Adapted from a post at BLDGBLOG, this short animation is an Aeon original made in collaboration with the filmmaker and animator Flora Lichtman.
August 27, 2020
August 26, 2020
O PCP está acima da lei
É uma pouca-vergonha. Há aqui em Setúbal um surto de Covid-19, num lar, que não pára de crescer. Já são 76. Setúbal é mesmo ao lado do sítio onde se faz o festival de música para angariar dinheiro a que o PCP chama actividade política. Qualquer cidadão que não obedeça às regras tem problemas com a lei. Este ano não houve nenhum festival de música. Das actividades mais perigosas para o covid os festivais/concertos de música de massas estão à cabeça. Mas isso não incomoda o PCP. O partido é tudo, o partido é o Deus deles. Não é um partido que respeite a lei, nem está habituado a Estados de Direito, mas isso é uma coisa que sei, com um saber feito de trauma, desde os meus 13 anos. É certo que só o fazem porque o governo também se acha acima da lei e permite tudo em troca da cruzinha lá no sítio.
PCP rejeita "quaisquer decisões discricionárias e arbitrárias" da DGS sobre Festa do Avante!
James Bond fez ontem 90 anos
Palavras do Oriente
Se não soubesse a data deste poema, tão vívido, pensava ter sido escrito, hoje mesmo, pois a experiência que relata ainda é tal qual. A diferença é que o palácio dourado existe em muitos sítios e casas e não é um privilégio real. Sentimos a atmosfera de conforto e abundância, o brilho, o calor do vinho e o cheiro do tabaco numa noite bem passada entre família ou amigos. Um poema epicurista.
THE GOLDEN PALACE
from, A Hundred and seventy Chinese poems, translated by Arthur Waley

Esqueci-me de almoçar...
Fui fazer uma sopa de tomate para aproveitar alguns tomates da quantidade industrial que tenho em casa. Fiz uma sopa de tomate rústica (deixai-a um bocadinho grumosa para ter textura) à holandesa (mais ou menos, com umas aldrabices). Agora estou a comê-la com pimenta do reino fresca e umas folhinhas de manjericão. Está bem boa.
Coisas boas - amigos, presentes, livros 🙂
À atenção do senhor Costa
Agradeço que não me discrimine por ser doente oncológica com doença respiratória e não me obrigue a pôr baixa e perder uma parte do salário, pois as minhas despesas médicas não vão diminuir, nem ficar mais baratas.
Há escolas em outros países e universidades aqui que vão dividir as turmas em turnos. Podiam também reduzir-nos o horário, dividindo a turma em duas. Seria uma maneira de ter de contratar menos professores substitutos, por exemplo, bem como diminuir as possibilidades de se gerarem cadeias de transmissão porque melhorava significativamente as condições de segurança.
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Professores de emergência
“Os imunodeprimidos e os portadores de doença crónica que, de acordo com as orientações da autoridade de saúde, devam ser considerados de risco, (…) podem justificar a falta ao trabalho mediante declaração médica, desde que não possam desempenhar a sua atividade em regime de teletrabalho ou através de outras formas de prestação de atividade” (artigo 25.º-A, Decreto-Lei n.º 20/2020, de 1 de maio, aditamento ao Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março – medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença covid-19).
O Regime de Ensino Presencial, o mais desejado por todos, permite a normalização do quotidiano de pais e encarregados de Educação e promove o desvanecimento das desigualdades, potenciando a constante ascensão de uma das suas funções – de elevador social, que não correspondeu em pleno nos últimos meses, fruto dos constrangimentos provenientes do inesperado encerramento das escolas.
É dúbio, e por via disso deverá ser urgentemente esclarecido, que os docentes de risco, apesar de funcionários públicos, não estão abrangidos pelo regime especial de proteção, devem apresentar atestado médico e, consequentemente, sujeitarem-se à forte redução no seu vencimento, a partir do próximo mês.
