O povo foi votar e disse que Seguro é fixe
João Pedro Barros
Editor Online do ExpressoAntónio José Seguro entrou na corrida para Belém com 6% nas sondagens – um facto que o próprio Presidente eleito sublinhou na noite de ontem, e que torna de facto espantoso o resultado obtido de quase 67% dos votos e 3,5 milhões de cruzes. Melhor até do que o número absoluto obtido por Mário Soares – o tal que era “fixe” – em 1986, passando a ser o português mais votado de sempre. Ao contrário do que seria de esperar, mesmo com vários fatores que não eram apelativos ao voto, o povo foi às urnas num número muito próximo do da primeira volta (e superior ao das presidenciais dos últimos 15 anos) e deu ao novo chefe de Estado um poder reforçado.
February 09, 2026
O editor do Expresso está a mentir ou não sabe mesmo ler a situação?
February 08, 2026
Vatícinos fáceis
Os vampiros do PS que lutaram contra Seguro com todas as suas forças hão-de agora aparecer com sorrisos a adejar à sua volta com pedidos de amancebagem como se nada se houvera passado. Apesar de Seguro ter sido eleito justamente por não ter o apoio da vampiragem do PS.
January 25, 2026
Compreendo-te perfeitamente
Destoando dessa vaga de apoios, Bruno Vitorino [deputado social-democrata] enunciou motivos para não poder contribuir para a eleição de António José Seguro enquanto sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. "Não posso perdoar o que o PS fez ao meu país: deixou-nos uma crise social e uma crise de valores. Caos na saúde. Caos nos serviços públicos. Caos na imigração. Caos na segurança interna. Caos na nossa defesa nacional. Tudo com o silêncio conivente deste candidato. Não sou socialista. Não votarei num socialista", escreveu o deputado social-democrata.
January 18, 2026
Parece que a abstenção baixou muito nestas eleições
Vi agora numa TV. O meu olhómetro falhou. Não faço a menor ideia de como vão estar distribuídos os votos de maneira que qualquer resultado vai ser uma surpresa. Nesta altura já as TVs têm comentadores para todos os gostos e desgostos. Não estou para ouvi-los.
Vou deixar este post aberto.
Enfim, parece que Seguro e Ventura vão à 2ª volta. Lá vou ter que ir votar em Seguro na 2ª volta... uma pessoa que não tem, penso eu, nenhum perfil para o cargo.
Não tenho políticos em que me reveja, nem no governo, nem vou ter na presidência. Desmotivante.
Sondagem olhómetra
Lá me arrastei até à secção de voto. Literalmente. Fiz os 3 minutos entre a minha casa e a secção de voto no dobro do tempo. O corpo e a cabeça não queriam ir e fui arrastando-me a fazendo considerações de voto até lá chegar. Lá votei, depois de olhar o boletim exótico com uns candidatos bibelot a enfeitar o papel. Não estava praticamente ninguém em nenhuma das secções de voto e daí a minha sondagem olhómetro vaticinar uma grande abstenção. Talvez outros não tivessem conseguido que a cabeça e o corpo os arrastassem até lá.
January 16, 2026
Não conhecia esta entrevista - é completamente inaceitável
A violência que as mulheres aguentam dos homens é uma epidemia a nível planetário que os homens, mesmo os equilibrados, recusam abordar e como se isso não chegasse, Cotrim acha razoável as mulheres ficarem com o corpo, a vida e a sua pessoa reféns da chantagem de homens. É completamente medieval e inaceitável.
Adenda: queria dizer «vasectomia» e não castração, mas dado que estes homens defendem a castração das mulheres, retirando-lhes a possibilidade de decisão e de vida autónoma, também não fica mal. Porque, se o pai pode ter uma palavra a dizer sobre o que as mulheres fazem do seu corpo e da sua saúde por terem contribuído com uma ejaculação durante uns segundos, imagine-se o direito de uma mãe sobre um filho decidir do seu corpo, tendo em conta que foi ela com o seu corpo que lhe fez os músculos, o cérebro, o coração, os olhos, os pés e todo o resto do corpo, durante muitos meses.
