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November 11, 2023

Como destruir as instituições democráticas e, com elas, a própria democracia

 


Estou a ler mal ou queriam ficar como únicos distribuidores de toda a energia no país?



Público





Uma rede de traficância.

Não há Estado, não há leis, não há processos. 

Há governantes todos-poderosos e redes de interesses a canibalizar o que era Estado. 

Daí que lhes chamem Deus. 

"O Estado sou Eu"


November 09, 2023

O outro era fotocópias, este é mais livros e garrafas de vinho




Recebem aos milhares e, talvez, milhões de euros, em dinheiro vivo e depois escondem nos livros, no vinho e, quem sabe, nas cuecas. A Ndrangheta portuguesa.


Escondidos em livros estavam 75.800 euros em dinheiro no gabinete de Vítor Escária


O dinheiro estava dividido em envelopes e escondido em livros, em diferentes prateleiras, e em caixas de vinho.

May 24, 2023

Feios, porcos e maus




Um lamaçal que infelizmente não surpreende. Mas Costa há-de vir desvalorizar os negócios da famiglia e dizer que a direita quer provocar uma crise artificial. No fim de contas, Medina e outros até nem atropelaram ninguém mortalmente... é para estes merdosos, para usar as suas próprias palavras, ganharem tachos e cometerem crimes de milhões que a educação e a saúde estão de rastos e os portugueses mais pobres. É para isto que nos aumentaram 1 euro e que recusam pagar-nos o trabalho que fizemos honestamente, sem crimes, sem roubos e sem tachos.

(até entre eles se tratam de 'merdosos')


“Está combinado eles apresentarem uns gajos merdosos para garantirmos as juntas”

Há dezenas de escutas telefónicas a terceiros e centenas de emails apreendidos a Medina “com relevância criminal”, que reforçam os indícios da Polícia Judiciária (PJ) e da procuradora Andrea Marques em relação aos casos sob investigação.

Também Duarte Cordeiro, atual ministro do Ambiente – e que era número 2 de Medina na Câmara – é considerado suspeito.

Já a magistrada do Ministério Público concretiza, apontando a “emissão de faturas falsas e acordos com responsáveis do PS para adjudicação de contratos públicos a empresas violando a transparência, integridade, zelo e boa gestão dos dinheiros públicos”.

No processo Tutti Frutti, centenas de escutas e vigilâncias põem a nu alegados esquemas de um bloco central de interesses entre PS e PSD. Um pacto de regime descrito pela PJ num caso que começou por autarcas e altos responsáveis laranjas, mas que se estendeu à cúpula socialista na Câmara de Lisboa, em 2017. Em causa a distribuição de dezenas de avenças para trabalhos fictícios e negócios de milhões celebrados com empresas de amigos em ajustes diretos. Estes esquemas só eram possíveis pelo controlo de determinadas juntas de freguesia da Capital – umas do PSD, como a Estrela, Santo António ou Areeiro; e outras do PS.

Segundo a tese da investigação, Fernando Medina terá feito um acordo secreto, ou pacto de não agressão, com responsáveis do PSD, seis meses antes das eleições, no sentido de apresentar “candidatos merdosos” (expressão que consta de uma escuta telefónica a Sérgio Azevedo, do PSD) às juntas laranja, entregando ali a vitória ao PSD e esperando que, em troca, o PS também tivesse uma fraca oposição nas suas juntas de eleição.
De resto, neste processo Medina parece “tramado” pelo então vice-presidente da bancada do PSD, Sérgio Azevedo, e pelo presidente da junta da Estrela, Luís Newton, ambos sob escuta. “Está combinado com o Medina eles apresentarem uns gajos merdosos para garantirmos (PSD) as nossas juntas”, diz Azevedo ao telefone, em maio de 2017. “Um acordo de governação com tachos por fora”, reforça.

“O Medina disse que na minha Estrela iam (PS) candidatar uma gaja do grupo de cidadãos”, contou Luís Newton a Sérgio Azevedo, ao que este respondeu: “O Medina está a portar-se bem connosco”. Como resume o deputado do PSD num telefonema então com um jornalista, “o PS ficou de apresentar candidatos fracos nas juntas que o PSD precisa”. Assim, fizeram uma troca e em determinadas juntas o PSD também “apresenta candidatos fracos para o PS ganhar”. E remata a dizer que “a gente vai tomar conta do país”.

Nesse processo, Sérgio Azevedo surge também a dizer ao telefone que ficou “a dever favores ao Medina” pelos 200 mil euros que a Câmara deu ao Rugby do Belenenses, para a construção de um campo cuja adjudicação Azevedo quer entregar à empresa de um amigo, Carlos Eduardo Reis, hoje deputado do PSD. “É crime pedir ao Fernando Medina uma reunião sem receber nada em troca”, acrescenta o social-democrata que meteu a cunha ao presidente da câmara.