Se a circunstância presente – que ultrapassa a área de competência do Ministério da Educação –, não for clarificada e corrigida, esta será entendida como um ataque a uma classe desejosa de valorização e dignificação merecidas.
Esta conjuntura leva-me a apresentar algumas interrogações que carecem de respostas céleres e significativas.
O tratamento discriminatório é injusto e penaliza profissionais da função pública, em detrimento de outros. Entendem-se os motivos desta diferenciação?
A sociedade civil (incluindo o poder político) rendeu louvores e atribuiu rasgados elogios, em relação à prestação do serviço educativo, pelos professores, desde 16 de março. Exaltam-se bons desempenhos e retribui-se deste modo?
De acordo com uma estrutura sindical de professores, 12 mil encontram-se com doenças de risco. O país terá igual número de docentes para operacionalizar as substituições? Poderá este suportar a duplicação de vencimentos?
Recorde-se que aquando da retoma das aulas presenciais (18 de maio), os docentes pertencentes ao grupo de risco tiveram falta justificada e o número de baixas médicas revelou-se residual. Este procedimento estava desacertado?
As aulas iniciar-se-ão em Regime de Ensino Presencial. Sendo possível, por razões pandémicas, ocorrerá a transição para o Regime de Ensino Misto e à Distância. Estes profissionais estão aptos para exercer funções apenas num regime?
Os professores “hipertensos, diabéticos, doentes cardiovasculares, portadores de doença respiratória crónica, doentes oncológicos e portadores de insuficiência renal” devem ter o direito de optar por exercer a sua profissão no habitual local de trabalho, ou em casa, como sucede com os demais funcionários públicos.
O caráter excecional e temporário influencia a tomada de decisões acertadas que sirvam os interesses coletivos. Não podemos vangloriar a performance dos professores em tempos de crise e penalizar a sua atividade laboral. Se a celeuma decorre da lei, então impõe-se que esta seja mudada, não originando interpretações ambíguas.
Entendo que o papel das instituições educativas do ensino não superior ficou fortalecido na sua essência, principalmente devido à ação dos professores. O respetivo empenho, empreendedorismo e o reconhecimento (por parte daqueles que ainda tinham dúvidas) do elevado grau de profissionalismo da classe docente fomentaram o aumento da união das comunidades, fortalecendo a aproximação dos diversos atores.
Faça-se justiça!
Filinto Lima
“What would human life be without forests, those natural cities?” Thoreau II
Uma alternativa a cortar árvores nas cidades, a torto e a direito.
O cais das colunas e outras cenas
Hoje tive que ir a Lisboa a um médico e resolvi , já que lá ia, arejar um bocado. Eu e um amigo resolvemos jantar e fazer qualquer coisa. Combinámos encontrar na Praça do Comércio porque ele trabalha ali perto. Fui esperar no cais das colunas que é um dos meus sítios preferidos em Lisboa. É ali que simbolicamente Portugal se abriu ao mundo e uma centena de gerações partiu dali para se aventurar no desconhecido. O lugar está carregado de imaginação e história. Pois estava ali sentada a olhar o movimento do rio quando reparei que os pilares estavam cheios de inscrições, coisa que nunca tinha visto. Aproximei-me e vi claramente no pilar esquerdo o nome de Salazar no fim de um longo texto. Tirei esta fotografia ao pilar e depois fui ao outro e pareceu-me ver, no fim do texto, General... qualquer coisa.
Bem, cheguei agora a casa e vim à net investigar o mistério. Não é mistério nenhum, eu é que nunca tinha ouvido falar disto. Então, as colunas do Cais das Colunas que substituiu o Cais de Pedra, têm os nomes que lhe foram dados no Estado Novo, em 1939: Salazar e General Carmona. (Garcia Nunes in AML)
Segundo alguns autores as colunas podem ter inspiração maçónica e representar as colunas do Templo de Salomão, simbolizando o Ocidente e o Oriente, entre outros valores.
