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January 18, 2026

Parece que a abstenção baixou muito nestas eleições

 

Vi agora numa TV. O meu olhómetro falhou. Não faço a menor ideia de como vão estar distribuídos os votos de maneira que qualquer resultado vai ser uma surpresa. Nesta altura já as TVs têm comentadores para todos os gostos e desgostos. Não estou para ouvi-los.

Vou deixar este post aberto.

Enfim, parece que Seguro e Ventura vão à 2ª volta. Lá vou ter que ir votar em Seguro na 2ª volta... uma pessoa que não tem, penso eu, nenhum perfil para o cargo. 

Não tenho políticos em que me reveja, nem no governo, nem vou ter na presidência. Desmotivante.


Sondagem olhómetra


Lá me arrastei até à secção de voto. Literalmente. Fiz os 3 minutos entre a minha casa e a secção de voto no dobro do tempo. O corpo e a cabeça não queriam ir e fui arrastando-me a fazendo considerações de voto até lá chegar. Lá votei, depois de olhar o boletim exótico com uns candidatos bibelot a enfeitar o papel. Não estava praticamente ninguém em nenhuma das secções de voto e daí a minha sondagem olhómetro vaticinar uma grande abstenção. Talvez outros não tivessem conseguido que a cabeça e o corpo os arrastassem até lá.


January 16, 2026

Não conhecia esta entrevista - é completamente inaceitável

 


A violência que as mulheres aguentam dos homens é uma epidemia a nível planetário que os homens, mesmo os equilibrados, recusam abordar e como se isso não chegasse, Cotrim acha razoável as mulheres ficarem com o corpo, a vida e a sua pessoa reféns da chantagem de homens. É completamente medieval e inaceitável.

Porque não defendem estes homens a castração temporária dos homens como um procedimento obrigatório? É um procedimento de 10 minutos, reversível, que evitava os abortos, já que nenhuma mulher ficaria grávida contra a sua vontade.

Enfim, voltei à estaca zero nas eleições presidenciais. Não me agrada votar em Seguro que me parece ser alguém sem visão para o pais, sem noção dos desafios do mundo e que se alinharia com qualquer governo para manter o sistema.

Isto está difícil.

Adenda: queria dizer «vasectomia» e não castração, mas dado que estes homens defendem a castração das mulheres, retirando-lhes a possibilidade de decisão e de vida autónoma, também não fica mal. Porque, se o pai pode ter uma palavra a dizer sobre o que as mulheres fazem do seu corpo e da sua saúde por terem contribuído com uma ejaculação durante uns segundos, imagine-se o direito de uma mãe sobre um filho decidir do seu corpo, tendo em conta que foi ela com o seu corpo que lhe fez os músculos, o cérebro, o coração, os olhos, os pés e todo o resto do corpo, durante muitos meses. 

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O candidato presidencial, convidado de Santana Lopes, admitiu na terça-feira, em entrevista no Now, que gostava de ver incorporada "com mais força legal" a opinião do pai…



CMJORNAL.PT
Cotrim de Figueiredo e a legislação do aborto: "Parece-me irrazoável que se possa tomar uma decisão sem o conhecimento do pai"

January 14, 2026

Uma denúncia numa rede social de assédio sexual sobre um candidato a Presidente



Deixa-me raciocinar sobre esta questão porque Cotrim é justamente o candidato em quem pensei votar.

Então, uma mulher que trabalhou com Cotrim na IL publicou numa rede social o seguinte, referindo-se a ele:
"Nunca vou esquecer as várias vezes em que bloqueei quando me disse 'Excelente trabalho, só falta abrires as pernas comigo', 'De que tipo de homens gostas?', 'Mais grossa ou mais comprida?'", lia-se na mensagem, entretanto apagada.
Isto são coisas que se podem dizer a um parceiro sexual mas fora dessa relação são muito ordinárias e constituem obviamente um abuso e assédio.

