July 17, 2020
Ver a árvore mas não a floresta
Citação deste dia
Miguel Guedes
July 16, 2020
Hércules e Licas numa gravura espectacular e pujante
Esta imagem de Hércules e Licas é uma gravação com a técnica de buril, sobre cobre, feita a partir de uma escultura de Canova. Esta técnica é muito complexa e o que à distância parece grafite, são sulcos deixados no cobre, como se vê nestes pormenores ampliados. Absolutamente espectacular: o sombreado, os cabelos e a barba, a expressão do olhar, as veias, os ossos dos pés, as costelas no torso, a expressão aterrorizada de Licas, a força com que o agarra pelos cabelos. Não sei se tinha a paciência (mesmo que tivesse o talento) para gravar com esta perfeição e pormenor estes sulcozinhos todos.
Clicando nas imagens vê-se em ecrã total.
Giovanni Folo. Hércules y Licas (detalle).
Buril, 1812. Rijksmuseum.
a gravura:
9.30h da noite e o ar está quente
Hoje às 15.30 estavam 37º. Não se aguenta. Hoje não há cometa para ninguém... ... que moleza... não se consegue fazer nada... nem ler, nem nada.
Que diferença de discurso
Humanos, antes dos estragos sociais
Têm melhor comportamento social que muitos adultos.
"If Maxwell and Finnegan can wear their masks and be happy about it you can too..." pic.twitter.com/4yZWMrY2uE— Robert De Niro ᵖᵃʳᵒᵈʸ (@RobertDeNiroUS) July 10, 2020
Se tens uma conta no FB vai denunciar publicações de gatinhos e bebés
Ser moderador de conteúdos do FB é mais ou menos como trabalhar num matadouro. Aqui há uns 15 anos tive um aluno que desistiu da escola no 10º ano porque tinha quase 19 anos, não estudava nada e os pais mandaram-no trabalhar. No ano seguinte bateu-me um dia à porta da sala onde estava a dar aula à antiga turma dele, perguntou se podia assistir, era o seu dia de folga. Quis saber o que ele andava a fazer. Trabalhava num matadouro. Disse que passava o dia a matar vitelas e vitelos. Que não conseguia dormir. Tinha pesadelos. Um da turma, muito parvo, chamou-lhe assassino de vitelos. Coitado do miúdo. Ele era do género de estar sempre a palhaçar e parecia outro. Muito sério. Que trabalho tão difícil e deprimente, ainda para mais para um adolescente. Ganham pouquíssimo Por acaso vi-o há menos de dois anos num supermercado. Era o encarregado da distribuição dos produtos na loja. Estive a falar um bocadinho com ele. Fiquei contente de o ver contente.
Enfim, lembrei-me dele depois de ter lido um artigo de uma rapariga que trabalha como moderadora de conteúdos do FB. É mais ou menos como trabalhar num matadouro. Ela diz que passam oito horas por dia a ver conteúdos agressivos que os utilizadores denunciaram e a decidir se os devem excluir: horas e horas a verem pessoas a serem espancadas, torturadas, pornografia violenta, violações, pornografia infantil, decapitações, humilhações... ela diz que já viu de tudo. Há dias em que começa a chorar. Ninguém faz nada porque os outros estão na mesma e há dias em que são outros que choram. Que trabalho horrível. Ganham pouquíssimo. Então, lembrei-me que era giro começar a denunciar vídeos de gatinhos e bebés para dar descanso àquela gente e um bocadinho de ânimo.
Como torturar um português
- Para torturar um italiano, parte-se o esparguete ao meio antes de o pôr a cozer. Para torturar um americano, come-se pizza com garfo e faca, para torturar um francês substitui-se a manteiga do croissant por margarina.