No pilar esquerdo, oriental, pode ler-se:
A SEGUNDA VIAGEM DO CHEFE DO ESTADO ÀS TERRAS ULTRAMARINAS DO IMPÉRIO: CABO VERDE, MOÇAMBIQUE E ANGOLA. XVII DE JUNHO - XII DE SETEMBRO DE MCMXXXIX A VIAGEM DO CHEFE DO ESTADO ÀS TERRAS DO IMPÉRIO EM ÁFRICA ESTÁ NA MESMA DIRECTRIZ DAS NOSSAS PREOCUPAÇÕES E FINALIDADE, É MANIFESTAÇÃO DO MESMO ESPÍRITO QUE PÔS DE PÉ O ACTO COLONIAL SALAZAR (Luís Filipe A. Pereira in AML)
No pilar direito (ocidental) lê-se:
AQUI EMBARCOU O CHEFE DO ESTADO PARA A PRIMEIRA VIAGEM ÀS TERRAS ULTRAMARINAS DO IMPÉRIO: SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE E ANGOLA. XI DE JULHO - XXX DE AGOSTO DE MCMXXXVIII COM A CERTEZA DE QUE FALA PELA MINHA VOZ PORTUGAL INTEIRO, PROCLAMO A UNIDADE INDESTRUTÍVEL E ETERNA DE PORTUGAL. GENERAL CARMONA (Luís Filipe A. Pereira in AML)
Informações tiradas dos sites: https://lisboadeantigamente.blogspot.com e http://paramimtantofaz.blogspot.com
August 25, 2020
Pôr coisas em perspectiva
Só para que fique claro. A situação dos professores que têm doenças que os põem em grupos de risco, com deficiência atestada, como é o meu caso, é a seguinte: estamos diante do edifício do local de trabalho numa cadeira de rodas e todas as entradas têm uma escadaria. E quando perguntamos como vamos entrar, aparece o responsável e diz: se não têm condições de entrar, quer dizer, se as vossas perninhas não andam e não podem subir as escadas, vão para casa de baixa (com cortes no salário) porque gastarmos dinheiro a construir rampas, nem pensar.
Isto chama-se descriminação, não tem outro nome.
Quando as pessoas argumentam sem honestidade intelectual e/ou com desinformação
Parece-me evidente que existe inépcia comunicacional de ministério da Educação e DGS, incapazes de tranquilizar a comunidade escolar e explicar categoricamente o que justifica que as orientações para as escolas sejam mais flexíveis do que noutros sectores. Mas isso, por si só, não significa que as orientações sejam desadequadas. Pelo contrário, tanto quanto se sabe, as orientações da DGS estão ajustadas às evidências disponíveis e alinhadas com as medidas adoptadas em vários países europeus. E essa mensagem, tão essencial para um regresso às aulas sereno, não está a passar.
Há três aspectos que me parecem determinantes para o enquadramento destas orientações sanitárias, que merecem maior destaque na apresentação do plano de reabertura das escolas.
Primeiro, as orientações da DGS estão alinhadas com as evidências empíricas. Os estudos já realizados mostram que as crianças estão menos sujeitas a contágio ou a complicações de saúde causadas pela Covid-19 – e, também, que até aos 10 ou 12 anos aparentam ser muito pouco transmissoras. Sendo certo que há estudos que apontam para que, a partir dessa idade, o potencial de transmissão aumente para próximo do de um adulto, a obrigatoriedade de uso de máscara a partir do 2.º ciclo limitará fortemente os riscos. Pode soar a pouco, mas nas escolas e em muitas áreas de actividade já se verificou que o uso de máscara (acompanhado de medidas de higienização) é uma via eficaz para prevenir contágios.