Não sei se isto é verdade ou mentira.  Por um lado, parece-me que há má intenção dela ao lançar esta denúncia a meia-dúzia de dias da eleição. Quando vamos ver quem é esta mulher, lemos que:
Inês Bichão é mestre em Direito Administrativo pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa e doutoranda em Ciências Jurídico-Políticas, especialização em Direito da União Europeia, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (em curso desde 2022). Premiada com o galardão Jacques Delors em Direito da União Europeia em 2024, a consultora e adjunta do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas publicou obras como O ato administrativo desconforme ao Direito da União Europeia e, em maio deste ano, O Lóbi como um Desafio Constitucional Multinível - O elefante na sala dos poderes públicos?
Foi advogada, assessora parlamentar na Assembleia da República em 2022 e 2023 e, em 2025, técnica especialista no Gabinete do Secretário de Estado do Ambiente do XXIV Governo Constitucional, tendo recebido louvor publicado em Diário da República pelo então secretário de Estado, Emídio Sousa. Agora, Inês Bichão prossegue como adjunta deste mesmo responsável mas agora na pasta das Comunidades Portuguesas. jn.pt
Portanto, não é uma advogada qualquer, é uma advogada com muita formação académica, com especializações, prémios e louvores e experiência no meio político. Não é possível que não saiba as consequências de lançar para o ar estas 'bocas' numa rede social, o tempo suficiente para serem vistas antes de as apagar. Quis causar dano de uma maneira que torne difícil esclarecer a questão antes do dia da eleição, dado estarmos em cima dela. E causou. 
Veio logo a Ana Sá Lopes, uma pessoa hipócrita e intelectualmente desonesta que apoia com o seu silêncio cúmplice as atrocidades dos islamitas sobre as mulheres, no mundo inteiro, ampliar a questão no Público, dando como certo que Cotrim é um abusador sexual. Veja-se abaixo os termos em que comenta o assunto:
A meio da tarde, soube-se que uma antiga assessora da Iniciativa Liberal, hoje assessora do Governo, o acusou de assédio sexual, numa página restrita de Instagram. Cotrim disse que a acusação é falsa e disse que vai pôr uma queixa por difamação em tribunal contra a ex-assessora.
Quem estuda estes processos de assédio sexual sabe que é muito difícil a queixa das vítimas. E esta queixa da alegada vítima nem foi pública – aconteceu num grupo restrito no Instagram.
Subitamente, um problema grave como o assédio sexual foi considerado uma arma de arremesso político. Ou seja, segundo Cotrim e apoiantes, terá sido o PSD (que apoia Marques Mendes) a “obrigar” a agora assessora do Governo a contar uma história penosa num grupo restrito para fazer “campanha suja”.
Cotrim, em sua defesa, disse: “Há política, há política suja, e depois há isto. É absolutamente inadmissível. Não percebo como em Portugal há gente que consegue fazer política desta maneira”. O candidato da Iniciativa Liberal nega aquilo de que é acusado. Mas passem os olhos pelas redes sociais: a culpada é a alegada vítima. É sempre assim.
Em Portugal, não há vítimas de assédio sexual nem de violência doméstica. Só se forem da classe trabalhadora – nas classes altas não se passa nada. Há agora o caso Boaventura, mesmo assim com imenso apoio entre os seus pares. A palavra das mulheres quando se dizem vítimas nunca tem valor. Há 20 anos, passava-se o mesmo com as vítimas de abuso sexual de menores.
Cotrim perde votos com esta acusação, mesmo se fosse verdadeira? Em Portugal, não. Ana Sá Lopes in 
publico

Ana Sá Lopes não diz explicitamente que ele é um abusador sexual, mas em todas as linhas o diz implicitamente.

A questão é que a advogada que faz a denúncia, apesar de poder tê-la feito nesta altura para prejudicar Cotrim nas eleições, o que me parece óbvio, pode estar a falar verdade. Aliás pode ter feito a denúncia nesta altura, justamente como vingança. Por outro lado, pode estar a mentir. Com certeza sabia que ele iria pôr-lhe um processo e com certeza aconselhou-se com outros advogados ou políticos, dado que se movimenta muito bem nesse meio.

