Irmão pobre, irmão rico: Yemen, Oman. Guerras civis de um lado, Sultão Qabus do outro.
Irmão pobre, irmão rico: Yemen, Oman. Guerras civis de um lado, Sultão Qabus do outro.
Quando vejo imagens destas é que verdadeiramente compreendo o valor dos portugueses que se atiravam para o Atlântico, não em grandes petroleiros estáveis, mas naquelas caravelazinhas de madeira que parecem casquinhas de nozes cortadas ao meio e o sentido pleno da primeira estrofe do hino nacional, "Heróis do Mar". Que medo!
Na semana passada tive uma discussão com uma amiga sobre características antropológico-culturais de povos. A discussão começou porque ela advoga aquele dito comum segundo o qual os portugueses são um povo manso. Não partilho dessa visão e parece-me que quando começamos a escavar no assunto das características distintas dos povos não encontramos nenhum fundamento credível para diferenciar uns de outros -há tantas excepções quando se vai aos indivíduos particulares-, pese embora todos reconheçamos que os povos têm certas tendências. É uma questão muito complexa. Hoje peguei neste livro sobre diferenças e semelhanças culturais entre povos.
É certo que os outros países também têm cidadãos e antepassados espalhados por todo o lado do mundo, mas nós deixamos marcas vivas e não apenas vestígios históricos.
Há uns anos valentes estava em Nova Iorque e entrei com uma amiga na Saks da 5ª Avenida. Numa secção qualquer a empregada ouviu-nos falar, veio direita a nós e disse-nos que era brasileira com pais portugueses do Minho e que ficava sempre feliz quando ouvia falar português na loja. Depois ficou a ali a atender-nos e a falar e fazer perguntas No fim, deu-nos um abraço, assim sem mais. Acho isto muito... 'portugalidade'.
Uma excelente iniciativa. Estão lá pessoas que não deviam estar, ao passo que Aristides de Sousa Mendes tem lá um lugar de pleno direito. Foi um homem moral que nos engrandece. Aristides de Sousa Mendes salvou milheres de judeus, tendo plena consciência do que fazia e das consequências que havia de sofrer: o desemprego e a miséria, para si e para a sua família. As portas todas fechadas por ordem de Salazar. Não agiu por impulso. Sabia o que estava a fazer. São precisas, grande coragem moral, sentido de dever e compaixão. É raro e valioso.
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Antigo cônsul português Aristides de Sousa Mendes, que salvou milhares de judeus do regime nazi, recebe esta terça-feira honras de Panteão Nacional, em Lisboa, através de um túmulo sem corpo.