Segundo, as reaberturas até ao momento (entre Abril e Junho) sugerem que as escolas são espaços com segurança acima da média – isto é, espaços muito frequentados que não aparecem associados a focos de contágio. A reabertura das escolas, em Portugal (secundário) e em muitos outros países europeus (no básico), não gerou um descontrolo da pandemia. Isto é também válido para o pré-escolar, onde o distanciamento social é uma impossibilidade prática. Mais: não há, no mundo inteiro, registo de professores infectados pelos seus alunos, mostrando que a protecção dos docentes é naturalmente tida em conta. Sabendo-se que as reaberturas aconteceram em grande escala e em diversos contextos e países, estes são dados relevantes, significativos e encorajadores.
Terceiro, as orientações da DGS em Portugal são muito similares às de vários países europeus para as suas reaberturas escolares, sendo transversal a menor exigência no distanciamento social. Como desenvolvi neste ensaio acerca da preparação do próximo ano lectivo em vários países, a redução do distanciamento social será o elemento-chave da reabertura das escolas por toda a Europa. E é muito fácil encontrar paralelos com as opções portuguesas. Por exemplo, em França, a distância entre alunos será de 1 metro e, quando não possível, o uso de máscara será obrigatório. Noutro exemplo, na Bélgica, os alunos com menos de 12 anos terão prioridade absoluta no ensino presencial, que deverão frequentar diariamente mesmo nos piores cenários pandémicos.
Alexandre Homem de Cristo
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"Primeiro, as orientações da DGS estão alinhadas com as evidências empíricas. Os estudos já realizados mostram que as crianças estão menos sujeitas a contágio ou a complicações de saúde causadas pela Covid-19 – e, também, que até aos 10 ou 12 anos aparentam ser muito pouco transmissoras."
Isto é falso. Na verdade não sabemos, em grande parte porque as crianças e os adolescentes ficaram fechados em casa com os pais e ainda não regressaram às escolas de modo que não tiveram oportunidade de apanhar ou transmitir o vírus. Recentemente vários estudos mostraram que o vírus nas crianças aparece mais concentrado e resistente, o que pode significar implicações na transmissão. Mas, volto a dizer, ninguém sabe ao certo porque ainda não houve condições para se saber, de modo que dizer que os estudos mostram que as crianças não são são transmissoras é falso, seja por falta de informação ou desonestidade.
Segundo, as reaberturas até ao momento (entre Abril e Junho) sugerem que as escolas são espaços com segurança acima da média – isto é, espaços muito frequentados que não aparecem associados a focos de contágio. A reabertura das escolas, em Portugal (secundário) e em muitos outros países europeus (no básico), não gerou um descontrolo da pandemia. Isto é também válido para o pré-escolar, onde o distanciamento social é uma impossibilidade prática. Mais: não há, no mundo inteiro, registo de professores infectados pelos seus alunos, mostrando que a protecção dos docentes é naturalmente tida em conta. Sabendo-se que as reaberturas aconteceram em grande escala e em diversos contextos e países, estes são dados relevantes, significativos e encorajadores.
Outra desonestidade. A reabertura das escolas deu-se com os alunos do 11º e 12º ano, em poucas disciplinas, de modo que estavam nas escolas, uma percentagem ínfima da população escolar e seguiram-se, de facto, as orientações da OMS. Mesmo assim houve casos de covid. A reabertura das escolas no norte da Alemanha durou uma semana, após o que tiveram que fechar. Na Califórnia, escolas abriram recentemente e voltaram a fechar por casos de covid e sabemos que há casos onde os directores fazem pressão para não se reportarem os casos.
As escolas ainda não abriram em grande escala, isto é falso: ainda estamos nas férias de Verão na maioria dos países do Norte e só agora algumas começam a abrir, de modo que não temos maneira de saber o que se vai passar na abertura das escolas. Aliás, as universidades, que não são frequentadas por crianças e adolescentes, não vão vão ter ensino presencial ou vão tê-lo misto, na maioria dos países, o que é significativo.
Dizer que não há um único registo de professores infectados é outra desinformação: não sabemos e não podemos argumentar com a ignorância. Eu não sei se há casos, logo eles não existem? Não foram feitos testes para se saber se os casos de covid-19 que surgiram com aquelas percentagens mínimas de pessoas nas escolas, foram transmitidos dentro das escolas, de modo que ninguém sabe. Portanto, mais uma vez o senhor é desonesto.