Ora, isso é algo que só poderemos saber em tribunal. Talvez...

Estou dividida entre querer que a advogada não esteja a mentir, porque sabemos que os casos em que se acusa falsamente alguém, apesar de serem na ordem dos 2%, ou menos, acontecem e, de cada vez que acontecem fazem regredir os direitos das mulheres mais de cem anos. Neste caso, sendo a advogada uma figura pública, seria ainda pior; por outro lado prefiro que não seja verdade que um político candidato a Presidente e em quem pensei votar e que me parece ser uma pessoa séria, afinal seja uma pessoa capaz de assediar colegas mais novas da maneira tão inequívoca que ela refere.

Espero que esta questão seja esclarecida e que a pessoa responsável, seja por uma situação, seja por outra, seja efectivamente responsabilizada.


January 12, 2026

Já decidi em quem votar

 

Apesar de não votar convicta, vou votar na mesma pessoa em quem votei para o PE que é o Cotrim. Não voto convicta porque não concordo com a visão dele para a educação que é dar cheques para que os alunos os entreguem ao ensino privado, destruindo ainda mais o público, como aconteceu em todos os países onde essa medida foi tentada. Também não concordo com a visão dele de que a IA pode substituir os professores - e outras coisas que têm que ver com o peso excessivo das privatizações. Sim, eu sei que o Presidente da República não é executivo (se fossem eleições legislativas nunca votaria nele por causa destas situações) mas o que pensa faz diferença naquilo em que apoia os governos.

Porém e apesar disto, em geral ele parece-me uma pessoa séria, com sentido de Estado e não comprometida. É um liberal, defende a liberdade, a autonomia, a liberdade de expressão, a liberdade política.

Houve uma altura em que ponderei votar no Almirante, que me parece uma pessoa séria, apesar de ser um tiro no escuro na maioria das situações (excepto o que tem que ver com a defesa e a geopolítica) mas, o recente apoio da sua candidatura por parte daquelas pessoas do CDS e PSD que apoiavam a ideia kameneica de PPC de inscrever na Constituição que o lugar natural das mulheres é em casa a tratar das meias dos maridos, decidiu-me.

Não voto em ninguém da esquerda porque todos os candidatos que apareceram mostraram não ser democráticos, no sentido de promoverem a liberdade de expressão e a liberdade política. E não voto em facilitadores de negócios. 


December 29, 2025

Há nomes no boletim que não correspondem a candidatos elegíveis?

 

Presidenciais: Seguro contesta no Tribunal Constitucional boletins de voto com nomes excluídos. TC diz ter cumprido a lei

“Maior perplexidade” da candidatura de Seguro é que decisão tenha sido tomada com base no “divulgado em diversos órgãos de comunicação social”. TC lembra que impressão de boletins não é da sua competência.
DN/Lusa

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Quem são eles? E se votássemos todos nesses nomes para estar à altura desta palhaçada?


June 03, 2025

O candidato Gouveia e Melo

 

Na sua primeira entrevista depois das duas apresentações de candidatura em Lisboa e Porto, Henrique Gouveia e Melo afirmou ser “pró-vida” e contra a eutanásia, afirmando mesmo que quando a lei lhe for parar às mãos (no caso de ser eleito Presidente) a vai mandar para o Tribunal Constitucional.
(...) Sobre o aborto, considerou que “o problema já está resolvido na sociedade portuguesa”
Quando foi confrontado com o que faria se estivesse no lugar de Marcelo Rebelo de Sousa no momento da demissão de António Costa em Novembro de 2023, Gouveia e Melo discordou da posição do Presidente da República. Se fosse chefe de Estado, Gouveia e Melo não teria dissolvido a Assembleia da República e daria posse a Mário Centeno como primeiro-ministro, como foi sugerido pelo PS. “Não está escrito na Constituição que as eleições são para eleger o primeiro-ministro”, disse o candidato. 
 (...) Gouveia e Melo manifestou “grande admiração” pelo seu mandatário nacional, Rui Rio, e a sua “afinidade e objectivos políticos
Público (excertos)


Como todos sabemos, a maioria dos jornais e uma enormidade de estudos universitários e científicos são, nos dias de hoje, armas de destruição maciça nas mãos de políticos e organizações vorazes de poder e daí o seu descrédito geral.

