias gravitacionais do mundo conectada à rede. 
Nas colinas próximas a Morschenich, a Alemanha ativou uma torre revolucionária de armazenamento de energia baseada na gravidade, que armazena o excesso de energia renovável levantando pesados blocos de concreto e a libera baixando-os para girar turbinas. 
Construída por pesquisadores da Energy Vault e da Fraunhofer, a torre de 120 metros levanta blocos de 35 toneladas usando energia renovável quando o fornecimento é alto, convertendo eletricidade em potencial gravitacional. 
Durante os picos de demanda, os blocos descem, acionando motores regenerativos personalizados que convertem o movimento de volta em energia da rede. 
Ao contrário das baterias de lítio, este sistema não sofre degradação química. É totalmente mecânico, com uma vida útil projetada de mais de 30 anos e 90% de eficiência de ida e volta. 
A torre pode distribuir energia em segundos, atuando como armazenamento e estabilizador de frequência da rede. Seu sistema de controle usa IA para determinar quando carregar ou descarregar, com base em previsões meteorológicas, preços de mercado e disponibilidade de energia renovável. 
Ela é capaz de armazenar 20 MWh o suficiente para abastecer uma pequena cidade por mais de 6 horas. A Alemanha planeja construir versões maiores perto de parques solares na Baviera e portos de atracação de energia eólica offshore, reduzindo a dependência de importações de lítio e, ao mesmo tempo, equilibrando a volatilidade das energias renováveis.

- Cadicastech

June 28, 2025

Cool

 

Já em relação à bicharada que este revestimento deve atrair...




January 23, 2025

Soluções



Vêem-se gregos para resolver o problema, mas é portuguesa a solução para o sobre-pastoreio



Instituto Superior Técnico estuda solução para o sobre-pastoreio na ilha grega de Samotrácia.

Tiago Domingos in ionline

Samotrácia é uma ilha grega do norte do mar Egeu, perto da fronteira marítima com a Turquia. É esta ilha que dá o nome à famosa Vitória de Samotrácia, escultura que representa a deusa grega da vitória, Nike, frequentemente identificada com Atena (ou Minerva, na mitologia romana), a deusa da sabedoria, apoiante dos portugueses no famoso concílio dos Deuses nos Lusíadas.

À semelhança de outras zonas mediterrânicas, Samotrácia tem vindo a sofrer um processo de degradação ambiental devido ao excesso de pastoreio com caprinos e ovinos. De facto, ao longo do século XX, o número destes aumentou 14 vezes, atingindo cerca de 70 mil. Associado ao declives elevados desta ilha (“Samos” significa “altura” ou “elevação” em grego antigo), este excesso de pastoreio tem levado à erosão e degradação generalizada dos solos; tem também levado à eliminação da floresta e outra vegetação nativa.

Para encontrar soluções para o sobre-pastoreio, em 2017 foi iniciado um estudo liderado por Marjan Jongen, investigadora holandesa do Instituto Superior Técnico radicada em Portugal, em colaboração com a Terraprima, spin-off do Técnico, com um técnico português (António Martelo), com investigadores austríacos (Marina Fischer-Kowalski, Dominik Noll) do Instituto de Ecologia Social em Viena e com um técnico grego local (Giorgos Maskalidis).

Este estudo focou-se na utilização de pastagens permanentes semeadas biodiversas ricas em leguminosas (PPSBRL). Este é um pioneiro sistema desenvolvido pelo agronómo português David Crespo desde os anos 60 do século passado, inicialmente na Estação de Melhoramento de Plantas (hoje Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária) e posteriormente na empresa que criou, a Fertiprado.


Estas pastagens são semeadas com misturas biodiversas de até 20 espécies ou variedades diferentes, que permitem uma adaptação às muito variáveis condições mediterrânicas de solo e de meteorologia. A sua riqueza em leguminosas permite-lhes resolver o problema crítico que o azoto constitui como nutriente para os sistemas agrícolas. De facto, o azoto na atmosfera, tal como expresso na sua etimologia grega (“a-zoion”, isto é, sem vida), é um gás inerte, que precisa de ser transformado noutros compostos químicos para poder ser utilizado pelas plantas. As leguminosas (plantas como os trevos ou a serradela) conseguem tal através da sua consociação com rizóbios (do grego “rhiza”, i.e., raiz, e “bio”, i.e., vida), bactérias que colonizam a raiz das plantas e que lhes fornecem os compostos azotados (que obtêm da atmosfera) em troca de hidratos de carbono (que as plantas obtêm através da fotossíntese).