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O candidato presidencial, convidado de Santana Lopes, admitiu na terça-feira, em entrevista no Now, que gostava de ver incorporada "com mais força legal" a opinião do pai…

CMJORNAL.PT
Cotrim de Figueiredo e a legislação do aborto: "Parece-me irrazoável que se possa tomar uma decisão sem o conhecimento do pai"
January 14, 2026
Uma denúncia numa rede social de assédio sexual sobre um candidato a Presidente
Deixa-me raciocinar sobre esta questão porque Cotrim é justamente o candidato em quem pensei votar.
"Nunca vou esquecer as várias vezes em que bloqueei quando me disse 'Excelente trabalho, só falta abrires as pernas comigo', 'De que tipo de homens gostas?', 'Mais grossa ou mais comprida?'", lia-se na mensagem, entretanto apagada.Isto são coisas que se podem dizer a um parceiro sexual mas fora dessa relação são muito ordinárias e constituem obviamente um abuso e assédio.
Inês Bichão é mestre em Direito Administrativo pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa e doutoranda em Ciências Jurídico-Políticas, especialização em Direito da União Europeia, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (em curso desde 2022). Premiada com o galardão Jacques Delors em Direito da União Europeia em 2024, a consultora e adjunta do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas publicou obras como O ato administrativo desconforme ao Direito da União Europeia e, em maio deste ano, O Lóbi como um Desafio Constitucional Multinível - O elefante na sala dos poderes públicos?
Foi advogada, assessora parlamentar na Assembleia da República em 2022 e 2023 e, em 2025, técnica especialista no Gabinete do Secretário de Estado do Ambiente do XXIV Governo Constitucional, tendo recebido louvor publicado em Diário da República pelo então secretário de Estado, Emídio Sousa. Agora, Inês Bichão prossegue como adjunta deste mesmo responsável mas agora na pasta das Comunidades Portuguesas. jn.pt
A meio da tarde, soube-se que uma antiga assessora da Iniciativa Liberal, hoje assessora do Governo, o acusou de assédio sexual, numa página restrita de Instagram. Cotrim disse que a acusação é falsa e disse que vai pôr uma queixa por difamação em tribunal contra a ex-assessora.
Quem estuda estes processos de assédio sexual sabe que é muito difícil a queixa das vítimas. E esta queixa da alegada vítima nem foi pública – aconteceu num grupo restrito no Instagram.
Subitamente, um problema grave como o assédio sexual foi considerado uma arma de arremesso político. Ou seja, segundo Cotrim e apoiantes, terá sido o PSD (que apoia Marques Mendes) a “obrigar” a agora assessora do Governo a contar uma história penosa num grupo restrito para fazer “campanha suja”.
Cotrim, em sua defesa, disse: “Há política, há política suja, e depois há isto. É absolutamente inadmissível. Não percebo como em Portugal há gente que consegue fazer política desta maneira”. O candidato da Iniciativa Liberal nega aquilo de que é acusado. Mas passem os olhos pelas redes sociais: a culpada é a alegada vítima. É sempre assim.
Em Portugal, não há vítimas de assédio sexual nem de violência doméstica. Só se forem da classe trabalhadora – nas classes altas não se passa nada. Há agora o caso Boaventura, mesmo assim com imenso apoio entre os seus pares. A palavra das mulheres quando se dizem vítimas nunca tem valor. Há 20 anos, passava-se o mesmo com as vítimas de abuso sexual de menores.
Cotrim perde votos com esta acusação, mesmo se fosse verdadeira? Em Portugal, não. Ana Sá Lopes in publico
Ana Sá Lopes não diz explicitamente que ele é um abusador sexual, mas em todas as linhas o diz implicitamente.
A questão é que a advogada que faz a denúncia, apesar de poder tê-la feito nesta altura para prejudicar Cotrim nas eleições, o que me parece óbvio, pode estar a falar verdade. Aliás pode ter feito a denúncia nesta altura, justamente como vingança. Por outro lado, pode estar a mentir. Com certeza sabia que ele iria pôr-lhe um processo e com certeza aconselhou-se com outros advogados ou políticos, dado que se movimenta muito bem nesse meio.
Ora, isso é algo que só poderemos saber em tribunal. Talvez...
