Frederic Church foi um pintor paisagista norte-americano nascido em Hartford, Connecticut. Foi uma figura central da Escola do Rio Hudson, um movimento de pintores paisagistas norte-americanos, talvez mais conhecido pelas suas grandes pinturas panorâmicas de paisagens, que frequentemente retratavam montanhas, cascatas e pores-do-sol, mas que, por vezes, também representavam fenómenos naturais dramáticos que observou durante as suas viagens ao Ártico e à América Central e do Sul.
August 07, 2026
Manhã nos Trópicos
Frederic Church foi um pintor paisagista norte-americano nascido em Hartford, Connecticut. Foi uma figura central da Escola do Rio Hudson, um movimento de pintores paisagistas norte-americanos, talvez mais conhecido pelas suas grandes pinturas panorâmicas de paisagens, que frequentemente retratavam montanhas, cascatas e pores-do-sol, mas que, por vezes, também representavam fenómenos naturais dramáticos que observou durante as suas viagens ao Ártico e à América Central e do Sul.
February 26, 2025
Como reconhecer pintores famosos 🙂
If everyone in the paintings has enormous asses, then it’s Rubens.


If all the men look like cow-eyed curly-haired women, it’s Caravaggio.

If everybody has some sort of body malfunction, then it’s Picasso.


If it’s something you saw on your acid trip last night, it’s Dali.


If the images have a dark background and everyone has tortured expressions on their faces, it’s Titian.


If the paintings have tons of little people in them but otherwise seem normal, it’s Bruegel.

If everyone – including the women – looks like Putin, then it’s van Eyck.


If the paintings have lots of little people in them but also have a ton of crazy bullshit, it’s Bosch.

If everyone looks like hobos illuminated only by a dim streetlamp, it’s Rembrandt.

If the painting could easily have a few chubby Cupids or sheep added (or already has them), it’s Boucher.


If everyone is beautiful, naked, and stacked, it’s Michelangelo.


If you see a ballerina, it’s Degas.

If everything is highly-contrasted and sharp, sort of bluish, and everyone has gaunt bearded faces, it’s El Greco.

If every painting is the face of a uni-browed woman, it’s Frida.

Dappled light but no figures, it’s Monet.

Dappled light and happy party-time people, it’s Renoir.

Dappled light and unhappy party-time people, then it’s Manet.

Lord of the Rings landscapes with weird blue mist and the same wavy-haired aristocratic-nose Madonna, it’s Da Vinci.

April 11, 2023
March 10, 2023
Se eu fosse rica ia comprar arte flamenga antiga
Neste momento há um grande desinteresse pelos mestres antigos. Todos os grandes colecionadores estão a comprar arte contemporânea. A arte dos mestres flamengos -retratos, natureza mortas, paisagens- caíram em desmoda. Naturalmente que isso não se aplica a Rembrandt e mais dois ou três nomes que nunca desvalorizam, mas quem quiser agora comprar uma pintura flamenga de um pintor menos importante, pode fazê-lo por 2000€ ou 3000€.
Se eu fosse rica ia comprar arte flamenga antiga. A pintura flamenga dos grandes mestres tem uma profundidade e uma densidade que as separam de outros estilos, técnicas, épocas. Olhamos para este retrato de Jan Six e reparamos logo no semblante dele, no olhar e na presença. Mesmo visto aqui por intermédio de um ecrã líquido e brilhante conseguimos adivinhar-lhe a força. Imagine-se perto dela, a receber o impacto daquelas camadas de tinta, em sombra e luz. A pintura flamenga antiga é a minha preferida -tudo tão real e profundo- e a humanidade de Rembrandt impressiona sempre.
Quando olhamos a pintura de muito perto, a mão enluvada e a luva caída na outra mão são umas camadas de tinta sem sentido e depois afastamo-nos e tudo aparece. Ele tem a expressão do olhar nas mãos, esquecidas nas luvas - ou as luvas esquecidas nas mãos. Não sei como faz isto mas parece-me uma espécie de magia.
Os grandes mestres estão dentro das pinturas. Como dizia Garaudy, “ Numa fruteira de Cézanne, não me interessa a presença das maçãs mas a presença de Cézanne.” Acredito piamente que para além do espírito, há uma parte material dos artistas que passa para a tela, durante aquelas horas e dias que se debruçam nela a deixar lá traços de tinta e fica lá presa, como os insectos no âmbar.Tenho saudades de ir visitar os pequenos e os grandes museus, cheios de jóias antigas.
Retrato de Jan Six por Rembrandt (1654)
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May 22, 2022
Dürer fazia anos ontem