Estas características das PPSBRL permitem-lhes ter uma maior produtividade, que se traduz em mais alimentos para os animais, mas também em maiores entradas de biomassa no solo todos os anos, que leva a um aumento da matéria orgânica do solo. Dado que mais de metade da matéria orgânica do solo é carbono, este aumento traduz-se em sequestro de carbono no solo e correspondente retirada de dióxido de carbono da atmosfera. Assim, os agricultores que semeiam estas pastagens estão a prestar à sociedade um serviço de mitigação das alterações climáticas. O reconhecimento de tal levou à montagem do projecto Terraprima – Fundo Português de Carbono, com o envolvimento de mais de 1000 agricultores e a sementeira de mais de 50 mil hectares de PPSBRL em Portugal, com o sequestro de mais de um milhão de toneladas de dióxido de carbono. Este projecto, com a sua vitória no concurso “A World You Like with a Climate You Like”, foi considerado pela Comissão Europeia como a melhor solução para o clima na Europa em 2013.

O estudo realizado na ilha de Samotrácia confirma que, tal como em Portugal, as PPSBRL têm uma produção mais elevada (de 7 a 10 toneladas anuais por hectare) que as pastagens pobres actualmente utilizadas. Tal permite alimentar melhor os animais nos terrenos mais produtivos e diminuir a pressão de pastoreio nos terrenos pobre e declivosos, levando à recuperação do solo destes e à re-entrada da vegetação natural. Adicionalmente, nos próprios terrenos onde são semeadas, levam, tal como em Portugal, ao aumento da matéria orgânica do solo, aumentando a retenção de água, reduzindo o escorrimento superficial e reduzindo a erosão. Temos assim mais uma aplicação vitoriosa desta pioneira solução lusa.

Professor de Ambiente e Energia no Instituto Superior Técnico

September 15, 2024

Soluções

 


August 27, 2024

Soluções

 


Na Coreia do Sul, a água da chuva é armazenada para posteriormente limpar as ruas e regular a sua temperatura através de um sistema hidráulico.



AngoUniverso

July 16, 2024

Soluções




Outro dia li que Londres tem a maior floresta urbana do mundo. Mais de um quinto da área da cidade são árvores: 21%. De acordo com a definição das Nações Unidas, uma floresta é qualquer sítio com pelo menos 20% de árvores. Em Portugal as cidades continuam a cortar árvores...



Cidades de telhados verdes

Paula Teles
Especialista de Mobilidade Urbana


JN

No Mundo, todos os anos morrem cerca de 500 mil pessoas, silenciosamente, por não resistirem às altas temperaturas. Sabendo deste presente apocalíptico, nunca foi maior a urgência de se planear e desenhar as infraestruturas das grandes cidades para que estas contribuam, decisivamente, para o seu arrefecimento.

Precisamos de um planeamento urbano mais ecológico e sustentável, que repense os materiais de construção do edificado e a introdução de mais espaços públicos verdes nos seus entornos.

Esse processo de planear as cidades exige a prescrição de três tipos de infraestruturas: as "infraestruturas verdes", com introdução de telhados e corredores agarrados aos eixos de mobilidade suave; as "infraestruturas azuis" tais como as linhas de água, fontes, bebedouros, piscinas públicas e espaços conhecidos por "spray parks", que funcionam como parques de recreio, onde as crianças e adultos podem sentir a água nos pés, ou no corpo, se expelida através de estruturas verticais; e, finalmente, as "infraestruturas cinzentas", com várias soluções nas áreas construídas, tais como fachadas e pavimentos arrefecidos, películas repelentes de calor nas janelas, sombreamento nas fachadas e varandas, a substituição do ar condicionado por ventilação natural, entre outras

Volto a recordar que só as árvores desempenham um papel crucial na mitigação do calor, conseguindo reduzir a temperatura até 15 graus Celsius nas áreas urbanas.