Este artigo está 'wepanigzado' como dizem os anglo-saxões, de uma maneira óbvia para manipular a opinião pública. Escolhem 3 ou 4 frases de Gouveia e Melo e reduzem-no a elas.

Mesmo levando isso em conta, as posições das pessoas sobre temas políticos e sociais e as razões que apresentam para as sustentar dizem-nos muito sobre o seu modo de decidir e a sua orgânica mental.

Compreendo que Gouveia e Melo, sendo um homem conservador de uma certa idade seja contra a eutanásia e contra a IVG. Porém, um homem, mesmo que conservador, candidato a Presidente, um cargo para o qual se é eleito por todos os portugueses, tem que levar em conta o sentimento geral dos portugueses nessas questões e não pensar taxativamente que vai agir em nome pessoal a partir das suas convicções pessoais.

Em segundo lugar, as pessoas por quem tem admiração também dizem muito sobre ele. Ter grande admiração por Rui Rio, em meu entender é um demérito porque indica que não viu bem quem é este personagem e tudo o que não fez, para além de se armar em vítima.

Adiante... Depois de dizer que as eleições não são para eleger pessoas [mas partidos políticos] diz que teria nomeado Centeno, um homem que ninguém elegeu para coisa alguma e que nem sequer pertence a um partido político, os tais que são os objectos de eleições. Ademais, escolher Centeno, diz muito sobre este militar: é alguém que admira homens de pulso forte que tomam decisões sem ouvir ninguém a não ser as suas convicções pessoais, tão crentes estão na sua superioridade e verdade.

A democracia é o lugar da argumentação, da troca de ideias, da apresentação de razões v´lidas para as decisões e onde isso está ausente sobra o autoritarismo.

Gouveia e Melo parece ser uma pessoa honesta e séria, qualidades excelentes para um Presidente. Também deve ser um excelente comandante militar. Uma pessoa habituada e competente na organização de tropas e na execução de tarefas complexas. Isso foi óbvio na questão das vacinas que resolveu com uma limpeza olímpica.  Porém, estas características de executor e de homem conservador de pulso fores, não são, quanto a mim, bons indicadores de um Presidente que tem de saber conduzir e inspirar sem executar e  tem de ser capaz de ponderação. Rodear-se de pessoas sérias. Rui Rio não é um bom sinal.

Para eleger um militar para este cargo civil, teria de ser uma pessoa excepcional, não de um ponto de vista militar ou executivo, mas de um ponto de vista político. Um visionário. Claro que vou ouvir o que ele tem a dizer de si na campanha, mas...

Quanto a outros candidatos, Sócrates apoia vivamente Vitorino e está tudo dito.

May 19, 2025

Outra conclusão destas eleições

 

