Percebe-se perfeitamente o que está subjacente. Com o ódio que o governo nos tem devem andar a dizer, 'aqueles só querem é férias' e coisas do género.
Então explique lá, senhor ministro: o interesse é interromper cadeias de transmissão, logo, fazermos isolamento social, mas o senhor aconselha a que nos juntemos uns com os outros? Os professores que vêm de longe e andam todos os dias em transportes públicos continuam a fazê-lo e depois vão para as escolas para ver se nos infectamos uns aos outros? Ou pensa que vamos para a escola de automóvel particular com motorista do Estado? Aqueles que têm familiares que vieram de Espanha, França, etc., para ver se arranjam outra cadeia de transmissão?
Então o primeiro ministro exorta a que saiamos o mínimo possível e o ministro da educação manda os professores viajar para irem para as escolas não havendo lá alunos?
Pensa o quê? Que não temos nada que fazer? Estamos no final do 1º período, todos temos testes e trabalho para ver. Ainda hoje muitos professores vão fazer testes. Temos outros trabalhos que costumam ser feitos em Junho e que podem ser feitos nesta altura, como exames internos, etc. Pessoalmente não mexo nos computadores da escola há duas semanas. Tudo que tenho que fazer usando os computadores -justificar faltas, escrever sumários, etc.- faço em casa porque os teclados dos computadores da escola estão absolutamente nojentos -quando os viramos ao contrário saem de lá papo-secos- e são mexidos por toda a gente.
Uma coisa é trabalharmos online e por email. Isso já tinha combinado ontem com as turmas porque mesmo que a escola não encerrasse eu não ia lá.
Em vez de vir com estas ameaças veladas podia ter feito algo de útil que era falar da avaliação que isso é o que mais interessa aos alunos e a nós também para podermos adequar o nosso trabalho ao que for decidido: vão haver avaliações só no final do ano? Quer dizer, esta ano, só há dois momentos de avaliação ou fazemos à mesma a do 2º período quando voltarmos em Abril?
Das coisas importantes não fala.
“Ninguém está de férias”, avisa ministro da Educação
Professores e pessoal não docente vão ter de continuar a apresentar-se nas escolas enquanto vigorar o período de suspensão de aulas, a partir de segunda-feira.