Em suma, todas estas infraestruturas conectadas, funcionam como um sistema refrigerado em rede, constituindo-se como um mega telhado verde sobre a cidade, absolutamente determinante no seu arrefecimento e na garantia da vida humana.

May 30, 2024

Soluções



Universidade de Aveiro desenvolve vidro que gera energia a partir da luz solar ou iluminação artificial


Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveu um vidro que gera eletricidade a partir da luz do sol ou iluminação artificial, tornando os edifícios energeticamente mais sustentáveis, informou esta quarta-feira fonte da academia.

Coordenado pela investigadora Rute Ferreira, do Departamento de Física e do CICECO, uma das unidades de investigação da UA, o projeto PLANETa desenvolveu um protótipo de uma janela em tamanho real que, para além de gerar eletricidade, funciona também como um sensor de temperatura ótico alimentado pelo sol ou por iluminação LED, refere uma nota da UA.

O projeto decorreu em colaboração com o Instituto de Telecomunicações (IT), o Instituto Superior Técnico (IST) e a empresa Lightenjin.

Segundo Rute Ferreira, esta janela inovadora pretende ser “uma forma de integração de dispositivos de geração de energia a partir do sol em edifícios já existentes ou em construção”.

“Trata-se de um vidro revestido por uma fina camada de material transparente que capta a luz solar ultravioleta e a converte em radiação visível que é aprisionada no interior do vidro e guiada até às extremidades onde estão células fotovoltaicas escondidas na caixilharia”, explica.

De acordo com a investigadora, estas pequenas células fotovoltaicas nas extremidades conseguem gerar eletricidade suficiente para alimentar dispositivos de baixo consumo, como ‘routers’, sensores e dispositivos USB.

Para Rute Ferreira, o fator diferencial deste protótipo está na sua “capacidade de funcionar com iluminação solar e artificial, garantindo a operação contínua, mesmo em período de ausência de luz solar”.

Além disso, aproveitando a sensibilidade do material do revestimento do vidro à temperatura, a janela transforma-se num dispositivo de dupla função: geração de energia e sensor de temperatura.

“Tirando partido da configuração comercial de janelas duplas, podemos em simultâneo medir a temperatura interior e exterior”, diz a investigadora.

“A energia gerada alimenta um sistema IoT [Internet of Things] capaz de monitorizar a temperatura e de disponibilizar esses valores numa plataforma ‘online’ acessível ao utilizador. O objetivo final é integrar esses dados no sistema de automação residencial do edifício, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos sistemas de aquecimento e arrefecimento, promovendo uma maior eficiência energética”, descreve.

O PLANETa combina, assim, inovação tecnológica e sustentabilidade, e quer contribuir para o futuro dos edifícios inteligentes e energeticamente eficientes.

Para além da construção civil, a equipa de investigadores da UA antevê que a aplicabilidade e versatilidade destes materiais e dispositivos possa ser testada para aplicações mais visionárias, como é o caso do ambiente aeroespacial para aumentar a eficiência dos conversores fotovoltaicos utilizados em satélites e, dessa forma, “baixar o custo da componente energética destes aparelhos”.

April 19, 2024

Soluções ambientais

 


Uma empresa de sumos despejou cascas de laranja num parque nacional.

12.000 toneladas de resíduos alimentares e 21 anos depois, esta floresta tem um aspeto totalmente diferente.

Upworthy

Em 1995, os ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs abordaram uma empresa de sumos de laranja na Costa Rica com uma ideia fora do comum.

Em troca da doação de uma porção de terra intocada e florestada à Área de Conservação Guanacaste - uma reserva natural no noroeste do país - o parque permitiria que a empresa despejasse gratuitamente as suas cascas e polpa de laranja descartadas numa área vizinha, fortemente pastoreada e em grande parte desflorestada.

Um ano mais tarde, mil camiões entraram no parque nacional, descarregando mais de 12.000 toneladas de composto pegajoso, farináceo e cor de laranja no terreno desgastado.

O local foi deixado intocado e, em grande parte, não foi examinado durante mais de uma década. Foi colocado um sinal para garantir que futuros investigadores o pudessem localizar e estudar.