Há muitas maneiras de torturar um português:
- comeres uma salada sem azeite;
- cozinhares qualquer coisa sem azeite;
- pensares que o azeite é a mesma coisa que óleo - declaração de inimputabilidade;
- não gostares de sardinhas - ninguém se senta a comer contigo;
- pores ketchup nas batatas fritas - não mereces que tas tenham feito;
- fazeres um acompanhamento de arroz sem batatas fritas ou de batatas fritas sem o arroz - és atrasado mental?;
- pores na mesa um pacote de batatas fritas. Que vergonha. Batatas do pacote nunca se põe numa mesa a não ser como entrada;
- achares que o arroz Carolino não presta;
- achares normal fazer um arroz sem refogado;
- não gostares de arroz - és votado ao ostracismo;
- não tomares um café depois do almoço - ninguém te há-de emprestar dinheiro;
- pores leite no chá - estragaste o chá;
- não gostares de peixe. Arriscas-te a que te ponham um processo em tribunal;
- não gostares de bacalhau! Suicídio moral;
- não gostares de marisco. Nunca ninguém te há-de emprestar, nem uma carica, porque não és de confiança;
- acamares vinhos como se fossem água;
- comeres peixe mal temperado: sem azeite, sal e às vezes molho de cebola com azeite;
- convidares alguém para ir comer a tua casa e não haver sopa. Pior, não gostares de sopa em todas as refeições, seja Inverno ou Verão. Nunca mais és convidado para lado algum;
- cheirares a comida como um cão;
- achares que é bom comer peixe frito ao pequeno-almoço;
- pensares que comer é só para alimentar — Comer é DEUS. É um momento religioso! É o momento de oração prolongada. É onde tu aprecias as pequenas coisas da vida;
- acompanhares a refeição com leite ou água;
- não gostares de doces de ovos e bolos conventuais - hás-de ir parar ao inferno para veres como é bom.
adaptado do Gonçalo Melo
Aquela idade entre os 3 e os 6 anos em que muitos miúdos são pequenos sábios
À atenção do senhor primeiro-ministro e das senhoras da Saúde
A vossa mensagem não está a passar. Nada que espante, pois tem havido inconstância, contradições e, amiúde, mentiras. Por um lado diz-se que é preciso manter protocolos de distância, máscara e higienização, por outro lado fazem-se ver sem máscara, em comícios, todos ao molho, aprovam medidas de abertura de escolas sem segurança, à segunda-feira dizem que a máscara é importante e à terça nem por isso... enfim, é um desnorte.
Hoje tive que sair e ir a um sítio. Resolvi ir a pé para apanhar um bocadinho de sol e ar e para andar um bocado, fazer algum exercício. Fui cedo, mas já havia bastante gente na rua. Quase ninguém com máscara ou com ela no pescoço ou pendurada numa orelha. Pais e filhos, uns a espirrar para cima de outros. Esplanadas de cafés cheias com as mesas em cimas umas das outras e as pessoas sem máscara a falar umas para cima das outras. Pessoas a falar ao telefone, aos gritos, como é próprio dos portugueses, a deitar gafanhotos para todo o lado, sem máscara. Molhos de gente nova a caminho da praia. Máscara zero. Pessoas a entrar em lojas sem máscara. Estava um bocadinho de vento, de modo que, se uma desta pessoas está infectada, o vento faz o favor de espalhar a sua infecção por todo o lado.
Depois o primeiro-ministro vem dizer que temos pouco tempo para nos prepararmos para o Inverno, mas ele e as responsáveis da Saúde são os primeiros a dar mau exemplo de orientações contraditórios, se não, por vezes, falsas.
A fulana da DGS voltou a dizer que nas aulas os alunos estão a um metro, se for possível, o que é o mesmo que dizer que está-se nas tintas ou, pior, é o primeiro-ministro que a manda dizer estas parvoíces e ela com a outra incompetente da saúde, não passam de moços às ordens. Depois fala da disposição das carteiras para enganar os pais que não sabem as carteiras já estão como devem estar e não há nenhuma disposição diferente de segurança senão esta. Esta gente fala como se os alunos estivessem nas aulas, quietos parados a ouvir alguém, mas não é assim: estão em actividade, mexem-se e remexem-se nas cadeiras, falam, falam em cima uns dos outros para os professores não ouvirem o que estão a dizer, tiram e põe coisas das mochilas, que tanto estão no chão como põem em cima das mesas, espalham os cadernos, os materiais e os livros pela mesa, torcem-se todos enquanto escrevem e fazem exercícios, vão ao quadro, estão sempre a tocar-se porque duas pessoas por mesa tocam-se, estão a 10cm. Ou seja, se estão dois a dois por mesa, estão como os que hoje vi nas esplanadas.