O Chega está em todos os partidos como um alter-ego. Todos os partidos têm uma grande quantidade de potenciais votantes no Chega. É a fatia de pessoas que vota por despeito e por medo e que anseia por um homem forte que dê voz aos seus problemas. Quando as 'elites' políticas nos vêm dizer que em Portugal já é normal ter um salário de 3000 mil euros limpos, perguntamos qual a vantagem de ter representantes que vivem numa realidade alternativa, que nem sequer reconhecem a situação real das pessoas e que por isso não são confiáveis. O Chega alimenta-se dessa frustração das pessoas que está presente de modo igual em todas as forças políticas. É preciso lembrar que vivemos numa sociedade consumista e que as pessoas se vêem como clientes que pagam um serviço e querem ver resultados à sua medida. É por isso que o Chega tanto tem eleitores do PCP, como do BE, PS, CDS ou PSD. O Chega é um aviso aos políticos que confundem a ignorância do povo em termos políticos, com cegueira, incapacidade de perceber os problemas do país e estupidez popular e, baseados nesses preconceitos, mentem, aldrabam, 'compram' os meios de comunicação social para que manipulem as pessoas, etc. Só que essas estratégias embatem na vida real dos preços caros da alimentação, da falta de habitação, da falta de professores, da falta de médicos, da falta de creches, da falta de transportes públicos e por aí fora. A maneira de anular o Chega é fazer políticas e não politiquices, ser sério e resolver problemas - combater incessantemente a desinformação.


O que diz o voto dos portugueses? Antes votar Ventura que por o PS de novo no poder



Temos a novidade do JPP da Madeira eleger um deputado, continuamos com o PAN e temos um povo que “limpou” a falha ética de Luís Montenegro.

Quem volta a falar de Spinumviva, o motivo deste escrutínio? Ninguém, mas... e se o Ministério Público abrir um inquérito?... Ai!

Pedro Tadeu in dn.pt

Temos um povo que limpou a falha ética de Montenegro? Podia acrescentar: temos um povo que durante 20 anos (com um intervalo de 3) limpou as falhas éticas e os 350 casos de corrupção e o tráfico de influência dos governos PS. Tadeu queria que não se perdesse essa tradição de limpar as falhas e os abismos éticos dos governos PS. São pessoas como ele que desacreditam a comunicação social. São tão enviesados nas suas análises que é difícil dar-lhes crédito em qualquer coisa. Tadeu ainda não percebeu que o Chega subiu à conta das pessoas estarem fartas de 20 anos de falhas éticas do PS, ao ponto de preferirem votar no Ventura que pôr de novo o PS no poder. Não me lembro de o ouvir falhar da falha ética dos 70 mil euros escondidos nos gabinetes do PM ou na falha ética de contratar 300 pessoas para construirem perfis fraudulentos nas redes sociais a elogiar falsamente a governação de Costa.

May 18, 2025

Ja fui votar no mal menor

 


Sim, pertenço à categoria maioritária de portugueses normais que não queria eleições, o que queriam era que os políticos fizessem o seu trabalho com seriedade e competência. 

As salas de voto estavam movimentadas mas não tinham filas como da última vez. Não sei se isso quer dizer alguma coisa.


May 16, 2025

Agora já ouvi tudo 😅

 

Está um Gonçalo Ribeiro Telles na TV a dizer que é óbvio que este ministro das finanças da AD é muito inferior aos do PS, Centeno e Medina, porque os outros eram mais conservadores e este da AD é menos conservador, ou seja, é mais progressista. LOL Agora já ouvi tudo: defender-se que os ministros das finanças da esquerda são mais conservadores que os do centro e da direita.

Na realidade o que é óbvio é que tanto Centeno como Medina podiam ter sido ministros das finanças do PPC: escolheram empobrecer os portugueses para fazer brilharetes de não gastar dinheiro. Assim também eu sei fazer. Chamaram-lhes cativações de investimento. Entretanto, deixaram as profissões, nomeadamente as públicas de serviços fundamentais, à beira do colapso por teimarem em que era preciso empobrecer os professores, os enfermeiros, os médico, os polícias, etc., já que nós éramos a causa de todos os males do país.

Querem ter serviços públicos de qualidade como outras democracias europeias mas não querem pagar aos profissionais dos serviços públicos.

A minha questão é: quem é que quer ministros das finanças que são conservadores à custa de deixar os outros pobres e o país sem serviços públicos (exemptam-se a si mesmos e aos seus amigos desse destino)? Bem, PPC, JMT, António Costa, Centeno, Medina, Ventura e outros do género. Parecem pães diferentes mas é tudo farinha do mesmo saco.