“Corrupção, tráfico de influência, participação económica e em negócio e financiamento proibido”, são alguns dos crimes enunciados pela procuradora Andrea Marques. Tal como “prevaricação” e outros. Isto depois de, nas buscas de junho de 2018 da operação Tutti Frutti, a PJ ter apreendido a caixa de correio eletrónico de Fernando Medina, onde foram encontradas centenas de emails “com relevância criminal”. Uns sobre o esquema do Tutti Frutti (pactos de regime com o PS), outros relacionados com outros factos, ou já em investigação, ou cuja investigação nasceu aí: é o caso do assessor contratado pela Câmara, por Fernando Medina, por 5 mil euros por mês quando a sua missão seria preparar os comentários de Medina na TVI e crónicas de opinião no Correio da Manhã.

April 01, 2021

É uma vergonha de uma casa portuguesa, com certeza

 


O país inteiro trabalha e existe para suportar os medianos governantes e suas famílias? Talvez seja altura de mudar o nosso hino nacional de acordo com o Portugal deste tempos:

Heróis da cunha, pobre povo
Nação pedinte e deslumbrada
Todos os dias um escândalo novo
Oh políticos desavergonhados

Entre os roubos, sem memória
Oh, Pátria, sente-se a garra
Dos teus parasitas em farra
Que hão-de levar-te à miséria

Às casas, às casas
Que os larápios não sabem parar
Às casas, às casas
Portugueses fechem-se à chave
Contra os ladrões, marchar, marchar.

bja

Resumindo:

- A Santa Casa da Misericórdia (SCML) gere centenas de milhões de receitas de apostas do euromilhões e outros jogos - é a nova CGD dos ex-governantes e família/amigos.  

- o provedor da SCML é Edmundo Martinho, nomeado pelo PS
- Martinho contrata a filha de Lacerda, grande amigo de Costa, a sua namorada Mª Luz Cabral (que por sua vez contrata a nora) e o irmão da namorada Bruno Cabral 
- Martinho contrata ainda Vera Sampaio, filha do ex-presidente Sampaio;
- ainda são contratados, Paulo Pedroso, ex-marido de Ana Mendes, Líder Parlamentar do Grupo Parlamentar do PS e João Mendes, irmão desta.
- Há lá mais uma data de PSs como se pode aqui ler. Por exemplo, a mulher de André Azevedo, sec. Estado, Ana Azevedo.

as imagens não são minhas

February 05, 2021

Ferro Rodrigues, uma nódoa que não sai do tecido social

 


... e tenta alastrar para não dar nas vistas sozinho, como a deputada Ana Mendes. 

La famiglia açoriana - Quando o governo dá o mote todos afinam pela mesma nota

 


‘Geringonça’ de direita nos Açores com nomeações recorde e família à mistura


Aquele cargo deverá ser ocupado por Deolinda Estêvão, casada com Paulo Estêvão, líder e deputado dos monárquicos nos Açores, que fazem parte da maioria que apoia o governo. “O resultado desse concurso foi antes de este governo tomar posse. E mais: teve 18 na sua prova, uma diferença de quatro pontos para o segundo classificado. Isto é difamar as pessoas, isto é jornalismo de pacotilha”, insiste Artur Lima. Paulo Estêvão sublinha, por sua vez, que a sua esposa “não foi nomeada, ganhou um concurso” e que “a quase totalidade do procedimento decorreu na vigência do governo anterior”. “Ela é minha mulher mas não deixa de ter direito a concorrer a um concurso”, diz ainda, classificando como “absolutamente repugnante” a alegada tentativa de “lançar lodo sobre a [sua] honorabilidade”.

Mas há outra proximidade familiar que agita as ilhas: Catarina Lacerda Martins foi nomeada presidente da Lotaçor — Serviço de Lotas dos Açores no final de janeiro, sendo casada com o deputado social-democrata, António Vasco Viveiros. “Aí na república você tem membros do Governo a nomearem membros do Governo. Esta senhora já foi administradora da Lotaçor, tem um currículo para a área, o marido por acaso é deputado, mas não me parece que seja uma coisa de lesa-pátria”, explica o vice-presidente do governo regional. Há também o caso da nova diretora regional da solidariedade social, Andreia Vasconcelos, que é casada com André Castro, adjunto do secretário regional do ambiente e das alterações climáticas. A depender da mesma secretaria regional estão outros dois nomes: Alvarina Gomes, secretária do Secretário regional das finanças e esposa do diretor regional do orçamento e tesouro, José António Gomes, que transita do anterior governo PS.


August 06, 2020

Em Portugal, ser honesto é um demérito



Pelo menos aos olhos do PS socrático, que é o que temos actualmente. A senhora em questão tem o descaramento de investigar desvios de fundos europeus, golas que pegam fogo e.... o senhor Socas himself... logo, tramaram-na. Toda a gente sabe que quem se mete com o PS leva.


Procuradora "meteu-se" com PS. Levou um empurrão

Escolhida por um júri internacional para a procuradoria europeia, Ana Carla Almeida não foi nomeada pelo governo. A magistrada do Ministério Público está a investigar casos que envolvem ex-Secretários de Estado.


daí estas piadas:


Todos os dias um e não chegam os 365 dias do ano...