Com estas pessoas da DGS, as que deviam ser mais responsáveis e credíveis, mais o primeiro-ministro a serem os que menos credibilidade oferecem, não vamos lá, não e, não vale a pena queixarem-se de outros países porque a incompetência e a irresponsabilidade estão aqui no país ao mais alto nível.
Euglossa Bazinga -- a abelha verde das orquídeas
Bonsai Budes - Euglossa Bazinga en camara normal
Galeria taller - Medellin.
Galeria taller - Medellin.
Claramente as abelhas consideram esta orquídea uma iguaria.
O primeiro-ministro não está disposto a gastar um tostão com as escolas
... e tem andado a falar do surto que aí vem no Inverno mas não mexe um dedo para que haja condições de segurança nas escolas. Em tempos de normalidade gasta-se o tempo a fazer reformas estéreis em vez de tomar medidas que importam, como é de reduzir o número de alunos por turma - pelo contrário, fecham-se escolas e aumentam-se os ajuntamentos- e nem agora que estamos em tempos excepcionais o governo cede em fazer o importante: prefere pôr em risco a vida dos professores, dos alunos e dos familiares de ambos. Agradece-se-lhes muito, aos professores, mas não o suficiente para se lhes poupar a saúde ou até a vida.
...
"Um metro é a distância mínima", referiu Graça Freitas, na conferência de imprensa da passada sexta-feira. Mas a esta medida "somam-se outros métodos de barreira como as máscaras, a disposição das carteiras nas salas". E a ministra da Saúde, Marta Temido, reforçou: "em circunstâncias em que esse distanciamento físico não seja possível e seja compatível com a utilização de outros métodos barreira, isso poderá ser equacionado".No entanto, diretores e professores lembram que nem todas as escolas reúnem condições nas salas de aula para garantir esta distância mínima sem recorrer ao desdobramento de turmas em todas as escolas. "Só nos resta concluir, porque conhecemos bem a realidade das nossas escolas, que a regra do distanciamento físico de um metro, no mínimo, não vai ser cumprida nas escolas, o que a ASPL vê com muita apreensão", lê-se no comunicado enviado às redações pela Associação Sindical dos Professores Licenciados (ASPL).
Olga Fröbe-Kapteyn - The mystery of life
Olga Fröbe-Kapteyn was born in London 1881 to Dutch engineer and photographer, Albertus Kapteyn, and his wife, the philosophical anarchist Truus Muysken.
In 1900 she moved to Zurich to major in History of Art at the School of Applied Arts, where she married Iwan Fröbe, a Croatian flutist and orchestra conductor. After her husband died in a plane crash, Fröbe-Kapteyn and her father travelled to the Mountain of Truth in the Swiss village of Ascona - an anarchist’s utopia, guided by laws of vegetarianism and nudism. From 1920 onwards, Ascona became her home.
It was here that Fröbe-Kapteyn created an informal centre called Eranos - a title suggested to her by historian of religions, Rudolf Otto. The Swiss psychiatrist and psychoanalyst, Carl Jung, proposed she use Eranos as a meeting place between East and West, with symposia thematically poised to inspire interdisciplinary conversation.
Fröbe-Kapteyn was devoted to finding images to illuminate each theosophical topic: Yoga and Meditation in East and West (1933), The Gestalt and Cult of the Great Mother (1938), The Hermetic Principle in Mythology, Gnosis, and Alchemy (1942), The Mysteries (1944), Spirit and Nature (1946) and Man and Time (1951).
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