No que me diz respeito, esse é um dos maiores argumentos para ir votar AD. Desde a bestiaga da Lurdes Rodrigues, este ME desta AD foi o primeiro que nos devolveu algum do dinheiro que os conservadores do PS mais o gémeo PPC nos roubaram. E é o único que fala com respeito dos professores. 

Não estou interessada em mais anos de conservadores do género do ordinário incompetente e burro do João Costa, nem dos Centenos que cativam o meu salário e a minha carreira para enriquecerem banqueiros, primos e amigos, Escárias e escórias e que depois de nos lixarem pulam para o FMI, para o Conselho Europeu, para o BdP, para 40 administrações de empresas, para cargos na ONU do amigo, etc. 

Temos isso há mais de 20 anos com um breve interregno de 3 que foi mais do mesmo para pior. Acredito no princípio da alternância democrática. Não sou putineira.

May 10, 2025

Subscrevo quase inteiramente

 



Como nunca, nestes cinquenta anos, as eleições e a campanha do ano corrente foram tão dirigidas para o “chefe”, o “líder”, o “cabeça” e o “primeiro”. Quase nada se sabe sobre a equipa, os colaboradores e os grupos de apoio. Pouco se conhece sobre as instituições, empresas, associações e outros grupos que se sentem mobilizados e empenhados. Mal se percebem as ideias e os programas que cada um deseja ou diz desejar para o seu país. Apenas se sabe que querem o poder. Conquistar o poder. As arruadas são procissões tristonhas de gente, por vezes paga, que seguem o que vai à frente. Só ele (ou ela) conta, só ele (ou ela) se vê, só ele (ou ela) fala, só ele (ou ela) distribui brindes e só ele (ou ela) dá entrevista. Os comícios, cada vez menos, organizam-se à volta dele (ou dela) que, no fim, dá entrevista breve às televisões, geralmente rodeado de múmias sinistras e apagadas, mesmo quando se trata de deputados e ministros. Os principais “eventos” eleitorais são almoços e jantares de carne assada, antes dos quais ele (ou ela), rodeado de carantonhas ou fantoches, desfila uns rápidos lugares-comuns. Antes dessas romarias, crucial é o debate na televisão. Entre eles (ou elas), de modo automático e programado, parecem bonecos articulados. Porque, na verdade, o que interessa são as avaliações, com notas e tudo, de dezenas de comentadores que, quase sem excepção, favorecem os seus amigos com ar sabedor e arrasam os outros com ar de desprezo.

É verdade que a eleição política sempre foi, sempre será, um acto de reconhecimento e identificação, para o qual a personalidade e o carácter do “líder” são essenciais. Mas que, excepto quando se trata de um “herói”, mesmo assim exige uma equipa, um programa, uma energia especial, uma preocupação fundamental, umas ideias sobre o que importa fazer e umas certezas sobre grandes princípios.

Que pensam estes nossos partidos, candidatos a mandar em Portugal e em nós todos, do destino da Europa, periclitante como nunca, ameaçada pela Rússia, marginalizada pela América, cobiçada por África e pelo Islão e desprezada pela China?

António Barreto in Mais uma oportunidade perdida, Público (excertos)


April 30, 2025

Debate Montenegro - PNS

 


O programa nunca indica o nome dos jornalistas moderadores como se fossem mundialmente conhecidos, tipo o Silva dos Plásticos. Não percebo. Os moderadores causam muitas vezes impacto nos debates. Enfim...

O debate está a ser propagandístico e de ataque pessoal e não de apresentação de políticas para resolver problemas.

A jornalista que começou o debate e que não recordo o nome entrou extremamente agressiva contra Montenegro e depois mudou de voz e deu a PNS indicação, pela pergunta que lhe fez, para chamar incompetente a Montenegro. Uma falta de isenção que já outro dia mostrou com o debate entre Montenegro e Ventura. Calculo que seja do PS. Nem disfarça.