Finalmente dizer que as orientações são idênticas às de outros países que sabemos que também têm desinvestido na educação e não estão para gastar dinheiro com a segurança das pessoas as escolas, parece-me o cúmulo da falta de seriedade com que encaram a segurança das pessoas. É como dizer, 'sim, não há condições mas os outros países também não as têm, logo estamos bem'.
Por exemplo, se formos ler informação de especialistas encontramos o seguinte:
To prevent a second COVID-19 wave, relaxation of physical distancing, including reopening of schools, in the UK must be accompanied by large-scale, population-wide testing of symptomatic individuals and effective tracing of their contacts, followed by isolation of diagnosed individuals. (the lancet.com)
O que dizem os especialistas é, 'para prevenir uma segunda vaga de Covid-19, o relaxamento das regras de distanciamento físico, incluindo a abertura de escolas, no RU, deve ser acompanhado por testes alargados à população sintomática e seus contactos, etc.' Ou seja, a diferença é que aqui ninguém é desonesto e assumem que a abertura das escolas vai ser feita no relaxamento das regras de segurança quanto ao distanciamento e avisam o que é preciso fazer para remediar.
Relaxar as regras de segurança é o que vão fazer em quase todos os países, mas argumentar que isso é bom ou normal como faz este indivíduo é desonestidade intelectual.
A questão é: estamos no meio de uma pandemia e os jornalistas, em vez de escreverem no sentido de defenderem a segurança da comunidade escolar, escrevem a defender que se abram as escolas como se não estivéssemos no meio de uma pandemia com o argumento do pensamento mágico de que tudo vai correr pelo melhor. E porquê: porque os governos vêm fazendo uma operação de 'defund' da educação pública há quase duas décadas e querem continuar nessa política. E os jornalistas têm sido, e são, coniventes, o que é triste.
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Uma associação médica norte-americana elaborou um ranking de atividades e do seu grau de risco para a covid-19. (Quais as atividades de maior risco para contágio?) classificando-as de 1 a 10, sendo 1 das de menor risco e 10 as de maior risco. Embora ponha as aulas no nível 5/6 em termos de risco, no fim, conclui desta maneira: Como já tinha antes explicado Ryan Malosh, investigador da Universidade de Michigan., em termos gerais, "as atividades de maior risco são aquelas que são feitas dentro de casa, com pouca ventilação, e em espaços fechados com muitas pessoas durante longos períodos de tempo". As atividades de menor risco são ao ar livre, com amplo espaço para a distância social, poucas pessoas fora do seu agregado familiar e por períodos de tempo mais curtos".
Portanto, as actividades de maior risco são as que são feitas dentro de casa, com pouca ventilação, espaços fechados com muitas pessoas por longos períodos de tempo - ora, esta é a descrição das salas de aula: espaços fechados com pouca ventilação onde estão concentradas muitas pessoas durante longos períodos de tempo sem distanciamento físico - salas com 40 metros quadrados onde estão 30 alunos uma manhã e/ou uma tarde inteira com professores, todos em cima uns dos outros a respirar o mesmo ar mal ou nada ventilado.
Eu sou a favor de se abrir as escolas e quero ir trabalhar, não quero ficar em casa e só não vou se a minha médica pneumo-oncologista me disser que o risco é demasiado grande ou se as condições na escola forem demasiado perigosas porque não sou louca e não quero adoecer ou morrer em 4 dias para provar o meu ponto de vista de que as escolas não têm segurança. Quer dizer, estou há meses em casa, a sair pouquíssimo, com cuidado para não apanhar este vírus e não vou agora para a escola como um forcado para a cara do toiro. Isto com que lidamos é uma pandemia, um problema sanitário, não é uma corrida de touros a ver quem é mais louco de se pôr em frente da besta sem protecção.