Estou dividida entre querer que a advogada não esteja a mentir, porque sabemos que os casos em que se acusa falsamente alguém, apesar de serem na ordem dos 2%, ou menos, acontecem e, de cada vez que acontecem fazem regredir os direitos das mulheres mais de cem anos. Neste caso, sendo a advogada uma figura pública, seria ainda pior; por outro lado prefiro que não seja verdade que um político candidato a Presidente e em quem pensei votar e que me parece ser uma pessoa séria, afinal seja uma pessoa capaz de assediar colegas mais novas da maneira tão inequívoca que ela refere.
Espero que esta questão seja esclarecida e que a pessoa responsável, seja por uma situação, seja por outra, seja efectivamente responsabilizada.
January 12, 2026
Já decidi em quem votar
Apesar de não votar convicta, vou votar na mesma pessoa em quem votei para o PE que é o Cotrim. Não voto convicta porque não concordo com a visão dele para a educação que é dar cheques para que os alunos os entreguem ao ensino privado, destruindo ainda mais o público, como aconteceu em todos os países onde essa medida foi tentada. Também não concordo com a visão dele de que a IA pode substituir os professores - e outras coisas que têm que ver com o peso excessivo das privatizações. Sim, eu sei que o Presidente da República não é executivo (se fossem eleições legislativas nunca votaria nele por causa destas situações) mas o que pensa faz diferença naquilo em que apoia os governos.
Porém e apesar disto, em geral ele parece-me uma pessoa séria, com sentido de Estado e não comprometida. É um liberal, defende a liberdade, a autonomia, a liberdade de expressão, a liberdade política.
Houve uma altura em que ponderei votar no Almirante, que me parece uma pessoa séria, apesar de ser um tiro no escuro na maioria das situações (excepto o que tem que ver com a defesa e a geopolítica) mas, o recente apoio da sua candidatura por parte daquelas pessoas do CDS e PSD que apoiavam a ideia kameneica de PPC de inscrever na Constituição que o lugar natural das mulheres é em casa a tratar das meias dos maridos, decidiu-me.
Não voto em ninguém da esquerda porque todos os candidatos que apareceram mostraram não ser democráticos, no sentido de promoverem a liberdade de expressão e a liberdade política. E não voto em facilitadores de negócios.
December 29, 2025
Há nomes no boletim que não correspondem a candidatos elegíveis?
Presidenciais: Seguro contesta no Tribunal Constitucional boletins de voto com nomes excluídos. TC diz ter cumprido a lei
“Maior perplexidade” da candidatura de Seguro é que decisão tenha sido tomada com base no “divulgado em diversos órgãos de comunicação social”. TC lembra que impressão de boletins não é da sua competência.
DN/Lusa
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Quem são eles? E se votássemos todos nesses nomes para estar à altura desta palhaçada?
June 03, 2025
O candidato Gouveia e Melo
Na sua primeira entrevista depois das duas apresentações de candidatura em Lisboa e Porto, Henrique Gouveia e Melo afirmou ser “pró-vida” e contra a eutanásia, afirmando mesmo que quando a lei lhe for parar às mãos (no caso de ser eleito Presidente) a vai mandar para o Tribunal Constitucional.
(...) Sobre o aborto, considerou que “o problema já está resolvido na sociedade portuguesa”
Quando foi confrontado com o que faria se estivesse no lugar de Marcelo Rebelo de Sousa no momento da demissão de António Costa em Novembro de 2023, Gouveia e Melo discordou da posição do Presidente da República. Se fosse chefe de Estado, Gouveia e Melo não teria dissolvido a Assembleia da República e daria posse a Mário Centeno como primeiro-ministro, como foi sugerido pelo PS. “Não está escrito na Constituição que as eleições são para eleger o primeiro-ministro”, disse o candidato. (...) Gouveia e Melo manifestou “grande admiração” pelo seu mandatário nacional, Rui Rio, e a sua “afinidade e objectivos políticos
Público (excertos)
Este artigo está 'wepanigzado' como dizem os anglo-saxões, de uma maneira óbvia para manipular a opinião pública. Escolhem 3 ou 4 frases de Gouveia e Melo e reduzem-no a elas.
Mesmo levando isso em conta, as posições das pessoas sobre temas políticos e sociais e as razões que apresentam para as sustentar dizem-nos muito sobre o seu modo de decidir e a sua orgânica mental.