16 anos mais tarde, Janzen enviou o estudante Timothy Treuer para procurar o local onde os resíduos alimentares tinham sido despejados.

Treuer começou por tentar localizar o grande cartaz que assinalava o local - e não conseguiu.

The first deposit of orange peels in 1996. Photo by Dan Janzen.

"É um sinal enorme, com letras amarelas brilhantes. Devíamos ter conseguido vê-la", diz Treuer. Depois de vaguear durante meia hora sem sorte, consultou Janzen, que lhe deu instruções mais pormenorizadas sobre como encontrar o terreno.
Quando voltou uma semana mais tarde e confirmou que estava no sítio certo, Treuer ficou impressionado. Comparado com a antiga pastagem estéril adjacente, o local do depósito de resíduos alimentares era "como a noite e o dia".
Era difícil de acreditar que a única diferença entre as duas áreas era um monte de cascas de laranja. Parecem ecossistemas completamente diferentes", explica.
A área era tão densa de vegetação que ele ainda não conseguiu encontrar o sinal.
Treuer e uma equipa de investigadores da Universidade de Princeton estudaram o local durante os três anos seguintes.
Os resultados, publicados na revista "Restoration Ecology", sublinham até que ponto as partes de fruta deitadas fora contribuíram para a recuperação da área.
Os ecologistas mediram várias qualidades do local em comparação com uma área de antigas pastagens imediatamente do outro lado da estrada, utilizada para despejar as cascas de laranja duas décadas antes. Em comparação com a parcela adjacente, que era dominada por uma única espécie de árvore, o local do depósito de cascas de laranja apresentava duas dúzias de espécies de vegetação, a maioria das quais florescente.
Para além de uma maior biodiversidade, de um solo mais rico e de uma copa das árvores mais desenvolvida, os investigadores descobriram uma tayra (uma doninha do tamanho de um cão) e uma figueira gigante com um metro de diâmetro, na parcela.
"Podiam estar 20 pessoas a trepar naquela árvore ao mesmo tempo e ela teria suportado o peso sem problemas", diz Jon Choi, co-autor do artigo, que efectuou grande parte da análise do solo. "Aquela coisa era enorme".
Dados recentes sugerem que as florestas tropicais secundárias - as que crescem depois de os habitantes originais terem sido destruídos - são essenciais para ajudar a abrandar as alterações climáticas.
Num estudo de 2016 publicado na revista Nature, os investigadores descobriram que essas florestas absorvem e armazenam carbono atmosférico a uma taxa cerca de 11 vezes superior à das florestas antigas.
Treuer acredita que uma melhor gestão dos produtos descartados - como as cascas de laranja - pode ser fundamental para ajudar estas florestas a regenerarem-se.
Em muitas partes do mundo, as taxas de desflorestação estão a aumentar drasticamente, minando os solos locais dos nutrientes tão necessários e, com eles, a capacidade dos ecossistemas para se restaurarem.
Entretanto, grande parte do mundo está inundada de resíduos alimentares ricos em nutrientes. Nos Estados Unidos, cerca de metade de todos os produtos agrícolas são deitados fora. A maior parte acaba atualmente em aterros sanitários.
"Não queremos que as empresas andem por aí a despejar os seus resíduos à vontade por todo o lado, mas se for orientado cientificamente e se, para além das empresas, estiverem envolvidos restauradores, penso que é algo que tem um potencial muito elevado", afirma Treuer.
O próximo passo, segundo ele, é examinar se outros ecossistemas - florestas secas, florestas nubladas, savanas tropicais - reagem da mesma forma a depósitos semelhantes.
Dois anos depois da sua pesquisa inicial, Treuer regressou para tentar localizar novamente o sinal que assinala o local.
Desde a sua primeira missão de reconhecimento em 2013, Treuer tinha visitado o terreno mais de 15 vezes. Choi tinha visitado mais de 50. Nenhum deles tinha visto o sinal original.
Em 2015, quando Treuer, com a ajuda do autor sénior do artigo, David Wilcove, e do professor de Princeton Rob Pringle, finalmente a encontrou debaixo de uma moita de videiras.



Photo by Tim Treuer