Eu sou a favor de se abrirem as escolas, mas não sou a favor de se abrirem as escolas como se não houvesse pandemia e as regras de segurança fossem as de tempos normais, que é isso que este jornalista e todos os outros defendem. Ainda não vi um único jornalista, para não falar em políticos que defenda a abertura das escolas em segurança. Aliás, a redução de alunos por turma, que é a principal medida para se poder fazer um distanciamento físico, foi chumbada na AR.
A sede de poder dos governantes aliada à falta de consciência abrem crateras nas sociedades
Há um movimento em Inglaterra chamado, 'Defund BBC', que clama pelo fim do pagamento de taxas para manter a estação como serviço público. Dizem que não faz sentido suportar uma cadeia de TV contra aa vontade e que só deve pagar quem quer, falam em liberdade, etc. Na realidade, a campanha tem por detrás organizadores do movimento de Brexit e queixam-se que a estação está tomada pela esquerda e não é independente.
A BBC é a estação pública nacional mais antiga do mundo e muito respeitada, mas Cameron, um político ganancioso de poder e sem grande cabeça que queria marcar pontos para o partido, desencadeou um movimento que abriu uma cratera entre os ingleses que não pára de alastrar. Agora ninguém a sabe fechar. No dia em que não houver serviço público de TV as pessoas ficam como nos EUA, reduzidas a canais que são meros instrumentos de desinformação de propaganda política partidária.
Muitos defensores do 'defund BBC' usam o hino de Elgar, Land of Hope and Glory, [que uma grande quantidade de ingleses quer passar a usar em vez do God Save The Queen] como símbolo dos seus sentimentos patrióticos, que acusam a BBC de trair.
Era bom que aqui no país se pusesse os olhos neste exemplo, sinal inequívoco de retrocesso democrático e social que parece alastrar-se sem que aqueles que estão em lugares de poder o percebam e lhe ponham travão, travando as suas ambições desmesuradas de poder.
------------------------------------------“The BBC is for the few and I’m not included.”
Another added: “The BBC has become an organisation run by a minority who hold in absolute contempt the majority who are forced by law to fund it.”
The BBC argues it continues to provide politically neutral and un-bias coverage.
Shortly after the 2019 General Election Lord Hall, the BBC’s Director General, defended the corporation in an article for the Daily Telegraph.
How shall we extol thee, who are born of thee?
Wider still and wider shall thy bounds be set
God, who made thee mighty, make thee mightier yet
God, who made thee mighty, make thee mightier yet
Palavras inconsequentes
"São movidos pela qualidade da educação" mas quando a redução de alunos por turma foi à AR chumbaram. É isso. Falam muito em querer fazer mas fica tudo nos discursos.
Move-nos a responsabilidade de responder por quem trabalha, por quem vive da sua pensão ou já está no desemprego. De responder pela qualidade do SNS e da Educação. Move-nos a urgência de retomar a produção e a certeza de que não é ceifando direitos e rendimentos que se colhe prosperidade.
Totally missing de point
Em primeiro lugar, frase (que é muito mais que um tom desagradável) é dita pelo primeiro-ministro, em público, e em funções; em segundo lugar, que o primeiro-ministro sinta à vontade a falar desse modo em frente de jornalistas mostra o tipo de relação que tem com eles, como aliás, o artigo deste indivíduo a desvalorizar tudo como sem importância, mostra à saciedade.
Também podíamos dizer que um dos problemas de muitos jornalistas é não verem nunca nada de essencial em coisa alguma. Nada, nadinha...
------------------------A verdade é que ficamos presos a uma discussão sem sentido feita a propósito de um tom desagradável usado por António Costa, a propósito de uma polémica que estava a causar mossa na imagem da ministra da Solidariedade, em particular, e na imagem do Governo, de uma forma geral. Gastamos sempre menos tempo a discutir o essencial que a discutir o acessório.
Paulo Baldaia
E já agora, senhor ME: mande pagar o que me devem, sff!







Anon. (first century b.c.)