Compreendo que Gouveia e Melo, sendo um homem conservador de uma certa idade seja contra a eutanásia e contra a IVG. Porém, um homem, mesmo que conservador, candidato a Presidente, um cargo para o qual se é eleito por todos os portugueses, tem que levar em conta o sentimento geral dos portugueses nessas questões e não pensar taxativamente que vai agir em nome pessoal a partir das suas convicções pessoais.
Em segundo lugar, as pessoas por quem tem admiração também dizem muito sobre ele. Ter grande admiração por Rui Rio, em meu entender é um demérito porque indica que não viu bem quem é este personagem e tudo o que não fez, para além de se armar em vítima.
Adiante... Depois de dizer que as eleições não são para eleger pessoas [mas partidos políticos] diz que teria nomeado Centeno, um homem que ninguém elegeu para coisa alguma e que nem sequer pertence a um partido político, os tais que são os objectos de eleições. Ademais, escolher Centeno, diz muito sobre este militar: é alguém que admira homens de pulso forte que tomam decisões sem ouvir ninguém a não ser as suas convicções pessoais, tão crentes estão na sua superioridade e verdade.
A democracia é o lugar da argumentação, da troca de ideias, da apresentação de razões v´lidas para as decisões e onde isso está ausente sobra o autoritarismo.
Gouveia e Melo parece ser uma pessoa honesta e séria, qualidades excelentes para um Presidente. Também deve ser um excelente comandante militar. Uma pessoa habituada e competente na organização de tropas e na execução de tarefas complexas. Isso foi óbvio na questão das vacinas que resolveu com uma limpeza olímpica. Porém, estas características de executor e de homem conservador de pulso fores, não são, quanto a mim, bons indicadores de um Presidente que tem de saber conduzir e inspirar sem executar e tem de ser capaz de ponderação. Rodear-se de pessoas sérias. Rui Rio não é um bom sinal.May 19, 2025
Outra conclusão destas eleições
O Chega está em todos os partidos como um alter-ego. Todos os partidos têm uma grande quantidade de potenciais votantes no Chega. É a fatia de pessoas que vota por despeito e por medo e que anseia por um homem forte que dê voz aos seus problemas. Quando as 'elites' políticas nos vêm dizer que em Portugal já é normal ter um salário de 3000 mil euros limpos, perguntamos qual a vantagem de ter representantes que vivem numa realidade alternativa, que nem sequer reconhecem a situação real das pessoas e que por isso não são confiáveis. O Chega alimenta-se dessa frustração das pessoas que está presente de modo igual em todas as forças políticas. É preciso lembrar que vivemos numa sociedade consumista e que as pessoas se vêem como clientes que pagam um serviço e querem ver resultados à sua medida. É por isso que o Chega tanto tem eleitores do PCP, como do BE, PS, CDS ou PSD. O Chega é um aviso aos políticos que confundem a ignorância do povo em termos políticos, com cegueira, incapacidade de perceber os problemas do país e estupidez popular e, baseados nesses preconceitos, mentem, aldrabam, 'compram' os meios de comunicação social para que manipulem as pessoas, etc. Só que essas estratégias embatem na vida real dos preços caros da alimentação, da falta de habitação, da falta de professores, da falta de médicos, da falta de creches, da falta de transportes públicos e por aí fora. A maneira de anular o Chega é fazer políticas e não politiquices, ser sério e resolver problemas - combater incessantemente a desinformação.
O que diz o voto dos portugueses? Antes votar Ventura que por o PS de novo no poder
Temos a novidade do JPP da Madeira eleger um deputado, continuamos com o PAN e temos um povo que “limpou” a falha ética de Luís Montenegro.
Quem volta a falar de Spinumviva, o motivo deste escrutínio? Ninguém, mas... e se o Ministério Público abrir um inquérito?... Ai!
Pedro Tadeu in dn.pt
May 18, 2025
Ja fui votar no mal menor
Sim, pertenço à categoria maioritária de portugueses normais que não queria eleições, o que queriam era que os políticos fizessem o seu trabalho com seriedade e competência.
As salas de voto estavam movimentadas mas não tinham filas como da última vez. Não sei se isso quer dizer alguma coisa.