Dürer, era um grande apaixonado pela natureza em toda a sua diversidade e, se bem tenha viajado pela Itália para se inteirar das obras dos mestres renascentistas e tenha observado a recorrência deste tema nas suas telas, ninguém, à época, deu tanto destaque à natureza e à sua multiplicidade de formas como ele.
Foi um dos primeiros pintores a interessar-se em pintar animais e plantas por si mesmos. Naquele tempo era costume pintar-se estes temas como estudos que se vendiam a outros artistas -ou os próprios usavam- para incluir como pormenores em telas grandes, mas Dürer desenhou-os e pintou-os como obras acabadas. Atribui-se-lhe a frase, "É de facto verdade que a arte é omnipresente na natureza e o verdadeiro artista é aquele que consegue revelá-la".
Toda a gente conhece obras suas: a Lebre, a Asa de Um Rolo Azul, O Grande Turfo de Ervas, o Rinoceronte (cujo desenho está ligado ao início da construção da calçada portuguesa) e muitos outros desenhos e pinturas onde ele mostra a sua paixão pela natureza, a sua atenção ao detalhe (ao contrário dos italianos que usavam então o sfumato, Dürer preferia os traços bem definidos - dizem os entendidos que talvez por ter começado a sua carreira como gravador). Mesmo em obras sobre outros temas, estou a lembrar-me do Massacre dos Dez Mil, a natureza não está pintada como um mero pano de fundo, não: está pintada como um suporte de vida independente, em grande pormenor, ao ponto de podermos ver num ramo, por exemplo, um pássaro a fazer o ninho.
Já me aconteceu viajar para ir ver uma exposição deste pintor ou até uma obra só. Como outros pintores, mais até que muitos, as obras de Dürer têm que ver-se ao vivo. As nuances nos traços, na cor e na textura e outros aspectos, porque Dürer não deixava nada ao acaso na sua obsessão pelos detalhes e seus significados, perdem-se nas reproduções, por muito boas que sejam.
É uma vaca-loura macho, como se vê pelo tamanho das mandíbulas. Tem a cabeça levantada e o corpo erguido, como que a preparar-se para a luta ou para a defesa de algum inimigo. A sombra por baixo dele dá movimento ao corpo e faz parecer que está a sair do papel.
Aqui não se vê mas quem já viu ao vivo este desenho fala da mudança de cor e de textura no corpo do bicho e da definição de todos os pelinhos das suas patas.
Dürer assinou a obra, com o seu monograma, AD (Albrecht Dürer), como sempre fazia, mas acrescentou aqui as garras da vaca-loura às pontas do 'A', o que na opinião de um crítico de arte sugere que ele talvez se visse como um insecto, antecipando Kafka ou que talvez se indentificasse com o espírito lutador da vaca-loura, tendo tido muitos inimigos. Será? É verdade que não era comum, no século XVI, dar-se atenção a insectos, pois na obra do Criador que era a natureza, estavam no fundo da hierarquia das criaturas de Deus. Esse comentador acrescenta que a letra, 'D' que se forma com a sombra da pata mais próxima da assinatura e data não são uma casualidade, pois Dürer não deixava nada ao acaso, mas que é uma afirmação filosófica de Dürer se ver como um homem em consonância com a sua sombra - o seu lado sombrio. Isso não sei, mas parece-me um bom pretexto para fazer uma viagem a Los Angeles, na Califórnia, ao Museu Getty, onde o desenho se encontra.
August 22, 2021
August 01, 2021
Green therapy
Um verde cheio de luz.
July 16, 2021
Uma árvore II - Calor infernal? Respire numa pintura fresca!
A neve sombreada no chão macio sobe pelo tronco a envolvê-lo como um abraço (isto foi de estar a ler aqueles artigos todos da Philomag 🙂) da cor da lua -meio escondida- e as florzinhas como estrelas pousam nos ramos, em frente ao azul cobalto do céu.
July 15, 2021
O navio que passa num fim de tarde ameno
"O nosso olhar, como o das crianças, fica absorto na corrente entorpecida do rio, que reflete o pôr do sol como um espelho húmido. É maravilhoso sonhar dentro das paisagens impressionistas."
July 14, 2021
Título? II. (Inspiração)
A sabedoria pertence a todas as gerações. É transtemporalmente intercomunicável e não vem só dos sábios e dos livros mas dos animais e da natureza também. Tudo é fonte de sabedoria para quem olha.
Raquel di Carvalho
Título? (insopitável)
Não podemos enquadrar a natureza, fechá-la num rectângulo e pensar que fica contida, domada, controlada.
– Aude Saloni
January 22, 2021
Vermeer - rapariga com brinco de pérola
"tronie”, palavra usada pelo neerlandês do século XVII para “cara”, definindo muitas vezes “estudos de figuras com cabeça e ombros, vestidos de forma exótica”(...) Isto não significa, no entanto, que Vermeer não tenha recorrido a um modelo, quer apenas dizer que “o resultado é mais genérico, intemporal e misterioso”, como se estivéssemos perante “uma sibila ou uma personagem bíblica”» (Helder Guégués)Também pouco se sabe sobre Vermeer. Pensa-se que ele poderá ter usado uma Camera Obscura para a composição dos quadros. Os amarelos e azuis dele são famosos.
September 05, 2020
August 12, 2020
Uma tarde de Verão numa rua ibérica
Esta pintura é como um poema que sentimos tão nosso que podíamos ter sido nós a escrevê-lo. Também aqui sentimos imediatamente o calor das tardes de Verão e reconhecemo-nos no caminhar à sombra encostados à parede para fugir do sol abrasador.
Manuel García y Rodriguez (Spanish painter) 1863 - 1925
Street scene in Granada, 1890
oil on canvas
June 27, 2020
Faróis
Porque gostamos de cenas costeiras com faróis? Porque são uma alegoria óbvia: uma luz de orientação no meio das tempestades em que nos desorientamos. Mostram um caminho e ao mesmo tempo uma salvação - como evitar embater nas rochas e baixios e naufragar, como passar a rebentação turbulenta e alcançar terra firme.
Os filósofos são faróis do pensamento, a arte é o farol das emoções.
Robert Henri (1865 - 1929)
Pequot Light House, Connecticut Coast, 1902.
June 18, 2020
Manhã de luz mediterrânica
June 16, 2020
A evolução de um 'luminista'
John Frederick Kensett

Entre eles, John Frederick Kensett, um americano que estudou em Paris. Estes luministas tinham em comum com os impressionistas franceses, um desejo de representar os efeitos da luz na atmosfera.
Com o tempo, as composições de Kensett simplificaram-se, despiram-se dos acessórios e reduziram-se a um ponto poético de luz e cor.






