O segundo jornalista que falou -não sei quem é e também não nos informam- é mais equilibrado nas perguntas a ambos.

A terceira jornalista a entrar em cena foi incisiva mas equilibrada nas perguntas que fez a cada um e deixou-os falar.

Já me lembro do nome da primeira. É a Clara de Sousa. Não percebo porque razão os jornalistas entendem que para ser eficaz é necessário hostilizar os entrevistados. Quando foi a sua vez de falar de novo, foi escavar o caso das empresas de Montenegro (um assunto que já foi escavado até ao fim) e deu a palavra a PNS para que falasse  na "falta de ética" de Montenegro e ia dizendo que o assunto não está mais esclarecido do que estava. Esta jornalista está a pagamento do PS? Depois acusou Montenegro de deixar escorregar informações para a imprensa... Péssima. E estamos fartos desta porcaria deste assunto de lana-caprina. 

Agora não saem desta porcaria de conversa onde a jornalista os enfiou. Que raio isto interessa para resolver os problemas do país?

Fizeram-se 10 ou 15 debates e nem uma vez se falou da falta dramática de professores, dos resultados dos alunos a cair a pique em todos os índices, no caos da carreira de professor que afasta todos... nem uma única vez.

Na segunda vez que interveio a outra jornalista conseguiu pô-los a dizer as suas propostas para resolver a crise da habitação.

PNS não responde à pergunta sobre se viabiliza um governo AD se tiveram maioria de votos e acaba de dizer que espera para ver a configuração do Parlamento para decidir do modelo de governo. Portanto, faz uma nova geringonça. Livra! Vá de retro!

Montenegro não responde à mesma pergunta sobre se viabiliza um governo do PS no caso de ser este o partido com mais votos.

Agora estão na parte da demagogia: prometer tudo e mais um par de botas.


April 24, 2025

Debate BE-IL

 


Mariana Mortágua lançou slogans e repetiu as mesmas frases ad nauseam. Uma espécie de Ventura mais polida, mas o mesmo MO.

Rui Rocha apresentou propostas, explicou-as e deu razões para as suas posições. Mesmo que não se concorde com ele, percebe-se o que quer fazer. Tem outro nível.


Debate Montenegro-Ventura

 

A entrevistadora foi péssima e na sua inactividade e falta de interesse em lançar temas para o debate influenciou muito negativamente a conversa. O tempo todo do debate só introduziu o tema da saúde e foi injectando provocações desinteressantes na conversa sempre no mesmo tema. 

O debate foi cansativo e desinteressante.


April 15, 2025

Um aparte

 


A maioria dos comentadores das TVs -tenho-os visto no tempo entre debates- são péssimos: zero objectividade. Cada um comenta no sentido de defender o candidato da sua preferência. Por vezes nem comentam o debate em si mesmo mas argumentam a favor dos argumentos dos seus candidatos preferidos - ainda agora vi Helena Matos fazer isso. Alguns são jornalistas, outros professores universitários... deviam ter u mínimo de objectividade nos juízos.


Ventura é um bombardeiro

 

E não perdoa. Vai a todos os 'casinhos' dos governos de Costa e como sabemos, tem muito pano para cortar porque aquilo foi um comboio que descarrilou muitas vezes. PNS bem tenta responder às perguntas mas é difícil. Está a ser uma carnificina. 

Apesar dos bombardeamentos PNS esteve calmo a aguentar o Ventura.


April 13, 2025

Debate entre Raimundo (CDU) e Mortágua (BE)

 


Pode ser visto aqui: Debate entre Paulo Raimundo (CDU) e Mariana Mortágua (BE)

Como não são opostos e não têm que acusar-se (ao ponto de ir acusar pessoas do anterior debate) a torto e direito estiveram a apresentar propostas. Foi esclarecedor. Percebe-se porque perdem votos em massa.