May 16, 2025
Agora já ouvi tudo 😅
Está um Gonçalo Ribeiro Telles na TV a dizer que é óbvio que este ministro das finanças da AD é muito inferior aos do PS, Centeno e Medina, porque os outros eram mais conservadores e este da AD é menos conservador, ou seja, é mais progressista. LOL Agora já ouvi tudo: defender-se que os ministros das finanças da esquerda são mais conservadores que os do centro e da direita.
Na realidade o que é óbvio é que tanto Centeno como Medina podiam ter sido ministros das finanças do PPC: escolheram empobrecer os portugueses para fazer brilharetes de não gastar dinheiro. Assim também eu sei fazer. Chamaram-lhes cativações de investimento. Entretanto, deixaram as profissões, nomeadamente as públicas de serviços fundamentais, à beira do colapso por teimarem em que era preciso empobrecer os professores, os enfermeiros, os médico, os polícias, etc., já que nós éramos a causa de todos os males do país.
Querem ter serviços públicos de qualidade como outras democracias europeias mas não querem pagar aos profissionais dos serviços públicos.
A minha questão é: quem é que quer ministros das finanças que são conservadores à custa de deixar os outros pobres e o país sem serviços públicos (exemptam-se a si mesmos e aos seus amigos desse destino)? Bem, PPC, JMT, António Costa, Centeno, Medina, Ventura e outros do género. Parecem pães diferentes mas é tudo farinha do mesmo saco.
No que me diz respeito, esse é um dos maiores argumentos para ir votar AD. Desde a bestiaga da Lurdes Rodrigues, este ME desta AD foi o primeiro que nos devolveu algum do dinheiro que os conservadores do PS mais o gémeo PPC nos roubaram. E é o único que fala com respeito dos professores.
Não estou interessada em mais anos de conservadores do género do ordinário incompetente e burro do João Costa, nem dos Centenos que cativam o meu salário e a minha carreira para enriquecerem banqueiros, primos e amigos, Escárias e escórias e que depois de nos lixarem pulam para o FMI, para o Conselho Europeu, para o BdP, para 40 administrações de empresas, para cargos na ONU do amigo, etc.
Temos isso há mais de 20 anos com um breve interregno de 3 que foi mais do mesmo para pior. Acredito no princípio da alternância democrática. Não sou putineira.
May 10, 2025
Subscrevo quase inteiramente
Como nunca, nestes cinquenta anos, as eleições e a campanha do ano corrente foram tão dirigidas para o “chefe”, o “líder”, o “cabeça” e o “primeiro”. Quase nada se sabe sobre a equipa, os colaboradores e os grupos de apoio. Pouco se conhece sobre as instituições, empresas, associações e outros grupos que se sentem mobilizados e empenhados. Mal se percebem as ideias e os programas que cada um deseja ou diz desejar para o seu país. Apenas se sabe que querem o poder. Conquistar o poder. As arruadas são procissões tristonhas de gente, por vezes paga, que seguem o que vai à frente. Só ele (ou ela) conta, só ele (ou ela) se vê, só ele (ou ela) fala, só ele (ou ela) distribui brindes e só ele (ou ela) dá entrevista. Os comícios, cada vez menos, organizam-se à volta dele (ou dela) que, no fim, dá entrevista breve às televisões, geralmente rodeado de múmias sinistras e apagadas, mesmo quando se trata de deputados e ministros. Os principais “eventos” eleitorais são almoços e jantares de carne assada, antes dos quais ele (ou ela), rodeado de carantonhas ou fantoches, desfila uns rápidos lugares-comuns. Antes dessas romarias, crucial é o debate na televisão. Entre eles (ou elas), de modo automático e programado, parecem bonecos articulados. Porque, na verdade, o que interessa são as avaliações, com notas e tudo, de dezenas de comentadores que, quase sem excepção, favorecem os seus amigos com ar sabedor e arrasam os outros com ar de desprezo.
É verdade que a eleição política sempre foi, sempre será, um acto de reconhecimento e identificação, para o qual a personalidade e o carácter do “líder” são essenciais. Mas que, excepto quando se trata de um “herói”, mesmo assim exige uma equipa, um programa, uma energia especial, uma preocupação fundamental, umas ideias sobre o que importa fazer e umas certezas sobre grandes princípios.
Que pensam estes nossos partidos, candidatos a mandar em Portugal e em nós todos, do destino da Europa, periclitante como nunca, ameaçada pela Rússia, marginalizada pela América, cobiçada por África e pelo Islão e desprezada pela China?