João Moura: é autarca em Ourém há anos (hoje, presidente da Assembleia Municipal) e a sua empresa (Quadradoaometro) celebrou (enquanto Moura autarca) um contrato com a sua própria Câmara, de Ourém. Foi um ajuste directo de 65 mil euros, de forma camuflada, assinado pela sua esposa. Assim, tornou-se fornecedor (em nome da mulher) da Câmara de que supostamente fiscaliza os contratos (que, para ele são obviamente óptimos, quiçá perfeitos!). É deputado e dirigente máximo do PSD de Santarém.

A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado

July 17, 2020

Ver a árvore mas não a floresta



Salgado e os correligionários vão prestar contas, sim [esperemos] mas não os amigos, porque é preciso uma floresta de amigos nos governos, administração pública, gestão pública, universidades, justiça, para se chegar onde ele chegou. Basta ver que um ex-Presidente foi eleito com dinheiros dele, um ex-primeiro ministro deu-lhe a mão e abriu-lhe todas as portas e o actual Presidente é um dos seus maiores amigos; ainda, os que estão no governo e na administração pública, bem como na oposição são os mesmos dos tempos em que Salgado e os seus correligionários tinham um esquema de roubar o país. Todos os corruptos coniventes, activa ou passivamente, continuam onde estão, na sua bela vidinha, a assobiar para o lado e não hão-de prestar contas a ninguém.


Salgado e os seus amigos vão finalmente prestar contas


July 10, 2020

A Ndrangheta portuguesa?





João Rendeiro, ou a paradoxo do condenado que não vai preso


João Rendeiro, ex-presidente do Banco Privado Português – BPP – foi condenado a cinco anos e 8 meses de prisão efetiva, mas não irá para a cadeia se pagar 400 mil euros de “multa”.  Apesar de estar em parte incerta, será fácil para ele resolver essa questão com uma simples transferência bancária. Nada a que ele não esteja muito habituado a fazer.
O BPP era um banco especializado em gestão de fortunas. Só tinha clientes especiais, todos ricos. O banco geria fortunas de centenas de empresários e tinha vários políticos nos seus órgãos sociais e acionistas, como o ex-primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão, que era também presidente do Conselho Consultivo do banco, ou o advogado José Miguel Júdice que presidia à Assembleia Geral. Estavam acompanhados por figuras do PSD como João de Deus Pinheiro, António Nogueira Leite, Rui Machete ou Álvaro Barreto, mas também pelo ex-ministro socialista João Cravinho.
Quando o BPP colapsou, o Banco de Portugal deliberou revogar a autorização que concedera ao Banco Privado Português, S.A, para o exercício da atividade bancária, o que levou à  declaração de insolvência. Em conformidade com os dispositivos legais, o Banco de Portugal requereu no Tribunal de Comércio de Lisboa a liquidação da instituição e propôs a nomeação de uma Comissão Liquidatária. Em Portugal não existia memória da insolvência de um banco.
A liquidação do BPP deu origem a vários processos judiciais, quer do Estado quer de clientes, na tentativa de recuperar o dinheiro que lá tinham colocado e também para averiguar as circunstâncias que levaram à falência do BPP.
João Rendeiro foi, agora, considerado o autor do esquema que enganou clientes, auditores e a propria CMVM e até o Banco de Portugal. O tribunal deu como provado que Rendeiro deu ordens para mascarar a contabilidade do banco de modo a esconder prejuízos, fingir que o banco estava próspero e assim continuar a atrair clientes, leia-se milionário sem tempo para gerir as próprias fortunas.
Os arguidos nunca assumiram culpas nem remorsos, evidentemente, mas como são pessoas de bom trato e sem antecedentes criminais, o tribunal decidiu suspender as penas de prisão de todos os condenados, a saber: João Rendeiro, condenado a 5 anos e 8 meses e Paulo Guichard  condenado a 4 anos e 8 meses de prisão efetiva, embora as penas fiquem suspensas se os reús pagarem indemnizações mais ou menos simbólicas.
Nos três anos que antecederam a falência do BPP, foram distribuídos dividendos no valor de 30 milhões de euros a acionistas como Balsemão, Saviotti e Rendeiro. Os acionistas receberam metade do lucro do banco no ano anterior à descoberta da fraude. E a administração executiva viu o salário aumentado em 25,5% nesse ano de 2007. Em 2008, Rendeiro recebeu mais de 3 milhões de euros do BPP. A CMVM concluiu num inquérito em 2011 que os três administradores, dos quais dois foram agora condenados, terão desviado cerca de 100 milhões de euros para paraísos fiscais, através de complexos procedimentos bancários.
João Rendeiro vive em Cascais, num condomínio de luxo, a Quinta Patiño. Tem vizinhos como, por exemplo, o empresário Diogo Vaz Guedes, o último governador de Macau Vasco Rocha Vieira, o ex-ministro da Administração Interna Manuel Dias Loureiro, o empresário Nuno Vasconcellos, o hoteleiro Stefano Saviotti, o futebolista Simão Sabrosa, o ex-banqueiro José Maria Richiardi (BES), entre outros. Gente que não tem problemas com má vizinhança.