Na imigração Mortágua tem uma visão alienada da realidade. Para ela, o imigrante é uma abstracção, um ser inocente e de boa vontade com motivações unívocas e não considera que esses milhares de pessoas têm interesses e motivações muito diferentes de maneira que para ela as soluções são unívocas e indubitáveis. Não segue as notícias internacionais sobre o que se passa em países que tiveram imigração em massa nos últimos anos. Isto é o que chamo funcionar por ideologia: viver pelos princípios ideológicos, mesmo quando eles estão divorciados da realidade dos factos. Mortágua acusa Montenegro de falta de ética depois de andar a despedir grávidas e mães recentes... lol Em relação à defesa continua incapaz de perceber o que se passa no mundo. Só vê o mundinho. Faz contas de merceeiro: x tanques valem x reformas, como se pudéssemos viver em prosperidade cativos do imperialismo colonialista russo. Se vivesse no tempo de Segunda Guerra teria estado ao lado de Salazar, exactamente com os mesmo argumentos.

Raimundo acaba o debate à Guterres com slogans catastrofistas sobre o futuro. Raimundo tenta disfarçar o apoio a Putin, mas não consegue. Diz que o apoio a Putin do PCP é uma posição de coragem pela paz. LOL

April 12, 2025

Contra o Bloco Central

 


António Barreto escreve este artigo a prezar as virtudes do Bloco Central que governou o país entre 1982 e 1985, mas não leva em conta, nem a evolução do país, nem a evolução da ideologia dos partidos, nem as personalidades que se juntaram nele. 

O Bloco Central foi liderado por Mário Soares do PS. Mota Pinto era o nº 2. Nem poderia ser de outra maneira porque Soares nunca seria nº 2 de outro qualquer. Se se fizesse agora um Bloco Central, quem quereria ser o nº 2? Montenegro aceitaria ser o nº 2 de PNS? Não me parece. E PNS aceitaria ser o nº 2 de Montenegro? Não me parece.

Em segundo lugar, o PS e o PSD de então eram partidos muito diferentes e o facto de terem feito uma coligação para governar não os diluiu, mas nos dias que correm quando as ideologias do centro pouco se distinguem umas das outras e esses dois partidos têm práticas governativas tão idênticas, ao fim de um tempo associados no poder haviam de embrenhar-se um no outro e fazer uma só força hegemónica permanente e predadora do país. Há esse risco muito grande. Imagine-se um BC com Sócrates à cabeça e sem ninguém para se lhe opôr. Ou com PPC sem oposição.

Em terceiro lugar, em 1982 não estávamos na UE. As nossas condições eram sempre piores.

Dito isto, penso que devia haver acordos em certas áreas políticas entre esses dois partidos para que não se sabotassem constantemente prejudicando o país. Neste momento o Parlamento inglês está reunido para fazer um acordo entre os dois partidos que salve o aço inglês. Nós precisamos de acordos políticos entre os dois maiores partidos relativamente a certas áreas fundamentais do país - como aliás foi feito recentemente na questão da imigração - e para certos dossiers como o do aeroporto. Essa é uma responsabilidade desses partidos e a sociedade devia pressioná-los a dar passos nesse sentido. 


O mal-amado

O Governo do Bloco Central teve excelente e péssima actuação. No conjunto do seu mandato, foi mais útil do que prejudicial ao país.

António Barreto

Tem alcunha que ficou mal na história: o “Bloco Central”. Só houve um, com este nome, liderado por Mário Soares e Mota Pinto. PS e o PSD juntos!

Público

April 09, 2025

Liguei a TV e apanhei o debate de Tavares e Raimundo

 


Cada um despejou a sua cassete. O debate foi desinteressante. Slogans sobre tudo, alguns contraditórios com outros que defendem e nenhuma proposta de solução de problema algum. Curiosamente, mas sem surpresa, muitos dos desejos de Raimundo (temos que falar mais vezes com Putin, temos de acabar com isso de armar a Europa, etc.) são os que Trump defende.