António Barreto in Mais uma oportunidade perdida, Público (excertos)
April 30, 2025
Debate Montenegro - PNS
O programa nunca indica o nome dos jornalistas moderadores como se fossem mundialmente conhecidos, tipo o Silva dos Plásticos. Não percebo. Os moderadores causam muitas vezes impacto nos debates. Enfim...
O debate está a ser propagandístico e de ataque pessoal e não de apresentação de políticas para resolver problemas.
A jornalista que começou o debate e que não recordo o nome entrou extremamente agressiva contra Montenegro e depois mudou de voz e deu a PNS indicação, pela pergunta que lhe fez, para chamar incompetente a Montenegro. Uma falta de isenção que já outro dia mostrou com o debate entre Montenegro e Ventura. Calculo que seja do PS. Nem disfarça.
O segundo jornalista que falou -não sei quem é e também não nos informam- é mais equilibrado nas perguntas a ambos.
A terceira jornalista a entrar em cena foi incisiva mas equilibrada nas perguntas que fez a cada um e deixou-os falar.
Já me lembro do nome da primeira. É a Clara de Sousa. Não percebo porque razão os jornalistas entendem que para ser eficaz é necessário hostilizar os entrevistados. Quando foi a sua vez de falar de novo, foi escavar o caso das empresas de Montenegro (um assunto que já foi escavado até ao fim) e deu a palavra a PNS para que falasse na "falta de ética" de Montenegro e ia dizendo que o assunto não está mais esclarecido do que estava. Esta jornalista está a pagamento do PS? Depois acusou Montenegro de deixar escorregar informações para a imprensa... Péssima. E estamos fartos desta porcaria deste assunto de lana-caprina.
Agora não saem desta porcaria de conversa onde a jornalista os enfiou. Que raio isto interessa para resolver os problemas do país?
Fizeram-se 10 ou 15 debates e nem uma vez se falou da falta dramática de professores, dos resultados dos alunos a cair a pique em todos os índices, no caos da carreira de professor que afasta todos... nem uma única vez.
Na segunda vez que interveio a outra jornalista conseguiu pô-los a dizer as suas propostas para resolver a crise da habitação.
PNS não responde à pergunta sobre se viabiliza um governo AD se tiveram maioria de votos e acaba de dizer que espera para ver a configuração do Parlamento para decidir do modelo de governo. Portanto, faz uma nova geringonça. Livra! Vá de retro!
Montenegro não responde à mesma pergunta sobre se viabiliza um governo do PS no caso de ser este o partido com mais votos.
Agora estão na parte da demagogia: prometer tudo e mais um par de botas.
April 24, 2025
Debate BE-IL
Mariana Mortágua lançou slogans e repetiu as mesmas frases ad nauseam. Uma espécie de Ventura mais polida, mas o mesmo MO.
Rui Rocha apresentou propostas, explicou-as e deu razões para as suas posições. Mesmo que não se concorde com ele, percebe-se o que quer fazer. Tem outro nível.
Debate Montenegro-Ventura
A entrevistadora foi péssima e na sua inactividade e falta de interesse em lançar temas para o debate influenciou muito negativamente a conversa. O tempo todo do debate só introduziu o tema da saúde e foi injectando provocações desinteressantes na conversa sempre no mesmo tema.
O debate foi cansativo e desinteressante.
April 15, 2025
Um aparte
A maioria dos comentadores das TVs -tenho-os visto no tempo entre debates- são péssimos: zero objectividade. Cada um comenta no sentido de defender o candidato da sua preferência. Por vezes nem comentam o debate em si mesmo mas argumentam a favor dos argumentos dos seus candidatos preferidos - ainda agora vi Helena Matos fazer isso. Alguns são jornalistas, outros professores universitários... deviam ter u mínimo de objectividade nos juízos.
Ventura é um bombardeiro
E não perdoa. Vai a todos os 'casinhos' dos governos de Costa e como sabemos, tem muito pano para cortar porque aquilo foi um comboio que descarrilou muitas vezes. PNS bem tenta responder às perguntas mas é difícil. Está a ser uma carnificina.
Apesar dos bombardeamentos PNS esteve calmo a aguentar o Ventura.